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Posts para categoria ‘Cercas Vivas e Arbustos’

Os arbustos estão sendo cada vez mais explorados no universo da jardinagem e a cada dia que passa se descobre uma nova espécie. Eles são plantas simples de serem cuidadas e podem dar aquele toque final na sua decoração.

Sendo de pequeno, grande ou até médio porte, é muito importante saber tratar um arbusto e ir descobrindo aos poucos as suas principais propriedades.

Este é o caso de uma espécie muito conhecida nos dias de hoje, o ligustro-arbustivo, muito utilizado para decoração de praças públicas e locais abertos lá no mundo ocidental.

Ligustrum sinense

O ligustro-arbustivo possui alguns nomes populares bem peculiares, que identificam até a sua origem.  São eles: ligustro-variegado, alfeneiro-da-china, alfeneiro, ligustro-chinês, ligustrinho, etc.

É uma planta da família Oleaceae e possui diversas categorias para diferenciá-lo das outras plantas de seu mesmo grupo.

O ligustro é um arbusto muito arbóreo e sua origem é de alguns países da Ásia, como China,  Coréia do Norte e Coréia do Sul.

É lá que esta planta é cultivada até hoje em praças, jardins públicos e em casas com vasto quintal. Nestes países, a espécie é muito popular, especialmente para fins decorativos, explorando ao máximo a criatividade e o seu porte paisagístico.

A espécie é uma planta bem arbustiva de grande porte que aceita podas para de adequar a espaços menores. Se não for podado, o ligustro-arbustivo pode atingir 4 m de altura.

Sua folhagem é de ciclo de vida perene e a sua ramagem é bastante numerosa. É, na maioria das vezes, cultivada como uma planta ornamental em diversos locais.

ligustrum_sinense3

Apesar de seus ramos serem volumosos e chamarem muito a atenção de especialistas, eles costumam ser finos e flexíveis, deixando a planta com um porte característico e totalmente irregular, o que contribui para os seus dotes paisagísticos.

Na espécie variegada, as folhas são bem pequenas e possuem coloração verde brilhante, sempre variando entre tons claros e escuros dependendo do clima e da forma de cultivo. A margem é branca e em toda a sua estrutura, apresenta um tom um pouco acinzentado, bastante diferente das outras espécies da sua família.

Uma curiosidade muito importante é que em alguns países, como o Brasil, por exemplo, a espécie quase não apresenta flores. Nas variedades mais verdes, as flores acabam por apresentar outros formatos e que não são comuns nas plantas cultivadas no oriente. Podem ser ovaladas, possuindo uma ramagem pendente.

Ligustrum sinense variegado

Cultivo do ligustro-arbustivo
É preciso seguir algumas regras básicas para cultivar a espécie em qualquer tipo de lugar. É muito importante deixá-la em lugares onde o sol possa incidir em toda a sua estrutura, especialmente quando a planta está sendo cultivada em locais mais frio ou de inverno bastante rigoroso.

Outra parte importante do plantio das mudas é observar as características do solo: Ele deverá ser bem fértil, com muita matéria orgânica sobre o mesmo, onde as raízes possam ficar bem fincadas. Deve ser profundo e de propriedade areno-argiloso. Na cova de plantio, é interessante colocar areia, tornando as terras bem mais drenáveis, já que a espécie não tolera nenhum tipo de encharcamento.

Para começar o plantio é só seguir os passos abaixo:
* Abra um buraco fundo no solo, coloque areia e se precisar, faça uma mistura de nutrientes para fixar a raiz da muda;

* Sobre uma lona, misture 1 kg de adubo animal de curral bem curtido com pouco menos de 100 gramas de farinha de ossos, incorporando alguns componentes orgânicos para começar a fertilização do solo;

* Coloque tudo na parte funda da cova e acomode o torrão com a muda, preenchendo as laterais do buraco com a mistura da etapa anterior;

* Aperte de leve e compacte a seguir. Não esqueça de, ao final do processo, regar bem a muda.

