2018 August 04 - PlantaSonya - O seu blog sobre cultivo de plantas e flores
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ChifredeVeado

Chamadas de chifre-de-veado ou de samambaias chifre-de-veado, a espécie é uma planta doméstica, que não são comuns, pelo contrário, são bem difíceis de encontrar.

Dentro dos diversos hábitos de crescimento que a chifre-de-veado possui, destaque para o modo com frondes foliares e basais. O que quer dizer que são folhas que crescem e ficam bem grandes e divididas.

As frondes que são da base são redondas e grandes. Elas são colocadas fixas sobre uma superfície e depois o crescimento é feito em camadas sobrepostas. Enquanto as frondes foliares se dividem e são eretas.

As folhas apresentam as estruturas amarronzadas de esporos, deles podem crescer novas plantas da espécie.

A chifre-de-veado é uma excelente opção para decoração da casa.

Chifre-Veado

Características e o crescimento do Chifre-de-Veado
As florestas que recebem a planta chifre-de-veado são aquelas tropicais úmidas e também as subtropicais úmidas.

Porém, apesar do clima particular que cresce esse tipo de planta, elas podem ser cultivadas em casa. Para que isso seja possível é necessário compreender os fatos básicos sobre a composição da planta.

Sobre as características do chifre-de-veado é uma planta que se classifica como epífitas, isto é, ela não capta nutriente do solo e nem a água. O significa que elas precisam do apoio das árvores. A fotossíntese para o crescimento é realizada pelas frondes verdes.

O papel das frondes de base do chifre-de-veado é de capturar os resíduos que caem e daí chega até a  planta os nutrientes.

Falando um pouco mais das características das samambaias chifre-de-veado ou somente chifre-de-veado, ela possui raízes, porém, a única “obrigação” delas é de fixar as estruturas da planta.

Os produtores da chifre-de-veado aconselham a não retirar as escamas acinzentadas. É comum que as pessoas que a cultivam façam essa retirada porque ela acaba dando uma aparência de poeira a planta. Porém, as escamas não estão na espécie por acaso e sim para interromper a evaporação.

Durante todo o ano é necessário deixar sempre o apoio da samambaia úmido. A rega deve ser em maior quantidade durante os meses do verão.

Na estação da primavera é necessário, além de regar, cobrir com adubo fresco. É muito importante que o chifre-de-veado  receba nutrientes durante a primavera.

O lugar correto para cultivar a samambaia é sob a luz solar. Porém, nunca deixe a sua planta direto no sol. Ela necessita para crescer bonita e forte receber a luz do sol, porém, de forma filtrada, como na floresta tropical.

Considere que a luz natural que tem chegar na planta chifre-de-veado é de 400 velas. E outro fator importante é deixar em um lugar com pouca umidade, caso o contrário você corre o risco de apodrecer a raiz. E ainda, num lugar com boa circulação do ar.

chifre-de-veado

Propagação do Chifre-de-Veado
Para cultivar mais plantas é necessário retirar as mudas enraizadas de uma chifre-de-veado, fazendo isso começando pela base. Depois elas deverão ser plantadas em um vaso com adubo. Em seguida, lembre-se que é importante manter as plantas posicionadas da maneira correta com estacas de madeira ou um arame dobrado.

O solo deve estar úmido até que elas estejam grandes o suficiente até que possam ser transplantadas. Outro detalhe é que é possível, durante o crescimento da chifre-de-veado, colher os esporos que ficarem maduros das frondes foliares.

Lembrando que um esporo maduro precisa ser da cor marrom brilhante. Outra dica é retirar um parte de fronde onde tenha esporos maduros e em seguida, colocá-lo num pacote (de papel) e observar, quando ele ficar disperso ou lanoso, seco e com a cor mais amarronzada poderá ser usado para a propagação.

Na hora de plantar é só colocar no fundo de um vaso pedaços de um vaso de barro, sobre ele coloque uma camada de esfagno ou turfa. Depois pegue aquele esporo que ficou no saco de papel e coloque bem no alto do substrato.

O vaso deverá ser colocado sobre um pires com água. É uma forma de dar mais umidade para a planta.

Quando as plantas estiverem grandes que possam a ser manuseadas sem correr o risco de danificá-las, coloque em outros vasos observando um espaço de 5 centímetros entre cada uma delas.

