Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments




Posts tagged ‘orquídeas’

Habenaria_radiata

As espécies de Habenaria normalmente apresentam flores pequenas, verdes, sem atrativos ornamentais, são de difícil cultivo e por isto raramente vistas em coleções e orquidários comerciais. Todavia, o gênero apresenta grande importância florística. O gênero possui aproximadamente 848 espécies, sendo um dos cinco maiores da família e o maior de espécies terrestres. O gênero apresenta distribuição mundial e o Brasil com cerca de 163 espécies é um dos países de maior diversidade. Com a divisão do gênero Pleurothallis, Habenaria passou a ser o gênero de Orchidaceae com o maior número de espécies no país.

O gênero ocorre em todo o território brasileiro, mas a maior concentração de espécies encontra-se no Bioma Cerrado, onde corresponde de 15 a 40% das espécies de orquídeas de algumas localidades. Na Mata Atlântica a representatividade é menor, variando de 1-3% do total de espécies de alguns locais.

Apesar da importância de Habenaria para a diversidade de orquídeas no Brasil, ainda há grandes lacunas no conhecimento do gênero. Um dos fatores que dificulta o seu estudo é o fato das espécies apresentarem crescimento sazonal.

As plantas crescem e florescem durante o período das chuvas e desaparecem durante o período seco. Como conseqüência, o número de espécies registradas para diversas

As plantas são terrestres, com uma túbera subterrânea, caule ereto, simples, e inflorescência terminal. Outra característica é que as pétalas são normalmente bipartidas e o labelo tripartido. Possuem um nectário na base do labelo, chamado de calcar ou esporão. A coluna possui apenas uma antera que é dividida em duas partes. O estigma único também é subdividido e ao contrário de outros gêneros da subtribo Orchidinae, é projetado para frente. A antera é ligada na coluna e não pode ser removida. As políneas de Habenaria possuem os grãos de polén agrupados em pequenos pacotes sendo chamadas de sécteis. Esta característica permite que uma mesma polínea polinize várias flores. A reprodução ocorre principalmente através de sementes, mas também ocorre reprodução vegetativa através da emissão de ‘brotos’ laterais sendo comum encontrar várias plantas crescendo próximas.

Cultivo
Algumas poucas espécies do gênero, com a asiática H. rodocheila, de flores vermelhas a alaranjadas, são cultivadas e comercializadas. A comercialização é feita através das túberas. Em algumas regiões da África e Ásia as túberas são usadas como alimento. Já foi isolado de uma espécie um composto químico, denominado habenariol, que funciona como um inibidor digestivo para insetos, impedindo que a planta seja comida.

As espécies de Habenaria não possuem órgãos de armazenamento bem desenvolvidos como pseudobulbos ou raízes tuberosas, de modo que conseguem crescer e florescer apenas no período chuvoso quando há disponibilidade de água. As plantas precisam crescer durante uma ou mais estação para formar um túbera com nutrientes armazenadas que irão sustentar uma nova floração. Após a formação e amadurecimento dos frutos as plantas secam e permanece apenas a túbera subterrânea que sustentará uma nova brotação e crescimento na próxima estação.
Considerando o número de espécies, ainda são poucos os estudos sobre a biologia floral e reprodutiva do gênero. No Brasil destacam-se os trabalhos de Rodrigo B. Singer. Os estudos desse pesquisador mostraram que algumas espécies são polinizadas por ‘pernilongos’ e mariposas noturnas. Esses insetos, atraídos pelo perfume noturno das flores, introduzem a probóscide no calcar para coletar o néctar. No caso da H. parviflora, o viscídio tem uma forma especial com um encaixe que se adapta a probóscide do polinizador, facilitando a fixação e remoção do polinário.

Habitats
Cerrado
– O Cerrado é o Bioma que apresenta o maior número de espécies de Habenaria no país. O Cerrado é formado por um mosaico de vegetações que variam desde o cerradão até o campo limpo. Os ambientes mais abertos, como os campos sujos e os campos limpos são os que concentram o maior número de espécies.

