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Posts para categoria ‘Árvores e Palmeiras’

Yuca-elefante (Yucca gigantea)2

A yuca-elefante é uma espécie de planta pertencente à família Agaviaceae e sua origem é da Guatemala e México.

Trata-se de uma espécie de planta que pode chegar a media 8 m de altura, porém, somente quando plantada ao ar livre e diretamente no solo. As outras plantas do mesmo gênero não conseguem atingir a mesma altura, a média é bem menor do que os 8 m que podem ser alcançados pela yuca-elefante.

Apesar dessa altura toda, a planta, pode sim, ser cultivada dentro de um vaso e usada como planta ornamental de decoração de interiores.

As características da yuca-elefante
Os troncos da yuca-elefante são pouco ramificados e são eretos. As folhas aparecem em grande quantidade, são pontiagudas e apresentam forma de espada. São folhas perenes e não apresentam espinhos na ponta. Para completar, se observa nas laterais da planta serrilhas, porém, vale ressaltar, que existe uma diversidade de folhas. Algumas delas são matizadas e a planta, neste caso, é chamada de yucca elephantipes variegata.

As flores da yuca-elefante aparecem somente durante o verão, (elas gostam mesmo é de sol pleno e no máximo, de meia sombra) e as suas principais características são, sempre na cor branca, possuem forma de campânula e são cerosas.

O solo perfeito para o cultivo da yuca-elefante é aquele que possui um substrato com uma excelente drenagem. Quando a drenagem não é de boa qualidade, as raízes acabam apodrecendo e a planta morre.

Outra observação importante é em relação a rega, que não pode ser em excesso de jeito nenhum. A planta só pode ser molhada novamente depois que o substrato estiver seco. O que faz com que a yuca-elefante seja uma planta que tolera muito bem a falta de água.

Yuca-elefante (Yucca gigantea)1

Curiosidade
A curiosidade é sobre o nome da yuca-elefante, mas precisamente, pelo nome yuca-pata-de- elefante, tem uma explicação e tem a ver com uma das suas principais características. Esse nome foi dado porque a planta tem o tronco mais largo que a base o que faz parecer muito com a pata de um elefante, o animal, obviamente.

Mais detalhes sobre a yuca-elefante
Por ter uma presença marcante, a yuca passou a ser muito usada para ornamentação da parte interior da casa, mas atenção às medidas. Para se ter a espécie enfeitando a sala é necessário ter espaço, pois as folhas da yuca-elefante, podem chegar a ter 75 cm de comprimento, sem falar que as suas extremidades são pontiagudas, fazendo parecer ainda mais longa. Além disso, elas se apresentam com um tufo na parte superior porque são agrupadas. Também ficam em grupos nos troncos.

Além da beleza, outra vantagem da yuca-elefante é que ela é ótima para combater a poluição, porque é eficaz contra o benzeno, o amoníaco e o monóxido de carbono.

Cuidados
As plantas precisam de cuidados especiais, cada uma seguindo as suas próprias características e não seria diferente com a yuca-elefante. Vamos às dicas para mantê-la bonita no interior.
* Para começar, quando tiver uma planta dessa dentro de casa, certifique-se de que esteja em um lugar com ótima luminosidade;

* A planta precisa de luminosidade, mas não deve ser colocada atrás de um vidro que esteja exposto ao sol. Os raios que passam entre ele e chegam até a planta podem acabar queimando as folhas;

* Quando tiver uma temperatura moderada fora de casa, coloque o vaso com a planta na varanda ou no terraço;

* A yuca-elefante deve ser regada com moderação, nem muita água e nem esquecer de molhar. A atenção deve ser redobrada no inverno, para não exagerar. Normalmente, é necessário esperar que a terra da parte de cima esteja seca para regar novamente;

* Em dias de muito calor é aconselhável fazer uma vaporização nas folhas da yuca-elefante.

Yuca-elefante (Yucca gigantea)

Possíveis problemas na yuca-elefante e o motivo
* De um dia para o outro as folhas da sua yuca-elefante podem ficar na cor branca. Fique atento. Esse é um sinal de que a rega está sendo feita em excesso. Quando isso acontece as raízes são sufocadas e por isso, a cor branca nas folhas. Tem como reverter, diminuindo a quantidade de água e o intervalo entre uma rega e outra.

