Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments




Posts com tag ‘doenças’

ferrugem_nas_plantas

Muitas espécies de plantas são atacadas pela doença mais conhecida como ferrugem, mas embora o nome seja o mesmo, muitas vezes o agente causador da ferrugem não é o mesmo.

As partes afetadas são as folhas, os caules, flores e colmos. Os sintomas são as lesões de coloração amarela a vermelha e em alguns casos branca, de formato arredondado a oblongo. Presença de esporos pulverulentos semelhantes à ferrugem. A parte inferior da folha pode conter caroços nas mesmas zonas onde surgem as manchas no topo. É nesses caroços que se encontram os esporos do fungo.

Os esporos estão sobre as plantas aos milhares, mas basta que um deles consiga germinar para generalizar uma infecção. São facilmente disseminados pelo vento até muitos quilômetros de distância.

As ferrugens gostam de climas amenos, com temperaturas moderadas e muita umidade. Daí que apareça mais em anos muito chuvosos porque, para que o esporo germine, é necessário que a planta esteja molhada. Uma das grandes causadoras do desenvolvimento da ferrugem é a rega.

Se já teve a visita de ferrugem no seu jardim, regue sempre o pé ou o sol, evitando a todo o custo molhar as folhas das plantas.

Saiba como evitar a ferrugem nas plantas e aprenda como manter um jardim saudável e bonito.
Não existe tratamento curativo para esta doença, apenas preventivos, sendo o mais eficaz de todos a calda bordalesa.

Para combater o fungo da ferrugem, procure produtos derivados do enxofre. Extrato de cavalinha ou uma solução de alho podem ser pulverizados na planta para sensibilizar o fungo no começo da manhã. Para fazer o remédio de alho, bata duas ou três cabeças com um litro de água no liquidificador e coe a mistura.

Mas o mais eficaz é a calda bordalesa. As aplicações devem ser feitas preventivamente. Devem ser regulares e, após uma grande chuvada, por exemplo, deve voltar a aplicar-se. Esta calda age por contato, se reparar em algum tipo de efeito tóxico nas folhas das plantas, pode diluir a calda, mas, não deixe de a aplicar.

ferrugem1

Nota: Numa fase inicial da doença, pode apenas remover as partes afetadas para evitar a distribuição. Remova as folhas infectadas e desinfete as tesouras que usar neste processo.

A higienização do jardim é importante para prevenir a ferrugem na planta ou árvore. Se estão aparecendo doenças no seu jardim, procure fazer uma limpeza na vegetação esgotada. O fim da estação é propício ao aparecimento de fungos nas folhas, que são dos órgãos mais sensíveis da planta.

Nota: Nunca coloque folhas infectadas em composto ou pode contaminar as demais plantas.

Quando o fungo da ferrugem ataca uma planta, ele pode até não contaminar outra planta próxima. Não use produtos fungicidas indiscriminadamente ou pode criar resistência ao fungo.

flores-ao-vento-gif72

mancha parda

Um dos problemas que mais atrapalham o desenvolvimento das plantas e ainda as destroem é a doença das manchas pardas. É uma doença bastante conhecida na região sul do Brasil – América do Sul. É causada pelos fungos do gênero Bipolaris.

Esse é um problema que pode se desenvolver em uma planta em qualquer uma das etapas do seu crescimento, por isso muitas pessoas buscam maneiras para descobrir como evitar essas manchas tão indesejáveis na plantas.

Estes fungos causam danos em arroz, coqueiro, pastagens, girassol, lupino, pândano, confete, dália, entre tantas outras plantas. As infecções são mais acentuadas em regiões tropicais, embora estes fungos sejam cosmopolitas.

O principal dano causado pela doença da mancha parda nas plantas é o envelhecimento precoce da planta.

As lesões normalmente são manchas marrom-escuras em folhas, caules e grãos sendo mais comumente encontradas nas folhas. Estas manchas são redondas ou circulares, tendo o centro mais claro e acinzentado.

Na região externa às manchas, caracteriza-se um halo amarelo-claro. Em casos extremos, as manchas podem cobrir até a metade da área foliar. As infecções ocorrem principalmente na germinação e no florescimento e são de difícil controle.

manchaparda

A dispersão destes fungos ocorre prioritariamente devido à ação do vento e, em menor escala através de sementes e mudas infectadas. Além disso, em pequenas distâncias, gostas de chuva e/ou irrigação podem servir como meio de transporte aos esporos, infectando plantas próximas ao foco inicial.

As condições favoráveis ao desenvolvimento destes fungos são temperaturas amenas associadas à alta umidade relativa do ar e molhamento frequentes. Além do mais, plantas com deficiência nutricional ou hídrica são mais propensas a ficar doentes.

