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Posts para categoria ‘Dicas e Curiosidades’

flores

Muitas vezes me perguntam como irrigar as plantas ou qual o regime de regas de uma determinada espécie. O atendente da floricultura pode até te responder, mas posso lhe afirmar, com certeza, que não existe um regime certo que se encaixe com uma determinada espécie, por todo o sempre e em qualquer estação ou clima.

Mas não se desespere, entendendo como a água funciona dentro da planta, na terra e no ambiente, fica bem mais fácil irrigar da maneira correta sempre.

Afinal, não tem nada mais frustrante que matar afogada aquela linda orquídea que você pagou os olhos da cara na exposição, ou deixar à mingua aquela suculenta fofíssima, com sede (afinal te disseram que ela é de deserto).

Primeiramente vamos lembrar um pouquinho do “Ciclo da Água”, das aulas de ciências: De modo lento e gradual, à temperatura ambiente, ocorre a evaporação, isto é, a água passa do estado líquido para o gasoso.

Quanto maior for a superfície de exposição da água, maior será o nível de evaporação. Quando chove ou quando irrigamos, a água do substrato é absorvida pelas raízes das plantas.

A transpiração, é a forma com que as plantas eliminam água no estado de vapor para o ambiente, principalmente pelas folhas.

suculentas

Vamos destrinchar essa teoria para a nossa realidade prática:
A água evapora à temperatura ambiente, ou seja, mesmo que a gente não faça nada e a planta pare de transpirar, a água do vaso continua se perdendo para o ambiente ao longo de todo tempo.

A temperatura ambiente é muito variável e influencia na velocidade com que a água evapora.

Assim sendo, se está calor a água se perde bem mais rápido do que se está frio. O vento também influencia aqui. Se há vento, a água evapora bem mais depressa do que quando está sem vento.

Quanto maior à superfície, maior a evaporação, essa vale para o substrato, para o tamanho da boca do vaso (em relação com a profundidade) e para a quantidade e tamanho das folhas das plantas.

Um substrato leve, com alta granulometria, como é o substrato de orquídeas, suculentas, bromélias, violetas, samambaias, etc. evapora bem mais depressa do que um vaso com terra pura e compacta.

rega

Por isso, devemos atentar que estes materiais também tenham boa capacidade de reter água em seu interior, para liberar gradualmente às plantas. É o caso da fibra e casca de coco, casca de pinus e vermiculita.

Vasos com a boca grande e pouco profundos também evaporam mais depressa que vasos altos e estreitos. Isso porque a superfície de substrato que está em contato com o ar para evaporar é bem maior. Pense nisso ao escolher o vaso para suas plantas.

Folhagens viçosas e tropicais, com abundantes e largas folhas, como calatéias, lírios da paz, samambaias, helicônias, etc tem uma superfície de evaporação muito maior que um avelóz ou uma eufórbia, que tem nenhuma ou poucas folhas.

Assim, o tamanho e a forma das folhas ajuda a denunciar a necessidade de regas de uma planta.
* folhas pequenas, estreitas, suculentas ou poucas folhas -> pouca necessidade de água;
* folhas grandes, largas, finas e abundantes -> muita necessidade de água.

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Ao deixar que a água evapore pelas folhas, as plantas estão transpirando
Isso ocorre em maior ou menor grau, de acordo com a quantidade de água disponível, com a luz, com a temperatura, com o estado fisiológico da planta, entre outros fatores.

Ou seja, em dias quentes, suas plantas vão transpirar mais que em dias frios. De dia se transpira mais que à noite e quando tem mais água, elas se permitem transpirar mais do que quando há pouca água.

Por isso, que muitas espécies fisiologicamente murcham ou enrolam as folhas quando está muito quente, assim elas perdem menos água. É o caso da aboboreira por exemplo.

Além disso, plantas de sol pleno precisam de muito mais água que plantas de sombra. A transpiração tem a função de evitar um superaquecimento das plantas. Ao perder água na evaporação, ela perde energia na forma de calor, resfriando-se da mesma forma que fazemos quando suamos em um dia quente e ensolarado.

