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folha de orquídea

Quando iniciamos no cultivo de orquídeas é sempre um susto se deparar com uma manchinha na folha da sua orquídea. O que mais se houve das pessoas é que deve ser fungo e eles são inimigos das orquídeas, e que podem matar a planta se conseguirem contaminar ela, enfim sempre as piores possibilidades.

Passar a informação dessa maneira acaba se tornando algo que mais prejudica do que ajuda sendo o mais comum, ver o lado ruim primeiro…

Se a semente de uma orquídea não tiver a ajuda de um tipo de fungo chamado micorriza, seria impossível germinar em meio natural e mesmo que isso ocorresse fatalmente não vingaria, pois no começo da vida de uma plântula a relação dela com o fungo é essencial para a vida dos dois, e à medida que a planta cresce essa relação fica nas raízes e é totalmente controlada pela planta, que mantém o fungo na parte externa sem acesso a raiz.

pintas_1

Quando uma planta é prejudicada por um fungo, é porque ele conseguiu passar a proteção natural da planta. Isso pode acontecer em determinadas situações, como uma deficiência nutricional que debilita a proteção natural da planta ou por algum fator externo relativo ao ambiente de cultivo que dificulta a planta conseguir vegetar com qualidade.

Além disso, as pragas que atacam as plantas como a cochonilha, pulgão e caracol costumam deixar a planta com feridas por onde o fungo pode entrar e atacar.

As folhas das orquídeas são vitais para que a planta consiga vegetar com qualidade. Saber observar, e o que observar fica mais fácil para avaliar e identificar sua planta e é o segredo para acertar na hora do cultivo.

Sabendo avaliar a planta visualmente pelas folhas, raízes e bulbos é possível acertar ao escolher o vaso, o substrato e o local para elas com mais segurança, errando menos!

Quando o assunto é orquídea cada parte tem sua complexa função para poder se adaptar aos variados habitats pelo mundo afora e também as praticas de cultivo, substratos e vasos usados pelos orquidófilos. Enfim um mundo novo para se conhecer.

A folha de uma Orquídea
Na botânica se definem as folhas como órgãos das plantas, responsáveis pela captação de luz e também pelas trocas gasosas (a respiração da planta) e dessa forma a planta consegue realizar a fotossíntese produzindo energia para crescer e florir.

A folha de uma orquídea é o principal órgão de respiração da planta, mas outras partes também ajudam como as raízes, por exemplo.

Nas camadas superficiais de uma folha recobrindo suas partes internas existe a epiderme, que é uma camada de células transparentes que por sua vez é recoberta por uma cutícula de um material semelhante à cera que reduz a perda de água por transpiração.

folhas cattleya aclandiae5

Nas plantas de climas áridos essa cutícula pode ser tão espessa que dá às folhas uma consistência coriácea, como na folha de uma Cattleya aclandiae nativa da Bahia ou a Cattleya walkeriana do centro-oeste brasileiro.

As folhas das orquídeas variam muito em tamanho, forma e consistência. Podem se apresentar de varias formas: acicular; linear; oblonga; elíptica; lanceolada; ovalada; obovada; cordiforme; triangular; entre outros. Devido ao processo de adaptação das espécies de orquídea ainda são encontradas outros tipos de folhas.

Com algumas exceções de plantas de climas áridos como as cactáceas, as folhas costumam ser o maior possível a superfície em relação ao volume, de modo a aumentar tanto a área da planta exposta à luz, quanto a área da planta onde as trocas gasosas são possíveis por estar exposta à atmosfera.

Oncidium_cebolleta

Espécies que crescem em locais mais secos podem ter folhas cilíndricas, como exemplo a espécie oncidium cebolleta e octomeria panícula, ou ainda folhas reduzidas a escamas, como em algumas espécies de microorquídeas do gênero Campylocentrum.

Apesar da grande variedade de tipos de folhas, as nervuras centrais caracterizam duas formas principais de folhas apenas, conduplicata e plicata.