* As folhas da yuca-elefante também podem aparecer na cor amarela e também tem um motivo. Quando as folhas da sua planta apresentam essa coloração é porque ela está fazendo a renovação da folhagem. O que significa que está passando por um processo natural. A única coisa que deve ser feita, neste caso, é esperar que as folhas fiquem amarela e sequem, daí é só cortá-la e pronto.

Se você pretende ter uma em casa é melhor comprá-la já em um determinado tamanho. Essa espécie é facilmente encontrada em lojas especializadas em venda de plantas e material de jardinagem. Antes de adquirir uma, tire as medidas do espaço que você tem em casa para colocá-la e considere as folhas longas, não coloque a sua planta em lugar de circulação para evitar que ela sofra danos.

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O guapuruvu é uma árvore notável pela sua velocidade de crescimento que pode atingir 3 metros por ano. Na fase adulta pode atingir facilmente 30 metros de altura. Pertence à família Fabaceae e sua origem é a América do Sul – Brasil.

É a árvore símbolo de Florianópolis, capital de Santa Catarina.

Suas flores são grandes, vistosas e amarelas. O tronco é elegante, majestoso, reto, alto e cilíndrico, casca quase lisa, de cor cinzenta muito característica. Floresce durante os meses de outubro, novembro e dezembro.

É uma  árvore apropriada para jardins extensos, assim como parques e praças, modificando em poucos anos a paisagem.

flores do guapuvuru

Além do aspecto escultural de seu caule e copa, esta bela árvore ainda nos presenteia com uma floração espetacular. É uma espécie pioneira, indicada para recuperação inicial de áreas degradadas. Sua floração é atrativa para as abelhas.

Suas folhas bipinadas alcançam até 1 m de comprimento e são subdivididas em numerosos folíolos. Por sua altura e tipo de folhas, projeta sombra muito tênue, podendo-se manter gramados e canteiros debaixo dela.

Durante os meses de inverno todas as folhas caem, rebrotando após a floração, que acontece entre os meses de setembro e novembro com vistosas flores amarelas.

O fruto do guapuruvu, um legume seco e semelhante a uma gota de água, surge durante os meses de julho e agosto e abre-se por meio de duas valvas espatuladas. Abriga uma semente lisa, brilhante e dura. Sua madeira, de superfície sedosa, lisa, leve e macia, é empregada na fabricação de caixas, forros, pranchetas, brinquedos e canoas.

floração do guapuvuru

Cultivo
O cultivo do guapuvuru deve ser sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio.

A planta prefere locais úmidos como as margens dos rios e é capaz de tolerar encharcamento.

Sua multiplicação é feita através de sementes, sendo interessante a quebra da dormência através da escarificação mecânica, em ácido sulfúrico ou imersão em água quente. As sementes permanecem viáveis por muitos anos se armazenadas em local arejado e fresco.

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Pata de Vaca (Bauhinia forticata)

É uma planta brasileira, nativa da Mata Atlântica e de outros biomas que se destaca muito pelo fato de produzir flores perfumadas e similares a de uma orquídea e em grande quantidade. Seu nome popular vem de suas folhas que se assemelham ao casco de uma vaca.

É conhecida também como Árvore-orquídea e Unha-de-vaca (Blaqueana ou Forficata, dependendo da espécie) que consiste em uma árvore de pequeno porte, cerca de 6 m de estatura.

Costuma-se cultivar essa planta muito nas calçadas graças a sua excelente aparência, além do fato de suas raízes não quebrarem o chão.

Existem algumas propriedades medicinais relacionadas a chás feitos a partir das folhas dessa árvore, mas devemos ser extremamente cuidadosos pois existem cerca de duzentas espécies diferentes de Bauhínias, todas muito semelhantes entre si e alguma delas possuindo folhas venenosas.

B. forficata

Como cultivar
Devemos encontrar espaços amplos para essa planta crescer graças a seu porte arbóreo. Embora a maioria das variações como a Bauhínia Forficata dificilmente passarão dos 5 m de altura, algumas como a Bauhínia Blaqueana podem chegar a atingir 10 m.

