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  • Archive for the ‘Adubos e Substratos’ category

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    As soluções fertilizantes, em decorrência da maior concentração desse ou daquele macroelemento, podem ser de vários tipos, o que se expressa por três números: o 1º indicando a concentração do nitrogênio, o 2º do fósforo e o 3º do potássio.
    Assim a fórmula 18-18-18 ou 20-20-20 é aquela em que os três elementos estão equilibrados. Na fórmula 30-10-10, o teor de nitrogênio é três vezes mais alta que o do P ou do K, perfazendo a fórmula 50% de elementos fertilizantes.
    Ela é recomendada para as plantas novas (seedlings) desde a germinação até a primeira floração. Também é usada para estimular a brotação de plantas adultas e especialmente recomendada nas culturas de folhagens.
    Na fórmula 10-30-20, vê-se uma predominância do fósforo, sendo muito usada na preparação da floração.

    Do exposto acima podem-se resumir as condições para escolha da adubação foliar:
    a) fase do crescimento ou na brotação - A fórmula mais adequada é a que,no balanço dos nutrientes, o nitrogênio predomina (30-10-10), podendo-se intercalar uma fórmula, isto é, pulverizar ora com uma nitrogenada, ora com uma fosfatada, tendo em vista que o fósforo favorece o desenvolvimento do sistema radicular.
    b) fase de floração -
    É a que antecede à floração, nesta fase é fundamental um maior percentual de fósforo, elemento básico das boas floradas (10-30-20).
    c) fase de frutificação - É a que segue a floração, sendo nutriente fundamental o potássio. É pouco usada na floricultura.

    Modo de usar:
    A aplicação deve ser criteriosamente feita para seu melhor aproveitamento.
    De início impõe-se a regra básica do uso da fórmula certa, em época certa e com a regularidade necessária para que a planta se adapte.Devem-se usar os pulverizadores habituais, capazes de produzir um leque de gotículas bem finas, que molhem uniformemente as duas faces da folha.

    Por uma questão pura de economia do adubo, deve-se evitar um excesso de molhagem ou gotas muito grandes, que fazem o escorrimento da solução. É bom lembrar, no entanto, que a solução que escorrer para o substrato, só pode fazer bem, pois as raízes também vão absorvê-la.
    A aplicação periódica do adubo é mais indicada, desde que sejam usadas mais diluídas, cuja concentração ótima é determinada pela experiência em cada caso.

    O adubo deve ser usado com um agente molhante de boa qualidade.
    Para melhor aproveitamento pelas plantas, recomenda-se uma rega na véspera da adubação, para que as plantas fiquem bem supridas de água.A aplicação deve ser repetida cada 7 ou 15 dias, recomeçando as regas normais 24 a 48 horas após a aplicação.
    O equipamento deve estar muito limpo, livre de resíduos que possam ser tóxicos para as plantas.
    O uso simultâneo do adubo com pesticidas, fungicidas, etc., se não for bem equacionado, pode trazer problemas de incompatibilidade ou de desequilíbrio da fórmula do adubo.
    O tratamento regular com o adubo produz crescimento mais rápido e viçoso, melhor floração, aumento da resistência das plantas às doenças e variações climáticas, facilitando ainda a aclimação e o enraizamento.”

    Não se pode esquecer que os elementos químicos em pequenas doses são muito favoráveis as plantas, mas em concentrações altas são altamente tóxicos.
    Adubações muito frequentes podem, pela evaporação da água do adubo, produzir concentrações altas dos sais, com depósitos nas folhas e raízes com graves consequências. Daí a conveniência de regas com água pura entre as adubações.
    A adubação excessiva produz plantas muito fortes, com crescimento vegetativo abundante, com folhagem verde escuro, com muitos brotos novos em detrimento da floração.

    Algumas pessoas argumentam ser a adubação foliar muito cara. É necessário lembrar que ela deve ser complementar, sendo as quantidades usadas muito pequenas.
    A escolha do adubo é da maior importância.
    Os adubos devem ter procedência garantida, e de fornecedores credenciados. Devem ser fácil e completamente solúveis na água, dando solução incolor, límpida, não depositando resíduo, mesmo após 24 horas.

