Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • Archive for the ‘Árvores e Palmeiras’ category

    ipê roxo

    Não há nenhuma dúvida de que todas as árvores são úteis porque melhoram o ar que respiramos através da fotossíntese com a liberação do oxigênio. Nas cidades do mundo moderno, elas são cada vez mais necessárias, visto que a grande circulação de veículos polui o ar, trazendo doenças à população.

    Em cada canto do planeta, irresponsavelmente, grupos e pessoas desmerecem a natureza deteriorando o ar, a terra e o mar…

    Para combater este mal silencioso que se alastra por todo o planeta, temos que entender que a responsabilidade é de cada um de nós. Devemos ter a consciência da limpeza ambiental que nos é tão essencial à vida!

    Um dos bons métodos de ajudar a natureza é o plantio de árvores. Elas servem como alimentos para toda a criação; desde pássaros até animais de grande porte, inclusive o homem que se serve dos seus frutos. Servem como materiais para construção de casas, para a indústria de papel, de embalagens e utilidades medicinais.

    Algumas espécies são especiais para uso paisagístico devido a sua beleza, como os Ipês amarelos, roxos e rosas que tem abundante floração. A floração do Ipê roxo é a mais abundante e a mais longa, chega a durar quarenta dias. A sua cor é um rosa arroxeado e sua floração é no começo do inverno (fim de maio a junho). O Ipê rosa tem o porte um pouco menor, flores em tons mais desmaiados e a floração dura aproximadamente quinze dias como o Ipê amarelo que floresce no começo de setembro, no prenúncio da primavera…

    O Ipê é considerado árvore símbolo nacional no Brasil…

    O Ipê amarelo, Tabebuia chrysotricha – pode ser plantado em dois tipos de áreas: terrenos úmidos, o vulgarmente chamado Ipê do brejo e em terrenos mais secos o popular Ipê amarelo. A floração se dá desde o fim de agosto até o fim de setembro. O fruto que dará origem a novas sementes aparece de outubro a novembro. É considerada árvore nacional porque ocorre desde o Ceará, Bahia, Minas, São Paulo e Santa Catarina nas florestas de Mata Atlântica e algumas capoeiras em áreas do cerrado.

    Utilização do Ipê: embora lamentando o seu corte, temos que reconhecer que a madeira pesada e dura do Ipê é de alta resistência e longa durabilidade, sendo própria para mobiliário, assoalho, batentes e até instrumentos musicais.

    Uma curiosidade e lição a respeito de tratamento de árvores: em Berlim, na Alemanha, há alguns anos foi feita uma intensa arborização urbana, onde as árvores são numeradas e dotadas de um chip para controle de sua evolução. Para evitar depredações elas possuem uma grelha protetora por onde passa a chuva e a adubação e ao mesmo tempo impede depredação ou pisoteio de pessoas inconscientes.

    Se você tiver possibilidade, plante uma árvore, de preferência um Ipê. Se não puder, plante um arbusto em uma jardineira na janela do seu apartamento.

    violetas2

    arvores_submersas

    Como estamos no final do inverno, é a época ideal para o plantio de árvores em geral e especialmente as frutíferas, pois elas estão no estado de dormência o que garante uma rebrota certa e saudável.

    Com o advento da primavera em setembro, elas estarão com as raízes fortes para a brotação e formação de futuros frutos.   Ao se plantar uma árvore deve se atentar para espécies adequadas a cada situação. Para reflorestamento devem ser plantadas em triângulos sucessivos e desencontrados, para que todas recebam iluminação e possam se desenvolver adequadamente.

    Para formação de um pomar é preciso deixar bastante espaço (8m) para Abacateiros e Mangueiras. As Jabuticabeiras devem ficar isoladas para ter acesso fácil na frutificação e porque são as rainhas dos pomares brasileiros.

    As plantas cítricas (Laranjas, limões, etc) devem ficar juntas. Goiabeiras, Araçás e Acerolas, que são de porte médio também podem ser na mesma área com distância de 5/6m de tronco a tronco. Grumixama, Cabeludinha, Amora, etc são espécies que são plantadas como segunda opção, se houver espaço suficiente.