Para seu plantio devemos abrir uma cova bem maior que seu torrão, pelo menos o dobro de profundidade e diâmetro, preenchendo o espaço extra de solo devidamente preparado.

Tipo de solo
É necessário preparar o solo de forma que apresente uma boa drenagem e abundância de matéria orgânica, que provirá nitrogênio para o crescimento da planta. Após abrir a cova para o plantio, adicione areia grossa de adubo orgânico à terra removida, misture bem e retorne-a ao solo.

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Como Cuidar
Durante o início da vida da planta ela será mais frágil ao sol direto durante as horas de sol mais forte, motivo esse que talvez ela fique com uma aparência não tão boa durante o primeiro ano se for cultivada direto no sol.

Porém isso não será um grande problema pois não matará a planta e ela sobreviverá muito bem a pleno sol uma vez mais crescida, se você comprar uma muda já grande, simplificará essa fase.

Regue diariamente, principalmente durante as épocas mais quentes e secas do ano, não devemos encharcá-la, mas nunca deixar que fique com o solo totalmente seco, principalmente enquanto a planta for ainda pequena.

Anualmente adicione um pouco mais adubo orgânico ao solo para mantê-lo bem fértil, adicione também adubo NPK rico em fósforo antes das florações para estimular uma maior densidade de flores.

Após o término da floração, caso a planta esteja com muitos ramos e flores mortas cobrindo-a, faça uma poda de limpeza.

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árvores floridas

Contribuir com a natureza é sempre muito positivo e uma forma de enfeitar a cidade e ainda ajudar o meio ambiente é plantar árvores em frente a sua casa. Porém, como nem toda boa intenção funciona logo de cara é necessário ressaltar que não basta apenas escolher uma muda bonitinha e achar que o resto sairá como planejado.

Observe que caminhando pela sua cidade é possível ver diversas calçadas que são prejudicadas pelas raízes das árvores. Quando a árvore não é compatível com a urbanização da cidade acaba interferindo de forma negativa no dia a dia e trânsito de carros e pessoas.

Quando uma calçada está quebrada devido a raiz de uma árvore traz problemas de locomoção para cadeirantes, carrinhos de bebê sem contar que a rachadura pode chegar no asfalto e causar vários acidentes devido ao desnível. A solução para ajudar o meio ambiente e não atrapalha a vida urbana da sua cidade é bem simples, escolha o tipo certo de árvore para calçada.

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Árvores e calçadas
A convivência e coexistência de árvores e calçadas é plenamente possível, em geral somente o fato de as raízes crescerem para baixo já é o suficiente para que não haja interferência no contexto da cidade. Antes de se empolgar e escolher uma superárvore para figurar na sua calçada lembre que esse espaço é público e por isso mesmo necessita de cuidado e respeito.

Além da questão das rachaduras de calçadas e asfalto existem outros problemas que podem ser gerados devido a escolha errada da árvore para calçada. Em alguns casos as árvores podem causar o entupimento de calhas, rachaduras em muros comprometendo a segurança dos moradores, problemas na rede de telefonia e eletricidade. Percebem  quantos transtornos podem ser evitados se pensarmos um pouco antes de escolher a árvore para a sua calçada?

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Raízes sempre para baixo
Uma das questões mais importantes na hora de escolher a espécie de árvore que será plantada em sua calçada é considerar o sentido de crescimento de suas raízes. Como já dissemos o ideal é que elas cresçam para baixo, pois assim dificilmente acarretarão em rachaduras no concreto. Além disso, também é muito importante mensurar o tamanho que essa árvore atingirá quando se tornar adulta.

A largura da calçada, a distância entre as casas e também a existência e o posicionamento das redes telefônica e elétrica deverão ser levadas em conta. Pense da seguinte forma se na sua região os fios da rede elétrica estão muito baixos não adianta plantar uma árvore alta como um Jacarandá, pois depois de algum tempo a árvore atingirá um tamanho que representará uma ameaça e assim precisará ser cortada

. A prefeitura da cidade mesmo procura esse tipo de ameaça e a remove. Há também a questão da largura da calçada, se a calçada em questão é estreita não é possível manter uma árvore muito larga, pois depois de algum tempo ela passaria a incomodar e não permitir mais que os transeuntes passem por ela. Em suma podemos dizer que a árvore deve enfeitar a rua e não acabar com o trânsito de pessoas nas calçadas e nem mesmo trazer ameaças.