    Os produtos químicos usados são de alto custo pois devem ter alto grau de pureza. Cabe lembrar o caso da uréia, adubo de grande valor como fonte de nitrogênio orgânico. Esse tão benéfico elemento, no entanto, tem como contaminante habitual o biureto, substância altamente tóxica para as plantas, especialmente as novas. Outros sais, quando muito puros, podem ter acidez muito alta, queimando as plantas (nitratos, cloretos, etc.)

    As plantas recém plantadas, ou mudadas, necessitam de adubação muito reduzida; praticamente só o nitrogênio (N) é exigido. Observem que essas plantas costumam ficar com as folhas amareladas pela falta de nitrogênio.
    Não esqueçam que as plantas para absorverem alimento, precisam de água e a umidade do substrato é necessária para termos plantas com bom estado vegetativo.

    Uma das grandes vantagens da adubação foliar é que as plantas absorvem aproximadamente 90 % do adubo, sendo que uns elementos são mais assimiláveis que outros. Enquanto isto, o adubo colocado no substrato perde no mínimo 50%.
    Minutos após a aplicação do adubo, ele completa a primeira fase da absorção e no fim de algumas horas chega às raízes.

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    Os fatores qye favorecem a absorção do adubo foliar são:
    Luz – A energia luminosa é indispensável à absorção foliar.

    Umidade do substrato – As plantas com boa disponibilidade de água, mantêm suas células túrgidas e com boa hidratação da cutícula, o que favorece a penetração dos nutrientes. Quando a planta começa a murchar, a absorção foliar diminui drasticamente. Daí evitarem-se as horas mais quentes do dia, quando as plantas estão mais secas, bem como da vantagem de uma rega na véspera da adubação foliar.

    Temperatura – A ótima está por volta de 21 ºC.

    Ventos – São prejudiciais porque favorecem a rápida evaporação, diminuindo o tempo de contato da solução nutritiva com a superfície da planta.

    Umidade do ar - A umidade relativa do ar, quando elevada, favorece a absorção porque mantém a cutícula hidratada e retarda a evaporação da solução, permitindo sua melhor distribuição na superfície foliar.

    Solubilidade perfeita - A dissolução rápida e completa dos compostos usados como fonte de nutrientes influi na eficiência da adubação. A boa qualidade dos
    sais evita a formação de resíduos, que podem ser injuriosos às plantas.

    A concentração da solução – Depende da tolerância de cada planta. Umas suportam concentrações altas, outras não, e podem ocorrer queimaduras nas pontas das folhas novas. Daí, os melhores resultados serem obtido com várias aplicações de soluções mais diluídas.
    Horário ideal para aplicação das soluções

    Devem ser evitadas as horas mais quentes do dia. Nas nossas condições, especialmente no verão, deve-se evitar pulverizar entre 9 e 16 horas.
    Nitrogênio

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    Potinara.-Red

    Muitos são os equívocos e dúvidas no que se refere à adubação de orquídeas. Estes equívocos e dúvidas referem-se, principalmente, quanto ao modo de aplicação, se pela irrigação ou foliar, em que época do ano realizar a adubação de forma mais intensa, quais horários e qual a freqüência para realizá-la.
    O texto tem por objetivo apresentar algumas informações que contribuirão para uma prática de adubação mais eficiente para as orquídeas, ou seja, um menor esforço associado a um melhor resultado.
    O potencial de absorção de nutrientes pelas orquídeas variará de acordo com alguns aspectos, como a idade da folha e o próprio estado nutricional da planta.

    Ressalta-se que todo o potencial de absorção de nutrientes minerais pelas folhas das orquídeas é muito aquém da quantidade demandada pela planta em relação à maioria dos nutrientes, especialmente os macronutrientes, que são os requeridos em maior quantidade. Em contrapartida, suas raízes são as mais evoluídas da natureza para absorção destes nutrientes, devido a uma série de adaptações morfológicas e fisiológicas.