    Se você quiser uma árvore na calçada deve escolher uma espécie de porte médio, que não atinja muita altura (para não afetar a fiação) e que não possua raízes tão grandes que possam levantar e danificar os pisos, causando acidentes (tropeços nos transeuntes da calçada). Nesse caso as espécies mais adequadas são: Bauhinia galpini, Brunfelsia uniflora (necessita muita água), Calliandra haematocephala, Cássia macranthera e bicapsularis, Murraya exótica, Tabebuia avellanedae, Aldrago e Houvenis dulcis (uva japonesa excelente para pássaros).

    Se tiver uma área maior recomendamos o plantio de Piracantha, pois suas frutas atraem grande quantidade de pássaros.

    Ao se plantar uma árvore já formada e adulta deve-se atentar ao preparo da cova e plantio conforme o desenho explicativo. Esta cova se for preparada e adubada com bastante antecedência (Julho para plantio em Setembro) deve-se abrir a cova em profundidade de 1m x 1m, colocar calcário 300 gramas, esterco de curral para cobrir o fundo, npk 4-14-8 e tornar a fechar a cova com terra misturada com 1/3 de areia, molhar 2/3 vezes e abrir novamente a cova somente na época do plantio.

    Plante uma ou mais árvores com este tipo de cuidado e você estará cooperando para melhoria da qualidade de vida no nosso planeta!!!!!!!!!

    árvores

    lagarta_palmaceas03

    Com o final do inverno, o aquecimento da temperatura e o advento da primavera, devido ao desequilíbrio ecológico urbano, há uma explosão na população de insetos e micro-organismos.

    Se possui palmeiras e coqueiros na composição do seu jardim, saiba que é nessa época que as lagartas aparecem sobre as folhas e causam estragos ao paisagismo.

    Infestação de lagartas nas palmáceas
    As lagartas da espécie Brassolis sophorae conhecida como lagarta-das-folhas ou lagarta-do-coqueiro se alimentam principalmente de brotos e folhas jovens e macias das palmeiras e coqueiros e se propagam rapidamente em regiões de clima quente. Como as lagartas destroem suas folhas, deixam apenas as nervuras, as plantas passam a absorver menos nutrientes do solo e deixam de ser vistosas.

    Controle natural de lagartas nas palmáceas
    O controle natural das lagartas que atingem especialmente as palmáceas é feito pelos pássaros que se alimentam destes insetos.

    Portanto, um tipo de controle natural sugerido é o plantio de árvores nativas silvestres e frutíferas como a cereja do Rio Grande, as amoreiras, pitangueiras, jabuticabeiras, entre outras espécies. Essas árvores atraem pássaros que, além de se alimentarem com os frutos, alimentam-se também de lagartas, mantendo o equilíbrio ecológico no seu jardim.

    Controle químico de lagartas nas palmáceas
    Como muitas vezes plantar esses tipos de árvores não é possível, abaixo estão três técnicas com produtos químicos que podem ser aplicados, começando pelo mais inofensivo:
    1 – Em um pequeno saquinho de filó, ou em um pé- de- meia coloque uma pastilha desodorizante de vaso sanitário, à venda nos mercados, acrescente de quatro a seis bolinhas de naftalina e amarre o saquinho no alto do coqueiro. Entre 30 e 40 dias a pastilha e a naftalina estarão dissolvidas e as lagartas fugirão do forte odor.

    2 – Amarre com barbante um retalho de estopa com pó de veneno para lagartas, à venda nas lojas especializadas, onde as folhas nascem.

    3 – Compre nas lojas do ramo, produto líquido ou em pó para extermínio de lagartas. Prepare a medida certa na bomba pulverizadora. Use óculos, máscara protetora e uma escada para pulverizar o local.

    4 – Contra brocas em palmeiras e coqueiros, limpe bem o local com canivete, tirando tudo que for possível. Aplique então produtos comerciais para eliminar brocas, depois tampe com argila ou massa de barro para que o produto penetre na seiva.

    borboletas azuis

    Salgueiro-Chorão

    Nome Científico: Salix x Pendulina
    Nome Popular: Salgueiro-chorão, Salso-chorão, Chorão
    Família: Salicaceae
    Origem: China
    Ciclo de Vida: Perene

    Os Salgueiros-chorões atuais mais difundidos como árvores ornamentais são resultantes da hibridização entre a cultivar Salix Babylonica ‘Pendula’ com Salix  Alba, originando Salix x Sepulcralis, e com Salix Fragilis , originando Salix x Pendulina. Sendo que Salix x Sepulcralis é um híbrido mais indicado para terrenos secos, enquanto que o Salix. x Pendulina é mais apropriado para terrenos úmidos. De porte médio, sua altura máxima varia de 10 a 25 metros. O caule é elegante, podendo ser tortuoso, com madeira frágil e casca parda-escura que racha com o passar dos anos. A copa arredondada é formada pelo conjunto de ramos longos e flexíveis, que chegam a tocar o solo.

