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Posts para categoria ‘Árvores e Palmeiras’

quaresmeira Tibuchina

(Quaresmeira tibuchina granulosa. Árvore de pequeno a médio porte, de grande beleza quando apresenta suas flores roxas, e por isso muito utilizada em paisagismo urbano. Normalmente inicia a floração entre Fevereiro e Março, e algumas árvores mantêm a floração até o mês de Maio.)

Na hora de adquirir mudas de árvores e arbustos para sua casa, procure selecionar plantas que estejam adaptadas em vasos ou em jacazinhos, evitando os exemplares em sacos plásticos. Neste último caso, escolha apenas espécies bastante novas, cujas raízes ainda não se desenvolveram muito para ficarem danificadas pela compressão da embalagem.

A vantagem de comprar uma planta em recipiente reside no fato de que você poderá transplantá-la no momento mais propício para aquele gênero. Faça uma pesquisa entre viveiristas ou comerciantes de plantas ornamentais e somente adquira seus exemplares onde tiver certeza da qualidade oferecida. Procure comprar as plantas logo que são oferecidas à venda. Assim, poderá selecionar entre o lote todo, em vez de levar apenas o que sobrou.

Quando comprar – Em teoria, você pode obter plantas envasadas em qualquer época do ano, para replantá-las quando quiser. No entanto, conforme as espécies, há períodos em que se dispõe de fatores importantes para julgar o desenvolvimento e o viço dos exemplares.

Os arbustos floríferos, a exemplo da camélia, da hortênsia, da azaléia e da rosa, devem ser adquiridos no momento exato em que começam a florir, estando com algumas flores abertas e vários botões. Assim você sabe o que está comprando, em termos de cor e de aroma.
As camélias florescem desde o inverno até a primavera; a hortênsia e a rosa, no verão; e a azaléia, desde o inverno até meados ou fins da primavera.

As espécies arbustivas de folhas permanentes e as que se destacam por sua folhagem devem ser compradas no final da primavera ou no início do verão, quando mostram seu melhor viço. Nesse caso incluem-se as coníferas (e suas formas anãs), a fátsia, o louro, as iúcas, as palmeiras e todas as formas de dracenas ou outras espécies de porte mais encorpado, notáveis por sua bela folhagem. Tanto no inverno rigoroso como durante um verão muito quente, essas plantas podem apresentar danos irreversíveis, quando adquiridas de comerciantes desleixados, que não atendam às necessidades de proteção ou de regas dos exemplares. Dependendo do estado da planta, talvez ela nunca mais se recupere.

Arbustos de folhagem caduca também devem ser conseguidos na primavera ou início do verão, quando estão cheios de folhas, para você ver o que está comprando e escolher o melhor exemplar.

Pontos a considerarObserve se o composto está úmido. Caso esteja ressecado, isso pode resultar na queda de folhas e de botões florais e, para plantas como camélias, azaléias e coníferas, talvez signifique a morte. As mudas nunca devem estar soltas no recipiente, mas bem enraizadas e estáveis.

Despreze as plantas com uma massa de raízes escapando pelo furo de drenagem são exemplares que ficaram muito tempo no mesmo vaso, sem os cuidados adequados. Também podem mostrar sinais de carência de nutrientes, como folhas amareladas ou avermelhadas.

Evite as folhagens que exibam marcas amarronzadas nas folhas ou nos bordos. Isso pode significar o resultado de falta de regas, exposição a ventos ou doenças. As coníferas com muita folhagem amarronzada na base e/ou de um só lado quase certamente estão sofrendo de alguma doença provocada pelo solo.

Os arbustos que não apreciam calcário, como camélias e azaléias, devem exibir um colorido verde. Se estiverem amarelando, talvez sofram de clorose uma carência de ferro causada pela presença de calcário no solo. Quando apresentarem esse problema, evite-os, pois sua recuperação revela-se difícil.

Os botões florais devem estar saudáveis, sem nenhum sinal amarronzado. Repare também se estão firmes e eretos. Quando se mostrarem pendentes, isso significa que estiveram sujeitos a correntes de ar frio ou lhes faltou água.

Nem pense em adquirir uma planta em vaso cheio de ervas daninhas, pois será um problema a mais para seus outros exemplares. Ervas daninhas multiplicam-se mais depressa do que sua capacidade de exterminá-las.
Não cogite em comprar uma planta com praga, mesmo que seja apenas pulgão. Qualquer tipo de infestação pode se alastrar com muita rapidez e você talvez até perca o exemplar.
Da mesma forma, despreze as plantas que revelarem sinais de doenças como míldio (manchas parecidas com pó branco nas folhas e pontas dos ramos), mofo cinzento (flocos acinzentados nas flores) ou pintas pretas (pontos pretos nas folhas das roseiras). Quando isso acontecer com as espécies que você já possui, há sentido em combater o mal. Mas nunca adquira exemplares doentes. Verifique se as coníferas estão firmes em seus recipientes.

ervamate

Nomes Populares: Mate, erva-mate, erveira, congonha, erva, erva-verdadeira, erva-congonha.

Características Morfológicas: Altura de 4-8m, com tronco curto de 30-40cm de diâmetro. Folhas coráceas, de 8-10cm de comprimento por 3-4 cm de largura.