Dicas
*
As mudas costumam vir em sacos plásticos já compactadas em relação ao torrão. Por isso, se a terra estiver muito compactada, corte o recipiente que contém a muda com podão e se solte com a ajuda de uma pazinha. Este procedimento irá permitirá que as raízes se estabeleçam melhor no novo lugar e se multipliquem melhor em aspecto germinativos;

* Quando chegar o verão e os dias estiverem muito quentes, coloque um balde de água antes mesmo de introduzir a muda dentro da cova profunda para plantio. Deixe percolar um pouco e assim, a muda não perderá umidade  do seu substrato para a terra em sua volta, conservando assim bastante quantidade de água para todo o período de calor.

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O ligustro-arbustivo no paisagismo e decoração
O arbusto é muito usado como cerca-viva e por isto está muito bem inserido nesta categoria. Quando bem podada, pode ser facilmente colocada em vasos para decoração de exteriores e interiores. Sua folhagem clara nas variegadas pode contrastar com as folhas verdes de tamanho maior, evitando um aspecto muito colorido e exagerado em determinados locais.

Um visual que sempre é escolhido pelos especialistas é quando se coloca a espécie em vasos, muito bem podada como topiaria em formas piramidais, arredondadas ou mesmo conduzidas como uma arvoreta bem simplória, embora em raros casos não possua flores. Dessa maneira, ela poderá ornamentar entradas de empresas e condomínios, além de locais públicos como praças, shoppings, etc.

Propagação
Pode ser feita através de estacas de ramos mais jovens, tendo em sua maneira de propagação uma forma bastante vegetativa. Para realizara  multiplicação, é só recortar os ramos, retirando as folhas inferiores sem danificar as suas gemas.

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Abutilon striatum

Planta da família Malvaceae, também conhecida popularmente como lanterna-japonesa, sininho e campainha.

Sua ocorrência é na América do Sul – Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia. Trata-se de um arbusto semi-lenhoso, que pode atingir até 3 m de altura.

Quando podada adequadamente, pode ser cultivada como trepadeira. As flores são solitárias, com pecíolos longos e pendentes, formando um sino, daí o seu nome popular. As estrias vermelhas em composição com o amarelo dão lhe um aspecto particularmente atrativo para o uso ornamental.

É uma planta de fácil cultivo. Podendo ser utilizada isoladamente ou formando renques e cercas vivas, a exemplo de suas irmãs da mesma família como o Hibisco.

O solo deve ser permeável, e rico em nutrientes. É possível cultivá-la em vasos, desde que sejam feitas as podas necessárias, na época adequada (maio, junho e julho). Da poda, principalmente ao final do inverno, podem ser feitas as mudas.

lanterninha-chinesa

Cuidados com a lanterninha-chinesa
Em geral, as plantas da família Malvaceae (dentre as quais os hibiscos devem ser os mais conhecidos do leitor) são plantas de fácil trato, por se tratarem de plantas tropicais, bem aclimatadas em nosso país. No caso da lanterninha-chinesa, que é nativa, a exigência é menor. Ainda assim, cabem algumas ressalvas:
*  É uma planta de habitat natural tropical ou subtropical;
* As regas periódicas são necessárias. De início, diariamente ou a cada dois dias, conforme o clima local. Depois disso, duas vezes por semana bastam;
* Não importa a periodicidade de regas, procure fazê-lo em abundância;
* O solo deve ser bem drenável;
* Além do substrato orgânico utilizado no plantio, faça, uma vez ao ano, fertilização do solo com composto. Isso garante, primeiro, uma estrutura adequada do solo; segundo, resiliência de nutrientes, capacitando a planta desenvolver suas próprias defesas contra pragas e doenças.

Abutilon striatum1

Multiplicação
Quanto à reprodução, deve ser feita ao final do inverno, com estacas semi-lenhosas. Selecione uma que esteja bem saudável faça o corte em 45º, próximo a gema, e retire suas folhas, colocando o galho para descansar em um vidro ou garrafa pet com água (se necessário, utilize um hormônio enraizador) à meia-sombra, ou em composto orgânico não totalmente curtido. Pessoalmente, obtive melhores resultados no último caso.

Chuva

Serissa-

Planta da família Rubiaceae, com origem na Ásia – China e Japão, trata-se de um arbusto muito usado em jardins para a formação de renques ou bordaduras.

