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Posts para categoria ‘Hortas e Medicinais’

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As plantas precisam de luz para fazer a fotossíntese, sobreviver, e crescer. Por isso, é essencial reservarmos um local bem iluminado para as nossas plantas. De preferência, deixe a sua horta em um local com sol direto em pelo menos parte do dia. Em apartamentos, as sacadas e a área de serviço costumam ser bons locais.

Devo usar um vaso de jardineira, redondo, quadrado?
Escolha o que melhor se adequar ao seu local, não há regras. Mas temos algumas recomendações básicas:
- Os vasos devem possuir drenos (furos embaixo) para o excesso de água escorrer.
- Vasos mais baixos secam mais rapidamente. Prefira vasos de 10 ou mais centímetros de altura.

Para hortas em vasos, geralmente as ervas aromáticas, bem como as medicinais, são as melhores opções, pois precisamos de pequenas quantidades por vez e geralmente produzem constantemente.

Algumas sugestões: Cebolinha, salsinha, manjericão, manjerona, hortelã, erva-doce, erva-cidreira etc.

É mais fácil plantarmos através de mudas prontas ou estacas de ramos do que por sementes. Portanto, prefira as plantas que se encontram disponíveis na sua região. Muitas ervas podem ser reproduzidas por pequenos ramos, que podem ser retirados dos maços que compramos em supermercados, ou dos jardins das vizinhanças. Exemplos disso são a hortelã, o manjericão e a cebolinha.

Montar a sua mini-horta em vasos é fácil, basta seguir as etapas a seguir:
- Coloque um material de drenagem no vaso, podendo ele ser argila expandida, pedra britada, ou mesmo pedaços pequenos de telhas. Cubra totalmente os drenos do fundo do vaso, para evitar que eles entupam

- Adicione o substrato deixando a altura da muda (no caso do plantio de mudas), ou complete o vaso (no caso de estacas ou sementes). O substrato pode ser composto de terra com húmus ou mesmo de terra vegetal pura (comprada em lojas).

- Muitas ervas podem ser reproduzidas através dos ramos que compramos nos supermercados e feiras, como a cebolinha, a hortelã, o manjericão etc.

Plantio
Mudas:
Mudas ensacadas podem ser encontradas em viveiros de mudas ou mesmo em supermercados, e são muito mais práticas para utilizarmos. Acomode a muda e complete o vaso com a terra, mantendo-a no mesmo nível da terra do saquinho.
No caso das cebolinhas, podemos cortar os bulbos e plantarmos como mudas. Separe os bulbos de 3 em 3 e enterre a sua base.

Plante talos: Muitas das ervas aromáticas ou medicinais podem ser reproduzidas plantando-se um pequeno talo da planta. Fazemos isso cortando um ramo de aproximadamente 10 cm, removendo a ponta (para estimular o crescimento lateral), e também removendo as folhas da base. Enterre os primeiros 4 cm.
Pode ser usado para: Hortelã, orégano, manjericão, manjerona, erva-cidreira (verdadeira), capuchinha, babosa etc.

Sementes: Semeie algumas sementes em pequenos sulcos cavados com o dedo. Siga a profundidade indicada na embalagem da semente, mas desconsidere o espaçamento, quando o plantio é feito em vasos. Quando as plantas alcançarem de 5 a 10 cm, arranque o excesso, mantendo somente as mudas mais vigorosas. Esse é um processo chamado desbaste.

Algumas comumente reproduzidas por sementes: Alface, salsinha, camomila, erva-doce, agrião etc.
Após o plantio, regue bem os vasos, e mantenha-os em um local bem iluminado. Na primeira semana, evite mantê-los sob o sol direto por muito tempo.

Um local bem iluminado é essencial. Não deixe a sua horta em locais escuros. O ideal é que a horta receba pelo menos um pouco de sol direto, mantendo-a bem próxima de janelas. Em apartamentos, geralmente a sacada ou a área de serviço são os melhores locais.

Regue todo dia, ou uma vez a cada dois dias, dependendo do ambiente. Mantenha o solo levemente úmido, mas não mantenha encharcado por longos períodos. Lembre-se que quanto maior o vaso, mais lentamente ele secará.

Se desejar, adube o vaso com pequenas quantidades de húmus, adubos minerais (NPK), ou adubos líquidos. Evite exageros de adubos, já que o exagero pode levar à “queima” da planta, o que pode matá-la.

Replante de vez em quando
As pequenas plantas não duram pra sempre, uma hora começarão a exibir um mau aspecto. Quando isso ocorrer, você deverá replantar as mudas, utilizando o do plantio, devendo-se trocar a terra do vaso.
Se folhas doentes aparecerem, remova as mesmas imediatamente, para que a doença não se espalhe. Se insetos atacarem, remova-os manualmente ou lave-os sob água corrente.

