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Para obter sucesso no cultivo de orquídeas a primeira coisa que você deve saber é qual o gênero ou espécie e qual o habitat de origem da planta, para saber suas necessidades naturais em seu meio.

Sabendo tais informações fica fácil cuidar de suas orquídeas. Por exemplo, o cultivo de orquídeas ornamentais (como a Cattleya e a Phalaenopsis) é relativamente fácil, se respeitadas as regas semanais, os critérios de exposição de luz (normalmente o mais indicado é 50%, conhecida como meia-sombra e nunca o sol direto) e a adubação periódica com substratos ricos e apropriados a cada fase de desenvolvimento da planta.

As orquídeas podem ser cultivadas em vasos, fibra de coco ou em árvores. Quando tratadas de maneira adequada elas podem florir uma vez ao ano.
Mudas podem ser nutridas com uma colher de chá de farinha de osso a cada mês nas beiradas do vaso, acelerando assim seu crescimento. Os híbridos são de maneira geral extremamente resistentes, e podem prosperar mesmo em condições adversas de cultivo, crescendo mais rápido que as espécies “naturais”. Incontáveis cruzamentos de gêneros ou espécies geraram inúmeros híbridos.

Em sua maioria, orquídeas não toleram água em demasia, mas normalmente  gostam da presença de substrato rico e úmido. Por este motivo, os vasos jamais devem ficar sobre pratinhos que retém água, sob pena de encharcar as raízes e matar a planta.

É fundamental o arejamento das raízes, daí o uso de pedaços de xaxim ou fibra de coco como substrato, e não o pó deste. Dois anos é o tempo médio de vida útil do substrato, o qual deve ser substituído após esse período. O pó de fibra de coco é normalmente usado apenas quinzenalmente sobre o substrato (salpicar uma colher de sopa). Há ainda outros substratos  o esfagno, etc.

Para uma boa drenagem 1/3 do vaso deve ser preenchido com caco cerâmico. Por este motivo também é comum o uso de vasos de barro com furos nas laterais e vasos de plástico transparentes, que facilitam o contato da luz com o rizoma e acentuam o arejamento deste. A drenagem pode ser feita mantendo o vaso ou placa de coxim pendurado por arames e pendendo numa inclinação de 45º. De maneira geral, plantas penduradas estão mais protegidas de doenças e pragas.

Uma planta florida pode permanecer dentro de casa, perto de uma janela com boa fonte de luz, sempre evitando o sol direto. Durante esse período, deve-se molhar o substrato, dependendo da umidade ambiente, mas com rega bem moderada e jamais molhando as flores.

Após o fim da floração, pode-se fazer a retirada manual das flores secas e podar a haste com tesoura esterilizada em fogo.

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Obrigada pela sua visita. Se você tem sugestões ou dicas sobre o assunto, coloque aí nos comentários, eles podem acabar virando temas para novos posts.

OBS: Este site não trabalha com vendas de plantas,sementes e afins, apenas são postados artigos com informações sobre como cultivar as plantas. Você pode adquirir sua planta desejada em qualquer bom Garden Center de sua região.


Cattleya guttata alba
As orquídeas apresentam variações quanto ao local onde se desenvolvem na natureza. Podem ser:

1) Epífitas - quando a orquídea se desenvolve em troncos e galhos de árvores. Apesar disso, ela não é uma parasita, pois não danifica nem retira nutrientes das árvores. O seu sustento vem do oxigênio que absorve através das folhas, da umidade do ar, do sol, da água da chuva e dos nutrientes que derivam das folhas e insetos mortos e decompostos que ficam depositados sobre os galhos e troncos.

2) Terrestres - são aquelas que vivem no solo. Geralmente são plantas de climas temperados, mais amenos; têm o sistema de raízes próprias para se desenvolverem na terra. Gostam de local menos ensolarado.

3) Rupícolas ou litofíticas – se desenvolvem em solo rochoso, em locais geralmente muito ensolarados. As raízes ficam protegidas nas fendas das rochas ou sob o mato. Essas orquídeas enfrentam condições adversas de temperatura: calor forte durante o dia e noites frias

4) Saprófitas - espécie subterrânea que cresce e floresce no subsolo, a Rhizanthella garneri, coletada pela primeira vez em 1928 na Austrália. Não tem clorofila e se desenvolve com a ajuda de um fungo.

A vontade de se ter a beleza das orquídeas em casa levou à busca de cultivos alternativos. Para o desenvolvimento adequado da orquídea fora de seu habitat natural, precisamos estar atentos aos seguintes fatores: luz, temperatura, umidade e água, adubação, substrato e vasos.