    As folhas são simples, caducas, dispostas em espiral, lanceoladas, acuminadas, com margens serrilhadas e pêlos na página inferior. As folhas apresentam cor verde a verde amarelada na página superior e glauca na inferior, dependendo da cultivar. As flores surgem na primavera, elas são pequenas, esverdeadas, reunidas em inflorescênsias do tipo amentilho.

    Planta dióica (com sexos separados). O fruto é do tipo cápsula. O Salgueiro-chorão é uma árvore de cultivo milenar e grande impacto por sua folhagem pendente e muito diferente de outras espécies. Geralmente é plantada isolada, como ponto focal e remete a um certo misticismo, melancolia e contemplação.

    Os longos ramos balançam graciosamente com o vento, como uma cabeleira. Ela é procurada para plantio junto a lagos e rios, onde suas folhas podem tocar suavemente a superfície da água e até seu reflexo é ornamental. No entanto, não é um espécie apropriada para plantio próximo a tubulações de água, esgoto, tanques ou piscinas, pois suas raízes invasivas podem danificar a estrutura dos mesmos.

    Seu crescimento é rápido, mas infelizmente não é uma árvore muito longeva. Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica, úmido a bem drenável e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio. O salgueiro-chorão vai bem tanto em solos secos, tolerando curtos períodos de estiagem, como em solos muito úmidos, inclusive ajudando a absorver o excesso de água. Não tolera ventos fortes e sofre com geadas. Multiplica-se por estaquia e alporquia.

    árvores

    Cupressus Lusitanica

    Nome Científico: Cupressus Lusitanica
    Nome Popular: Cedrinho, Cedro, Cedro-do-Buçaco, Cipreste,
    Família: Cupressaceae
    Origem: América Central e México
    Ciclo de Vida: Perene

    O Cedrinho é uma árvore de copa piramidal a colunar muito utilizado na ornamentação urbana, principalmente podado, adquirindo porte arbustivo, para uso em sebes. Apesar do nome popular “Cedrinho”, é na verdade um cipreste. Sem podas alcança de 20 a 30 metros de altura. Suas folhas são em escamas, ovaladas, acuminadas, aromáticas, perenes e de cor verde-acinzentada. Por se tratar de uma espécie monóica, apresenta flores masculinas e femininas na mesma planta.

    As inflorescências femininas são cones globosos e axilares, enquanto que as masculinas são cones cilíndricos e terminais. Os frutos apresentam 6 a 8 escamas apiculadas e têm cor cinza-esverdeada quando imaturos, sendo que à medida que amadurecem se tornam marrons. As sementes são marrons, pequenas e aladas. Esta é uma bela conífera para praças e parques, onde a forma natural de sua copa pode se desenvolver plenamente e ser apreciada.

    Mas a natureza fez este cipreste versátil, de ramagem ramificada, densa e tolerante à podas, na medida para a formação de ótimas cercas-vivas. Além disso, é também bastante apropriado para a formação de quebra-ventos em fazendas, onde protege cultivos e criações. Produz madeira clara, leve e de baixa densidade, porém de textura fina e alta estabilidade dimensional (não encolhe, empena ou racha). Ao contrário do alburno, o cerne apresenta excelente durabilidade, o que justifica seu uso em aplicações nobres como na indústria naval e moveleira. Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo permeável e irrigado periodicamente nos primeiros anos após implantação.

    Planta tropical de altitude, aprecia o clima ameno, a umidade ambiental e não é indicado para regiões litorâneas ou de altitude menor que 600 metros. Rústico, vai bem em solos pobres, rasos ou erodidos e é tolerante a poluição, ventos e períodos curtos de estiagem. Não resiste ao frio intenso. Multiplica-se por sementes.

    flores-lilás

    canforeiro
    Nome Científico:
    Cinnamomum Camphora
    Nome Popular: Canforeiro. Arvore de Cânforo
    Família: Lauraceae
    Origem: Oriente
    Ciclo de Vida: Perene

    O canforeiro é uma árvore pertencente à família Lauraceae e ao gênero Cinnamomum, o mesmo da árvore que produz a canela. Esta árvore é nativa de algumas regiões do Extremo Oriente, particularmente do Taiwan, do Japão e da China meridional. Esta árvore é a origem da cetona conhecida como cânfora, uma substância branca, cristalina, com um forte odor característico e obtida a partir da seiva.