As conduplicatas possuem uma única nervura central, são de textura mais coriácea e rígida, como a Laelias, Cattleyas, Phalaenopsis, Denphal.

As plicatas apresentam três ou mais nervuras bem nítidas e são de textura mais delicada, como exemplo os catasetuns, stanhopea, etc.

Nas orquídeas de crescimento monopodial como as Vandaceas, as folhas são dísticas, ou seja, inseridas alternadamente ao longo do caule.

paphiopedilum

Nas plantas de crescimento simpodial, as folhas se inserem alternadamente ao longo do ramo (Dendrobium, Epidendrum), ou em forma de fascículos como nos paphiopedilum, e nas que possuem pseudobulbos (Cattleya, encyclia, oncidium, Guarianthe), as folhas inserem-se no ápice, em número de um a três.

As trocas gasosas entre a folha e o meio ambiente são efetuadas principalmente através de glândulas chamadas estômatos que ficam na epiderme ocupando toda a superfície da folha, mas em maior quantidade na parte de baixo dela. São formados por duas células em forma de rim ou feijão, que podem controlar a abertura e fechamento permitindo a respiração e a transpiração.

A clorofila, pigmento verde que dá cor as folhas, absorve energia luminosa necessária para que a agua e o gás carbônico possam ser transformados em glicose. Por isso as folhas das orquídeas nascem e ficam dispostas da melhor forma possível para receberem a luz do sol.

Quando se muda uma planta de lugar ela precisa se orientar novamente em relação a luz e até mudar a direção de crescimento, mas para isso gasta energia também.  Dentro da folha existem outros pigmentos além da clorofila. No interior das células também se encontram os carotenoides, pigmentos responsáveis pelas cores das flores, como o amarelo e o vermelho, etc.

orquídea_1

Eles absorvem energia luminosa e levam até a clorofila, tendo sua importância no processo de fotossíntese.  Também protegem as moléculas de clorofila, funcionando como antioxidante.

Quando uma folha fica velha tende a mudar de cor amarelando pelo aumento dos carotenoides e diminuição da clorofila, e quando uma folha é nova, pode apresentar esses pigmentos também de forma a deixar a folha da planta com pintas. A primeira vista causa duvida se é fungo ou não, mas é só a pigmentação natural da planta.

A orquídea será mais resistente ao excesso de luz, quando maiores forem as condições ambientais que diminuem a temperatura do meio, assim, ambiente ventilado, chão molhado e umidade do ar elevada fazem com que as folhas esquentem menos e a planta resista melhor ao excesso de luz.

Os sinais, nas folhas das orquídeas, revelam as causas apresentadas na planta.

folhas sinais

A transpiração é um mecanismo através do qual a planta elimina a agua em forma de vapor, fazendo um controle da temperatura, pois ao transpirar a agua retira o calor da superfície da folha, refrigerando-a.

Durante a transpiração existe nas folhas uma força de sucção, provocando a subida da seiva bruta, e dessa maneira a medida que a planta perde agua, a folha retira agua do bulbo e este por sua vez retira das raízes.

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Há certo limites de temperatura para um vegetal se desenvolver normalmente e por essa razão, o calor muitas vezes pode ser nocivo tanto por excesso, quanto por falta dele. Há estreita relação entre luz e calor. Quando a luz é intensa, o calor aumenta acelerando as funções da planta, a evaporação é maior e é grande a perda de água pela planta.

Existe uma temperatura adequada para cada espécie de orquídea, quando ela se eleva muito a planta não floresce e seu metabolismo acelera, o gasto de alimento é maior do que a reposição, o crescimento retarda, e numa situação mais extrema as folhas podem amarelar e cair.

Já quando a temperatura ambiente é inferior a desejada, a absorção da água e alimentos se dá de modo lento e a umidade excessiva acompanhada por quedas de temperatura, torna a planta mais frágil e vulnerável ao ataque de pragas e doenças.