    A eficiência de absorção varia em função da espécie, de suas necessidades no local onde a mesma evoluiu, ou seja, se há maior disponibilidade de nutrientes, como nos ambientes terrestres sob mata densa ou menor disponibilidade, como nos casos de epífitas sobre árvores do cerrado, neste último caso elas tendem a serem mais ávidas à aquisição destes.
    Quanto à adubação foliar, os resultados satisfatórios que são obtidos ocasionalmente, provavelmente, se devem ao fato da lavagem eventual dos sais acumulados nas folhas, após a evaporação da água, para o substrato sob influência das raízes, através das chuvas e regas.

    A fertirrigação apresenta-se como a melhor forma de adubação, pois, associa um melhor uso de energia, tempo e produto. Para instrumentá-la, é necessário que a solução água mais adubo seja dirigida diretamente sobre a superfície do substrato, com este previamente umedecido para colaborar com uma maior absorção, uma maior homogeneidade da concentração de adubo ao longo do volume do substrato e, também, para uma diminuição da perda por escorrimento direto do adubo, caso o substrato esteja muito seco, principalmente, se o substrato for a fibra de coco.

    Juntamente com a irrigação propriamente dita, a fertirrigação torna-se mais eficiente, se feita em determinados horários. Assim, no geral, o melhor horário para ocorrer a adubação é no final de tarde. Isto se deve ao mecanismo fotossintético das orquídeas de maior representatividade em coleções que determina a abertura de estômatos à noite, ou próxima dela, e, conseqüentemente, propicia a entrada e movimentação de água e nutrientes nas plantas aí. Com isso, a planta estará regada e adubada para uma situação relativamente mais próxima do ótimo de absorção.

    Outro ponto que merece destaque,  é a cautela quanto a não promover o excesso de adubação. Portanto, o cultivador também deve ficar atento quanto à necessidade de lavagem do excesso de sais acumulados nos substratos e paredes dos recipientes, geralmente, sinalizados pelo aspecto esbranquiçado dos mesmos, pois, na mesma medida que as raízes são eficientes em absorver, elas também são sensíveis ao excesso de sais. Basicamente, a lavagem se dá com uma rega mais demorada com a mangueira, vaso a vaso, periodicamente, sendo que uma vez ao mês é suficiente. O sintoma mais característico de salinidade alta no substrato é a queima dos ponteiros das raízes, a necrose na região apical.

    Outro ponto de significativa relevância é a escolha do tipo de adubo. Dispor de adubos minerais que apresentem altos teores de alguns poucos nutrientes, em geral preocupando-se apenas com o N-P-K, em detrimentos de outros tão importantes quanto, mas em quantidades menores, acaba criando uma maior necessidade de se conciliar aquele adubo com outros, o que muitas vezes torna-se uma atividade pouco prática.

    Para escolha do adubo, é importante saber que a quantidade de cada nutriente a planta necessita na adubação depende principalmente da espécie, do atual estágio de desenvolvimento (brotação, floração, etc.), e do quanto seu ambiente já é capaz de suprir, por exemplo, quanto e em que velocidade a decomposição do substrato forneceria de nitrogênio. Todavia, não tendo informações precisas neste grau de refinamento e considerando que, em condições amadoras, tem-se que trabalhar com situações médias, recomenda-se, portanto, conciliar um adubo mineral com uma composição qualitativamente ampla.

    É sempre interessante conciliar a adubos minerais, ou “químicos”, com adubos orgânicos ou organominerais, que possuem composição complexa, com gradual taxa de fornecimento de nutrientes às plantas.

    Deve ser esclarecido, se a mistura conter cinzas, que são minerais, não caberá mais a denominação orgânica unicamente e que o papel do adubo orgânico ou organomineral é suprir uma eventual demanda não atendida plenamente com o mineral.

