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  • Archive for the ‘Bonsai e Samambaias’ category

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    As Samambaia são plantas muito bonitas para tem em casa e ficam muito bem na decoração. Para ter uma planta bem verde é preciso tomar algumas providências. Samambaias sempre verdes e bonitas em vasos e como cuidar, como podar, como adubar e como molhar
    Para manter um vaso de samambaias sempre verde e cheio de folhas, é preciso alguns cuidados. Veja quais são:

    Local. Samambaias não gostam de sol forte. O ideal é manter o vaso em local iluminado que pegue um pouco de sol de manhã. Essas plantas também são muito sensíveis ao vento, particularmente a samambaia-de-metro.

    Regas. São feitas de duas a três vezes por semana (no verão, as samambaias precisam mais água do que no inverno). Molhe o xaxim por igual, tomando cuidado para não encharcar, o que poderia causar apodrecimento da raiz. O segredo é nunca deixar o xaxim totalmente seco. As samambaias gostam de receber um chuvisco sobre as folhas.

    Podas. Quando aparecem folhas amarelas, faça uma poda, abrindo espaço para as brotações. As mudas que surgirem da extensão do rizoma (caule subterrâneo) devem ser retiradas, evitando-se que a planta cresça demais e tenha que ser transplantada para um vaso maior. A renda-portuguesa e a samambaia-de-metro queimam com o frio; portanto, recomenda-se podá-las inteiramente antes de o inverno chegar ou deixá-las em local mais quente durante a estação fria. Depois, elas brotam vigorosas.

    Adubação. Não deve ser realizada na época do plantio pois pode causar deficiências nas raízes. Um mês após a muda passar para o vaso definitivo, faz-se adubação leve com 2 colheres (sopa) de torta de mamona e farinha de osso, repetindo a cada 40 dias. A adubação líquida é feita de 15 em 15 dias.

    Pragas. É comum aparecerem lagartas que comem as folhas. Faça uma catação manual. Contra pulgões e ácaros, pulverize com calda de fumo para afastá-los. Se eles aparecerem na planta, corte as folhas afetadas tentando evitar que a doença se alastre. Para eliminar, só pulverizando com inseticida.

    Mudas. A maneira mais fácil de fazer uma muda de samambaia é com parte do rizoma. Em algumas espécies, ele é um filamento, como ocorre nas samambaias-americana, de metro e rabo-de-peixe; em outras, parece o rabo de um bicho peludo. É o caso da mandaiana e das rendas portuguesa e francesa. No primeiro tipo, o rizoma lança novas mudas periodicamente (na rabo-de-peixe é mais raro). Quando isso acontece, retire a muda cuidadosamente, cortando as folhas grandes na metade e tomando cuidado para não danificar os brotos. A seguir, plante-a em outro vaso. Quando os rizomas são do segundo tipo, formam um emaranhado compacto. Para fazer a muda, corta-se um pedaço, de preferência que esteja com broto, espetando-o em um vaso com substrato.

    A melhor época para tirar mudas é no verão. Faça o plantio inicialmente em um vaso pequeno, pois se a planta for colocada logo em um vaso grande, as raízes vão se espalhar, soltando poucos brotos. Depois de dois meses, transfira para o vaso definitivo. O substrato mais usado é o pó de xaxim. Hoje em dia, passou a ser usual misturá-lo com fibra de coco, turfa e vermiculita.

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    O Asparagus setaceus (aspargo-samambaia), é uma planta de interior normalmente considerada como sendo um feto ou samambaia devido ao aspecto das suas “folhas”. Na realidade não tem folhas mas sim pequenos ramos de 0,5 cm, muito finos, que se designam por filocládios. São estes raminhos que assumem as funções fotossintéticas, proporcionando energia à planta.

    O Asparagus setaceus é uma planta originária da África do Sul, muito resistente, que cresce em terrenos muito difíceis e rochosos. Os seus caules principais têm espinhos afiados que servem para dissuadir os animais de se aproximarem. Ao fim de um certo tempo de crescimento, o Asparagus setaceus comporta-se como uma trepadeira. O aspargo-samambaia, em muitos locais do globo, é considerado uma espécie invasora, pois sufoca a vegetação nativa, eliminando-a, e impedindo a regeneração natural de outras espécies.