Toda planta gosta uma diferença de no mínimo de 8°C a 10°C de temperatura entre os período diurno e noturno. Durante o dia a planta fabrica alimento, respira e cresce. À noite, não há síntese alimentar , mas a respiração e o crescimento continuam.

Em dia ensolarado, com média de temperatura em torno de 30ºC uma maior quantidade de alimentos é fabricada.

A umidade é um dos fatores de maior influencia no desenvolvimento das plantas. Quando insuficiente, provoca o rápido secamento do substrato, as plantas perdem água rapidamente e seus pseudobulbos se desidratam, e as folhas acabam queimando.

cattleya

Nas Cattleyas, a temperatura ideal diurna gira em torno de 22/25ºC e a noturna de 15/17ºC. Acima e abaixo disso a tolerância diminui gradativamente comprometendo o desenvolvimento da planta.

Em todos os continentes com exceção da Antártica existem espécies de orquídeas, e por esse motivo espécies diferentes de orquídeas possuem folhas diferentes que variam conforme o gênero da espécie, a localização do habitat, o clima do local, etc.

A forma das folhas não tem um padrão, sendo uma característica de cada espécie podendo ter grandes variações no tamanho, na grossura, na textura, e na coloração. Essa grande variação de uma espécie para outra é em virtude de vários fatores existentes no habitat de origem, entre eles a temperatura, luz e umidade.  berço da evolução da espécie.

Essa tríade de fatores alheios a qualquer ser vivo é o que mantém a vida de uma orquídea e toda a vida aqui no planeta, por isso tem que ser levado em conta pelo orquidófilo na hora do cultivo, principalmente no cultivo domestico, que é bem diferente de um ambiente natural, mas que pode ser adequado.

As espécies de orquídeas estão em constante evolução e criam maneiras de sobreviver conforme o habitat em que vivem.

As folhas de muitas espécies de orquídeas, como por exemplo, as do grupo das catasetineas e alguns dendrobiuns que conheço, além de outras espécies possuem um tipo de folha que é chamada também de folha caduca ou decídua, isto é, conforme se passam as estações do ano mudam de cor e caem.

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Quando vai se aproximando o inverno, época em que existe menos luz e a temperatura é mais  baixa durante a noite, a planta vai derrubando suas folhas e fica num estado de metabolismo reduzido se alimentando da reserva nutritiva que tiver acumulado e ainda guarda energia para florir ao final da estação.

Para que ainda não conhece, pode parecer que algo de ruim está acontecendo com a planta, mas é apenas um processo natural do ciclo, muito parecido com o que tem no habitat de origem. é bom lembrar que as folhas que caem não voltam a nascer, mas em vez disso surgem novos brotos que emitiram folhas e farão o mesmo ciclo dos bulbos antigos.

Sabendo dessa característica fica muito mais fácil o cultivo, evitando que por medo de estar acontecendo algo de ruim para a planta acabe tomando uma atitude que “estresse” a planta  nesse período como um replante ou mudança de local.

Ainda existem outras partes de uma orquídeasque são folhas modificadas com outras funções na planta, servindo como proteção para as partes da planta como os bulbos em crescimento e os botões florais:

espata - floral

Espata floral
É considerada como sendo uma folha modificada, também conhecida como bráctea, não está presente em todas as espécies e é onde se originam as flores das orquídeas. Sua função é proteger os botões florais em formação.

Pode permanecer na cor verde ou secar e ficar com a cor da palha, que continua tendo a mesma função, podendo a planta florescer de espata verde, ou florescer de espata seca, variando de espécie para espécie.

bainha

Bainha da folha
É um tipo de folha reduzida que vai se dividindo e subindo até a altura em que a folha ou as folhas definitivas começam a se formar, antes quando do broto em formação Essa bainha costuma envolver o bulbo e após o crescimento completo, vai secando com o tempo, podendo ser removida pois pode ser um esconderijo de cochonilhas que sugam a planta.

