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  • Archive for the ‘Cultivos e Cuidados’ category

    prímula

    O porte diminuto, as cores vivas, a relativa facilidade no cultivo e cuidado e a floração invernal fazem com que a prímula (Primula obconica) seja uma opção para quem gosta de harmonizar o ambiente com um certo ar romântico inclusive na estação mais fria do ano. Os espaços pequenos podem ser preenchidos com vasos também pequenos, porém muito coloridos; basta saber que flor é a mais condizente com a personalidade do morador.

    Não confundir esta flor ornamental com a também chamada prímula originária da América do Norte. Esta espécie é a Oenothera biennis e é utilizada na fitoterapia para aliviar os sintomas da tensão pré-menstrual.

    A prímula é nativa da, mais especificamente da China,  é uma herbácea perene com floração anual. Ela não possui caule e ramifica-se através de pecíolos, não atingindo mais do que 30 centímetros. As folhas arredondadas, quase formando um pequeno coração gráfico (cordiformes), são verde-escuras e com bordas dentadas. Seus tricomas (os “pelos” da folha) têm como principal função manter a umidade da planta, mas também produzem uma substância tóxica que pode causar severas reações alérgicas a pessoas sensíveis. Por isso não recomenda-se o plantio de prímulas perto de crianças e animais domésticos.

    As flores da prímula são agradavelmente coloridas, possuindo variedades de salmão, rosa, vermelho, roxo, laranja e branco. Elas nascem em hastes que se sobrepõem à folhagem, em inflorescências com cerca de seis a oito flores, dando um ar de buquê pré-arranjado à composição. São perfeitas isoladas ou em conjunto com outras plantas onde o verde predomina. Vasos, floreiras e renques podem se beneficiar do alegre colorido das prímulas.

    A prímula floresce geralmente no final do Inverno. Por conta desta característica, ela prefere locais à meia-sombra ou sob luz solar indireta. Perfeita para ambientes internos, desde que sem ar condicionado. Não é tolerante a estiagens, tampouco a excesso de água ou geadas. O solo deve ser mantido sempre umedecido e precisa ter boa quantidade de matéria orgânica – o bom e velho esterco é a melhor pedida – e ser adubado com frequência. Uma boa dica é usar fertilizante líquido nas regas durante as floradas para incrementar seu vigor. Retire as folhas e flores debilitadas para que a prímula cresça sempre linda e viçosa.

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    flor-de-gerânio

    As flores são sempre um atrativo enorme em qualquer casa. Basta ver a explosão de cores e a incrível harmonia que elas provocam quando são vislumbradas, mesmo à distância. Por isso muitas pessoas adorariam ter em suas casas um lindo e vistoso jardim florido e cheio de vida. No entanto, para muitos, isso é apenas um sonho porque residem em apartamentos cada vez menores e que dispõem de menos espaço para qualquer atividade que não seja o básico.

    Mas, com um pouco de conhecimento e um pouco de paciência, você pode cultivar um jardim de flores lindo e perfumado, mesmo morando em um pequeno apartamento. É claro que morando numa casa, as coisas ficam muito mais fáceis.
    Algumas dicas e técnicas possibilitarão a você plantar, cuidar e manter o seu jardim; esteja você onde estiver.

    O primeiro coisa a fazer é saber diferenciar as flores que necessitam de grande quantidade de sol, e por isso devem ser plantadas em áreas abertas e muito bem iluminadas; das flores que podem viver com pouca luz e seriam as ideais para o cultivo em apartamentos; necessitando apenas de uma bela janela para florirem com toda força.

    Por exemplo, flores como o Hibiscus, Grevilea-anã, Kalanchoe, Onze-horas, Catarantus, Gerânio, Petúnia, Gravínia e Pelargônio; exigem sol forte e constante para se desenvolverem plenamente. Quanto aos cuidados, devem ser cultivadas em terra bem adubada, bem drenada e com as regas controladas para evitar-se o excesso.

    Já flores como a Impatiens, a Lantana e a Brinco-de-princesa podem ser cultivadas a meia sombra ou em áreas com sol ameno e mesmo onde há pouca incidência do sol. Como as anteriores, um solo bem adubado, bem drenado e um esquema de regas regulares e bem elaborado para evitar excessos que causariam o apodrecimento das raízes; farão com que suas flores desabrochem e espalhem toda a sua beleza pela casa.