    Rega: Embora estas plantas de interior resistam muito bem a períodos de seca prolongada, convém que as mesmas sejam regadas com generosidade durante o seu período de crescimento (sem encharcar o solo), desde a Primavera até ao Outono. Quando o tempo está quente, normalmente nunca deixe o solo secar completamente entre regas o ideal é mantê-lo sempre um pouco úmido. No Inverno basta regar uma vez por semana.

    Luz: Tal como a grande maioria das plantas de interior, o Asparagus setaceus prefere luz forte, mas sem sol direto. Ideal que tenha a sua planta junto de uma janela que receba algumas horas de sol, mas filtrada através de uma cortina. Se o Asparagus setaceus receber demasiado sol, as “folhas” ficarão amarelas, o que também pode acontecer se for colocada num local demasiado escuro. Esta planta dá-se muito bem com luz artificial.

    Temperatura: É praticamente uma questão irrelevante quando a planta é cultivada em interior.

    Adubação: É difícil adubar demasiado esta planta, pois é uma “comilona” voraz. Eu costumo usar um pouco de adubo líquido, duas a três vezes por mês, durante o período de crescimento.

    Solo e reenvasamento: Qualquer solo comercial de boa qualidade será o suficiente para manter o Asparagus setaceus feliz. Mais uma vez não se esqueça de colocar uma boa quantidade de argila expandida ou cacos de barro no fundo do vaso. Mude a terra todas as primaveras e tente sempre manter o topo do solo um pouco abaixo do limite do vaso, pois as raízes desta planta têm tendência a empurrar o solo para cima.

    Propagação: A melhor forma de propagar o Asparagus setaceus), é por divisão de touceiras. Use uma faca afiada para dividir a planta e aproveite para podar um pouco as raízes. Coloque as “novas” plantas que obteve com a divisão em vasos menores e trate-as normalmente. Esta operação tem melhores resultados se for efetuada na Primavera.

    Poda: Corte as folhas mais velhas, ou que fiquem amarelas, sempre que necessário. Corte também rente ao solo, os caules mais antigos e com pior aspecto. A poda regular desta planta faz com que fique mais bonita e vigorosa.

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    Avenca (Adiantum)

    A Avenca de nome científico Adiantum é um gênero de aproximadamente 200 espécies de fetos da família Pteridaceae, embora alguns investigadores a coloquem no seu próprio grupo com o nome de Adiantaceae.
    O nome científico, Adiantum, deriva do grego ‘adiantos’ que significa ‘que não se molha’, pois as gotas de chuva deslizam sobre as folhas da avenca, sem molhá-las.

    As Avencas preferem geralmente locais ricos em humus, úmidos, e com escoamento de àgua, variando de terrenos planos a paredes de rocha. Muitas espécies são conhecidas por crescerem em falésias de rocha próximo de cascatas e zonas com escoamento de águas.
    A maior diversidade de espécies encontra-se nos Andes – América do Sul. Também existe muita diversidade na Asia com cerca de 40 espécies na China.

    De aparência frágil esta plantinha da família dos fetos é bem mais resistente que os seus congêneres.
    Sombra e muita umidade fazem dela o luxo que a fotografia mostra. Deve ser colocada num vaso que esteja em permanente contacto com água mas que nunca deve ser estagnada e apesar das suas folhas não agarrarem as gotas deve ser pulverizada com água á temperatura ambiente todos os dias dos dois lados das folhas. No inverno o prato ou taça onde se colocou a água deve ser retirado e a mesma deve somente ser regada dia sim dia não e é interessante nos certificar de que escorreu toda a água do vaso pelo orifício do mesmo.

    Colocada numa janela a norte ou a sul deve ter luz bastante, mas sempre sem apanhar sol direto o que lhe queimaria as folhas e nunca mais recuperaria.

    A terra deve ser leve mas dá-se em quase todas tirando as barrentas que são muito pesadas e compactas para as suas raízes.
    Transplanta-se sem grandes dificuldades nos meses de calor por divisão dos rizomas que devem ter á volta de 4 pés cada um.
    É uma planta que beneficia bastante de grupo ou seja, dá-se melhor se estiver com outras plantas ao lado do que completamente sozinha pois o fator umidade prevalece assim em melhores condições.
    vasos de barro são preferíveis aos de plástico que não premi tem as trocas de oxigênio ao nível das raízes, pois não podemos esquecer que esta planta é uma das que nasce bravia em volta de fontes e poços de água.

