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Posts para categoria ‘Cercas Vivas e Arbustos’

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A bela-emília faz parte da família da Plumbaginaceae e podem ser usadas como: cercas vivas, arbustos tropicais e arbustos. É originária da África do Sul e por isso, a sua preferência pelos climas tropical, oceânico e subtropical.

É uma planta que gosta de sol pleno ou no máximo, de meia sombra. É considerada uma planta de ciclo de vida perene cuja altura pode variar de 4 formas: entre 0.9 a 1.2 m, 1.2 a 1.8 m, 1.8 a 2.4 m e 2.4 a 3.0 m.

Características da Bela-emília
Apesar de ser uma planta rústica, a bela-emília é também muito versátil e por isso é muito usada por paisagistas em projetos de jardins e outros.

Uma das características marcantes da planta é o fato de ela ser muito ramificada, por isso, é uma das espécies escolhidas quando é necessário criar uma cerca viva em um projeto. É muito comum que a planta seja tratada como uma trepadeira, mesmo não sendo uma característica original dela.

Se as folhas concedem uma beleza única para bela-emília o mesmo podemos dizer das flores. São tão lindas quanto a folhagem. Com total delicadeza, as flores formam buquês de pequena dimensão. E entre as espécies, encontramos algumas com flores em tonalidade azul. Porém, a maioria das plantas que encontramos é de flores brancas e delicadas.

Como já foi mencionado no início, a bela-emília adora sol e isso deve ser levado em consideração também na hora do cultivo. A sol pleno ou a meia sombra é que ela deve ser cultivada. Não importa se sozinha ou para formar cerca viva.

Não é uma planta exigente. A poda com regularidade pode ser o suficiente para que as flores apareçam sempre, assim como as folhas se renovem, exigindo pouco em relação a fertilidade.

E já que estamos falando de cultivo, vale ressaltar que na hora de multiplica-la podem ser usados os seguintes métodos: sementes, estacas ou mergulhia. E um detalhe importante, a bela-emília não tolera frio.

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Já foi também mencionado sobre a altura da planta, porém, vale ressaltar que é mais comum encontrá-las com a medida entre 1,8 a 3 m de altura. Ressaltando que são muito ramificadas porque é uma planta categorizada como arbusto e isso faz parte das suas características.

Brancas ou azuis as flores cobrem esse arbusto praticamente o ano inteiro, claro, que estamos falando de quando elas são cultivadas em regiões mais quentes, que conhecem pouco o frio.

O frio suportável para a bela-emília não pode ser inferior a 10º C. Porém, pode ter certeza de que é uma espécie bem fácil de cultivar e também de cuidar. O essencial é que ela esteja em um ambiente propício em relação ao clima e as flores e as folhas estão garantidas praticamente o ano todo.

Aprenda o passo a passo como cultivar a bela-emília e veja como é fácil tê-la florida e com folhagem verdinha.
* Como qualquer planta é necessário escolher uma terra fértil para o cultivo , além disso, preocupe-se com a drenagem da água. São fatores que fazem toda a diferença de um cultivo bem sucedido de um mal sucedido.

O cultivo deverá ser feito durante o sol pleno ou a meia sombra. Você perceberá que quando ela está sob o sol as flores aparecem. Porém, a meia sombra o efeito também é conseguido.

Voltando a terra, a bela-emília prefere que ela seja levemente ácida, e caso você observe as folhas tornando-se amarelas quando crescerem é por que o pH está alto demais. E mais um detalhe, quando for plantar mais de uma muda é necessário ter um espaço de no mínimo 90 cm entre cada uma delas. Se puder chegar a 1,5 m de distância, melhor ainda. Lembre-se que esses espaços é que garantem que a planta cresça forte, sem que uma prejudique a outra.

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* Depois de plantar é hora de regar o seu arbusto e molhar a espécie deve ser feito com frequência. É muito importante que a terra esteja sempre úmida até que a raiz ganhe força e daí por diante ela conseguirá seguir o crescimento necessário.

Depois da primeira fase, esta é uma daquelas plantas que suporta ficar com a terra seca, obviamente não é para esquecer-se de colocar água sempre. Mas, se isso acontecer ela é capaz de sobreviver. E cuidado para não colocar água demais.

* Outro ponto importante para dar uma força para sua plana é a fertilização. É aconselhável fazê-la duas vezes por ano, uma na primavera e a outra durante o verão. É um modo de fazer com que as flores cresçam cada dia mais fortes e bonitas.

Fique atento a cor das folhas que podem ser sempre um sinal de que alguma coisa não está indo bem. Caso elas comecem a ficar amareladas, “cure” a sua planta aplicando sulfato de manganês nela. Faça isso seguindo as instruções da embalagem.

* E para completar, para garantir a beleza da sua planta, é necessário que as podas sejam realizadas. O momento certo de fazê-las é quando você percebe que os galhos cresceram demais. O tamanho também pode ser definido de acordo com a sua vontade, de como prefere. Não tem um tamanho correto que seja necessário seguir.

É muito comum que você plante a planta bela-emília e perceba que ela está ultrapassando os “limites” de onde foi cultivada. Se ela estiver sendo cuidada como se deve será vigorosa e passará o espaço em que foi plantada.

Então, nada de pânico, use a tesoura de poda para apará-la. E sempre retire os galhos que morreram, quebrados e também aqueles que você percebe que estão enfraquecidos.

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LigustrumLucidum árvore

O Ligustrinho é uma espécie vegetal arbustiva bastante conhecida por ser utilizada na arte da topiaria, que nada mais é que a arte de podar plantas de maneira ornamental.

Essa espécie vegetal pode ser encontrada tanto na forma de arbusto, como em forma de árvore (Ligustrum Lucidum).

A planta Ligustrinho é cientificamente denominada de Ligustrum Sinense (quando se apresenta na forma de arbusto), e é popularmente conhecida por Alfeneiro, Ligustro Arbustivo, Ligustrinho, Ligustro, Ligustro Chinês e Alfeneiro da China.

A planta é oriunda do continente asiático, sendo nativa da China e bastante encontrada em países como a China, a Coréia do Norte e Coréia do Sul, e pertence a família botânica Oleaceae, que é bastante utilizada na composição de decoração de ambientes residenciais.