    Um cuidado muito importante deve ser tomado em relação ao clima da sua cidade. De nada adiantará comprar uma planta com flores belíssimas em uma visita a uma cidade de clima ameno e tentar plantá-la numa cidade de clima quente. A probabilidade de que a planta não floresça ou mesmo morra é alta. Consulte sempre um bom profissional do ramo ou um vendedor qualificado para que você tenha sucesso em seu jardim.

    Um bom exemplo disso são as violetas. Muita gente adora comprar vasos de flores; mas reclama de que elas duram pouco e morrem logo assim que são colocadas em casa. Isso ocorre porque muitas vezes as pessoas regam em excesso, deixando água acumulada no pratinho e favorecendo o apodrecimento das raízes da planta. Além disso, seu plantio em lugares de clima mais frio é certeza de fracasso. O frio é fatal para a planta.

    Como você pode perceber, com pequenos cuidados com as flores e escolhendo as plantas corretas para o tipo de ambiente que você tem em casa ou no seu apartamento; as chances de você possuir um lindo jardim florido aumentam enormemente. Basta se informar e botar as mãos à obra.

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    rosa-do-deserto
    A Rosa do Deserto é uma linda planta ornamental fácil de cuidar e que precisa de poucos cuidados. Podendo alcança até 3 metros de altura se deixada crescer livremente, gosta de muito sol e pouca água.

    Há várias tonalidades de cor das flores da Rosa do Deserto, do branco ao vinho escuro, passando por diferentes tons de rosa e vermelho.

    O charme da planta Rosa do Deserto é o caule que fica exposto, e quanto mais torcido o caule mais valiosa se torna. As mudas pequenas, por exemplo, são vendidas por cerca de 10 reais e a planta adulta por aproximadamente R$ 100.

    Nome científico: Adenium Obesum

    Como plantar
    Para plantar deve-se usar areia grossa 50%, terra adubada 25% e pedrinhas pequenas 25%.
    No fundo do vaso ou no fundo da cova (se for no jardim) colocar as pedrinhas pequenas em baixo, sobre as pedras a areia misturada com a terra adubada. O solo deve ficar arenoso, drenável, e enriquecido com matérias orgânicas.

    Replantio: O replantio deve ser feito a cada 2 a 3 anos durante a primavera ou verão, e sempre aumentando o tamanho do vaso gradativamente.

    Novas mudas: Os brotos são usados como novas mudas. Para multiplicar a planta basta lavar os brotos em água corrente, deixe-os secar por uma semana, e plante.

    Irrigação: A irrigação deve ser feita em intervalos esparsos e regulares. Na hora da rega, evite encharcar, ou seja, coloque pouca água. Se estiver tomando muito Sol e pouca chuva (estiagem) regar de 15 em 15 dias. Se ela estiver bem fixada no local, uma vez por mês é o suficiente.

    Sol: A planta deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra.

    Adubo: Adubar a cada dois meses com adubo orgânico para flores.

    Floração: A Rosa do Deserto floresce no verão. No inverno, a planta costuma perder grande parte das folhas.

    Poda: A poda da Rosa do Deserto deve ser feita com cuidado para não formar deformidades não naturais e cicatrizes na planta. Use luvas, pois sua seiva é altamente tóxica.

    Outros cuidados: Atenção, a Adenium Obesum não tolera temperatura inferior a 10ºC.

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    Este arbusto vindo da Ásia, América do Norte e partes meridionais da Europa é amplamente utilizada tanto pela beleza ornamental quanto por seus dotes medicinais, principalmente na China e no Japão.

    Arbusto de grande porte, a magnólia pode alcançar naturalmente até 25 m de altura com copas frondosas e fechadas. As folhas são ovaladas, verde-escuras e brilhantes com nervuras aparentes, provendo sombra compacta. A magnólia é uma espécie caducifólia ou semidecídua; pode perder todas as folhas durante o inverno, mas mesmo sem elas o tronco mantém o ar vistoso e elegante da planta por conta de seu tom cinzento e suas curvas sinuosas. E há também as flores.