    Fetos
    O mesmo cuidado é válido para os fetos, pois são da mesma família e preferem as mesmas condições de tratamento, apesar de os fetos beneficiarem com alguma exposição solar mas somente da parte da manhã quando os raios de sol não são demasiado fortes.
    Existem muito mais espécies nos fetos do que nas avencas sendo que uns podem tombar graciosamente do vaso em maravilhosas grinaldas e por isso devem estar pendurados e outros são completamente eretos. Independentemente da sua forma todos eles gostam de água na terra e nas folhas, ter em conta que água com demasiado cloro faz as folhas ficarem com uma coloração amarelada e bastante feia.
    Todas as espécies são venenosas para os animais e em especial para os gatos que adoram mordiscar tudo ou quase tudo o que é verde. Algumas das espécies que são utilizadas em arranjos de flores:

    Fetos OrnamentaisRumohra adiantiformis2

    Feto Rumohra adiantiformis
    Os fetos ornamentais (Rumohra adiantiformis) atingem 30 a 60 cm de altura e 12 a 24 cm de largura. As frondes são brilhantes e de cor verde escura. Os caules são fortes e flexíveis. Os fetos ornamentais constituem uma base excelente para todo o tipo de arranjos florais. A longevidade na água pode atingir 14 dias.

    Asparagus macowanii

    Fetos Ming
    Os fetos Ming (Asparagus macowanii) são grandes ornamentais com ramagem lenhosa ligeiramente rígida coberta de pequenas folhas aciculares de cor verde. O caule é cinzento esbranquiçado. Os fetos Ming constituem uma excelente folhagem para os arranjos tropicais e são um complemento formidável para as orquídeas. A longevidade na água pode atingir de 7 a 10 dias.

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    Fetos Sprengeri

    Os fetos sprengeri (Asparagus densiflorus) apresentam caules fortes e compridos que suportam raminhos densos cobertos de agulhas verde claro. Um caule típico tem um comprimento de 30 a 60 cm. O sprengeri é perfeito para a confecção de grinaldas. Pode também ser usado em cascata na base de grandes arranjos. A longevidade na água pode atingir de 7 a 10 dias.

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    As Samambaias

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    O Reino Vegetal é esquematizado em divisões, classes, ordens, famílias, gêneros, espécies e variedades.
    As samambaias pertencem a uma das maiores classes vegetais que existem. A classe Pteridófitas, que compreende uma parte das plantas que não produzem flores ou sementes. Elas são milhões e milhões de anos mais antigas que qualquer ancestral do homem. Habitam o planeta Terra há uns 250 milhões de anos, enquanto o Homo erectus só surgiu aqui a 500 mil anos atrás. De tão antigas, muitas das famílias de samambaias já desapareceram. De tão antigas, muitas das famílias de samambaias já desapareceram, e das sobreviventes, apenas 9 são efetivamente de interesse, embora estas 9 famílias englobem milhares de gêneros e cerca de mais de 10.000 espécies.

    As samambaias, de maneira geral, têm algumas peculiaridades muito interessantes, sobretudo do pondo de vista dos mecanismos de reprodução.

    O ciclo vital das samambaias caracteriza o que é conhecido “alternância de gerações”, isso quer dizer que as samambaias que vemos por aí são organismos neutros, desprovidos de órgãos sexuais. Entretanto, formam pequenos corpos de reprodução, os esporos, que ao germinarem, não produzem diretamente uma nova samambaia. Ao invés disso, são origem a pequenas plantas independentes, conhecidas como protalos, que raramente medem mais de 2 cm. Na parte inferior destes protalos, entretanto, são formados microscópicos órgãos sexuais masculinos e femininos, e é a união das células deles que surgem efetivamente as novas samambaias. Algumas samambaias são capazes de se reproduzir por métodos vegetativos, mas a grande maioria depende da “alternância de gerações” para a propagação.