    Quanto à periodicidade, quando aplicada quinzenalmente, a adubação mineral é considerada satisfatória, durante o ano todo, mesmo no inverno, pois se existe brotação há necessidade de se fornecer nutrientes, e também ocorrendo a “lavagem” mensal do substrato, não haveria grandes problemas de excesso, caso as plantas não estejam em pleno crescimento.

    Alguns resultados dessa freqüência são que algumas espécies e híbridos são estimulados a florir mais de uma vez por ano pela adubação, as flores sempre vindo com os brotos novos, e mesmo para aquelas espécies mais “disciplinadas”, que só brotam e florescem em uma época bem definida do ano, a freqüência citada não tem trazido prejuízos. Logo, pode-se afirmar que conciliar a forma de adubação com o tipo de adubo adequado pode facilitar o cultivo de orquídeas e propiciar o alcance de resultados mais satisfatórios.

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    Crassula tetragona em flor

    Mecanismos de absorção
    Os estômatos são responsáveis pela maior parte da absorção dos nutrientes, mas a própria cutícula que recobre as folhas, quando hidratada, permite a passagem dos nutrientes; ela é permeável à água e às soluções de adubo.
    Essa capacidade da cutícula de absorver água e as substâncias nela dissolvidas já era conhecida desde 1949. Existem dezenas de trabalhos experimentais comprovando a absorção da água pela epiderme foliar. Folhas murchas mergulhadas na água ou molhadas pela chuva readquirem sua turgescência.
    A água em alguns casos é absorvida pelas escamas, como no caso das bromélias.
    Hiltner (1912 e 1924) conseguiu o desenvolvimento de certas plantas, nutridas com solução de sasis minerais, exclusivamente, através da
    superfície foliar.

    Desde então, o uso das aspersões foliares de nutrientes se difundiu como processo corretivo das deficiências minerais e como adubação foliar, como se usa hoje rotineiramente no caso de muitas culturas.
    Para que a solução penetre na intimidade das folhas, seja pelos estômatos ou pela cutícula, é necessário primeiro que ela molhe a superfície onde é aplicada. A capacidade de molhar uma superfície sólida depende do maior contato entre as superfícies, o que é função da tensão superficial do líquido.

    Para melhorar essas condições, costuma-se juntar às soluções nutritivas substâncias denominadas agentes umectantes ou molhantes ou surfatantes ou ainda espalhantes-adesivas, que pela sua ação adesiva, impedem que a solução escorra por ação da gravidade; por sua ação umectante dificultam a evaporação da água, mantendo os nutrientes mais tempo em estado iônico em contato com a superfície foliar.
    Quanto mais tempo a solução ficar em contato com a folha maisor será a absorção. Esses agentes são detergentes que adicionados em quantidades muito pequenas às soluções diminuem a tensão superficial. Os modernos agentes molhantes também induzem um aumento da adesão moléculas água-cutícula, permitindo melhor contato entre a solução nutriente e a superfície da folha.
    Os agentes molhantes permitem também que as soluções vençam a barreira representada pelo ar que, em condições normais, enchem os estômatos.

    Fases de absorção
    Ela se faz em dois estágios:
    - O primeiro, bastante rápido, representa a entrada da solução desde a superfície cuticular cerosa até a intimidade citoplasmática. É a fase não
    metabólica.
    - Num segundo tempo, que pode demorar horas, a solução é levada à intimidade dos tecidos, constituindo a fase metabólica da absorção.

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    Catleia

    Existem muitas discussões sobre adubação por parte dos colecionadores. Cada um tem sua “receita de sucesso” ou muitas vezes as pessoas esperam que novos produtos indicados façam milagres pelas suas plantas. Não há milagres na orquidofilia.

    O que funciona bem para alguns pode não funcionar para os outros ou até mesmo piorar a condição de cultivo. Cada colecionador tem que adequar seu cultivo às condições do seu orquidário, ao clima da região, aos substratos utilizados, à qualidade da água, ao adubo e forma de adubação. A adubação é muito importante, mas é somente um, dentre vários fatores necessários para um bom cultivo e floração das orquídeas.

