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  • Archive for the ‘Bonsai e Samambaias’ category

    bonsai_casa

    Não há árvores de interior, mas existem condições especiais de interior que permitem seu cultivo.

    Dentro de casa faltam condições (sol, vento, umidade…) para a vida sadia de um bonsai.

    Precisamos então fornecer condições dentro da casa semelhantes às do exterior.

    O lugar ideal para colocar um bonsai dentro de casa é perto de uma janela grande e bem iluminada (sem cortinas), onde os raios de sol possam atingir suas folhas (no mínimo por duas horas diárias).

    O ambiente das casas geralmente é seco demais para a saúde de um bonsai. O melhor local para colocar o bonsai dentro de casa é uma sala fresca e arejada, longe de lareiras, ou eletrodomésticos que transmitam calor.

    florzinha-branca

    Polipodium Punctatum Thumb
    Nome Científico: Polipodium Punctatum Thumb
    Nome Popular: Trepadeira Ninho de Passarinho
    Origem: África do Sul, Nova Guiné
    Ciclo de Vida: Perene

    Samambaia, herbácea, rizomatosa, originária da África do Sul e Nova Guine, com 40 a 60 cm de altura, de folhas longas sem pecíolo, espessas, carnosas, com a extremidade dividida em forma de cristas, com as margens onduladas, irregularmente, de aspecto incomum.

    Há uma variedade de folhas verde-amareladas. Cultivada em vasos mantidos em lugares protegidos e em canteiros a meia sombra, contendo substrato enriquecido de matéria orgânica, de boa drenagem, e mantida umidecida  periodicamente.

    Também pode ser plantada em jardineiras ou diretamente no solo, desde que em regiões úmidas e a meia sombra. Multiplica-se com relativa facilidade por divisão da planta.  As mudas  separadas devem ser enraizadas em ambiente quente e úmido (estufas).

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    Phymatodes Scolopendria
    Nome Científico: Phymatodes Scolopendria
    Nome Popular: Samambaia-jamaica
    Família: Polypodiaceae.
    Origem: Índia
    Ciclo de Vida: Perene

    Samambaia herbácea, rizomatosa, ereta da Índia, com 20 a 30 cm de altura, dotada de rizomas com aspecto de cera e textura de arame, finos, verdes, com pelos escuros e rijos.

    Folhas eretas, rijas, com folíolos coriáceos de cor verde-esmeralda. É cultivada em vasos ou suportes de xaxim para ser pendurada ou deixada sobre mesas ou bancadas, sempre a meia sombra e bem suprida de umidade. Também pode ser afixada provisoriamente sobre pedaços de vasos de fibra de coco e posteriormente ser colocada sobre árvores ou palmeiras.

    De boa rusticidade, porém muito suscetível a invernos frios. Multiplica-se por divisão dos rizomas em segmentos com gemas e plantados em esfragno ou de xaxim e irrigados com freqüência.

    Trata-se de um exemplar muito ornamental, que ao ser aplicado em troncos de árvores da um contraste muito especial no paisagismo.

    margaridinha-rosa

    substrato (Small)

    Quando os bonsai foram levados para a Europa e Estados Unidos, próximo ao século XX, começou-se a criar um “mito” que havia algum segredo oriental em cultivar estas plantas pois elas morriam em pouco espaço de tempo e este segredo superaria os conhecimentos básicos da botânica. Mas na verdade um dos segredos era justamente as técnicas e conhecimentos da formulação do substrato utilizado nestes bonsai.
    É bom sabermos que a função das raízes é absorver a água e nutrientes em suas pontas (meristema ou raízes capilares) mais claras, finas e ramificadas; É a “boca” da planta e suas raízes mais velhas, fortes e grossas fazem sua fixação e sustentação no solo!