Partes das plantas e modo de crescimento
Quanto ao crescimento, as orquídeas podem ser classificadas em:

1) Simpodiais - plantas que crescem na horizontal, ou seja, o novo broto se desenvolve na frente do bulbo adulto formando o rizoma e um novo pseudobulbo, num crescimento contínuo.

2) Monopodiais - planta com crescimento vertical. Suas folhas são lineares, rígidas e carnosas,  muitas vezes sulcadas ou semi-cilíndricas, dispostas simetricamente no caule da planta. Ex. Vandas, Ascocendas.

Crescimentos novos, chamados de “frente”, começam na base do pseudobulbo guia, a partir das gemas. Muitas dessas orquídeas formam na base das folhas do pseudobulbo guia (de onde sairá a aste floral) uma estrutura especializada, tipo folha, chamada bainha. A função principal da bainha é proteger as gemas e as partes novas da planta. Uma característica das Cattleyas é a formação de uma estrutura chamada espata que serve para proteger o botão floral. Embora seja comum seu aparecimento, as vezes acontece de os botões nascerem sem espata.

Tipos de vasos, ferramentas necessárias e desinfecção.
Normalmente os vasos mais utilizados e facilmente encontrados são os de barro e os de plástico.
Vaso – De barro
Vantagens – Melhor aeração e consequentemente retém água por menos tempo
Desvantagens – Seca muito mais rápido

Vaso – De plástico.
Vantagens – Preço mais baixo, mais leve, fáceis de limpar.
Desvantagem – Retém mais umidade e pode favorecer o apodrecimento das raízes.

O formato dos vasos varia muito. Existem formatos que são mais apropriados para uma espécie do que para outra, contudo, como regra geral todos devem possuir uma boa capacidade de drenagem (furos largos e cacos de telha no fundo), propiciando um rápido escoamento da água.

Desinfecção
Caso você opte pela reutilização de um vaso, é imprescindível a desinfecção do mesmo antes de replantar uma orquídea, bem como de todas as ferramentas que irá usar (facas, tesoura de poda, pá de jardinagem etc.). Para desinfectar um vaso de plástico basta lavá-lo muito bem com água e água sanitária e deixá-lo secar ao sol. Já o vaso de barro, após a lavagem, ainda úmido, coloque-o por alguns segundos sobre a chama do fogo para queimar possíveis micróbios.
O mesmo deve ser feito com as ferramentas: flambe na chama do fogo a tesoura de poda e faca sempre que for cortar uma folha velha, raiz ou bulbo de sua orquídea.

Substratos
O substrato serve como suporte para a planta e ajuda a reter os nutrientes. Um bom substrato deve ter várias qualidades: ser durável (4 a 6 anos), ter fácil disponibilidade, preço acessível, facilidade de manuseio, capacidade de sustentar a planta, firmeza, ausência de toxidez, boa aeração, manutenção do pH, capacidade de retenção da água, porém sem encharcar, etc.

O Xaxim como está em extinção, está sendo substituído por outros substratos alternativos, como segue:

Esfagno ou musgo – Pode ser usado puro ou misturado com outros substratos e é recomendado para plantas que precisam de muita umidade para sobreviver, principalmente as mudinhas novas.

Casca de coco – É um bom substrato devido a abundância do material, porém deve ser obrigatoriamente extraído do coco seco, pois a casca do coco verde não é aconselhável por ser de curta duração, além de ser excelente local para fungos e bactérias que podem dificultar o enraizamento ou mesmo contaminar a planta, matando-a.

Coxim – É o tecido da casca do coco a base de tanino. E vendido na forma de vasos, cubos, bastões, placas, fibras e grânulos. Ainda é um material relativamente caro. Deve-se molhar com moderação pois ele retém a umidade por muito tempo.

Troncos – Deve ser de madeira resistente e de preferência com casca firme e rugosa. É fácil de usar e as plantas dificilmente sofrerão por umidade excessiva.

Tutor vivo (árvores) – É sem dúvida o substrato ideal, pois é o que melhor imita as condições naturais. O tutor vivo tem a desvantagem de não poder ser removido para as exposições.

Carvão vegetal – Pode ser usado como substrato isoladamente. Muitos orquidários estão usando carvão misturado com casca de pinus moída, pedra brita ou xaxim, com excelentes resultados. Bom para as plantas que não gostam de água acumulada nas raízes.

Caroço de açaí – Encontrado em abundância no Norte e Nordeste. Deve-se ter o cuidado de antes de utilizá-lo lavá-lo bem para tirar o pó e ferver durante 10 minutos para matar o embrião evitando assim a sua germinação. É um substrato de curta duração.