    A extração é feita pela oxidação do pineno (parte principal da essência de terebentina). É uma combinação acíclica. Apresenta-se em grandes massas brancas, grano-cristalinas, translúcidas de cheiro particular penetrante e de um sabor um tanto amargo. É pouco solúvel na água, dissolvendo-se facilmente no álcool, éter e demais solventes orgânicos. Volatiliza-se desde a temperatura comum.

    É usada na fabricação de celulóide e de pólvora sem fumaça. Conhecida desde a antiguidade, a cânfora é utilizada como incenso e no preparo de medicamentos. Extrai-se a cânfora submetendo-se a madeira, a casca e as folhas pulverizadas da canforeira a destilação por arraste de vapor.

    A cânfora é uma substância sólida à temperatura ambiente, de textura cerácea e aroma forte e penetrante. É usada principalmente como inseticida e repelente de traças.

    55

    urucum


    Nome Científico:
    Bixa Orellana
    Nome Popular: Urucum, urucuzeiro, colorau
    Família: Bixaceae
    Origem: América Tropical
    Ciclo de Vida: Perene

    O Urucum é uma arvoreta exuberante, seja pela beleza de suas flores, seja pelos seus vistosos cachos de frutos. Originária da região amazônica, suas sementes são muito utilizadas pelos índios para tingir a pele e os cabelos. Suas folhas são em formato de coração, com a ponta afilada, glabras, alternadas e sustentadas por longos pecíolos. As inflorescências são compostas de muitas flores brancas, levemente rosadas ou róseas.

    Os frutos são cápsulas ovóides a globosas, deiscentes e de coloração marrom-avermelhada que encerram numerosas sementes pequenas e ricas em corante vermelho, conhecido como Bixina. Floresce nos meses mais quentes do ano. O Urucum é muito rústico e pode ser conduzido como arbusto ou árvore, podendo alcançar até 9 metros de altura. Seu corante tem larga utilização na indústria alimentar, farmacêutica, cosmética, de tintas e tecidos.

    Na cultura popular também é conhecido pelas suas propriedades fitoterápicas, com ações expectorantes, antibióticas, antiinflamatórias, entre outras. A madeira é de qualidade mediana e é aproveitada localmente. Devem ser cultivadas sob sol pleno, em solo fértil, bem drenado, e enriquecido com matéria orgânica.

    Árvore tipicamente tropical, não se adapta a países de clima temperado. Não tolera frio ou geadas. Multiplica-se por sementes e por estaquia.

    linha de flores

    palmito-jussara

    Nome científico: Euterpe edulis
    Família: Palmae

    Ocorrência: ocorre do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul em toda a Mata Atlântica.

    Importância: comestível e ornamental.

    Ecologia da planta: é uma espécie esciófita; mesófita ou higrófita (vive em ambiente úmido) ocorre em floresta pluvial Atlântica; a dispersão das sementes se dá por pássaros (ornitocoria); gosta de clima quente e úmido, na bacia do Paraná ocorre nas formações vegetais higrofitas principalmente em matas ciliares.

    Propriedades: árvore de interesse na exploração do palmito, sua madeira pode ser utilizada, desde que em ambiente seco, muito dura e resistente; tem sido utilizada em paisagismo, mas seu uso principal se dá em áreas de plantio monocultural, visando a exploração comercial do palmito.

    Cultivo: as sementes germinam logo que os frutos se abrem e inicia-se a dispersão, devem ser colocadas sob sombreamento de 50% em serragem ou solo rico em húmus, as sementes germinam irregularmente por um período de 7-40 dias. As mudas devem ser transplantadas para os sacos plásticos ou em tubetes 40mm; estão prontas para serem plantadas no campo em 5 meses.

    Descrição botânica: árvore de 10-15 metros de altura; com estirpe de 10-20 cm de diâmetro, regularmente anelado. As folhas pinatipartidas têm 1,0-1,5 metros; fornece frutos do tipo drupa elíptica arredondado.

    Fenologia: floresce nos meses de setembro a dezembro, os frutos amadurecem de abril a agosto.

