Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments




Posts com tag ‘folhagens’

Coléus

Coléus (Coleus blumei)

O Coléus é uma planta herbácea bastante apreciada por suas folhas coloridas com efeito degrade, sendo muito populares em canteiros e bordaduras, apesar de ir muito bem em vasos também.

Originário de regiões tropicais da África e da Ásia, o gênero compreende espécies e híbridos, cuja folhagem diferencia-se por pequenas mudanças no formato das folhas e pela grande variedade de coloridos combinados, que podem ser verde-claro, bronze, púrpura, vermelho-arroxeado, carmesim, verde-escuro e diversas tonalidades de amarelo e laranja.

O formato das folhas sempre lembra um coração; são mais ou menos largas conforme as espécies, mas nunca deixando de apresentar os bordos recortados, às vezes ondulados.
Algumas dessas espécies são utilizadas em aplicações medicinais e em farmácias tradicionais de alguns países.

É uma planta de rápido crescimento e relativamente rústica e de baixa manutenção, pois não exige podas. Entretanto, não tolera geadas ou temperaturas muito baixas.

A planta se desenvolve melhor quando cultivada sob à meia-sombra ou pleno sol. Entretanto, suas folhas podem não ficar bonitas quando deixadas sob sol pleno, e perder sua coloração quando em ambientes escuros demais. Uma umidade do ar em torno dos 60% é ideal para a planta. Em locais muito secos, regas mais freqüentes podem ser necessárias.

Se cultivada no jardim, você não encontrará dificuldade para conseguir os padrões variegados dos coléus, mas dentro de casa, porém, será preciso um local bem claro.

Se cultivado em vasos, você pode manter a planta compacta simplesmente arrancando as pontas dos galhos maiores, o que estimula o crescimento de pequenas ramificações. Apesar de perenes, nos jardins são tratados como plantas bienais por se tornarem espigadas e de mau aspecto com a idade. Quando a planta não estiver mais bonita, replante-a através de mudas feitas por estacas dos ponteiros.

Procure manter o solo sempre úmido, regando novamente sempre que o solo estiver levemente seco, pois as folhas podem cair se o solo ficar seco demais.

É fácil multiplicá-los por meio de sementes ou estacas retiradas dos ponteiros. Basta cortar a ponta de alguns ramos e enterrar a base em um vaso.

Durante todo o verão a planta necessita de muito adubo e regas regulares, a intervalos curtos; adubação quinzenal com fertilizante liquido, assim que a planta se adaptar bem ao vaso.

Mantenha a planta em atmosfera úmida e arejada. Pulverize água em volta do coléus para criar uma umidade extra, todos os dias. Essa pulverização deve ser feita muito cedo para que as gotículas de água em cima das folhas não funcionem como uma lente, queimando a superfície, se o sol estiver muito forte. As pequenas marcas de queimadura comprometerão o aspecto da planta. Se isso acontecer, não aproveite os ramos danificados para mudas, porque é possível que originem novas plantas mais fracas.

Na compra de um  coléus, selecione uma planta pequena, de bom formato, que apresente um colorido bem vivo e desenhos marcantes. Evite os exemplares estiolados.

Problemas e soluções

* Folhas murchas, amareladas ou queda da folhagem indicam falta de umidade no ar, de regas ou ambas. Molhe o coléus e pulverize água a seu redor, com bastante regularidade no tempo mais quente. No outono e no inverno, deixe o solo úmido.
* O excesso de água pode causar a podridão de um caule, o que fica evidenciado por um anel escuro e enrugado logo acima do solo. Deixe o composto secar por alguns dias, voltando a regar bem menos do que antes.
* Folhagem pequena e crescimento vagaroso significam falta de nutrientes ou de luz. Adube a planta a cada quinze dias e coloque o vaso em local mais ensolarado.
A falta de luminosidade também pode causar a perda dos padrões coloridos na folhagem. Em lugar mais claro, a planta readquirirá toda a sua exuberância de cores.
* Geadas ou temperaturas muito baixas transformam o coléus em um amontoado irreconhecível. Apare os ramos afetados e desloque o vaso para um ambiente com, no mínimo, 13°C de temperatura.
* Pulgões e cochonilhas devem ser combativos com mistura de água e álcool. A planta também pode ser afetada por mosca branca e caracóis.

chuva88

Filodendros

Philodendron-xanadu

Plantas de folhagem decorativa, que exigem poucos cuidados e são excelentes plantas de interior.