    Em função disso, a cada ano, uma única samambaia pode produzir vários milhões de esporos, que são distribuídos largamente e a grande distância pelo vento. Muitos desses esporos, naturalmente, caem em locais hostis, e mesmo os que vão parar em locais adequados, por serem muito vulneráveis nos primeiros estágios da germinação, podem sucumbir facilmente a uma estiagem, ataque de fungos ou outros fatores. Aliás, é bom que seja assim, do contrário, a Terra correria o risco de ser literalmente invadida pelas samambaias.

    Outra característica interessante é que, dependendo da espécie, as samambaias apresentam variações sem seus hábitos. As arbóreas, por exemplo, formam uma espécie de tronco, coberto por bases antigas das frondes (nome técnico que se dá às folhas das samambaias) que termina nas folhas do ano corrente, arranjadas de forma espiralada ao redor do ponto de crescimento. Ponto bastante protegido pelos brotos das novas folhas, que se expandirão no ano seguinte. Na samambaiaçu, pode-se observar isso facilmente.

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    A maneira pela qual as novas frondes se abrem na maioria das espécies é muito característica das samambaias. Em todo o caso, de acordo com a conformação final, as frondes podem ser:
    - de folhas inteiriças, como o asplênio (ninho-de-passarinho):
    - pinadas, quando ao longo da nervura central (chamada tecnicamente de raque) saem diversos folíolos, a intervalos regulares, mas apenas um em cada ponto – como na popular samambaia-de-metro;
    - bipinadas, quando de cada ponto da raque saem dois folíolos;
    - tripinadas, quando são três os folíolos que saem do mesmo ponto da nervura centrl;
    quadipinadas, quando saem quatro folíolos de cada ponto da raque.

    Mas existe ainda outra curiosidade. Diferentemente das folhas com sementes, as frondes também sustentam os esporos em suas faces inferiores, formados em pequenos receptáculos (chamados tecnicamente de esporângios), reunidos em grupos em grupos (denominados soros), que podem ser descobertos ou protegidos por uma membrana característica, o chamado indúsio. O formato destes soros, e a sua disposição ao longo das folhas, varia em diferentes espécies e é utilizado, inclusive, como um dos meios de identificação da planta.

    Outras samambaias, ao invés de possuírem um tronco definido, crescem por meio de rizomas, quase sempre bastante delgados, a partir dos quais as folhas ou frondes surgem intervalos relativamente curtos. Estes rizomas geralmente crescem abaixo do solo, mas as samambaias do gênero Davallia e no Polypodium aureum, por exemplo – as nossas conhecidas renda portuguesa e samambaia-do-amazonas – os rizomas desenvolvem-se na superfície.

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    Nephrolepis exaltata

    Nome científico: Nephrolepis exaltada
    Nomes populares: samambaia-amaericana, samambaia-de-Boston, samambaia-espada
    Origem: EUA
    Porte: médio, de 40 a 60 cm
    Flores: sem valor ornamental
    Cultivo: em vasos e jardineiras
    Solo: rico em húmus
    Clima: quente e úmido
    Luminosidade: meia-sombra
    Irrigação: frequente
    Dificuldade de cultivo: requer cuidados, pois tem a facilidade em pegar fungos
    Adubação: mensalmente com NPK rico em N

    Esta espécie é resultado de um trabalho genético de melhoramento realizado na cidade de Boston, nos Estados Unidos. Sua comercialização já é bsatante difundida e a multiplicação deve ser feita preferencialmente no final do Inverno, deixando o exemplar em ambiente úmido, sob proteção.

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    Piracanta

    A técnica do bonsai é muito antiga e foi desenvolvida na China, mas foi o Japão que a tornou mundialmente famosa, hoje é considerada uma terapia pelos adeptos desse hobby.
    Não existe uma altura padrão, para o bonsai, ele pode ter desde alguns poucos centímetros até mais de um metro, ele pode ter uma formação normal, ou pode ser contorcido, como árvores expostas a muito vento.

    O primeiro passo é a escolha da planta, o ideal são espécies que possuem pequenas folhas e pequenos galhos, como o Pinheiro-Japonês, Romãzeira, Bouganvíllea, Cerejeira e a Azaléia. Após a escolha da planta, você deve adquirir o vaso, ele deve ser raso e largo, pois ele é o responsável por limitar o crescimento da planta. Deve ter buracos para a drenagem.