Escolhendo a árvore
A partir do momento que você fez todas as observações da região e chegou a conclusão de como tem que a ser a árvore ideal para não atrapalhar os vizinhos e nem mesmo destruir a rua chegou o momento de escolher a sua árvore ideal. Separamos algumas opções para quem está pensando em dar uma cor a mais na sua rua.

Árvores de pequeno porte
Essas árvores são as mais indicadas para o caso de a calçada da sua casa ser estreita e também de as fiações de telefone e elétrica forem baixas. Confira as espécies e quando escolher a ideal para a sua casa não esqueça de estudar o método de plantio e também de manutenção.

Manacá (Tibouchina mutabilis)Manacá (Tibouchina mutabilis)

Pata-de-vaca (Bauhinia variegata) Pata-de-vaca (Bauhinia variegata)

Resedá (Lagerstroemia indica) Resedá (Lagerstroemia indica)

Quaresmeira (Tibouchina granulosa)Quaresmeira (Tibouchina granulosa)

Árvores de médio porte
Nessa categoria de árvores se encaixam as árvores que podem ser usadas em calçadas um pouco mais largas e com a fiação um pouco mais altas. Vale dizer que é importante mensurar o tamanho final dessas espécies de árvore e a distância da fiação.

Acacia_cyanophyllaAcácias em Geral (Acácia mearnsii, Acacia podalyriifolia e demais)

Grevilha (Grevillea robusta)Grevilha (Grevillea robusta)

Escova de Garrafa (Callistemon viminalis)Escova de Garrafa (Callistemon viminalis)

Árvores de grande porte
Quem tem a sorte de morar em lugares com amplas calçadas e fiações bastante altas é possível considerar fazer o plantio de uma dessas espécies de árvore. Quando essas árvores crescem se tornam lindas e imponentes.

Jacarandá (Jacaranda mimosaefolia)Jacarandá (Jacaranda mimosaefolia)

Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides)Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides)

Árvores que devemos evitar na calçada
Assim como temos excelentes dicas das árvores que são boas para plantar nas calçadas temos as dicas daquelas que você deve evitar a todo custo, pois podem danificar o concreto e causar muitos problemas para a vizinhança.

Flamboyant (Delonix regia)1 Flamboyant (Delonix regia)

Paineira (Chorisia speciosa) Paineira (Chorisia speciosa)

Respeite para ser respeitado
Conviver é uma das coisas mais importantes que aprendemos na vida, é muito importante saber que algum ponto termina o seu espaço e começa o espaço do outro. Dessa forma é necessário seguir o conselho que diz para respeitar para ser respeitado. Se você não deseja que seu vizinho faça alguma coisa que prejudique a integridade da sua casa também não prejudique a integridade da casa dele plantando uma árvore enorme num local desagradável.

Com bom senso é possível ajudar a natureza plantando uma árvore, embelezar a sua cidade e ainda ficar numa boa com os seus vizinhos. Procure ajuda de um jardineiro profissional caso não tenha experiência com plantio de árvores. Fazer o cultivo correto das árvores também é uma parte importante para garantir que ninguém sairá prejudicado. Encontre a espécie ideal, plante e espere para ver o belo resultado que nascerá desse cultivo. Tudo para que a sua rua fique muito mais bonita e cheia de vida.

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A popular pata-de-vaca é uma árvore muito encantadora e quando florescem elas chamam bastante a atenção. Suas folhas são leves e delicadas, atraindo muitos insetos. O mais importante é que a pata-de-vaca possui um porte médio em relação a outras espécies da sua mesma família, a Caesalpinoideae. Por isso, a árvore é considerada uma espécie muito curiosa por diversas características.

É uma espécie vegetal originária da China e Índia, muito cultivada no Brasil, principalmente no sudeste do país. Suas características físicas são realmente muito parecidas com as árvores chinesas e indianas, sendo impossível não compara-las com outras famílias de lá, principalmente quando a árvore floresce.

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Características botânicas
Uma de suas principais características descritivas é que a pata-de-vaca é uma semi decídua, isto quer dizer que a espécie não perde totalmente as suas folhas delicadas quando o inverno chega.

