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Posts para categoria ‘Árvores e Palmeiras’

Lytocaryum Weddellianum
A Lytocaryum weddellianum é conhecida popularmente por palmeira wedeliana e coqueiro-miniatura, no Brasil ela também é popularmente chamada de palmeira-de-petrópolis.

É uma palmeira bastante ligada ao coqueiro, no entanto ela é uma planta de menor porte que os coqueiros. Devido a essa similaridade com o coqueiro é que a planta recebeu esses nomes populares acima citados.

É uma planta nativa da América do Sul, sendo endêmica do Brasil, onde essa espécie vegetal é largamente encontrada, principalmente nas florestas tropicais existentes no país. A espécie vegetal pertencente à família botânica Arecaceae.

Família Arecaceae
A família Arecaceae se destaca pelas características ornamentais e paisagísticas das espécies vegetais que compõem esta família, que está distribuída em 200 diferentes gêneros, que abrigam em torno de 2.600 espécies vegetais. Essa família está amplamente presente no Brasil.

Estas plantas estão distribuídas por todo o mundo, principalmente nas regiões que apresentam o clima tropical, estando presentes em todos os tipos de habitat, no entanto sua presença se destaca nas florestas com bastante umidade.

As espécies vegetais que compõem a família Arecaceae possuem caráter ornamental e podem compor belos jardins de ordem tropical, sendo composta de plantas airosas e bonitas.

Lytocaryum Weddellianum11
As características da palmeira-de-petrópolis
A planta se caracteriza por ser uma espécie vegetal do tipo palmeira, que apresenta estrutura semi-herbácea, se caracterizando por ser uma planta delicada, exótica e que transmite bastante elegância ao ambiente onde é cultivada.

Por ser uma espécie vegetal que apresenta ciclo de vida perene, isto é, vive um período maior que 2 anos, o que é considerado longo no reino vegetal. Se a palmeira-de-petrópolis for cultivada de forma correta e adequada ela irá conseguir viver por vários anos.

A espécie é de pequeno para médio porte, apresentando uma altura que varia de 1 a 2,5 m. De uma forma geral, a planta fica com altura média de 2 m.

O caule ou tronco apresenta um diâmetro consideravelmente reduzido, que varia de 2 a 3 cm, o que acaba caracterizando a planta como semi herbácea, isto é o caule não possui estrutura completamente lenhosa.

As folhas do palmeira possui cor verde escura. Essas folhas formam uma espécie de coroa, apresentando um arqueamento de grande harmonia, que concede grande beleza a planta. Elas são pinadas e muito finas, por isso o cuidado necessário com os ventos mais fortes, pois podem causar danos a essa espécie vegetal.

As flores da palmeira-de-petrópolis são de cor branca, e devido a grande beleza das folhas, elas acabam possuindo pouca importância com relação a característica ornamental da palmeira. Quando cultivada em ambientes fechados, é normal que as flores não se desenvolvam na planta.

A palmeira-de-petrópolis produz frutos que surgem após a floração da planta, esses frutos são de tamanho pequeno e se caracterizam por serem comestíveis. O gosto dos frutos é bastante parecido com o gosto do coco.

É uma planta bastante popular entre as pessoas que cultivam palmeiras, pois é uma espécie que possui uma excelente atratividade e por isso ela é uma planta que atrai bastante a atenção das pessoas, devido a sua grande beleza.

Lytocaryum Weddellianum1
Cultivo
Essa é uma espécie vegetal típica de clima tropical, que aprecia um clima típico e úmido, tanto que o habitat natural da planta são as florestas úmidas das regiões de clima tropical.

Devido a essa característica, aprecia ser cultivada em locais que possuam uma boa condição de claridade. O ambiente ideal é aquele que seja sombreado ou meia sombra que apresente uma boa luminosidade, no entanto ela é uma espécie vegetal que não deve ser exposta diretamente a luz solar.

Por ser uma planta típica de cultivo em regiões sombreadas, a palmeira-de-petrópolis consegue apresentar uma pequena resistência a temperaturas mais baixas, no entanto a planta não suporta clima intensamente frio ou em casos extremos de geadas.

Com relação à rega, aprecia que o solo para o cultivo seja mantido ligeiramente úmido, no entanto, isso não quer dizer que o mesmo deva ficar encharcado, pois essa situação pode causar o apodrecimento das raízes da planta, o que pode levar planta à morte.

Por isso, é importante que o solo onde seja cultivado a espécie possua uma boa capacidade de drenagem para que absorva bem a água, de forma que as possibilidades de encharcamento sejam diminuídas.

Não é necessária a realização de poda, bastando apenas que a pessoa que cultive esta espécie vegetal faça o corte das folhas que se encontrem secas para que a planta se mantenha sempre bonita e saudável.

A espécie vegetal se caracteriza por apresentar um crescimento até certo ponto lento. Para ajudar a planta a crescer de forma saudável, é interessante que o solo passe por processo de adubação e fertilização, sendo aplicado o adubo NPK de 3 a 4 vezes por ano. É importante frisar que o adubo não deve ser colocado próximo ou junto ao caule do palmeira.

Pode ser cultivada em vasos tanto em ambientes externos como ambiente internos, no entanto neste caso, ela é uma espécie vegetal que requer uma boa iluminação de forma a se manter bonita e saudável.