Veredas e campos úmidos – Dentre os vários tipos de vegetação associados ao Bioma Cerrado os campos úmidos são o que concentram o maior número de espécies de Habenaria. Esses campos podem ser estacional ou permanentemente úmidos. Frequentemente ocorrem associados a pequenas elevação regulares conhecidas como murundus.

Campos rupestres – Ocorrem principalmente em Minas Gerais na Cadeia do Espinhaço e em Goiás. A vegetação é semelhante a um campo sujo, mas ocorre em meio a afloramentos rochosos. O número de espécies de Habenaria que ocorre nesse tipo de vegetação é grande, destacando-se a Habenaria guilleminii com um calcar de 1-3 mm e a Habenaria caldensis.

Mata Atlântica – São poucas as espécies de Habenaria que ocorrem em matas e na Mata Atlântica. A maioria das espécies tem as folhas bem desenvolvidas. Uma espécie típica e comum desse ambiente é a H. josephensis.

Matas Nebularessão matas que ocorrem em altitudes mais elevadas nas montanhas e que embora não estejam associadas a um curso de água se mantém úmidas devido a quantidade de neblina. São poucas as espécies de Habenaria desse tipo de vegetação, destacando-se a H. umbraticola.

Campos de Altitude – São campos limpos ou sujos que ocorrem em áreas acima de 1.500 m em áreas de Mata Atlântica. Uma espécie típica desse ambiente é a Habenaria paranaensis, comum na região do Itatiaia a na Serra dos Órgãos no estado do Rio de Janeiro.
Além dos habitats anteriores algumas espécies também ocorrem em matas secas como a H. cryptophila, enquanto outras são aquáticas sendo encontradas na beira de lagoas ou rios, como a H. repens. Algumas poucas espécies são beneficiadas pela ação humana, ocorrendo em áreas antropizadas como pastagens e beira de estradas, destacando-se nesse caso a H. petalodes.

O gênero Habenaria pertence a subfamília Orchidoideae que nos vários sistemas tradicionais de classificação foi tratada como uma das mais primitivas dentro da família.

por do sol

DSCN0417

Família: Orchidaceae
Origem: Américas

Baunilha é o nome popular dado às orquídeas do gênero Vanilla. Elas são plantas terrestres e trepadeiras, conhecidas mundialmente pelo aroma de seus frutos. Em geral, estas orquídeas apresentam caule verde, cilíndrico, de crescimento monopodial, podendo alcançar 20 a 30 m de comprimento, dependendo do suporte em que estão apoiadas. Além das raízes terrestres, elas também emitem raízes adventícias ao longo do caule, que aderem no suporte e são responsáveis pela sua fixação. Suas folhas são alternadas, ovais a lanceoladas, verde-escuras e reduzidas em algumas espécies.

As flores não são o principal atrativo deste gênero, ao contrário de outras orquídeas. Elas são bonitas e grandes, solitárias ou em rácemos, mas pouco duráveis, apresentam coloração amarela ou esverdeada, com o labelo de tonalidade amarela mais forte.

Quando polinizadas, originam frutos alongados e cilíndricos, que demoram alguns meses para amadurecer.

As baunilhas devem ser cultivadas à meia-sombra, sendo adequado filtragem de 50% da luz do sol por sombrite. Também desenvolvem-se muito bem sob a copa de árvores não muito densas, como as frutíferas em geral.

O plantio deve ser realizado com estacas longas, de pelo menos 80 cm, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica.

Elas devem ser amarradas a tutores, como ripas de madeira de 1,5 metros ou tronco de árvores, pelo menos até a sua fixação através das raízes adventícias.