Mesmo sendo considerada de porte médio, ela pode chegar até 10 m de altura. A pata-de-vaca é uma das árvores mais ramificadas que existem no sudeste do Brasil e até mesmo em outros países originários. Quando chega a metade do inverno, ela floresce e permanece assim até a metade da primavera. Suas folhas são simples, levemente coriáces, parecendo bipartidas, dando a semelhança de uma pisada de bovino, daí seu nome popular. Essas características especiais explicam como surgiu o seu nome popular.

Flores
As flores da pata-de-vaca chamam muito a atenção e estão sempre vistosas para atrair insetos polinizadores que possam disseminar a espécie. Na maioria das vezes, elas  nascem com a cor rosa, bem clara. São flores vistosas, estriadas, com uma das pétalas com uma mancha em rosa avermelhado, reunidas em inflorescências na ponta dos ramos.

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Cultivo
A pata-de-vaca é bastante adaptada ao clima brasileiro e por isso é bastante cultivada pelo sul do país, mas especificamente no sudeste. A fertilização do solo é o quesito menos importante para a espécie, já que ela se desenvolve bem em qualquer local onde tenha bastante sol.

O solo pode ser o fator menos importante, mas ele precisa estar bem drenado para que a árvore cresça de forma saudável. Com relação ao seu tipo de propagação e o seu clima ideal de cultivo, os pesquisadores alertam:

Tolera climas mais frios com geadas, mas desenvolve-se melhor em temperaturas mais amenas. No que diz respeito à propagação da espécie, é indicada várias maneiras de realizar, ainda que por sementes:  se as sementes forem coletadas logo que liberadas pelas vagens quando secam, a germinação ocorre em menos de 15 dias.

A pata-de-vaca também é uma espécie muito prática já que não necessita de podas constantes como outras espécies da sua família. Somente de formação  e galhos mal formados se houver. Esta técnica somente é usada em último caso.

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Fertilização
Embora esta seja uma etapa menos essencial no cultivo da pata-de-vaca, aqui vai uma dica infalível para a sua fertilização: para estimular uma bela florada aplicar mensalmente durante o outono NPK, fórmula 04-14-08 de 3 a 16 colheres de sopa, conforme o tamanho da árvore, nunca coloque junto ao tronco.

Uso no paisagismo
A pata-de-vaca é especialmente usada em paisagismo. É preciso prestar atenção às suas folhas, se elas tiverem o formato exato de uma pata de vaca ela tem mais importância do que embelezar ou mesmo trazer sombra a um ambiente.

Ainda que haja espécies usadas somente para ornamentação de locais, existem aquelas que são nativas. Somando-se às exóticas, são mais de 300 espécies, algumas bem parecidas entre si.

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Aves
Muitos pássaros e aves são atraídos pelas flores exuberantes e chamativas da –pata-de-vaca, entre elas estão: beija-flores, cambacicas , periquitos, tuins, etc.

As abelhas são insetos bastante atraídos pela pata-de-vaca e é uma espécie bastante procurada por elas por causa da sua floração exuberante. Sua forma mais comum de paisagismo é na arborização urbana, já que ela de adapta bastante ao sol pleno.

A pata-de-vaca tolera geadas e frio, mas desenvolve-se melhor em clima ameno a quente. Não se adapta a áreas litorâneas, pois é sensível à salinidade do solo e ao ventos intensos.

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O Manacá-da-serra é uma arvoreta da família Melastomataceae e se origina da América do Sul – Brasil.

Ela é nativa da mata atlântica, e não demorou muito para se tornar muito usada no paisagismo, e isso tem uma explicação simples, a facilidade do seu florescimento, que além de tudo é de maneira simples magnífico.

Podemos dizer que o  seu porte fica entre baixo e médio, ela não supera a altura entre 6 a 12 m de e tenha cerca de 25 cm de diâmetro de tronco.

As folhas dessa árvore que cai tão bem na decoração do jardim são lanceoladas, pilosas, verde-escuras e possuem nervuras longitudinais paralelas.

Suas flores são solitárias e bem grandes, além de vistosas e duram por um longo período. As flores se desabrocham na cor branca, mas gradativamente vão ganhando uma nova coloração, tornando-se violáceas, até chegar à cor rosa.

