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  • Archive for the ‘Dicas e Curiosidades’ category

    cogumelos

    Os cogumelos contêm muitas propriedades que beneficiam o ser humano e o meio ambiente. A partir dos cogumelos são elaborados antibióticos, eles são os responsáveis pela decomposição da matéria orgânica e também são utilizados de várias formas na alimentação. Aprenda a colher corretamente os cogumelos que podem ir para o seu prato.

    Passos:
    1 - Utilize um cesto de vime para colher os cogumelos. Não use sacos plásticos porque a umidade favorece o apodrecimento.

    2 – Antes de colher os cogumelos, confirme se eles não são tóxicos. Todas as características dele precisam coincidir com as de uma das espécies comestíveis.

    3 – Não colha cogumelos se você tiver alguma dúvida, por menor que seja, sobre se ele é comestível ou tóxico.

    4 – Não colha cogumelos que não estejam em perfeitas condições, mesmo que a espécie seja comestível. O consumo de cogumelos passados do ponto pode provocar indigestão.

    5 – Corte a base do talo do cogumelo com um canivete ou uma faca bem afiada, para que nesse mesmo lugar possa crescer outro cogumelo. Isso não será possível se você arrancar o cogumelo inteiro com a mão.

    6 – Se a pele do chapéu estiver viscosa, esfregue um pano úmido para retirá-la. Ela possui propriedades laxantes.

    7 – Você pode conservar os cogumelos em azeite ou vinagre. Não é recomendável congelar os cogumelos.

    8 – A forma mais segura de conservar os cogumelos é cortá-los em lâminas e deixá-los secar na sombra em um lugar seco e bem arejado.

    Importante:
    Existem muitas teorias genéricas que indicam como diferenciar os cogumelos venenosos dos comestíveis, mas nenhuma delas é infalível.

    cogumelos1

    tulipas

    O desenvolvimento das plantas depende diretamente dos nutrientes presentes no solo e da capacidade de absorvê-los. Aprenda a manter um bom equilíbrio de minerais para ter plantas saudáveis.

    Passos:

    1 – Renove regularmente o material orgânico do solo para garantir que o substrato continue rico em nutrientes.

    2 – Mantenha o terreno sempre nivelado para impedir que a água da rega (ou da chuva) cause erosão no substrato, arrastando os nutrientes.

    3 – No caso dos terrenos inclinados, crie sulcos perpendiculares à inclinação, semelhantes ao antigo sistema de terraceamento.

    4 – Controle o pH (potencial hídrico) do solo, porque se este for inadequado influirá na solubilidade dos nutrientes e impedirá as plantas de absorvê-los.

    5 – Evite o excesso de um determinado nutriente porque isso impedirá a planta a absorver outros tipos de nutriente.

    6 – Antes de começar um cultivo, retire uma amostra do solo e mande para uma análise de laboratório. Assim você comprovará se o terreno conta com os nutrientes essenciais.

    Importante
    A rotação de culturas favorece o equilíbrio dos nutrientes necessários para um solo saudável.

    jardineiros

    hidroponia1

    A hidroponia é uma técnica de cultivo de plantas que aos poucos vai ganhando a simpatia e o interesse das pessoas. Porém, ainda sofre algum preconceito e desconfiança pela falta de informações a seu respeito.

    Em primeiro lugar é preciso que se saiba o que é hidroponia. A palavra vem do grego hidro ponos, que significa “trabalho na água”. Portanto, a hidroponia consiste em plantar sem a presença do solo. A nutrição da planta é feita através de uma solução que contém todos os nutrientes de que ela precisa, a chamada solução nutritiva. Cada planta necessita de diferentes concentrações de nutrientes, mas você pode preparar uma solução que se adapta às plantas em geral.

    Na grande maioria dos casos, é necessário que se utilize um substrato, que nada mais é do que um material usado como meio de crescimento para a planta, que não seja o solo, onde se desenvolvem as raízes das plantas. Também proporciona um meio de reserva de água para as raízes. É importante lembrar que toda planta tem potencial hidropônico.