Adubações regulares com matéria orgânica, irrigação periódica e polinização manual são os principais tratos culturais da baunilheira estabelecida.

janel15

rodiguisia lanceolata

- Por que não devo colocar prato embaixo?
Tudo bem que você goste de água, mas como se sentiria se tivesse de usar meias e sapatos encharcados? Além do desconforto, a umidade atrairia frieira, certo? Pois acontece exatamente a mesma coisa com as plantas (bem, menos para as aquáticas…). Mesmo as que gostam muito de água dificilmente curtem ficar com as raízes constantemente molhadas. Nas orquídeas, a umidade é bem vinda, mas, em excesso atrai fungos e bactérias que podem ir minando a planta de tal forma que ela acaba morrendo. Evite o problema simplesmente plantando em vaso de barro com furos e deixando o substrato secar ligeiramente entre uma rega e outra.

- Posso plantar na terra?
Pode só se a orquídea for terrestre — caso da orquídea-bambu (Arundina bambusifolia). O problema é que a maioria das orquídeas não cresce naturalmente no solo e, sim, sobre árvores, são as chamadas orquídeas epífitas. Para imitar o tronco de uma árvore, que é bem arejado, a gente usa substrato, uma mistura de vários materiais. Ele pode ser feito com um ou vários destes materiais: pedacinhos de carvão, casca de coco, fibra de coco, cavaco de madeira, casca de pinus, sem falar nos ingredientes regionais, como semente de açaí, sabugo de milho e semente de babaçu. Substrato para orquídeas é encontrado com esse nome em qualquer boa floricultura.

- Qual é o vaso certo para ela?
Ela costuma ser vendida em vaso plástico furado no fundo, mas, se puder, transfira para um de barro com muitos furos laterais. Esses vasos têm dupla função: ajudam a escoar o excesso de água das regas e mantêm as raízes arejadas. Além disso, não esquentam tanto como os vasos plásticos pretos. Há uma porção de formatos e tamanhos — alguns parecem funis, ideais para orquídeas pequenas que apreciam alta umidade, já que o funil fica cheio de água e a planta, amarrada do lado de fora. Há também vasos em forma de meia lua, para serem fixados na parede.

- Preciso só dar água e mais nada?
Teoricamente, sim, já que o oxigênio e os nutrientes mais elementares a planta pode retirar sozinha do ambiente. No entanto, estou falando de orquídeas cultivadas em vaso, limitadas aos nutrientes do substrato, que logo se esgotam. Por isso, elas precisam repor os elementos mais importantes: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S). Os adubos químicos são formulados para repor os três primeiros nutrientes, daí a formulação se chamar NPK. Se você borrifar sua orquídea uma vez por mês com adubo NPK 20-20-20, ela pegará menos doenças e dará flores maiores e mais bonitas. Com um pouco de prática você descobrirá como usar adubos com formulações menos equilibradas ou com adição de outros elementos químicos.

- Toda orquídea deve ser amarrada em árvore?
Não. Esse suporte funciona melhor nas espécies epífitas, que descrevi anteriormente. Essas plantas naturalmente vivem sobre os galhos das árvores e gostam de deixar as raízes (ou parte delas) expostas. Esse é o caso da Vanda, da Phalaenopsis e do Oncidium, só para citar alguns dos exemplos mais conhecidos. Já espécies exigentes a altas taxas de umidade nem sempre gostam de ficar sobre árvores. É o que acontece, por exemplo, com o Paphiopedilum e o Phragmipedium, ambos conhecidos popularmente por “sapatinhos”. Deixe esses no vaso, com esfagno e substrato misto, para reter a água de que eles tanto gostam.

- Para quê servem aqueles nomes estranhos?
Assim como nós, as orquídeas têm nome e sobrenome. O delas é escrito em latim ou grego, para que pessoas no mundo todo possam reconhecer a mesma planta, não importa que língua falem. Essa forma de anotar os nomes científicos é adotada também para descrever outros seres vivos, de algas gigantescas a insetos microscópicos, de elefantes a amebas. O primeiro nome representa o gênero a que determinada planta faz parte, como se fosse uma grande família cheia de integrantes. O segundo nome, da espécie, define que planta é aquela. O gênero Dendrobium, por exemplo, possui milhares de espécies, dentre as quais está o Dendrobium nobile, mais conhecido por -olho-de-boneca.