A família Oleaceae
As espécies vegetais que compõem a família botânica Oleaceae, ou as plantas Oleáceas, estão divididas em 30 diferentes gêneros que abrigam aproximadamente 600 diferentes espécies. No Brasil são encontrados apenas 04 gêneros e cerca de 15 espécies.

Uma das principais características das espécies vegetais Oleáceas é que as suas flores são actinomorfas, isto é, se dividem de diversas formas e a divisão apresentará o mesmo resultado, partes iguais.

As espécies vegetais Oleáceas apresentam importância na área do paisagismo (as espécies que pertencem aos gêneros Ligustrum e Jasminum), assim como importância econômica, pois da espécie mais conhecida desta família, a Oliveira, é possível extrair óleos e azeite, e das outras espécies pode se extrair madeiras finas e outros tipos de suprimentos como as apreciadas azeitonas. Das folhas das espécies vegetais Oleáceas podem ser extraídos chás de cunho medicinal.

Ligustrum Sinense (arbustivo)

As características do Ligustrinho
O Ligustrinho se caracteriza por ser um arbusto com muitas ramificações, sendo uma planta bastante compacta e que apresenta certo grau de rusticidade, isto é, a planta consegue se desenvolver sem a tomada de tantos cuidados da parte de quem a cultiva.

Ela é uma espécie vegetal que apresenta ciclo de vida perene, isto é, o seu tempo de vida tende a ser maior que 2 anos quando a planta é cultivada nas condições adequadas e corretas, inclusive devido a esse fato ele pode ser usado para compor as chamadas cercas vivas, que quando realizadas através da arte da topiaria, causam um efeito ornamental muito bonito e que acaba chamando a atenção das pessoas devido a grande beleza que ficará no local que possui uma cerca viva repleta de Ligustrinho.

O Ligustrinho é uma espécie vegetal de médio porte, que atinge uma altura média de 3 a 4 m.

As folhas se caracterizam por apresentarem um tamanho pequeno. Outra característica desta espécie vegetal, é que ela acaba ocorrendo em muitas variedades (espécies variegatas) o que acaba gerando plantas com ramos relativamente eretos e com folhas com uma cor variada, tendendo para o azul (um verde azulado). Nos jardins é mais fácil encontrarmos as espécies variegadas da planta. Na verdade as folhas da planta é que concedem a característica ornamental dessa espécie vegetal.

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As inflorescências se caracterizam por serem curtas e geralmente se formarem na primavera. As flores são de cor branca e possuem pequena importância com relação a ornamentação e paisagismo. As formas variegadas da se caracterizam por dificilmente conseguirem florescer.

O Ligustrinho é utilizado de forma ampla na arte da topiaria e na composição de cercas vivas, além disso, essa espécie vegetal gera um grande contraste quando cultivada junto de outras plantas de coloração verde.

Cultivo
O Ligustrinho é uma espécie vegetal que pode ser encontrada em locais que apresentam climas: temperado, mediterrâneo, tropical, sub tropical e oceânico.

Deve ser cultivado sob o sol pleno, tanto de forma isolada como em grupos, ou combinadas com outras espécies vegetais. Como é uma planta típica de locais que apresentam clima mais ameno e frio, consegue tolerar o frio e até mesmo as geadas.

O Ligustrinho se caracteriza por ser uma planta que possui um alto grau de resistência, tanto que mal apresenta problemas com relação a temperatura, tanto que as suas folhas possuem um certo grau de resistência de exposição ao sol e não sofrer queimaduras devido a esse fator.

Essa espécie vegetal se caracteriza por necessitar ser cultivada em local que apresenta solo fértil e com boa capacidade de drenagem.

O solo pode ser mantido fértil com a aplicação de adubo ou através de fertilizações realizadas de maneira periódica.

Inflorescência Ligustrum

Com relação a drenagem, é importante que o solo apresente uma boa capacidade de absorção da água, principalmente a utilizada para irrigação, pois o solo não deve ficar encharcado, pois essa situação pode causar o apodrecimento das raízes da planta.

A rega deve ser feita sempre que o solo se encontrar seco, para que a planta aproveite e absorva a água de uma maneira melhor.

Para melhor aproveitamento das utilidades do Ligustrinho (tanto na arte da topiaria quanto na formação de cercas vivas), é importante que seja realizada a poda de forma periódica para que a planta se mantenha constantemente bonita e o crescimento da planta acabe sendo controlado da maneira que a pessoa deseja.

Multiplicação do Ligustrinho
A espécie vegetal se multiplica de 2 maneiras: por dispersão de suas sementes e por estaquia.

A multiplicação por meio da dispersão das sementes consiste em colocar as sementes da planta em locais apropriados para o cultivo e gerar as condições necessárias (rega, adubação, iluminação e etc.) de forma que a semente consiga germinar e gerar uma nova planta.

A multiplicação por estaquia consiste em realizar a formação de estacas nas pontas dos ramos do Ligustrinho. As estacas serão formadas e cortadas para serem colocadas em local apropriado para cultivo, por isso essa estaca precisa possuir folhas, raízes e ramos, de forma que quando transportadas para um novo local, a planta tenha condições de conseguir se desenvolver e crescer.

O período ideal para a preparação das estacas é no inicio do inverno, e para que as estacas tenham melhor rendimento na propagação da planta, elas podem ser enraizadas em estufas para ficarem melhor acomodadas.

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A Cana-de-macaco é também conhecida popularmente como Marianinha, Dicorisandra, Gengibre-azul e Trapoeraba-azul.

Trata-se de um arbusto da família Commelinaceae, encontrada em estado silvestre, nas capoeiras úmidas a partir do sopé da Cordilheira de Salamanca, na Costa Rica, até a Serra do Mar na região Sudeste, do Brasil, estendendo-se até o Paraguai e Norte da Argentina.

Cresce encostada nos troncos das árvores, chamando a atenção por causa dos cachos florais de cor violeta.

É uma planta com flores exóticas que aparecem o ano inteiro. Normalmente é cultivada compondo maciços, enfeitando cercas, dando cor a gramados planos e emprestando sua beleza verde envernizada a jardins sem muito brilho.