O controle é realizado com aplicação de fungicidas, como a calda bordalesa, mas nunca de forma curativa e sim, preventiva visto que altas infecções são praticamente impossíveis de controlar.

Em pequenos cultivos ou jardins ornamentais, recomenda-se principalmente ações que evitem o estabelecimento e disseminação da doença, como aquisição de sementes, mudas e plantas adultas livres de doenças, advindas de comerciantes confiáveis e preferir variedades, se disponíveis, com tolerância conhecida à doença.

Ainda, manter as plantas podadas para que sempre haja ventilação e a água de irrigação não permaneça empoçada nas folhas, regulando tanto a temperatura como a umidade. A própria irrigação sempre que possível deve ser efetuada sobre o solo ou substrato e não sobre as folhas.

Outro fator importante é a nutrição que afeta a fisiologia das plantas. Quando bem nutridas, as defesas dos vegetais em geral contra patógenos como Bipolaris são mais eficientes.

O fungo causador da mancha parda se alastra entre as plantas principalmente por ser levada pelo vento, locais com a temperatura do ambiente em um nível mais ameno e com uma umidade considerável no ar são mais favoráveis para o desenvolvimento da doença, plantas que desenvolveram problemas de deficiência nutricional também estão mais propensas a desenvolver a mancha parda.

Vamos ver agora como evitar mancha parda nas plantas, o primeiro cuidado que é importante para se evitar a mancha parda nas plantas é o uso de fungicidas por meio de uma aplicação nas plantas, o fungicida não deve ser usado com a intenção de curar a mancha parda da planta, é sim antes do problema se desenvolver para que ele seja evitado.

Mancha-Parda-em-plantas

É importante que as sementes e mudas que serão usadas estejam isentas de contaminação pela mancha parda, pois caso a muda já esteja contaminada o problema se desenvolverá pelas plantas.

O ideal é que as mudas sejam adquiridas num local onde seja garantido que estejam livres da mancha parda, você pode ainda escolher variedades de plantas que possuem tolerância ao desenvolvimento essa doença.

Outra dica que pode ajudar a evitar mancha parda nas plantas é ter o cuidado de manter as plantas sempre podadas, pois dessa maneira a ventilação circulará melhor e a água usada para irrigar a planta não ficará empoçada nas folhas. Essa é uma dica que evita a umidade na planta e a falta de temperatura ideal, que são fatores que auxiliam o desenvolvimento da mancha parda.

Irrigar a planta diretamente sobre o solo evitando a água nas folhas, e manter a planta nutrida para que ela tenha as suas defesas naturais ativas são também métodos eficientes para evitar a mancha parda.

As folhas da planta que já apresentam a mancha parda podem ser retiradas, pois a contaminação do fungo em uma folha pode alastrar por toda a planta e até em outras plantas.

A doença da mancha parda em plantas pode chegar a causar danos em alguns casos que chegam a afetar folhas, flores, hastes e até os frutos produzidos pela planta.

É importante observar os sintomas apresentados pela planta, quando em seus ramos for encontrado algum tipo de lesão e manchas com formatos arredondado e com cores escuras já se deve realizar uma avaliação para verificar as possibilidades de contaminação da mancha parda na planta.

janela

O verão é conhecido como época do ano na qual as plantas podem se desenvolver com qualidade. No entanto as altas temperaturas adicionadas com a umidade elevada da estação podem ser ambientes propícios à evolução de fungos, que podem colocar a plantação em risco.

Especialistas apontam que esses organismos consistem na principal causa de doenças existentes nas espécies vegetativas, provoca lesões e manchas nas folhas. Raízes podem sofrer com podridão nas raízes e hastes.

Ferrugem
As causas
Estima-se que 70% das principais doenças das plantas são causadas por fungos – organismos minúsculos (apenas visíveis debaixo de um microscópio!) que produzem enormes quantidades de esporos (células que se separam e se dividem, sem fecundação, para formarem novas células), que são rapidamente propagados graças ao vento, à água, aos insetos ou aos animais.

Existem mais de 10 mil tipos de fungos que, se não conseguem penetrar a cutícula e a epiderme (as barreiras mais fortes de uma planta), atacam as zonas mais sensíveis – os rebentos ou as áreas já danificadas por insetos.

Uma planta infectada pode libertar até 100 milhões de esporos, uma quantidade difícil de combater, na medida em que rapidamente degrade as células das plantas, produzindo, em simultâneo, toxinas que interferem no funcionamento pleno do seu organismo.