- Quantas vezes por semana tenho de molhar?
Isso depende de muitos fatores: tamanho do vaso, tipo de substrato usado, espécie escolhida… Vasos muito fundos podem apresentar substrato seco na superfície, mas molhado perto das raízes. Substratos maciços retém mais água do que os porosos — é por isso que a gente rega menos as plantas que estão na terra do que aquelas que ficam amarradas em troncos. Se você está em regiões de baixas taxas de umidade, cultivando uma orquídea que exige altas taxas de umidade, vai ter de se desdobrar pra conseguir mantê-la úmida numa cidade tão quente. Via de regra, se está calor ou ventando, regue dia sim, dia não – ambos os fatores desidratam a planta. No inverno, molhe duas vezes por semana. Procure fazer as regas sempre fora do horário de pico do sol, para não “cozinhar” as raízes.

- Dá flor o ano inteiro?
Não, nenhuma orquídea fica 12 meses com flor. Muitas florescem várias vezes ao ano, como acontece com a maioria das Cymbidiuns e com as Phalaenopsis híbridas. Há espécies que têm flores chamadas sequenciais, que não nascem todas de uma vez: assim que uma flor morre, outra já surge para substituí-la, mantendo a planta florida por muitos meses, uma característica da Doritis pulcherrima, por exemplo, a orquídea que ilustra este post. Também existem gêneros que têm floradas de curta duração, como acontece com as Stanhopea, cujas flores não passam de cinco dias. Mesmo assim, você terá flores o ano todo se escolher ao menos uma espécie que floresça em cada um dos meses.

- Onde encontro orquídeas mais em conta?
Híbridos de Oncidium, Cattleya, Dendrobium, Cymbidium e Phalaenopsis ficaram tão populares que são vendidos até em supermercados. Em exposições de orquídeas você encontrará espécies exóticas, muitas vezes de outros países, mas a um preço maior. Plantas premiadas podem ser compradas a preços bem amigáveis se forem mudas, o único problema é controlar a ansiedade, porque elas demoram anos para florir pela primeira vez. Na internet estão os preços mais baixos: as plantas costumam ser enviadas sem flores, bem acondicionadas em caixas de papelão, com toda a proteção para que não se machuquem na viagem. Busque no Google um orquidário perto de você e economize no frete.

bird22

Scuticaria_itirapinensis

A maior parte das orquídeas pode ser plantada em vasos de barro ou plástico de tamanho compatível com o da planta. É aconselhável o replante anual, ou pelo menos a cada dois anos, em virtude da decomposição ou eterioração do material.

Eis aqui algumas regras úteis:
1. Coloque uma camada de pedra no fundo do vaso (2 a 3 dedos) para permitir a rápida drenagem do excesso de água.

2. Complete com fibra de coco ou similar. Se houver pó, lave-o num balde com água para dispersar o pó. Evite substratos que contenham muito pó. As raízes necessitam de arejamento.

3. Certas orquídeas progridem na horizontal (rizoma), Laelia e Cattleya, por exemplo, e vão emitindo brotos um na frente do outro. Para esse tipo de planta, deixe a traseira encostada na beira do vaso e espaço na frente para dar lugar a novos brotos (não enterre o rizoma, somente as raízes). Comprima bem o substrato para firmar a planta, a fim
de que, com o vento ou um jato d´água, ela não balance, pois a ponta verde da raiz irá roçar no substrato, secar e morrer. Se necessário, coloque uma estaca para melhor sustentação.