Seu crescimento é compacto, muito ramificado e de folhas perenes e com abundante floração, são flores pequenas e aparecem o ano todo.

Suas folhas na espécie típica são bem pequenas, brilhantes e de cor verde, ideais para a formação de bonsai, ocorrem ainda formas “Variegatas”, com folhas de margens cor branco, creme e amarelas.

A serrissa ficou conhecida popularmente no Brasil como árvore-mil-estrelas e mil-estrelas, principalmente por causa de sua numerosa floração que ocorre na Primavera e Verão. A planta que tem flores miúdas, de cor branca a rosa, de acordo com a cultivar, possui o formato de estrela.

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No jardim a serissa pode ser utilizada isolada, em conjunto com outras plantas, ou em grupos, sendo ideal desde a topiaria até para delimitar caminhos em bordaduras ou na formação de sebes baixas.

Muito rústica, pode ser cultivada em vasos e jardineiras, criando belo efeito ornamental já que possui florada abundante. Sua manutenção é baixa, só requer poda de limpeza o que estimula sua floração, não é exigente quanto a adubação.

Seu cultivo de ser sob sol pleno, meia sombra ou luz difusa, em solo fértil, bem drenável e irrigada periodicamente. Para uma intensa floração necessita de sol direto, mas precisa ser protegida nas horas mais quentes do dia, principalmente durante o Verão.

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Aprecia umidade mas não tolera encharcamentos, tolera frio subtropical, mas pode amarelar e perder folhas, que logo irão brotar.

Sua propagação é facilmente feita por estacas postas para enraizar na primavera. É possível enraizar estacas em copos com água.

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Amoras

A amora é o fruto de uma árvore conhecida como amoreira (Morus nigra), uma árvore que pertence à família Moraceae, nativa de regiões da Ásia, América do Norte e África, sendo que a maioria das espécies do gênero é asiática portanto, de climas temperados subtropicais, se adaptando muito bem ao clima brasileiro.

A amoreira é uma árvore que pode atingir uma altura de 4 a 5 m, sendo uma árvore de médio porte. Sua casca é rugosa e de coloração escura, e sua copa é frondosa e oferece boa sombra. Suas flores são pequeninas e possuem uma cor branco-amarelada, e seus frutos são comestíveis além de decorativos, pois possuem coloração viva. Essas características a fazem bastante apreciada.

O tipo da árvore influência na cor e demais características do fruto, e as amoreiras mais comuns são: a Alba, que produz amoras brancas, a Rubra, que produz amoras vermelhas e a Nigra, que produz amoras negras. O tipo de amora mais consumido pelos humanos é a proveniente da árvore Nigra.

Esta árvore também pode ser usada para a criação do bicho da seda, sendo um de seus alimentos preferidos, em especial a amoreira Alba.

amora

Devido à sua baixa estatura, sua copa frondosa, suas flores ornamentais e seus frutos comestíveis e ricos em nutrientes como a vitamina C, a amoreira costuma ser plantada em pomares, jardins e na beira de estradas rurais.

É muito comum o cultivo da amoreira principalmente devido a seu fruto, que pode ser consumido in natura ou na forma de doces, compotas, geleias, licores entre outros tipos de alimentos.

Além do sabor e utilidade nutricional a amora e as folhas da amoreira também oferece propriedades medicinais: é calmante, diurética, antioxidante, cicatrizante, anti-inflamatória e laxante.

Cultivo
A amoreira prefere solo profundo e úmido para se desenvolver, embora se adapte bem a qualquer outro tipo de solo em que seja plantada.

Seu período de frutificação depende da região em que está plantada, sendo que no Brasil ocorre entre setembro a novembro.

Muitas vezes a amoreira germina espontaneamente depois da dispersão de suas sementes, pois é uma plana resistente e que exige poucos cuidados.

Além do plantio usando sementes, o cultivador pode optar por realizar o plantio através do enraizamento usando estacas.

Morus Nigra

A amoreira se desenvolve melhor em climas frios e úmidos, e o melhor período para começar o cultivo é durante setembro.