    A muda a ser plantada deve ser pequena, no máximo com 15 cm. de altura, e deve estar enraizada, é necessário podar o excesso de raiz. O solo deve ter o seguinte substrato, uma parte de terra, uma de areia e uma de húmus de minhoca, misture bem e peneire. Não se esqueça de colocar pedrinhas no fundo do vaso para fazer a drenagem.

    Após plantar a mudinha a regue. As regas em geram nunca devem ser em excesso, o ideal é pouca quantidade uma vez ao dia, no verão se necessário duas vezes ao dia (nunca utilize prato embaixo do vaso). O vaso deve ser deixado ao ar livre com bastante incidência de sol. As podas simples podem ser feitas quando aparecer galhos indesejados, quando o tronco estiver mais espesso e muitas raízes, é hora de começar a trabalhar com o Bonsai.

    Primeiramente faça um novo substrato, e retire com cuidado a muda do vaso, e troque a terra, fazendo uma poda das raízes mais longas, procure dar uma forma arredondada ao torrão. A coloque novamente no vaso, se ela não ficar firme, passe um arame pelo buraco de drenagem do vaso e amarre a planta, isso vai fazer com que ela fixe melhor.
    Conforme a planta for crescendo o vaso deve ser trocado, mas lembre-se que o tamanho do vaso é que vai limitar o tamanho do Bonsai, quanto ao solo ele deve ficar no nível da borda do vaso. Esse procedimento deve ser feito sempre que notar que a raíz já está tomando conta de todo o vaso, de um modo geral, uma vez por ano, de preferência na Primavera.

    O próximo passo é a poda da planta, não existe uma regra para isso, mas devemos ter em mente o desejo final, que é a tornar uma miniatura de uma árvore, lembre-se que o excesso de galhos pode gerar ramos finos demais, então devemos manter somente os galhos estratégicos. Comece pelo galho central que deve ser cortado ao meio, os galhos laterais mais grossos devem ser podados mais drasticamente e os galhos finos mais delicadamente. Caso algum galho, esteja interferindo no formato desejado, faça a poda bem rente ao tronco principal.

    A formação dos galhos depende das amarrações, utilize somente arame de cobre ou alumínio encapado, para que as plantas não se machuquem, amarrações bruscas podem quebrar algum galho, dê a forma desejada respeitando as limitações da planta.

    Agora é só ir cuidando de seu Bonsai, limpando as folhas e galhos periodicamente, musgo e ervas pequenas devem ser deixadas no vaso, A adubação é um dos fatores mais importantes para uma boa floração e um bom desenvolvimento da planta.
    A adubação deve ser feita a cada quinze dias, desde o início da primavera até o final do verão, com adubo líquido ou orgânico á base de farinha de osso e torta de mamona. As adubações durante o inverno deve ser evitada.
    O segredo maior para se ter um bonsai é a paciência.

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    Falsa vinha

    Essa é uma tabela com algumas sugestões de combinações de solo para o plantio de bonsai.

    Você pode utilizar solos diferentes dos aqui listados e tentar descobrir melhores combinações se quiser, essa é apenas uma lista de referência com alguns solos de eficácia comprovada para auxiliar novos praticantes da arte do bonsai.
    - Azaléa, Hibisco, Scheflera, Sequóia
    1 parte de areia grossa ou pedrisco 2/3mm;
    1 parte de terra preta grossa ou terra de cupim;
    2 partes de terra vegetal ou húmus de folhas

    - Caliandra, Acer, Ipê, Carmona, Bétula, Buxus, Olmo (Ulmus), Faia, Zelcova, Duranta, Ficus, Floríferas em geral, Ume, Primavera (Bougainville), Serissa, Tamarino, Magnólia.
    1 parte de areia grossa ou pedrisco 2/3 mm
    1 parte de terra preta grossa ou terra de cupim
    1 parte de terra vegetal ou húmus de folhas

    - Piracanto, Figo, Pitanga, Wisteria, Pêssego, Azevinho, Jaboticaba, Cotoneaster, Maçã, Siriguela, Pêra, Taxus, Coníferas, Ameixa, Cereja, Tuias.
    2 parte de areia grossa ou pedrisco 2/3mm;
    1 parte de terra preta grossa ou terra de cupim;
    1 parte de terra vegetal ou húmus de folhas.
    Nota: Para Tuia Nanã trocar a terra preta por barro e não usar terra vegetal/humus

    - Ginkgo, Cipreste, Criptoméria, Cedro, Lariço, Acácia
    2 parte de areia grossa ou pedrisco 2/3mm;
    ½  parte de terra preta grossa ou terra de cupim;
    ½ parte de terra vegetal ou húmus de folhas.