    Essa maneira de plantar na água tem sido utilizada já há bastante tempo, pôr exemplo: jardins suspensos da Babilônia, os jardins flutuantes dos astecas e da China.
    As pesquisas para desenvolvimento da hidroponia vêm sendo feito já algum tempo,  para busca economia de água, melhoria da solução nutritiva e aumento  da produção.
    Além das pesquisas, os produtores e sua criatividade proporcionam o surgimento de novas tecnologias de produção. Tornando – se assim uma tendência mundial econômica, produtiva e lucrativa.

    As vantagens  de um sistema hidropônico
    - Produção em pequenas áreas, as estufas podem ficar em lajes ou cimentados ou na terra, próximos aos grandes centros urbanos;
    - Total controle da água usada;
    - Manejo mais leves se considerados no plantio em solo;
    - Não precisa de agrotóxicos;
    - Menos manejo durante o ciclo cultural;
    - Precocidade na produção;
    - Plantas mais uniformes e alta qualidade;
    - Produção o ano todo não tendo entre safra;
    - Riscos climáticos reduzidos;
    - Retorno econômico mais rápido;
    - Não precisa de rotação de cultura

    As desvantagens de um sistema hidropônico
    - Requerem-se técnicas hidropônicas;
    - Rotinas de manejo;
    - Custo inicial deverá ser mais elevado.

    fonte

    Dendrobium Thong Chai Green

    A rega numa orquídea deve ser moderada e você deve estar sempre muito atento ao nível de umidade no substrato

    O substrato da planta deve estar levemente úmido, mas nunca encharcado. Orquídeas adoram umidade no substrato, mas detestam água em abundância, estagnada no fundo do vaso. Por isto, pires ou pratos debaixo do vaso jamais. Água acumulada no fundo dos vasos faz raízes da planta apodrecerem, comprometendo fatalmente sua orquídea. O uso de vasos e placas de xaxim pendurados em 45 graus facilita a drenagem da água, assim como o uso de pedra de brita de até dois centímetros no fundo do vaso.
    Regue com maior abundância durante nos dias quentes. Nas estações mais frias, reduza a rega.
    Muita umidade também favorece o aparecimento de fungos e nematóides, que têm a capacidade de entrar em dormência por meses ou até anos nos vasos. Daí a predileção do cultivo de orquídeas em locais arejados.

    A água deve ser borrifada de preferência no início da manhã, uma vez por semana se a planta estiver em local úmido. O uso de borrifador é o ideal, pois regadores e mangueiras espirram muita água, passando fungos ou vírus de uma planta para outra e removendo os nutrientes.

    Muitas orquídeas conseguem retirar parte das suas necessidades diárias de água de que precisam do ar. Por isto é uma boa idéia manter orquídeas próximas a aquários, que aumentarão subtilmente a umidade do ar.

    Em alguns casos, recomenda-se antes da rega levantar o vaso com cuidado e perceber seu peso, para saber se a rega é necessária ou não. Em plantas presas em placas de xaxim as regas costumam ser mais frequentes, visto que o tempo de secagem da placa é mais rápido.

    regador

    orquideas

    Na maioria dos casos, a chamada meia-sombra é a condição ideal para o cultivo de orquídeas.

    A luminosidade é um fator importante na saúde das orquídeas, que dificilmente toleram exposição direta ao sol. Em regras gerais, orquídeas se adaptam bem na chamada meia-sombra: embaixo de árvores, sob ripados de madeira ou mesmo na varanda ou janela de um apartamento em que não incida sol direto.

    Quase todas as orquídeas se desenvolvem em locais onde são protegidas da luz solar direta. Apenas algumas espécies vivem sob sol direto, mas, neste caso, elas são protegidas do vento forte ou constante.

    O primeiro passo para fornecer a quantidade ideal de luz a sua planta, é identificar a espécie ou o gênero. Assim você poderá escolher o local mais adequado para fixar ou apoiar a sua orquídea.

    Todas as orquídeas se adaptam bem em temperaturas entre 15 e 25 graus centígrados. Entretanto, existem orquídeas nativas de altas latitudes que suportam temperaturas baixas, como as dos gêneros Cymbidium, Odontoglossum, Miltônias colombianas e as nativas de regiões muito elevadas. Geralmente as orquídeas não toleram bem o frio, como espécies nativas da Amazônia em que seu habitat natural são pântanos de temperaturas altas e muita umidade (C. áurea, C. eldorado, C. violace, Diacrium, Galeandra, Acacallis).

