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Brassavola nodosa X Cattleya interglossa

O gênero Brassavola é feito a partir da aglomeração de espécies chamadas como epífitas, que podem ser também rupícolas, com crescimento subcespitoso ou cespitoso, pendente ou ascendente, surgindo desde o Sul do Brasil até o Caribe e América Central.

Descrição
Ainda que o gênero seja composto por poucas espécies, as mesmas são complicadas de serem identificadas. De acordo com algumas referências que podem ser consultadas, são declaradas aproximadamente vinte espécies válidas, sendo que muitas delas são consideradas por uns, e por outros são somente sinônimos.

As espécies do Brasil são separadas em três grupos distintos, e nelas há poucas exceções, e se assemelham bastante, sendo que as flores são quase todas iguais. As diferenças variacionais são tão mínimas, que até poderia ser tida como variação numa mesma espécie.

Certos critérios são usados em sua separação, como a observação de seu tamanho, sua morfologia vegetativa, quantidade de flores, e especialmente descobrir sua procedência.

Os especialistas no assunto, taxonomistas, não estão de acordo e não encontram uma classificação que seja totalmente confiável. Por isso, aqui reduzimos as espécies deixando mais aquelas mais prováveis e válidas, porém, muitas delas podem ser consideradas como sinônimos.

Brassavola flagellaris

Características
As plantas apresentam os pseudobulbos cilíndricos que podem até não ser avistados, já que sua folha única faz parte de um prolongamento arredondado e se confunde com o mesmo, esta se torna mais ou menos acuminada e longa, pendente ou ereta.

Na base de todas as folhas, se apresenta mais curta, com brotamento de inflorescência apresentando até mais de uma flor em tons de verde, creme ou branco, de labelo branco podendo apresentar ou não mancha esverdeada ou amarela próximo da base, se abrindo ao mesmo tempo, sendo que muitas delas apresentam perfume ao anoitecer, semelhante ao aroma de limão.

As flores possuem sépalas e pétalas bastante estreitas, falciformes ou lanceoladas, acuminadas, com rega aberta e em formato semelhante. Seu labelo tem destaque, sendo simples, amplo, pouco côncavo, naquelas espécies que apresentam as pontas acuminadas, ou as laterais serrilhadas.

Essas espécies podem ser separadas em quatro principais grupos:

Brassavola Cucullata
* Brassavola Cucullata: possui flores longas acuminadas contendo labelo  serrilhado, e folhas pendentes e compridas;

Brassavola Reginae

* Brassavola Reginae: estas são pequenas e eretas contando com um número reduzido de pequenas flores com o labelo aveludado;

brassavola-tuberculata-1

* Brassavola Tuberculata: possui as folhas mais pendentes e uma grande quantidade de perfumadas flores com cores mais claras e de porte médio;

Brassavola nodosa

* Brassavola Nodosa: apresenta as flores já muito bem formadas, com cores mais esverdeadas com o labelo branco e apresentando plantas mais retas, fortes e curtas.

A Brassavola tem a formação com Guarianthe, Myrmecophila,  Rhyncholaelia, Cattleyella, e Cattleya de um dos maiores grupos de Laeliinae, colocado dentre os grupos de Sophronitis e de Prosthechea.

A Brassavola está inserida entre a Cattleyella, sendo o gênero mais novo o qual foi levado a Cattleya e a Cattleya Araguaiensis. É fundamental que se note que o estudo do cientista, especialmente no tocante à interação entre os gêneros, ainda é uma maneira inicial de se observar as coisas, essa ideia pode se alterar de acordo com a realização dos demais testes.

Espécies e suas origens
- América Central – Belize: Brassavola acaulis
- Apenas no Brasil: Brassavola flagellaris, Brassavola fragans, Brassavola duckeana, Brassavola fasciculata, Brassavola reginae e Brassavola revoluta.
- Indo do México ao Norte da América do Sul: Brassavola cucullata
- Colômbia: Brassavola filifolia
- Incidência no Brasil e na Guiana Francesa: Brassavola gardneri
- Trinidad: Brassavola gillettei
- Da América Central até a Colômbia: Brassavola grandiflora
- Sul da América Tropical: Brassavola martiana
- Do México à América Tropical: Brassavola nodosa
- Jamaica: Brassavola harrisii e Brassavola subulifolia
- Da Venezuela ao Norte do Brasil e Peru: Brassavola retusa
- Do Brasil até o Peru e Nordeste da Argentina: Brassavola tuberculata
- Sudeste do México até a América Central: Brassavola venosa

Brassavola nodosa!22

Maiores informações sobre a Brassavola Nodosa
A Brassavola Nodosa é uma orquídea que há no México, estando presente ainda na América Central, passando pela Guiana no norte até a América do Sul. É chamada popularmente de “Dama-da-Noite” em razão de seu aroma cítrico, bastante semelhante ao da Gardênia, surgindo sempre ao anoitecer.

Esse gênero de planta é mais encontrado na América Tropical, estando presente desde o nível do mar e chegando as mais altas altitudes de 1.800 m. Também faziam parte do gênero a Brassavola digbyana e a Brassavola glauca , que atualmente são catalogadas como Digbyana e Rhyncholaelia glauca.