Se as mudas não estiverem plantadas em seu local definitivo, devem ser transplantadas quando atingirem uma altura de até 30 centímetros. O espaçamento ideal entre as mudas deve ser de no mínimo meio metro.

A adubação pode ser feita com adubo padrão comprado em lojas de jardinagem, contendo húmus e fosfato, ou preparada em casa.

A irrigação deve ocorrer com frequência, pois a amoreira gosta de umidade. No entanto e necessário ter cuidado para não afogar as plantas. Se a região receber chuvas com frequência, a umidade natural pode ser suficiente. A poda deve ser realizada durante o inverno.

Após um ano e meio do plantio no local definitivo, a amoreira já começa a dar os primeiros frutos.

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Leucophyllum frutescens

Espécie arbustiva originária do Deserto de Chihuahua, na América do Norte e pertence à família Scrophulariaceae.

A folha-de-prata apresenta ramagem lenhosa e ramificada, com folhagem e florescimento ornamentais. Suas folhas são alternas e onduladas, com pubescência prateada, conferindo um aspecto de feltro.

As flores são solitárias, tubulares e podem ser de cor branca, rosa, roxa ou azul, de acordo com a variedade. O florescimento ocorre após as chuvas de verão.

De baixíssima manutenção a folha-de-prata é uma escolha excelente para jardins rochosos e de inspiração desértica. Mas sua beleza pode ser igualmente aproveitada, em diversos estilos de jardim, pois é um arbusto muito versátil.

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Pode ser plantada isolada, em grupos ou em renques, oferecendo um belo pano de fundo para o jardim, devido à sua tonalidade prateada. Quase não necessita de podas, pois seu crescimento é lento.

Ainda assim, as podas eventuais são importantes para manter a planta compacta e com bom aspecto. Em jardins mais secos, a folha-de-prata tende a adquirir uma forma mais densa.

Paralelamente, nos jardins mais úmidos, sua ramagem se torna mais esparsa. Vegeta bem em vasos também.

Deve ser cultivada em solos drenáveis, com pH levemente alcalino e irrigado de forma esparsa. Muito tolerante ao frio, à estiagem e à maresia. Irrigue as plantas jovens duas vezes por semana. Já as plantas estabelecidas, irrigue apenas semanalmente no tempo muito seco.

Leucophyllum frutescens

Aprecia o calor. Não é necessário fertilizá-la, pois aprecia solos pobres. No entanto, a reaplicação de calcário anualmente favorece à planta. Não plantar em locais encharcados, pois apodrece facilmente suas raízes.

Sua multiplicação é feita por sementes e por estacas semilenhosas, postas a enraizar no final do verão, em substrato leve e drenável, mantido úmido.

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Trata-se de uma belíssima planta que se cobre de flores apresentando um maravilhoso espetáculo para quem a vê.

A planta pertence à família Euphorbiaceae e origina-se da América Central (da Costa Rica até o Sul do México).

É também conhecida por outros nomes populares, tais como: cabeça branca, leiteiro-branco, cabeleira-de-velho, flor-de-criança, chuva-de-prata.

Características da Neve-da-montanha
Não se trata de uma árvore de grande porte como algumas pessoas pensem, quando veem fotos da planta. A Neve-da-montanha é um arbusto (possui seiva leitosa) de caule com muitos ramos, semi-lenhoso.

Quando ela cresce naturalmente, sem estar podada, ela tem uma forma arredondada. A casca de seu caule tem uma cor que vai de acinzentada a marrom claro e sua altura pode variar entre 2 a 3 m. Porém, com podas organizadas seu tamanho pode ser diminuído, deixando sua copa e sua altura bem menores, adequando-a ao tamanho necessário ao seu jardim.

A planta possui características bem diferentes de outras plantas mais comuns. Sua folhagem é verde e suas flores são brancas em forma de estrelas. Durante os meses de outono e inverno ela perde suas folhas, fica completamente branca com uma florada abundante.