4. Há orquídeas que dificilmente se adaptam dentro de vasos. Nesse caso, o ideal é plantar em tronco de árvore ou casca de peroba, protegendo as raízes com um plástico até a sua adaptação.
Alguns exemplos dessas espécies são:
C. walkeriana, C. schilleriana, C. aclandiae, a maioria dos Oncidiuns, Leptotes, Capanemias.

5. Orquídeas monopodiais (que crescem na vertical), como Vandas, Ascocendas, Rhynchostylis, Ascocentrum, devem ser plantadas no centro do vaso ou serem colocadas em cesto sem nenhum substrato.

Nesse caso exigem um cuidado especial todos os dias. Deve-se molhar não só as raízes mas também as folhas com água adubada bem diluída. Por exemplo,se a bula de um adubo líquido recomenda diluir um mililitro desse adubo em um litro de água, ao invés de um litro, dilua em 20 litros ou mais e borrife, a cada
duas ou três horas, principalmente em dias quentes e secos.

Você pode perder a paciência, mas não a planta. Como exigem alta umidade relativa, pode-se, por exemplo, usar um recipiente bem largo, como uma tina furada, encher de pedra britada e colocar a planta com o vaso sobre as mesmas, de modo que as pedras
molhadas pela rega, assegurem a umidade necessária.

hands

odontogloss_1

Estas são orquídeas das grandes altitudes dos trópicos do Novo Mundo, florescem em locais onde a temperatura é amena durante o ano inteiro. Os Odontoglossos são conhecidos pelos seus vistosos cachos de flores.

Apreciam bastante luminosidade e temperaturas baixas. Se as temperaturas dos dias de Verão forem altas, podem reduzir-se os níveis de luz para arrefecer a área de cultivo. Apesar de não serem na generalidade boas plantas de interior, principalmente se a casa for quente, podem vingar numa janela virada a este, ou numa janela a sul com sombra; na maioria dos climas. A exposição a oeste é geralmente demasiado quente.

Podem ser tolerados pequenos períodos de temperaturas diurnas mais elevadas, principalmente se a umidade e circulação do ar estiverem a níveis ótimos.
A frequência de rega deve ser alta, e o substrato deve ter uma drenagem perfeita.

O substrato deve apenas começar a secar antes da rega, o que pode significar regas a cada dois a sete dias, consoante a meteorologia, tamanho e material do vaso e tipo de substrato. Folhas que nascem enrugadas são um sintoma de água ou umidade insuficientes. Tal como outras orquídeas de zonas de precipitação elevada, os odontoglossos são particularmente sensíveis à falta de qualidade da água, que levará ao enfraquecimento das raízes e provocará queimaduras nas pontas das folhas.

A umidade deverá situar-se idealmente entre os 40% e os 80%, aliada a uma boa circulação do ar. A refrigeração através da evaporação numa estufa aumenta a umidade e refresca o ar, sendo por isso altamente recomendada para estas orquídeas na maior parte dos climas. O uso de nebulizadores, assim como umedecer o chão com água, ajudarão a manter a temperatura fresca e a umidade alta. No interior, colocar as plantas em tabuleiros com cascalho umedecido, colocando os vasos acima do nível da água.

O fertilizante deve ser aplicado regularmente em doses diluídas enquanto a planta está em crescimento ativo. Pode ser usada uma fórmula NPK 20-20-20, duas vezes por mês. Se o tempo se mantiver enevoado, uma aplicação mensal será suficiente.

O novo envasamento deve ser feito quando os novos rebentos estão a meio da maturação, o que acontece geralmente na primavera ou outono. Estas plantas gostam de estar apertadas nos vasos, devendo por isso escolher-se um vaso que permita apenas espaço para o crescimento de um ano ou dois.

O uso de vasos pequenos também obrigará às regas frequentes que estas plantas apreciam, pois o substrato secará mais rapidamente e de forma mais homogênea se houver concentração de raízes.