O corredor ventoso e o ar condicionando também fazem as plantas precisar de mais água. Atente para isso ao escolher e irrigar as plantas nestes locais.

rega

O clima
Outra informação fundamental para saber como e quando regar uma planta é o clima de sua origem. Hoje em dia, temos em nosso jardim uma mistura de plantas que vem de diversos climas.

Procure pesquisar de onde vem cada uma das suas plantas para entender como irrigar. Aqui as aulas de geografia vão ajudar. (então o cara da floricultura estava certo quando me disse que a suculenta era do deserto). Sim, ele estava certo.

Mas ele esqueceu um detalhe importante: No deserto as plantas tendem a ter raízes longas, e assim podem captar água de camadas mais profundas do solo, o que não ocorre no vasinho de suculenta.

Analise além do clima de origem, o clima de destino, e as particularidades da espécie e a luminosidade requerida. Quanto mais informações você tiver, melhor.

Plantas de habitat semi-aquático, plantas de clima tropical muito úmido: Gostam de ter seu substrato mantido úmido. Apenas evite encharcar muito o substrato para que ele se mantenha arejado. Ex. Samambaias, chifres de veado, ráfis, bananeiras, helicônias, etc.

Clima Tropical
Irrigue com frequência alta o ano todo, molhando bem vasos e canteiros. Espere secar entre as regas. Orquídeas, Filodendros, Bromélias, Fênix, Cica

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Clima Temperado
Irrigue regularmente na primavera e verão. Reduza as regas no inverno. Se a planta entrar em dormência (bulbosas, decíduas) suspenda as regas ou mantenha no mínimo possível. Ex: Roseiras, Amarílis, Lágrima-de-cristo, Hortênsia, Glicínia

Clima Mediterrâneo
Irrigue regularmente, sem encharcar nunca. Reduza as regas no inverno. Use substrato perfeitamente drenável. Ex. Alecrim, Sálvia de Jardim, Endro, Madressilva

Clima Semi-árido
Irrigue de forma esparsa, conferindo sempre se a terra está seca entre as regas. Ex.: Rosas-de-pedra, Cactáceas, Folha de prata, Suculentas

Uma planta murcha e seca pode estar com sintoma tanto de excesso como de falta de água. Na dúvida coloque o dedo na terra.
* Surgimento de doenças fúngicas como ferrugem, antracnose;
* Apodrecimento das raízes (comum em bulbosas e plantas com pratinho);
* Carência de nutrientes (por lavagem do substrato);
* Apodrecimento do broto apical (muito comum em pata-de-elefante)/
* Apodrecimento do caule (comum em cactáceas);
* Morte Súbita;
* Murchamento e escurecimento das folhas;
* Pintas negras nas folhas;
* Cogumelos no substrato;
* Raízes curtas e pouco resistentes à estiagem (comum em gramados);
* Infestação por pragas;
* Moscas e mosquitos no solo .

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Consequências de falta de água
*
Folhas frequentemente enroladas ou murchas;
* Raízes secas e quebradiças (orquídeas);
* Crescimento deficiente;
* Folhas amareladas;
* Pontas das folhas secas;
* Murchamento de folhas suculentas (rosas-de-pedra);
* Folhas enrugadas;
* Frutificação fraca ou inexistente;
* Ausência de floração;
* Floração precoce e insatisfatória;
* Abortamento floral;
* Acúmulo de sais e adubos na superfície do solo e borda do vaso.

Ainda está difícil? Uma regrinha de ouro, que resume parte do que foi explicado, unindo bom senso e praticidade é enfiar o dedo na terra. Isso mesmo, coloque o dedo nas camadas superficiais da terra do vaso ou canteiro.

Se ao toque, a terra estiver seca, regue, caso contrário, espere até o outro dia para verificar novamente. Essa regra vale para a maioria das plantas.

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Sabemos muito bem que a natureza é muito sábia e todo ser que faz parte dela também é, de certa forma. Tudo o que tem vida realiza uma série de necessidades básicas, fundamentais e importantes como reproduzir-se, alimentar-se, entre outras.