    Temos que entender agora, que as plantas precisam de espaço pra crescer suas raízes sustentando e fixando a planta e as raízes precisam de ar, água pra hidratar-se, absorverem nutrientes e fazer suas reações químicas, os próprios nutrientes, uma base para sustentar-se, fixarem algumas bactérias que vivem em associação com a planta, ajudando na absorção e ou elaboração de nutrientes e PH ideal de solo a cada espécie. (Quanto às bactérias associadas, não se preocupem, a planta saudável se vira muito bem sozinha e chega naturalmente à raiz da planta pelo ar água etc).

    Em contra partida temos os vasos de bonsai que normalmente são bem pequenos, cabem pouco substrato e por isso também mantêm a umidade por um curto período de tempo.

    O substrato não pode compactar-se como terra comum, pois irá perder aeração e reter só umidade, asfixiando, matando e apodrecendo as raízes e conseqüentemente matando a planta…

    Então este solo “ideal” tem que ter:
    - aeração (espaços vazios onde possam circular o ar)
    - retenção de umidade e nutrientes suficientes para suprir a planta sem compactar-se nem encharcar
    - sustentação, propiciando a fixação das raízes e a planta como um todo
    - pH ideal para espécie cultivada. Um método prático para se determinar o pH do solo para cada espécie de acordo com o tamanho das folhas é o seguinte: Folhas maiores pH mais ácido, folhas menores pH mais alcalino. Com Exceção as azaléias em geral se o seu solo tiver aeração, retenção de umidade/ drenagem adequados isso não será de grande problema.

    O segredo está na composição e também na granulometria ou tamanho das partículas deste substrato, ou seja, teremos:
    . Mais oxigênio nas raízes;
    . Melhor drenagem;
    . Mais fácil de transplantar sem os danos às raízes capilares;
    . Mais fácil de expor e limpar as raízes durante a poda;
    . Maior área de superfície em que as raízes possam crescer;
    . Aumento do número de raízes e suas ramificações;
    . Menor elevação de temperatura do substrato em nível danoso à planta;
    . pH correto do solo para a espécie;
    . Condições ideais para a troca de íons;
    . Meio apropriado para o desenvolvimento de bactérias benéficas associadas;
    . Cor e aparência agradável;
    . Facilidade em aplicar e controlar nutrientes;
    . Menos estresse pela diminuição dos riscos em quebrar raízes mais grossas;
    . Menor probabilidade de galhos mortos;
    . Melhora na saúde da planta;
    . Aumento da longevidade do bonsai.

    Características e possibilidades de materiais para substrato
    No Japão é muito utilizado uma composição de “Akadama” que é uma argila vulcânica e compõe a maior parte do substrato, “Kiryu” extraído próximo a uma cidade de mesmo nome tem sua composição argilo-arenoso e “Kanuma” também extraído próximo a cidade de mesmo nome, amarelado, ácido, de origem vulcânica, sem matéria orgânica e muito usado puro para azaléias. Mas este material todo é muito difícil de ser encontrado no Brasil.

    Dolomita - ou qualquer material mineral calcário, proporciona boa aeração, drenagem do ph alcalino, livre de matéria orgânica e nutrientes.

    Cascalho lavado de rio - pedrisco ou areia de rio, normalmente formado por quartzo proporciona boa aeração, drenagem de pH Neutro, livre de matéria orgânicas e nutrientes. Menos indicado pra algumas regiões que o cascalho de dolomita, por ter superfície mais lisa e de menor área retendo menos umidade.

    Terra de cupinzeiro moída ou granulada - tem sua composição argilosa, boa aeração, retém boa umidade e nutrientes, compactação moderada a (compacta-se em até um ano), tende a ter o ph neutro, pouco ou nenhum nutriente. È conveniente assar este material depois de peneirado pra se evitar contaminações e semente de plantas indesejáveis. Cupinzeiros de cor mais escura são menos arenosos e tendem a compactar-se ainda menos.

    Vermiculita - Material de origem mineral com grande capacidade de absorção e retenção de umidade e retenção de nutrientes, ph neutro, isento de nutrientes . Usado somente em vasos muito pequenos ou em regiões muito quentes em. Pode ser encontrada em casas de agro pecuária.