Essa flor é bem típica do clima tropical: gosta de sol pleno (crescer, no máximo, em ambiente de meia sombra), precisa ser regada de duas a três vezes por semana e detesta passar frio. O solo ideal para a cana-de-macaco é mais arenoso, composto por areia terra vegetal em partes iguais. Se plantada em canteiros, ultrapassa os 1,20 m de altura, mas seu crescimento cai pela metade quando cultivada em vasos.

Cana-de-macaco (Dichorisandra thyrsiflora)

Caso a planta esteja em vaso, passe-a para um vaso maior anualmente, de preferência nas primeiras semanas de setembro.

Para que a planta cresça e atinja todo seu potencial, evite cultivá-la em cidades onde o inverno atinge temperaturas abaixo de 16ºC. Da primavera até o outono, regue uma vez a cada dois dias, mas diminua a oferta de água durante os meses de frio, esperando que o solo fique completamente seco antes de regar novamente.

É fácil de multiplicar através de estacas, portanto é uma boa solução para situações sombreadas, em regiões livres de geadas.
Quando combinada com espécies que florescem em tons de amarelo, o impacto visual é aumentado.

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Essa flor tem um inimigo: a podridão-vermelha (Colletotrichum dichorisandra) – um fungo que ataca principalmente a cana-de-açúcar, mas que também adora as folhas da cana-de-macaco, daí herdar seu “sobrenome” dessa planta. Sua presença é facilmente revelada por folhas cheias de manchas negras ou pardas em baixo relevo.

Caso sua planta sofra desse mal, remova as folhas atacadas e trate sua planta com calda bordalesa, um excelente fungicida natural que pode ser preparado até mesmo em casa (basta seguir a receita apresentada, passo a passo, logo abaixo)

Uma forma de prevenir doenças fúngicas é manter o vaso ou canteiro limpo de folhas mortas e monitorar o surgimento de lesmas e caracóis, que sempre trazem “amigos” indesejados.

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Como preparar a calda bordalesa
A formulação a seguir, é para o preparo de 10 litros; para obter outras medidas, é só manter as proporções entre os ingredientes.
a) Dissolução do sulfato de cobre – No dia anterior ou 4 horas antes do preparo da calda, dissolver o sulfato de cobre. Colocar 100 g de sulfato de cobre dentro de um pano de algodão, amarrar e mergulhar dentro de um vasilhame plástico com um litro de água morna.

b) Água e cal – Colocar 100 g de cal em um balde para capacidade para 10 litros. Em seguida adicionar 9 litros de água, aos poucos.

c) Mistura dos dois ingredientes – Adicionar, aos poucos, e mexendo sempre, o litro da solução de sulfato de cobre dentro do balde de água com cal.

d) Teste da faca - Para ver se a calda não ficou ácida, pode-se fazer um teste, mergulhando uma faca de aço comum bem limpa, por 3 minutos na calda. Se a lâmina da faca sujar, isto é, adquirir uma coloração marrom ao ser retirada da calda, indica que está ácida, devendo adicionar mais cal na mistura; se não sujar, a calda está pronta para uso.

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A planta também conhecida como Hibisco ou Graxa-de-estudante (devido ao efeito mucilaginoso das folhas, podendo lustrar sapatos), é um arbusto lenhoso, fibroso, com até 5 m de altura, originário da Ásia tropical e do Havaí, onde é considerado a flor nacional.

Possui 5 000 variedades e é muito difundido no mundo pelas propriedades ornamentais, possui diversas variedades e formas, com flores grandes ou pequenas, geralmente vermelhas, com pétalas lisas ou crespas.

As folhas, variegadas ou não, podem ser largas ou estreitas. Muito cultivado no Brasil, com vários híbridos e variedades, é utilizado com muito sucesso na arborização urbana abaixo da rede elétrica, devido ao pequeno porte, necessitando condução e poda, além de enfeitar jardins, praças e servir de cercas-viva.

O que encontramos hoje em dia com mais frequência são as hibiscus que chamamos de hibisco tropical moderno. Uma planta cujas cores são consequência de uma mistura de cruzamento dos tipos da espécie. Observa-se uma seleção variada não só nas tonalidades das pétalas, mas também nos formatos e na ornamentação. Porém, a sua morfologia básica é sempre com as características das plantas asiáticas originais.

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Como se dá o crescimento do mimo-de-vênus
O mimo-de-vênus quando adulto se desenvolve na vertical, porém, ganhando uma forma arredondada. Ainda existem centenas de cultivares da planta e por isso, quando adulta a planta pode apresentar um crescimento com uma ramificação densa, de silhueta baixa ou arredondada, onde se formam montículos e se observa que alguns ramos se espalham. Essa variação dependerá do tipo de cultivo que foi reservado a planta.

A cor da casca planta é marrom acinzentada e quando elas crescem e ficam velhas, essa casca ganha uma aparência de cortiça.

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As Características da flor da mimo-de-vênus
* Pode florescer o ano todo se: encontrar umidade adequada no solo e se as temperaturas forem altas.
* Floresce os 12 meses do ano.
* A planta ganha botões de flores em todas as pontas dos ramos.
* Na ponta de cada um dos ramos pode ser contemplada uma flor. Porém, elas aparecem uma única de cada vez.
* Em cada botão de flor é possível ver abrir 5 sépalas na cor verde e isso acontece sob outras 5 pétalas que mais parecem um papel.
* As pétalas são ovais e dependendo do tipo de cultivo que foi escolhido uma fica sobreposta sobre a outra ou simplesmente acontece uma toca.
* Bem dentro, no centro de uma larga abertura que a  mimo-de-vênus possui, característica da sua floração afunilada é possível ver uma coluna longa que tem a medida variando entre 5 a 10 cm de comprimento. Na parte externa da extremidade de cada uma dessas colunas saem as anteras que vertem o pólen.
* Bem na ponta se vê o que é chamado de estilo e dele brotam 5 ramificações do órgão sexual da planta que é feminino.

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Dicas de plantio do mimo-de-vênus
* As sementes da planta ainda não estão à venda. Para tê-las para plantio é necessário recorrer a matrizes em hortos, que podem ser encontrados até mesmo em grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo.

* O substrato para plantar o mimo-de-vênus deve ser composto de 10 partes, sendo elas divididas da seguinte forma: 5 partes devem ser de terra preta, 3 partes devem ser de esterco de gado, 1 parte deve ser de terra vermelha e a mais uma de areia de rio. Sendo que o solo precisa ter o pH entre 6,8 e 7,2.