Suas folhas diferem consideravelmente no tamanho e na forma em função das espécies. Podem ser codiformes, lanceoladas ou palmi-nérveas. Algumas têm a margem lisa; outras são muito recortadas. As folhas de algumas espécies atingem os 60 cm de comprimento. Na maioria, os filodendros são plantas trepadeiras.

Como tutorar a planta
Prenda as espécies trepadeiras de filodendro a um tutor inserido na terra do vaso quando a planta se começa a desenvolver. Use um fio de nylon ou de ráfia.
Para estimular a planta a emitir raízes aéreas para o tutor, envolva-o com uma camada de musgo de 5 em de espessura. Pulverize o musgo com água uma vez ao dia.

Propagação

Para propagar a planta, basta cortar estacas de caule no início da Primavera. As estacas devem ter um comprimento de 7,5 a 10 cm e ser cortadas abaixo de um nó. Retire as folhas de baixo e coloque várias estacas num vaso que encheu com uma mistura de 1 parte de turfa umedecida e 1 parte de perlite ou areia grossa.
Ponha um saco de plástico por cima do vaso, mantendo-o afastado da planta com uns pauzinhos, coloque dentro de casa e exponha-o a sol direto velado. Ao fim de três ou quatro semanas, as estacas devem ter enraizado. Retire o saco de plástico e regue pouco. Aplique mensalmente adubo líquido ao fim de cerca de três meses, mude cada estaca para um vaso separado e trate como plantas adultas.

Como mudar de vaso

Se as raízes tiverem enchido completamente o vaso, mude a planta para outro vaso. Encha-o com uma mistura de terra e terriço ou turfa grossa. Não faça esta operação durante o período de estado vegetativo de repouso.

Como regar e adubar
Regue de modo a umedecer toda a terra do vaso. Pare quando começar a sair água pelo orifício de drenagem do vaso. Deixe secar a camada superficial da terra do vaso antes de regar novamente. No Inverno, os filodendros atravessam um período curto de repouso vegetativo. Durante esse período regue a planta o suficiente para evitar que a terra do vaso seque completamente. No período de crescimento, adube com um adubo líquido próprio para plantas de duas em duas semanas.

Onde cultivá-los

Exponha os filodendros a sol direto, mas sempre de modo vigiado. Os filodendros não suportam durante muito tempo temperaturas inferiores a 13°C, mas dão-se bem à temperatura ambiente normal do interior da casa.

221l

comigo-ninguém-pode

Se você quer garantir o aspecto bonito e saudável das folhagens que estão no seu jardim, na casa de campo e em diversos outros lugares é preciso cuidar delas. A paisagem muda totalmente quando elas estão presentes, o ambiente fica mais harmonioso e aconchegante.

Os cuidados com esse tipo de planta são diferentes dos cuidados com o outro grupo. Resistente, essas folhagens se desenvolvem muito bem tanto na área interna quanto na área externa das casas, pois não são afetadas pela ação do vento, mas precisam receber a quantidade de luz solar mínima para se desenvolver.

É muito comum que as pessoas pequem pelo excesso e sempre que vão regar as folhagens exagerem na dose, de acordo com declarações de paisagistas o ideal é sentir a raiz da planta apenas úmida e nunca deixá-la seca, pois elas são como os humanos precisam de água peara sobreviver.

As folhagens demonstram que estão cheias d’água quando:
-
Folhas podres ou manchas de podridão;
- Desenvolvimento das folhagens com deficiência;
- Folhagem amarelada;
- As folhas caem mesmo quando são novas;
- Raízes apodrecidas.

O melhor horário para irrigação é pela manhã. Deve-se evitar regar a noite porque no caso de haver água em excesso ela não será evaporada e poderá causar danos como o apodrecimento das raízes da planta.

Poda
O ideal não é podar toda a folhagem, recomenda-se que somente as folhas secas e amareladas sejam retiradas do meio das outras. Não há uma frequência exata para isso acontecer, você deve ficar atento ao seu jardim e cuidar para que seja mantida a beleza das folhas.