A primeira necessidade é importante devido ser a partir da reprodução de um ser vivo que novos seres dessa mesma espécie são gerados e assim não existe extinção. Já a segunda necessidade é importante para a espécie manter-se sustentável na natureza e dessa forma sobreviver.

Focando mais no assunto “Alimentação”, aprendemos no decorrer de nossas vidas, como nos alimentarmos bem para mantermos uma vida saudável e que se prolongue por muitos e muitos anos.

Assim como nós, seres humanos, diversos outros seres vivos desenvolveram técnicas para se alimentarem e também manterem-se saudáveis e fortes durante toda a sua vida.

Aqui, vamos saber um pouco mais sobre a alimentação das plantas. Você de fato sabe como as plantas que você cultiva no quintal de casa ou no seu pequeno jardim na varanda do apartamento se alimentam?

De cara vamos falar que é através do adubo que colocamos na terra quando fertilizamos as mudas. Mas você realmente tem certeza dessa sentença? Vamos descobrir então e aprender de fato como tudo acontece.

Afinal, como as  plantas se alimenta,?
Diferente de nós e de alguns seres vivos, as plantas não se alimentam de outras espécies, elas produzem seu próprio alimento e sobrevivem a partir disso. Esse processo é chamado de fotossíntese. É muito conhecido e apesar de ser muito popular, mas poucas pessoas sabem de fato como funciona, mas vamos explicar tudo para você.

O processo de alimentação das plantas inclui a ajuda da luz do sol, da água e do dióxido de carbono que a partir de um processo, se transformam em açúcar e assim as plantas vão se alimentando. Esse processo que é a fotossíntese, mais simplificada. A alimentação de todas as plantas, quebrando o mito que acontece pelo caule, é feita na verdade pelas folhas.

fotossíntese

Como acontece a fotossíntese das plantas?
Entender a fotossíntese não é complicado, mas acostumamos o velho hábito de saber apenas que é um processo que atua em algumas plantas e vegetais, responsabilizando-se por seu desenvolvimento. Então vamos aprender em um pequeno passo a passo, como uma planta realiza a fotossíntese e assim, se mantém alimentada.

Como já informamos mais acima, existem três componentes importantes e indispensáveis para que aconteça o processo de fotossíntese: a luz do sol, a água e o gás carbônico (CO2).

A partir de uma mistura desses componentes, as plantas geram o alimento necessário para sua sobrevivência. Vamos entender.

A partir das raízes, as plantas passam a absorver água e sais minerais. A partir dos vasos condutores, as plantas transportam toda a água absorvida para as suas folhas. Esse processo de transporte é chamado de seiva bruta.

Antes de contar o que acontece com a água que é absorvida pelas raízes e transportada para as folhas, é importante que vocês saibam que em todas as folhas de todas as plantas, existe um pigmento que é o responsável pela coloração verde de todas as folhas.

Esse pigmento é chamado de clorofila e além de dar a coloração das folhas, a clorofila tem outra função importante na fotossíntese, que é a captura da luz do sol.

Além da clorofila, também vamos encontrar nas folhas, uma estrutura que tem função de absorver o gás carbônico que fica solto no ar para ajudar no processo de fotossíntese. O nome dessa estrutura é estômatos. Agora que que já sabemos sos dois componentes importantes no processo de fotossíntese, vamos entender como eles funcionam em conjunto.

Depois de absorver a água das raízes e está chegar até as folhas da planta. A clorofila já encontrada nas folhas entra em ação juntamente com o estômato e absorve cada um a quantidade suficiente de luz do sol e gás carbônico.

A partir da absorção desses componentes, eles realizam um processo que onde se transformam em glicose, que é com o que as plantas se alimentam.

Nesse processo de obtenção da glicose, os gases carbônicos juntamente com a água em sua transformação liberam oxigênio para o ar, por isso a importância das plantas na obtenção de oxigênio puro.

dionaea muscipula

Alimentação de plantas carnívoras
Diferente das plantas “normais”, a alimentação das plantas carnívoras não é feita através de fotossíntese. Elas na verdade receberam essa denominação justamente por comerem carne, principalmente de animais, suas maiores presas. Geralmente as plantas carnívoras se alimentam de animais como aranhas, moscas, lesmas e de alguns passarinhos maiores ou sapos.

