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Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

Bulbophyllum eberhardtiiBulbophyllum eberhardtii

A Bulbophyllum, do latim “bulbus, i” que significa bulbo mais a palavra grega “phyllon” que significa folha, é uma orquídea de beleza exótica  que floresce na natureza.

É o maior  gênero de toda a família das orquídeas e quase o maior no reino vegetal inteiro. Na verdade, existem aproximadamente 1.803 espécies. Há mais de seiscentas espécies registradas em Papua e Nova Guiné. Eles se espalharam para a Austrália e Sudeste da Ásia com mais de duzentas espécies em Bornéu.

Eles também são nativos da África e os trópicos da América Central e do Sul. Índia e Madagascar tem aproximadamente 135 espécies.

Bulbophyllum_1Bulbophyllum

Este tipo de orquídea tem uma incrível variedade de formas vegetativas. Eles podem ter porte alto como hastes ou porte tão pequeno que a raiz que serpenteiam o seu caminho nos troncos de árvores.

Enquanto cresce, os caules e ramos tendem a desenvolver no sentido descendente. De qualquer maneira, a Bulbophyllum é uma planta perene. Durante o inverno ele assume uma cor rosa-branco e pode chegar a 60 cm de altura quando adulta.

Um dos híbridos desta orquídea tem folhas crescendo a quase 6 m, projetadas a partir de um pseudobulbo. A flor é de cor vermelha escuro e em forma de espinho e lança um perfume irresistível que atrai insetos e carniça varejeiras para a polinização cruzada.

A maioria dos Bulbophyllums é fácil de cultivar montado sobre musgo sphagnum ligados ao lado de trás de lajes de cortiça, em seguida, ligados a árvores ou pórticos.

Bulbophyllum Louis Sander_1Bulbophyllum Louis Sander

Com uma grande variedade de plantas e ambientes, você não pode generalizar cultura cuidado. Há espécies epífitas e rupícolas, crescendo em florestas densas, subindo em relação a outras plantas ou penhascos rochosos, lugares com umidade elevada e outra seca.

Antes de entender como cultivar Bulbophyllum, é importante como funcionam seus habitats. Ou pelo menos um deles, o asiático. O continente asiático apresenta muitos contrastes climáticos.

O norte de seu território é coroado pelo Círculo Polar Ártico e ao sul pelo Equador. Devido à variação de altitude, o continente asiático possui desde climas quentes até o mais frio.

Bulbophyllum

O relevo também é outro fator de grande influência, pois as montanhas e planaltos fazem as médias térmicas diminuírem, o que justifica o aparecimento de neves eternas.

Os ventos contribuem bastante na distribuição das chuvas, principalmente no sul e sudeste asiático, onde sopram as monções.

Bulbophyllum rothschildianumBulbophyllum rothschildianum

Como cultivar Bulbophyllum
O cultivo de Bulbophyllum precisa, em grande parte, de boa claridade. Entretanto, não deve ser direta. Normalmente, 40% a 70% luminosidade é suficiente. O ambiente deve estar constantemente úmido, quente e com boa ventilação.

Substrato
Depois de achar o local certo, a escolha do substrato correto é primordial para auxiliar no desenvolvimento dos Bulbophyllum. Entretanto, cada planta tem suas necessidades e isto varia de ambiente para ambiente, então devemos observar cuidadosamente cada uma ser plantada.

Além do musgo, os Bulbophyllum podem ser plantados em pinus, macadâmia e também em um mix desses substratos.

Bulbophyllum sikkimenseBulbophyllum sikkimense

Onde plantar
O melhor é em vasos de barro, pois placa ou palito de fibra-de-coco com o passar do tempo começa a ficar rígido, seco e ácido. Com isto, a planta começa a definhar.

Vaso de plástico: devido aos espaçados rizomas dos Bulbophyllum, estes rapidamente saem do vaso. Bisnaga de tela e pet: quando plantadas assim desenvolvem bem, porém a estética não é seu forte.

passaro

Pleurothallis

Este é um dos maiores e mais complexos gêneros da família das orquídeas e compreende cerca de 1000 espécies descritas, subdivididas em 27 subgêneros e 25 seções.