Verifique se as folhagens não estão doentes
Bactérias, fungos, vírus, poluente, excesso de luz, produtos químicos, entre outros agentes causadores de doenças das plantas podem comprometer o bom desenvolvimento da sua folhagem, por isso, é importante ficar atento às mudanças morfológicas e fisiológicas.

Caso sua planta seja infectada de alguma forma é bom usar ficar atento para não perdê-las de vez, quanto mais você observar o desenvolvimento delas mais familiarizado ficará e prontamente notará algo que esteja fora do lugar.

Cuide bem das folhagens do seu jardim, mantenha o visual bonito e trate de prestar atenção no desenvolvimento das plantas.

chuva88

1 bambu mosso

O Bambu-mossô é um bambu que não cresce em grandes grupos, ao contrário da maioria das espécies de bambu. Se plantado no solo, ele pode gerar outras plantas ao seu redor, mas distantes da planta-mãe. Ele pode crescer de 8 a 14 m de altura. Não floresce em nossas condições climáticas

O uso desse bambu tem se ampliado muito no Brasil, tanto em ambientes externos quanto em ambientes internos, sendo utilizados principalmente em escritórios e residências.

O tronco do bambu-mossô é o seu grande atrativo, pois ele é geralmente modelado e entortado, para que fique com um aspecto mais interessante.

O Bambu-mossô cresce nos mais diversos climas, e tolera muito bem geadas. É uma planta que precisa de muita luz, devendo preferencialmente ser plantadas sob sol pleno. Porém, ele tolera alguns ambientes internos, devendo ele ser muito bem iluminado.

Sendo uma planta de arquitetura interessante, é cultivado geralmente em grupos, formando conjuntos ou renques ao longo de paredes, muros e cercas, em terreno fértil, e bem drenado.

Não são necessárias regas muito freqüentes, podendo elas serem semanais. No caso do plantio em vasos, as regas podem precisar ser mais freqüentes.

É cultivado também para a obtenção de broto-de-bambú, que é utilizado como alimento ne China e Japão.

Pode ser multiplicada pela divisão dos rizomas, quando há a formação de novos brotos. Mas devemos nos lembrar que isso somente ocorre quando são plantados no solo. A reprodução por sementes é rara, pois o florescimento é raro e só ocorre em locais específicos.

janela e castelo

photo

Planta muito apreciada devido à sua folhagem ornamental. Ela apresenta folhas grandes, rajadas ou pintas, com duas ou mais cores e tonalidades de branco, verde, rosa ou vermelho. As inflorescências têm importância ornamental secundária e são muito parecidas com as do lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisi), sendo brancas ou esverdeadas e podem ser pintadas como as folhas. A floração ocorre no Verão. Também é conhecida pelos nomes de caládio, tajá, taiá e coração-de-jesus.

Há mais de 1000 variedades de tinhorão atualmente, algumas são mais indicadas para o jardim e outras devem ser cultivadas em ambientes internos. Prestam-se para a formação de maciços e bordaduras, além de vasos e jardineiras. Durante o Inverno o tinhorão entra em repouso e aparenta estar morto, mas emite novas brotações na Primavera. Neste período as adubações devem ser suspensas e podemos remover os bulbos e guardá-los em local seco, sombreado e fresco.

O tinhorão também é considerado uma planta muito tóxica, devido a presença de cristais de oxalato de cálcio e saponinas em suas folhas. O contato com destas substâncias com os olhos, mucosas e pele pode provocar intensa ardência, inflamação e vermelhidão. A ingestão pode provocar edema de glote e consequente asfixia e morte. Deve estar longe do alcance de crianças e animais domésticos.

Devem ser cultivados sob luminosidade difusa, pleno sol ou meia-sombra, de acordo com a variedade. Em solo fértil, leve e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. O tinhorão aprecia a umidade, mas não tolera o encharcamento.

janela 2945

Cananga-do-Japão – (Kaempferia rotunda)
Nomes populares: Cananga-do-Japão, flor-da-ressureição, lírio-misterioso, ilangue-ilangue da terra
Família: Zingiberáceas
Origem: Ásia e Japão
Luminosidade: Luz solar plena e meia-sombra.
Clima: O ideal é o quente e úmido.