* Porta-enxertos devem ser feitos com os galhos da própria planta seja ele creme ou vermelho e as flores pequenas são as mais adequadas para se obter um canteiro entorno do cultivo. Coloque uma grande quantidade de enxertos porque nem todos eles produzirão raízes e não se esqueça de cortar cada um deixando a medida de 25 centímetros. Já com a espessura não precisa se preocupar com a medida.

* Os sacos plásticos deverão receber terra comum, não se deve adicionar adubo e eles devem com a terra ter a medida de 15 cm de comprimento e 10 de largura.

* Já no chão coloque os saquinhos em filas ou fileiras formando grupos de 10 por 30 ou 40 ou 50.

* O tamanho ideal de cada uma das covas é de 40×40 e coloque bem lá no fundo o substrato que foi dito anteriormente. Coloque a planta com toda a terra que estiver em volta e não cubra a parte que foi enxertada. Caso observe brotos embaixo do enxerto, retire-os.

* O espaço entre cada um das plantas é de 40 cm e o momento correto de fazer o cultivo é quando se tem sol pleno, nas horas da manhã cedo ou ao entardecer. Depois de plantá-la, faça a primeira rega.

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Alguns cuidados:
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Fique de olhos nos insetos como borboletas e grilos são eles que destroem a planta.
* Os insetos colocam ovos nas flores ou nas folhas e nascem lagartas que atacam a planta.
* A poda deve ser feita a cada ano no mês de maio.
* O galho deve ser cortado sempre na diagonal pela metade.
* A cada 2 meses é necessário colocar ao redor da planta uma colher de sopa da seguinte mistura: torta de mamona e farinha de osso, partes iguais.
* Alternando os meses, sim e não, coloque esterco na superfície.
* Durante o verão molhe a planta à tarde e cuidado para não encharcar o solo.
* No inverno, coloque água somente quando perceber a terra seca.

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A Érica pertence à família Lythraceae, que é também chamada de Falsa-érica ou Cuféia  e têm origem brasileira. Esta planta duradoura herbácea tem um bonito porte, sempre dá muitas flores e seu tamanho pode chegar até os 30 cm de altura.

As folhas possuem a forma de lanças pequenas, são permanentes e verdes. Além disso, a planta ainda apresenta flores pequenas que surgem em todas as épocas do ano, e, quase sempre possuem cor branca ou lilás e por misturar as cores, passa a impressão de as mesmas possuem tonalidade rosa claro. É um excelente planta para se ter em casa, pois está sempre florida e traz uma maior alegria ao ambiente, mantendo-o sempre festivo por causa de suas flores.

Em razão do tamanho, ela é perfeita para ser plantada em bordaduras, jardineiras, canteiros, nas lindas floreiras e até mesmo entre as pedras do jardim. Mas para que floresçam com saúde é importante que o solo seja fértil, tenha uma drenagem adequada, fazendo com que a terra esteja sempre molhada e uma boa adubação, o que pode ser alcançado com a adição de matéria orgânica.

A Érica se adapta muito melhor nos climas quentes, o local ideal para colocar a planta é na luz direta do sol, ou no máximo a meia sombra. Senão corre o risco de murchar e morrer por falta de calor.

Como plantar
Esta planta não precisa de um cuidado específico, por isso, qualquer um pode tê-la em casa, porém, há algumas coisas que precisam ser esclarecidas, como por exemplo: ela não suporta o frio rigoroso, precisa de rega regular e não gosta de poda, se podá-la pode ser que não aguente. Para plantá-la há duas formas, através de estacas com mudas já prontas ou por meio de sementes, sendo que seu ponto máximo de floração acontece no litoral da região sudeste..

Há determinadas plantas que pertencem ao gênero Cuphea ou Cufeia que são chamadas de “sete sangrias”, fazendo menção de que o tratamento dispensado a estas plantas fosse semelhante àquele usado em tempos idos.

A Érica pode ser adquirida em qualquer floricultura ou ainda em lojas de sementes, jardinagem ou em estacas. Ela também é bastante usada pelas pessoas que praticam a arte do bonsai, já que possui pequenas flores de maneira natural, sem que seja necessária sua modificação.

Curiosidades sobre a Érica
Atualmente há aproximadamente 700 espécies deste gênero, sendo que grande parte delas são originárias da África do Sul, recebendo o nome de Cape Heaths. As demais, mais ou menos 70 espécies são oriundas das demais partes de África, bem como da Europa e ainda do Mediterrâneo.

Entre elas estão:

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Erica ArboreaUrze: Um arbusto que chega a medir 3 m, oriundo da zona mediterrânea seguindo até mais ou menos as montanhas tropicais da África. Comumente suas raízes são usadas na fabricação de cachimbo. Suas folhas são verticiladas, tem flores cheirosas e brancas, e parte delas são usadas na indústria de perfumaria. Também e conhecida por queiroga, estorga, torgo, torga, ou urze-branca.

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Erica Ciliaris, Queiró: É um subarbusto que mede aproximadamente 80 cm, sendo originário da Europa Ocidental, tem folhas verticiladas, flor vermelho púrpura, que são dispostas em cachos espiciformes e são conhecidas como carapaça.

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Érica Cinerea: Arbusto com medida de 60 cm, vindo da Europa, possui folhas lineares, ramos cinzentos, com flores vermelho-violeta.

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Érica Lusitanica, Torga: Planta bastante ramificada, com medida aproximada de 0,30 m, que possui forma arredondada.

Características comuns das Éricas brasileiras
* Possuem folhas sempre verdes, pequenas e estreitas As flores têm formato campanulado, com pétalas livres, de tamanho pequeno e coloração branca, lilás e rosa.
* Ela pode ser plantada em qualquer região do país, menos naquelas que possuem um clima frio demais durante muito tempo, pois elas não gostam de climas frios.

Maneira de plantar a Érica
A planta gosta de lugares bem ensolarado e cujo solo seja pleno de matéria orgânica, e possua drenagem boa.

Para começar, é preciso fazer a preparação do solo, revolvendo o mesmo e adicionando de composto orgânico com esterco animal e folhas, tudo já bem decomposto. Se, por acaso, o solo do canteiro possuir consistência pesada, argilosa, e com problemas no escoamento da água, coloque ainda um pouco de areia. O espaço entre as plantas deve ser de mais ou menos 0,20 m.