Devido à grande extensão e diversidade deste gênero, que está distribuído por toda a América tropical, existem plantas que variam de tamanho desde plantas minúsculas até plantas de grande porte, que podem ser epífitas ou terrestres, altas ou baixas, eretas ou pendentes, formando touceiras ou não, com hastes florais longas e curtas, com folhas largas ou estreitas, com hastes uniflorais ou multiflorais.

Suas flores podem ser tanto coloridas como brancas, delicadas ou não, perfumadas ou não, porém sempre possuem duas políneas. São plantas encontradas em todas as coleções de orquídeas, muitas vezes sem identificação ou com identificação errada.

Encontram-se espalhadas pelas mais diferentes regiões e, portanto, existem espécies cultivadas em clima frio, quente e intermediário, bem como espécies de locais úmidos e outras encontradas em regiões secas.

Principais espécies: P. acuminata, P. allenii, P. cordata, P. erinacea, P. flexuosa, P. gélida, P. grobyi, P. hemirhoda, P. pectinata, P. portillae, P. secunda.

Essas pequenas plantas devem ter um tratamento especial, pois possuem folhas finas e suculentas, que podem ser envenenadas se adubadas erroneamente.

Pleurothallis alleniiPleurothallis allenii

Os problemas vão da queima das folhas à morte da planta em poucos dias, então é preciso redobrar os cuidados lançando mão de adubos de boa procedência destinados às orquídeas. Os mais indicados são os líquidos ou em pó.

Recomenda-se adubá-la uma vez a cada 15 dias, utilizando uma colher de sopa para cada 10 litros.

Mas, se optar por uma adubação homeopática – de 7 em 7 dias -, deve-se utilizar a metade da posologia indicada na adubação anterior, ou seja, uma colher de chá para cada 10 litros, pulverizando toda a planta, das folhas às raízes.

As micro-orquídeas, em especial os Pleurothallis, podem ser cultivados de uma forma diferenciada. Muitos orquidófilos dizem que as orquídeas não suportam água, principalmente em suas raízes, com exceção das plantas de grande porte como as Cattleyas e as Laelias.

Pleurothallis portillaePleurothallis portillae

No caso das micros, elas contradizem essa informação, tanto é que alguns apaixonados pelo gênero desenvolveram uma forma inovadora de cultivo, utilizando um prato grande com água, cobrindo os vasos até a metade.

Os mais compridos, tipo jardineiras, são os mais utilizados porque ocupam menos espaço e ainda abrigam cerca de 24 vasos pequenos.

Como essas plantas não possuem pseudobulbos, a desidratação pode ocorrer em apenas um dia de intenso calor. Para evitar essa desagradável surpresa, é recomendável optar por esse tipo de cultivo, obtendo-se resultados satisfatórios.

Pleurothallis pectinataPleurothallis pectinata

Na prática, deve-se priorizar vasos de plástico e, em seguida, distribuir o substrato em partes iguais de pó-de-fibra-de-coco e esfagno desidratado misturados.

Os vasos podem ficar em contato com a água constantemente, para evitar a desidratação das plantas, além de favorecer o crescimento.

Por isso essa técnica de cultivo tem sido a mais utilizada pelos orquidófilos mais experientes nos últimos tempos.

casa-floresta

Brasiliorchis_picta-002

A pintora-brasileira é uma orquídea com delicadas flores pintadas que exalam um delicioso perfume de mel. Ela é nativa da região sul e sudeste do Brasil, vegetando em altitudes de 200 a 600 m, como epífita (nas árvores) ou como rupícola (sobre rochas).

Os pseudobulbos tem formato fusiforme, e podem ser curtos ou alongados. O rizoma é forte, curto e bastante ramificado, formando touceiras bastante densas. Apresenta geralmente duas folhas no ápice do pseudobulbo.