    - Carvalho, Shimpaku, Pinheiros, Eucalípto, Junípero Rígida (Tuia Jacaré), Juníperos.
    3 parte de areia grossa ou pedrisco 2/3mm;
    ½ parte de terra preta grossa ou terra de cupim;
    ½ parte de terra vegetal ou húmus de folhas.

    - Azaléa – solo alternativo
    1 parte terra preta grossa ou terra de cupim;
    2 parte de terra vegetal ou húmus de folhas;
    1 parte de areia grossa ou pedrisco 2/3 mm;
    1 parte de barro grosso.

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    Pinheiro Branco Japonês (pentaphyla)

    O pinheiro, mais conhecido como pinus entre os criadores de bonsais, é uma das espécies mais apreciadas por colecionadores e amantes dessa arte, bem como uma das espécies mais difíceis de se educar como bonsai. Podem chegar a viver centenas de anos. Aprender o seu manejo é subir um importante degrau no cultivo desta arte milenar. Das muitas variedades existentes, o Kuro-Matsu (Pinus Thumbergii) talvez seja o mais apreciado.

    Os Pinus são árvores que possuem folhas em forma de agulhas e tronco lenhoso, que adquirem aspecto bastante interessante com a idade.

    Como cuidar
    Como são plantas de exterior, necessitam de exposição ao sol um mínimo de 6 horas diárias. Não se faz necessário o uso constante de adubo, mas podemos usar adubos orgânicos a cada 30 dias da primavera ao outono, não devendo adubar no inverno.

    O transplante pode ser feito no final do inverno, a cada 2 anos para plantas novas e a cada 5 anos para plantas mais velhas, removendo-se cerca de 1/3 do torrão. Os solos devem fornecer uma boa drenagem. Devemos ter o cuidado, a cada transplante de repor no fundo do vaso um fungo branco chamado de Mycorrhizas, que vive em simbiose com os pini. Pode-se fazer uso de produto enraizador a base de tiamina no período seguinte ao transplante.

    A poda radical deve ser feita no inverno, deixando-se sempre um toco que poderá ser retirado quando estiver seco. Com relação a poda de manutenção, devemos ter em mente que só se desenvolvem galhos a partir de agulhas existentes. Se removermos todas as agulhas de um galho, ele certamente morrerá.

    As velas primárias, que surgem do início da primavera ao início do verão, devem ser podadas totalmente em pequenas podas intervaladas de 20 em 20 dias entre os meses de dezembro e janeiro. No local onde foram removidas as velas primárias, irão surgir diversas outras, que são chamadas de secundárias. Após terem crescido cerca de 2 a 3 cm deveremos deixar 2 no máximo e eliminar todas as demais, pois em caso contrário irá formar um calo que ficará desproporcional à planta. Esse crescimento secundário poderá a cada 2 anos ser removido à metade, ou seja, em um ano deixamos crescer e no ano seguinte podamos à metade. A poda das agulhas pode ser feita no início do verão, pinçando as superiores e as inferiores, mantendo-se as laterais, que poderão vir a se tornar novos galhos (bifurcação). Podemos tentar forçar uma brotação interna dos galhos, fazendo uma pinçagem contínua das novas brotações terminais, mas nunca devemos remover todas as agulhas.

    O aramamento mais radical deve ser feito preferencialmente no outono, devendo ser retirado no início da primavera. Quando novos os galhos são fáceis de moldar.

    A propagação é feita mais facilmente a partir de sementes.

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    Platycerium superbum

    A maioria das espécies da samambaia Platycerium vive nas Regiões Tropicais do Brasil, o seu cultivo é relativamente fácil devido ao clima que é bem favorável, parecendo muito com o habitat onde vivem.
    São plantas extremamente exóticas, chamando sempre muita atenção aonde se encontra, pode ser cultivada em varandas, jardim de inverno, em qualquer local onde tenha bastante luminosidade, planta-se também em troncos de árvores ou em vasos. Na natureza ela tem como suporte os troncos das árvores, são consideradas verdadeiras epífitas. Tanto na natureza como em cultivo doméstico o seu crescimento é bem lento, possuindo uma fase de crescimento geralmente no começo da primavera e outra de repouso sempre no inverno.