Todos esses alimentos são capturados por pousarem em suas folhas ou ao alcance de se tornarem presas. Podemos dizer que uma planta carnívora é bem esperta na hora de capturar o seu alimento.

Ela primeiro exala um aroma que se torna uma espécie de atrativo para as suas presas. Ao aproximarem-se, as presas acabam ficando grudadas em uma espécie de cola que existe nas folhas de todas as plantas carnívoras.

Algumas espécies diferentes formam outro tipo de armadilha para prenderem o seu alimento, mas o mais comum é através dessa substância pegajosa que existe nas suas folhas.

Outro tipo de planta carnívora se alimenta comendo literalmente os bichinhos que se aproximam. Como elas não apresentam essa substância pegajosa em suas folhas, elas prendem os bichos através de uma espécie de boca que possui assim prendem o seu alimento.

Essas plantas que agarram o alimento através de sua “boca” possuem em seu interior, um tipo de suco digestivo que ajudam a digerir os animais capturados. Nesse processo, as presas são transformadas em líquidos e assim este é absorvido pela planta.

vassoura-de-bruxa

Alimentação de plantas parasitas
Existem ainda as plantas parasitas que não capturam o seu alimento, nem realizar o processo de fotossíntese, nesse caso essas plantas roubam os alimentos de outras plantas, chegando mesmo até a matar a outra planta. Esse tipo de planta é chamada de parasita.

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jardineira

Cultivar plantas é muito mais fácil do que parece, basta ter alguns cuidados e alguns conhecimentos básicos.

São muitas as razões porque às vezes matamos as plantas. Mas para facilitar a sua manutenção e para evitar alguns dos erros mais comuns (como em tudo na vida é mais fácil evitar um erro do que remendá-lo) deixo aqui alguns dos erros mais comuns e formas de os evitar ou emendar.

Escolher as plantas erradas
Quantas vezes não chegamos ao viveiro e escolhemos ao acaso plantas lindas e depois não sabemos como cuidar delas? Não significa que as plantas que escolhemos sejam de má qualidade (o que também pode acontecer) ou difíceis de manter.

Significa apenas que muitas vezes compramos plantas que desconhecemos, que não sabemos como funcionam ao nível do seu ciclo de vida, período de floração e/ou frutificação, plantas cujas necessidades em termos de luz, solo e água não sabemos e depois tudo corre mal.

Como as expectativas que tínhamos para aquela planta não se cumprem desistimos e acabamos por deixar morrer. Devemos evitar comprar plantas muito sensíveis ou exigentes que não se dão bem em vasos ou em floreiras.
* Como evitar este erro
Devemos sempre conhecer as plantas que compramos, qual o seu ciclo de vida (se são anuais, vivazes ou perenes), se funcionam bem em vaso, se aguentam estar ao sol, se preferem sombra, qual o período e duração da floração (no caso desta ser significativa). Quanto mais informações tivermos maior será o sucesso na manutenção da planta.

Pode dar-se o caso de não ser por culpa nossa a morte das plantas. Há plantas muito sensíveis que não gostam mesmo de estar em vasos e floreiras e que não se adaptam às condições que temos para lhes oferecer.

Cacto-macarrão (Rhipsalis baccifera)

Não mudar a planta de vaso
Muitas vezes as plantas que compramos estão no limite da sua capacidade de crescimento no vaso em que se encontram. Quantas vezes não deixamos as plantas no vaso em que as comprámos meses a fio e depois ficamos muito admirados se morrem?

Na maior parte das vezes a planta necessita ser mudada de vaso quando chega a casa (não é necessário ser no próprio dia), pois ela precisa de um substrato adequado às suas necessidades de desenvolvimento que na maior parte das vezes não é aquele em que a planta está envasada.