Para conhecer melhor essa planta veja as características do chifre-de-veado:
* Nome científico é platycerium bifurcatum.
* Nome popular é samambaia chifre-de-veado ou vale chamá-la somente de chifre-de-veado.
* Faz parte da família Polypodiaceae.
* Sobre a divisão se classifica como pteridophyta.
* A origem do chifre-de-veado: Nova Caledônia, Nova Guiné, Austrália e Ilha Sunda.
* Sobre o ciclo de vida ela é perene.

chifre-de-veado-1

Tipos de folhas
* Folhas normais: essas folhas são firmes e espessas, se bifurcam e são muito grandes e daí o nome chifre-de-veado, decido a semelhança.
* Folhas da base: elas são arredondadas e que vão ficando amarronzada com o tempo, mas nascem verde. Elas são finas e ficam aderentes ao substrato.

Ornamental e Cultivo
* Usar substrato apropriado para plantas epífitas.
* Cultiva em lugar com muita umidade.
* Cultivo a meia sombra.
* Deve ser plantada na vertical de preferência.
* A multiplicação é feita através das mudas e elas nascem próximas da planta mãe.
* Também pode ser fixada na placa de fibra de coco.

Características e o uso na decoração
* Suporta o frio
* É muito rústica
* Muito usada na decoração ela é usada em composição ou isolada, em árvores ou em muros.

Platycerium-bifurcatum

Dica alternativa:
Experimente pegar um pedaço de fibra de coco, mesmo que você o encontre na rua já cortado e depois com arame galvanizado amarre suas mudas de chifre-de-veado nele. Dá um visual super bacana é será bem fácil para fazer com que a sua planta cresça. Claro, se preferir, compre um xaxim encontrado facilmente nas floriculturas.

Quando tiver qualquer dúvida consulte uma pessoa na floricultura e pegue mais dicas para cultivar a sua planta. E essa é uma dica que vale para qualquer espécie. As plantas precisam de cuidados especiais, algumas até bem mais do que as outras e isso fará toda a diferença para que ela cresça bonita e forte.

O chifre-de-veado é uma planta bastante antiga originária da Austrália, Nova Guiné e Caledônia, e acredita-se que ela já existia na época dos dinossauros. Seu nome faz referência às suas folhas que lembram muito os chifres de um veado.

É uma planta que se apoia em galhos ou troncos de árvores, mas ela não retira nenhum nutriente para sua sobrevivência, e por isso é considerada uma planta epífita. O clima do Brasil se mostra bastante favorável para o cultivo dessa espécie, pois o clima do país é muito semelhante com o de seus países de origem.

É uma folhagem que possui dois tipos de folhas, na base as folhas são mais arredondadas e nascem verdes, mas depois adquirem uma tonalidade amarronzada e é essa folha que adere a árvore ou qualquer outro substrato, local onde a folhagem está plantada.

As folhas restantes são verdes e firmes, e são essas as que possuem a aparência de chifres de veado. É uma folhagem muito usada pra ornamentar casas e jardins devido a sua beleza e visual exótico.

chifre-de-veado

Os cuidados com a planta Chifre-de-veado
Em se tratando de água, o ideal é deixar o xaxim, árvore ou terra onde o chifre-de-veado estiver plantado, um pouco úmido, mas nunca encharcado para não provocar o apodrecimento da raiz.

Algumas pessoas preferem esperar o substrato secar para assim regá-lo, mas como se trata de uma planta com muitas folhas, muitas vezes não é possível ver se a terra está seca ou não, uma boa saída é a rega por imersão, mergulhe a planta por 30 minutos na água, deixe escorrer o excesso e depois a pendure.

Com relação à temperatura, diz-se que o clima brasileiro é ideal para essa planta, porque ela sobrevive em temperaturas de 30 a 21º C, mas também aguenta as baixas temperaturas do inverno, até menos de 10º C.

Para escolher o local ideal da sua casa ou jardim para plantar o chifre-de-veado, procure um local iluminado, mas que não tenha sol direto, para não provocar a queimadura de suas folhas, uma brisa leve é bastante agradável para a planta.

Platycerium

Adubo ideal para o Chifre-de-Veado
Na hora de plantar, você pode optar por placas de xaxim, tábuas de madeira, onde o substrato usado pode ser o musgo sphagnum e também pode ser usado um tronco de árvore já seco, além de ser um bom lugar para o plantio ainda servirá como uma peça de ornamentação.