    Água
    De modo geral o ideal é deixar o substrato sempre meio úmido, mas não encharcado, pois isso poderá favorecer o apodrecimento da raiz e conseqüentemente a morte da planta. Muitas pessoas cultivam com sucesso, sempre deixando secar o substrato para depois molhar novamente. Eu particularmente deixo o substrato sempre úmido, principalmente na faze de crescimento, diminuindo bastante a rega na época do inverno. Na natureza muitas espécies têm uma estação molhada e outra seca bastante pronunciada, mas fica difícil em cultivo tentar dar estas condições, o ideal é diminuir a rega quando observar que o crescimento vegetativo parou.

    Temperatura
    A maioria das espécies vivem bem em temperatura entre 30 a 21ºC que é o ideal , mas no inverno podem agüentar temperatura até abaixo de 10ºC, algumas espécies até 0ºC sem qualquer efeito prejudicial. O mais sensível ao frio é o Platycerium ridleyi, que agüenta temperatura mínima em torno de 10ºC.

    Luminosidade
    As samambaias Platycerium gostam de áreas bem iluminadas, mas nunca sol direto, que pode provocar queimaduras nas folhas, o ideal é em torno de 70 a 60% de sombreamento. A única espécie que quando bem adaptado pode receber sol direto é o Platycerium veitchii, na natureza vive em blocos de rochas onde recebe luz solar o dia todo. Todas as espécies apreciam uma boa ventilação, quase todas as espécies em seu habitat natural vivem no alto das arvores, recebendo sempre uma leve brisa.

    Umidade
    Todos os Platycerium vão bem quando cultivadas em local de umidade alta, em torno de 60% é o ideal, mas muitos cultivam em locais com nível de umidade bastante baixo, tendo também grande sucesso no seu cultivo. Mas algumas espécies são bem exigentes quanto a esse requisito.

    Meio de crescimento
    Como são plantas epífitas, elas crescem em meio orgânico, na natureza elas vivem grudadas nos troncos das árvores e retiram seu nutriente através da decomposição das folhas, galhos que caem atrás das folhas de proteção. O ideal são as placas de xaxim, mas como estas samambaias arbóreas estão em via de extinção, podemos usar outros materiais. Muitas pessoas principalmente na Europa e EUA, plantam os Platycerium em tabuas de madeiras, usando como substrato o sphagnum, este é um musgo muito usado na floricultura, pois retém bastante umidade. Atualmente estou cultivando desse modo, obtendo bons resultados, também podem ser usado pedaço do tronco de árvores já seco, dando um efeito visual muito bonito.

    Adubação
    O ideal é usar adubo líquido, misturando com a água de regar, pelo menos uma vez ao mês, o sphagnum praticamente não tem nenhum nutriente por isso é importante o uso de adubo para um bom desenvolvimento. Muitos usam a dosagem NPK 20-20-20, atualmente também esta sendo muito usado um adubo de liberação lenta, Osmocote, que são bolinhas cheias de adubo que vai sendo liberado lentamente. Resumidamente, pode se dizer que os Platycerium são plantas muito versáteis e pouco exigentes, dando sempre um bonito visual em qualquer lugar que ela esteja presente.

    natureza

    Acrostichum sp.

    Origem: Brasil
    Hábito: Herbáceo e Arbóreo
    Família: Pteridaceae
    Classe: Magnoliopsida
    Ambiente: Manguezal

    A samambaia-do-mangue é uma espécie de nome Acrostichum sp. Como todas as samambaias ou pteridófitas, são inconfundíveis. São encontradas geralmente onde o solo permanece menos úmido no manguezal. Este gênero Acrostichum, é caracterizada por ser uma planta terrestre cujas frondes (ou folhas) podem chegar a 2 m de comprimento.

    São muito comuns também em regiões de borda interna, na transição mangue-mata, onde o solo é menos úmido e, normalmente, onde o extrato arbóreo é menos denso ou inexistente. Existem áreas impactadas que, no seu processo de regeneração, passam por períodos quase uniespecíficos, onde o Acrostichum se mostra dominante.

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