    Magnolia liliflora
    Donas de um odor característico e agradável, a flor da magnólia é um espetáculo à parte. Na espécie Magnolia liliflora, as flores têm pétalas em forma de tulipa, densas e com formato entre o ovalado e o lanceloado, com cores que oscilam entre o lilás e o branco.

    Magnólia Branca  ( Magnolia grandiflora )

    Já a Magnolia grandiflora tem flores brancas com pétalas abundantes e bem abertas, com tom branco e creme em sua maioria, mas podem ser encontradas flores em tons púrpura. Em comum entre as duas espécies, a época de floração: entre a Primavera e o Verão, predominantemente, e durante o Inverno, quando o caule fica despido de suas folhas.

    O solo ideal para o plantio da magnólia é fértil, enriquecido com matéria orgânica, permeável e tendendo à alcalinidade – solos arenoargilosos são os mais indicados. Por ser um arbusto vigoroso, o espaçamento entre eles deve ser grande, para que o crescimento da copa e das raízes seja pleno.

    Recomenda-se que a magnólia seja plantada em conjunto com outros arbustos não-decíduos, como parte de um projeto paisagístico onde o verde seja predominante, pois no Inverno seus galhos solitários não surtirão o efeito ornamental desejado. Deve ser plantado sob sol pleno. Tolera os invernos amenos do Sul e do Sudeste, onde as floradas costumam ser abundantes. Devem ser feitas podas de limpeza em plantas adultas; podas de contenção e de formação podem ser feitas em galhos fracos, mas com cuidado.

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    croton

    O cróton ((Codiaeum variegatum)) é uma planta nativa da Índia, Sri Lanka, Malásia e Indonésia. É um arbusto muito usado em projetos paisagísticos que remetem à alegria e ao tempero tropical do jardim.

    O caule do cróton é semi-lenhoso, resistente a podas e suas folhas adquirem tons vermelhos, amarelos, roxos, rosas, brancos, verdes e laranjas, dependendo da variedade escolhida. O formato das folhas também muda de uma espécie de cróton para outro, sendo as mais comuns as ovaladas e lanceoladas. Quem determina qual arbusto é o mais indicado é o gosto do freguês, mas todas as variedades de cróton são extremamente vistosas e de valor paisagístico muito elevado.

    O cróton pertence a uma família botânica que emana uma seiva tóxica, por isso atenção ao manuseá-la. Esta seiva, em contato com a pele, pode provocar irritações. Muito cuidado com as mucosas; sempre manuseie a planta com luvas adequadas, principalmente quando for podá-la.

    O cróton é um curinga paisagístico: pode ser plantado isoladamente, como um dos destaques do jardim; é perfeito como cerca-viva assimétrica em ambientes que prezam um ar natural; junto com outros arbustos verdes ou flores, formam um contraste harmonioso se escolhidas as plantas certas. Por ser eminentemente tropical, desenvolve-se melhor sob sol pleno ou sombra parcial. Não é tolerante a geadas, por isso se for cultivado em vasos, em um projeto paisagístico interior, cuidado com a luminosidade e não o coloque em ambientes com ar condicionado.

    O solo onde o cróton será plantado deve ser levemente fértil com reforço de adubação anual e as regas devem ser periódicas, sem encharcamento, pois este arbusto é resistente. E cuidado com as flores: apesar delas não terem valor ornamental, são importantes para a polinização e perpetuação, pois as inflorescências são femininas e masculinas, mas o cróton pode multiplicar-se por estaquia.

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    sálvia

    O gênero da sálvia possui diversas espécies de plantas floríferas perenes nativas do continente americano, a mais comum delas no Brasil é a Salvia splendens, também conhecida como alegria dos jardins por alguns.

    Uma das espécies, a Salvia divinorum, é muito conhecida como planta medicinal no México por seu chá causar efeitos psicoativos e não gerar dependência, porém seu efeito não é tão recreativo como de outras drogas, o que fez com que ela não se popularizasse. Apenas esta espécie dentre as sálvias apresenta tal efeito.

    As sálvias comumente encontradas se caracterizam por serem um arbusto de pequeno porte, podendo apresentar flores de diferentes cores dependendo da espécie, entre elas branco, lilás e vermelho. Costuma-se cultivar esta planta em jardineiras ou jardins externos no intuito que suas flores atraiam beija-flores.