No cultivo em ambientes internos, é necessário tomar cuidado com o acumulo de poeira e deve ser evitada a aplicação de produtos químicos para que a palmeira-de-petrópolis fique mais brilhante. A forma correta de limpar a planta é fazendo uso de uma esponja úmida, ou aproveitar as chuvas de pequena intensidade de forma que a planta consiga ser limpa pela água da chuva.

Propagação
A palmeira-de-petrópolis é uma espécie vegetal que se propaga por meio da dispersão das sementes, que é o método mais comum de multiplicação das plantas.

Esse método consiste em colocar as sementes geradas pela planta, em covas que ficam localizadas em ambientes propícios ao desenvolvimento da semente. Com as condições apropriadas de rega, adubação e iluminação, a semente irá germinar e formar uma nova planta. É uma planta que se propaga com bastante facilidade nas sombras úmidas, já que são encontradas nas florestas tropicais.

janela e borboleta

Piteco - chloroleucon_tortum

Planta da família Fabaceae, nativa da Mata Atlântica carioca, no Brasil. É também conhecida popularmente de Jacaré, Jurema, Angico-branco ou Vinhático-de-espinho.

O piteco é uma árvore que pode atingir de 7 a 12 m de altura. Possui o tronco tortuoso, que dá nome à espécie, e pode atingir até 50 cm de diâmetro. A casca é lisa e esbranquiçada, descamante, normalmente expondo uma madeira branca e de aparência marmorizada, visualmente semelhante ao Pau-ferro..

Suas folhas dão compostas bipinadas, de cor verde claro, possuem cerca de 3 pares de espinhos, e até 8 pares de folíolos oblongos, cada um com cerca de 15 mm de comprimento por até 5 mm de largura.

A copa baixa e arredondada, podendo atingir até 6 m de largura. As flores são brancas com tons amarelados, globosas (em forma de escova), com muitos estames e de forte perfume.

O fruto é um legume em formato helicoidal, popularmente conhecido como “orelha de macaco”. A maturação ocorre entre o final do inverno e início da primavera. As sementes são amareladas, com cerca de 5mm, e embora numerosas, têm baixa capacidade de germinação.

Piteco (Chloroleucon tortum)

Ocorre nas zonas de restinga e matagais arenosos da Mata Atlântica, na região costeira do Estado do Rio de janeiro.

Prefere solos arenosos, mas com presença de matéria orgânica. Cresce sob sol pleno, e embora tolere períodos de seca, prefere clima úmido, desenvolvendo-se melhor em áreas com grande precipitação.

A árvore encontra-se na lista da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais na categoria “em perigo crítico”.

O piteco é uma árvore com aparência distinta, e é popular como árvore ornamental, tendo sido utilizada pelos paisagistas Burle Marx e Luiz Emygdio de Mello Filho na arborização do Aterro do Flamengo, por exemplo.

Pteco bonsai

É utilizada para objetos decorativos e artísticos, como objetos torneados e cabos de ferramenta.

É também é uma árvore útil para a recomposição de áreas degradadas, pois suporta bem a insolação direta e não é particularmente exigente quanto às condições do solo .

Essa árvore é muito popular como bonsai, dada sua resistência e aparência distinta – a cor da madeira e a descamação da casca atribuem uma aparência envelhecida muito rápido ao tronco.

Ela é muito adaptável e fácil de modelar, pois seu crescimento rápido e galhos estratificados na horizontal permitem o treinamento mesmo sem aramação, utilizando apenas a poda.

Internacionalmente é conhecida como “brazilian raintree”, em alusão à receptividade da planta à regas constantes e ambiente úmido.

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Cerejeira-ornamental (Prunus serrulata)

A cerejeira-ornamental é classificada como uma árvore decídua de porte médico, cujo sua floração é muito usada para decoração. É uma das plantas preferidas dos paisagistas ao projetar um jardim residencial. Pertence à família Rosaceae e sua origem é na Ásia – Japão. Sakura é o nome dado à cerejeira-ornamental, pelos japoneses.

Seu tronco tem a forma cilíndrica, delgado, curto e muito simples. A casca do tronco da árvore se apresenta na coloração marrom-acinzentada e rugosa.

O crescimento desta planta é considerado muito lento, pode crescer de 4 a 10 m de altura, mas normalmente ela para de crescer com 6 m, essa seria a altura média desse tipo de árvore.

A sua copa é arredondada e as folhas se apresentam na forma oval com as nervuras bem marcadas, já as bordas são serrilhadas e possuem uma tonalidade “bronzeada”. São verdes e se transformam em amarelo ou vermelho antes de caírem, na época do outono.

As flores são de cinco pétalas brancas levemente rosadas, de tamanho em torno de 3,5 cm de diâmetro, surgindo ao longo dos ramos em grupos de 3 a 5 com pecíolos longos e finos.

Diz-se que as árvores ficam “algum tempo em dormência” depois que as folhas começam a cair. Porque elas perdem as folhas no outono, mas começam a florir somente na metade do interno, quando estão completamente “peladas”. Nessa época, é possível admirar lindas flores brancas.

As flores surgem em grupos, normalmente de duas a cinco em cada um deles, a forma delas as classifica como inflorescências do tipo racemo. Apesar de toda beleza e esplendor, elas não possuem perfume e se apresentam de forma simples ou dobradas. Normalmente, a cor predominante é rosa porém, também podem ser vistas na cor branca, isso dependerá do tipo de cultivo dispensado a ela.