Material inorgânico – Entre os materiais usados podemos citar rocha vulcânica, brita de vários tamanhos, agregados como argila expandida, dolamita, etc.
Piaçava – é um substrato com boas características: é poroso, mas é formado em grade parte por lignina que não se decompõe. Bom para orquídeas que não gostam de muita umidade.
Casca de árvores - Podem ser usadas grandes lascas ou pode ser triturada, pura ou misturada com outros elementos. As mais usadas são casca de peroba e nó de pinho.
Outros tipos – Mistura de grãos de isopor, casca de pinus e carvão, rolha, casca de amendoim, casca de macadâmia.

Reprodução de Orquídeas
A natureza se encarrega de fazer a reprodução e multiplicação das orquídeas através de vetores como: vento, insetos, pássaros e formigas. O homem pode fazer mudas de orquídeas através de divisão de mudas, estaquia, produção de keikis, sementes e meristema. Os três primeiros têm a vantagem de reproduzir flores idênticas à planta-mãe, mas pequena quantidade de mudas. A reprodução por sementes pode gerar centenas de mudas, mas semelhantes à planta-mãe. Já o meristema (ou clone) produz flores idênticas e em grande quantidade.

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Astromélias
No verão, as regas e adubações devem ser mais freqüentes, principalmente para as plantas que ficam expostas ao sol. Em algumas regiões mais áridas, é necessário regá-las duas vezes por dia, sempre pela manhã e à tardinha, já com o sol baixo.

As plantas de interiores também tendem a ficar ressentidas com o ar muito seco, por isso, além das regas normais, borrife as folhagens com água na temperatura ambiente.

Nos casos mais sérios, agrupe as plantas em uma bandeja com água, sempre com cuidado para o vaso não ficar submerso. Não se esqueça de que, ficando em contato com a água, o solo do vaso vai ficar muito úmido, prejudicando as raízes das plantas. Por isso, mantenha-os apoiados em uma camada de pedregulhos. As espécies mais sensíveis e delicadas devem ser afastadas das janelas muito ensolaradas.

O verão é época propícia para o aparecimento de doenças. Para preveni-ias, remova folhas e flores murchas ou secas e ventile bem o ambiente. Se você notar alguma planta com sinais de doença ou praga, isole o vaso imediatamente, remova as partes afetadas e, se o problema persistir aplique produtos especiais para cada tipo de problema. Lembre-se de que esses produtos são tóxicos e devem ser aplicados de acordo com as instruções do fabricante.

Os vasos pendentes, além das regas normais, precisam ser imersos em água uma vez por mês, para o xaxim absorver bastante umidade. É só mergulhar o vaso em um balde com água por dois minutos.

No jardim, coloque estacas para as plantas com hastes mais delicadas, a fim de evitar que as chuvas fortes dessa época do ano danifiquem suas plantas.

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Família: Orchidaceae
Origem: Américas

Baunilha é o nome popular dado às orquídeas do gênero Vanilla. Elas são plantas terrestres e trepadeiras, conhecidas mundialmente pelo aroma de seus frutos. Em geral, estas orquídeas apresentam caule verde, cilíndrico, de crescimento monopodial, podendo alcançar 20 a 30 m de comprimento, dependendo do suporte em que estão apoiadas. Além das raízes terrestres, elas também emitem raízes adventícias ao longo do caule, que aderem no suporte e são responsáveis pela sua fixação. Suas folhas são alternadas, ovais a lanceoladas, verde-escuras e reduzidas em algumas espécies.

As flores não são o principal atrativo deste gênero, ao contrário de outras orquídeas. Elas são bonitas e grandes, solitárias ou em rácemos, mas pouco duráveis, apresentam coloração amarela ou esverdeada, com o labelo de tonalidade amarela mais forte.

Quando polinizadas, originam frutos alongados e cilíndricos, que demoram alguns meses para amadurecer.

As baunilhas devem ser cultivadas à meia-sombra, sendo adequado filtragem de 50% da luz do sol por sombrite. Também desenvolvem-se muito bem sob a copa de árvores não muito densas, como as frutíferas em geral.

O plantio deve ser realizado com estacas longas, de pelo menos 80 cm, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica.

Elas devem ser amarradas a tutores, como ripas de madeira de 1,5 metros ou tronco de árvores, pelo menos até a sua fixação através das raízes adventícias.

Adubações regulares com matéria orgânica, irrigação periódica e polinização manual são os principais tratos culturais da baunilheira estabelecida.

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