Para conseguir as mudas para o plantio, pode catar as sementes e depois semear as mesmas em bandejas próprias ou em caixotes para sementeiras, que contenham substrato de terra e areia. É importante que o substrato se mantenha sempre bem úmido e o recipiente fique à sombra.

Depois do surgimento das mudas é necessário passa-las para vasinhos ou sacos quando alcançarem o tamanho menor que 10 cm. É melhor usar saco plástico para que a umidade seja mantida e as raízes cresçam com maior força e durabilidade.

A melhor época do ano para se fazer a muda ou plantio é durante o fim do inverno, para o clima mais quente, exceto no inverno, se não for durante esse período em qualquer tempo.

Uso no paisagismo e decoração
A Érica é bastante ornamental e possui vários usos no paisagismo e na decoração. Seu uso em jardineiras e canteiros, juntamente com outras plantas pode ser usado se obtendo grande sucesso, já que está sempre linda e florida.

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Hibiscus é um gênero botânico, com cerca de 300 espécies, inserido na família das Malvaceae, com flores e folhas exuberantes.

Trata-se de um arbusto perene que teve a sua origem na China, em geral produz grandes flores em tons que vão do branco ao vermelho. São encontradas flores de hibisco em tons de rosa, laranja e até amarelo. Além de serem flores lindas podem se adaptar muito bem em qualquer jardim.

Para que o plantio de hibiscos seja bem feito a dica é tomar alguns cuidados essenciais para o crescimento da planta e também saber como fazer o plantio. Saiba exatamente como garantir que os hibiscos germinem e cresçam perfeitamente.

O hibisco mais comum de se ver no Brasil é a espécie Hibiscus rosa-sinensis, pelo fato de a flor dessa planta ter sido usada durante algum tempo para engraxar sapatos ganhou alguns nomes populares interessantes como “graxa-de-soldado” e “graxa-de-estudante”.

As flores dessa planta tem vida curta, sendo que aquelas que têm forma simples podem durar apenas 24 h, já aquelas que têm forma dobrada podem resistir cerca de dois dias. Essa planta pode florescer o ano todo, o ambiente que ela mais gosta é aquele que é quente e úmido.

Tem facilidade de adaptação em terrenos arenosos o que a torna uma planta boa para se ter em regiões próximas a praia. Uma espécie de planta que é bastante utilizada como cerca viva porque tem um crescimento e desenvolvimento bastante rápido.

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Composição de substrato para o plantio do hibisco
Abaixo uma sugestão de composição, mas pode ser substituído elementos como o esterco de gado por fertilizante.
* 10% serragem grossa;
* 10% barro vermelho ou amarelo;
* 30% Terra;
* 50% Esterco de gado.

Como Plantar Hibiscos
Uma coisa importante é plantar os hibiscos logo depois de comprá-los. Além disso, saiba que os cuidados começam já na hora de retirá-los da embalagem. Não retire o esfagno que envolve a raiz, retire somente o saco plástico que envolve a raiz.

Comece plantando os hibiscos em vasos ou sacos plásticos que fiquem a meia sombra, durante um período de uns 20 dias. Regue as plantas diariamente se estiver num período de muito calor.

Depois desses 20 dias é importante plantar os hibiscos num local definitivo, pode ser a meia sombra ou mesmo no sol total. Uma dica importante para quem pretende plantar o hibisco em jardineiras ou vasos é garantir uma profundidade de uns 40 cm.

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Poda
A poda é muito importante para o hibisco, uma dica é fazer uma poda anual no final do mês de maio ou então dos meses que não tenha R no nome. Corte os galhos no sentido diagonal reduzindo pela metade o seu tamanho.

Vale ressaltar que se forem realizadas podas assertivas durante o crescimento do hibisco evitando a bifurcação de tronco, essa planta pode crescer com uma forma de arvoreta.

Clima e ambiente
O hibisco precisa de locais com boa luminosidade para conseguir crescer. A iluminação pode ser direta da luz do sol. Caso queira deixar os hibiscos num local com pouca iluminação deixe-os pelo menos nos primeiros dias em exposição ao sol.

Essa planta prefere um clima tropical, mas pode se adaptar bem a outros climas desde que tenha boa iluminação. Um hibisco que não tem contato com o sol é um hibisco que não cresce de forma saudável.

Drenagem
Quando os hibiscos são plantados em vasos ou jardineiras precisam de drenagem para que haja um bom desempenho das plantas. Uma forma de fazer uma boa drenagem é com a ajuda de pedra brita. Coloque a pedra brita nuns 5 cm como forração do fundo da jardineira ou vaso.

Multiplicação
A multiplicação dos hibiscos deve ser feita por estaca durante a primavera ou no fim de fevereiro.

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Solo e rega
O solo onde estão os hibiscos precisa estar sempre úmido, porém, tome muito cuidado para não encharcar as raízes da planta. A rega durante o verão é muito importante, uma boa dica se na sua região faz muito calor é regar uma vez pela manhã e outra no final da tarde. Nos meses mais frios do ano basta uma rega diária.

No caso de plantar os hibiscos no jardim de casa, mantenha o solo sempre úmido e coloque adubo mensalmente. Mantenha a planta sempre adubada para ajudar a protegê-la de problemas como o ataque de pragas. A adubação ideal para hibiscos costuma ser uma composição de NPK 10-10-10.

Prepare o adubo de acordo com as indicações da embalagem, geralmente esse tipo de adubo deve ser aplicado no começo da primavera. Repita o processo de adubação de 40 em 40 dias.

Ainda vale a ressalva de que os hibiscos sofrem muito mais por excesso de água do que por falta da mesma.

Cultivo
O cultivo do hibisco pode ser feito como cerca-viva ou isoladamente em vasos, canteiros, jardineiras e jardins. A grande dificuldade de cultivo do hibisco é não tolerar geada, se você mora numa região em que acontecem muitas geadas pode não ser indicado ter hibiscos em casa.

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O jasmim-uruguaio pertence a família Rubiaceae e sua origem é catalogada como do Uruguai. Ocorre sempre na beira de rios e nascentes, podendo também ser encontrado em diversos ecossistemas desde a Bahia até o Rio Grande do Sul, Brasil.