Tibouchina_mutabilis

Graças a essa particularidade do manacá-da-serra, é possível achar a planta com  flores de três tonalidades diferentes. A floração ocorre no verão e já a sua frutificação no outono.

É uma planta perfeita para o paisagismo, e principalmente para urbanização. Isso porque a árvore não possui raízes agressivas, o que faz que seja possível plantá-la nos mais diversos espaços, que vão desde isolado, em calçadas, mas também em pequenos bosques ou até mesmo nos parques públicos de grande dimensão.

Outra vantagem do manacá-da-serra é em relação ao seu crescimento, que rápido. Além disso, pode ser encontrada no mercado como uma segunda opção, na variedade anã, que é chamada de manacá-da-serra-anão.

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A conhecida popularmente como ‘Nana’, fica com a altura média entre 2 e 3 m de altura e é mais precoce em relação a floração. Quando ela atinge a altura de 1,5 m já começa a floração.

Esse tipo de manacá-da-serra, nana, pode ser usado em locais isolados ou também formando grupos, em renques. A época de floração é no inverno, diferente da forma arbórea típica. Outra vantagem dessa tipologia em relação a outra, é que ela pode ser plantada em vasos, para alegria de quem não possui tanto espaço.

Cultivo do Manacá-da-serra
Seu cultivo deve ser a sol pleno. Em relação ao solo, ele precisa ser fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica. A irrigação deve acontecer  periodicamente  pelo menos no primeiro ano, logo depois de o plantio no lugar que ela ficará definitivamente.

Uma das características dessa planta é que ela se adapta ao clima tropical úmido, porém também tolera o clima ameno, característico das regiões subtropicais.

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A multiplicação ocorre através de sementes, estacas e alporques. Já a variedade ‘Nana’ (manacá-da-serra-anão) para ser multiplicada precisa ser através da estaquia e alporquia, já que os descendentes são de proveniência das sementes.

Esse detalhe faria com que ela não apresentasse as características que são típicas deste tipo da árvore manacá-da-serra e chegar, como altura, no porte arbóreo.

Da região sudeste ao sul do Brasil o manacá-da-serra pode ser plantado e as suas belas flores poderão ser admiradas, mas não podemos esquecer de tudo o que precisa para o seu plantio.

Veja como plantar o manacá-da-serra.
1 – A planta precisa de sol e de um solo muito fértil. Sobre a umidade, deve ser moderada.

2 – Na hora de plantar, é preciso abrir um buraco que seja maior que o torrão da muda.

3 – E mais, será necessário utilizar adubo animal de gado bem curtido, cerca de 1 kg para cada muda que for plantada. Junte a ela composto orgânico que tenha procedência de folhas mortas.

4 – E não é só isso, acrescente no solo onde será plantada 100 gr de farinha de ossos, misturando bem ao resto do adubo.

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5 – Outro detalhe importante é fazer de um modo que a terra não fique compacta, para isso será necessário no fundo do buraco e nas suas laterais, remexer bem a terra. Isso garantirá que a muda tenha um bom desenvolvimento.

6 – Coloque a muda no buraco somente após cortar o balde de plantio e também de fazer a retirada do torrão.

7 – Não se esqueça que as laterais do buraco também devem ser adubadas e depois é só regar muito bem.

8 – Se for preciso amarrar, use um cordão de sisal ou algodão, faça a amarração formando um oito para evitar que a planta seja estrangulada.

9 – E não esqueça de regar a planta diariamente durante os 10 primeiros dias depois do plantio. Caso chova muito não será necessário. E depois, continue regando em curtos períodos de tempo até que ela complete um ano de vida.

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O flamboyanzinho é uma árvore lenhosa, de pequeno porte, pertencente à família Fabaceae. É nativa da América Central e é de rápido crescimento. Sua copa tem um formato arredondado e pode atingir de 3 a 4 m de altura.

Folhagem
As folhas da espécie são bastante ornamentais, embora suas características sejam secundárias em relação às belas flores que se desenvolvem. Elas são consideradas pelos pesquisadores como sendo bipinadas e de coloração esverdeada. Possuem numerosos folíolos ovalados, sendo isto uma de suas principais características que acabam por diferencias as várias variações da planta.