E como qualquer outra planta, devem ser usados adubos para auxiliar seu crescimento e mantê-la sempre bonita e saudável.

Como se trata de uma planta epífita, o chifre-de-veado não retira do substrato onde está plantado os nutrientes necessários para sua sobrevivência e por isso é necessário fazer uso de um adubo, os líquidos são os mais indicados.

Basta misturar o adubo líquido a água em que for regar a planta, tomando sempre cuidado para não molhar as folhas com a mistura. As melhores épocas para a aplicação do adubo são a primavera e verão.

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FLOR-DE-MAIO

As flores-de-maio, ou flor de seda, crescem e se desenvolvem de forma semelhante a algumas orquídeas, pois podem ser afixadas em troncos de árvores.

São belas flores e alegram o outono enquanto as folhas das outras caem, mas estas, necessitam de alguns cuidados especiais pois é comum que a planta fique frágil após a sua floração.

No seu jardim, você pode usar a flor de maio para deixar dentro ou fora de casa, de maneira pendente, em copas de árvores, em vasos ou cachepots, mas para conseguir isso é melhor dar uma consultada de como fazer com que ela continue saudável mesmo após a sua floração.

Principais dúvidas e dicas essenciais para cuidar da Flor-de-maio
*
Um bom local para deixar a sua flor-de-maio é apoiada sobre uma árvore ou pedra, onde ela possa receber muita iluminação. No caso da árvore não se preocupe pois ela não rouba nutrientes da árvore, não funciona como uma parasita, ela apenas usa como apoio.

* A boa iluminação é essencial, a flor-de-maio precisa de muita luz para realizar sua fotossíntese, porém, evite o contato direto com o sol. Tente deixa-la próxima a uma janela dentro de casa, desta forma evitando também os ventos gelados que fazem mal as suas flores e folhas.

* Você deve regar a flor-de-maio de forma que seu substrato nunca fique ressecado, as epífitas costumam acumular água sobre as suas raízes, observe as para saber quando é o período correto de realizar a próxima rega.

* Fique atento ao período pré floração, antes do início de outono. É recomendado utilizar adubo NPK 8-8-8, eles são ricos em fósforo, nutriente essencial para não só uma floração saudável mas também mais bonita da flor-de-maio.

Flor-de-maio vermelha

Adubo para flor-de-maio
Para o vaso utilize boa quantidade de adubo orgânico, pó de osso e substratos próprios para epífitas, substratos de fibra-de-coco e areia grossa para ser colocada na parte inferior do vaso, ajudando na vazão de água deixando-a sempre fluir pelo vaso.

Todos esses substratos e adubos são essenciais para essa planta e podem ser facilmente encontrados em Floriculturas, tanto lojas físicas quanto em lojas online

Quando replantar a flor-de-maio?
Recomenda-se trocá-las de vaso de 3 em 3 anos com um novo substrato.

Substrato para flor-de-maio
Então, a melhor coisa a se fazer é ficar atento ao período de floração, que costuma acontecer entre o outono e o início do inverno. Assim que essa temporada começar você deve aumentar um pouco a frequência de rega assim como a quantidade de substratos, como o pó de osso animal ou de peixe e substrato de fibra-de-coco.

O pó-de-osso contem grande quantidade de cálcio e pode ser substituído por cascas de ovo moídas, basta guardar as cascas de ovos que você consome, deixá-las secar e então moer com a mão (coberta com uma luva para não se machucar) ou, uma outra opção e também mais recomendada é misturar com água e bater no liquidificador, assim você terá não só as cascas mas uma água rica em cálcio que pode penetrar mais facilmente na terra e nutrir as raízes da flor de maio.

Outra opção recomendada é o substrato para cactos e suculentas.

Flor-de-maio rosa

Problemas na planta
Flor-de-maio com as folhas caindo

Preste muita atenção nesta parte, esta planta é muito comum, e acontece com a maioria das plantas, a queda das folhas e enfraquecimento após a floração. Este tipo de coisa acontece devido a energia que é gasta para florir, logo, a planta fica sem energia e por isso as folhas caem/ficam pálidas e fracas, murchas.

Pense que, como num atleta maratonista, que se prepara para uma maratona e depois da prova fica cansado e precisa voltar a uma boa alimentação para se recuperar.