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Durante a época do verão surgem as cerejas, que atraem os passarinhos. Esses frutos são classificados como frutas do tipo drupa, possuem a forma globosa a ovoide, a casca muito brilhante de cor vermelha escura ou na cor preta. A polpa da cereja é carnosa e bem adocicada, e dentro está envolvida uma única sem sente. Porém, o cultivo para que sejam colhidas cerejas é mais difícil e raro de se concretizar.

A cerejeira-ornamental pode ser uma árvore frutífera ou simplesmente ornamental, deve ser cultivada, em ambos os casos, nas regiões frias do país, como no Sul e nas regiões com latitudes altas no Sudeste do Brasil.

A cerejeira usada na ornamentação de um jardim possui uma beleza incomparável, que vai se modificando ao longo das quatro estações do ano. É o tipo de árvore que é mais valorizada quando está isolada das demais, porém, isso não impede de usá-la em renques ou ao longo de alamedas, assim como plantar várias formando grupos, que dá a sensação de um pequeno bosque.

Outro lado positivo da cerejeira, tirando aquele estético, é que se trata de uma árvore que exige pouca manutenção. É o tipo de árvore que quase não exige nenhum tipo de poda, é necessária somente a retirada dos ramos doentes, dos secos e daqueles que não foram formados da maneira correta.

A cerejeira-ornamental é considerada a árvores símbolo do Japão, é tão importante nesse país, que quando está florindo atrai milhares de pessoas nas praças para contemplá-las. Os frutos são uma delícia e na cultura japonesa as flores são muito usadas para fazer chá. A árvore ainda é usada pelos japoneses na formação de Bonsai.

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Cultivo da cerejeira-ornamental
Apesar da cerejeira-ornamental gostar muito do frio é considerada uma planta de clima temperado, porque para que ela se desenvolva bonita e dê bons frutos, no caso daquela frutífera, ela necessita das estações do ano bem definidas. Isso é que garante também belas flores. Ela vai crescendo moderadamente e a sua floração é precoce.

Uma coisa que a cerejeira não suporta e pode acabar morrendo por esse motivo, é o encharcamento e as podas drásticas. Ela supera muito bem o frio intenso e até mesmo os períodos curtos de estiagem e as geadas. A sua forma de multiplicar é através de estaquia, enxertia e muito facilmente com as sementes.

Como plantar a cerejeira-ornamental
Para plantar uma cerejeira é necessário abrir um buraco no solo com o dobro do torrão. Em seguida, com uma pá própria para jardim, soltar a terra que está nas laterais e no fundo, isso é feito para que as raízes tenham o espaço suficiente para crescerem.

Depois é só cortar o vaso de cultivo com o podão de jardim, evitando danificar as raízes. Em seguida, usando um balde ou mesmo sobre uma lona no chão, misturar composto orgânico, de preferência, adubo animal de curral bem curtido (cerca de 1 quilo para cada uma das mudas). Coloque também farinha de ossos ou fosfato natural de rocha nessa mistura, cerca de 100 gramas de um ou de outro. Depois é só regar bem.

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Não esquecendo que esse plantio deve ser feito no inverno, em um momento de sol e que a chuva ajudará nessa fase inicial. Caso fique muito tempo sem chover, regue todos os dias até completar 15 dias do plantio.

É melhor plantar as mudinhas que ainda não tenham flores. Pode também optar por plantar uma árvore já florida, porém, nesse caso, o trabalho inicial deverá ser redobrado, pois tem que evitar quebrar ramos ou danificar a raiz na hora do plantio.

Adubação
Os nutrientes devem ser repostos no final do outono, a mistura deverá ser aquela mesma que foi recomenda para o plantio inicial. Faça a reposição ao redor da copa da árvore, criando um sulco de 15 cm. Depois de feita a fertilização, regue a planta.

Fique atento para eliminar logo as cochonilhas que podem atacar a cerejeira, neste caso, deverão ser usados defensivos verdes para protegê-la. Com o fim da primavera, e a planta em fase crescimento, os ramos já poderão ser podados para alinhar a copa. No inverno, porém, não o faça, pois isso poderia prejudicar o processo de floração.

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A magnólia pertence à família Magnoliacea e é originária da Ásia – China e Japão. Apesar de não ter suas raízes no Brasil, pode ser perfeitamente cultivada no nosso país, sem perder as suas qualidades e sua beleza.

Trata-se de um arbusto ou arvoreta de efeito espetacular, é conhecida por emitir flores muito grandes, na maioria das vezes quando a planta já não apresenta mais folhas, em pleno inverno.

É considerada como uma arvoreta porque possui um caule lenhoso muito ramificado, que se inicia bem próximo ao chão, mesmo sem elas, a planta é linda e uma ótima opção para ornamentação de um jardim.

As flores também podem aparecer em outras ocasiões, e não só no inverno, em determinadas regiões, porém, elas surgem em menor quantidade e com a planta mais cheia de folhas.

A sua copa tem a forma arredondada e possui um crescimento muito lento, porém a sua altura pode chegar a 25 m. As suas flores são fechadas e possuem o formato de uma tulipa, fazendo um belo efeito ornamental, com pétalas densas nas cores rosa, violeta ou branca.

Magnolia liliflora
Como cultivar
Em primeiro lugar é preciso saber em quais regiões o seu desenvolvimento é melhor. Obviamente, assim como a maioria das plantas, a magnólia prefere determinado clima, encontrado em determinada região.

Ela cresce melhor em regiões onde o frio do inverno é mais ameno, isto é, no caso do Brasil, nas regiões Leste e Sudeste. A magnólia é uma planta que gosta de sol e para cultivá-la é necessário ter um solo fértil com composto orgânico e que seja bem drenado.