Flores
O florescimento da espécie é considerado exuberante, sendo as flores o principal motivo pelo qual o arbusto foi considerado uma espécie para ornamentação. As  inflorescências costumam ser terminais sobre brotações novas a cada ano ou dependendo da época em que as flores começam a aparecer.

Em si, as pétalas tendem a ser avermelhadas, alaranjadas ou amarelas (na variedade flava) e com longos estames, dispostas em cachos paniculares, que começam a brotar na primavera e no verão, já estão muito bem desenvolvidas.

Caesalpinia_pulcherrima
Frutos
Além das épocas de floração existe o período em que determinados frutos começam a surgir na espécie. No outono, é onde existe a maior incidência desses frutos e é quando os mesmos estão na sua melhor fase de desenvolvimento. Eles são de formato tipo legume e chamam a atenção de alguns pássaros e insetos no geral.

Cultivo
As condições de cultivo da espécie são simples e não exigem grandes cuidados. Porém, é preciso obedecer às regras de plantio para que as folhas, flores e frutos cresçam adequadamente em qualquer local.

O flamboianzinho deverá ser cultivado em pleno sol ou meia sombra e dai a importância dele poder crescer fortemente dentro de casa. Em solo enriquecido com matéria orgânica fértil e bem drenado, a planta de desenvolve de forma eficaz, sendo que nas épocas determinadas, vão nascendo os seus principais componentes.

Para estimular a floração na época esperada, basta fazer as adubações regulares e a cada ano. Não se esqueça de usar os materiais necessários para produzir bem o seu adubo.

A espécie se desenvolve bem em climas em que o frio predomina levemente, mas pode ser cultivada em regiões tropicais. Um comportamento muito curioso da espécie é que em determinados climas, como os subtropicais e mediterrâneos, a planta pode se tornar uma simples caducifólia.

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Multiplicação
Por ser uma espécie simples, a multiplicação das mesmas também é feita dessa mesma forma. Um das principais maneiras de multiplicação é por sementes. A espécie também pode se propagar através de estacas.

Usos da espécie
A espécie pode ser usada para formar vários arranjos na jardinagem e um deles são os belos maciços que elas podem desenvolver. As cercas vivas informais e os chamados grupos lineares também podem ser construídos através do flamboianzinho.

Em vasos grandes ou conduzidos como uma arvoreta para plantio em passeios, a planta pode se desenvolver muito bem se as regras de plantio forem devidamente obedecidas.

Mesmo sendo amplamente usado para decoração de ruas, plantada em pleno asfalto, a espécie não é muito indicada para tal fim. O seu porte elevado pode prejudicar os habitantes, bem como a visibilidade de carros e outros meios de transporte.

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Curiosidades
Como muitas plantas que existem hoje me dia, o flamboianzinho pode ser usado para fins medicinais. Suas folhas possuem propriedades consideradas anti-inflamatórias. Porém, como todo cuidado é pouco, a espécie pode apresentar quadros tóxicos. A espécie foi considerada abortiva depois de longos estudos por partes de botânicos especializados.

Com a sua folhagem se pode fazer um suco muito usado para curar febres. Já o sumo produzido com as flores do flamboianzinho podem proteger o organismo contra dores, tosses e qualquer dificuldade na respiração.

Variedade
Existe ainda, uma variedade muito rara da espécie, localizada no meio de África do Sul. As folhas deste tipo de variante são consideradas encarnadas e na cultivar “Flava”. As flores que crescem em meia a esta variedade africana geralmente abandonam o vermelho para se desenvolverem com um belo amarelo gritante, atraindo borboletas de forma frequente.

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Corticeira (Erythrina crista-galli L)

Também chamada eritrina-crista-de-galo, bico-de-papagaio, sapatinho-de-judeu, suinã, flor-de-coral, mulungu e sananduva, é uma árvore da família das leguminosas (Fabaceae), nativa da América do Sul, no sul do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, podendo atingir de 6 a 10 m de altura.

Tem um tronco tortuoso, folhas compostas e flores vermelhas de cálice campanulado. O fruto é uma vagem com sementes semelhantes ao feijão.

