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Posts para categoria ‘Fertilização’

Adubação

A adubação é uma etapa muito importante para garantir o desenvolvimento das espécies do seu jardim. Abaixo algumas dicas que vão são uma mão na roda para você que tem algumas dúvidas sobre esse processo. Confira:

A adubação deve ser feita quando as plantas necessitam dos nutrientes. É preciso dar atenção às necessidades específicas das espécies como uma quantidade equilibrada de nitrogênio, fósforo e potássio (durante o crescimento) e uma redução do nitrogênio e o aumento de fósforo e potássio (na floração e frutificação).

Não adube as plantas quando elas entram em dormência, pois nesse período elas não aproveitam muito os fertilizantes. O período de dormência varia muito de espécie para espécie.

adubo

É preciso ficar atento ao pH do solo. De nada adianta usar adubo excessivamente em um solo ácido. Por isso, vale antes pedir uma análise do solo, para ter um diagnóstico correto do estado atual.

A fertilização deve ser feita mais frequentemente na praia e em outros solos arenosos.

Uma dica que faz toda a diferença no desenvolvimento da planta é enriquecer o solo com uma boa quantidade de matéria orgânica.

Tente nunca deixar faltar água às plantas durante o período seguinte à adubação, pois as espécies podem se desidratar facilmente.

A adubação ideal é aquela gradual e de acordo com a fase da planta. Por isso na hora de adubar, evite, por exemplo, de fertilizar perto da colheita.

adubo-organico

Aplique fertilizantes em dose menor ou igual à recomendada na embalagem. O excesso pode fazer com que as plantas murchem ou morram da noite para o dia.

Os dias nublados são os melhores para fertilizar as plantas. Aliás, deve se evitar ao máximo adubar em dias de sol intenso e dias chuvosos.

Não utilize estercos frescos, restos de alimentos e cascas diretamente sobre o solo. A fermentação destes materiais produz substâncias que são prejudiciais, por isso é indicado sempre fazer a compostagem antes de utilizar.

janela-neve

borra-de-cafe

Uma das bebidas favoritas dos brasileiros (somos o segundo maior país consumidor desse estimulante no mundo), que além de deliciosa, é um excelente fertilizante para a terra. Sabe do que estamos falando? Café!

Por ser rico em nutrientes, ele contribui muito para o bom desenvolvimento do solo e consequentemente para o desenvolvimento das plantas. Confira 5 formas de usar a borra de café a favor do seu jardim ou horta:

1. Na fertilização
Utilize a borra do café junto com outros tipos de fertilizantes e adubo. Aplicar ela diretamente sobre o solo irá acelerar o processo de decomposição da matéria, fazendo com que perca sua função de fertilizante. Você pode misturar, também a borra na seguinte proporção: 100g de borra de café para cada litro de água.

2. Na compostagem
Com a borra de café colocada junto à pilha de compostagem, esta emanará um cheiro mais ameno, ficará mais quente e conservará a umidade. Para melhor resultado, é recomendável adicionar folhas secas, que evitam o mau cheiro, e serragem, para reduzir a umidade.

3. Repelente de pragas
Quando se utiliza repelente químico é preciso considerar que, por mais eficaz que seja no combate das pragas, eles acabam matando insetos que são benéficos para a plantação, além de prejudicar a saúde da planta.

Utilize a borra de café que, além de tornar a planta mais saudável, é um excelente repelente para larvas, caracóis e lesmas.

minhocas

4. Atrai minhocas
As minhocas adoram um café, Mas elas costumam preferir as mais antigas, que já estão em processo de decomposição. As minhocas trazem muitos benefícios para a terra da sua horta e jardim, pois seus dejetos auxiliam na fortificação da terra e seus caminhos na irrigação da água.

5. Mudança no solo
Se você estiver pensando em construir ou aumentar um canteiro ou ainda em consertar alguma coisa do seu jardim, a borra de café é uma boa pedida. O solo e a terra devem ser misturados numa proporção de 50/50.