Os fungos são ainda difíceis de eliminar porque podem manter-se dormentes no solo, em restos de plantas que se encontram em decomposição ou numa planta saudável, à espera das condições climatéricas perfeitas para voltarem a contaminar.

O reconhecimento dos fungos
Talvez o principal conhecimento para a proteção das plantas esteja em saber como funciona a vida dos principais fungos atacantes da vegetação nacional.  Ataques do fungo denominado “Alternaria” pode provocar manchas em espécies como a Maria-sem-vergonha.

Este tipo de parasita prefere fazer o ataque nas folhas capaz de disturbar alérgicos em humanos, de maneira especial na pele. Institutos biológicos apontam existirem níveis diferentes com relação à ação de fungos e espécies – algumas possuem proteção avantajada desenvolvida após longos anos de adaptação no clímax terrestres.

O reino Fungi ataca inclusive vegetais Antúrios, que mesmo com aparência de resistente é sensível a dois fungos aquáticos: Pythium Splendens e Phytophthora. Ambos podem provocar o apodrecimento, visto que as fontes de contágios podem ser águas contaminadas ou simples vasos.

Interessante notar que eles se tornam mais agressivos quando existe umidade elevada e altas temperaturas. Podem existir lesões escuras nas raízes em consequência dos ataques de parasitas aquáticos que evoluem até a haste floral, conforme afirma o Instituto Biológico de São Paulo.

A presença de fungos no ambiental não é saudável em nenhuma hipótese, ainda que grande parte das doenças não seja transmissível aos animais e seres humanos. Existem espécies vegetativas com a capacidade de liberar alta quantidade de esporos capazes de gerar reações alérgicas nas pessoas.

verrugose(1)

Espécies e clima
Não se pode ignorar o fato de que as plantas nativas possuem menor vulnerabilidade por estarem adaptadas ao clima. Quando atacadas apresentam maior resistência contra as doenças capazes de destruir as raízes. Por outro lado, espécies exóticas, tais como gerânios, azaleias e roseira, estão consideradas suscetíveis às infestações, demandando maior nível de cuidado no cultivo.

Como evitar ataques de fungos em plantas
O Instituto Biológico de São Paulo afirma que existem cerca de quatro mil espécies de fungos atacantes de plantas ornamentais. No sentido de evitar o risco à saúde do jardim os especialistas indicam utilizar apenas sementes que estejam tratadas e limpas com qualidade antes de mergulhadas dentro de soluções compostas por solução de hipoclorito de sódio por um minuto.

Como evitar ataques de fungos em plantas
Sementes apodrecidas ou manchadas necessitam de descarte, visto que podem propagar os fungos em níveis quantitativos.  A plantação deve evoluir em solo preparado e livre de efeitos patógenos. Opte por espécies conhecidas por presença de raízes longas e corpos resistentes.

Plantas enfraquecidas possuem maior vulnerabilidade às doenças geradas por fungos. Neste sentido existe a explicação para que o adubo seja aplicado de maneira correta, com a quantidade certa para cada espécie, assim como água e luz. Presença de roedores, insetos, lesmas e caracóis precisam de controle rigoroso. Este pequenos exércitos podem realizar o transporte dos esporos de fungos fito patogênicos.

Umidade e luz
Controle da umidade e luz são as principais recomendações para evitar com que os fungos prosperem no jardim. Em termos gerais a reprodução dos microrganismos fica favorecida com a presença de água, seja por orvalho, irrigação, chuva ou ambientes escuros. Especialistas indicam não exagerar na rega no sentido de conquistar qualidade de drenagem do solo. Elementos de madeira que ficam expostos no jardim precisam de proteção conta água para evitar o estado de apodrecimento.

Cuidados com Agapantos
Agapanto consiste em espécie de floração intensa repleta de azuis, lilases e flores brancas, conforme a variedade. Não requer esforço em excesso para se tornar bonito. Necessários cuidados básicos como solo fértil e sol pleno com regas regulares.

Como proteger as plantas dos fungos
Depois de detectada presença de fungos no jardim se faz necessário começar o processo de tratamento. A primeira ação deve visar à retirada da parte que está balada com sintomas de infestação. Este passo representa elemento essencial de luta contra a propagação da patologia.

Na sequência o ponto ideal está em solicitar os serviços de técnicos especializados que podem obter diagnósticos exatos da problemática, em especial quando o uso de fungicidas precisa ser administrado com critério e rigor. Tenha em mente de que todos os pequenos detalhes são importantes para evitar a evolução de fungos.