    A intensidade de luz que cada espécie necessita varia de planta para planta. O Dendrobium, por exemplo, gosta de luminosidade em 60% e até mesmo um sol fraco nas primeiras horas da manhã. Outras, como o Paphiopedilum, Miltônias colombianas e diversas micro orquídeas são plantas que não suportam bem temperaturas e luminosidade muito elevadas e devem ficar sempre em condições de sombra.

    As orquídeas podem vegetar na sombra, meia sombra, luminosidade intensa e pleno sol (raras exceções).

    De modo geral as orquídeas não devem receber luz solar direta, com exceção dos primeiros raios matinais.

    girassol_borboletas

    Maxilaria Picta

    Podas e cortes em orquídeas são aplicados apenas para retirada de folhas mortas, secas ou com doenças, podas de hastes florais já secas, divisão da planta ou ainda para retirada de novos brotos (os chamados keikis).
    A ferramenta de poda deve ser preferencialmente uma tesoura de jardinagem pequena, sempre esterilizada com fogo a cada novo corte que der numa região da planta.
    Para dividir uma planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, que devem apresentar pontas verdes, no verão ou inverno para que o corte possa ser feito em condições ideais.
    Orquídeas monopodiais, como as vandáceas, têm crescimento vertical e podem atingir metros de altura.
    Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante.
    Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos e seguirá seu crescimento normal.

    menininha vermelha

    Treliça

    Aprenda a fazer uma treliça de bambu para conduzir trepadeiras. As treliças são ótimas para conduzir trepadeiras.
    Você pode adquirir uma pronta em lojas ou fazê-las em casa seguindo as instruções desse passo a passo.
    É só comprar alguns bambus, corda de náilon e fazer amarrações corretamente. Essa treliça mede 80 cm x 1 m e pode ser usada apoiada na parede ou como se fosse uma cerca.

    Material necessário

    material

    (1) sete bambus de 2,5 cm de diâmetro e 1 m de comprimento;
    (2) oito bambus de 2,5 cm de diâmetro e 80 cm de comprimento;
    (3) trena:
    (4) estilete;
    (5) corda de náilon.

    Passo a passo em detalhes

    passo1
    1 – Coloque os bambus de 80 cm um ao lado do outro na vertical. Ponha os bambus de 1 m sobre eles na horizontal, a 10 cm de cada uma das extremidades;

    passo2

    2 – Para que o espaço entre os bambus na vertical seja uniforme, use a trena para medir intervalos de 10 cm. Amarre todos os bambus seguindo a demonstração de nº 5;

    passo 3

    3) Coloque um bambu de 1 m na outra extremidade dos bambus enfileirdas e repita a amaração. A estrutura da treliça está pronta;

    passo 4

    4 – Meça 10 cm a partir do primeiro bambu na horizontal e coloque um outro bambu paralelo a ele. Amarre-o, só que dessa vez prenda-o alternadament nos bambus do vertical;

    passo5

    5 – Repita o procedimento para prender os outros bambus, sempre alternando as amarrações. Para finalizar, corte alternadamente as amarrações  dos dois primeiros bambus.

    passo6

    6 – A treliça pronta fica assim, com amarrações discretas em forma de “X”.

    Os detalhes da amarração:
    Para que a treliça fique firme , é preciso fazer duas amarrações em cada uma das junções de bambu. A seguir estão as instruções de como fazer uma delas. Depois é só repetir o procedimento  na outra diagonal dos bambus para que, juntas, as duas amarrações formem um “X”.

    treliça 1

    Corte 50 cm de corda de náilon e dê um nó em uma das extremidades (1). Passe a corda sob os bambus que serão amarrados (2) e faça um laço na parte da corda em que está o nó (3). Passe a outra ponta da corda por dentro do laço (4) e puxe (5).

    treliça2
    Passe a ponta livre da corda entre o bambu e a amarração (6). Um arco se formará. Passe a ponta livre da corda  por dentro dele, de trás para frente (7). Aperte bem o nó (8) e corte a corda restante com o estilete(9). Repita o processo na outra diagonal dos bambus para fazer a segunda amarração (10).

    flores-lilás

    Oncidium Aloha

    O que  fazer para que as orquídeas dêem flor?
    Orquídeas preferem ambientes úmidos, arejados e iluminados, mas não devem receber luz direta do sol. Ar condicionado e muito vento também não fazem bem.

