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Posts para categoria ‘Árvores e Palmeiras’

DSC_1323tulipiferaEsta árvore do gênero Liriodendron pertence á grande família das magnólias (Magnoliaceae ) .

Até cerca de 1875 os botânicos acreditavam que a Liriodendron tulipifera era a única espécie existente dentro deste gênero. Nessa altura, uma nova planta foi descoberta na China, hoje chamamos-lhe L.chinense e a maioria dos especialistas nomearam-na como sendo mais uma nova espécie. (apesar de alguns acharem que se trata antes de uma nova variedade). Têm ambas uma característica muito própria, que é o facto de possuírem folhas com 4 lóbulos, o que as distingue facilmente de outras árvores.
Esta espécie, a Liriodendron tulipifera é originária dos Estados Unidos, a este do Rio Mississipi. Podemos encontrá-la desde o estado de Illinois, passando por New England até ao sul da Florida e Louisiana. Das espécies de árvores nativas dos U.S. é uma das maiores e mais bonitas, talvez por isso foi escolhida para representar os estados de Indiana, Kentucky e Tennessee.

Botânica: É uma árvore com um crescimento muito vigoroso; exemplares que crescem nas florestas virgens das Appalachian Mountains (um sistema de montanhas na zona oriental da América do Norte) são conhecidos por alcançarem mais de 50 metros de altura. Trata-se por isso de uma espécie pouco adequada a quem tem um jardim pequeno.

Existem da espécie L.tulipifera 2 variedades: a “Aureomarginatum“, com folhas marginadas de amarelo e a “Fastigiatum” (uma variedade premiada em jardinagem) com um porte mais ereto e que cresce apenas até cerca de metade do que as suas congêneres.
As suas características folhas, parecem ter sido cortadas nas pontas com uma tesoura, são diferentes de todas as outras e por isso facilmente identificáveis, além disso as flores que aparecem por volta de Maio/ Junho fazem lembrar uma tulipa (e tal como no bolbo, crescem solitárias na ponta dos galhos da árvore), fazendo jus ao nome comum que lhe foi atribuído. Quando é chegado o Outono as suas folhas transformam-se em tons de amarelo dourado.

Cultivo: Esta árvore cresce muito bem em solo fértil e ligeiramente ácido e em climas temperados com algum sol ou sombra parcial; tal como nas florestas, onde se protegem umas ás outras, dos ventos agrestes e do sol em demasia
Podemos propagá-la através de semente, que aparece em cápsulas castanhas e cônicas após as flores. As sementes, são facilmente dispersas pelo vento e conseguem “viajar” por vezes cerca 4 a 5 vezes a altura da árvore-mãe, para além disso, podem permanecer viáveis por cerca de 5 a 6 anos. Fatos, que abonam muito a favor, da conservação desta espécie.

Plante as suas sementes no Outono, assim terá uma bela plantinha quando chegar a Primavera. Se por outro lado, decidir esperar até á Primavera para fazer a sementeira, o mais provável é que só tenha uma nova planta passado um ano .
Se preferir poderá ainda usar a estaquia, que resulta igualmente bem.
Alguns conhecedores referem alguma dificuldade no transplante, poderá até nem acontecer, mas se tiver dificuldades não desanime pois não será certamente o único caso. Perseverança …. e vai ver que conseguirá em pouco tempo uma bonita árvore.

Pinheiro

Quem anda numa floresta nativa, perceberá uma mistura, aparentemente caótica, de árvores maiores e menores. Os especialistas dividem-nas em três grandes grupos, que constituem o esquema de sucessão da mata nativa.
Um bom projeto de reflorestamento com árvores nativas deve misturar árvores dos três grupos, na proporção correta.

* Árvores pioneiras: nascem primeiro; em geral crescem rápido, mas não vivem tanto tempo, nem ficam muito grandes. Fazem sombra, dando mais condiçõ:es para outras espécies nascerem e se desenvolverem melhor. Um exemplo é a embaúba, espécie preferida do bicho-preguiça.
* Árvores sucundárias: crescem mais lentamente, porém ficam maiores. Normalmente são as adotadas na arborização urbana. Uma delas é o ipê-roxo.
* Árvores climax: em geral, crescem apenas na sombra e levam mais tempo para se desenvolver. A madeira é bem dura e o porte é maior. São as chamadas árvores de madeira de lei. Uma delas é o jequitibá rosa.

Siga estes passos:

* Local - Escolha um adequado para a planta.
* Cova – Faça-a com 60 centímetros de diâmetro e igual profundidade.
* Preparo da terra - Misture a terra que retirou ao composto orgânico (duas partes de terra, para uma de composto). Reserve.
* Preparo da muda - Rasgue o saquinho onde está a muda (caso contrário, a raiz não se desenvolverá), retirando a muda com o torrão de terra, sem quebrar o torrão. Dica: em vez de fazer um único corte no saquinho, para retirá-lo, faça vários, facilitando tirar o torrão sem quebrar.
* Preparo da cova - Coloque metade da mistura de terra e composto de volta na cova.
* Plantio - agora, é só introduzir a muda com o torrão na cova e preencher o resto do buraco com a mesma mistura.
* Acabamento - Para finalizar, pressione um pouco o chão do local plantado para deixar a muda firme. Dica importante: no local da cova, o terreno deve ficar uns dois centímetros abaixo do nível do solo. Isso facilita regas. A primeira rega, já poderá ocorrer logop após o plantio.