Também é conhecido por Veludinho-do-brejo, Esfregadinha ou Pau-jae. Se trata de um arbusto lenhoso cuja altura entre ramos altos pode chegar a 5 m e nunca fica menor do que 3 m. Por isso, e por outros motivos, o jasmim-uruguaio costuma ser plantado em áreas de riachos, de lagoas, de córregos de água doce, entre outros.

As folhas do jasmim-uruguaio são bem simples, além de serem opostas e bem pouco pubescentes. O tamanho das folhas pode variar de comprimento entre 3 a 6 cm, sendo que a sua cor na parte superior é verde escuro e na parte inferior, verde claro.

Já as flores possuem longas hastes e a corola branca, são bem perfumadas. Aliás, a inflorescência é caracterizada pela chegada de muitas flores. Sobre o tamanho delas, normalmente, tem o comprimento de 1,5 cm.

A planta é muito usada na jardinagem porque é considerada uma excelente opção para ornamentação. Além disso, é um arbusto muito bom para crescer próximo à paredes ou muros e ainda para coberturas.

Os paisagistas costumam plantar o jasmim-uruguaio em grupos por várias espécies, o que tem um ótimo resultado. Seu cultivo pode ser feito em vasos também, mas em lugares que o frio é intenso, a planta não resiste, pior ainda, quando se trata de um inverno muito longo.

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A florescência do jasmim-uruguaio acontece nos meses mais quentes, primavera e verão, mas ao mesmo tempo que não suporta o frio intenso, também não gosta de ficar exposta diretamente ao sol. O ideal é deixar esse arbusto em um lugar que ele receba meia-sombra. Porém, caso fique exposto ao sol por um determinado período, não irá sofrer a ponto de morrer por causa disso.

Cultivo
Se o solo não for ligeiramente ácido e tiver boa drenagem o jasmim-uruguaio não irá crescer como se deve, além disso, é necessário acrescentar uma boa quantidade de matéria orgânica. A mistura correta inclui: uma parte de terra, uma parte de areia (para garantir a boa drenagem) e uma parte de adubo (húmus é aconselhável).

A jasmim-uruguaio exige uma boa irrigação enquanto está na fase de crescimento, porém, a quantidade de água irá variar de acordo com a umidade do lugar em que foi plantada. Quando ao arbusto chegar à fase de dormência não é mais necessário regar com tanta frequência, as águas da chuva, em caso regular, serão suficientes.

Falando da poda, necessária para o bom crescimento do jasmim-uruguaio, deve ser feito com base no tamanho em que se deseja que o arbusto chegue. Pois, a poda de limpeza não é necessária, porém, durante aquela feita durante o crescimento sim, principalmente, para chegar ao tamanho desejado, para ressaltar a beleza e exuberância do arbusto.

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O jasmim é muito conhecido, pelo perfume que exala, no caso da planta “principal” se trata de um cheiro doce e exótico. Normalmente, de toda a espécie é normal que ele passe todo o verão com lindas flores, o mesmo acontece com o arbusto, o jasmim-uruguaio. Nem todas as espécies de jasmim podem ser cultivadas dentro de casa. Algumas sim, e mesmo na parte interna conseguem dar flores o ano inteiro.

A planta é fácil de cultivar e também exige poucos cuidados. Veja como fazer com o jasmim-uruguaio.
* O primeiro passo é o lugar ideal para colocar a sua planta, seja em vaso ou diretamente no solo, observe que deve ser um lugar que os raios do sol cheguem somente parcialmente, se não tiver jeito, tudo bem se uma parte do dia ele estiver cobrindo toda a área.

* O lugar onde ficará planta deve ter algo disponível para o apoio das mudas de jasmim crescendo, como treliça, poste ou cerca.

* Escolhido onde será plantado o jasmim-uruguaio é hora de fazer um buraco, que deverá ter cerca de 30 cm de profundidade, a terra deverá ser revirada para desmanchar as pelotas que existem.

* Depois coloque no buraco que foi feito para colocar a planta, adubo, cerca de 5 cm, e misture bem com a terra.

* Com muito cuidado retire a muda de jasmim do recipiente que ela está e em seguida, sature completa as raízes com água antes de colocá-la definitivamente no buraco.

* Depois de colocada vá remexendo a terra em torno das raízes e em seguida, assente a planta usando uma espátula, firme, mas ao mesmo tempo delicado para não danificar as raízes.

* Tudo pronto é hora de regar pela primeira vez de forma que a planta fique encharcada. Durante o período de crescimento, não se esqueça de regar as plantas e quando estiver estabelecida, regar com mais atenção durante o verão, período que ela precisa de mais água.

* Para terminar, usando palha, faça uma camada sob a muda, pelo menos de 5 cm no máximo de 7,5 cm.

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Propagação
Para propagar a jasmim-uruguaio, o método usado é através de sementes, que devem ser cultivadas durante o fim do inverno. Importante que isso seja feito em um lugar que a planta esteja abrigada e deve ser reservado um substrato móvel para ela, que deve conter: terra preta, areia grossa e composto orgânico, de preferência com estrume.

Na hora de semear é necessário observar a profundidade que deve ser de duas vezes a largura e que fique na sombra parcial. Terminado, a semente precisa de muita água para que o substrato tenha ficado bem molhado.

Outra forma de multiplicação do jasmim-uruguaio é através de semi-estacas de madeira, que também deve ser feito no fim do inverno ou durante a primavera.

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Ligustrum lucidumLigustrum lucidum

O ligustro é uma espécie vegetal bastante conhecida por ser utilizada na arte da topiaria, que nada mais é que a arte de podar plantas de maneira ornamental.

A espécie pode ser encontrada tanto na forma de arbusto (Ligustrum sinense), como em forma de árvore (Ligustrum lucidum).

É também conhecida popularmente como Alfeneiro, Ligustro-arbustivo, Ligustrinho, Ligustro, Ligustro-chinês e Alfeneiro-da-china.

A planta é oriunda do continente asiático, sendo nativa da China e bastante encontrada em países como a China, a Coréia do Norte e Coréia do Sul.

A espécie vegetal pertence à família botânica Oleaceae, que é bastante utilizada na composição de decoração de ambientes residenciais.