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manjerona
Normas gerais para a colheita
Não se deve colher plantas medicinais enquanto estiverem molhadas de chuva ou orvalho, pois o excesso de umidade retarda a secagem e favorece a decomposição das substâncias ativas, inutilizando a planta.

Na colheita de folhas, flores e ramos deve-se usar tesouras ou facas bem afiadas, para que o corte seja preciso e a plana não fique machucada.

Para a colheita de raízes, rizomas e bulbos devem-se usar enxadas, enxadões ou pás.

Para a colheita de cascas usa-se um facão ou, quando possível, a própria mão, sempre nas horas mais secas do dia.

A colheita de frutos, vagens e sementes deve ser feita com uma tesoura ou faca afiada, ou mesmo com a mão.

Para o transporte das ervas colhidas usam-se, de preferência, balaios e caixas bem arejados. Sacos plásticos não são recomendáveis, pois impedem a ventilação, favorecendo o aparecimento de fungos e a conseqüente inutilizarão das plantas.

Ao serem colhidas, as plantas não devem ser dispostas em muitas camadas, para que não estraguem.

Se o sol surgir de forma intensa durante a colheita, devem-se proteger imediatamente as plantas já colhidas, para que não se percam as substâncias mais voláteis.

Evitar a mistura de ervas durante a colheita e antes da secagem, para que mantenham puras as suas características sutis.

Deve-se fazer uma seleção básica durante a própria colheita, sempre que possível. Evitar, por exemplo, plantas doentes, com manchas, terra, poeira ou gases expelidos por veículos.

Evitar colheitas na proximidade de áreas onde se usam defensivos agrícolas (herbicidas, fungicidas, inseticidas, etc.).

Evitar lavar as plantas após a colheita, à exceção de raízes e rizomas, pois isso pode danificá-las.

Evitar o armazenamento e o transporte das ervas colhidas junto de produtos químicos que as possam contaminar.

Armazenar as plantas ao abrigo da luz direta, umidade e poeira, enquanto se aguarda a secagem.

Época da colheita
A época exata da colheita de uma planta medicinal depende diretamente dos seus ritmos vitais. Isso varia de acordo não só com a espécie, mas também com a parte da planta que se quer usar.

Como normas gerais valem as seguintes indicações:
Raízes, tubérculos, bulbos e rizomas
Colhem-se no fim do ciclo da planta, quando suas partes aéreas (folhas, flores e sementes) começam a secar e antes que brotem novamente.

Hastes, caules e ramos
Colhem-se quando estão bem desenvolvidos, antes da formação dos botões florais, pois estes consomem parte de seus princípios ativos.

Flores
Colhem-se um pouco antes do seu pleno desenvolvimento, antes que comecem a definhar e produzir sementes.

Inflorescências
Colhem-se no início do desabrochar das flores e antes que se abram totalmente.

Cascas
Colhem-se da planta adulta, após seu período de floração e frutificação, quando ela entra em repouso.

Frutos carnosos
Colhem-se pouco antes de sua maturação completa.

Sementes
Colhem-se quando estão bem maduras, ao começarem a secar.

Ervas inteiras
Colhem-se quando já se iniciou a formação e a abertura dos botões florais, porém antes que as flores se abram totalmente.

Hora da Colheita
A hora em que se faz a colheita de uma planta medicinal acentua ou restringe a sua ação terapêutica.

Geralmente o melhor período para se efetuar a colheita é pela manhã, após a evaporação total do orvalho da noite.

Nos dias ensolarados e quentes deve-se colher no final da tarde, principalmente as plantas aromáticas, pois o excesso de calor favorece a perda de seus princípios aromáticos, facilmente voláteis.

Nos dias nublados, porém bem secos, pode-se realizar a colheita a qualquer hora do dia, após a evaporação do orvalho.

Algumas ervas devem ser colhidas em noites de lua, pois a energia refletida em sua luz pode acentuar certos aspectos da atuação da planta e encobrir outros.

Natureza

Divididos entre folhas, frutos, raízes e tubérculos existem centenas de espécies de hortaliças, porém sua grande maioria não completam seu ciclo natural. Geralmente estas hortaliças são colhidas antes mesmo da sua floração, bem ao contrário das frutas que primeiro florescem para depois frutificar.

O que a grande maioria das pessoas não sabem é que às vezes está comendo a própria inflorescência de determinadas plantas, e também desconhecem que, se não fossem colhidas tão cedo, uma grande parceria de verduras dariam belas flores.

Cucurbita

Curcubita
Esta trepadeira rústica apresenta dois grupos distintos de flores que só se abrem pela manhã. As masculinas que geralmente são em maior número, são portadoras de pólen, já as femininas com o ovário saliente, insinuam os frutos que irão nascer: abóboras.