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Cultivo
Por ser uma planta perene (planta de longa duração) seu cultivo é fácil.
- O solo precisa ser sempre do tipo areno-argiloso, com drenagem excelente, enriquecido com bastante matéria orgânica.  Não tenha medo de abusar no adubo orgânico. Quanto mais usar esse tipo de adubo na planta, mais ela lhe retribuirá com flores.

Quando ela está bem cuidada, apresenta floradas de causar fascinação. Porém, no caso de não ter um solo desse tipo, pode-se fazer essa composição no jardim, usando bastante areia e argila no local escolhido para fazer o seu plantio. Ela não se adapta em solos comuns.

Pode também acrescentar um adubo com elevada concentração de fósforo que é o NPK e fazer um reforço do adubo orgânico aumentando a dosagem no final do verão. É muito importante que você nunca deixe que lhe falte nutriente.

A planta Neve-da-montanha é forte e de longa duração, como já foi dito, porém se o solo onde ela estiver plantada ficar empobrecido, ou seja com carência de nutriente, ela é afetada em seu crescimento e em sua floração.

Porque ela depende basicamente que o solo esteja nutrido para que ela se desenvolva bem mostrando todo o seu esplendor.

- A multiplicação da planta é feita através de mudas ou sementes.

- A melhor época para se fazer a adubação dessa planta é na primavera e no verão.

- As regas devem ser feitas 2 vezes por semana, porém, se perceber que o solo está seco, faça mais regas. O solo não pode ficar encharcado, mas deve estar sempre ligeiramente úmido.

- Para que a planta fique cheia de flores, plante-a em local onde ela receba bastante luminosidade. A neve-da-montanha gosta de sol pleno.

Ela floresce menos, caso receba pouca luz. Porém, existe uma curiosidade em relação à luminosidade e a planta: Durante a noite se ela ficar exposta a iluminação artificial seu florescimento pode ser inibido ou ficar atrasado.

- Embora prefira bastante luminosidade, essa planta adapta-se melhor em lugares de clima ameno. E, em regiões com maior altitude ela floresce mais, e detalhe importante: Não suporta geadas.

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Podas
- Na hora de fazer a poda, o ideal é deixá-la com formato redondo, assim ela fica mais compacta e fica bonita.

Pode também fazer com que ela fique como uma arvoreta, contudo não se esqueça que a poda nunca deve passar de 1/3 da planta e só deve ser feita após a sua florada.

É fundamental que deve-se usar luvas sempre que estiver fazendo a poda porque a sua seiva é tóxica e pode causar irritação na pele. É bom observar também, que por ser tóxica é melhor que ela não esteja em lugar onde circulem crianças e animais. O perigo com relação à sua toxidade está em ingerir a sua folha e não em tocá-la propriamente, porque a toxidade da planta Neve-da-montanha se encontra em sua seiva.

- A Neve-da-montanha tem sido muito usada em paisagismo onde ela é muito valorizada. Pode ser vista em grandes jardins, jardins de pequeno porte, em praças, em plantio isolado ou plantada em grupos de três a quatro árvores ou até como cerca viva.

- Apesar de ela precisar estar em solo meio úmido, a planta tolera períodos de estiagem, porém floresce menos. Na verdade, ela sempre floresce menos em qualquer situação que seja diferente daquela que é adequada a ela. Deve ser por isso, que no clima frio subtropical ela apresenta uma floração bastante intensa.

- Durante os meses em que faz mais calor, o ideal é que as adubações sejam bimestrais.

Euphorbia leucocephala

Curiosidades sobre a Neve-da-montanha
Essa planta fantástica tem suas folhas decíduas e elípticas. Suas belas flores brancas têm ao redor vistosas brácteas que possuem cor branco-creme.

Quando é feito podas bem conduzidas (sempre com muito cuidado e moderação), mexendo no formato de sua copa, pode-se conseguir belíssimos efeitos visuais.

É no inverno que a planta fica mais bonita. Carregadinha com as suas maravilhosas flores brancas e exalando um delicioso perfume.

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Arbusto florífero pertence à família Convolvulaceae e sua origem é da América do Sul, Brasil. É uma planta rústica e ornamental.

Esta espécie de planta tem folhas em formato de coração que são de uma cor verde bastante rica, e que medem entre 15 a 22 cm.

