2017 December 05 - PlantaSonya - O seu blog sobre cultivo de plantas e flores
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Caleana major -1

A Caleana major pertence á família botânica das orquídeas típica das regiões leste e sul da Austrália, onde é encontrada em áreas ensolaradas de várzea, assim como em florestas abertas de eucaliptos e áreas costeiras pantanosas e também nos urzais próximo á costa.

É uma planta perene, mas floresce no final da primavera ou no início do verão. A planta costuma crescer até os 50 cm e suas flores têm de 15 a 20 mm. A planta é  terrestre e sua flor, como o próprio nome diz, lembra um pequeno pato em pleno vôo.

Por seu pequeno porte, e cores não chamativas, é bastante difícil encontrá-la na natureza. Apresenta apenas uma folha, simples, prostrada, longa e lanceolada, de cor verde-bronzeada, muitas vezes pintada.

Ela é rara e muito difícil de ser vista fora de seu habitat natural, mas sua beleza é encantadora. A Caleana major é mais uma planta que nos leva a admirar a Natureza com mais detalhes e apreço.

patovoador

Seu pequeno porte e cores costumam não chamar muito a atenção a não ser do seu polinizador que é atraído pelo formato peculiar de sua flor identificando-a como sendo a fêmea de sua espécie.

O processo de polinização desta exótica espécie é conhecido como pseudocopulação, uma determinada variedade de vespa depois de atraída pela beleza da flor fica aprisionada pela planta num sistema natural de armadilha que força a vespa a passar pelas políneas carregando o pólen.

Quando o inseto vem para investigar a flor, a cabeça do pato, o labelo, oscilando para baixo e empurra o bug no corpo do pato, que é na verdade uma bolsa vazia. Uma vez dentro, o inseto fica revestido de pólen.

A flor faz prisioneiro voar cerca de 20 minutos e depois deixa-o ir. Em seguida, o inseto voa para longe e encontra uma outra flor para colocar o pólen.

A Natureza é tão fantástica que a flor desta orquídea após sofrer a ação do polinizador logo se abre novamente para dar continuidade ao ciclo da vida.

pato-voador

A orquídea pato-voador floresce na primavera e verão e não podem ser cultivadas em viveiros por causa da deficiência em se criar as condições mínimas exigidas pela planta, condições únicas de seu habitat natural, sendo assim, se torna quase impossível de se admirar de perto um exemplar desta exótica e rara espécie de orquídea fora do seu ambiente.

As plantas florescem durante um ou dois anos, mas, por vezes, enfraquecem progressivamente até morrerem.

A flor é em geral marrom avermelhada, com 15 a 20 mm de comprimento e apresenta uma armadilha sensível à vibração e peso, que prende o inseto assim que o percebe, de forma que ele só consegue sair se passar pelas políneas, e desta forma acaba carregando o pólen da flor.

Após a saída do inseto, a flor se abre novamente, à espera de mais vespas. Ao tentar copular com diversas flores, a vespa acaba espalhando o pólen.

caleana major

Infelizmente ainda não foi possível cultivar ou propagar a orquídea pato em viveiro, visto que suas raízes tem uma estreita relação simbiótica com um fungo que só cresce no seu habitat.

O fungo parece ser responsável por proteger a orquídea de infecções, de forma que ao tentar cultivá-la longe do seu ambiente natural, ela perece rapidamente. Portanto, como a orquídea pato-voador é dificilmente avistada, é bem provável vê-la apenas em fotografias.

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Oxalis_versicolor

O trevo-listrado é uma planta bulbosa e florífera, que chama a atenção por suas curiosas listras no verso das flores.

Pertence à família Oxalidaceae e sua origem é da África. É também conhecida popularmente como azedinha-listrada.

Suas folhas são trifoliadas, como nos trevos, porém com folíolos lineares e delicados. As flores são brancas, em forma de funil e com cinco pétalas. Seu aspecto listrado se dá pois apenas um lado de cada pétala é margeado por uma listra vermelha no verso.

No início da manhã é possível observar a beleza da planta em todo o esplendor, pois as flores em botão evidenciam as listras em espiral.

oxalisversicolor

Quando o sol já predomina, as flores abrem-se completamente, de forma que elas aparentam ser apenas brancas. O florescimento ocorre no final do inverno e pode perdurar até o verão.