Para fazer a propagação é necessário usar a estaquia de ramos e deve ser feita na primavera. Ela poderá ser podada para dar a forma que mais gostar.

A magnólia pode ser a “estrela” principal do jardim quando surgem as flores. Por isso, ela é muito usada para decoração e nos projetos. Porém, ela não recomendada para ser cultivada em gramados como uma planta isolada.

Não porque ela não possa ser plantada nesse contexto, mas que nesse caso ela perde um pouco da beleza das suas flores e folhas. Uma das melhores maneiras de usar a magnólia no jardim é colocá-la com um conjunto de folhagens verdes com folhas das mais diversas épocas.

Dessa forma, podemos combinar a cor das flores da magnólia com as cores de outras plantas, uma que sempre dá um efeito visual maravilhoso é quando é feito com as azaléias.

Além de toda a sua beleza, a magnólia exala um perfume agradável, uma coisa a mais que a torna ainda mais especial do que outras plantas, que são somente belas.

magnolia-grandifloraMagnolia grandiflora

Existe também um segundo tipo de magnólia, a magnólia glandiflora, que têm flores brancas e é cheia de folhas. As pétalas dessa tipologia de magnólia são bem abertas e a tonalidade delas fica entre a cor branca ou a cor creme, porém também podem ser encontradas nas tonalidades púrpuras.

O que há de comum entre a espécie de magnólia glandifora e magnólia liliflora é exatamente a época de floração, isto é, de quando aparecem as flores. Em ambos os casos, elas aparecem no inverno, quando o caule perde todas as folhas. É como se a folhagem desse lugar as flores.

Como foi mencionado acima, essa planta só cresce forte quando plantada em solo fértil. De preferência, ele deverá ser fortificado com matéria orgânica. Além disso, é necessário que esse solo seja permeável e tenha a tendência a ter alcalinidade. O solo mais indicado, com essas características é o solo areno-argiloso.

Por se tratar de uma arvoreta forte e vigorosa, a magnólia precisa de espaço uma da outra, para que o crescimento da copa e das raízes aconteça sem problemas.

magnóliaMagnolia liliflora

Uma das indicações da jardinagem para o plantio da magnólia é que ele seja feito junto com outros arbustos não decíduos. O projeto paisagístico perfeito para esse tipo de planta é aquele onde há a predominância do verde. Isto porque no inverno os galhos da magnólia não vão dar o efeito visual deslumbrante que pode ser observado em outras épocas do ano.

A planta aprecia sol e que plantá-la num local correto a fará uma bela planta, linda e saudável.

Essa não é uma planta para ser cultivada em regiões de frio intenso, mas sim frio ameno.

No inverno elas ficam muito floridas, mas não basta plantar magnólias e deixar para lá, é necessário fazer uma limpeza das plantas quando elas são adultas, isto é, as podas com regularidade, que são: as podas de formação (retirada de galhos fracos) e as podas de contenção

Elas podem ficar sem nenhuma folha no inverno, isso não quer dizer que ficando assim elas estão mortas ou prestes a morrer. Até porque, mesmo sem as folhas, a magnólia se mantém bonita e muito vistosa, pois o seu tronco é imponente. É de cor acinzentada e não reto, mas com curvas sinuosas, e as vezes as flores permanecem nele.

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ucuuba

A ucuuba é uma árvore de grande porte, cerca de 60 m de altura, comumente encontrada em lugares alagados, geralmente perto de igapós, que corre risco de extinção.

Pertence à família Miristicácea e ocorre na região amazônica do Brasil e também no Suriname, Guiana, Equador e Colômbia.

A árvore é nativa da várzea de toda a região amazônica estendendo sua ocorrência até o Maranhão e Pernambuco.

ucuuba1
O nome da arvore significa na língua indígena ucu (graxa) e yba (árvore. Uma árvore adulta pode produzir entre 30 – 50 kg de sementes por ano.

As sementes são ricas em gorduras (60 – 70%) e o rendimento em óleo∕sebo pode chegar até 50% por quilo de semente seca.

O crescimento da ucuuba no campo é rápido, podendo alcançar até 3 m em dois anos. A madeira dessa árvore é de excelente qualidade para compensados e laminados, o que está ameaçando intensamente o recurso florestal remanescente.

rosas balançando

Lophantera lactescens11
Também conhecida como lofantera a chuva-de-ouro é uma árvore considerada ornamental decídua, de uma bela floração, esta que é composta de belos cachos pendentes com uma floração dourada.

Possui um porte médio de crescimento, atingindo em torno de 5 a 10 m de altura. Possui um tronco bastante elegante, apesar de ser um pouco tortuoso, podendo ser de característica simples ou múltipla, conta com uma casca cinza esverdeada.

É importante salientar que a sua copa é arredondada, contando com um tamanho de mais ou menos 4 m de diâmetro. Normalmente a planta possui uma copa em formato cônico ou ainda piramidal. Seus ramos possuem uma coloração em tons azuis claros, estriados e pequenos calos avermelhados.

Características da chuva-de-ouro
A planta conta com uma série de cicatrizes foliares que são bastante aparentes, e as folhas deverão aparecer em coloração verde escura, glabras, simples e ainda com nervuras bem marcadas.

As suas flores são amarelas, e se reúnem em inflorescências pendulares. Seus frutos surgem como tipos de cápsulas e tem uma floração que acontece do mês de março a agosto.