As flores campanuladas, surgem abundantes durante quase o ano todo, mas principalmente na primavera e verão. Elas podem ser róseas, violáceas ou brancas, de acordo com a cultivar.

O algodão-bravo é uma destas poucas plantas que tem a capacidade de produzir flores vistosas em todas as estações.

Ainda adapta-se muito bem ao ambiente aquático, adornando as margens de lagos e outros cursos d´água.

Apesar de arbustivo, também pode ser conduzido como trepadeira, com o devido tutoramento. Suas flores são atrativas para beija-flores, abelhas e borboletas.

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Cultivo
O algodão-bravo pode facilmente ser cultivado diretamente a partir da semente – a sua semente, no entanto, é bastante venenosa, e é conhecida por ser bastante prejudicial ao gado, razão pela qual ela é desaconselhada para regiões de pasto e campos em geral.

No Brasil, o algodão bravo é conhecido pelo nome de canudo-de-pita, já que a sua haste é oca, e pode ser usada para a fabricação de cachimbos para.

O algodão-bravo pode crescer a uma altura de até 5 m,  a sua haste é grossa, e desenvolve um tronco grosso ao longo de muitos anos, com muitos galhos a partir de sua base. Suas folhas são verde claras, e tem mais ou menos vinte e cinco centímetros de comprimento, em uma planta adulta.

algodão-bravo

Como já foi mencionado, esta planta tende a ter um efeito ruim em gado ou outros animais que tentem se alimentar dela. Ela tende a ter efeitos de depressão no sistema nervosos, e podem causar grandes danos a animais de pequeno e médio porte.

O seu uso para a decoração acaba se restringindo a grandes espaços abertos, já que a árvore do algodão bravo pode ficar muito alta para qualquer espaço fechado – seu maior uso é, no entanto, a fabricação de papel, e a pesquisa de suas propriedades medicinais.

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A hortênsia possui lindas flores multicoloridas, muito usada para decorar jardins externos, sacadas e vasos, a hortênsia é uma planta de simples cultivo, que não precisa de muitos cuidados e que tem uma beleza ímpar.

Planta trazida pelos alemães que vivem nas serras gaúchas onde é fácil encontrar lindos buquês por onde passamos, nos meses da primavera e verão.

Como é originalmente de clima ameno, a planta é oriunda da China e do Japão, não se dá muito bem em regiões quentes e secas. No entanto, por meio de técnicas de melhoramento genético, há algumas variedades da flor cultivadas em diversos países de clima tropical, temperado e subtropical.

hortênsia

Como cultivar hortênsia
A hortênsia é capaz de decorar interiores em vasos, ou plantadas em jardins, floreiras, caminhos, cantos, sempre com luz e boa sombra.

Gosta de clima agradável, nem quente demais e nem frio demais. Precisa de solo úmido, portanto a rega deve ser feita assim que perceber que a terra está secando. A terra deve ser bem adubada, com composto orgânico e com boa drenagem.

Suas flores variam entre tons de azul, lilás, rosa e branco, dependendo do Ph do solo, ou seja, se o solo for mais ácido, a cor que predomina é o azul, se for alcalino, o rosa vai predominar.

Para fazer mudas de hortênsia é fácil, basta uma estaca, ou seja, um galhinho de + ou -15 cm, com algumas folhas, que deve ser colocado na água por um período de mais ou menos 1 dia e depois plantado num vasinho pequeno, até formar raízes, o que leva em média 40 dias.

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A melhor época do plantio é após a floração, porém, a planta vai pegar em outra época também. Após pegar bem, mude para um vaso maior ou transfira-a para o chão. Neste período, deixe a planta na sombra ou estufa e regue todo dia se necessário.

Todo ano, após a floração, é preciso fazer uma poda grande, removendo flores secas e galhos que já floriram, para que as flores venham fortes e a planta seja trabalhada no tamanho desejado. Sempre que tiver galhos secos ou doentes é preciso cortá-los, independente da época.

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A pata-de-elefante é uma planta da família Ruscaceae originária da América do Norte – México. É uma planta arbustiva de aspecto escultural.