    Outras informações: o palmito-juçara tem sido explorado com fins comerciais há muito tempo, no interior do estado de São Paulo encontra-se extinto em florestas naturais. É necessário incentivar as áreas de plantio, e não consumir produtos frutos de exploração predatória.

    jardineiro1

    Enterolobium Contortisiliquum

    Nome Científico: Enterolobium Contortisiliquum Nome Popular: Tamboril, timburi, timbaúva, orelha-de-macaco, orelha-de-negro, tambori, timbíba, timbaúba, timboúva, timbó, tambaré, ximbó, orelha-de-preto, tamburé, pacará, vinhática-flor-de-algodão, araribá, árvore-das-patacas
    Família: Fabaceae
    Origem: América do Sul
    Ciclo de Vida: Perene

    O tamboril é uma árvore decídua e frondosa, que alcança de 20 a 35 metros de altura e de 80 a 160 de diâmetro de tronco. Suas folhas são alternas, bipinadas (recompostas), com 3 a 7 pares de pequenos folíolos oblongos. Apresenta copa ampla, com ramificação cimosa e raízes longas e calibrosas.

    As inflorescências surgem na primavera e são do tipo capítulo, globosas, com cerca de 10 a 20 flores brancas. Os frutos que se seguem são vagens, recurvadas e semilenhosas, em formato de rim ou de orelha, o que rendeu a esta espécie diversos nomes populares. Eles surgem verdes e se tornam pretos em junho e julho, quando amadurecem. Cada fruto pode conter de 2 a 12 sementes, brilhantes e de cor marrom. O tamboril ocorre naturalmente em florestas pluviais e semidecíduas do norte ao sul do Brasil. É uma árvore que fornece boa sombra na primavera e verão e perde suas folhas no inverno, deixando a luz do sol passar.

    Desta forma ela é bastante apropriada para arborização de regiões com estações bem marcadas. É uma espécie pioneira, de rápido crescimento inicial e muito rústica, apropriada para áreas de reflorestamento. Sua madeira é leve, macia, pouco resistente e utilizada para o fabrico de canoas, caixotaria em geral, brinquedos, compensados, etc. As saponinas encontradas nos frutos e na casca são aproveitadas para produção de sabões.

    Estas saponinas dos frutos também são responsáveis por intoxicações em herbívoros, que ocorrem geralmente durante a escassez de alimentos. Deve ser cultivada sob pleno sol, em solo fértil, preferencialmente úmido e irrigado no primeiro ano de implantação.

    Multiplica-se por sementes. Após a quebra da dormência com desponte, escarificação, ácido sulfúrico ou água, as sementes germinam em 10 a 20 dias. Elas devem ser semeadas em saquinhos preparados com solo adubado. Após 4 meses em viveiro, sob meia-sombra as mudas já podem ser plantadas no local definitivo.

    árvore1

    Apidosperma Nitidum
    Nome Científico: Apidosperma Nitidum
    Nome Popular: Carapanaúba, Canela-de-Velho
    Família: Apocynaceae
    Origem: Brasil
    Ciclo de Vida: Perene

    A Carapanaúba é uma árvore de tronco sulcado e retilíneo, com até 25 m de altura e diâmetro de 40 a 60 cm. É encontrada em florestas, em toda a região amazônica até o sertão baiano, em Goiás e no Triângulo Mineiro, sendo praticamente indiferente às condições físicas do solo.

    Possui, anualmente, quantidade regular de sementes, disseminadas facilmente pelo vento. Dá frutos em agosto e setembro. Recebe nomes populares como cabo-de-machado, canela-de-velho e peroba-de-rego. O nome Carapanaúba significa madeira de carapana (mosquito), por causa dos buracos em seu tronco. É encontrada em toda a Floresta Amazônica de terra firme, mas, na mata alta inundável da região amazônica, ocorre outra espécie de características praticamente idênticas a essa, a Aspidosperma Carapanauba.

    O seu óleo é utilizado pelos caboclos contra a malária e como anticonceptivo. Embora a madeira da Carapanaúba seja pesada e dura, é muito pouco resistente, mas é fácil de trabalhar, servindo principalmente para a confecção de cabos e ferramentas.

    Seu tronco muito utilizada no paisagismo e na decoração para fazer centro de mesas, bancos e suporte de plantas epífitas e orquídeas.

    magnólia