Ocorrência: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida deixá-los amontoados por alguns dias para iniciar a decomposição da polpa e facilitar a remoção das sementes. Isso é obtido manualmente lavando-se os frutos em água corrente dentro de uma peneira fina e, deixando-se as sementes secarem à sombra. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 90.000 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é superior a 1 ano.

Madeira: Madeira leve, pouco compacta, de baixa durabilidade natural.

Fenologia: Floresce durante os meses de outubro-dezembro.
Os frutos amadurecem em janeiro-março.

Utilidade: A madeira pode ser empregada para caixotaria e para lenha. Suas folhas preparadas segundo método apropriado fornece o “mate”, o mais popular dos chás consumidos no país e, exportado para todo o mundo. Por essa razão é muito cultivada no sul do país; entretanto, a maior parte da produção ainda provém da exploração de ervais nativos. A árvore é ornamental e pode ser empregada no paisagismo. Seus frutos são avidamente consumidos por várias espécies de pássaros. Pode ser utilizada no plantio de área degradadas destinadas à recomposição da vegetação.

Jacaranda

Também conhecido comp caroba, jacarandá, caiuá, jacarandá-branco, caroba-branca, pau-de-colher, pau-santo, carobeira, jacarandá-preto, mulher-pobre.

Características Morfológicas: Altura de 5 m a 10 m, com tronco de trinta a quarenta centímetros de diâmetro.
Folhas compostas bipinadas de vinte a cinquenta centímetros de comprimento, com oito a dez jugas (pares de pinas); pinas com dez a quinze pares de folíolos glabros.

Ocorrência: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo até o Paraná, principalmente na floresta latifoliada da bacia do Paraná.

Madeira: Leve, macia, de durabilidade média quando em ambientes secos; alburno não diferenciado.

Fenologia: Floresce a partir do mês de setembro com a planta parcialmente despida de sua folhagem. Os frutos amadurecem durante os meses de agosto / setembro.

1_gif26A madeira é própria para marcenaria. A árvore é extremamente ornamental, principalmente quando em flor; pode ser empregada com sucesso no paisagismo em geral, o que já vem sendo feito em muitas cidades de Minas Gerais.

aroeira_vermelha_

Nome científico: Schinus terebinthifolia (sinonímia: Sarcotheca bahiensis, S. winmanniifolia, S. aroeira, S. terebinthifolia variedade aroeira, S. lentiscifolia variedades crenulata, pilosa, angustifólia)
Família: Anacardiáceas
Nome comum: aroeira-vermelha, pimenta-rosa, aroeira-mansa, falsa-pimenta
Origem: Brasil

Como existem muitas espécies de aroeira nos campos e nas matas, deve-se tomar cuidado para não achar que todas são iguais. Algumas delas, como a aroeira-brava provocam alergia e urticária. A aroeira apresentada aqui se trata da aroeira-mansa ou aroeira-vermelha ou pimenta-rosa.
A aroeira-vermelha é uma planta perene de porte médio com 5 a 10 metros de altura, sua copa arredondada, tronco grosso, tortuoso e cheio de fissuras. Ela tem um forte cheiro de terebintina. As folhas são compostas geralmente de 5 a 7 folíolos, formados aos pares e um na extremidade apical. Os folíolos são ovais com 2 a 5 centímetros de comprimento por 1 a 3 centímetros de largura e de cor verde. As flores pequenas, brancas ou amarela-claras são produzidas em inflorescências (cachos) emitidas na região axilar das folhas com os ramos. O florescimento ocorre de setembro a janeiro e as flores são aromáticas atraem as abelhas melíferas. Os frutos arrendados e pequenos são verdes durante o seu desenvolvimento e depois ao amadurecerem ficam vermelhos e brilhantes. As plantas se desenvolvem bem em diferentes locais como em: beira de rios, córregos, várzeas úmidas e em terrenos secos e pobres. A propagação é feita através de sementes.

Produção e produtividade: a planta tem um rápido crescimento e frutifica em 1 a 2 anos após o plantio. Não existem dados sobre a produtividade, mas verificam-se frutificações abundantes nas extremidades dos ramos em plantas encontradas nos parques e nas matas.

Utilidade: a aroeira-vermelha é indicada para compor a vegetação pelo belo visual da sua copa nos trabalhos de paisagismo em praças, jardins, parques e para arborização de áreas degradadas para recuperar a vegetação. O belo visual de sua copa é acentuado, principalmente pelos cachos de frutos vermelhos formados nas extremidades dos ramos por longo período do ano (janeiro a julho). O grande inconveniente é que pode causar alergia às pessoas sensíveis ou sensibilizadas pelo contato anterior com a planta, mas não causam maiores danos. As flores são melíferas e os frutos maduros são comestíveis e apreciados pelos homens e aves silvestres.
Os frutos maduros são usados na culinária universal para acrescentar sabor suave e levemente apimentado e para uso decorativo. Quando mastigados, produzem um sabor doce e ardência bem delicada. Os frutos podem ser usados tanto inteiros como moídos para acompanhar preparados salgados ou doces, tais como: carnes vermelhas, carnes brancas de aves e peixes, saladas, cozidos, massas, sopas, queijos frescos, sorvetes de frutas, musses e crepes.