    Substrato comercial - Normalmente vem com matéria orgânica curtida incorporada á restos de folhas, madeira, serragem, pó de xaxim e terra preta. Não utilizar ou evitar os substratos que tenham a adição de adubos. Alguns fabricantes colocam também vermiculita na composição, é bom observar isso e tomar o devido cuidado. Pode ser bem aproveitado para composição se substrato para Azaléias, acidificando a mistura.

    Carvão vegetal - Tem certa propriedade fito-sanitária e pode ser usado em até 5% da mistura moída na mesma granulometria dos outros componentes.

    Material orgânico - em geral restos de vegetais em decomposição e esterco. Rico em nutrientes, pH ácido, grande capacidade de retenção de umidade e compacta-se facilmente.

    Argila expandida moída – Boas propriedades em retenção de umidade e absorção de nutrientes, boa aeração, pouca ou nenhuma compactação, inerte, pH neutro, isento de nutrientes. Tem uma aparência desagradável por ser cinza escuro quando quebrado.

    Tijolo ou telha moído - Boas propriedades em retenção de umidade e aeração, pouca ou nenhuma compactação, inerte, ph neutro, isento de nutrientes.

    Laterita ou laterita mineira – Granulado rico em minério de ferro. Não seria normalmente parte do substrato, mas podem ser usados alguns grãos em Azaléias e plantas com deficiência em ferro. Comumente muito usado como material em aquário plantado e fácil de ser achado em lojas deste ramo.

    Composição final do substrato (ideal) – Não é que exista um substrato ideal, mas sim uma mistura básica para cada região do país (clima) e espécies. Em geral não se acrescenta material ou adubo orgânico, nem adubos químico ao substrato. Toda a necessidade de nutrientes que a planta exigir será colocado periodicamente através de adubos específicos sejam eles químicos ou orgânicos e retidos no vaso pelos materiais com boa absorção de água.
    Uma mistura usada muito na região Sudeste é de, 50% de pedrisco de dolomita e 50% de terra de cupinzeiro moída ou tijolo moído mais 5% de carvão vegetal.

    Se por acaso você não tem como ficar sempre de olho na umidade, aquela pequena porcentagem de vermiculita pode ajudar e ser acrescentada.

    Com estas informações acredito que seja mais fácil para cada um formular o  seu substrato ideal. Levando em consideração agora o gosto pessoal, clima local e disponibilidade do material citado!

    Mais algumas coisas a serem levadas em consideração no cultivo do bonsai
    - Profundidade do vaso -
    influencia drasticamente na evaporação da água, vasos muito pequenos ou muito rasos tendem a reter a umidade por bem menos tempo.
    - Insolação - ou período em que o vaso permanece exposto ao sol. Um vaso que fica o dia todo exposto ao sol obviamente perderá mais umidade que um vaso que fique ao sol apenas durante a manhã
    - Espécie cultivada - algumas espécies preferem solos bem encharcados. Outros se desenvolvem melhor em um substrato que não se encharque.
    - Vaso - A superfície e material do vaso também influência na umidade de certa forma, um vaso mais poroso tende a reter mais água

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    Ligustrum

    Origem: Europa, Ásia e Austrália.

    Características: Árvore de folha semicaduca com uma floração abundante na primavera. As flores são brancas ou amarelas, dispostas em pequenos cachos que se formam nas extremidades dos ramos. Por este motivo, deve-se tomar cuidado com as podas no início da primavera se a intenção for obter flores. Os frutos são pequenos de cores roxa azulada ou branca. Em climas frios, perde as folhas no inverno, porém em climas quentes, elas permanecem por todo o ano. Apresenta crescimento vigoroso. O Ligustrum ovalifolium é originário do Japão. O Ligustrum vulgare procede da Europa e o Ligustrum sinensis, da China. Porém os três adaptam-se perfeitamente ao nosso clima e são os mais utilizados para bonsai. Adapta-se a todas as situações, com preferência de locais mais ensolarados. Suporta bem as geadas, desde que não sejam extremamente fortes ou contínuas. Em ambiente interno, coloque-o muito próximo a uma janela com sol direto e boa ventilação.