É necessário utilizar um substrato fino com drenagem excelente; como o substrato se mantém sempre úmido, o reenvasamento anual ou bianual é normal. Espalhar as raízes sobre um cone de substrato e distribuí-lo à volta das raízes, adicionando mais substrato. Calcar com firmeza à volta das raízes. Manter a unidade elevada e o substrato seco até à formação de raízes novas.

aves26

Anguloabrevilabris2

O gênero Anguloa possui cerca de onze espécies nativas da Venezuela, Colômbia, Equador e Peru, nas regiões andinas.

Cresce em regiões geográficas de altitudes media a elevadas (1.200 a 2.500m), eventualmente epífita e na maioria das vezes terrestre, em solos úmidos e protegidas da luz solar direta. Uma das vantagens das orquídeas do gênero Anguloa Ruiz & Pavón é que suas flores são duráveis, vistosas e perfumadas com fragrância  lembrando canela e erva doce.
No cultivo doméstico, vegetam melhor em regiões de clima mais frio ou intermediário, em vasos bem drenados, mas que retenham alguma umidade e sob telado de sombreamento de 50%. Pelo formato grande (4,0 x 4,5 x 6,5cm) e exótico de suas flores lembrando tulipas, as espécies do gênero Anguloa são conhecidas mundialmente como orquídea tulipa (tulip orchid). Os pseudobulbos são ovóides, robustos com folhas duplas plicadas, verde claro, grandes, finas e flexíveis.
Um dos segredos do sucesso no cultivo das espécies Anguloa está em mantê-las em substrato terrestre rico em húmus, numa mistura desse composto com terra vegetal e areia grossa em vasos bem drenados, mas sempre úmidos com boa luminosidade indireta. Nos meses mais quentes e secos proporcionar 70% de umidade.

No Inverno é natural que as folhas dos pseudobulbos mais antigos caiam, época em que  suportam bem baixa umidade, mas nunca o substrato completamente seco.
No período de floração (Inverno) deixar o substrato mais seco, e tão logo surjam novos brotos acompanhados da inflorescência, aumentar as regas, cuidando para não ensopar o substrato.

A inflorescência brota da base do pseudobulbo em grande número, com uma flor cada uma. Nessa fase diminuir as regas evitando molhar os botões florais.
A adubação ideal de manutenção é o NPK 20-10-20, diluído na água das regas. Para promover boa floração usar adubo orgânico composto de torta de mamona e farinha de osso num canto do vaso.

No Brasil esta espécie floresce fins do Inverno e Verão.

cach876

odontogloss_2

Os Odontoglossuns  são orquídeas das grandes altitudes dos trópicos do Novo Mundo. Florescem em locais onde a temperatura é amena durante o ano inteiro. São conhecidos pelos seus vistosos cachos de flores. A cultura é similar para os híbridos de gêneros aliados, tais como Odontonia, Odontioda, Vuylstekeara e Wilsonara, entre outros.

Apreciam bastante luminosidade e temperaturas baixas. Se as temperaturas dos dias de Verão forem altas, podem reduzir-se os níveis de luz para arrefecer a área de cultivo. Apesar de não serem na generalidade boas plantas de interior, principalmente se a casa for quente, podem vingar numa janela virada a este, ou numa janela a sul com sombra; na maioria dos climas. A exposição a oeste é geralmente demasiado quente.

Podem ser tolerados pequenos períodos de temperaturas diurnas mais elevadas, principalmente se a umidade e circulação do ar estiverem a níveis ótimos.
A frequência de rega deve ser alta, e o substrato deve ter uma drenagem perfeita.

O substrato deve apenas começar a secar antes da rega, o que pode significar regas a cada dois a sete dias, consoante a meteorologia, tamanho e material do vaso e tipo de substrato. Folhas que nascem enrugadas são um sintoma de água ou umidade insuficientes. Tal como outras orquídeas de zonas de precipitação elevada, os odontoglossos são particularmente sensíveis à falta de qualidade da água, que levará ao enfraquecimento das raízes e provocará queimaduras nas pontas das folhas.