A cananga-do-japão, também chamada de flor-da-ressurreição, é uma curiosa planta rizomatosa que nos brinda com duas fases distintas de visual.
É uma planta herbácea, de folhagem e floração peculiares e ornamentais. O rizoma da planta, rico em substâncias de reserva, permite que ela entre em dormência no Inverno, com o amarelecimento e quedas das folhas.

Na Primavera, surgem inicialmente, brotando diretamente do solo, as flores delicadas e perfumadas, apresentando duas pétalas superiores e sépalas de cor rosa claro e duas pétalas inferiores rosa arroxeadas. O conjunto das pétalas lembra orquídeas e amores-perfeitos no aspecto. As flores individualmente duram de um a três dias, mas a pouca duração é compensada, pois elas vão se abrindo sucessivamente pelo período de um mês ou mais.

Em seguida (cerca de dois meses depois), as primeiras folhas de uma linda folhagem entouceirada aparecem como um “renascer”, daí o nome ressurreição, para aproveitar todo o calor e a luz da Primavera e Verão. Elas são grandes, eretas, largas, de cor verde-pálido, com manchas regulares centrais de cor verde-escura. A página inferior das folhas apresenta uma tonalidade roxa a bronzeada, que lhe confere um charme especial. Seus pecíolos se unem de maneira sobreposta, formando uma estrutura de sustentação que se parece um caule. Atinge de 30 a 60 cm de altura.

kaempferia_rotundaFolhagem da Kaempferia rotunda

No jardim ou em ambientes internos, a cananga-do-japão surpreende com seu efeito mutável. Nos meses quentes ela é uma bela folhagem tropical. No Inverno desaparece, aparentando estar morta, sendo que na verdade está apenas “dormindo”.

Deve ser cultivada sob sol pleno, meia-sombra ou luz difusa, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido no período vegetativo. Prefere o clima tropical e subtropical. As regas devem ser suspensas no inverno e retomadas quando surgirem os primeiros brotos. Fertilizações com farinha de ossos no plantio, replantio e período vegetativo estimulam florações abundantes.

O solo ideal é o rico em matéria orgânica. Em vasos, usar uma mistura de 1 parte de terra comum, 2 partes de composto orgânico e 1 parte de terra vegetal.
Deve-se regar moderadamente até que a planta entre em dormência. Depois disso, as regas devem ser diminuídas drasticamente.

Pode ser plantada em vasos e jardineiras. Multiplica-se facilmente pela divisão de rizomas.
Na medicina popular, os rizomas são usados em tratamento de pele. Eles são triturados – frescos ou secos – e misturados com água até formar uma pasta, que pode ser adicionada de outras ervas.
Seus rizomas devem ser plantados direto no solo, a pleno sol. Prefere regiões quentes e úmidas. Não se deve cortar as raízes para não prejudicar o desenvolvimento natural.

Sugere-se marcar o local de plantio, pois durante a fase de dormência desaparecem totalmente os vestígios aéreos da planta, permanecendo apenas o rizoma vivo sob o solo.

janel9

img289

Pertencente a uma família composta de mais de mil espécies diferentes, a begônia-cruz-de-ferro, nativa da China, cresce até 30 cm. Suas folhas têm no centro um desenho marrom que lembra a cruz-de-malta. Se você cultivá-la em vasos, na primavera vai ter sua begônia cheia de flores cor-de-rosa e brancas.
É uma planta herbácea rizomatosa e sem caule. O porte máximo é de 30 cm de altura. Suas folhas  são reniformes e enrugadas, em cores que vão do verde-claro ao verde-acinzentado.

Seguindo as principais nervuras, adquire um tom marrom-avermelhado que, dependendo da variedade, pode ser bem grosso. Seu pecíolo é coberto de pelinhos brancos. É bastante sensível, não devendo tomar sol direto, ser exposta ao frio e nem ter suas folhas molhadas durante as regas.

Deve ser cultivada em regiões cujas temperaturas variam de 15 a 27ºC, tolerando até 10ºC. Ideais para serem cultivadas em vasos, com solo permeável. Apreciam solo úmido, sem encharques.