    Rega: Regue abundantemente durante o período de crescimento e mais moderadamente no inverno, procurando manter a umidade do solo, porém evitar seu encharcamento.

    Adubo: No período de crescimento, na primavera e outono, podendo ser usado um adubo líquido para bonsai (Nutri bonsai). Não adube no inverno. Lembre-se de que não se deve adubar uma árvore doente ou recém transplantada.

    Transplante: A cada dois ou três anos. Deve realizar-se no final do inverno, antes de iniciar a brotação. Procure cortar 1/3 das raízes. Tolera bem as podas das raízes.

    Poda: Para conseguir uma boa ramificação, podamos os brotos quando têm de sete a oito pares de folhas, cortando acima dos dois ou três primeiros pares. Se desejarmos modificar a formação do bonsai, devemos podar os galhos no inverno, antes da brotação da primavera, ou quando se observe um novo crescimento que venha a alterar a forma.

    Limpeza: Elimine a folhas amarelas.

    Dicas: Para reduzir o tamanho das folhas, deve-se desfolhar no mês de janeiro preferencialmente. Com esta operação, é preciso também cortar as pontas dos brotos, para evitar o excessivo crescimento dos galhos.

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    Cambuí - (Myrcia Selloi)

    Família: Myrtaceae
    Origem: Brasil

    Características: Característica da floresta semidecídua de altitude e mata de pinhais. Comum ao longo dos rios, gosta de locais úmidos e sombreados, mas também em locais a pleno sol. Floresce durante os meses de novembro-dezembro (no extremo sul um pouco mais tarde), com inflorescências pubérolas e insignificantes. Os frutos amadurecem de janeiro a março. O fruto é tipo baga globosa, glabra e brilhante, de cerca de 5mm de diâmetro, com polpa carnosa de cor vermelha ou vinácea-escura quando madura, contendo uma a duas sementes. As folhas são simples, opostas, glabras em ambas as faces e geralmente pequenas, com a coloração da brotação nova variando entre o amarelo e o vermelho claro. A árvore apresenta copa globosa, com troncos pouco tortuosos e cilíndricos, de 20-30 cm de diâmetro, com casca marmorizada e descamante, podendo chegar a 6-7 metros de altura.

    Ambiente: Gosta de locais úmidos e sombreados, mas também se desenvolve bem a pleno sol. Em ambientes internos somente próximos de janelas bem iluminadas e com uma boa ventilação, procurando sempre evitar longos períodos nesta situação.

    Rega: Nos meses de verão, regue generosamente até sair água pelos orifícios de drenagem e repita a operação quando a superfície do solo estiver ligeiramente seco. Durante o inverno, diminua as regas.

    Adubação: Utilizar adubo químico foliar ou mesmo adubo orgânico. Do início da primavera até o final do verão, adube a cada quinze dias. Durante o outono e inverno, a cada quatro semanas. No caso de adubos de liberação lenta como o Osmocote a adubação poderá ser feita a cada 45-60 dias.

    Transplante: A melhor época é o início da primavera e deverá ocorrer sempre que a massa de raízes estiver se tomando muito compacta, normalmente a cada dois anos. Nesse momento, aproveite para fazer a poda de 1/3 das raízes, retirando raízes defeituosas ou que estejam muito entrelaçadas.

    Poda: Na poda de manutenção, corte os galhos mais finos e os brotos indesejados que interferem na forma, com o objetivo de manter um estilo definido. Devem ser podados os novos brotos que tiverem seis a oito pares de folhas, deixando-se apenas um ou dois pares. Para galhos mais grossos, podas radicais ou estruturais da planta, a melhor época é o final do inverno.

    Aramação: Normalmente aproveitamos sua forma natural de “vassoura”, ou seja trabalhamos mais com a poda do que com o processo de aramação para formarmos a planta. Se for necessário usar o arame procurar colocá-lo um pouco frouxo para evitar marcar os galhos e os troncos.