A umidade deverá situar-se idealmente entre os 40% e os 80%, aliada a uma boa circulação do ar. A refrigeração através da evaporação numa estufa aumenta a umidade e refresca o ar, sendo por isso altamente recomendada para estas orquídeas na maior parte dos climas. O uso de nebulizadores, assim como umedecer o chão com água, ajudarão a manter a temperatura fresca e a umidade alta. No interior, colocar as plantas em tabuleiros com cascalho umedecido, colocando os vasos acima do nível da água.

O fertilizante deve ser aplicado regularmente em doses diluídas enquanto a planta está em crescimento ativo. Pode ser usada uma fórmula 20-20-20, duas vezes por mês. Se o tempo se mantiver enevoado, uma aplicação mensal será suficiente.

O novo envasamento deve ser feito quando os novos rebentos estão a meio da maturação, o que acontece geralmente na primavera ou outono. Estas plantas gostam de estar apertadas nos vasos, devendo por isso escolher-se um vaso que permita apenas espaço para o crescimento de um ano ou dois. O uso de vasos pequenos também obrigará às regas frequentes que estas plantas apreciam, pois o substrato secará mais rapidamente e de forma mais homogênea se houver concentração de raízes.

É necessário utilizar um substrato fino com drenagem excelente; como o substrato se mantém sempre úmido, o reenvasamento anual ou bianual é normal. Espalhar as raízes sobre um cone de substrato e distribuí-lo à volta das raízes, adicionando mais substrato. Calcar com firmeza à volta das raízes. Manter a unidade elevada e o substrato seco até à formação de raízes novas.

Fadinha

C. Karol Wojtyla x aclandiae labeloid e C. Karol Wojtyla x C. aclandiae

É uma planta híbrida, que tem floração no Verão. Suas flores são lilás claro com pintas lilás escuro, seu labelo é lilás claro, formando um lindo contraste.

Plantio em vaso
O ideal é usar vaso terracota específico para orquídea á venda em qualquer loja de produtos de jardinagem. Este vaso já vem com vários furos tanto no fundo quanto na lateral. Para melhorar a drenagem, no fundo do vaso coloque um pouco de argila expandida, pedra ou caco de telha.
Como substrato use a casca de pinheiro, que é um material renovado. Fibra de coco também pode ser utilizado. Em Supermercados e Garden Center existem substratos prontos específicos para o plantio de orquídeas.

Plantio em árvore
Para fixar uma orquídea no tronco de uma árvore, ela deve ser envolvida na fibra de coco e amarrada com um cordão. Isso protegerá a planta e manterá a umidade necessária.

Local de cultivo
Deve ser cultivada em local arejado, livre de corrente de vento  e que receba luz indireta do sol, preferencialmente ao amanhecer ou entardecer.
Algumas espécies de orquídea não toleram luz solar, queimando as folhas e chegando a matar a muda. Atenção especial é necessária para as mudas plantadas nas árvores. Observe por alguns dias e por períodos alternados se o sol não está sendo excessivo para a planta. Manchas amareladas nas folhas ou ausência de enraizamento, são indícios que a orquídea não está se adaptando. Neste caso outro local deve ser escolhido.

Rega
O modo mais fácil de matar uma orquídea é molhando-a demais. Umidade em excesso provoca o apodrecimento das raízes e os fungos se proliferam de forma descontrolada. A melhor maneira de checar se  o vaso está úmido, é pressionar o substrato com o dedo. Se ainda estiver úmido, não regue, espere até secar. Regue até que a água comece a escorrer por baixo do vaso. Verifique a umidade á cada 2 dias.
Para as plantas que estão nas árvores a umidade se equilibra naturalmente. Redobrar a atenção apenas nos períodos mais secos do ano. Importante: Para a orquídea é melhor faltar água do que sobrar.