Após efetuar a mistura, espere aproximadamente 60 dias para plantar alguma semente ou vegetal. A terra estará muito mais saudável!

folhas no outono

carvão

O elemento natural é essencial para manter a planta viva e saudável mesmo com o excesso de rega.

Um dos problemas mais comuns ao cuidar de plantas é a quantidade de água que você coloca no vaso. Por isso, matar as plantas ‘afogadas’ pelo excesso de líquido é praticamente normal no dia a dia de algumas pessoas. Porém, uma forma de evitar que isso aconteça é colocando carvão nos vasos de planta.

Sem um sistema de drenagem, a água vai acumular no fundo do vaso e tornar as raízes suscetíveis a fungos e bactérias, que fazem com que ela apodreça e morra. E é claro que o formato do vaso também influencia: alguns contém furos na parte de baixo para que a água saia, outros não.

Assim como para o seu terrário, é interessante criar uma camada de drenagem se o seu vaso não possui esse sistema próprio. E isso é feito com o carvão. Ao contrário da terra, que absorve e mantém a água no lugar, essa camada extra faz com que a água continue caindo livremente, deixando-a distante das raízes e da própria terra.

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O carvão vegetal é um elemento altamente poroso e que absorve muita água. Não só isso, mas o ele também é utilizado com frequência em aquários, como um filtro, e também para tratar vítimas de envenenamento, pela sua capacidade de aglutinar toxinas e prevenir o estômago de absorvê-las.

Quando colocado no fundo de um vaso de plantas, o carvão vai agir como essa camada de segurança, que vai absorver a água jogada no vaso durante a rega e evitar que ela fique acumulada no fundo, empapando as raízes.

Além disso, o elemento serve para evitar odores ruins, remover impurezas do solo e espantar insetos. Ou seja, é perfeito para ajudar você a ter plantinhas saudáveis e que duram muito tempo em casa.

gaivotas

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Outono, época de folhas caídas no chão. Esta abundância que se desprende das árvores nesta época do ano, são como presentes dado pela natureza para nós.

Um presente precioso, pois além de podermos transformá-lo em algo especial e útil para melhorar o solo da nossa horta, podemos aprender muito com a simples observação do processo natural de seu surgimento até seu cair.

Se você já esteve em uma mata preservada, você certamente percebeu a leveza da terra sob seus pés. Provavelmente reparou como o solo é escuro. Se você pegou um pouco deste solo em suas mãos, certamente viu quão suave, de odor agradável e cheio de vida este solo é.

Isto tudo é, em grande parte, por conta das folhas que aí um dia caíram, criando um revestimento que ajuda a reter a umidade no solo e, lentamente, se decompõem e alimentam, de forma direta e indireta, toda a vida que ali está.

O composto de folhas
Feito somente de folhas, este composto, ao contrário do processo de compostagem tradicional (que gera calor e depende, em sua maioria, de bactérias esfomeadas para transformar o material orgânico em matéria orgânica), é feito com predominância de fungos que, literalmente, se deliciam com as folhas servidas a eles, gerando menos calor, sendo considerado um processo “a frio”.

Enquanto a compostagem tradicional leva, em média, 3 meses para atingir a maturidade, o composto de folhas pode demorar até 3 anos.

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Composto de folhas em processo de colonização, por fungos da serrapilheira.

Benefícios do composto de folhas
Este tipo de composto fornece poucos nutrientes as plantas, diferenciando-se assim, mais uma vez dos compostos tradicionais. Por sua vez, ele melhora a estrutura do solo, por isso ele é considerado um condicionador de solo.

Dentro os benefícios que ele pode trazer para seu solo, podemos citar:
* Melhora a estrutura do solo: ajuda a suavizar solos pesados, como os argilosos;

* Retenção de água: ele é capaz de absorver até 50 vezes o seu peso em água. Ao misturá-la ao solo, melhoramos a retenção da água, tornando-a facilmente disponível para nossas plantas;

* Melhora a vida do solo: pois estimula a atividade biológica no solo, criando um ambiente microbiano que ajuda a prevenir pragas e doenças.

Como fazer
Se deixarmos as folhas sobre o solo, depois de caídas, ou amontoá-las em um canto, elas irão, sozinhas, se transformar em composto de folhas, assim como ocorre nas matas e florestas.