É considerada pelos jardineiros e paisagistas uma planta arbustiva muito semelhante às palmeiras, mas apesar da semelhança com as palmeiras, a pata-de-elefante não é uma palmeira verdadeira.

Ela é considerada um arbusto ou arvoreta, sendo o seu tronco muito ornamental, geralmente único com a base dilatada, para o armazenamento de água. Uma adaptação para sobreviver por longos períodos de estiagem.

Sua raiz é extremamente larga para que possa armazenar água, o que dá a ela a principal característica que a difere das palmeiras, além de ser capaz de sobreviver por um longo período de estiagem.

Suas folhas são muito bonitas, com um aspecto de cabeleira, dispostas em densos tufos nas extremidades dos ramos. As flores somente são produzidas nos exemplares mais velhos, já arbóreos. Elas despontam em inflorescências longas e eretas, com numerosas flores pequenas e esbranquiçadas.

É uma planta que faz muito sucesso no paisagismo de jardins, Devido ao seu lento crescimento também é muito usada em vasos para a decoração de ambientes internos. Elas têm uma aparência bonita que dá glamour e fazer qualquer ambiente ter mais vida

Praticamente não exige manutenção, mas que alcança altos valores no mercado de plantas ornamentais.

O seu cultivo deve ser sempre sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável e irrigado a intervalos bem espaçados, para evitar o apodrecimento das raízes.

É muito rústica, tolerando o calor e o frio, não suportando apenas o encharcamento.

Para cultivá-la é simples, basta ter os cuidados adequados para ficarem lindas.

Veja como cultivar corretamente a pata-de-elefante  e manter a saúde da sua planta.
A primeira coisa a fazer é adquirir as mudas da planta em viveiros.

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Como plantar
Se optar por plantá-la em vasos o crescimento certamente será lento e não será necessária a troca do vaso, pois ela tem a capacidade de se adaptar ao tamanho do recipiente, entretanto, deve ser plantada logo em sua fase jovem para que as raízes fiquem bem apertadas.

No caso dos jardins é indicado cultivá-las em grupos pequenos com uma distância boa entre elas, por isso, o jardim deve ter um bom espaço, pois quando crescerem irão ficar bem grande, com um aspecto bem diferente.

Após escolher o local, lembre-se que as melhores mudas são encontradas em viveiros e para um bom desenvolvimento da planta use substrato ou adubo artificial para cactos.

Iluminação
A pata de elefante cresce tanto em locais com muita luminosidade como também com pouca luminosidade, entretanto, é uma planta, que necessita de pelo menos um tempo grande sob a  luz solar direta. A luz é importante para que elas possam ter seu ciclo normal, é essencial para a sua vida.

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Como regar
Os maiores problemas em sua aparência e apodrecimento das raízes aparecem por conta das regas em excesso, afinal são plantas que absorvem toda a água para sobreviver em estações de seca e estiagem e, por conta disso, não precisam ser regadas com frequência.

O ideal é deixar o solo secar bem antes de regar novamente. É uma planta que pode ficar sem ser regada por até um mês seguido e o indicado é cultivá-la em um solo mais seco, que não deixe a planta suscetível ao apodrecimento da raiz.

É uma planta que possui longevidade, podendo chegar até os 300 anos, desde que seja cultivada em condições ideais para o seu crescimento e desenvolvimento.

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Plumbago

Também conhecida como jasmim-azul e dentilária, a bela-emília faz parte da família das Plumbaginaceae e é classificada na categoria das cercas vivas, arbustos tropicais e arbustos. É originária da África do Sul e por isso, a prefere ser cultivada em climas tropical, oceânico e subtropical.

É uma planta que gosta de sol pleno ou no máximo, de meia sombra. É considerada uma planta de ciclo de vida perene cuja altura pode variar de 4 formas: entre 0.9 a 1.2 m, 1.2 a 1.8 m, 1.8 a 2.4 m e 2.4 a 3.0 m.

Apesar de ser uma planta rústica, a bela-emília é também muito versátil e por isso é muito usada por paisagistas em projetos de jardins e outros.