Ficha técnica
O nome do gênero foi dado em honra a Antônio Musa Brassavola. Seu aroma é bastante  intenso, iniciando ao cair da noite e se estendendo ao fim da madrugada.  Sua polinização ocorre especialmente à noite.

brassavola_flagellaris_x_cattleya_amethystoglossa1

Formas de cultivo
Essa planta tem preferência por ser montada primeiramente por placas de cortiça, tocos menores de madeira, principalmente sendo corticeira. Também pode ser cultivada em vasos plásticos, espécie de cachepots ou cestos de madeira. Não se adapta bem em vasos bem fechados de barro ou de plástico e, razão de sua forma vegetativa.

Seus pseudobulbos são pequenos e agregados, as folhas chamadas de teretes, tem um formato cilíndrico, conhecidas como rabo de rato, que originam numa haste floral de porte médio, bráctea leve.

A espécie se adapta muito bem a ambientes com luz intensa, e especialmente arejados, contando com uma umidade boa vinda do ar. Suporta temperaturas variadas, indo dos 33ºC no calor, até os 10ºC durante o inverno, mas se as temperaturas foram menores que isso, durante um tempo curto, também se dá muito bem. Dentro desses padrões tende a ter flores abundantes.

As doenças e pragas podem ser controladas, desde que tenha um cultivo adequado, tem-se mostrado bastante resistente às pragas normais que atacam todos os tipos de orquídea. Entretanto, pode vir a sofrer com os ataques de fungos e bactérias, contando com grande perda de suas folhas, inclusive levando à morte.

passarinhos

Bulbophyllum 'Elizabeth Ann Bucklebury'

Em português chamamos de bulbófilo, mas o seu nome de origem é bulbophyllum e se trata de um gênero botânico. O nome pode parecer bem estranho e dar a sensação de que nada sabemos sobre o assunto, mas na verdade, faz parte de uma família que conhecemos muito bem, a das orquídeas.

Existe ainda uma outra especificação desse gênero. Quando fazemos referência a ele com frutos e flores acrescentando uma segunda palavra que seria fletcherianum, passando a ser “ bulbophyllum fletcherianum”.

As características das plantas do gênero Bulbophyllum
O gênero chamado de  bulbophyllum é uma planta originária da Nova Guiné e classificada como epífita. Uma das suas características marcantes é o perfume que ela exala, que saem tanto das folhas, que são enormes, quanto das flores Um cheiro muito forte e que a faz reconhecer de longe.

Suas s folhas, quando falamos em enormes, não estamos exagerando, pode chegar ao comprimento de 1 m.

Esse gênero forma um grupo com muitas espécies e que são bem variadas, cerca de 2000 é o cálculo. Elas podem ser encontradas em várias partes dos trópicos em qualquer um dos 5 continentes. Porém, é mais fácil vê-las na Ásia e na África.

No seu país de origem, Nova Guiné, já foram catalogadas mais de 500 espécies do gênero.

Bulbophyllum fletcherianum

Descrição do gênero Bulbophyllum
As espécies desse gênero possui uma variedade muito grande, são poucos os pontos em comum. Por exemplo, sobre o crescimento podemos dizer que são simpodial e que possuem rizoma longo. Ele não cresce de forma ordenada  equilibrada com os pseudobulbos.

Pelo contrário, se observa um grande espaço entre eles. Com isso, a planta possui uma touceira e tem aquele aspecto desordenado. Essas são as características incomuns das espécies que fazem parte desse gênero.

Já outras espécies têm o crescimento cespitoso e dificilmente possuem mais de uma folha para cada um dos pseudobulbos. São classificadas como coriáceas e o pecíolo se apresenta de forma marcante.

O tamanho das folhas também varia podendo chegar ao máximo de 1 m de comprimento no caso de algumas espécies.

Já as flores brotam saindo dos nós do rizoma e em outras espécies partem do pseudobulbo, da sua base. A quantidade de flores também pode variar de várias ou uma única e sua apresentação também não é igual para todas as espécies.

Algumas flores quando nascem em maior número formam uma espécie de estrela ou coroa. Você nota formas de corimbo, umbela e até mesmo, elas nascem formando uma fila ou uma ao lado da outra.

O tamanho das flores também é bem variável chegando no máximo ao comprimento de 30 cm partindo de milímetros.

Possuem um lindo colorido no labelo com cores semelhantes as dos insetos da região em que foram cultivadas. A flor fica sutilmente presa ao labelo e com isso se movem facilmente com o ar. Isso faz com que os insetos polinizadores se sintam atraídos por elas. Nem todas as flores das espécies desse gênero são perfumadas, pelo contrário, algumas possuem um cheiro que é melhor manter-se longe.

As pétalas e o labelo, em algumas das plantas podem ser menores que as sépalas, que se apresentam mais largas.

bulbophyllum longissimum

Cultivo das plantas do gênero Bullbophyllum
O cultivo não é o mesmo para todas elas, o que fará a diferença no modo de fazê-lo é a origem.

Generalizando, as plantas que são da África e da Ásia são as mais fáceis de cultivar. Como primeira coisa, elas gostam de umidade, calor e claridade, muita claridade. Porém, não suportam o sol direto.

As espécies encontradas no Brasil (catalogadas 60 espécies e entre nelas nenhuma é ornamental e nem muito grande) são consideradas de maior dificuldade para o plantio.

Apesar de gostar de muito sol, até mesmo o pleno, ficarão melhores com baixa umidade do ar. Porém, nem sempre são assim, existem aquelas que preferem ficar afastadas do sol.

passaro