Esta planta possui uma grande utilização paisagística, e conta sempre com uma aparência espetacular quando está florida. A planta ainda apresenta um crescimento bastante moderado sendo bastante adequada para a realização do plantio isolado ou também em grupos, procurando assim embelezar tanto parques como jardins, fazendo parte ainda de suas áreas degradadas, e ainda principalmente se estiverem próximas aos rios e também lagos.

A sua madeira possui uma coloração de mediana a escura, além de alaranjada e compacta, comumente utilizada para construção civil, além de marcenaria e ainda carpintaria.

Lophantera lactescens
Este tipo de planta deve ser cultivado em sol pleno, fértil, úmido além de enriquecido com matéria orgânica. É uma planta considerada tipicamente tropical e ainda não se desenvolve bem nos climas mais frios, se multiplica através de sementes.

A chuva-de-ouro sendo plantada de forma isolada ou também em pequenos grupos é um centro da atenção no seu jardim, durante toda a sua floração.

Além disto, no resto do ano a planta não fica para trás, já que oferece uma boa sombra fresca apesar de não ser muito densa. É uma planta que inclusive pode ser cultivada nas calçadas já que não tem raízes consideradas agressivas.

Como cultivar
Esta é uma planta que precisa ser cultivada através de sol pleno, além de solo fértil, que seja enriquecido de matéria orgânica e seja irrigado de forma regular.

A chuva de ouro também se adapta bastante em climas considerados subtropicais e tropicais de montanha. Assim que ela estiver com a sua plantação bem estabelecida este tipo de planta tem uma grande capacidade de tolerar grandes períodos de estiagem.

Este tipo de plantação se multiplica através das sementes, estas que precisam passar por um processo de quebra de dormência para que exista uma melhor germinação.

Este processo pode ser feito através de uma extração física das sementes ou ainda um processo de imersão em uma solução de ácido sulfúrico por no máximo 20 min.

Com este processo serão disponíveis sementes para plantar, e elas então deverão ser deixadas de molho na água por algumas horas ou de um dia para o outro antes de ser realizado este plantio.

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Decorando com a chuva-de-ouro
A chuva-de-ouro é uma planta bastante simples e também muito delicada. Suas pequenas flores de coloração amarela deverão servir principalmente de complemento para decorar buquês, utilizar em decorações, ou ainda ser utilizada em buquês de noiva. A sua beleza é bastante exposta.

Uma dica interessante é que esta planta se adequa muito melhor nos vasos que possuem uma boca estreita, devido aos formatos de seu caule. Precisa de umidade, por isso pode ficar em vasos de planta com terra para planagem e arranjos que durará por muito tempo.

Por ser uma planta que chama muito a atenção, até hoje ela possui destaque no mercado de floricultura e também de chás, a chuva-de-ouro – Lophantera lactescens -, pode ser encontrada já em floração, em brotos ou até mesmo em sementes para plantação, assim que cultivada ela irá germinar facilmente, pois se adapta ao terreno desde que não seja ácido, e com isto dentro de no máximo um ano aparecerão as bonitas flores coloridas no jardim.

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A tulipeira é uma árvore típica da África, pertencente à família das Bignoniaceae. Pode chegar até 24 m de altura se for cultivada de maneira correta, sendo que existem exemplares que chegarem até os 30 m.

Dependendo da região aonde ela vai ser cultivada, pode apresentar outros nomes populares como árvore-de-tulipas, espatódea, árvore-de-bisnagas, bisnagueira e tulipeira-africana.

É uma árvore ornamental, um ciclo de vida perene e lindas flores. Diferente da maioria das árvores grandes, essa crescerá muito rápido e por isso alcança a sua altura máxima tão rápido. O tronco é bem grosso, podendo ter até 50 cm de diâmetro, todo em uma madeira bem clara e mole. As folhas da tulipeira são grandes e com muitos folíolos.

As flores apresentam-se nas cores vermelho-alaranjado e amarelo e algumas ainda surgem inflorescências, mas depende muito da variedade da planta. A primeira floração da tulipeira vai demorar ainda 3 a 4 anos para acontecer, mas em compensação ela será bem numerosa o que garante que a duração seja maior também. Já os frutos são bem parecidos com vagens e possuem muitas sementes.

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É uma planta extremamente rústica e como ela cresce muito rápido, é indicado que seja cultivada apenas em locais mais aberto e com solo próprio para sustento de uma árvore de porte médio e que cresça rapidamente.

Podem ser cultivadas, jardins públicos, etc. Deve ser evitado o plantio em calçadas ou em terrenos superficiais, principalmente se tiver fiação ou encanamento por perto, pois as raízes dessa árvore com certeza vai destruir tudo.

Cultivo da Tulipeira
Cuidados devem ser tomados apenas com os locais abertos, pois essa planta atrai muita abelha e dependendo do ambiente onde ela é cultivada, pode gerar pequenos acidentes com esses insetos. Locais de muita transição de crianças e animais também deve ser evitado, porque ela possui alcaloides tóxicos.

A tulipeira deve ser cultivada em solo fértil, bem drenado e muito rico em matéria orgânica. A árvore pode ficar sob o sol pleno tranquilamente que ela se desenvolve bem. Como ela é uma árvore típica de clima tropical, ela não se dará bem se a região for muito fria. Os climas mais indicados para o cultivo da árvore são Equatoriais, Subtropicais e Tropicais.