Uma das características marcantes da planta é o fato de ela ser muito ramificada, por isso, é uma das espécies escolhidas quando é necessário criar uma cerca viva em um projeto. É muito comum que a planta seja tratada como uma trepadeira, mesmo não sendo uma característica original dela.

Se as folhas concedem uma beleza única para a bela-emília o mesmo podemos dizer das flores. São tão lindas quanto a folhagem. Com total delicadeza, as flores formam buquês de pequena dimensão. E entre as espécies, encontramos algumas com flores em tonalidade azul. Porém, a maioria das plantas que encontramos é de flores brancas e delicadas.

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A planta não é exigente, a poda com regularidade pode ser o suficiente para que as flores apareçam sempre, assim como as folhas se renovem, exigindo pouco em relação a fertilidade.

Na multiplicação da planta podem ser usados os seguintes métodos: sementes, estacas ou mergulhia. E um detalhe importante, a bela-emília não tolera frio..

Já foi mencionado sobre a variação que pode ser encontrada encontrar a planta em relação a altura, porém, vale ressaltar que é mais comum encontrá-las com a medida entre 1,8 a 3 m de altura. Ressaltando que são muito ramificadas porque é uma planta categorizada como arbusto e isso faz parte das suas características.

Brancas ou azuis as flores cobrem esse arbusto praticamente o ano inteiro, claro, quando elas são cultivadas em regiões mais quentes, que conhecem pouco o frio.

O frio suportável para a bela-emília não pode ser inferior a 10ºC. Porém, pode ter certeza de que a planta é uma espécie bem fácil de cultivar e também de cuidar. O essencial é que ela esteja em um ambiente propício em relação ao clima e as flores e as folhas estão garantidas praticamente o ano todo.

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Como cultivar a bela-emília
Veja como é fácil tê-la florida e com folhagem verdinha.
1- Como qualquer planta é necessário escolher uma terra fértil para o cultivo, além disso, preocupe-se com a drenagem da água. São fatores que fazem toda a diferença de um cultivo bem sucedido de um mal sucedido.

O cultivo deverá ser feito durante o sol pleno ou a meia sombra. Quando a planta está sob o sol as flores aparecem, porém a meia sombra o efeito também é conseguido.

O solo deverá ser levemente ácido, e caso for observado que as folhas estão se tornando amarelas, quando crescerem, é por que o pH está alto demais. Caso elas comecem a ficar amareladas, “cure” a bela-emília aplicando sulfato de manganês nela. Faça isso seguindo as instruções da embalagem.

E mais um detalhe, quando for plantar mais de uma planta é necessário ter um espaço de no mínimo 90 cm entre cada uma delas. Se puder chegar a 1,5 m de distância, melhor ainda. Lembre-se que esses espaços é que garantem que a planta cresça forte, sem que uma prejudique a outra.

2 – Depois de plantar a bela-emília é hora de regar o arbusto, que deve ser feito com frequência. É muito importante que a terra esteja sempre úmida até que a raiz ganhe força e daí por diante ela conseguirá seguir o crescimento necessário.

A bela-emília é daquelas plantas que suporta ficar com a terra seca, mas obviamente não é para esquecer-se de colocar água sempre. Mas, se isso acontecer ela é capaz de sobreviver. E cuidado para não colocar água demais.

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3 – Outro ponto importante para dar uma força para a plana é a fertilização. É aconselhável fazê-la duas vezes por ano, uma na primavera e a outra durante o verão. É um modo de fazer com que as flores cresçam a cada dia, mais fortes e bonitas.

4 – E para completar, para garantir a beleza da planta é necessário que as podas sejam realizadas. O momento certo de fazê-las é quando for percebido que os galhos cresceram demais. O tamanho também pode ser definido de acordo com vontade de quem a cultiva. Não tem um tamanho correto que seja necessário seguir.

É muito comum que você plante a bela-emília e perceba que ela está ultrapassando os “limites” de onde foi cultivada. Se ela estiver sendo cuidada como se deve será vigorosa e passará o espaço em que foi plantada.

Então, não se desespere, use a tesoura de poda para apará-la. E sempre retire os galhos que morreram, quebrados e também aqueles que você percebe que estão enfraquecidos.

janel15