A própria flor também é uma evolução e adaptação das folhas na intenção de atrair o polinizador e sustentar os órgãos reprodutivos masculino e feminino da orquídea.

Mas antes de finalizar gostaria de deixar um quadro abaixo que exemplifica outra situação mostrada na folha de qualquer planta e nas folhas das orquídeas também, que é a deficiência nutricional, isto é, toda orquídea precisa de um mínimo de 3 nutrientes primários encontrados no ambiente que são o oxigênio, o hidrogênio e o carbono retirados do ar, da agua e da luz e ainda 13 nutrientes minerais essenciais que absorvem de adubação que somos nos que fazemos, por isso fique atento.

Dica
Para controle da temperatura em telados ou estufa pode-se lançar mão de um sombreamento maior, regas no chão do orquidário aumentando a evaporação nos horários de maior calor, vaporização de água em forma de névoa que é de melhor absorção e o aumento da ventilação.

Pisos de terra batida, areia e pedriscos aumentam a superfície de evaporação, sendo os mais indicados.

janela vento

Obrigada pela sua visita. Se você tem sugestões ou dicas sobre o assunto, coloque aí nos comentários, eles podem acabar virando temas para novos posts.

OBS: Este site não trabalha com vendas de plantas,sementes e afins, apenas são postados artigos com informações sobre como cultivar as plantas. Você pode adquirir sua planta desejada em qualquer bom Garden Center de sua região.


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Viola tricolor, popularmente conhecida como amor-perfeito e erva-trindade, é uma flor bienal selvagem eurasiática. É uma pequena planta rasteira que atinge no máximo 15 cm de altura, com flores de cerca de 1,5 cm de diâmetro.

Cresce nos prados e nas fazendas abandonadas, principalmente em solos ácidos ou neutros. É geralmente encontrada onde há sombra parcial.

Floresce de abril a setembro. As flores da viola tricolor ou amores perfeitos podem ser roxas, azuis, amarelas ou brancas. É hermafrodita e autofértil, polinizada pelas abelhas.

O amor-perfeito é uma planta que dura dois anos no canteiro ou vaso. Rasteira, de 15 cm de altura, é ideal para jardineiras e vasos rasos.

É uma flor fácil de se manter e que dará uma vivacidade toda especial à sua varanda e jardim. Esta é uma planta perene, quando no seu habitat natural porém, no nosso país, após o ciclo de germinação, crescimento e floração, de um ano, é comum ela ser replantada.

É habitualmente uma planta perfeita para bordaduras de canteiros, em parques urbanos.

Viola_tricolor amarela

Para plantar amor-perfeito
Você pode comprar a muda já florida e distribuir pelos seus vasos e jardineiras ou, se preferir, comprar as sementes e semear.

1° passo
É necessário um vaso, não muito profundo pois essa planta tem raízes superficiais (20 cm é suficiente). Faça a camada de drenagem inferior do vaso e complete com uma mistura de terra adubada, orgânica, areia média, metade a metade.

2° passo
Semeie as sementes diretamente no vaso, sobre a terra, espalhadas, e cubra com 2 mm de terra solta. Mantenha a terra do vaso umedecida. As sementes deverão brotar no prazo de uns 10 a 15 dias.

3° passo
Se preferir, faça a germinação em uma caixa de germinação, com os quadradinhos separados, e transplante suas mudinhas, para o local definitivo, quando estas alcançarem os 6 cm de altura.

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4º passo
O amor-perfeito gosta de terra fértil, com luz solar abundante, no mínimo por quatro horas ao dia. É planta de clima quente mas, sofre se o frio é mais intenso ou se há geadas.

5° passo
Regar amor-perfeito é obra para sempre que a terra estiver seca. O ideal é manter a terra úmida, sem encharcamento. Regue no início da manhã, ou final da tarde, fora do sol.