    Propagação: A propagação é feita facilmente através da semeadura de sementes retiradas de frutos frescos, imediatamente após sua coleta.

    Dicas: Por ser uma mirtácea procurar fazer a adaptação para vasos mais rasos em diferentes etapas para aumentar a formação de raízes secundárias.

    ursinho

    calliandra selloi

    Nome Popular: Caliandra
    Origem: Américas

    Arbusto de folha perene procedente das regiões tropicais e sub-tropicais das Américas, onde são seus habitats naturais, com mais de 120 espécies. Também podem ser encontradas na Ásia e na ìndia. Devido a delicadeza e finura de suas folhas ocorre num processo natural um fechamento das mesmas durante a noite. Suas flores são muito graciosas em forma de pompom em cores que vão do branco ao vermelho. Surgem frutos no verão após a floração primaveril. Em mabiente natural a Caliandra chega a 6 metros de altura.

    Características: É um pequeno arbusto de folhas perenes e delicadas, num verde exuberante, que se fecham à noite ou quando a planta sofre um déficit hídrico. Possui flores que vão do rosa ao vermelho, com formato de pompom. Os brotos das flores que se desenvolvem no final da primavera e ao longo do verão parecem pequenas framboesas e surgem da axila das folhas. Das flores surgem frutos característicos das leguminosas que partem quando maduros, espalhando as sementes. A coloração do tronco, quando novo, é de um cinza claro, tomando-se quase negro, com o passar do tempo. Quando transformado em bonsai, esta planta propicia um brilho e um exotismo especial, que embeleza nossa coleção.

    Ambiente: A Caliandra é uma planta sensível ao frio, normalmente seu crescimento é lento em temperaturas baixas. Quando a temperatura estiver abaixo de 10ºC devemos protegê-la em locais onde o frio não a atinja. Quando a temperatura normalmente já ultrapassa esta faixa, devemos colocá-la em local onde a mesma possa receber raios solares diretamente em suas folhas em períodos onde o sol não esteja muito forte, sempre antes das 10 h e após as 16 h.  A exposição da Caliandra ao sol, favorece a floração.

    Rega: A Maneira correta de regar um bonsai é fazer com que toda a terra que esta no vaso se umedeça. A Maneira correta de regar um bonsai é fazer com que toda a terra que esta no vaso se umedeça. Para isso coloque água distribuindo em toda a área da superfície até que esta saia pelos orifícios do fundo do vaso. No inverno o consumo é moderado, mas da primavera ao outono, o crescimento da Caliandra é muito intenso e isso faz com que o consumo de água nesta época seja abundante. A Caliandra não gosta de solos encharcados. Nos períodos em que a Caliandra estiver em ambientes internos, protegida, teremos que ter cuidados redobrados evitando regar enquanto a terra estiver úmida.

    Adubação: A Caliandra é sensível ao excesso de adubo. Devem ser adubadas nos períodos de crescimento, ou seja, do início da primavera até o final do outono (quando estará brotando bastante). Os adubos mais indicados são os ricos em Fósforo (P), ajudará a estimular a floração.  Como sugestão, escolha traços de proporção de N-P-K (Nitrogênio – Fósforo – Potássio) na ordem de 04-14-08. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes (Ca {Cálcio}, Mg {Magnésio}, S {Enxofre}, B {Boro}, Cl, Cu, Co, Fe…). Nunca adube plantas doentes ou recém transplantadas.

    Transplante: A cada dois anos, preferencialmente na primavera, cortando 2/3 das raízes. É importante utilizar um solo com boa drenagem, com pelo menos 30% de pedrisco (2mm).

    Poda: Podar é estilizar a formação de uma árvore. Com a poda, eliminamos os ramos defeituosos ou os ramos desnecessários. Devemos podá-la principalmente durante a estação de crescimento. Corte os brotos novos deixando apenas uma ou duas folhas tão logo o broto tenha desenvolvido cinco ou seis novsa folhas. A Caliandra brota com facilidade na madeira velha e suporta muito bem, graças à sua brotação intensa.