    Para garantir sua durabilidade é preciso hidratá-la com borrifos de água uma vez por semana. Manter a planta em xaxins e vasos de fibra também ajuda.

    Não é recomendado apoiar a planta em pratos nem utilizar regador, já que o excesso de água facilita a proliferação de fungos nas raízes, que logo apodrecerão, matando a planta.

    Lembre-se de que folhas amareladas indicam excesso de luz, enquanto folhas escuras revelam a sua falta. Se a orquídea perder as flores, basta manter os cuidados para que ela floresça novamente dentro de alguns meses.

    Como ter um jardim em casa?
    O primeiro passo na hora de montar um jardim é escolher o local mais adequado, analisando a incidência de luz, a aeração e a qualidade do solo.

    Em seguida, meça a área e faça um rascunho de como quer que o jardim fique. Se já existirem plantas no local, será preciso verificar se elas podem ser aproveitadas, se terão de ser descartadas ou transplantadas.

    No croqui, posicione as plantas que deseja ter e fazer uma tabela das espécies separando-as por porte e quantidade de mudas necessárias. Liste também os materiais necessários para a implantação, como terra, adubo, calcário, pedras, ferramentas, etc.

    Quando se deve podar a plantas?
    Recomenda-se podar após o período de florescimento ou de frutificação da espécie. Caso a planta floresça o ano todo, pode-se podar no período de seca, quando a planta apresenta baixo metabolismo.

    Que ferramentas  usar para a poda?
    A escolha da ferramenta para podar depende da espécie e da grossura da parte da planta a ser eliminada. As ferramentas mais utilizadas são: aparador de cerca-viva, tesoura de poda, serrote de poda, tesoura de grama e cortador de grama.

    flor39

    calda+bordalesa
    Como preparar a calda bordalesa
    A formulação a seguir é para o preparo de 10 litros; para fazer outras medidas, é só manter as proporções entre os ingredientes.

    a) Dissolução do sulfato de cobre:
    No dia anterior ou quatro horas antes do preparo da calda, dissolver o sulfato de cobre. Colocar 100 g de sulfato de cobre dentro de um pano de algodão, amarrar e mergulhar em um vasilhame plástico com 1 litro de água morna;

    b) Água de cal:
    Colocar 100 g de cal em um balde com capacidade para 10 litros. Em seguida, adicionar 9 litros de água, aos poucos.

    c) Mistura dos dois ingredientes:
    Adicionar, aos poucos e mexendo sempre, o litro da solução de sulfato de cobre dentro do balde da água de cal.

    d) Teste da faca:
    Para ver se a calda não ficou ácida, podes fazer um teste, mergulhando uma faca de aço comum bem limpa, por 3 minutos, na calda. Se a lâmina da faca sujar, isto é, adquirir uma coloração marrom ao ser retirada da calda, indica que esta está ácida, devendo-se adicionar mais cal na mistura, se não sujar, a calda está pronta para o uso.

    Usos da calda bordalesa:
    A calda bordalesa é recomendada para o controle, entre outras doenças e parasitas, de míldio e alternaria da couve e do repolho, alternaria do chuchu, antracnose do feijoeiro, pinta preta e queima do tomate, murchadeira da batata, queima das folhas da cenoura etc.

    Também é usada em frutíferas, como figueira, parreira, macieira etc. Na diluição a 1% acima descrita, seu uso é recomendado para plantas adultas.
    Em mudas pequenas e em brotações novas, deve-se aplicar essa calda mais diluída, misturando-se uma parte de calda bordalesa para uma parte de água;

    Para mofos da cebola e do alho e mancha da folha da beterraba (cercosporiose), usa-se uma diluição de 3 partes de calda para uma parte de água.
    Convém lembrar que a calda bordalesa perde a eficácia com o passar do tempo, por isso deve ser usada até, no máximo, três dias depois de pronta. Evitar a aplicação em épocas muito frias, sujeitas à ocorrência de geadas.

    tulipas1

    Caule

    Bambus

    Função do caule
    O caule tem como função fundamental sustentar as folhas e flores, isto é, a copa, no que é auxiliado por fibras que lhe dão grande resistência. É o elemento de ligação entre as raízes e as folhas, tendo no seu interior os vasos lenhosos e liberianos que conduzem a seiva. Pode também funcionar como órgão de reserva e auxiliar na fotossíntese. Em geral, o caule jovem é verde, possuindo clorofila que possibilita a produção de material orgânico. À medida que o caule vai envelhecendo, a cor verde é substituída por uma coloração escura ou acinzentada, causada pela degradação da clorofila e pela impregnação dos tecidos por certas substâncias que a própria planta elabora.