A Família Oleaceae (Oleáceas)
As espécies vegetais que compõem a família botânica Oleaceae, ou as plantas Oleáceas, estão divididas em 30 diferentes gêneros que abrigam aproximadamente 600 diferentes espécies. No Brasil são encontrados apenas 4 gêneros e cerca de 15 espécies.

Uma das principais características das espécies vegetais Oleáceas é que as suas flores são actinomorfas, isto é, apresentam simetria de forma radial – se dividem de diversas formas e a divisão apresentará o mesmo resultado, partes iguais.

As espécies vegetais Oleáceas apresentam importância na área do paisagismo (as espécies que pertencem aos gêneros Ligustrum e Jasminum), assim como importância econômica, pois da espécie mais conhecida desta família, a Oliveira, é possível extrair óleos e azeite, e das outras espécies pode se extrair madeiras finas e outros tipos de suprimentos como as apreciadas azeitonas.

Das folhas das espécies vegetais Oleáceas podem ser extraídos chás de cunho medicinal.

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Características da planta
O ligustro se caracteriza por ser um arbusto com muitas ramificações, sendo uma planta bastante compacta e que apresenta um certo grau de rusticidade, isto é, a planta consegue se desenvolver sem a tomada de tantos cuidados da parte de quem a cultiva.

É uma espécie vegetal que apresenta ciclo de vida perene, isto é, o seu tempo de vida tende a ser maior que 2 anos quando a planta é cultivada nas condições adequadas e corretas, inclusive devido a esse fato o ligustro pode ser usado para compor as chamadas cercas vivas, que quando realizadas através da arte da topiaria, causam um efeito ornamental muito bonito e que acaba chamando a atenção das pessoas devido a grande beleza que ficará no local que possui uma cerca viva repleta de ligustros.

A espécie vegetal é de médio porte, atingindo uma altura média de 3 a 4 m.

As folhas do ligustro se caracterizam por apresentarem um tamanho pequeno. Outra característica desta espécie vegetal, é que ela acaba ocorrendo em muitas variedades (espécies variegatas) o que acaba gerando plantas com ramos relativamente eretos e com folhas com uma cor variada, tendendo para o azul (um verde azulado).

Nos jardins é mais fácil encontrarmos as espécies variegadas da ligustro. As folhas é que concedem a característica ornamental dessa espécie vegetal.

As pequenas flores brancas se agrupam em cachos produzidos nas pontas dos galhos finos e flexíveis. Geralmente se formam na primavera. Muitas pessoas dizem nunca ter visto as flores, mas é devido a poda constante que retira justamente as pontas que produziriam as flores com seu delicioso perfume.

A planta é utilizada de forma ampla na arte da topiaria e na composição de cercas vivas, além disso, essa espécie vegetal gera um grande contraste quando cultivada junto de outras plantas de coloração verde.

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Cultivo
O ligustro pode ser encontrado em locais que apresentam climas: temperado, mediterrâneo, tropical, sub tropical e oceânico.

Deve ser cultivado sob o sol pleno, tanto de forma isolada como em grupos, ou combinadas com outras espécies vegetais. Como é uma planta típica de locais que apresentam clima mais ameno e frio, consegue tolerar o frio e até mesmo as geadas.

A planta se caracteriza por ser uma planta que possui um alto grau de resistência, tanto que mal apresenta problemas com relação a temperatura, tanto que as suas folhas possuem um certo grau de resistência de exposição ao sol e não sofrer queimaduras devido a esse fator.

Essa espécie vegetal se caracteriza por necessitar ser cultivada em local que apresenta solo fértil e com boa capacidade de drenagem.

O solo pode ser mantido fértil com a aplicação de adubo ou através de fertilizações realizadas de maneira periódica.

Com relação a drenagem, é importante que o solo apresente uma boa capacidade de absorção da água, principalmente a utilizada para irrigação, pois o solo não deve ficar encharcado, pois essa situação pode causar o apodrecimento das raízes da planta.

A rega deve ser feita sempre que o solo se encontrar seco, para que a planta aproveite e absorva a água de uma maneira melhor.

Para melhor aproveitamento das utilidades do ligustro (tanto na arte da topiaria quanto na formação de cercas vivas), é importante que seja realizada a poda de forma periódica para que a planta se mantenha constantemente bonita e o crescimento da planta acabe sendo controlado da maneira que a pessoa deseja.

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Multiplicação
A espécie vegetal se multiplica de 2 maneiras: por dispersão de suas sementes e por estaquia.

A multiplicação por meio da dispersão das sementes consiste em colocar as sementes em locais apropriados para o cultivo e gerar as condições necessárias (rega, adubação, iluminação e etc.) de forma que a semente consiga germinar e gerar uma nova planta.

A multiplicação por estaquia consiste em realizar a formação de estacas nas pontas dos ramos da planta. As estacas serão formadas e cortadas para serem colocadas em local apropriado para cultivo, por isso essa estaca precisa possuir folhas, raízes e ramos, de forma que quando transportadas para um novo local, a planta tenha condições de conseguir se desenvolver e crescer.

O período ideal para a preparação das estacas é no inicio do inverno, e para que as estacas tenham melhor rendimento na propagação da planta, elas podem ser enraizadas em estufas para ficarem melhor acomodadas.

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Gypsophila paniculata

O véu-de-noiva é uma planta herbácea, pendente e florífera de elevado valor ornamental, tanto pela textura e cor da folhagem, como pela floração abundante e permanente. Sua origem é da Europa e pertence à família Caryophyllaceae.

Esta delicada flor‚ é muito utilizada como complemento para arranjos ou buquês compostos por flores maiores e mais coloridas.  É também conhecida como Mosquitinho, Branquinha, Gipsofila e Cravo-de-amor.

Por ser uma planta muito ramificada, é bom fincar atento, pois pode se tornar invasiva em determinadas situações. Mas no geral tem com ramos delicados, arroxeados e com nós articulados.

A planta é pendente com ramificações muito numerosas, longas e finas, formando cortina densa daí a razão do nome popular. De cada nó podem sair novas raízes que, se em contato com a terra, vai ramificar e se reproduzir.

As folhas são finas e pontiagudas, de coloração verde-acinzentada e superfícies pilosas ou ovais a lanceoladas, acuminadas, de cor verde-escura, com a página inferior arroxeada.