    Abaixo alguns conhecimentos “práticos” adquiridos e com o objetivo de ajudar o colecionador com relação a complexidade do assunto.

    Adubos  Orgânicos x Químicos.
    Os adubos podem ser divididos em dois principais grupos: Adubos orgânicos e adubos químicos. Alguns exemplos de adubos orgânicos: Torta de mamona, farinha de osso, Bokashi, estercos, etc.    No caso de adubos químicos  temos inúmeras formulações de adubos do tipo “N-P-K”.

    Principais características de cada tipo de adubação:
    Adubação orgânica
    Mais simples.
    Mais barata.
    Não requer conhecimento especializado.
    Não possuem “garantias” dos nutrientes (composição geralmente não divulgada).
    Geralmente na forma de pó (ou granulado), sendo depositado diretamente nos vasos das plantas ou misturado ao substrato.
    Necessita decompor para liberação de nutrientes (demora maior na disponibilização de nutrientes para absorção pelas plantas).
    Fonte de fungos e bactérias, causando mau cheiro e  aumentando incidência de “podridão” no sistema radicular.
    Acelera decomposição do substrato.(maior necessidade de replantes) e reduz aeração nas raízes.
    Absorvida somente pelo sistema radicular quando aplicados diretamente no substrato.

    Adubação química
    Mais eficiente.
    Geralmente produtos importados (difícil aquisição) – maior custo.
    Requer maior conhecimento para utilização de formulações e dosagens corretas.
    Permite controle total sobre nutrientes a serem disponibilizados para as plantas.
    Deve ser completamente dissolvido em água e pulverizado em toda a planta.
    Necessita de instrumentos para pesagem ou dosagem precisa do adubo.
    Nutrientes imediatamente disponíveis para as plantas.  Não é necessário decomposição do adubo.
    É uma adubação “limpa”.
    Não provoca deterioração prematura do substrato.
    Absorção pelo sistema radicular e foliar.

    Atualmente os adubos orgânicos são largamente utilizados devido à simplicidade de uso e benefícios obtidos.  A real superioridade dos adubos químicos é minimizada devido à falta de conhecimento técnico e uso de formulações inadequadas.
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    Alguns espaços pequenos e aparentemente áridos, como apartamentos e quintais cimentados, não são mais desculpa para não ter um canto verde com flores, hortaliças e até pequenos arbustos. Vasos de cerâmica, jardineiras pré-fabricadas e até caixas de leite longa vida vazios podem ser receptáculos do seu espaço natural. Além da óbvia beleza e dos benefícios visuais e de saúde, é possível ser ecologicamente correto até no uso dos substratos  Um dos substratos alternativos que pode ser encontrado no mercado é a casca de amendoim.

    Alguns criadores de flores, principalmente orquídeas, descobriram que a casca, inútil para a agroindústria, poderia ser usada como substrato. Sua decomposição veloz produz nutrientes em quantidade suficiente para algumas espécies de flores, por isso a casca de amendoim não é um substrato inerte.

    Misturado a um bom composto orgânico, a casca de amendoim bem triturada não agride o crescimento radicular, mantém a umidade do solo em níveis aceitáveis graças à sua porosidade que permite também boa drenagem.

    O fato de sua decomposição ser rápida faz com que as trocas de substrato sejam mais frequentes, mas em alguns casos isso pode ser vantagem, especialmente com espécies que precisam ser replantadas ou transferidas para vasos ou ambientes maiores após uma temporada.
    O preço também é um dos atrativos. A casca de amendoim usada como substrato pode ser encontrada em casas especializadas. Em caso de dúvidas, consulte um especialista.

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    substratos
    Características necessárias para um bom substrato

    De uma forma geral, é importante que o substrato proporcione “suporte” para as plantas e funcione como fonte e veículo de nutrientes.
    Além disso, é imprescindível que esteja livre de insetos transmissores de doenças e de sementes de plantas daninhas ou invasoras. Também é aconselhável a compra daqueles que não exalam odores desagradáveis, assim como aqueles que apresentam fácil compactação, ou empedramento, pois essas características prejudicam e atrasam o enraizamento.