Arachis hypogaea

Arachis hypogaea
Possui um longo período de florescimento, que começa de quatro a seis semanas após seu plantio, porém, a duração de cada flor é muito curta. O botão geralmente se abre pela manhã e murcha a tarde, mesmo em tão pouco tempo é impossível de não admirar sua beleza. Seu fruto é muito apreciado por uma grande maioria. O amendoim.

Coriandrum sativum

Coriandrum sativum
Muito usado na culinária baiana, a inflorescência se assemelha a um gracioso “guarda chuva”. Mas o que conta mesmo são as folhas, que dão um sabor todo especial aos pratos que utilizam peixes. É o coentro.

Brassiva sativum

Brassiva sativum
O nome em português vêm do italiano “broco”, quer dizer broto. Uma alusão à parte mais apreciada da planta, seus botões florais. Excelente, aliás, quando preparados com espaguete, alho e óleo. É o brócolis.

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jardim orgânico

A chave para jardinagem é a flexibilidade. É preciso contar sempre com os desmandos da meteorologia, que podem levar a que um ano seja mais chuvoso e o outro quase completamente seco.

Boas plantas, um bom solo e boas intenções são o mais importante. Nutrir as plantas em harmonia com a natureza é satisfatório e seguro – apenas precisa de alguma paciência, diligência e humor. Os seguintes dez conselhos são dirigidos a jardins orgânicos, mas podem ser aplicados a qualquer tipo de jardinagem.

1 – Que tipo de solo é o seu?
Testar o seu solo permite-lhe descobrir algumas coisas importantes. O solo é ácido, alcalino ou neutro? Algumas plantas preferem mais uns que os outros, mas a maioria dá-se bem num solo equilibrado com todos estes elementos. É importante saber o que possui de forma a que as suas plantas cresçam da melhor forma possível.

2 – Não trate o solo como uma coisa sem importância.
Mesmo os melhores solos levaram anos até ficarem da forma ideal. O que é um bom solo? São os que estão cheios de matéria orgânica como compostos, que podem ser facilmente revirados com uma forquilha, e que nutrem as plantas que ali quiser colocar.

3 – Experimente.
O divertimento da jardinagem é descobrir o tipo de plantas que prefere. Às vezes, uma variedade das que gosta é perfeita para o tipo de solo que dispõe. Mas não vai saber isso até que a planta cresça. Não tenha medo de falhar. Quando se tem de lidar com a Mãe Natureza, os planos podem ser facilmente alterados.

4 – Mantenha um “kit” de primeiros socorros para o seu jardim.
Este kit deve incluir algum arame, estacas, material para atar, sabão para plantas e fertilizante orgânico, para lhes dar um pequeno mimo extra. É também uma boa idéia antecipar possíveis pestes. Se está querendo explorar uma nova área, para onde se mudou, procure saber junto dos vizinhos que tipo de problemas eles enfrentam e esteja preparada com os repelentes que podem ajudar rapidamente as suas plantas.

5 – Não introduza plantas doentes no seu pequeno paraíso. As plantas saudáveis têm o seu próprio sistema imunitário e podem repelir pestes.

6 – Mantenha um bloco de apontamentos acerca das espécies que plantou.
Além disso, coloque também o local onde as plantou. Assim vai saber sempre o que tem e o que pode esperar do seu jardim, ao mesmo tempo em que terá a certeza de que certas espécies podem, ou não, dar-se com o seu solo.

7 – Conheça as suas plantas intimamente.
Este é um dos grandes benefícios da jardinagem. Distraia-se a observar o seu crescimento, a olhar com atenção para as folhas à procura de possíveis problemas. Afinal é para distracção que serve cuidar de um jardim, para além do efeito belo que este possa ter.

8 – Pratique a juntar espécies.
Algumas plantas dão-se melhor quando são plantadas perto de outras. Algumas ervas, por exemplo, beneficiam certas plantas e vegetais, melhorando mesmo o seu sabor. Algumas flores mantêm os insetos afastados, outras atraem pássaros, borboletas e insectos benéficos que vão ajudar o jardim a livrar-se das pestes.

9 – Mantenha a rotatividade.
Num jardim orgânico, a rotação das plantas é essencial. A rotação num jardim de vegetais é também essencial porque alguns vegetais retiram ao solo todos os seus nutrientes, e outros colocam nutrientes nos solos. É este equilíbrio que deve alcançar. Algumas pestes montam “casa” junto das suas plantas favoritas. Mudando-as de sítio, afasta-as desses problemas.

10 – Desfrute o seu jardim.
Mantenha-o no tamanho certo para que o possa tratar sem stress. Não existe nada mais recompensador do que observar o crescimento das plantas. E isto se aplica a qualquer idade. As visitas diárias ao seu jardim vão dar-lhe uma sensação especial de paz.

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