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As inflorescências são em panícula e sustentam um grande número de pequenas flores, solitárias, brancas, com três pétalas, axilares ou terminais, e se formam durante o ano todo. E por ter característica, é que é altamente cultivada para fins ornamentais e complemento de arranjos.

As variedades de coloração branca são as mais cultivadas no Brasil, principalmente porque são fáceis de serem tingidas em colorações diversas. A sua durabilidade pós-colheita varia entre 1 a 2 semanas. O fruto é do tipo cápsula, ovóide, com poucas e grandes sementes de cor castanha.

É uma planta excelente para vasos e cestas pendentes. Sua textura cheia e o pontilhado delicado das flores trazem um charme todo especial para varandas, pátios, salas de estar, entre outros ambientes internos ou externos.

Sua manutenção é facílima, exigindo apenas leves podas para renovação da folhagem quando necessário, boa irrigação e fertilizações orgânicas semestrais. Estes pequenos cuidados são suficientes para manter a beleza desta rústica espécie.

No jardim, além de compor magníficos jardins verticais, ela também se presta como forração, em canteiros semi-sombreados ou em bosques, mas teme o pisoteio, pois sua folhagem é muito frágil.

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Multiplicação
O véu-de-noiva reproduz-se por meio de sementes, sendo ideal semeá-la nos canteiros durante o outono, para crescerem naturalmente e produzirem flores mais cedo. Também se multiplicam facilmente por estacas maduras produzidas pela ramagem, postos a enraizar em solo leve e mantido úmido. Também pode ser multiplicada por mergulhia.

O solo deve ser bem drenado e a luz solar é fundamental para o seu perfeito desenvolvimento e florescimento.

Por ser uma espécie muito delicada, recomenda-se utilizar varetas esgalhadas para apoiar as plantas expostas ao vento para dar sustentação e firmeza na planta. Ao plantar, distribua as espécies de modo correto.

As plantas aglomeradas tendem a adquirir doenças. Nesse caso, os esporos de fungos e pragas podem se espalhar facilmente, infestando as espécies próximas.

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Cultivo
Deve ser cultivada em substrato fértil, com boa capacidade de retenção de água, porém drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado com frequência. Não tolera geada ou frio intenso. Reduzir as regas na estação fria, salvo quando o inverno é demasiado seco. Em países de clima temperado pode ser cultivada em estufas úmidas.

Sob condições de grande luminosidade, torna-se mais compacta na textura e, a cor arroxeada dos ramos e verso das folhas se acentua. Em condições de pouca luz, desenvolve-se mais esparsa e pode não desenvolver a cor arroxeada.

Adubação e umidade
O substrato de cultivo deve ser rico em matéria orgânica. Utilizar húmus de minhoca misturado com composto orgânico em partes iguais. Acrescentar adubo granulado NPK na formulação 10-10-10, cerca de uma colher de sopa por vaso. Plantar a muda, tomando cuidado para não quebrar os talos frágeis e regar a seguir.

A cada 4 meses, proceder à adubação de reposição de nutrientes. Dissolver uma colher de sopa da medida que acompanha a caixa de adubo em 2 litros de água em temperatura ambiente, pode usar uma garrafa de refrigerante descartável. Sacudir bem para dissolver o adubo na água. Usar 1 copo pequeno desta mistura por vaso.

As condições de umidade facilitam o aparecimento de doenças. Use sempre quantidades adequadas de água e nutrientes. Entre estes, o potássio reforça ligeiramente o crescimento da planta e aumenta a resistência aos organismos patogênicos.

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Dicas e curiosidades
– Muito interessante para ambientes internos com boa iluminação, forma densa cortina pendente. Para canteiros em jardins sem sol, como forração também forma denso tapete. Poderá consorciar com plantas do tipo helicônias ou lírio-da-paz.

– Muito utilizada como flor de corte, embelezando buquês de rosas e de flores do campo. No paisagismo, cria lindos efeitos quando misturado com outras plantas de flores pequenas, em maciços e bordaduras.

– Delicadas e numerosas florzinhas brancas é a característica principal do mosquitinho. Da família dos cravos, esta planta é muito utilizada como flor de corte, embelezando buquês de rosas e de flores do campo, principalmente. No paisagismo, cria um excelente efeito misturado com outras plantas de flores pequenas, em maciços e bordaduras, criando um ótimo efeito campestre.

– Devem ser cultivado a pleno sol, em solo fértil composto de terra de jardim e terra vegetal, drenável. Exige ainda regas regulares e reforma anual dos canteiros. Aprecia o clima frio e floresce no final do inverno e na primavera. Multiplica-se por sementes.

– Mantenha o jardim sempre limpo. Materiais deteriorados, folhas e plantas mortas podem causar infecções às espécies sadias. Um plantio cuidadoso garante a saúde do seu jardim.

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Azorina

Trata-se de uma planta pertencente à família das Campanulaceae. O nome da planta provém da ilha dos Açores (Açores é arquipélago composto por nove ilhas e situa-se no Norte do Oceano Atlântico), de onde o gênero é endêmico. É também conhecida como Azorina.

É uma das mais belas espécies das ilhas.  Pode atingir cerca de 1 m de altura e produz flores em forma de sinos de cor rosa esbranquiçada.

Seu porte é arbustivo, de folhas lanceoladas a lineares, de cor verde-escura ou verde-bronzeada. Em suas inflorescências terminais e eretas, despontam flores serosas, pendentes e delicadas, de corola campanulada e cor branca a rosa. Floresce duas vezes por ano, na primavera e no outono.

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Apesar da beleza única e delicada de suas flores, curiosamente esta planta é raramente cultivada como ornamental. É uma planta que é tolerante à maresia e salinidade, vivendo normalmente em reentrâncias rochosas de falésias costeiras podendo aparecer em telhados de casas em telha.

A existência de algumas comunidades de exemplares a altitudes mais elevadas leva a supor uma distribuição mais ampla desta espécie, atualmente ameaçada pelo avanço de flora exótica e pela destruição humana de habitat.

Cultivo da Vidália
A Vidália deve ser cultivada sob sol pleno, em solo drenável, rochoso ou arenoso e enriquecido com matéria orgânica. A planta cresce mesmo em solos pobres e sua multiplicação é feita por sementes.

É uma espécie protegida devido ao grande risco de extinção. É o único gênero endêmico dos Açores e uma das mais belas espécies das ilhas.

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