Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments




Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

Masdevallia

Masdevallia é um largo gênero de peculiares orquídeas. A origem destas orquídeas parece ser mesmo as elevadas altitudes da cadeia andina. De clima frio, se adapta melhor em regiões de alta latitude, mas algumas espécies toleram melhor climas mais quentes.

São encontradas do México ao Brasil, mas principalmente nos Andes, no Equador e Colômbia, Peru e Bolívia.

São encontradas como epífitas, porém nas partes mais baixas das árvores, nunca a mais de 2 m do solo, e por esse motivo necessitam de ambiente bastante úmido e com pouca luminosidade.

Como são encontradas em altitudes elevadas, necessitam de clima com temperaturas relativamente baixas. As folhas são brilhantes e carnudas e sempre mais compridas que seu caudículo.

Suas inflorescências são igualmente uniflorais ou racemosas. Suas flores são sempre coloridas e suas sépalas unidas, formando um tubo ou cone. As pontas das sépalas são finas e curvas.

As pétalas, ao contrário de outros gêneros, são pequenas e praticamente não percebidas, bem como o labelo, que é pequeno e mais parece uma calosidade ou pequena lingueta, normalmente na cor branca ou púrpura.

São cultivadas em pequenos vasos com sphagnum, em estufas com pouca luz, bastante circulação de ar e temperaturas amenas.

Existem cerca de 500 diferentes espécies que são divididas em muitos subgêneros.

cutecolorsplant3a

Miltonia leucoglossa

Origem: Brasil
Condições ideais: Sombreamento de 70%,boa ventilação e locais com temperaturas intermediarias
Curiosidade: É um híbrido natural entre Miltonia Candida e Miltonia Spectabilis

Nome Popular: Miltonia

Família: Orchidaceae

Origem: Originária Brasil e Argentina

Descrição:
Planta herbácea de pequeno porte, epífita, que pode atingir 0,45 m de altura.
Os pseudobulbos são ovais, longos e achatados, permanecendo meio escondidos pelas bainhas foliares, com uma ou duas folhas no ápice.

As flores têm 10 cm x 11 cm em média e a floração ocorre na primavera ou verão, com a haste floral de até 0,45 m de comprimento, durando cerca 30 dias.

As flores são achatadas com o labelo maior que as demais, em geral com mácula em amarelo escuro, a coluna é curta e as polínias rígidas.
As outras pétalas podem ser brancas, rosa claro e carmim ou manchas definidas nestas últimas cores.

Exala leve perfume adocicado.

O nome Miltonia foi posta na planta em homenagem a um orquidófilo inglês, Lord Fitzwilliam Milton.

Modo de Cultivo:
Nas matas de onde são originárias habitam tanto espaços secos como úmidos onde formam grandes touceiras sobre o tronco das árvores.

Não aprecia sol direto, pois queima as folhas e pseudobulbos com facilidade, mas necessita de muita luz, então o melhor lugar para ela é à meia sombra de outras plantas ou em ripado com sombreamento de 70% e temperaturas entre 10-32º C.
A umidade deve ser alta, por isto borrifar o chão do orquidário ajuda no equilíbrio das plantas

Cultivada em vasos pequenos não consegue expandir-se, o melhor é um vaso de tamanho médio de boca larga, preencher com substrato próprio para orquídeas feita de pedaços de fibra de coco ou aparas de madeira, colocando sempre cacos de tijolos, isopor ou argila expandida embaixo para boa drenagem.

Pode ser cultivada em lugares úmidos como as localidades serranas do sul e sudeste.

Paisagismo:
Quando iniciar seu florescimento, leve para dentro de casa, para apreciar sua floração, mas continue a regar periodicamente e coloque junto à janelas com muita luminosidade mas sem sol direto.

livro

Gongorra

A Gongorra  quinquenervis é nativa do noroeste da América do Sul, abrangendo o Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e a ilha de Trinidad. Ela vegeta como epífita, muitas vezes consorciada com formigas, desde o nível do mar até uma altitude de 1.400 m.

Os pseudobulbos são vincados e encimados cada um por duas folhas largas com cerca de 5 nervuras longitudinais, a origem do seu nome. As flores da forma tipo são cor de vinho.

Existe uma variedade em que as flores são inteiramente purpúreas. O cacho floral de uma planta bem estabelecida em cultivo pode chegar a 60 cm de comprimento. Ela pode ser plantada em vasos de plástico com casca de pinus e brita nº1, mas a Gongora também pode ser cultivada em cachepots de madeira, uma vez que as suas flores saem da base do pseudobulbo dirigindo-se para cima e não perfuram o substrato em direção ao fundo, como acontece com outras espécies.

Essa espécie necessita de uma adubação rica em nitrogênio, senão as folhas ficam amareladas. Isso provavelmente se deve ao fato, dela ter evoluído vegetando sobre formigueiros arbóreos, um substrato muito rico nesse composto.

5dd04adeee5767ccf9b0a1e95891c320

cattleya

A Cattleya intermedia pertence ao grupo das cattleyas bifoliadas e é encontrada principalmente no sul do país Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas também pode ocorrer nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

As melhores plantas encontradas na natureza são oriundas do Rio Grande do Sul, onde em geral são mais baixas, robustas e com flores maiores é o caso da Cattleya intermédia ‘Figueirinha’ encontrada no Banhado do Taim.

Gostam de muita luminosidade, boa aeração, elevada umidade noturna e de preferência um inverno mais seco, um clima variando do temperado a quente é o ideal, mas por ser uma planta muito resistente tolera temperaturas mais baixas no inverno.

É uma planta que se adapta bem em quase todos os climas, tanto os mais quentes como os mais frios, pode ser encontrada na natureza vegetando ao nível do mar até altitudes de 300m.

As intermédias são em geral plantas de crescimento rápido, precoces na floração e com tendência a rapidamente extrapolar o vaso, sendo considerada uma planta de fácil cultivo.

A floração da Cattleya intermédia ocorre entre junho a outubro, mas quando bem cultivada pode florir em meados do verão, possui flores de tamanho médio entre 10 e 13 cm de acordo com a variedade e pode apresentar uma floração entre 2 a 9 flores por haste sendo que alguns exemplares depois de adultos podem chegar a floresce com até 13 ou mais flores.

A Cattleya intermedia apresenta talvez a maior riqueza entre as demais Cattleyas podendo apresentar muitas variações, de acordo com o Orquidófilo Carlos Gomes em seu trabalho Cattleya intermedia Graham ex Hooker.

Classificação das Variedades a Cattleya intermédia pode ser classificada da seguinte forma:
pela forma da flor – pelórica, aquinii, flâmea, bergeriana
pela forma do colorido da flor – albescens, puntata, maculata, orlata, marginata, multiforme, oculata, pseudo-tipo, striata, venosa
pelo colorido da flor – tipo, bordô, cerúlea, fresina, lilasina, roxo-bispo, semi-alba, vinicolor, alba, concolor, rubra, sangüínea.

A partir de meados da década de 70 através do trabalho magnífico dos hibridadores a Cattleya intermédia passou a encantar ainda mais os amantes e colecionadores da planta, o melhoramento da espécie através de cruzamentos de matrizes selecionadas transformou a flor que muitas vezes era denominada de “magrinha” em uma flor com pétalas e sépalas largas formando um maravilhoso e harmônico conjunto.

pescador[1]