Com a planta acontece uma situação semelhante, ela gasta todos os seus recursos para se esforçar e finalmente florir e depois da floração, fica fraca, cansada e precisa voltar a sua alimentação e busca de nutrientes (no caso, aqueles provenientes da terra e substratos que você coloca nos vasos).

Flor-de-maio murcha
Existem 3 possibilidades comuns para a flor de maior murcha:
* Fim da florada:
ao final da temporada, as flores murcham e secam e deve se realizar a poda. Basta tirar as flores secas com a mão ou uma pinça e adicionar substrato novo terra;

* Raízes úmidas: o excesso de água pode apodrecer as raízes e até matar a planta. Coloque novo substrato, certifique-se de que a terra esteja drenada e nunca encharque a planta durante a rega;

* Doenças na flor de maio: mofos e infecções fúngicas são as mais comuns nesse tipo de planta. Para recuperar a planta, remova as partes apodrecidas, troque o substrato e mantenha-a em local arejado e iluminado.

Flor-de-maio amarela

Informações e curiosidades sobre a flor de maio
* A planta leva este nome, justamente pela sua época de floração;
* Nem todo mundo sabe, mas a flor-de-maio é considerada um cacto e uma suculenta. Portanto, faz parte da lista de cactos coloridos;
* Ela pode chegar até 30 cm de altura;
* O beija-flor ama a flor de maio e é o polinizador dela;
* Ela é originária do sudeste do Brasil, mas especificamente na Mata Atlântica;
* É relativamente fácil propagar um muda de flor-de-maio. Você pode fazer isso por estaquia, acomodando um pedaço saudável da planta sobre terra úmida;

Cores da flor de maio
Apesar das mais conhecidas na natureza serem as cor de rosa, com o interior branco ou tons de vermelho, a flor de maio pode aparecer em versões alaranjadas, amarelas, brancas ou violetas que são resultado do cruzamento entre exemplares.

Flor-de-Maio

Como plantar a Flor-de-maio
Da mesma forma que cultivar, plantar flor de maio é simples e não demanda maiores conhecimentos.

Confira o passo a passo:
* Caso vá plantar em canteiros ou jardins é importante deixar um espaço de 20 a 30 centímetros entre as plantas.
* No caso de plantar em vasos, eles não precisam ser grandes ou muito profundos.
* Pegue uma planta adulta e saudável e corte alguns talos. A propagação é por estaquia e a pega é fácil.
* Prepare o solo e introduza os talos da planta. Todavia eles enraizarão em alguns dias.
* Também podem ser plantadas por sementes, mas seu crescimento é bem mais lento.

cachoeiraarcoiris

dália em vaso

As dálias pertencem à família das Compositae. É uma planta perene e herbácea, originária do México.

As suas flores são lindas, grandes e de cores variadas. Suas folhas são comportas. A sua floração começa no verão e pode se estender até o fim do outono.

As dálias gostam de clima quente. Porém, mesmo assim, o calor em excesso pode fazer com que a sua floração se detenha. São muitas as suas variedades. Dentre elas, podemos citar a pom-pom, algumas versões em miniaturas e a cactus, por exemplo. As dálias significam paixão e impulso.

Cultivo das dálias
Essas plantas precisam de uma boa quantidade de luz solar para se desenvolverem. O solo precisa ser bem nutrido e com hidratação suficiente. Também é preciso protegê-las do vento. As dálias também estão sujeitas a ação de pragas, como o oidio e os fungos fusarium, além de mosquito-verde, aranha-vermelha e os pulgões.

Cultivando dálias em vasos
Para quem não tem espaço em casa e deseja cultivar dálias em vasos, uma sugestão é escolher espécies de baixo crescimento, como as em miniaturas, por exemplo. Mas todas as espécies podem ser cultivadas em vasos, desde que esse seja grande o suficiente, receba muita luz solar e tenha um solo rico em matéria orgânica.

dalia

Veja abaixo os passos a serem seguidos para cultivar dálias em vasos:
* Escolha o vaso: o vaso precisa ter, no mínimo, 30 cm de profundidade por 30 cm de diâmetro. Esse tamanho de vaso é para uma variedade menor de dália. Se for uma variedade que cresce muito, como as que excedem 90 cm de altura.

