Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments




Posts com tag ‘dicas’

alamanda

Trepadeiras: O hábito simples de revestir muros e paredes com trepadeiras pode se tornar um pesadelo. É necessário analisar o comportamento da espécie escolhida, verificando volume, características das raízes, tolerância ao clima do local e manutenção.

A unha-de-gato (ficus pumila), por exemplo, deve ser empregada com cautela, pois suas folhas e raízes tem crescimento acelerado, além de ser pesada quando adulta, sobretudo, se for mal podada, gerando carga excessiva sobre o muro ou a parede, que poderá sofrer fisuras e até desabar.

A primavera (bouainveillea glabra), deve ser evitada em jardineira de edifícios, devido à habilidade de penetrar nas redes de drenagem e nos canos. Além de avaliar a solidez da estrutura, também é essencial verificar a altura, já que a planta necessita ser podada constantemente. (Em postagem anterior recomendamos o uso da primavera para recobrir alambrados e nos esquecemos de mencionar que o mesmo deve ser de boa qualidade e com resistência para não envergar com o vento), basicamente estes são os cuidados com as trepadeiras. Outro problema comum é o surgimento de bichos, como baratas, que usam o volume de suas folhas como esconderijo. Sendo assim, é prudente fazer a manutenção com detetização, para isso contrate empresas especializadas neste tipo de combate que pode ser até mesmo na área de paisagismo.

Ervas Daninhas: a lista de plantas popularmente conhecida como mato é bem extensa: tiririca (Cyperusrotundus), cararuru rasteiro (amaranthus deflexus), picão (Bidens Pilosa), falsa -serralha (emilia sonchifolia), dente-de-leão (taraxacum officinale), quebra-pedra (phyllanthus tenellus), etc. Em comum, todas são rústicas, agressivas e competem com as ornamentais por água, nutrientes e luminosidade, prejudicando seu desenvolvimento. Existem diversas maneiras delas “aparecerem”, suas sementes podem permanecer viáveis no solo por longos períodos e até anos. Tambem existe a contribuição de animais, sobretudo pássaros, e do homem ao introduzi-las por meio de mudas e propágulos (sementes, estolões, tubérculos, etc.), ou então são levadas pelo vento, chuva e maquinário ou ferramenta agrícola. Embora seja difícil impedir seu aparecimento, há maneiras de evitá-los, como realizar limpeza no local, retirando as invasoras antes do plantio definitivo das ornamentais, adquirir substratos e mudas em empresas que já tem esta preocupação com o controle de ervas daninhas e manter as ferramentas e os maquinários sempre limpos, mas se no entanto, já foi detectado sua presença, a contenção pode ser feita com herbicidas, desde que tenha orientação de um especialista e tomando cuidado para não matar as outras plantas. Em seguida vamos falar das

Raízes Agressivas: Flamboyant (Delonix regia), primavera (buganvília glabra), fícus (ficus benjamina) e árvores de copa muito larga, apresentam raízes agressivas, ou seja, crescem vigorosamente, podendo danificar tubulações, calçadas, muros, pisos, piscinas, entre outras estruturas, pois elas enovelam o sistema hidráulico, quebrando-o, e ainda comprometem as redes elétricas e de drenagem subterrâneas, causando sérios prejuízos aos imóveis. Essa característica na verdade, é uma habilidade do vegetal de buscar água e nutrientes, fazendo parte do seu processo evolutivo. Porém elas podem ser integradas ao jardim desde que seja feito um estudo do local onde serão plantadas e colhidas informações sobre a dimensão da sua agressividade. É prudente mantê-las distante de construções, paredes, pisos e rede hidráulica, elétrica e de drenagem, bem como saber mais sobre seu sistema radicular. Não é possível conter as raízes agressivas, porém existem métodos de conduzi-las parcialmente, utilizando tubulações próprias para o isolamento. Outra alternativa é plantá-las em vasos de concreto ou jardineiras resistentes, no caso o melhor seria de concreto, mas com o cuidado de isolar o vaso do solo, pois, com o tempo, as raízes atravessam o dreno do recipiente e penetram na terra, retomando o problema do crescimento desordenado.