Por outro lado, a planta precisa de espaço para crescer e desenvolver o seu sistema radicular, o que permitirá que se alimente em condições e passe a ter um crescimento saudável. Por vezes compramos as plantas por impulso e não temos em casa vaso nem floreira, nem substrato para ela e ficamos à espera de voltar ao viveiro para comprar.
* Como evitar este erro
O ideal é quando compramos a planta comprarmos logo o substrato e o recipiente, no entanto convém ter sempre um pequeno stock (10-15l). São sacos pequenos que se arrumam em qualquer lado.

Se não quisermos comprar recipientes, podemos reciclar algum que tenhamos em casa. Caixas de madeira, cestos ou sacos de tela dos supermercados podem ser uma solução para quem não quer gastar muito dinheiro.

O recipiente que escolhermos para a planta deve ser maior que aquele onde a planta está. Apenas mais 2 a 3 cm de diâmetro ou comprimento bastam.

No prazo de 4-5 dias devemos mudar a planta para um vaso maior e colocar-lhe um bom substrato. A planta deve sempre ficar a mesma altura que está no vaso, nem mais enterrada nem menos e não se esqueça da drenagem.

amor perfeito

Escolher o substrato errado
Na hora de escolher o substrato não escolha qualquer um. Informe-se! Nem sempre o mais barato é a escolha mais inteligente…

Este é um erro comum. Muitas vezes por falta de conhecimento. Tal como as pessoas e os animais, as plantas são seres vivos que nascem, crescem e morrem e que precisam de se alimentar.

As plantas podem ter necessidades diferentes em termos de substrato; há plantas que se desenvolvem melhor em terras ácidas, outras que necessitam de mais matéria orgânica e outras ainda que necessitam de substratos mais pobres.
* Como evitar este erro
Para escolhermos o substrato adequado devemos saber que tipo de planta estamos escolhendo e utilizar um substrato em que ela se desenvolva adequadamente. Há substratos no mercado para tudo: hortícolas, cactos e suculentas, aromáticas, plantas acidófilas, plantas de flor, frutos, etc.

Se for colocar no mesmo vaso duas plantas diferentes, por exemplo, uma aromática e uma hortícola, opte pelo substrato mais exigente que neste caso é o das hortícolas. O melhor mesmo é nunca juntar no mesmo vaso plantas com necessidades de substrato muito diferentes.

jardineira

Utilizar uma fertilização errada ou em excesso
Muitas vezes a tendência é se a planta está com mau aspecto coloca-se adubo. Muitas vezes ao adubarmos “forçamos” o crescimento da planta e esta fica mais sensível a pragas e doenças.

O excesso de adubos pode mesmo “envenenar” a planta e ela acabar morrendo, pois podemos saturar o substrato com sais.

As plantas em vaso precisam efetivamente de ser fertilizadas. Para tal podemos optar por adubos ou fertilizantes naturais como o húmus de minhoca. No caso do adubo, devemos perceber o que contém, para que serve e quantas vezes o devemos aplicar.

Muitas vezes adubamos a planta no período em que esta está em repouso vegetativo, quando cresce menos não porque esteja fraca ou doente, mas sim porque está em “período de descanso”. Nesta fase a planta não precisa de fertilizantes, precisa de menos água e menos horas de sol, é o ciclo natural das plantas.
* Como evitar este erro
Podemos diminuir a necessidade de fertilização se, ao plantar, colocarmos um bom substrato e optarmos por colocar composto, húmus de minhoca ou algum substrato novo regularmente.

Quando plantar, fertilize com húmus de minhoca ou com um adubo orgânico que permita que a planta vá absorvendo os nutrientes à medida que vai precisando.

A cada nove meses deve voltar a fertilizar. No caso de hortícolas e fruteiras poderá ter de fertilizar mais para garantir boas colheitas (uma vez por mês no período de produção).

Muitas vezes os substratos já são fertilizados e aí só precisamos fertilizar seis a nove meses depois. Um bom substrato poupa muitas fertilizações.

Não fertilize no inverno, mesmo que não faça mal à planta está a deitar adubo fora pois como a planta está numa fase de repouso não vai utilizá-lo.

mini-cactos

Plantar na estação errada
Muitas vezes queremos plantar naquele dia ou semana “aquela planta” que vimos no viveiro, na revista, no site.