* Faça furos no vaso: caso o vaso que você escolheu não tenha nenhum furo, será preciso perfurá-lo para que o excesso de umidade seja drenado mais rapidamente.

* Limpe o vaso: para retirar possíveis ovos de insetos, que podem causar doenças às plantas. Água e sabão são suficientes.

* Cuidando do solo:  o ideal é que o solo seja rico em matéria orgânica. Porém, elas não gostam de composto e nem de estrume.

* Plante os tubérculos sem que as raízes tenham crescido muito.

* Escolha um dia de abril ou de maio para realizar o plantio

* Na parte inferior do vaso, coloque 1 ou 2 filtros de café biodegradáveis sobre os furos: eles ajudarão a eliminar a umidade, evitando o afogamento das raízes e que algumas pragas entrem no vaso.

dálias

Você também pode colocar cascalho no fundo do pote, que terá a mesma função. Para crescer, as raízes da dália precisam de muito espaço, por isso, usar o filtro de café irá ocupar menos espaço que o cascalho.

* Use o substrato para preencher quase todo o vaso: deixe o solo solto, não o aperte.

* Plante as dálias com cerca de 15 cm de profundidade, 2,5 cm entre a superfície e o solo e da borda do vaso ao fim do processo de envasamento.

* Regue o solo: regue o suficiente, sem deixar o solo encharcado.

* Deixe o vaso recebendo luz solar direta. Se ficar dentro de casa, provavelmente a planta não se desenvolverá da forma adequada.

flores-e-chuva

solo

Nem sempre o terreno que encontra na natureza é o melhor para reproduzir as plantas do seu jardim. Se estiver a preparar um jardim e quiser saber que tipo de terreno é o seu, terá que conhecer as diversas opções possíveis.

Em geral, um solo pode ser de três tipos: arenoso, barrento e argiloso. O solo “perfeito” necessita muitas vezes de uma intervenção no sentido de corrigir os excessos possíveis e prepará-lo para cada tipo de planta.

Dependendo da história da sua formação e da utilização a que foi sujeito, um solo pode ter uma textura constituída por uma gama de partículas mais finas e pequenas ou pelo contrário, ter menos partículas, mais irregulares e maiores.

Um solo pode ser descrito consoante o tipo predominante de partículas presentes – areia, lodo ou barro. Com um teste simples você pode determinar com facilidade qual o tipo de solo. Se verificar existirem diferenças de um local para outro, poderá repetir este teste com várias amostras de solo.

Para isso basta colocar uma pequena quantidade de terra do seu jardim na palma da mão esquerda, umedece-la ligeiramente, apertar entre dois dedos e ver o que sente:
* se o solo for arenoso sentirá rugosidade;
* se for lodoso, terá uma sensação de pó de talco molhado, suave; mas se ficar pegajoso, escorregadio e duro quando seco, então o seu solo é do tipo argiloso.

Cada um destes três tipos de solo tem características físicas únicas, que são determinadas pela maneira como foi formado. Se em tempos existiu um fluxo de água corrente, é provável que o solo tenha características lodosas que serão diferentes se for um local perto de uma montanha rochosa.

terra_solo

Estas características básicas podem perfeitamente ser melhoradas ou manipuladas, no bom sentido, desde que não se abuse ou se cometam erros na gestão do solo.

Há ainda outro modo de estudar um solo:
1. Encha um recipiente transparente (frasco) com solo de superfície até 1/3 da altura e acrescente água até ao cimo.
2. Tape com a rolha e abane vigorosamente até desfazer todos os torrões existentes no solo.
3. Ponha o recipiente no parapeito de uma janela e observe à medida que as partículas maiores começam a depositar-se no fundo.
4. Num minuto ou dois, a parte do solo que corresponde à areia (mais pesada) deposita-se no fundo e nessa altura, faça uma marca lateral com uma caneta de feltro no recipiente.
5. Deixe a mistura repousar sem lhe mexer durante várias horas. Verá que as partículas mais finas de lodo se depositarão gradualmente sobre a areia, numa camada de cor diferente da anterior, conforme o tipo de partículas de que se compõem.
6. Deixe o recipiente repousar durante a noite. A camada que se deposita sobre o lodo poderá ser de barro.