Época boa para o amor-perfeito florir
Nas regiões mais frias do Brasil o amor-perfeito vai florir do outono até a primavera e, nas regiões mais quentes e úmidas, somente durante o inverno.

A melhor época para semear é do final do verão ao começo do inverno. As temperaturas acima de 30ºC inibem a germinação das sementes.

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A prímula faz parte da família Primulaceae e tem sua origem na Ásia, especialmente na China. A flor que tem ciclo de vida perene, deve ficar sob meia sombra ou luz difusa e entre as suas principais características é uma espécie que mede entre 0.1 a 0.3 m, não supera nunca os 15 cm de comprimento.

A beleza da prímula seria razão mais do que suficiente para explicar o seu uso na decoração de interiores, porém, dois motivos a fazem ainda mais interessante para os paisagismo: o fato dela ser florífera e herbácea.

Ela não possui caule e como foi dito anteriormente, dificilmente ela chega a 15 cm de altura, em raríssimos casos, o máximo que ela pode alcançar é 30 cm.

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Características
Sobre as características dessa espécie, é uma planta que possui folhas bem simples com um único detalhe, somente para deixá-las ainda mais bonitas, as margens que são denteadas, arredondadas e cordiformes.

Na verdade, as folhas se distribuem criando o formato de uma roseta, graças aos longos pecíolos e mais a parte superior com tricomas urticantes.

Quando chega o final do inverno é que as flores aparecem e a inflorescência dessa espécie é classificada como terminal. Elas surgem apoiadas em uma longa haste que fica bem acima das folhas, formando um perfeito buquê.

Elas fazem espetáculo à parte, entre simples ou dobradas, elas florescem em grande quantidade e ainda nos presenteiam com um delicioso perfume delicado.

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E não são só essas as qualidades das flores da prímula, as cores são outro ponto forte para usá-las na decoração de interiores, graças a grande variedade. Elas podem ser: salmão, brancas, vermelhas, rosas ou roxas.

Todas em tons mais suaves. Aquelas com tonalidades mais forte, muito parecidas, pertencem a outra espécie, a prímula polyantha.

Além de lindas e perfumadas são muito vistosas. Grandes, elas acabam sendo “emolduradas” pelas folhas, que são bem verdinhas e com textura aveludada. Por isso, formam verdadeiros buquês feitos de uma única flor e perfeitos para qualquer tipo de decoração, até mesmo dentro de casa, já que não gosta de sol diretamente sobre ela.

Normalmente, pelas suas características e qualidades, os paisagistas usam a prímula em jardineiras e vasos. Elas podem dar o toque clássico que exige uma decoração elegante, por exemplo.

prímula

Cultivo
São plantas, porém, devem ser consideradas anuais, quanto ao tratamento. Explicando melhor, depois do primeiro período de floração, elas não ficam bonitas como eram e mais ainda, a segunda e as demais florações já não são tão perfeitas como a primeira.

Neste caso, é preciso cuidar com mais atenção para manter a beleza nas demais vezes que as flores aparecerem e também para não ficar “sem graça” enquanto elas não chegam.

Sendo uma flor que fica bem dentro de casa, vale a pena cultivá-la para dar mais vida e cor aos ambientes, e podemos fazer o cultivo sem nenhum problema.

Para começar, saiba que o momento certo para cultivar a prímula é sob meia sombra. E o mais importante são os cuidados ao preparar a terra para plantá-la. Observe que ela seja: fértil, enriquecida com matéria orgânica, tenha boa drenagem (faça pequenos furos como um ralo no fundo do vaso) e depois é necessário manter essa terra sempre úmida.

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Sendo uma espécie que gosta de climas subtropicais e temperados, mas que também se adapta ao clima tropical, a temperatura não será um problema. Mas, atenção, deixe-a sempre uns lugares frescos e que ela fique bem protegida do sol forte.