    Aramação: Devido aos galhos mais velhos quebrarem com facilidade, arame somente os galhos jovens que estão iniciando sua lignificação, no verão. O tempo de permanência dos arames deve ser de quatro meses. A melhor época para fazer a aramação é no Verão.
    De maneira geral o arame deve ser travado no tronco, travando-o, depois nos ramos sem apertar demais para não deixar marca na casca do bonsai. O ideal é que o arame fique relativamente frouxo. Como os ramos engrossam devido ao seu crescimento, devemos tirar o arame antes que se crave na casca. Pode-se usar qualquer arame, preferivelmente o arame de alumínio, que é mais flexível e resistente. A grossura do arame dependerá da força necessária para se vergar o ramo.

    Doenças e Pragas mais comuns
    Alem dos fungos que podem ser tratados com a moderação na rega, retirada com uma escova e fungicida, pode ocorrer ataques de pulgão, cochinilhas e minúsculas aranhas vermelhas, estes podem ser tratados facilmente com inseticida para plantas ornamentais. Não esqueça que existindo um problema, este deve ser solucionado com brevidade para evitar a debilitação do bonsai.

    Propagação: Uma maneira muito rápida de se conseguir um bom material de Calliandra é através do método de alporquia, no final do verão.

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    Olea Europaea

    Família – Oleaceae
    Origem: Litoral mediterrâneo.

    Características: E uma árvore de folha perene, verde todo o ano, de crescimento lento, porém constante. De seus frutos (as azeitonas), é extraído o apreciado azeite de oliva. Algumas espécies possuem folhas largas e delgadas, outras pequenas e redondas. A parte superior da folha tem uma coloração verde escuro brilhante e a inferior é clara. Como bonsai é raro que floresça e produza frutos.

    Ambiente: Suporta bem os ambientes secos e ensolarados. Adapta-se perfeitamente ao interior, porém é necessário que fique perto de uma janela, para que receba o sol diretamente. Deve-se protegê-la das geadas, porém, durante o inverno, precisa de especial atenção a temperaturas inferiores aos 5°C.

    Rega: Necessita sempre de uma rega moderada inclusive nos períodos de crescimento. Em geral, rega-se quando a terra está ligeiramente seca, fazendo-o abundantemente, até que a água comece a sair pelos orifícios do vaso, evitando o encharcamento. Pode-se borrifar as folhas para mantê-las limpas. Durante os meses de inverno, diminuir a rega.

    Adubo: Precisa de adubação constante durante o período de crescimento. Pode-se usar o Nutri bonsai a cada três semanas, de setembro a março, quando a planta está em crescimento. Não se aduba uma árvore doente ou recém-transplantada.

    Transplante:
    A cada dois ou três anos, podendo ser prolongado. O transplante deve realizar-se ao final do inverno, antes de iniciar a brotação, procurando cortar 1/3 das raízes. Na mistura da terra, adicionar 35% de areia média (2mm).

    Poda: Para conseguirmos uma boa ramificação, podamos os galhos novos quando têm sete ou oito pares de folhas, cortando acima dos dois ou três primeiros pares. Se desejarmos modificar a estrutura do bonsai, podaremos os galhos no inverno, antes da brotação da primavera.

    Limpeza: Retire as folhas amarelas e os brotos indesejados que saem do tronco.

    Aramação: Pode-se aramar durante todo o ano, porém a melhor época é durante o crescimento. Para aramar os brotos, é preciso esperar que estejam um pouco lenhosos. A madeira da oliveira é muito mole. Deve-se usar ráfia para aramar.

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    Pinus (Small)

    Família – Pinaceae
    Origem: Regiões frias e temperadas do Hemisfério Norte.

    Variedades mais indicadas Qara bonsai:
    *   Kuro-matsu (Pinus thumbergii) –
    pinus com duas agulhas e de crescimento vigoroso.