    Outros aspectos também devem ser considerados, como a retenção de umidade, suprindo a necessidade hídrica da espécie; a boa agregação das raízes; favorecendo seu crescimento e desenvolvimento; a disponibilidade; a uniformidade e o custo.
    Quanto ao pH e a salinidade, de forma geral, produtos indicados para cultivo doméstico adquiridos em lojas especializadas já apresentam valores adequados. No caso de produções, é aconselhável que a verificação seja feita por um profissional qualificado.

    Considerando os aspectos descritos e as peculiaridades da planta cultivada, qualquer espécie pode ser cultivada em materiais adotados como substratos. Há aqueles com características desejáveis para orquídeas (Orchidaceae) outros para antúrios (Anthurium spp) e samambaias (Nephrolepis spp).

    A escolha certa
    Podem ser empregados como substratos: carvão vegetal, casca de arroz carbonizada, fibra e casca de coco, sabugo de milho, turfa, vermiculita, etc.
    Por que optar por um deles? Porque pode ser uma boa alternativa para o prolongamento da vida útil da planta em vasos.
    Isto acontece devido a uma série de benefícios que proporcionam, como a isenção de doenças, pragas e ervas daninhas e prevenção de deficiência nutricional.

    Mas as vantagens não são apenas para as espécies vegetais, chegando ao próprio cultivador, já que o substrato pode ser adquirido pronto para utilização e também apresenta fácil manuseio.
    Prejuízos só acontecem se forem adquiridos produtos inapropriados para a espécie em questão. Cada planta necessita de um,
    Existem diferentes exigências em relação à umidade, por exemplo, a begônia (Begônia sp) pede material com alta capacidade de retenção de água, enquanto a violeta (Saintpaulia ionantha) prefere aqueles mais aerados.

    Também não são benéficos os produtos de má qualidade, ou seja, que contenham alguma contaminação, baixa qualidade nutricional ou mesmo excesso de adubo. Há ainda substratos com alto custo-benefício, o que pode tornar o uso inviável economicamente para muitos.
    É preciso conhecer a procedência antes de adquirir. Afinal, materiais ruins podem causar sérios problemas. Prejuízo no desenvolvimento, surgimento de doenças, deficiências nutricionais, intoxicação por excesso de nutrientes e até mesmo morte dos exemplares são algumas das consequências.

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    adubo orgânico
    Os adubos classificados no mercado são classificados como orgânicos e inorgânicos.
    Os primeiros são obtidos de materiais orgânicos como esterco e húmus de minhoca. Em geral, são encontrados na forma sólida, mas também há os líquidos, como por exemplo, a turfa.
    Os inorgânicos apresentam origem química, sendo disponibilizados em grânulo, líquido e pó.

    Abaixo os comumente oferecidos no mercado:
    - Fertilizante químico tradicional – é o conhecido NPK, em diversas formulações, como 4-14-8 (os números representam as quantidades de nitrogênio, fósforo e potássio, respectivamente);

    - Fertilizante químico solúvel – também chamado de adubo foliar, é composto por sais solúveis e, água. É usado em sistema de “fertirrigações”;

    - Fertilizante químico de lenta liberação – NPK com camadas de resinas ou outros materiais, que torna a liberação dos nutrientes gradual;

    - Fertilizante orgânico – apresenta como base produtos orgânicos, por exemplo, torta de mamona,, Também pode ser obtido da decomposição do lixo.

    - Fertilizante biológico - conhecido como bokashi, é um tipo de adubo orgânico enriquecido com micro-organismos benéficos tanto para a planta como para o solo.
    Para uma escolha adequada, além da análise do solo, deve-se identificar a fase de desenvolvimento em que a espécie vegetal se encontra, pois a quantidade de nutrientes exigida em cada uma delas é diferente.

    Também é necessário atenção com relação à época de fornecimento de adubo. Deve-se evitar o período de dormência das plantas. Como a maioria acontece no Inverno, recomenda-se não fazer adubação nessa durante essa época do ano.
    Na fase de dormência, há uma diminuição de sua atividade fisiológica. Consequentemente, existe uma necessidade menor de nutrientes.