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Multiplicação
Multiplica-se por sementes e estacas que germinam com facilidade. Usar terra comum de canteiro em caixotes ou direto em sacos de cultivo. Devido à sua grande capacidade reprodutiva, a tulipeira pode tornar-se invasiva em determinadas situações.

Materiais descartáveis, como caixas de leite longa vida também são excelentes para sementeiras de árvores, corte dois cantos no fundo da caixa para a saída das águas de regas

Para fazer mudas de espatódea pode ser usada a técnica de estacas de ramos, feita com enraizadores, após o inverno ou na estação das chuvas.

Retirar estacas de ponteiro, limpar as folhas de base e plantar em recipientes com substrato feito de casca de arroz carbonizada, areia ou vermiculita, mantendo a umidade e em cultivo protegido.

Após algum tempo notará que as gemas estão começando a se desenvolver, sinal que já houve a emissão de raízes.

Transplantar então para recipientes com substrato semelhante ao que recomendo para plantio, regando bem e mantendo ainda sob cultivo protegido.

Passo a passo bem rápido para possam fazer isso sem receio.
Passo 1: Cave um buraco na medida de uma mão fechada para colocar o seu torrão ou então as sementes.

Passo 2: Antes de recolocar a terra, faça uma mistura com adubo de animal de curral. 1 quilo desse adubo com composto orgânico é mais que necessário para planta uma árvore de tulipeira.

Passo 3: Ainda nessa mesma mistura, você deve acrescentar 200 gramas de adubo granulado do tipo NPK com a formulação de 10 para 10 para 10 e acrescentar ainda 100 gramas de farinhas de ossos.

Passo 4: Misture tudo muito bem e coloque parte no fundo da cova (antes de botar o torrão) e parte por cima do torrão, sempre fixando bem a terra para ela não ficar tão fofa e dificultar a germinação da sua árvore.

Passo 5: Regue bem.

Pronto, agora é só acompanhar o crescimento da sua tulipeira. Se você for plantar a sua árvore em uma época onde o clima está mais quente, antes de você colocar o torrão na cova, jogue um balde de água no fundo do buraco para que o substrato agregue bem ao torrão quando ele for colocado na terra. Caso não chova nos primeiros dias de plantação, regue a sua  muda de tulipeira.

Spathodea campanulata
Toxicologia
Como foi dito mais acima, a tulipeira apresenta alcaloides tóxicos, o que pode se tornar um grande problema para quem cultiva essa árvore. Por ser uma planta naturalmente bonita, ela vai chamar muito a atenção em qualquer lugar que possa ser cultivada e levando isso em consideração, a popularidade da planta acaba aumento.

Levar a tulipeira para ser cultivada em um ambiente aberto e com muita circulação de pessoas, pode ser arriscado acontecer pequenos acidentes de intoxicação feita através das folhas e flores da planta.

Caso qualquer parte da planta seja ingerida, havendo ou não sintomas de intoxicação, o mais indicado é que o doente seja levado imediatamente a um pronto socorro mais próximo para que seja feito o atendimento preventivo.

O ideal é que também seja levado uma amostra da planta ingerida para que os médicos possam analisar e saber qual medicação é a mais indicada para esse caso e também testar a quantidade da planta que foi ingerida.

Pragas
A umidade excessiva é um grande problema enfrentado pela tulipeira. Isso vai fazer com que apareça nas folhas e no caule, um fungo que deixará a planta com aparência de velha e murcha.

A identificação e bem simples, bastando observar a coloração da planta. Caso apareçam manchas na coloração amarronzada, as regas deverão ser suspensas, pois com certeza essa rega está sendo feita com uma frequência maior do que deveria.

O ideal é retirar as partes apodrecidas para não originar outros fungos no restante da planta sadia e sempre verificar se a adubação da tulipeira está devidamente em ordens.

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Todas as árvores que possuem importância estética são consideradas árvores ornamentais além de terem um valor funcional. Isso significa que com a presença delas um ambiente pode ficar mais bonito. Elas são usadas não só em jardins, mas principalmente, em áreas públicas, como parques, ruas, clubes, etc.

Existe mais de uma diferença entre uma árvore ornamental e as demais, são elas: o tamanho, o tipo de tronco, o formato das copas e a cor das folhas, entre outras características. Além disso, elas desempenham um papel de oferecer sombra nos lugares públicos ao mesmo tempo em que os decoram.

Uma árvore ornamental pode ser comprada já grande ou também pode ser cultivada a partir de uma semente, neste segundo caso, do cultivo até chegar a ficar grande será variável de acordo com a espécie.

Na hora de escolher uma árvore ornamental para o seu jardim dois fatores principais devem ser levados em consideração: o espaço que estará disponível para ela e o tipo de clima da região onde você mora.

Quando se compra uma árvore jovem ela poderá ser plantada com a “raiz nua” e isso poderá ser feito tanto em um vaso como com um torrão. As espécies consideradas jovens têm as medidas variando entre 8 a 10 cm ou entre 18 a 20 cm.

Ao adquirirem uma árvore ornamental jovem observem como está a estrutura da mesma, se tiver boa significa que ela crescerá sem problemas, ao contrário, é melhor não comprá-la. Porém, não é uma identificação fácil de ser feita por quem não entende de jardinagem.

Quando a árvore está “normal” o torrão tem que está bem guardado com uma rede. E na hora movê-la é necessário muito cuidado. Por isso, não é indicado comprar uma árvore já grande, é melhor tê-la jovem, que é mais fácil de manuseá-la do que arriscar de perder uma “madura” na hora de fazer o plantio.