    * Aka-matsu (Pinus densiflora) – pinus com duas agulhas, menores e mais finas que o Kuro-matsu. Também chamado de pinheiro vermelho por apresentar a velas avermelhadas.

    * Goyo-matsu (Pinus parviflora “pentaphylla”) - pinus com cinco agulhas, bastante curtas e de coloração verde azuladas. No Brasil, recomenda-se o cultivo desta variedade somente em regiões com inverno rigoroso.

    *  Nishiki-matsu (Pinus thumbergii “corticosa”) – pinus com duas agulhas, muito parecido com o Kuro-matsu, porém possui a característica de possuir a casca grossa e com profundas fissuras.

    Características: Das coníferas, o pinus é o gênero mais apreciado entre os colecionadores de bonsai. É a maior família de plantas lenhosas aciculifólias, incluindo ao redor de cem espécies. Suas acículas são perenes, verdes todo o ano, e em algumas espécies azuladas. Possui frutos em forma de pinhas.

    Ambiente: Devem ficar sempre no exterior, em pleno sol. Suportam bem o frio e as geadas. Muitas espécies se adaptam também a climas mais quentes.

    Rega: Deve-se deixar secar ligeiramente a parte superficial do solo do vaso entre uma rega e outra. Em ambientes muito secos, durante a estação mais quente, é conveniente borrifar as folhas ao anoitecer. As raízes dos pinus não suportam os solos encharcados nem com pouca aeração.

    Adubo: São pouco exigentes com relação ao adubo, porém respondem vigorosamente nas adubações. Para não aumentar o tamanho das acículas, deve-se adubar principalmente no final do verão, e em menor quantidade na primavera, depois que as novas acículas tenham-se desenvolvido por completo. Os pinus preferem uma adubação orgânica, e que não prejudique as micorrizas, que são fungos esbranquiçados que vivem em simbiose com suas raízes, aumentando seu vigor e resistência.

    Transplante: Normalmente os pinus são transplantados apenas a cada dois ou cinco anos, tendo como regra que quanto mais velha e estruturada for a planta, maior deverá ser o espaçamento entre um transplante e outro. Tem preferência por solos bem estruturados e com uma boa drenagem, devendo-se adicionar aproximadamente 30% de areia média na mistura da terra. A melhor época é o final do inverno, eliminando-se 1/3 das raízes. É conveniente após o transplante, regar com uma solução de Vita bonsai, ou qualquer outro estimulador de enraizamento.

    Poda e pinçagem: Poda-se no inverno, quando diminui sua atividade de crescimento. As gemas e as acículas nunca devem ser totalmente eliminadas do ramo, pois acarretaria sem dúvida a perda deste galho. Se quisermos diminuir um ramo, devemos primeiro conseguir que se desenvolvam novas gemas de crescimento em seu interior, para então podarmos sua extremidade. Para conseguirmos esta “brotação” é necessário um pinçamento contínuo das brotações terminais. Existem dois tipos básicos de poda para os pinus: o pinçado das velas (brotos novos de forma alongada) antes de abrir as acículas, que serve para igualar a força entre os diferentes ramos da árvore. Executa-se ao final do outono. Outro tipo é a poda dos brotos novos, quando as folhas estão completamente desenvolvidas. Serve para estimular o crescimento de novos brotos nas partes interiores dos ramos. Este tipo de poda deve ser realizada no princípio do verão. No caso dos pinus de galhos mais grossos, a poda deverá ser feita no inverno, deixando-se sempre o toco do galho cortado junto ao tronco, para evitar a perda excessiva da seiva. Só corrigimos o corte quando este toco estiver completamente seco. Muitas vezes esta correção se faz no ano seguinte à eliminação do galho.

    Aramação: Para os galhos mais grossos, poderá ser feita no início do outono, devendo permanecer até o início da primavera, cuidando sempre para o arame não penetrar na casca da árvore. Para brotos mais novos, deverá ser feita de dezembro a fevereiro, e muitas vezes podendo permanecer até a próxima primavera.