    Como cultivar
    Esta é uma planta muito sensível a falta de luz ou água, geralmente ela fica bem murcha quando por algum motivo esquecemos de regá-la por vários dias, porém seu metabolismo rápido também tem uma vantagem, ela recupera-se facilmente uma vez que as regas sejam restabelecidas.

    Devido a esta característica, escolha um local para plantá-la onde receba bastante luz solar, prepare o solo de forma a deixá-lo rico em nutrientes, através da mistura de adubo orgânico, e irrigue a planta regularmente. Antes de cada floração adicione um pouco mais de fertilizante no solo, tanto orgânico quanto NPK rico em fósforo, após o murchamento das flores, realize uma poda de limpeza na planta.

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    kalanchoe

    A Flor da Fortuna ou Kalanchoe (originária da África.). Os locais indicados para o cultivo são lugares bem iluminados (varandas e jardins), sendo resistente ao calor e a pouca água e apresenta durabilidade.

    Excesso de água ou água fria causam podridão e manchas nas folhas, por isso evite molhar as folhas e flores. O vaso não deve estar encharcado ou deixar muita água no pratinho, pois apodrece a raiz. Separe a planta doente das outras e caso essa podridão esteja concentrada em uma folha ou flor, elimine-a e diminua as regas.

    Época de florescimento da flor da fortuna é outono/inverno, neste período regar uma vez por semana é o suficiente, e duas na primavera/verão. Seus tons variam entre vermelho, alaranjado, amarelo, rosa, lilás e branco. Alcança uma altura de até 30cm.

    Num ambiente domiciliar tem fontes de calor, correntes de ar, gases de combustão, luz direta, que devem ser evitados na hora de colocar as plantas. Evite colocá-la em lugares muito escuros, pois as folhas ficam amareladas e as flores murcham.

    Lembre-se: Selecione sempre plantas saudáveis, com folhas inteiras, brilhantes, viçosas e sem manchas e/ou insetos e hastes firmes. É importante observar o número de botões, pois plantas que possuem grande número de botões fechados ou pouco abertos provavelmente terão maior durabilidade.

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    Os jardins precisam de ainda mais cuidado durante o outono pois é a época em que as plantas começam a entrar em estágio de hibernação, onde se alimentam e guardam energia para que floresçam na primavera.

    O cuidado com a escolha das plantas é fundamental. Para a montagem de um jardim de outono muitas pessoas acabam escolhendo plantas tropicais como Helicônias e Bananeiras. O problema é que esses tipos de plantas queimam e ressecam durante o inverno.

    Nessa temporada é um ótimo momento para procurar por plantas que tenham um estilo mais clássico com flores miudinhas, como Pinheiro, Kaisuca, Buchinho, Azaléia, Peperômia, Mini Antúrio entre outras. Todas essas espécies vão florescer durante o inverno e começo da primavera.

    Um cuidado importante com a manutenção do jardim no outono é a água, já que a evaporação nessa época é mais lenta por falta de calor. A quantidade deve ser reduzida em comparação com a utilizada no verão, mas sempre lembrando que as plantas precisam de água e que é dela que retiram todos os nutrientes.

    Cuidando bem das plantas no outono, elas entram em processo de dormência durante o inverno para que na primavera-verão floresçam.

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    pinheiros

    A tradição da Árvore de Natal começou a ser cultivada em meados do século XVII. A árvore foi adotada como um símbolo natalino que representa agradecimento ao dia em que Jesus nasceu. Mas por que enfeitamos um pinheiro ao invés de qualquer outra árvore? No período em que o Natal é celebrado (final do ano), a única planta que permanece verde na neve do hemisfério norte é o pinheiro. O Brasil, com o intenso calor, exige cuidados diferentes. Veja algumas dicas para manter sua Árvore de Natal viçosa por mais tempo.

    Em primeiro lugar deve-se tomar alguns cuidados ao adquirir seu pinheiro de natal, escolha uma muda sadia e vistosa, com o torrão proporcional à sua altura. É comum que aproveitadores vendam galhos fincados na terra durante esta época. Após a aquisição os cuidados continuam, coloque-a em local bem iluminado. Após o Natal é possível que, mesmo com estes cuidados, sua planta não sobreviva, pois ela sofre muito em ambientes internos. Plante-a o mais rápido possível no jardim, para que possa se recuperar plenamente.