Água: Espere a superfície do solo do vaso secar antes de regar novamente.
Adubação: A cada 2 meses.
Propagação: Sementes, rizomas ou estacas de folhas.
Problemas comuns: Se as pontas e bordas das folhas tornarem-se marrons, aumente a umidade. Se houver pouca ou nenhuma flor, mude para local mais iluminado.

Chuva-no-jardim_1516

Monstera

Considerada uma bela planta, a banana-de-macaco, deliciosa ou costela-de-adão, nomes pelos quais é conhecida popularmente, já teve seu tempo de glória.
Pertencente à família das aráceas, a banana-de-macaco é uma trepadeira de caules vigorosos, que alcança até 6 m de comprimento. Apresenta longas raízes aéreas que, quando não encontram apoio apropriado para subir, tornam a planta rasteira.

As folhas, verde-escuras-brilhantes, chegam a quase 1 m, são ovaladas ou em forma de coração, com textura de couro. Uma característica do gênero é a diferença nítida entre as folhas jovens e adultas. Quando novas são inteiras, mas a medida que vão envelhecendo, começam a desenvolver profundos orifícios e recortes nas bordas. Esse processo é conhecido pelo nome técnico de fenestração.

As flores, desprovidas de sépalas e de pétalas, são hermafroditas. Agrupam-se ao longo de uma espádice com cerca de 20 cm de comprimento, envolvida por uma espata grande, de cor branca, em forma de canoa, que se abre largamente após o florescimento e depois cai.

O fruto propriamente dito é um tipo de baga suculenta, de sabor semelhante a uma combinação de abacaxi com banana, bastante interessante. Costuma surgir após a polinização, quando o espádice se alarga, formando uma espiga carnosa com frutinhos que se aderem a ela.
Esta infrutescência (nome correto deses tipos de fruto e o do abacaxi) tem coloração que vai do verde ao creme quando completamente maduros. Aliás, este processo pode levar de 8 semanas até 15 meses para ocorrer.

No México eles são conhecidos como “piñanona” e podem ser consumidos ao natural, em saladas, ou sob forma de sorvetes e geléias. As vezes são empregados,com sucesso, na produção de sucos ou como complemento de bebidas alcoólicas, inclusive com registros de terem sidos usadas até mesmo na aromatização do champagne, na Europa.

Mas muito cuidado, os frutos da Monstera não devem ser consumidos antes de atingirem a completa maturação. Isso porque produzem um feixe de formações cristalinas de oxalato de cálcio, parecidas com agulhas muito finas, que podem perfurar a mucosa causando uma intensa sensação de ardor na boca. Esses cristais, presentes de um modo nas aráceas, são chamados de ráfides e formam uma espécie de barreira mecânica para proteger as sementes em desenvolvimento. Após o amadurecimento, no entanto, essa barreira deixa de existir e os frutos podem ser consumidos sem maiores cuidados.

A Monstera é uma planta muito resistente e ornamental e essa rusticidade permite o cultivo em qualquer jardim. Mas se você gosta de experimentar sabores diferentes, aproveite, quando o fruto começa a escurecer e a se tornar mais flexível ao toque, retire-o da planta, corte-o ao meio e prove as sementinhas revestidas de couro, com certeza vai virar fã.

Se você quiser cultivá-la, aí vão algumas dicas:
Luminosidade: Desenvolve-se melhor com luz indireta forte e abundante, ou seja, meia-sombra.
Clima: Para a produção de frutos, exige temperaturas amenas e lugares quentes e úmidos. Se plantadas em vasos, dentro de casa, dificilmente frutificarão.
Regas: Devem ser diárias na Primavera e no Verão, e cerca de 2 ou 3 vezes por semana no Outono e no Inverno. Caso note que as pontas das folhas estão começando a amarelar, ajuste a frequência das regas, pois poderá estar ocorrendo falta ou excesso de água.
Solo: Um substrato ideal para o plantio da banana-de-macaco seria uma mistura de 3 partes de terá preta, duas partes de esterco de gado bem curtido e areia grossa suficiente para tornar a mistura bem soltinha e porosa.
Propagação: Pode ser feita por meio de estacas do ramo principal, com aproximadamente 20 cm de comprimento, que contenham dus gemas e algumas raízes. Ou ainda por estacas de ponteiros com pele menos 2 folhinhas.