    Curiosidades: Os bonsai de pinus no Oriente são considerados símbolo de longevidade, talvez por encontrarmos no Japão exemplares com mais de 1.000 anos de idade. Na cultura japonesa, os pinus são associados aos antigos guerreiros, os samurais. Sendo assim, é um símbolo de força, influenciando sua arquitetura e seus hábitos, e é também um símbolo de beleza.

    Dicas: A maneira mais eficiente de efetuarmos a propagação é através de semeadura.

    flor vermelha

    chamaecyparis_obtusa (Small)


    Família:
    Cupresaceae
    Origem: América do Norte, Japão e Taiwan (é uma das cinco árvores sagradas da religião shintoísta), podendo ser encontrados, em muitos templos, velhos exemplares.

    Características: Vivem uma média de 300 anos. É um dos bonsai jovens mais oferecidos pelo comercio e se diferencia de outras espécies por suas folhas curtas, grossas e escamosas, com linhas brancas na parte inferior. Sua copa é cônica, com a terminação levemente pontiaguda. O tronco é cilíndrico, quase sempre reto e às vezes se bifurcando. A madeira é branca e sólida, com casca grossa e fissurada. Adquirem um porte majestoso com a idade. Seu crescimento é lento, mesmo se viverem em boas condições de desenvolvimento.

    Ambiente: Trata-se de um bonsai de exterior. Preferem os locais sombreados, porém podem ser cultivados a pleno sol. Todas as espécies resistem ao frio do inverno.

    Rega: Procure mantê-los com umidade suficiente durante todo o ano. Deve-se evitar que haja o ressecamento da terra, porém nunca se deve encharcá-la. Regue abundantemente no verão e cuide para que o excesso de água seja eliminado pelos orifícios de drenagem. A água estancada provoca o apodrecimento das raízes e morte da árvore. Nunca regue em caso de geada. Como necessitam de umidade, borrife os ramos no verão ou até mesmo no outono, se a árvore estiver exposta ao vento. Com isto, as folhas serão mais verdes e brilhantes.

    Adubação: Inicia-se a adubação no começo da primavera, aumentando a dose até o final do outono, para preparar a árvore para o inverno. Aplique um adubo orgânico, de decomposição lenta, uma vez ao mês. Espere dois meses após o transplante para iniciar esta operação.

    Transplante: A cada dois ou três anos, na primavera, antes de iniciar a brotação, podando-se 1/3 ou a metade das ramificações das raízes. Os Chamaecyparis se desenvolvem melhor com uma boa profundidade de terra e com boa drenagem, para isto pode-se adicionar até 30% de areia média (2mm) no preparo da terra.

    Bonsai_cedro nana

    Poda: Desponte o extremo dos brotos durante o período de crescimento. Repita a operação duas ou três vezes. Não corte as folhas. Pode os ramos que crescem demais, eliminando um grupo de folhas. Esta operação pode ser efetuada com os dedos. Quando for cortar um galho, faça-o com uma tesoura de poda, procurando cortar apenas o galho e não as folhas que estão em sua volta.

    Limpeza: Elimine as folhas amarelas no outono, assim como tudo que estiver seco no interior da folhagem. Limpe o solo para evitar os parasitas e as enfermidades.

    Aramação: Quando quiser modificar o estilo da árvore, utilize a técnica de aramação, não deixando que o arame permaneça mais do que dez meses no galho. Cuide para que as folhas não fiquem amassadas entre os arames. Repita esta operação cada ano, até obter o formato desejado. Se o arame se incrustar no tronco, não deve ser arrancado, e sim, retirado delicadamente com alicate apropriado, cortando-o em pedaços.

    Dicas: Essas árvores são sensíveis à podridão das raízes, devendo-se portanto evitar ao máximo o excesso de regas, assim como pratos ou bandejas sobre o vaso, para impedir o acúmulo de água parada. O cultivo em ambiente interno debilita muito a planta, culminando quase sempre na perda do bonsai.

    fonte