Para que a sua prímula cresça forte e bonita e não decepcione na hora do aparecimento das flores, saiba que existem algumas coisas que ela não gosta mais que isso, não suporta e pode até morrer. Então, anote o que evitar: encharcamento, ar-condicionado, geadas e estiagem.

Uma boa dica de jardinagem para quem gostaria de manter por mais tempo o florescimento da prímula é bem simples e você pode fazer quando cultivá-la em casa. Cada vez que uma das flores murchar retire-a imediatamente. E mais, durante o florescimento faça a fertilização regularmente.

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Se está pensando em cultivá-la em casa, em um vaso ou no seu jardim (atenção com o lugar escolhido por causa do sol), use sementes para multiplicá-la. E um último detalhe, as sementes devem ser plantas para germinar nos primeiros dias do outono. Esse é o período ideal para que a prímula cresça bonita e forte.

Atenção na hora de manipular a prímula – veja a razão
Na hora de cuidar da prímula, quem o fará deve ter atenção, porque se trata de uma espécie considerada tóxica. São comuns os casos de mucosas e irritação na pele ao manipulá-las, especialmente em pessoas mais sensíveis.

Além de ser recomendado cultivar ou cuidar da prímula sempre com luvas, como forma de prevenção, a planta deve estar fora do alcance de animais domésticos e de crianças, como medida de precaução.

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As azaléias são lindas e preenchem os canteiros  com suas cores que brilham no rosa, branco, vermelho, mescladas e azuladas. Também são fáceis de serem cultivadas, se dão bem em diversos ambientes, internos ou externos, em vasos e em canteiros de jardim.

É uma planta de flor originária do Japão, lá seu nome quer dizer “árvore de rosas” e está presente em todos os jardins orientais.

No Brasil esta linda planta se aclimatou muito bem e, em vários estados, pode-se encontrar azaléias de porte nos entremeios de estradas de rodagem, passeios públicos e jardins. Quando bem cuidada, esta é uma planta que florescerá o ano todo.

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A azaléia é uma planta rústica, aguenta frio e se adapta a todo tipo de solo. Algumas variedades preferem um pH mais ácido, outras nem tanto.

Tem azaléia baixinha, alta (até 2 m), de pétalas lisas ou crespas, e todas são perenes – quer dizer, você planta e ela fica lá, florescendo, alegrando o ambiente, para o resto de seus dias.

Em algumas caem as folhas, em outras, não. Dá para fazer “cerca viva” e “bonzai”, graciosas e floridas em diversas épocas do ano.

Como multiplicar uma azaléia
A propagação da azaléia também é bastante fácil. Se faz por estaca de ponteiros de 7 a 10 cm de comprimento. Você vai escolher o ramo reprodutor, um ramo forte, que tenha galhos laterais e folhas. Retire todas as folhas da base deixando só 4 a 5 no ponteiro.

azaléia

Tenha preparado os vasos em que vai plantar as novas mudas de estacas com terra misturada com areia, sem adubação prévia, com boa drenagem.

As mudas novas não devem ser colocadas em terra recentemente adubada (então, prepare sua terra adubada com, pelo menos, 3 meses de antecedência da época da colocação das estacas.

Enraizamento das estacas
Em 2 meses, 60 dias, as estacas estarão enraizadas. Os cuidados necessários são a manutenção da umidade da terra e do ambiente da muda mas, não se pode encharcar a terra, portanto, cuide bem da drenagem.

Uma boa dica é fazer uma cobertura com meia garrafa pet cortada, deixando a abertura para cima. Você manterá a terra regada, úmida e a garrafa propiciará um ambiente mais protegido para a mudinha.

Transplante da azaléia para o local definitivo
Após esse tempo, você vai transplantar a sua azaléia para o seu local definitivo. Escolha bem o local definitivo do plantio, atendendo às características que menciono abaixo neste texto.

