Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments




Euphorbia leucocephala

A Neve-da-montanha é uma belíssima planta que se cobre de flores apresentando um maravilhoso espetáculo para quem a vê. Mas, vamos conhecer um pouco sobre essa planta.

A planta pertencente à família Euphorbiaceae. É conhecida também com os seguintes nomes: Cabeça-branca, Leiteiro-branco, Cabeleira-de-velho, Flor-de-criança, Chuva-de-prata.

A Neve-da-montanha é originária da América Central (da Costa Rica até o Sul do México). Talvez seja por isso que a sua adaptação é melhor em climas: tropical, subtropical e equatorial.

Ela não é uma árvore de grande porte como pode parecer, mas sim um arbusto, de caule com muitos ramos e semi-lenhoso. Quando ela cresce naturalmente, sem estar podada, ela tem uma forma arredondada. A casca de seu caule tem uma cor que vai de acinzentada a marrom claro e sua altura pode variar entre 2 a 3 m. Porém, com podas organizadas seu tamanho pode ser diminuído, deixando sua copa e sua altura bem menores, adequando-a ao tamanho necessário ao seu jardim.

A planta possui características bem diferentes de outras plantas mais comuns. Sua folhagem é verde e suas flores são brancas em forma de estrelas. Durante os meses de outono e inverno ela perde suas folhas, fica completamente branca com uma florada abundante.

Como cultivar da Neve-da-montanha
Por ser uma planta perene (planta de longa duração) seu cultivo é fácil.
Veja o que você precisa saber para ter a Neve-da-montanha enfeitando o seu jardim:

O solo precisa ser sempre do tipo areno-argiloso, com drenagem excelente e você deve enriquecê-lo com bastante matéria orgânica.  Não tenha medo de abusar no adubo orgânico. Quanto mais você usar esse tipo de adubo em sua planta mais ela lhe retribuirá com flores. Quando ela está bem cuidada, apresenta floradas de causar fascinação. Porém, no caso de você não ter um solo desse tipo, você pode fazer essa composição em seu jardim  usando bastante areia e argila no local escolhido para fazer o seu plantio. Ela não se adapta em solos comuns.

Pode também acrescentar um adubo com elevada concentração de fósforo que é o NPK e fazer um reforço do adubo orgânico aumentando a dosagem no final do verão. É muito importante que você nunca deixe que lhe falte nutriente. A planta Neve-da-montanha é forte e de longa duração, como já foi dito, porém se o solo onde ela estiver plantada ficar empobrecido, ou seja com carência de nutriente, ela é afetada em seu crescimento e em sua floração. Porque ela depende basicamente que o solo esteja nutrido para que ela se desenvolva bem mostrando todo o seu esplendor.

As regas devem ser duas vezes por semana, porém, se perceber que o solo está seco, faça mais regas. O solo não pode ficar encharcado, mas deve estar sempre ligeiramente úmido.

Para que ela fique cheia de flores plante-a em local onde ela receba bastante luminosidade. A Neve-da-montanha gosta de sol pleno. Ela floresce menos, caso receba pouca luz, porém, existe uma curiosidade em relação à luminosidade da planta. Durante a noite se ela ficar exposta a iluminação artificial seu florescimento pode ser inibido ou ficar atrasado.

Embora prefira bastante luminosidade, essa planta adapta-se melhor em lugares de clima ameno. E, em regiões com maior altitude ela floresce mais, e detalhe importante: Não suporta geadas.

Como podar a Neve-da-montanha
Na hora de fazer a poda, você pode deixá-la com formato redondo, assim ela fica mais compacta e mãos bonita. Pode também fazer com que ela fique como uma arvoreta. Contudo não se esqueça de que a poda nunca deve passar de 1/3 da planta e só deve ser feita após a sua florada.

É fundamental que você saiba que deve usar luvas sempre que estiver fazendo a poda porque a sua seiva que é tóxica, pode causar irritação na pele. É bom observar também, que por ser tóxica é melhor que ela não esteja em lugar onde circulem crianças e animais. O perigo com relação à sua toxidade está em ingerir a sua folha e não em tocá-la propriamente, porque a toxidade da planta Neve-da-montanha se encontra em sua seiva.

A Neve-da-montanha tem sido muito usada em paisagismo onde ela é muito valorizada. Pode ser vista em grandes jardins, jardins de pequeno porte, em praças, em plantio isolado ou plantada em grupos de três a quatro árvores ou até como cerca viva.

Apesar de ela precisar estar em solo meio úmido, a planta tolera períodos de estiagem, porém floresce menos. Na verdade, ela sempre floresce menos em qualquer situação que seja diferente daquela que é adequada a ela. Deve ser por isso, que no clima frio subtropical ela apresenta uma floração bastante intensa.

Durante os meses em que faz mais calor, o ideal é que as adubações sejam bimestrais.

Curiosidades sobre a Neve-da-montanha
Essa planta fantástica tem suas folhas decíduas e elípticas. Suas belas flores brancas têm ao redor vistosas brácteas que possuem cor branco-creme.