Corte de Árvores: Ao manejar o jardim, é importante aproveitar as espécies arbóreas existentes no local, porque, mesmo estando dentro de um terreno particular, seja na área urbana ou rural, elas são bens de utilidade pública, por isso, é ilegal seu corte sem autorização da Secretária do Meio Ambiente Municipal. Nunca se deve retirar ou podar uma árvore, a menos que exista uma indicação técnica concedida pelo órgão responsável de sua cidade, e na maioria dos casos é necessário uma compensação ambiental, ou seja, plantar o dobro de exemplares derrubados. Para conseguir esta permissão só se o plantio foi mal planejado, causando problemas estruturais ou de segurança. Para calçada é importante optar por árvores de 4m a 6m de altura, como o hibisco (hibiscus rosa-sinensis), resedá (lagerstroemia indica), aroeira-salsa (schinus molle), alfeneiro-do-japão (ligustrum lucidum) a cássia-do-nordeste (cassia excelsa) e para garantir um plantio bem sucedido, vale seguir algumas regras: recuo mínimo de 0,50m do meio fio; distância de 1m da entrada da garagem e de 7m da esquina; os vãos livres entre a copa e a rede elétrica precisam ser, respectivamente, 2m e 1m; a árvore de porte pequeno (até 4m de altura) necessita ficar a 5m da placa de sinalização, já a de tamanho médio (até 6m de altura) a 7m de distancia das placas.

Densidade da Copa: Uma bela árvore na área verde sempre é bem vinda, tanto pela ornamentação quanto pelo agradável sombreamento. No entanto, existem muitas duvidas de como aproveitar todos os seus benefícios, acreditamos que a sombra pode ser melhor aproveitada através da colocação de bancos, mesas e redes. Para complementar o local com vegetação use forrações que toleram a sombra, como singônio (syngonium angustataum) filodendro (philodendron sp) pileia (pilea cadierei), maria-sem-vergonha (impatiens walleriana), clorofito (chlorophytum comosum) e grama-preta (ophiopogon japonicus). Também sugiro trabalhar com outros materiais para revestir o solo, por exemplo, deque, piso de pedra, pedrisco ou casca de pinus. Quem não gostaria de estar agora debaixo de uma sombra “gostosa” e ainda com um belo visual? Acabe com o stress deixe as plantas mudarem sua vida.

flowers37

Pinheiros
Como em todos os anos, nesta época muita gente começa a se preocupar com a compra da tradicional Árvore de Natal, para decorem suas residências, escritórios e condomínios. Existe uma grande variedade de árvores naturais, dentre elas as que pertencem a Família dos Ciprestes e das Tuias são mais utilizadas, por serem mais tradicionais e de custo mais baixo.

Podem-se encontrar essas e outras espécies com facilidade no mercado, procure mudas com torrão aparente e proporcional ao tamanho da planta, quando o torrão é muito pequeno a árvore corre maior risco de morrer.

Plante em um vaso com uma mistura proporcional de terra e composto orgânico.

Procure deixá-la ao ar livre e em local sombreado por duas semanas para depois colocá-la no local desejado procurando acomodá-la o mais próximo a janela por conta da claridade recebida.

Borrife os galhos com água e mantenha a terra sempre úmida, mesmo assim ela sofre com as mudanças de iluminação e irrigação natural não se esqueça que essa espécie necessita de sol para sobreviver, por isso seria importante após as comemorações transplantá-la para um jardim ou uma praça.

Procure plantá-la em um vaso que possa ser quebrado na hora de transplantar assim facilita o trabalho e principalmente não agride a planta e sua raiz.

Existem outras espécies que se adquiridas, podem após seu uso como Árvore de Natal ser transplantada para o jardim, sacada ou incorporada à decoração.

Neste caso a criatividade de cada um fala mais alto, ráfia e pinhas são opções para ornamentar.

pinheirinhos

Azaléias

A poda tem como objetivo manter a estética e a limpeza, além de estimular o rejuvenescimento dos arbustos.
Saiba qual é o procedimento adequado para realizar uma poda eficiente e que não danifique as plantas.

Material que você precisará usar:
Tesoura de podar
Serra simples
Luvas
Óculos de segurança

Tome medidas de precaução: proteja as suas mãos com luvas de couro ou outro material resistente e use óculos de segurança.

Para fazer uma limpeza, tire todos os caules secos e com poucas folhas. Realize a limpeza sempre do solo para cima, começando pelos galhos que nascem perto do chão.

Se o arbusto exige uma poda de rejuvenescimento, faça um corte drástico utilizando a serra simples ou, se for preciso, uma serra mais reforçada.