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Características de um bom local de plantio para a azaléia
Luz e vento
As azaléias gostam de luz e sol direto por, pelo menos 4 horas por dia. Se a azaléia estiver plantada no jardim, escolha um lugar menos ventoso pois esta planta não gosta tanto assim de ventania. Mas, se elas estiverem em vaso, cuide do excesso de vento e chuva, que poderá matar a planta.

Solo
O solo ideal para a azaléia é composto por uma parte de terra argilosa, uma parte de areia e outra parte de composto orgânico bem curtido, com pH mais para o ácido. No vaso esse solo deverá ter boas condições de drenagem e terá que ser afofado rotineiramente para não compactar.

É uma boa ideia se usar lascas de pinheiro ou bolinhas de argila, na superfície, para reduzir a evapotranspiração do solo e assim e assim, espaçar as regas.

Regas
As azaléias, no jardim, só deverão ser regadas se o tempo seco perdurar mais de uma semana mas, no vaso, regue um pouco cada dia, de manhã cedo.

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Podas
Para que a azaléia dê flores todos os anos, faça uma poda de limpeza após as floradas e, nesta época também, faça a adubação com composto bem curtido.

Adubação
As azaléias podem ser adubadas varias vezes ao ano, com adubo orgânico (composto ou estrume) bem curtido, com torta de mamona, cinza de lareira e fogueira, restos picados de folhagens.

Disponha o adubo já preparado em volta do pé da azaléia e, com um rastelo, introduza levemente. Regue em seguida e cubra a superfície com palhada ou folhas secas.

Para adubar os vasos, use uma colher de sopa de torta de mamona, farinha de osso e cinzas, misture bem e, em cada vaso, uma vez ao mês, espalhe uma colher de sopa (para vasos grandes) ou de sobremesa (para vasos médios).

Nas mini-azaléias plantadas em mini vasos, só coloque uma colherinha de café do adubo preparado.

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Atenção
Nunca adube mudas em formação ou enraizamento. Uma vez ao ano, misture um pouco de terra com salitre e incorpore nos locais onde tem azaleias plantadas (essa adubação deverá ser feita em tempo seco, a terra afofada e o adubo revolvido superficialmente). Posteriormente, uma boa rega para integrar o salitre em toda a superfície, fará o restante do trabalho.

Melhor época para plantar azaléias
As flores, na azaléia, surgirão a partir do primeiro ano de plantio, depois da primeira poda (na primavera faça as podas retirando os galhos e flores secas) e a melhor época para se plantar é no outono.

Pragas que atacam a azaléia
Apesar de muito resistentes as azaleias também sofrem com algumas pragas como os pulgões, cochonilhas, tripés e moscas-minadoras e, para controlar esses avanços, use inseticidas biodegradáveis à base de água.

As pragas atacam as azaleias quando as condições de plantio são inadequadas: regas irregulares, falta de luz e ventilação, baixa umidade do ar ou muitas plantas em pouco espaço físico.

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Como cuidar da saúde da azaléia
Se a sua azaléia tiver folhas cinza escuro caídas, que eram esbranquiçadas antes, é sinal de ataque de oídio, então, você deve diminuir a rega desta planta e isolá-la para não infetar as outras.

Se tiver ponteiros secos, é a podridão marrom escura que começa na ponta do ramo e pode atingir toda a planta, pode as partes doentes e passe no corte uma pasta à base de oxicloreto de cobre. Esses fungos se devem ao excesso de umidade no solo ou no ambiente e deixa as manchadas de ferrugem.

Se cultivada em estufas, a azaleia pode florescer em qualquer estação do ano, desde que se controle a iluminação e a temperatura que a planta recebe. Esta é uma planta de temperaturas amenas apesar de aguentar bem as variações de frio e calor, mas quando em estresse, não florescerá.

A azaléia pode ser cuidada dentro de casa desde que, de tempos em tempos, fique na frente da janela aberta tomando o sol da manhã, por exemplo.

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