Porém este processo pode demorar muitos anos. Quanto mais celulose uma folha tiver, maior será o seu tempo de compostagem.

Para dar uma forcinha a natureza e acelerar um pouco este processo, nós iremos dispor da seguinte técnica:
* Usar um inoculante de fungos: a serrapilheira. A serrapilheira é o material que fica depositado no piso das matas e florestas preservadas, composto de montes de folhas, galhos, frutos, etc… em estado de decomposição variado;

* Triturar as folhas recolhidas no nosso jardim e a serrapilheira, separadamente, com a ajuda de um triturador, ou de um cortador de gramas, ou ainda de um facão bem afiado.

Em saco plástico:
a) Coloque uma camada de folhas trituradas, de aproximadamente 15 cm, dentro de um saco plástico, que não seja biodegradável;
b) Cobrir com uma camada fina de serrapilheira triturada;
c) Compactar de leve e umedecer com água sem cloro;
d) Repetir os passos “a” e “b”, até 3/4 do volume do saco, terminando com uma camada de serrapilheira;
e) Fechar e amarrar bem a boca do saco;
f) Faça vários furos na lateral do saco, com um objeto pontiagudo, da espessura de um lápis, ou menor, para que entre um pouco de ar;
g) Manter o saco a sombra.

Em composteira:
a) Repetir os passos “a” e “b” do item 3.1 acima, até encher a composteira;
b) Cobrir a composteira com uma lona, para diminuir a evaporação;

Uma vez por mês, checar a umidade das folhas no saco e na composteira. Se necessário umedecer novamente. No caso do saco: Virá-lo de cabeça para baixo e mantê-lo a sombra. Na composteira: revirar as folhas.

Com o uso desta técnica, podemos diminuir o tempo de decomposição das folhas para, no mínimo, 4 meses, chegando até 8 meses a 1 ano, dependendo das condições de umidade das folhas e das condições climáticas.

Você saberá que o processo terminou quando a pilha estiver com cheiro de terra de mata após a chuva, um material escuro (quase preto) que lembra o solo de matas e florestas.

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Como usar
* Incorporar de 5 a 10 litros/mt2 ao solo, antes de plantar. Desta forma, altera a densidade do solo, podendo deixá-lo até 20% menos denso que um solo sem o composto de folhas, tornando-o um ambiente perfeito para o crescimento de raízes;

* Em coroamento de plantas perenes e anuais, ajuda a manter a umidade durante o verão;

* Como cobertura de solo, espalhar uma camada de 5 a 8 cm de altura, evita a flutuação extrema de temperatura do solo e mantém a superfície do solo solta, facilitando a entrada de água e retendo umidade no solo, diminuindo a evaporação;
- Devido a capacidade de retenção de água, em quase 50%, é muito útil no cultivo de hortaliças, podendo reter água por até 2 semanas, o que é ótimo para os períodos mais quentes.

* Excelente ingrediente para compor o substrato para cultivo, pois sua característica são muito semelhante à turfa, podendo ser usada no seu lugar em substratos: Misturar meio-a-meio composto de folhas e húmus de minhoca, para compro um substrato rico em nutrientes para produção de mudas. Ou combinar iguais partes de composto de folhas e perlita

Dicas
* Não adicionar folhas “cruas”, sem compostar, direto em seus canteiros. Por serem pobres em nitrogênio, elas roubarão este elemento do solo;

* Alguns autores sugerem acrescentar alguma fonte de nitrogênio a pilha de folhas, para acelerar o processo. Mas, ao fazer isso, estamos alterando o método de decomposição para “compostagem” bacteriana e o produto final terá características e benefícios diferentes do composto de folhas;

* O teor de celulose (lignina) das folhas pode afetar o tempo de decomposição. Quanto mais celulose as folhas tiverem, mais tempo para a decomposição;

Cuidado: a capacidade de retenção de água pode ser problema em sementeiras, principalmente nos períodos chuvoso, pois podem promover o apodrecimento das sementes no solo.

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