Se o arbusto sofreu recentemente com geadas, corte o caule rente ao solo. Assim as raízes contarão com todos os nutrientes para a planta rebrotar rejuvenescida.

Se o dano devido à geada não foi muito grave, tire 50% dos caules secundários do arbusto utilizando tesouras de cortes diferentes (plano ou ondulado) para evitar “mastigar” os tecidos.

Se os arbustos são cercas-vivas e você quer dar a eles uma forma geométrica, estenda fios de ponta a ponta da cerca e utilize-os como guia para cortar tudo que sair dessas linhas. Utilize uma tesoura grande e reta.

Importante
-
A poda de limpeza de arbustos pode ser realizada em qualquer época do ano.
- A poda de rejuvenescimento deve ser feita no inverno, quando o arbusto entra em letargia.

bonequinha 5

glicinia
A técnica é muito antiga e foi desenvolvida na China, mas foi o Japão que a tornou mundialmente famosa, hoje é considerada uma terapia pelos adeptos desse hobby.
Não existe uma altura padrão, para o bonsai, ele pode ter desde alguns poucos centímetros até mais de um metro, ele pode ter uma formação normal, ou pode ser contorcido, como árvores expostas a muito vento.

O primeiro passo é a escolha da planta, o ideal são espécies que possuem pequenas folhas e pequenos galhos, como o Pinheiro-Japonês, Romãzeira, Piracanta, Cerejeira e a Azaléia. Após a escolha da planta, você deve adquirir o vaso, ele deve ser raso e largo, pois ele é o responsável por limitar o crescimento da planta. Deve ter buracos para a drenagem.

A muda a ser plantada deve ser pequena, no máximo com 15 cm. de altura, e deve estar enraizada, é necessário podar o excesso de raiz. O solo deve ter o seguinte substrato, uma parte de terra, uma de areia e uma de húmus de minhoca, misture bem e peneire. Não se esqueça de colocar pedrinhas no fundo do vaso para fazer a drenagem.

Após plantar a mudinha a regue. As regas em geram nunca devem ser em excesso, o ideal é pouca quantidade uma vez ao dia, no verão se necessário duas vezes ao dia (nunca utilize prato embaixo do vaso). O vaso deve ser deixado ao ar livre com bastante incidência de sol. As podas simples podem ser feitas quando aparecer galhos indesejados, quando o tronco estiver mais espesso e muitas raízes, é hora de começar a trabalhar com o Bonsai.

Primeiramente faça um novo substrato, e retire com cuidado a muda do vaso, e troque a terra, fazendo uma poda das raízes mais longas, procure dar uma forma arredondada ao torrão. A coloque novamente no vaso, se ela não ficar firme, passe um arame pelo buraco de drenagem do vaso e amarre a planta, isso vai fazer com que ela fixe melhor.

Conforme a planta for crescendo o vaso deve ser trocado, mas lembre-se que o tamanho do vaso é que vai limitar o tamanho do Bonsai, quanto ao solo ele deve ficar no nível da borda do vaso.
Esse procedimento deve ser feito quando notar que a raíz já tomou conta de todo o vaso, de um modo geral uma vez por ano, de preferência na Primavera.

O próximo passo é a poda da planta, não existe uma regra para isso, mas devemos ter em mente o desejo final, que é a tornar uma miniatura de uma árvore, lembre-se que o excesso de galhos pode gerar ramos finos demais, então devemos manter somente os galhos estratégicos. Comece pelo galho central deve ser cortado ao meio, os galhos laterais mais grossos devem ser podados mais drasticamente e os galhos finos mais delicadamente. Caso algum galho, esteja interferindo no formato desejado, faça a poda bem rente ao tronco principal.

A formação dos galhos depende das amarrações, utilize somente arame de cobre ou alumínio encapado, para que as plantas não se machuquem, amarrações bruscas pode quebrar algum galho, dê a forma desejada respeitando as limitações da planta.

Agora é só ir cuidando de seu Bonsai, limpando as folhas e galhos periodicamente, musgo e ervas pequenas devem ser deixadas no vaso, A adubação é um dos fatores mais importantes para uma boa floração e um bom desenvolvimento da planta.
A adubação deve ser feita a cada quinze dias, desde o início da primavera até o final do verão, com adubo líquido ou orgânico á base de farinha de osso e torta de mamona. As adubações durante o inverno deve ser evitada.

O segredo maior para se ter um bonsai é a Paciência.

24