Faça uma marca em cada uma das camadas que conseguir identificar. No topo da mistura deverá encontrar uma fina camada de matéria orgânica. Alguma desta matéria orgânica poderá flutuar à superfície da água ou toldar a água que entretanto se concentrou à superfície.

Se não existirem estes elementos numa camada de água turva, é provável que tenha de melhorar a fertilidade e a estrutura do solo adicionando material orgânico.

Estude finalmente a proporção das diversas camadas e verificará se o seu solo é constituído por mais areia, lodo ou argila. Depois adapte-o de acordo com o tipo de plantas que pretende cultivar.

Qualquer solo, por mais pobre que seja, pode ser substancialmente melhorado e o esforço para o conseguir – muitas vezes ao longo de vários anos – é recompensado através do nascimento de plantas com raízes mais fortes, com caules mais vigorosos e em geral mais saudáveis e produtivas.

Vejamos então como é possível melhorar e gerir adequadamente cada um destes três tipos de solo.

solo arenoso

No solo arenoso, as partículas constituintes são grandes e irregulares (areias)com uma maior percentagem de rocha. Os espaços de ar entre as partículas são grandes deixando a água escoar-se a maior velocidade, arrastando consigo os nutrientes antes das raízes da planta terem tido a oportunidade de os absorver convenientemente.

Por esta razão, em geral os solos arenosos são muito pobres em substâncias nutrientes.

Como existe muito ar entre as partículas, os microorganismos consomem mais rapidamente as substâncias orgânicas que possam existir, deixando o solo com muito pouco barro ou matéria orgânica, ou seja, sem grande capacidade para formar uma estrutura consistente.

Neste tipo de solos as partículas não se agregam umas às outras, nem mesmo quando são molhadas.

Eis o que há a fazer para melhorar um solo arenoso:
- Introduza na superfície uma camada de 7,5 a 10 cm de esterco animal bem curado ou de adubo vegetal bem decomposto;
- Cubra o solo em volta do pé das plantas com folhas secas, pedaços de madeira, cortiça, palha ou feno. Esta cobertura retém a umidade e refresca o solo.
- Anualmente acrescente pelo menos 5 cm de matéria orgânica;
- Onde for possível, semeie plantas próprias para depois serem incorporadas no solo enriquecendo-o.

Solo-argiloso

No solo argiloso, as partículas são pequenas e espalmadas. Têm tendência para se colarem umas às outras de tal modo que não deixam quase nenhum espaço poroso entre elas.

Quando molhados, estes solos ficam lamacentos e impossíveis de trabalhar. Drenam a água com muita dificuldade e acumulam umidade até ao princípio da Primavera. Quando finalmente secam, tornam-se em geral tão rijos que racham com o calor.

Porque têm pouco espaço poroso no solo argiloso não se desenvolve suficiente substância orgânica nem os microorganismos. As próprias raízes têm dificuldade em romper a barreira dura que encontram, muitas vezes agravada pelo tráfico de pessoas ou de máquinas que também ajudam a compactar este tipo de solo.

Em contrapartida, o solo argiloso é com frequência rico em minerais que, quando se consegue melhorar a estrutura, passam a desempenhar um papel muito benéfico para o desenvolvimento das plantas.

Eis o que há a fazer para melhorar um solo argiloso
- Introduza na superfície uma camada de 5 a 7,5 cm de esterco animal bem curado ou de adubo vegetal bem decomposto; continue a adicionar 1 cm de matéria orgânica todos os anos;
- Faça este tratamento se possível no Outono;
- Para melhorar a drenagem, faça canteiros elevados e evite pisar o terreno onde pensa ter as plantas;
- Reduza ao mínimo a utilização de pás e ancinhos.

solo lodoso

No solo lodoso, existem pequenas partículas irregulares de rocha partida, em geral muito densas e com relativamente pouco espaço poroso proporcionando má drenagem. Tendem porém a ser mais férteis do que os solos arenosos ou os argilosos.

Eis o que há a fazer para melhorar um solo lodoso:- Introduza todos os anos pelo menos uma camada de 2,5 cm de esterco animal bem curado ou de adubo vegetal bem decomposto na superfície;
- Concentre a sua atenção nos primeiros 30 cm do solo, evitando que crie crosta;
- Não circule nem calque o solo a não ser que seja absolutamente necessário;
- Considere a possibilidade de construir canteiros elevados, para melhorar a drenagem.

árvore