Quando se adquire uma árvore ornamental jovem é de extrema importância consultar qual o tamanho que ela irá atingir para que seja reservado a mesma um espaço ideal. Outro fator que nos faz precisar dessa informação é que o tamanho indica a densidade de outras espécies que deverão ser plantadas próximas a ela.

Se você está querendo adquirir uma árvore pensando na sombra que ela fará depois de grande, saiba que as folhas são determinantes e podem ser perene ou caduca. Algumas delas poderão ter a vida mais longa que a nossa. Podemos citar dos exemplos mais comuns: os ciprestes e os pinheiros.

Principais características de algumas árvores ornamentais

Albizia_julibrissin
1- Albizia (Albizia julibrissin): é muito cheirosa e tem um cresce rápido. As suas flores são um show a parte, com textura macia e com pequenos pelos brancos e róseas fazendo a forma de um pompom. Pertence à família Fabaceae e ocorre na Ásia, África, América e Austrália.

Koelreuteria Paniculata
2- Coreutéria (Koelreuteria paniculata) : é uma árvore ornamental considera de pequeno podendo chegar a médio porte, uma vez que altura máxima pode ficar entre 6 a 17 m. Sua origem é do Japão, Coreia e China. Pertence à família Sapindaceae.

salix-babylonica
3- Salgueiro-chorão: na verdade esse tipo de árvore definido como ornamental é um resultado de hibridização do cultivo de Salix babylonica. É uma árvore nativa do norte da China, mas cultivado há milênios em vários locais da Ásia, tendo sido disperso pelo homem ao longo da rota da seda até à Babilônia, daí o seu nome científico.

Canafístula
4- Canafístula (Peltophorum dubium): as suas flores fazem bonito na decoração e na América do Sul é muito usada nas ruas e praças das cidades. Ela é de porte grande chegando a 40 m de altura como máximo e como mínimo 15 m. Pertence à família Fabaceae.

Mulungu-do-litoral
5- Mulungu-do-litoral (Erythrina speciosa): é uma árvore ornamental considera uma das mais bonitas, as suas flores parecem tomar forma de um candelabro e são nas cores vermelho-vivo. Pertence à família Fabaceae e originária da América do Sul – Brasil.

Mimosa flocculosa

6- Bracatinga-rósea (Mimosa flocculosa): arvoreta ramificada de folhas verde-prateadas, nativa do Brasil, fazem parte da família Fabaceae.

Terminalia catappa-
7- Amendoeira-da-índia (Terminalia catappa): além de ser uma árvore ornamental tem poderes medicinais e também entra nos alimentares. Pertence à família Combretaceae e sua origem é asiática.

pitangueira1
8- Pitangueira (Eugenia uniflora): além de ser ornamental dá o fruto conhecido como pitanga, que são perfumados e doces. Pertence à família Myrtaceae e origem da América do Sul – Argentina, Brasil e Uruguai.

pinheiro-de-buda
9- Pinheiro-de-buda (Podocarpus macrophyllus): pode chegar até 20 m de altura, tem as folhas perene e é ereta, uma árvore muito apreciada por quem faz paisagismo. Pertence à família Podocarpaceae e originário da Ásia – China e Japão.

Cupressus lusitanica
10- Cedrinho (Cupressus lusitanica): é uma árvore ornamental que se apresenta na forma de copa piramidal e também é muito usada para enfeitar praças e ruas. Ela deve ser podada para ter ares de arbusto. Pertence à família Cupressaceae e originário da América Central, América do Norte e México.

Grevillea_lanigera
11- Grevílea (Grevillea banksii): diferente da grande maioria das árvores ornamentais essa é perfeita para pequenos jardins pelo porte, que fica entre 4 a 6 m de altura. As suas folhas são afiladas e como se fossem recortadas na cor verde acinzentado e com umas manchinhas brancas na parte de trás. Pertence à família Proteaceae e originária da Austrália.

Magnólia
12- Magnólia (Magnolia liliflora) : é uma árvore ornamental muito popular e que faz um efeito visual como poucas, graças as suas enormes flores, que resistem até mesmo o inverno, mesmo quando as folhas já caíram. Pertence à família Magnoliaceae, originária da Ásia – China e Japão.

Bem, já perceberam que pela imponência e utilidade, as árvores ornamentais são obrigatórias em qualquer paisagismo. Elas são um atestado de maturidade de um jardim e atuam como vegetação estrutural.

Mas lembrem-se, elas devem também ser escolhidas com muito cuidado, levando em conta a longa permanência no local e com paisagem em torno; o tamanho das suas copas, a caducidade de suas folhas, o tipo e desenvolvimento de suas raízes, a coloração das suas folhas e troncos e flores, as culturas e lembranças de épocas e locais, com uma história de vida ou com um compromisso com a natureza.

folhasaovento

Ficus lyrata

O Ficus é uma árvore tropical da família Moraceae e sua origem é do sudeste asiático e pode chegar a 12 m de altura. Existem centenas de variedades de Ficus. Algumas são mais apropriadas para a cultura do bonsai, como F. benjamina, F. retusa, F. microcarpa, F. nerifolia ou F. carica.

É uma árvore muito popular, utilizada principalmente na decoração de ambientes internos.

Adapta-se muito bem às condições climáticas, igualmente tropicais, do Brasil e aceita passar algum (pouco) tempo no interior (sempre perto de uma janela).