As inflorescências surgem no final do inverno e início da primavera. Em touceiras grandes, é possível apreciar uma grande quantidade de hastes florais, que surgem da base da planta. As flores são pequenas, alcançando de 3,5 a 5 cm de diâmetro. Elas são brancas a amarelas, com pintas de cor vermelha ou laranja. O labelo ainda possui raios avermelhados.

O ideal é que a pintora-brasileira seja cultivada em vasos largos e rasos, assim ela tem a possibilidade de formar uma touceira grande e, na ocasião da floração, a planta poderá adornar interiores com toda sua graça e beleza.

Brasiliorchis_picta-004

Também vai muito bem quando amarrada sob a copa das árvores, onde sua adaptação será excelente. Só cuide que a árvore escolhida preferencialmente que não se descasque facilmente ou seja decídua. É uma orquídea bastante interessante para uso em jardins verticais, pelo aspecto entouceirado e hábito epifítico.

Seu cultivo deve ser sob meia-sombra ou sol pleno, em substrato próprio para epífitas, bastante drenável, mas com boa capacidade de reter umidade. A condição de meia-sombra é a mais indicada, principalmente em climas quentes.

Brasiliorchis picta

Em regiões subtropicais ou temperadas, o sol pleno é possível também. O ideal, para orquidários com luminosidade controlada, é de 50% de sombreamento.

Prefere vasos de madeira ou cerâmica, com substrato composto de fibra e casca de coco, que pode ser misturado com gravetos e cacos cerâmicos ou pedras.

Sua multiplicação é feita por sementes, mas principalmente por divisão da touceira, permanecendo cada nova muda com pelo menos três pseudobulbos e uma guia.

tempestade

medusa

A orquídea-medusa é uma espécie da família Orchidaceae, florífera, epífita, de crescimento simpodial, originária das florestas de terras baixas, próximas ao nível do mar, da Ásia – Tailândia, Bornéu, Filipinas, Ilhas de Sonda e Sumatra.

Ela é conhecida e apreciada por orquidófilos e colecionadores no mundo todo pelo aspecto curioso de suas inflorescências que lembram a lendária medusa, da mitologia grega. Apresenta pseudobulbos pequenos, com cerca de 3 cm de comprimento, arredondados, com uma única folha ereta cada, verde escura, de 8 cm.

O forte rizoma é ascendente e trepador. As inflorescências surgem na base dos novos pseudobulbos, no outono, e são umbeladas, bracteadas, erguendo-se ligeiramente acima da folhagem.

Bulbophyllum medusae

Cada inflorescência é um cacho, com 30 a 100 pequenas flores de cor creme, quase brancas, densamente unidas, cada uma com longas e filamentosas sépalas, que conferem o aspecto característico da espécie. Diz-se que as flores são perfumadas, mas de um odor desagradável para muitas pessoas.

Essa belíssima e exótica orquídea será valorizada em vasos amplos e rasos, assim como em cestas suspensas, de forma que a touceira adquira um aspecto arredondado, espalhando-se pelo vaso e suas flores possam ser plenamente apreciadas pelos espectadores.

No jardim, também podemos cultivá-la amarrada ao tronco de árvores, desde que esses não sejam descamantes. A orquídea-medusa é uma planta tipicamente tropical, assim aprecia locais quentes, úmidos, porém bem ventilados.

Seu cultivo deve ser feito sob meia sombra ou luz filtrada, em substrato leve e drenável, próprio para plantas epífitas e irrigado regularmente. Na composição do substrato podem entrar ramos secos, fibra de coco, pedras, casca de coco ou pinus, esfagno, etc.

orquídea medusa

Ao escolher o sombrite ideal para esta espécie, prefira os com taxa de sombreamento de 50 a 60%. Fertilize com adubos próprios para orquídeas e bokashi. Reduza levemente as regas ao perceber o início do florescimento.

Sua multiplicação é feita por divisão das touceiras, permanecendo cada muda, com pelo menos três pseudobulbos, unidos pelo rizoma, e uma guia. Orquidários comerciais multiplicam a espécie por sementes e por cultivo de meristema, em laboratório.

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