    Além disso, as primeiras horas do dia são as mais adequadas para adubação. Assim o exemplar terá o dia inteiro para absorver o produto dissolvido em água, evitando sua perda ocasionada pelas temperaturas mais elevadas do período da tarde. Daí, percebe-se a importância da umidade do solo.

    Os nutrientes são absorvidos somente quando dissolvidos em água. A falta de umidade ocasionaria a salinização do solo e sérios problemas à vegetação.
    O solo também tem influência. Aquele com característica argilosa, por apresentar boa compactação e reter mais nutrientes, exige adubações menos periódicas. O arenoso, devido à maior porosidade e consequente perda mais rápida de elementos pede mais frequência.

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    Bokashi é uma fórmula secular de adubo orgânico utilizado no Japão. Ele oferece condições e nutrientes necessários para o pleno desenvolvimento das plantas, disponibilizando dosagem de nutrientes que irão contribuir com as espécies durante todas as fazes do seu ciclo de vida.

    Esse composto é formado por diversas combinações de diferentes materiais, tanto de oroigem vgwtal como animal.
    Em local arejado e se intervenção de sol e vento.

    Antes de aplicar nas plantas, faça um teste para verificar a fermentação do biofertilizante. Basta colocar um pouco do composto em uma folha de antúrio (Anthurium andraeanum)m se ela não queimar, o produto está pronto para ser utilizado.

    Abaixo, passo a passo, como fazer o bokashi
    Materiais:
    5 l de farelo de soja;
    1 l de farelo de arroz;
    1 l de casca de arroz carbonizado;
    100 g de fosfato simples;
    10 g de açúcar mascavo;
    água limpa e sem aditivos químicos (como a da chuva e apenas o suficiente para umedecer a mistura);
    1 colher (chá) de bokashi tradicional (encontrado em lojas especializadas em jardinagem) e,
    1 frasco de leite fermentado com lactobacilos.

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    1 – Miature oS farelos e o a casca de arroz carbonizada. Adicione o açúcar mascavo e o fosfato simples.

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    2 – Acrescebte o bokashi, o frasco de leite fermentedo e a água à mistura feita anteriormente, misturando tudo.

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    3 – Introduza a mistura úmida em um saco plástico, pressionando-o, quando for fechá-lo, para que saia todo o ar.

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    4 – Coloque o saco em um recipiente plástico com tampa. Mantenha-o em local sem luz direta e fora do alcance de animais, por 25 a 35 dias.

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    5 – O bokashi deve estar com odor de iogurte e álcool. Faça pequenas bolinhas (a mesma medida de uma colher de café) com as mãos,

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    6 – Ele não pode ser espalhado. A maneira correta de usá-lo é colocar uma bolinha junto à borda do vaso.

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    Os substratos são produtos orgânicos que substituem a terra, suprindo as necessidades da planta de forma equilibrada e conhecida.
    Plantas cultivadas dentro de casa e de apartamentos, em geral, estão sujeitas a um estresse maior. Isso ocorre porque em recipientes fechados, como vasos e floreiras, o espaço para água, nutrientes e desenvolvimento das raízes é limitado.

    Sendo assim, para manter as plantas dentro de casa saudáveis, é imprescindível que a terra utilizada seja de boa qualidade, com balanço adequado de nutrientes, ph estável e equilibrado, capacidade de retenção de água próprio para a planta, boa aeração para o perfeito desenvolvimento das raízes, que esteja isenta de sementes de plantas daninhas e de bactérias e fungos causadores de doenças.

    A garantia de saúde para as plantas cultivadas em vasos e floreiras só pode ser conseguida com a utilização de substrato no lugar da terra. Os substratos são produtos orgânicos que substituem a terra, suprindo as necessidades da planta de forma equilibrada e conhecida. É como se fosse terra, porém isenta de doenças e com todos os teores de adubação e demais características adequados e controlados.

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