Cuidados finais – Uma boa idéia é cobrir o solo com folhas secas, o que ajudará a manter a umidade da terra. Especialmente se o plantio for em área urbana – numa calçada, praça ou jardim – também vale à pena colocar uma grade de proteção em torno da árvore, para que ninguém quebre a plantinha, desavisadamente.

Tutor: Para que a muda cresça reta, vale à pena amarrá-la a um tutor. Pode até ser um cabo de vassoura, fixado verticalmente no chão, logo ao lado da muda. Mas preste atenção à maneira de amarrar: O barbante deve formar um 8 deitado, com um dos “círculos” do 8 em torno do tronco da muda e outro, no tutor. Assim, proporciona-se firmeza e ao mesmo tempo um pouco de folga em torno do tronco da futura árvore. Nunca deixe que o barbante “estrangule” o tronco, quando a planta crescer.

Dica para regarquando não chove, deve se regar de uma a duas vezes ao dia, no início da manhã ou fim de tarde. No inverno, rega-se só uma vez ao dia.

árvores

A maior parte das mudas plantadas na cidade não vinga em função da depredação e vandalismo provocado pelas pessoas que sentem prazer em quebrar árvores novas ou sacudi-las até deixá-las tombadas (nem mesmo a armação protetora que defende a árvore escapa).

Outras vezes, por não terem sido plantadas em condições apropriadas para se desenvolverem saudáveis e bonitas.
Algumas recomendações básicas devem ser seguidas, a fim de se obter sucesso no plantio das árvores. As espécies devem ser adequadas ao espaço disponível, observando porte e tipo de copa da árvore adulta, tipo de raiz e caule, tamanho dos frutos e flores, origem, toxicidade e espinhos, presença de fiação elétrica, largura da calçada, clima, tubulações subterrâneas, etc.
* A muda deve ter altura mínima de 2,20m.
* Um espaço mínimo de 1m deve ser deixado para o trânsito de pedestres.
* Sob fiação, só podem ser plantadas árvores de pequeno porte (até 5 metros de altura).
* A cova deve ter as dimensões mínimas de 60×60x60cm
* A muda com o torrão deve ser plantada no centro da cova, a 60cm do meio-fio da rua.
* O colo da muda deve ficar no nível da superfície.
* A terra de preenchimento da cova deve estar sem pedras, entulho ou lixo, para o bom desenvolvimento da muda.
* A muda deve estar presa a um protetor fixado ao solo, por amarrilhos (cordões) de sisal ou similar na forma de oito deitado.
* O amarrilho utilizado na fixação da árvore ao protetor não deve sufocar a muda, podendo ser retirado após um ano aproximadamente.
* Enquanto a muda for pequena o protetor deve ser mantido.
* Assim que plantada, a muda deve ser regada com bastante água, e a rega deve continuar com freqüência de três vezes por semana, principalmente em períodos de estiagem.
* Nas primeiras semanas a muda pode perder todas as folhas, continue regando, pois ela irá brotar novamente.
* Quando surgirem rebentos na árvore, a irrigação poderá ser feita a intervalos cada vez maiores.
* Para facilitar o crescimento da árvore, os chamados “brotos ladrões” que nascem no tronco junto ao chão e nas laterais devem ser retirados.
* Tratamento de eventuais lesões na casca da árvore devem ser feitos com a utilização de pastas fungicidas, encontradas em casas de artigos para a lavoura.

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Rapis 2

Nome Científico: Rhapis excelsa
Nome Popular: Palmeira-rápis, palmeira-ráfia, ráfis, rápis, palmeira-dama, jupati
Família: Arecaceae
Origem: China
Ciclo de Vida: Perene

A palmeira-rápis é uma elegante palmeira, ereta e entouceirada, muito utilizada na decoração de interiores. Os japoneses foram os primeiros a utilizá-la como ornamental, coletando espécimes na China, para adornar o Palácio Imperial.

Ela apresenta múltiplos estipes (caules), semelhantes ao bambú e revestidos com uma fibra rústica e marrom. As folhas são palmadas, plissadas, de coloração verde-escura e muito brilhantes.

Planta dióica, com inflorescências ramificadas, compostas de pequenas flores amarelas que originam frutos ovóides e brancos, de pouca importância ornamental. Ocorrem formas miniaturas e de folhas mais largas ou variegadas também, muito caras e raras em cultivo.

De crescimento lento, a palmeira-rápis pode alcançar até 4 metros de altura. Sua utilização paisagística é bastante ampla, podendo ser plantada isolada ou em grupos, inclusive compondo graciosas cercas vivas de desenho informal.

Encaixa-se com perfeição em jardins de inspiração oriental ou tropical. É também muito popular na decoração de escritórios, lojas, eventos, shoppings centers e salas de estar. Quando plantada sob sol pleno, apresenta uma coloração verde mais clara nas folhas, que amarelam mais rapidamente.

Deve ser cultivada sob sol pleno, meia-sombra, sombra ou luz difusa, em solo fértil e bem drenável, irrigado regularmente. A palmeira-rápis aprecia a umidade, mas não tolera o encharcamento.

Regas regulares em substratos muito bem drenados são ideais para o seu cultivo em climas quentes. Leves adubações anuais são o suficiente para plantas cultivadas em ambientes internos.

Não tolera geada, ambientes muito secos ou com ar condicionado por tempo prolongado. Aprecia o clima ameno. Multiplica-se por sementes e divisão das touceiras.