Adubação
A orquídea como qualquer outra planta precisa de nutrientes para crescer. Mas cuidado, o exagero de adubo é pior do que a falta. Cada tipo de adubo exige dosagens e aplicações diferentes, por isso leia atentamente as instruções contidas nas embalagens dos produtos.

Adubação de solo: Pode ser feita ao amanhecer ou entardecer.
Dependendo do tipo de fertilizante, você poderá aplicá-lo de duas maneiras:
- Colocando a quantidade recomendada num canto do vaso. Desta forma o adubo irá dissolver-se aos poucos, liberando nutrientes a cada irrigação.
- Diluindo a quantidade recomendada. Aplique como rega diretamente no solo.

Adubação Foliar: Deve ser feita somente ao entardecer. Quinze minutos antes da adubação pulverize com água toda a planta. Este procedimento faz com que as células das folhas responsáveis pela absorção dos nutrientes se abram. Depois pulverize com adubo nas dosagens recomendadas pelo fabricante, toda a planta, com exceção das flores.

Adubos orgânicos: Estes adubos são mais seguros e com riscos muito menores de você matar a planta por excesso de adubação.Os mais indicados são a torta de mamona e a farinha de osso.

Obs.: Os valores de crescimento e floração podem variar de acordo com o local, solo e trato cultural.

lua1

P1040309

Se uma única flor de orquídea já é o centro das atenções em qualquer ambiente, uma haste floral com centenas delas é um espetáculo da natureza. Originária de florestas de altitude do México á Colômbia, a escova-de-mamadeira (Arpophyllum giganteum) é uma orquídea epífita, ou seja, vive presa aos troncos de arvores sem retirar nenhum nutriente, apenas usando-as como suporte. Mas também pode ser encontrada sobre rochas.

Entre as espécies do gênero Arpophyllum, a giganteum, como seu próprio nome revela, é a maior de todas – sua haste floral mede até 50 cm. As centenas de flores que cobrem a haste floral não passam de 8 mm de diâmetro e têm coloração lilás brilhante com os labelos mais escuros. As folhas são longas, estreitas e recurvadas, e rendem o nome de gênero, pois Arpophyllum significa “folhas em forma de foice”.
Como o formato de haste floral lembra muito uma escova de lavar garrafas, a planta recebeu o nome de popular “escova-de-garrafas” ou “escova-de-mamadeira”.

Tempos atrás, era difícil encontrar a venda no Brasil, mas hoje existem muitos produtores e mudas são vendidas no Ceagesp, em orquidários profissionais e em exposições de orquídeas.
Essa orquídea, como floresce em setembroé encontrada na é a exposição da Associação de Orquídeas em São Paulo, no bairro da liberdade, em São Paulo, no segundo final de semana de setembro. Lá é o maior ponto de vendas desta espécie.

janela 321

Cattleya_guttata
Normalmente as orquídeas florescem uma vez ao ano. Na época de floração pode-se colocar pequenas estacas para manter as flores em posição mais vistosa, evitando que toquem o solo e venham a apodrecer. Levando-as para dentro de um recinto fechado, como por exemplo para dentro de casa, elas em geral permanecem floridas por mais tempo.
Uma boa atitude para monitorar a saúde de suas orquídeas é anotar a data em que esta floresceu, pois a ausência de floração neste perído pode indicar que há algo de errado com a planta.
Orquídeas diferentes florescem em épocas diferentes. Portanto, quando possuímos diversas variedades podemos ter flores o ano todo.

No Verão temos floração das espécies:
C.  grânulos
C. bicolor
C. guttata

No Outono temos:
C. violácea
C. luteola
L. perrinii
C. bowringiana

Na Primavera temos:
C. warneri
L. purpurata
C. gaskeliana

Alguns tipos de orquídeas, se bem tratadas podem florescer até 4 vezes por ano.

20071012114358_humming