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Posts para categoria ‘Orquídeas e Bromélias’

Beallara Marfitch

As orquídeas são plantas encontradas nos mais diversificados formatos, em múltiplas cores e portes, em todas as plataformas continentais, menos na Antártida, mas são mais abundantes nas regiões de clima tropical.

As orquídeas, que se desenvolvem em cima de árvores à procura de suporte para atingirem a luminosidade, não são exatamente espécimes parasitas; elas se alimentam das substâncias decompostas que desabam dos arbustos e se depositam em suas raízes.

As orquídeas constam dos registros históricos há milhares de anos. Elas se reproduzem de diversas formas – naturalmente, particularmente através do método de disseminação de sementes; no cultivo por meio da separação de arranjos de vegetais ou touceiras; na cultura in vitro.

Embora abundem as variedades de orquídeas, são raras as utilizações destes arbustos além da função decorativa. Ainda assim, só uma pequena parte deles apresenta as condições ideais para a performance ornamental.

cymbidium

Mais de 25 mil espécimes de orquídeas já foram notificados até hoje, os quais se somam às incalculáveis variedades produzidas pelo Homem ou naturalmente. Elas medram nos mais variados contextos, em climas quentes ou frios; secos ou úmidos; nas máximas e mínimas elevações.

São encontradas nas regiões do hemisfério norte, tais como, Europa, Ásia e América do Norte. As circunstâncias climáticas nestas áreas são caracterizadas por fortes variações sazonais, calor mínimo e chuvas.

Tropicais:
A população tropical de orquídeas é composta por espécies que são tanto epífitas como terrestres. Ela estende-se a 23.5 graus ao norte e sul do equador, abrangendo cerca de metade da superfície da terra. Quase três quartos desta área específica são ocupadas por água.

As três principais regiões de cultivo de orquídea do mundo são:
1 – A zona tropical americana que se localiza ao longo de duas regiões distintas – as partes sudeste do Brasil e da região noroeste da Bolívia para o oeste da Venezuela, América Central até o sul do México. Este é o lugar de proveniências de Cattleyas, Oncidiums e outros gêneros semelhantes.

2 – África tropical onde os imponentes Angraecoids prosperam.

3 – A região Indo Mianmarense e a região do sudeste asiático, a partir dos Himalaias através de Assam, Mianmar, Tailândia, Malásia e Indonésia até as Filipinas e Nova Guiné é onde podemos encontrar as mais elegantes Dendrobiums, Cymbidiums, Vandas e Phalaenopsis.

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As orquídeas são monocotiledôneas e geralmente possuem folhas simples com veias paralelas, embora também possam ter uma venação reticulada como no caso da Vanilloideae.

As folhas podem ser ovais, lanceoladas ou orbiculares e também variar bastante em tamanho. As características das folhas são geralmente diagonais, alternadas na haste e frequentemente pregueadas e sem estípulas.

A forma e característica de cada folha de orquídea demonstra o habitat da planta. Por exemplo, as espécies que recebem uma grande quantidade de luz solar têm folhas grossas, coriáceas e as lâminas são cobertas por uma cutícula de cera para retenção de água. Já espécies que vivem na sombra tem folhas longas e finas.

A folha é uma defesa natural da orquídea contra o excesso de transpiração, evitando perda de água e propiciando maior resistência à seca.

Podemos saber se as plantas estão recebendo luminosidade adequada pelo colorido que as folhas apresentam: quando amarelas ou amareladas elas estão sem dúvidas sendo cultivadas com muita luz.

Se a cor for de verde escuro então pode estar faltando a luminosidade adequada para a planta. Lembre-se de manter as folhas sempre limpas para que possam respirar.

Cattleya híbrida

Elas são sensíveis e logo reagem a vários tipos de problemas pelos quais a orquídea pode estar passando. Ficar atento às folhas da sua planta pode ajudar a solucionar um problema antes que ele se torne mais grave.