Devemos informar-nos sobre a época das plantas. No caso das hortícolas é absolutamente indispensável saber quais as hortícolas da estação quente e quais as hortícolas da estação fria.

Em relação às flores de época a mesma coisa, embora possam existir nos viveiros flores “fora da época” assim como há “fruta e legumes fora da época”. Isto não significa que elas aguentem no exterior. São plantas criadas em estufa com todas as condições controladas e cujas florações e frutificações são forçadas.
* Como evitar o erro
A maior parte das plantas vivazes (cujo ciclo de vida é de três anos ou mais) devem ser plantadas preferencialmente no outono ou na primavera.

Em relação às plantas anuais de flor, temos de ter em atenção que há as de floração de outono/inverno (que devem ser plantadas no início do outono) tais como amores-perfeitos, calceolárias, margaridas-do-campo, prímulas, e as de floração de Primavera/verão, que devem ser plantadas no final da primavera, tais como petúnias, begônias, portulacas, cosmos.

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Regar de forma errada
Para um jardim em vasos, a rega é a tarefa que consome mais tempo (se não quiser investir  num pequeno sistema de rega gota-a-gota).

Não nos devemos esquecer que em vaso ou floreira as plantas necessitam de mais água do que quando em terreno livre, pois os seus sistemas radiculares são menores e é aí que a planta acumula água. Deve ter alguns cuidados a regar, e sempre que rega com regador plantas pequenas e frágeis deve fazê-lo colocando um “bico de chuveiro” no seu regador.

Regue preferencialmente na terra (substrato) e não as folhas. As sementeiras devem ser regadas com um pulverizador.

Regar a mais
Está provado que esta é a maior causa de morte nas plantas, as plantas precisam de água, mas também de ar perto das raízes. Se existir água em excesso as plantas morrem por asfixia radicular.
* Como evitar este erro
Regar apenas quando o solo está seco, verificar com um pau ou com o dedo nos 3-4 cm superficiais.

Ter em atenção os sinais que a planta nos dá. Se aparecem fungos ou se as folhas começarem a ficar num tom verde mais claro ou amareladas pode ser sinais de excesso de água. Nestes casos deixar de regar durante alguns dias e em caso extremos mudar para um outro vaso com novo substrato e drenagem assegurada.

jardim

Regar a menos
As plantas precisam em absoluto de água para viver. Devemos ter atenção e nos dias de mais calor regá-las abundantemente e sempre no final do dia ou início da manhã.
* Como evitar este erro
Aprender a perceber os sinais das plantas (folhas caídas e engelhadas) e regá-las antes que seja tarde demais. Se perceber que regou, mas a água não saiu pelo prato, regue até esta começar a aparecer e depois pare. Regue sempre que o substrato estiver seco.

Falta de drenagem
A falta de drenagem mata muitas plantas, até porque se não há drenagem eficiente qualquer água em excesso se torna muito mais grave, pois não tem por onde sair.

O sucesso das plantas começa da forma como se faz a drenagem e como se plantam o resto é só manter. Muitas vezes os vasos não têm orifício de drenagem, acumulando água no fundo o que provoca asfixia radicular.
* Como evitar o erro
Este é dos erros mais fáceis de evitar, basta furar o vaso se este não vem furado e colocar no fundo uma camada drenante em argila expandida (leca), brita ou cacos de barro de outros vasos, depois convém colocar por cima uma manta geotêxtil (ou à falta desta, filtros do café abertos cobrindo toda a superfície), esta operação confere uma melhor drenagem e uma maior longevidade ao substrato que desta forma não é arrastado com tanta facilidade, tem ainda a vantagem da água que eventualmente poderá escorrer ser limpa.

Planta Jade

Colocar a planta nas condições erradas de luz
As plantas têm necessidades diferentes de luz e sol. Ao colocá-las nas condições erradas, elas podem não se desenvolver em condições saudáveis, desenvolver pragas e doenças e acabar por morrer.