    Partes do caule
    O caule, examinado externamente, apresenta uma gema apical, constituída por um meristema primário situado no ápice do caule.

    A porção lenhosa ou herbácea, geralmente com ramificações, e que dá suporte às folhas, é o caule propriamente dito.

    Nesse caule, comumente, distinguimos nós, pontos onde uma ou mais folhas, nascem, e internós, que são espaços entre dois nós consecutivos.

    Os ramos caulinares vêm do desenvolvimento das gemas laterais ou axilares, que ocorrem entre a axila foliar e o caule.Muitas vezes, por ação hormonal (dominância apical), as gemas laterais não se desenvolvem e são chamadas dormentes.

    A região de transição entre o caule e a raiz é denominada colo. É uma região anatomicamente importante, pois é nessa região que ocorre uma reorganização gradativa dos tecidos condutores, passando os feixes de radiais (os da raiz) a colaterais, bicolaterais ou concêntricos.

    Tipos de caules
    Os caules podem ser classificados quanto ao meio e quanto à consistência. Conforme o meio que se desenvolvem, os caules podem ser aéreos, subterrâneos e aquáticos.

    1. Caules aéreos
    Os caules aéreos compreendem os eretos, rastejantes e trepadores.

    a. Caules eretos: são os que se desenvolvem verticalmente, tendo-se em pé sem ponto de apoio, graças à presença de tecidos de sustentação. As formas usuais de caules eretos são: tronco, estipe, colmo e haste.

    Tronco
    Caule bem desenvolvido, lenhoso, com diâmetro basal maior que o apical e com ramificações no ápice. É comum nas árvores e arbustos das dicotiledôneas, sendo uma exceção o mamoeiro.

    Estipe
    Caule cilíndrico alongado, resistente, não ramificado (exceto inflorescências), com um conjunto de folhas na parte apical. É comum entre as palmeiras e cicas.

    Colmo
    Caule cilíndrico, com nós e internós nítidos. O colmo pode ser oco ou fistuloso, como no bambu, e cheio ou maciço, como na cana-de-açúcar. No colmo oco, a medula desaparece durante o desenvolvimento, permanecendo apenas na região dos nós (diafragmas nodais).

    Haste
    Caule das ervas. Caule pequeno, tenro, clorofilado, pouco resistente e geralmente ramificado desde a base. Seus nós comumente só são percebidos pela presença das folhas. Exemplos: caule de begônia e de agrião.

    b. Caules rastejantes ou estolhos
    Estes caules, também conhecidos como caules estoliníferos, são os que se espalham horizontalmente sobre a terra, não conseguindo manter-se eretos por serem pouco resistentes. Não apresentam elementos de fixação e nem conseguem se enrolar. Apresentam nós, ao nível dos quais formam raízes ou ramos aéreos, funcionando como elementos de reprodução vegetativa. Exemplo: muitas gramas de jardim, hortelã, morangueiro, etc.

    c. Caules trepadores
    São os caules de plantas conhecidas como trepadeiras. Podem ser sarmentosos e volúveis.

    Sarmentosos
    São os que apresentam elementos de fixação representados pelas gavinhas e raízes adventícias (grampiformes). Exemplos: chuchu, hera.

    Volúveis
    São caules desprovidos de órgãos de fixação, enrolando-se em espiral quando encontra suporte. Esse é um movimento rotativo causado por um crescimento desigual dos flancos do caule. A direção do movimento é constante na espécie. Se um caule volúvel, ao passar por trás do suporte, dirige-se para a esquerda, ele é chamado sinistroso ou levorso (ex: campainhas, lúpulos). Quando se dirige para a direita, é chamado destrorso (ex: madressilva, feijão).

    2. Caules subterrâneos
    Os caules subterrâneos compreendem os rizomas, tubérculos, bulbos e cormos. Geralmente são estruturas de reserva de alimentos.