Quando se faz podas bem conduzidas (sempre com muito cuidado e moderação), mexendo no formato de sua copa, você pode  conseguir belíssimos efeitos visuais.

É no inverno que a planta fica mais bonita. Carregadinha com as suas maravilhosas flores brancas e exalando um delicioso perfume.

A multiplicação é feita através de mudas ou sementes. A melhor época para se fazer a adubação dessa planta é na primavera e no verão.

Luz-de-esperanca_947

Santolina_chamaecyparissus

Planta da família das Asteraceae. Também conhecida como Abrótano-fêmea, Camomila de mahón, Rosmaninho. É uma planta arbustiva que pode atingir uma altura de 40 a 90 cm, fortemente aromática de folhagem cinza, finamente recortada e pontiaguda.

Quando podada todos os anos cresce toma uma forma arredondada, se deixar de podar por mais de um ano tende a espalhar-se, e após alguns anos tende a se abrir. As flores, são delicadas e assemelham-se a pequenos pompons de cor amarela, perfumadas e florescem no Verão.

A Santolina origina-se da Europa e apresenta um porte baixo,  ramificada, formando moitas densas.

É uma planta usada em jardinagem por excelência. Criando-se jardins com grandes tonalidades cinzas, com botões amarelos.

A Santolina, no paisagismo, presta-se para a formação de maciços e bordaduras, demarcando canteiros e caminhos. Sua rusticidade e tolerância à estiagem a tornam uma planta ideal para jardins rupestres, de estilo mediterrâneo, campestre ou contemporâneo.

Os tons acinzentados de sua folhagem formam interessante contraste com plantas de cor verde. As flores da santolina, quando colhidas, podem compor belos arranjos florais. Pode ser plantada em vasos e jardineiras.

Seu cultivo deve ser feito a pleno sol, em solos perfeitamente drenáveis, preferencialmente arenosos, enriquecidos com matéria orgânica e irrigados a intervalos espaçados.

É tolerante a curtos períodos de estiagem, e não tolera encharcamentos. Podem ser podadas regularmente para estimular o adensamento e o formato arredondado do arbusto.

Após alguns anos, a planta perde a beleza e deve ser replantada. Aprecia o clima ameno de regiões subtropicais ou tropicais de altitude. Sua multiplicação [e feita por divisão da ramagem enraizada, estacas ou sementes. É recomendado um espaçamento de 40 cm entre plantas.

jerfi

mauritia-flexuosa

O buriti é uma palmeira dióica, aquática, muito frutífera e ornamental. Pertence à família Arecaceae e origina-se da América do Norte e América do Sul.

É uma palmeira de apresenta uma íntima relação com a água durante o seu desenvolvimento. Ela caracteriza uma formação única do cerrado, as veredas, que são áreas localizadas em vales, bastante encharcadas, com nascentes ou cursos d’água, onde pode-se obter sempre passagem e água limpa.

O buriti apresenta estipe único, ereto, anelado, com diâmetro de 30 a 50 cm e casca lisa. Seu porte é elevado para uma palmeira, alcançando entre 2,8 a 35 m de altura.

Possui raízes aéreas especiais, denominadas pneumatóforos, que são capazes de trazer oxigênio para áreas brejosas. Suas folhas são verde-escuras, brilhantes, grandes, sustentadas por fortes pecíolos e dão à coroa um belo formato arredondado.

São também bastante persistentes, e mesmo secas, permanecem um bom tempo unidas ao caule. As inflorescências surgem o ano todo, nos espaços interfoliares e são do tipo panícula, longas, cheias e pendentes, como cabeleiras, de cor creme amarelada.

Como é uma palmeira dióica, somente nas fêmeas são vistos os frutos, mas precisamos de indivíduos machos para que ocorra a polinização. Os frutos são drupas alongadas, elipsóides a oblongas, de cor castanha e recobertas por escamas brilhantes. Elas possuem uma polpa alaranjada e carnosa e geralmente apenas uma semente, muito dura. Cada buriti produz de 5 a 7 cachos por ano, com mais de 700 frutos cada. A dispersão é feita pela água e por araras.

O buriti é umas das palmeiras mais abundantes do Brasil, mesmo assim ela ainda é pouco aproveitada em projetos de paisagismo e de recuperação ambiental, talvez seja pelo seu crescimento, que é relativamente lento.

Apesar disso, é uma espécie das mais elegantes e rústicas. Por ser capaz de agregar o solo e conservar a água, sua presença é importante em áreas de reflorestamento, principalmente na recuperação e manutenção de olhos-d’água, margens de rios e lagos, e áreas encharcadas.

Além disso, fornece abrigo e alimento a uma grande variedade de espécies animais, como araras, morcegos, primatas, etc.

Todas as qualidades paisagísticas e ecológicas do buriti, são aproveitadas. O fruto é rico em vitaminas e outros nutrientes e pode ser consumido in natura ou em diversas preparações como sucos, sorvetes, picolés, doce em pasta, sobremesas e até mesmo vinho.

Dele se extrai um óleo comestível, muito perfumado e medicinal, que é utilizado na indústria de produtos de higiene, perfumaria e cosméticos. Das folhas, costuma-se fazer cobertura para casas, artesanato e das bem jovens, obtém-se o capim-dourado, utilizado na confecção de lindas bijuterias.