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Tem grande importância para o paisagismo, pois, quando florida, é extremamente ornamental. O que mais chama a atenção é que, durante a sua floração, as folhas caem. Alguns autores denominam essas plantas como sendo floríferas decíduas. Essa característica também ocorre em algumas outras espécies como o ipê e a cerejeira.

A flor da corticeira é a flor nacional da Argentina e Uruguai. A corticeira tem flores e folhas extremamente ornamentais e é muito atrativa para os beija-flores.

Sua multiplicação se dá por sementes que germinam facilmente e lembram feijões.

A espécie é decícua, ou seja, perde suas folhas em determinada estação do ano quando ocorre sua floração. Deve ser cultivada sob o sol pleno.

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O solo para seu cultivo deve ser bem drenado e ao ser plantada deve ser regada até o desenvolvimento da planta.

A espécie não tolera geadas. Cultive a corticeira como arvoreta em composição com outras espécies do cerrado.

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Esponja-de-ouro (Stifftia chrysantha)

Planta da família Asteraceae, nativa da Mata Atlântica com ocorrência da Bahia até Santa Catarina, na América do Sul.

Trata-se de uma árvore perenifólia, que atinge de 3 a 5 m de altura e seu diâmetro até 30 cm. Suas folhas são simples, alternas, glabras, lanceoladas.

Suas flores florescem praticamente durante o ano inteiro, mas de julho a setembro com maior intensidade. A inflorescência além do pompom tem flores em forma de tubos na tonalidade laranja. É bastante durável e muito visitada por beija flores.

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Quando jovem, aplicar fertilizante NPK 10-10-10, depois estimular belas floradas passe a usar o NPK 04-14-08; Atenção nunca coloque junto ao caule.

Devido suas flores bastante ornamentais e seu tamanho fica bem como planta de destaque em qualquer jardim. Suas flores são utilizadas como flor-de-corte e secas.

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Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil com regas frequentes. Sua multiplicação se dá por sementes que devem ser colhidas diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. A germinação ocorre com cerca de 20 dias.

Podas devem ser realizadas após a floração e dispersão das sementes. Toda a planta é muito ornamental.

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Gênero botânico pertencente à família Fabaceae, também conhecida popularmente como Amendoim-acácia.

Sua origem é da América do Sul, na Argentina e Bolívia.

A tipuana é uma árvore decídua e florífera, de copa ampla e densa, que já foi largamente utilizada na arborização urbana tanto no Brasil como em outros países.

Algumas cidades, como São Paulo e Porto Alegre, com certeza teriam uma paisagem bem diferente sem suas tão características tipuanas ladeando as ruas e parques.

No entanto, atualmente tem sido preterida em favor de outras espécies devido ao seu porte avantajado, raízes agressivas e à fragilidade de sua madeira, que é mais propícia a quebras e cupins, principalmente nos indivíduos mais velhos e sem manutenção adequada.

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Seu tronco apresenta casca cinzenta escura, de superfície rugosa e fissurada, que é excelente para a fixação de plantas epífitas como orquídeas, bromélias e samambaias. As folhas são grandes, opostas, compostas por numerosos folíolos oblongos e verdes.

A floração ocorre no final do inverno e na primavera, despontando inflorescências em rácemos pendentes, axilares ou terminais, com numerosas flores alaranjadas com uma pequena mancha marrom na base, que lembram também as flores do pau-brasil, entre outras fabáceas. Os frutos são do tipo vagem,  alados.

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No paisagismo, a tipuana é ideal para cultivar em grandes espaços, por ser uma árvore bela e frondosa. Seu crescimento é considerado rápido e admite podas. É interessante deixar a primeira bifurcação da planta o mais alta possível, evitando assim que os ramos terminais, pendentes, toquem o chão, salvo quando essa característica for desejada.

Não convém utilizá-la na arborização de calçadas, estacionamentos, residências e canteiros centrais, devido às características especificadas no primeiro parágrafo. No entanto, é possível e interessante seu plantio em amplos parques e praças, à uma distância segura de construções e pavimentações.

Deve ser cultivada sob sol pleno, preferencialmente em solo fértil, profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano de implantação.

Aprecia o calor e a umidade tropicais, mas é capaz de tolerar o frio. Sua multiplicação pode ser feita facilmente por sementes, que não necessitam tratamento especial para germinar.

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