No jardim o trevo-listrado é ideal para formar pequenos “montinhos” vistosos em jardins rochosos. Também pode ser utilizada como bordadura ou na composição de jardins campestres.

Como suas listras são vistas somente quando as flores ainda estão fechadas, ou quando são vistas por baixo, é interessante plantá-las em jardineiras suspensas ou cestas, de forma que fiquem na altura dos olhos.

Oxalis-versicolor-1

Outro uso interessante é a combinação com outros tipos de trevinhos do gênero Oxalis, formando uma pequena coleção, preferencialmente em vasos rasos, largos e elevados.

Seu cultivo deve ser sob sol pleno ou meia sombra, num solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente.

É uma planta que não tolera encharcamentos, que facilmente provocam o apodrecimento do bulbo.

Não é uma planta resistente ao frio ou geadas fortes, mas rebrota na primavera se o bulbo não for congelado. Sua multiplicação é feita por divisão dos bulbilhos formandos entorno do bulbo principal.

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açafrão

O falso-açafrão é uma planta herbácea e rizomatosa, de odor agradável, pertencente à da família Zingiberaceae, nativa da Ásia e Ilhas do Pacífico.

Também é conhecido popularmente como  zedoária, açafrão-da-índia, raiz-de-zedoária, açafroa, açafroeira, açafrão-da-terra, batatinha-amarela, gengibre-de-dourar, gengibre-dourado, gengibre-amarelo e mangarataia.

Apresenta folhagem e florescimento ornamentais, além de propriedades medicinais amplamente reconhecidas. Os rizomas são engrossados, aromáticos e crescem paralelos ao solo.

As folhas surgem em tufos, apresentam bainhas envolventes e são sustentadas por longos e fortes pecíolos que saem diretamente dos rizomas subterrâneos.

Elas são grandes, ovaladas a elípticas, com nervuras secundárias paralelas e bem marcadas, e uma nervura central colorida, em tons de vinho, marrom ou vermelho.

curcuma

No inverno elas amarelam e caem. As inflorescências são eretas, mais curtas que a folhagem e em espigas cilíndricas, com brácteas coloridas em um interessante degradeé, do verde até o roxo, de baixo para cima respectivamente.

As flores surgem entre as brácteas, e são amarelas e tubulares. A floração ocorre na primavera e verão. Os frutos são do tipo cápsula, ovóides e com casca lisa, contendo sementes elípticas, com arilo branco.

No paisagismo o falso-açafrão acrescenta sempre um efeito tropical, seja em plantios isolados, maciços ou bordaduras. Com suas folhas amplas, brilhantes e verdes e as flores contrastantes, ela é uma excelente opção para compor o estilo em locais de clima tropical de altitude, subtropical ou temperado, onde muitas plantas tropicais não resiste ao frio invernal.

Suas inflorescências são além de lindas, muito duráveis mesmo após o corte, de forma que podem ser aproveitadas em arranjos florais e buquês. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras.

rizomas

Os rizomas do falso-açafrão são comestíveis, com características condimentares e medicinais. Eles apresentam sabor amargo, pungente, e aroma que lembra a cânfora e o alecrim.

São utilizados principalmente na rica culinária indiana, aromatizando e colorindo diversos pratos e bebidas, do mesmo modo que o gengibre-comum. Seus extratos e óleo essencial também podem ser utilizados na indústria de perfumes, cosméticos, produtos de higiene e limpeza.

Seu cultivo deve ser sob meia sombra ou luz difusa, num solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado frequentemente. A planta não tolera estiagem e, por perder as folhas no inverno, resiste à geadas.

Curcuma-zedoaria1da

Aprecia canteiros mantidos úmidos, sem encharcamento, e com boa cobertura morta, como casca de pinus ou folhas secas por exemplo.

Para fins medicinais, a colheita dos rizomas deve ser efetuada após a floração e queda das folhas, momento em que a planta entra no seu período de dormência e apresenta coloração azulada nos rizomas.

Sua multiplicação é feita facilmente por divisão dos rizomas ou touceiras, operação que deve ser realizada no inverno, antes da brotação.

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