37588

pleomele-reflexa

Divisão: Angiospermae
Origem: Madagascar e Ilhas Maurício
Ciclo de Vida: Perene

A pleomele é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa e amplamente utilizada no paisagismo e na decoração de interiores. Seu caule é ereto, ramificado e atinge uma altura média de 2 a 3 metros, embora possa atingir 6 metros no seu habitat de origem.

As folhas são simples, coriáceas, ligeiramente onduladas, de cor verde-oliva escuro, dispostas em espiral ao longo do ramos. Ocorrem ainda outras variedades, com destaque para duas cultivares variegadas: a “Song of India”, com folhas de margens cor verde-limão, e a “Song of Jamaica”, de margens cor branco-creme.

As flores pequenas e brancas surgem no final do inverno reunidas em inflorescências terminais e, assim como os frutos, não têm importância ornamental.
A pleomele é uma planta tropical muito vistosa e de crescimento moderado. No jardim ela pode ser plantada isolada, em grupos ou em renques. Elas são rústicas e quando podadas corretamente podem formar ótimas cercas vivas. Envasadas, elas podem ser utilizadas em ambientes internos, onde são muito apreciadas na decoração por sua beleza e tolerância às condições de baixa luminosidade. No entanto, esta tolerância deve ser sempre testada e é sabido que as pleomeles não variegadas são um pouco mais resistentes que as formas variegadas. Na dúvida o crescimento da planta deve ser monitorado, pois caso ela comece a perder as folhas e estiolar (crescer muito rápido em altura) é sinal de que está faltando luz.

A pleomele é uma das plantas recomendadas para purificação do ar em interiores, de acordo com a Plants for Clean Air Council (PCAC), organização que resultou de um projeto de pesquisa originalmente conduzido pela NASA em conjunto com a Associação de Empreiteiros de Paisagismos dos Estados Unidos. A pleomele é considerada eficiente na remoção de compostos tóxicos do ar como formaldeído, benzeno, tolueno, xileno e tricloroetileno.

Deve ser cultivada sob sol pleno, meia-sombra ou luz difusa, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. A pleomele é tipicamente tropical, apreciando o calor e a umidade. Apesar de crescerem sob sol pleno em regiões subtropicais, elas preferem condições de luz filtrada ou meia-sombra, principalmente quando cultivadas em regiões mais quentes e ensolaradas. Ela deve ser fertilizada quinzenalmente durante a primavera e verão. É sensível ao frio intenso, a geadas e a salinidade de regiões litorâneas; e tolerante a curtos períodos de estiagem. Quando mudada bruscamente de ambiente, ela pode se ressentir, perdendo parte das folhas. Multiplica-se facilmente por estaquia de ramos lenhosos, semi-lenhosos e ponteiros.

imagem-neve01

Língua-de-sogra – (Sansevieria)

As Sansevierias (vulgarmente conhecidas como “línguas-de-sogra formam um gênero de cerca de 70 espécies, originárias de regiões tropicais e subtropicais do Velho Mundo. Integram, consoante os autores, as famílias Ruscaceae, Agavaceae ou Dracaenaceae.

São plantas xerófitas, herbáceas ou arbustivas, suculentas, perenes, com folhas afiladas, que crescem, conforme as espécies, de 20 cm até 3 m de altura. Formam frequentemente aglomerados densos. A flores têm um tom branco esverdeado e ocorrem num racemo com 40 a 90 cm de comprimento. O fruto é uma baga vermelha ou cor-de-laranja.

Cuidados - Requerem um substrato bem drenado e regas moderadas. Nos meses de Verão, apreciam regas frequentes, desde que o solo não fique encharcado, mas nos meses mais frios é melhor deixá-las secas. A temperatura média mínima recomendada é 10°, mas toleram breves períodos de temperaturas mais baixas, desde que permaneçam secas. As Sansevierias são difíceis de manter num espaço limitado, já que tentam sempre expandir-se, lançando rizomas subterrâneos muito fortes, que podem quebrar o plástico ou o barro dos vasos.

Propagação. A propagação faz-se geralmente por separação dos rebentos que a planta com frequência lança. Muitas espécies também podem ser propagadas através de folhas (mas não as formas variegadas). A propagação a partir de sementes é um processo lento.

e4d337ec