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Paphiopedilum_insigne

As orquídeas do gênero Paphiopedilum são originárias das selvas da Ásia, incluindo a Indonésia. São plantas semi-terrestres que crescem em húmus e outros materiais no solo das florestas, em bolsas de húmus em encostas ou, ocasionalmente, em árvores. São plantas fáceis de cultivar em casa,  com iluminação artificial ou em estufa.

É mais fácil proporcionar a luz adequada aos pafiopédilos do que a muitas outras orquídeas. Eles precisam de alguma sombra, podendo ser colocados no interior junto a uma janela virada a este ou oeste, ou próximo de uma janela a sul sombreada. Em estufa é necessário providenciar sombreamento. No interior, a utilização de luz fluorescente tem ótimos resultados: suspender duas ou quatro lâmpadas (15 a 30 cm) acima das folhas.

Os pafiopédilos têm necessidades muito variadas no que respeita a temperatura. Tradicionalmente, estão divididos em dois grupos: os tipos de folhas mosqueadas, que necessitam de temperaturas mais altas; os tipos de folhas verdes, que apreciam temperaturas mais frescas. Há um terceiro grupo cuja popularidade tem vindo a aumentar, as espécies multiflorais de folhas estreitas e compridas, que também apreciam temperaturas mais elevadas. Para os tipos de temperatura quente, as noites devem situar-se entre os 15 a 18ºC, e os dias entre os 23 a 30ºC ou acima. Os tipos de temperatura fresca devem ter noites entre os 10 a 15 ºC e dias de 22 a 25ºC. No entanto, muitos cultivadores fornecem as mesmas temperaturas para todos os tipos de plantas com excelentes resultados. Se necessário, as plantas podem suportar temperaturas noturnas de 4ºC (se forem cultivadas no exterior nos climas amenos, por exemplo), bem como temperaturas diurnas até 35ºC. Com temperaturas baixas, deve tomar-se cuidado para prevenir o apodrecimento das plantas (manter a umidade baixa e evitar molhar as folhas e centro das plantas); com temperaturas altas, há que proteger as plantas de queimaduras solares (aumentar a sombra, a umidade e circulação do ar).

As raízes devem estar constantemente úmidas, pois estas plantas não possuem pseudobolbos. Todas as plantas do gênero necessitam de um substrato úmido – não ensopado, mas nunca seco. Regar uma ou duas vezes por semana.

A umidade deve ser moderada, entre 40% e 50%. Em casa, colocar as plantas sobre tabuleiros de cascalho umedecido, de forma a que os vasos nunca toquem na água. Em estufa, a umidade média é suficiente. Nos climas quentes, o uso de um sistema de arrefecimento por evaporação pode aumentar a umidade. A circulação do ar é essencial, principalmente com umidade elevada.

O adubo deve ser fornecido em intervalos regulares, mas deve ter-se cuidado para não queimar as raízes carnudas e peludas. Os fertilizantes com alto teor de nitrogênio (tipo 30-10-10) são aconselhados para substratos à base de casca de pinheiro. Durante o tempo quente, alguns cultivadores fazem aplicações de metade da concentração recomendada de duas em duas semanas; outros adubam em todas as regas com um quarto da dose recomendada. É importante submergir a planta uma vez por mês em água corrente para eliminar o excesso de fertilizante, pois isso pode queimar as raízes. Com temperaturas frescas, uma adubação mensal é suficiente.

O reenvasamento deve ser feito de dois em dois anos, ou quando há degradação do substrato. As plântulas e plantas jovens são frequentemente reenvasadas anualmente. Os substratos são imensamente variados: a maior parte são à base de casca de pinheiro de grau fino ou médio com aditivos variados, como perlite, areão e esfagno. É necessário que haja retenção de humidade com uma drenagem excelente. As plantas grandes podem ser divididas separando ou cortando os aglomerados em divisões de 3 a 5 rebentos. Divisões menores podem vingar, mas dificilmente florirão. Posicionar a planta no centro do vaso e distribuir as raízes sobre uma pequena quantidade de substrato colocada no fundo do vaso. Adicionar mais substrato até que este esteja 1-2 cm acima da junção das raízes com o caule. Não sobredimensionar o vaso; uma planta média deve ter um vaso de 10 a 15 cm.

Paisagismo: É uma orquídea fácil de cultivar e mesmo sem flores sua folhagem é atrativa, constituindo em belo adorno para cultivo em sacadas e ambientes internos com luminosidade.

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ARUDINA

Nome Técnico: Arundina graminifolia (D. Don) Hochr.
Nomes Populares: orquídea bambu ou orquidea de jardim
Família: Família Orchidaceae
Origem: Originária da Sri lanka, Malásia

Descrição: A Arundina é a única espécie deste gênero e de origem asiática com clima tropical.