    Rizomas
    Caules subterrâneos, mais ou menos cilíndricos, que se desenvolvem paralelos à superfície da terra. Podem emitir ramos aéreos a partir da gema apical ou das gemas laterais. Ex: bananeira, íris, samambaia, espada de São Jorge.

    Tubérculos
    São caules subterrâneos, dilatados pelas reservas que contêm. São considerados como rizomas hipertrofiados; entretanto, diferem deles pelo crescimento limitado e falta de raízes. Ex: cará, inhame, batatinha.

    Bulbos
    Não são, propriamente, caules modificados, mas sim órgãos muito mais complexos. Apresentam uma porção central, pequena, denominada prato, que representa a porção caulina

    Bulbo tunicado: formado por catáfilos ricos em substâncias nutritivas e dispostos concentricamente em torno do botão vegetativo. Ex: cebola, dente de alho.

    Bulbo escamoso: formado por catáfilos ricos em substâncias nutritivas com disposição imbricada (como telhas num telhado) em torno do botão vegetativo. Ex: lírio.

    Cormos
    São semelhantes aos bulbos e por alguns autores chamados bulbos maciços. Podem ser considerados mais um sistema caulinar modificado do que simplesmente um caule modificado. São comparados a rizomas que sofreram um encurtamento de tal modo que seus nós são muito próximos. São essas estruturas sólidas, chatas, que crescem perpendicularmente à superfície do solo, com muitas reservas nutritivas no caule carnoso. Seus catáfilos, secos e bem menores que os do bulbo, envolvem completamente o carmo e apresentam gemas laterais nas axilas dos catáfilos. Ex: palma-de-Santa-Rita (Gladiolus), açafrão.

    Caules aquáticos
    Os caules aquáticos são pouco desenvolvidos, tenros, quase sempre clorofilados, com aerênquimas que reservam ar, facilitando a respiração e a flutuação do vegetal.

    Um exemplo desse tipo de caule é o nenúfar.

    Quanto à consistência, os caules podem ser herbáceos, sub-lenhos e lenhosos.

    Herbáceo: é o caule das ervas, pouco consistente e tenro. Ex: alface, begônia, agrião.

    No caso da batatinha, os tubérculos são ramos laterais do caule. Os tubérculos caulinares diferem dos tubérculos radiculares pela presença das gemas dormentes protegidas por escamas. Na batatinha, as gemas são conhecidas como “olhos”. Essas gemas podem brotar e garantir a reprodução vegetativa quando, por fatores desfavoráveis como frio ou seca, as partes aéreas não sobrevivem.

    Sublenhoso: é o caule comum nos arbustos, duro na base e tenro no ápice. Ex: milho, arroz.

    Lenhoso: é o caule comum nas árvores. É resistente, devido ao acentuado desenvolvimento dos tecidos de sustentação. Ex: palmeira, mangueira, paineira.

    Modificações do caule
    As principais adaptações caulinares são gavinhas; espinhos, órgãos de reserva, cladódios e filocládios.

    Gavinhas: as gavinhas das videiras, por constituírem modificações caulinares, podem produzir algumas vezes folhas e até mesmo flores.

    Espinhos: são ramos curtos, endurecidos, secos e pontiagudos, funcionando como elementos de proteção. Os espinhos caulinares formam-se nas axilas das folhas. Ex: limoeiro.

    Órgãos de reserva: os caules podem desempenhar funções de reserva de substâncias nutritivas, água e ar.

    Caules com funções de folhas: os caules que assumem a forma e função das folhas, assemelhando-se estreitamente a elas, são denominados cladódios e filocládios.

    Os cladódios são ramos longos com crescimento contínuo, superfície aumentada lembrando suculentas folhas. Ex: carqueja e cactos em geral. A natureza caulinar desses ramos pode ser comprovada pela formação de flores.

    Os filocládios são ramos curtos, de crescimento limitado, e sua natureza caulinar só é percebida pela presença de flores. Ex: aspargo.

    Tipos de ramificações caulinares
    O aspecto e a forma geral da planta são determinados por suas ramificações e disposição das folhas. Temos caules que não se ramificam, como é a regra geral em palmeiras, mamoeiros, etc. Há os que se ramificam, possuindo morfologia caulinar característica. O aspecto da planta pode variar com a idade, como no pinheiro-do-Paraná.

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