Este é um erro muito comum. Por exemplo, as hortícolas e aromáticas em geral precisam de pelo menos cinco horas de sol direto por dia para produzirem em condições. Há plantas como as hortências, azaléias, jarros, etc. que preferem poucas horas de sol direto e aguentam menos horas de luz.

Nenhuma planta sobrevive sem pelo menos 3-4 horas de luz por dia.
* Com evitar este erro
Este erro evita-se de duas formas, primeiro avaliando as condições de luz e sol que temos disponíveis e depois utilizando plantas que se adaptem as estas condições.

Lutar contra a natureza é sempre uma tarefa inglória e se há tanta variedade de plantas, adaptadas a todo o tipo de situação.

Sujeitar a planta a stress
Todos nós já cometemos este erro. Comprar uma planta de manhã ou à hora de almoço (que vimos na florista perto do emprego e que até estava à porta do lado de fora), a levamos para o emprego e ali passa ela todo o dia.

Depois voltamos para casa com ela no carro ou nos transportes sujeita a variações de temperatura, luz, correntes de ar, apertões e empurrões. Chegamos em e a deixamos em qualquer lugar muitas vezes até enfiada no celofane em que a trouxemos da loja. Depois ficamos admiradas quando começam a cair as folhas e que morra.
* Como evitar este erro
Não se esqueça que as plantas são seres vivos e evite comprá-las por impulso. Se por acaso o fizermos e as sujeitamos a todo este stress, quando chegamos a casa devemos retirar o celofane (não a mudar logo de vaso, pois senão é ainda mais um stress), devemos regá-la bem, pulverizá-la e colocá-la num local com a luz e temperatura aconselhados. Muitas vezes as plantas trazem umas etiquetas que nos ajudam e muito a cuidar delas, não deite fora a etiqueta.

Se a planta se estiver a adaptar bem, dois ou três dias depois pode então mudá-la para um vaso maior utilizando um substrato adequado para ela.

Nas plantas de interior, durante o inverno reduzir as pulverizações com água.
Muitas vezes no verão está calor e por isso temos a tendência natural para de vez em quando pulverizarmos as nossas plantas de interior, no inverno como está frio nem nos lembramos. Acontece que uma casa aquecida é quase um deserto em termos de secura do ar.
* Como evitar este erro
Não se esqueça de pulverizar as suas plantas de interior no inverno (se estas estão em locais aquecidos da casa).

cactos coloridos

Jogar fora plantas que achámos que morreram (mas são vivazes)
Quando temos uma planta nova devemos ter o cuidado de saber como é o seu ciclo de vida. Pode ser anual (cujo ciclo de vida se cumpre num ano, como os amores-perfeitos, petúnias, manjericão, etc.); pode ser perene (cujo ciclo de vida dura 3 ou mais anos – arbustos e herbáceas como malmequeres, alfazemas, etc.) ou então podem ser plantas vivazes, cuja parte aérea desaparece no inverno e volta a aparecer na primavera ou no verão (caso do lótus, jarros, peônias).
* Como evitar este erro
Saber o ciclo de vida da planta, para não corrermos o erro de jogarmos fora uma planta que não morreu.

Quando mudar de vaso muda para um vaso grande demais
Pelo menos no final de dois ou três anos vamos ter de mudar as plantas de vaso. Muitas vezes temos a tendência quando mudamos a planta de vaso devemos mudar para um vaso muito maior, pois achamos que desta forma tão cedo não vamos ter o trabalho de a mudar novamente.

O que pode acontecer é que ao mudar para um vaso ou floreira muito maior, vamos ter de colocar muito substrato novo (que é fofo e arejado). Pode dar-se o caso de a planta ficar com as raízes muito “soltas” com muito espaço livre e correr o risco que encharquem com mais facilidade. A planta pode não enraizar e vir a sofrer de asfixia radicular.
* Como evitar este erro
Quando mudar de vaso mude apenas para um vaso ligeiramente maior e utilize um substrato igual ao que tem no vaso de onde vai mudar a planta e adequado ao tipo de planta que estamos a cultivar.

plantas

Não controlar as pragas e as doenças a tempo
As plantas em casa, na varanda ou no terraço têm menos probabilidades de terem pragas (animais normalmente pequenos, que aparecem em grande número e que provocam danos nas plantas) e doenças (podem ser provocadas por bactérias, vírus ou fungos), pois o ambiente é mais controlado.