O Ficus aceita muitos erros dos principiantes, por ser uma árvore forte e com fácil brotação. Também se desenvolve bem rápido.

Plantada em vasos, também pode ser conduzida como arvoreta ou arbusto. Seu caule flexível permite que se realize trançamentos quando jovem, o que lhe dá um charme todo especial.

Além disso, é muito visada em trabalhos de topiaria, adquirindo belas formas arredondadas e compactas. Suas características a tornam bastante apropriada também para a arte do bonsai.

Ficus bonsai
A única dificuldade que apresenta, é quanto ao frio extremo, por isso, em invernos rigorosos (abaixo de 12º), pode-se recolhê-lo ao interior, mas procurar manter uma umidade elevada (borrifar) e boa luminosidade (próximo a uma janela).

Infelizmente, devido a sua popularidade, o ficus vem sendo implantado em locais impróprios, como em calçadas, ruas e próximo a muros e construções.

Com o desenvolvimento da árvore, as raízes agressivas acabam provocando grandes danos às estruturas e tubulações subterrâneas, de forma que já é proibido o seu plantio em diversas cidades. Todo cuidado é pouco ao podar o ficus, sua seiva leitosa é tóxica e pode provocar irritações e alergias na pele.

Seu cultivo deve ser a pleno sol ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente.

É uma planta bastante rústica, mas quando plantado em vasos, em interiores (residências, escritórios), não aprecia mudanças de lugar, correntes de ar frio, encharcamentos e ar-condicionado.

Quando estressado por estes fatores é comum que suas folhas amarelem e caiam, mas pode rebrotar com vigor depois de resolvido o problema.

Quando envasado deve ser adubado mensalmente na primavera e verão (muito pouco ou nada no inverno), e transplantado para um vaso maior uma vez ao ano.

Sua multiplicação é feita por estacas lenhosas e sementes.

Rega
* Deixe secar a terra entre duas regas. O ficus suporta um solo um pouco seco, sobretudo no inverno (regiões frias). Mas não exagere. No verão, pode-se regar com mais frequência;

* O ficus exige uma grande umidade atmosférica. Se colocá-lo no interior da casa, procure manter uma higrometria elevada.

Poda
* A poda de manutenção pode ser feita durante todo o ano. Pode um galho após este emitir 7 a 8 folhas, deixando três;

* Faça a poda de estrutura (mais drástica) durante o período de menor crescimento (inverno);

* Pode-se podar as folhas de duas maneiras: Desfolha no início da primavera (outubro e novembro), exceto com o F. benjamina. No geral, é melhor podar apenas as folhas maiores, buscando uma melhor proporção foliar.

ficus-benjamina
Seiva do Ficus
Durante a poda, o Ficus libera o látex, uma seiva branca e pegajosa. O “sangramento” acaba após alguns instantes.

Aramação
Não existe um período obrigatório para a aramação. Retire o arame após 5 semanas, mas não deixe de verificar constantemente se não está se incrustando no tronco. O crescimento do Ficus é muito rápido. Cuidado.

Se o seu Ficus produz folhas muito grandes, é porque o adubo utilizado contém muito nitrogênio. Neste caso, deixe de adubar algum tempo e depois recomece com um adubo mais equilibrado. Recomenda-se adubar com NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) na proporção 10-10-10. Não deixe de, uma vez ao ano, repor micronutrientes no solo.

Multiplicação
O Ficus é uma das plantas mais fáceis de multiplicar por estaquia. Basta cortar um ramo e plantar em substrato drenante com ou sem hormônios enraizantes.

Curiosidades
O Ficus tem como característica emitir raízes abundantes, inclusive aéreas. Use essa característica para cultivar bonsai em estilos interessantes, como raiz exposta e raiz sobre pedra.
Por causa do crescimento vigoroso das raízes, não é indicada para calçadas.

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Castanea-sativa-01

Planta da família Fagaceae e originária da Europa. Trata-se de uma árvore de porte grande, cerca de, 20 a 30 m de altura e de grande valor ornamental.

Sua copa é arredondada e o tronco liso quando a planta é jovem, à medida que vai envelhecendo torna-se fendido na superfície. As folhas são lanceoladas, com bordos denteados e veias salientes.

As flores diferem-se em masculinas e femininas. As masculinas são amareladas ou brancas e assemelham-se a pequenos rabos de gato. As femininas são menos numerosas e protegidas por espinhos.

Os frutos são na verdade as castanhas e se apresentam em número de um a três, guardadas por um invólucro espinhoso, conhecido por ouriço. São muito saborosos e apreciados em diversos pratos, cozidos, assados ou crus. A floração e a frutificação ocorrem no outono.

Devido ao grande porte, a castanha-portuguesa presta-se para áreas também grandes, como parques e jardins extensos. Para a produção de castanhas, é necessário o plantio de mais de uma árvore, pois não realiza a autopolinização.

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Sua madeira é muito resistente e rica em tanino, e é utilizada na indústria de móveis, couros, tonéis e na construção civil. O florescimento exuberante da castanheira atrai abelhas.

Seu cultivo deve ser sob sol pleno, em solos arenosos e profundos. É tolerante a solos ácidos e a seca, quando bem estabelecida.

Sendo uma árvore de clima mediterrâneo, adapta-se a uma ampla faixa climática, de temperados a tropicais. Sua multiplicação é feita por sementes plantadas logo após a colheita.

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