Planta herbácea perene de caule parecido com junco, formando grandes touceira de altura que pode chegar até 2,0m.
Suas folhas são estreitas e finas com até 19 cm de comprimento e com ponta aguçada.
As flores são isoladas, cor-de-rosa com o labelo em cor-de-rosa forte ou púrpura e sépalas rosadas que envolvem o caule.
Também são encontradas a Arundina graminifolia alba, de flores brancas.
Floresce da primavera ao início de outono e pode ser cultivada em todo o país.

Modo de Cultivo: Local ensolarado, solo rico em material orgânico e bem drenado. Plantar em cova com muito composto orgânico e adubo animal mas com cascas de pinus ou de coco para garantir boa drenagem.

Paisagismo: Forma touceiras e seu uso junto a muros ou paredes ensolaradas causa belo efeito, bem como em canteiros isolados.

drosera capensis

A drosera capensis, tal como a maioria das plantas pode-se multiplicar de duas formas diferentes: por flor e por multiplicação vegetativa.
Para a reprodução por flor ter sucesso, é necessário que exista polinização, que é normalmente feita pelos insetos. Como um inseto morto é inútil para este fim, a drosera capensis adopta uma estratégia muito comum entre as plantas carnívoras: manter as flores longe das folhas.

Isto é conseguido lançando um longo caule vertical, na extremidade do qual surgem as flores. O caule das flores da drosera capensis surge como uma espiral, que se desenrola até que surgem as flores. É interessante ver que as primeiras flores surgem ainda antes deste caule estar completamente desenrolado, tal como se pode ver na foto.

As flores abrem uma de cada vez, com uma duração de cerca de um dia, surgindo uma nova no dia seguinte. Deste modo, esta planta consegue manter uma flor aberta por dia, durante semanas.

Outra forma natural de reprodução é por multiplicação vegetativa. Neste caso, a planta dá origem a uma nova cópia de si mesma, que nasce a partir das suas raízes.

pilea_microphylla

Nome Técnico: Pilea microphylla (L.) Liebm.
Nomes Populares: Dinheirinho, brilhantina, planta-artilheira, entre outros.
Família: Angiospermae – Família Urticaceae.
Origem: Originária da América..
Descrição: Planta herbácea perene muito ramificada de altura até 0,30 m, formando moitas arredondadas de forma irregular superior a 40 cm de diâmetro. As folhas são a parte mais ornamental da planta, pequeninas, arredondadas e parecem suculentas, de cor verde-clara brilhante. As flores são tão pequenas que passam despercebidas, pois nascem na axila das folhas.
Esta planta tem flores femininas e masculinas, sendo que estas ao amadurecerem explodem literalmente, jogando para o ar uma nuvem de pólen para a fertilização das flores femininas, daí o nome singular de planta-artilheira, nome por que é conhecida na América do Norte.

Modo de Cultivo: Esta planta tem caráter invasivo e costuma surgir em lugares inesperados, como no meio de matas e em vasos de orquídeas. Aprecia substrato rico em matéria orgânica, solo solto e permeável. Aprecia umidade e luminosidade, embora o sol direto na parte da tarde costuma inibir seu crescimento. Apresenta sua plenitude em locais à meia sombra, sem pisoteio, onde possa se desenvolver.
A preparação dos canteiros ou vasos deve conter composto orgânico ou húmus de minhoca sendo adicionado adubo animal de gado ou aves bem curtido. Preparar o solo do canteiro numa profundidade de cerca de 15 cm e plantar as mudas com espaçamento de 20 cm. Não esquecer de regar após o plantio, mantendo regularidade até notar seu desenvolvimento.
Para adubações de reposição, a cada 4 meses, diluir uma colher de sopa de adubo NPK formulação 10-10-10 em uma garrafa PET de 2 litros, sacudir bem e regar o substrato ao redor da planta, cerca de 1 copo de água (destes de plástico descartáveis, guarde sempre um para medida). Um dia antes, regar com água pura, para que se crie um bulbo umido ao redor das raízes. Ao colocar o adubo dissolvido este irá espalhar-se na umidade, ficando mais acessível para a planta.
Para fazer a propagação de mudas, poderá retirar pequenas mudas nascidas entre as moitas, abrir a touceira e separar ou fazer estaquia de ramos, de preferência na primavera. As estacas poderão ser colocadas em bandejas coletivas ou sacos, com composto orgânico sem adubo animal, mantendo o substrato úmido até notar o desenvolvimento da muda, quando então poderá ir para o canteiro ou vaso.

Paisagismo: É uma planta que usou-se muito no paisagismo de jardins antigos e que passou por longo tempo esquecida. Trazida de novo à ativa, tem aparecido em jardins de grande porte, com muita sombra, sob árvores e parece ter voltado para ficar. Sua cor verde-clara brilhante dá a nota vivaz a maciços verdes ou de folhas variegadas, equilibrando e unindo.
Seja em bordas de canteiros, extensões sob árvores ou mesmo em vasos, fica bonita de qualquer modo e não pode ser dispensada.

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