Você já ouviu falar na “regra da alface”? As folhas de uma orquídea saudável têm um tom de verde bem vivo, com a coloração bem próxima à de uma folha de alface.

Se as folhas da sua orquídea estiverem amareladas, pode ser um sinal de excesso de sol, enquanto manchas circulares com tons de marrom (inclusive com bordas amareladas) ou anéis avermelhados podem ser sinal de doenças causadas por fungos.

Pelo aspecto da folha é possível descobrir se sua planta está desidratada, recebendo muito sol ou não, e se está sofrendo com doenças”

E não é apenas a coloração das folhas que pode apontar problemas: folhas mais longas que o normal geralmente são sinal de falta de luz. É como se sua planta estivesse se “esticando” para alcançar mais luz. E se você encontrar rugas nas folhas, fique atento à umidade do ambiente, pois esse é um sinal de desidratação.

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orquidea-em-arvores

Amarrá-las é uma ótima opção para quem tem árvores no jardim e quer deixar o ambiente ainda mais florido

Para quem tem jardim com árvores em casa, uma boa dica é tirar as orquídeas   dos vasos e amarrá-las nos troncos.

Mas preste atenção, nem todas as flores da espécie podem ser instaladas dessa maneira. Existem aquelas denominadas terrestres, cujas raízes não são capazes de se aderirem aos troncos. Apenas as orquídeas epífitas podem ser cultivadas assim.

E tem mais: nem toda árvore é propícia para recebê-las. Aquelas que costumam perder as camadas mais externas do tronco, descascar, não são apropriadas, pois vão interferir na fixação das raízes das orquídeas.

No geral, não existem muitas regras, mas é importante usar materiais que não sufoquem as raízes, como plástico ou metal. Fibras naturais, tecidos como uma meia-calça e cordões, sempre com um pouco de musgo, ajudam a fixar as plantas e manter a umidade.

O segredo está em colocar a raiz voltada para o tronco, assim, ela vai se fixar com maior facilidade. Procure colocar a planta deitada, de modo que a água não acumule no miolo das folhas.

Neste caso, de orquídeas instaladas em árvores, não há necessidade de manutenção. A natureza se encarrega de cuidar de tudo. Não é necessário regar ou adubar, tudo é fornecido pelo ambiente.

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habenaria

Mesmo que os produtores de flores não queiram se dedicar ao cultivo de Habenaria não é uma planta difícil de fazer crescer. Uma das facilidades que ela apresenta é o fato de produzir novos tubérculos a cada estação dando assim origem a novos indivíduos.

Começando com apenas um exemplar é possível aumentar significativamente a quantidade depois de algum tempo.

A escolha do solo deve ser feita com cuidado observando que essa é uma planta suscetível ao ataque de fungos e bactérias. No momento de escolher a lâmpada a ser cultivada dê preferência para as mais claras e com pelos.

Quem vai fazer o cultivo durante o outono deverá passar a lâmpada por uma solução fungicida. O cultivo deverá ser realizado durante a primavera. Plante-a logo abaixo da superfície de terra, a ponta deverá ficar para cima.

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Saiba que essas plantas podem levar semanas para começar a nascer. Nos dias mais quentes do verão você deverá manter o substrato da orquídea úmido. Tenha atenção para não afogar as raízes da sua orquídea.

No período do inverno a planta deverá ficar seca, costuma resistir bem até a temperaturas negativas. Se for usar fertilizante prefira o inorgânico e de preferência diluído em água. No seu habitat natural fica exposta ao sol.

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Como a Habenaria radiata se desenvolve
Algo bastante interessante sobre essa variedade de orquídea é que ela cresce a partir de um tubérculo pequenino que fica subterrâneo. As raízes dessa planta são carnudas e sem ramificações.

Como essa é uma planta decídua durante seu desenvolvimento o tubérculo oferece mais energia para a renovação da vida.

Nesse ciclo as flores surgem e depois de algum tempo se constituem numa nova planta sendo que as raízes que lhe deram origem acabam morrendo.

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