Os troncos são aproveitados na construção civil, como vigas e e dos pecíolos se faz artesanato e caixotes. Seu palmito é comestível também e dele se extrai uma fécula amilácea, a exemplo do sagu-indiano..

Seu cultivo deve ser sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido.

É ideal que essa palmeira seja cultivada próximo a áreas alagadas, lagos ou cursos d’água, pois é muito exigente em água. Pode perfeitamente vegetar em áreas drenadas, mas nestas situações precisa receber irrigação abundante durante o crescimento.

Apesar de ser utilizada na recuperação de áreas degradadas, é importante observar que essa palmeira é sensível ao assoreamento, definhando rapidamente se houver grande e súbita deposição de sedimento sobre suas raízes.

Sua multiplicação é feita por sementes despolpadas, colhidas de frutos maduros, e postas de molho para quebra de dormência. Semear em substrato rico em matéria orgânica e mantido úmido. A germinação ocorre em cerca de 75 dias.

janel3

O verão é uma época do ano em que as plantas se desenvolvem bem, mas as altas temperaturas e a umidade elevada típicas dessa estação propiciam o aparecimento de fungos. Esses organismos minúsculos são as principais causas de doenças que acometem as espécies vegetais e, normalmente, provocam lesões e manchas nas folhas e, em casos mais severos, a podridão de hastes e raízes.

Há espécies mais suscetíveis à ação dos fungos do que outras., em geral as plantas nativas, por estarem adaptadas ao nosso clima, possuem menor vulnerabilidade e, quando atacadas, resistem melhor às doenças causadas pela decomposição dos tecidos. Em compensação, plantas exóticas como roseiras, azaleias e gerânios são consideradas mais sujeitas a infestações, necessitando de maiores cuidados para o cultivo.

Anthurium_andraeanum
Um exemplo de vegetal que sofre diante da presença e ação de exemplares do reino Fungi é o Antúrio (Anthurium andraeanum).
Embora pareça resistente, esse tipo de planta é bastante sensível a dois tipos de fungos aquáticos – Phytophthora e Pythium splendens – que provocam o apodrecimento. Nesses dois casos, as fontes de contágio podem ser simples vasos ou água contaminados.

Mais agressivos em períodos de umidade elevada e altas temperaturas, esses parasitas aquáticos provocam uma lesão escura nas raízes que progride até a haste floral.

Ainda que as doenças das plantas não sejam transmissíveis a humanos ou animais, a presença de fungos patogênicos em um ambiente nunca é saudável. Algumas espécies, inclusive, liberam grande quantidade de esporos que podem provocar reações alérgicas nas pessoas, sobretudo via sistema respiratório.

Como evitar
Há mais de quatro mil espécies de fungos associadas às plantas ornamentais. Para evitar que elas coloquem em risco a saúde de seu jardim, a primeira recomendação é só utilizar sementes tratadas previamente limpas, lavadas e mergulhadas em solução com hipoclorito de sódio pelo tempo de um minuto.

Sementes manchadas ou apodrecidas devem ser descartadas, já que elas podem ser propagadoras de fungos. O plantio deve ocorrer sempre em solos bem preparados e livres de patógenos. Outra dica é dar preferência a espécies e variedades de vegetais resistentes.

Plantas enfraquecidas são muito mais vulneráveis a doenças provocadas por fungos. Daí a importância de adubar na medida certa, bem como fornecer a cada espécie a quantidade exata de água e luz. A presença de caracóis, lesmas, insetos e roedores deve ser rigorosamente controlada, já que esses bichinhos também podem transportar esporos dos fungos fitopatogênicos.

Porém, entre todas as recomendações, nada é mais importante do que o controle de umidade e da iluminação. Afinal, a reprodução desses microrganismos costuma ser favorecida pela presença de água – seja da chuva, da irrigação, do orvalho ou mesmo da umidade do ar – e por ambientes escuros. Nesse sentido, a rega sem exagero e a boa drenagem do solo são fundamentais.

Além disso, os elementos de madeira expostos ao tempo, no jardim, devem ser protegidos da água para evitar que apodreçam. Basicamente, devem ser mantidos longe da chuva e irrigação ou ser pintados.

Como tratar
Uma vez detectada uma doença provocada por fungo, o tratamento pode começar. O primeiro passo é a remoção de partes e até de plantas inteiras com sintomas de infestação, evitando assim a propagação da patologia pelo jardim.

A partir daí, o ideal é recorrer a um técnico especializado para obter o diagnóstico correto do problema, especialmente se for necessário recorrer a fungicidas, que precisam ser utilizados com muito critério e rigor.

Para o controle da degradação dos vegetais, o mercado e o conhecimento popular dispõem de alternativas menos agressivas e mais ecológicas que os fungicidas sintéticos. Entre elas estão o fosfito de potássio, que age como antifúngico e indutor do sistema de defesa das plantas, e o extrato pirolenhoso, produto milenar na agricultura japonesa que induz o enraizamento e é repelente de fungos e de insetos.

kjlki