    Vamos aos cuidados:
    1) Regue-a diariamente. Por ser uma árvore típica de clima frio, precisa ser refrescada com frequência para conservar a temperatura adequada e produzir os nutrientes necessários;

    2) Coloque-a em um vazo com espaço suficiente para que possa crescer, já que sua raiz é de porte grande;

    3) Mantenha o pinheiro longe de qualquer fonte de calor, tais como lareira, fogueira e fornos;

    4) Deixe-a em local arejado e ao abrigo do sol;

    5) Enfeite-a com pingentes leves para que os galhos não sejam danificados.

    Caso você fiquei muito tempo fora de casa, mantenha debaixo do vaso do pinheiro um prato próprio com água, para que, quando necessário, a planta possa se refrescar.

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    Arruda - Ruta graveolens

    Nome Científico: Ruta graveolens
    Nome Popular: Arruda, Arruda-doméstica, Arruda-dos-jardins, Ruta-de-cheiro-forte, Ruda, Arruda-fedorenta
    Família: Rutaceae
    Divisão: Angiospermae
    Origem: Europa
    Ciclo de Vida: Perene

    A arruda é uma planta subarbustiva muito popular por suas propriedades aromáticas e medicinais. Suas folhas são longas, glaucas e compostas, com folíolos oblongos a elípticos de cor verde-acinzentada a azulada. Os ramos são ramificados e herbáceos e com o passar do tempo se tornam lenhosos na base. Quando amassada a planta libera um aroma pungente, considerado desagradável por muitos. As inflorescências surgem no verão e apresentam pequenas e numerosas flores amarelas. O fruto é do tipo cápsula.

    Esta planta é realmente muito versátil, visto que além de ser plantada em hortas, devido às suas propriedades fitoterápicas e condimentares, ela também é ornamental e cria excelentes contrastes com flores, forrações e folhagens devido à sua folhagem delicada, de cor azulada. Há inclusive variedades melhoradas para a função ornamental, como “Blue Beauty”, “Jackman’s Blue” ou “Variegata”, esta última também muito utilizada em arranjos florais. Sob podas de formação, a arruda adquire uma bela forma compacta e arredondada, podendo ser utilizada em bordaduras e maciços. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras.

    À arruda também são atribuídos poderes mágicos e religiosos. Ela é historicamente considerada por muitos povos como uma erva de proteção. Desde à antigüidade seus ramos e essências são utilizados para purificar ambientes e proteger as pessoas de espíritos malignos, doenças, mau-olhado, feitiçarias e até mesmo da tentação. Ainda diz-se que dá clareza aos pensamentos e atrai o amor e o sucesso. Não obstante todos estes místicos poderes, a arruda ainda repele insetos, ratos, cães e gatos.
    Deve ser cultivada sob sol pleno, em solos leves, neutros a levemente alcalinos, bem drenáveis, irrigados periodicamente. Depois de bem estabelecida ela é capaz de tolerar períodos de estiagem. Não tolera encharcamentos. A arruda não é uma planta exigente, crescendo bem mesmo em solos muito pobres.

    Aprecia o calor, mas pode ser cultivada em locais de clima temperado ou subtropical se protegida no inverno. Multiplica-se facilmente por estaquia e por sementes, que germinam em boas condições de luminosidade. Cuidado: planta tóxica, não deve ser ingerida e deve ser manipulada com luvas para evitar irritações na pele.

    Medicinal
    Indicações:
    Varizes, dores, inflamações, asma, bronquite, insônia, reumatismo, flatulência, flebite, afecções do fígado, afecções da pele, afecções intestinais, parasitismo interno e externo (sarna, piolhos e vermes), compulsão sexual.

    Propriedades: Abortiva, adstringente, analgésica, antiasmática, anti-helmíntica, anafrodisíaca, anti-hemorrágica, antiinflamatória, antinevrálgica, anti-reumática, calmante, carminativa, diaforética, emenagoga, estimulante, febrífuga, repelente, sudorífica e tranquilizante.

    Partes usadas: Folhas e flores.

    Cuidado: Planta tóxica, pode causar aborto, fotossensibilização à luz, dor aguda intestinal, entre outros sintomas. Usar sempre sob orientação médica.

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