Devemos ter o cuidado de comprar plantas saudáveis, atenção aos sinais quando as estamos a escolher. Manchas, pintas, pontas secas etc. nunca são bom indício.

Muitas vezes a tendência é atacar com químicos que nem sempre são os mais indicados. No caso de hortícolas e aromáticas são totalmente desaconselhados.
* Como evitar este erro
Para evitar grande parte dos problemas gerados pelas pragas e doenças, nada como prevenir. Pelo menos de 15 em 15 dias observe com atenção as suas plantas, assim evitará muitos problemas.

Remova as folhas e as flores secas e com manchas, pois podem contribuir para o aparecimento de pragas e doenças. Quando retirar as flores secas retire também os caules onde estão as flores e onde não vai haver mais floração.

Nas plantas de interior não são muito comuns as pragas e as doenças. No entanto, por vezes o excesso de água (erro muito comum) pode estimular o aparecimento de fungos ou bactérias prejudiciais.

Muitas vezes as plantas aparentemente doentes não têm pragas nem doenças, apenas carências nutritivas, falta ou excesso de água, calor a mais ou a menos, luz a mais ou a menos, umidade a mais ou a menos. Com o tempo vai começar a conhecer as suas plantas e a saber como lidar com elas.

Grande parte das pragas e doenças pode ser evitada se as plantas estiverem nas condições ideais de luz e temperatura, se estiverem “bem alimentadas” com substrato e fertilizações adequadas e se tiverem a quantidade de água que necessitam.

borboletas

borrifar

Muitas vezes a umidade do ar que temos no ambiente interno não é a melhor para a planta que queremos cuidar. Para tentar aumentar a umidade do ar, baixar a temperatura ambiente, ou regar as plantas de forma alternativa, muita gente acaba borrifando água nas plantas de forma indiscriminada.

Mas borrifar água constantemente pode estar somente prejudicando a sua planta, e neste artigo você entenderá o que realmente acontece.

Como forma de aumentar a umidade do ar, borrifar a planta não é uma boa técnica, pois a água seca rapidamente, e a umidade também volta a cair rapidamente. As plantas que precisam de ambientes úmidos, precisam de ambiente constantemente úmido.

Para conseguir subir a umidade o tempo todo, precisaríamos borrifar água o dia todo, o que não é nada recomendável para a maioria das plantas, do ponto de vista técnico. Isso porque fungos causadores de doença possuem uma “semente” chamada de “esporo”, que fica no ar e eventualmente cai nas folhas.

Para o esporo germinar e se multiplicar, ele precisa de gotas de água por períodos um pouco longos. Logo, se você borrifar água constantemente, você estará favorecendo a brotação e penetração dos fungos nas folhas e talos.

Bactérias em geral também se multiplicam mais onde temos água, e as doenças se tornam mais intensas e agressivas quando deixamos a planta molhada.

borrifar

Para aumentar a umidade do ar, o melhor é tentarmos adotar outras técnicas.
* Uma das alternativas mais viáveis é usar umidificadores de ar o dia todo, mas isso pode acabar ficando caro.

* Climatizadores de ar também aumentam a umidade e reduzem a temperatura em dias secos, sendo também uma opção pouco viável.

* Deixar as plantas mais próximas umas das outras aumenta a umidade do local onde as plantas estão criando um “microclima”.

* Manter bandejas com pedriscos com água é uma técnica muito utilizada nos EUA, mas no Brasil precisamos usar pedras menores para não reproduzir o mosquito da dengue.

* De qualquer forma, borrifar água um dia ou outro não é problema, principalmente se você aplicar de manhã, quando há mais tempo pra planta secar ao longo do dia. Mas essa borrifada única também não trará benefícios pras plantas.

banconolago