Para realizar o controle os mercados trazem conhecimentos e alternativas menos agressivas e que visam maior ecologia. O fosfato de potássio e extrato pirolenhoso são dois exemplos.

pinta preta

Pinta preta: Doença fúngicas
A pinta preta é uma doença fúngica que aparece durante os meses quentes de verão. Tomate pode trazer a primeira indicação da doença, quando as folhas carregam manchas que começam pequenas, marrom escuro e preto.

Áreas amareladas no lado de baixo do legume pode sinalizar a ocorrência de ferrugem precoce. Manchas ocorrem nas folhas mais velhas que estão no meio da copa e são mais úmidas do que as outras áreas. Um padrão de anel concêntrico surge quando a pinta-preta faz progresso.

O sintoma mais comum de diagnóstico da pinta preta está na fonte da “mancha-alvo”, muitas vezes encontradas em livros de jardinagem. Com o progresso, folhas ficam amarelas antes de cair.

Em circunstâncias extremas todas as folhas tendem a serem marcadas, resultando em queda prematura. A fruta é exposta, porções do fruto são duras e não tem gosto, precisam ser removidas com faca antes do consumo.

Há muitas maneiras de cultivo de cultivo que ajuda na prevenção de pinta-preta de golpear a colheita de tomate.

Assim que perceber as coisas dando errado retire as folhas mortas e evite a disseminação da pinta preta. Não retire muitas folhas, ação que pode resultar em queimaduras pelo sol. Mantenha a planta fora da terra e uso de coberturas ou estacas.

Plantas permitem a circulação de ar e a velocidade de secagem das folhas. Você pode precisar fazer alguma poda. Não sobrecarregue da água, salpicos exagerados podem transferir a doença a partir da folha.

flores-ao-vento-gif7

amarelamento

É normal que muitas pessoas fiquem preocupadas quando as folhas de suas orquídeas começam a amarelar e cair, ninguém gosta de perdê-las. Mas entenda que existem diversos fatores para isso acontecer.

Por isso, é necessário avaliar todos eles. Só você, que convive com sua orquídea, ou alguém que possa avaliá-la ao vivo, poderá descobrir o que realmente está causando o amarelamento.

Principais motivos para as folhas amarelarem
São várias as possíveis cores das folhas de uma orquídea. Variam do “verde profundo” até um verde bem clarinho mais amarelado mesmo.
Então, se sua orquídea está amarelando, mantenha a calma e tente identificar o problema primeiro.

Folhas verdes-amareladas
Geralmente indicam excesso de luminosidade. Neste caso, basta mover para um lugar com um pouco menos de claridade, ou que não receba sol, para que em algumas semanas a cor das folhas voltem a mudar.

É importante ressaltar que, algumas espécies têm as folhagens mais amareladas e isso e normal, mas em geral, as folhas das orquídeas devem ter um verde vivo.

Orquídea sob stress
Veja alguns tipos de estresses que a orquídea pode passar:
- É comum o amarelamento e queda das folhas antigas quando a orquídea sofre com o replante. Então o substrato foi trocado recentemente, não se desespere.

- Quando compramos uma orquídea, precisamos saber que, provavelmente, ela estava em um ambiente diferente da nossa casa. Por isso, o amarelamento também é comum.

- Caso você não saiba, a maioria dos substratos tem uma durabilidade de 1 a 3 anos. O mais comum é a orientação de trocar o substrato a cada dois anos. Substrato velho, geralmente se torna ácido, e isso dificulta a absorção dos nutrientes fornecidos pelos adubos. Consequentemente causando o amarelamento das folhas.

- Também é importante observar o sistema radicular (raízes), pois se estiver debilitado, também causa o amarelamento das folhas. Geralmente nesse caso, além do amarelamento, percebe-se uma desidratação, seja pelas folhas ou pelos pseudobulbos, e nota-se raízes escurecidas e ocas.

Oncidium

O amarelamento é muito comum em Oncidium quando é reenvazada.

Doenças fúngicas
Quando se trata de doença causada por algum fungo, além das folhas amarelarem, outro sintoma que aparece junto, são as manchas escuras ou pintinhas. Neste caso precisa tratar a planta.

Cochonilhas, pulgões e nematelmintos
Cochonilhas são insetos que sugam a seiva da orquídea. A forma mais comum dela é a branca. A folha parece que está coberta com uma fina camada de algodão.

Algumas vezes a folha fica com pintas amarelas (na maioria com o centro branco), mas em caso intenso, pode amarelar a folha inteira e deixá-la enrugada.

Para resolver isso, basta lavar a folha com uma esponjinha ou escovinha + água com sabão de coco.

Assim como as cochonilhas, os pulgões também são sugadores, mas o sintoma da folha antes de amarelar, é ficar com a aparência desidratada e alaranjada, sintoma que mostra que além dos pulgões também existe a presença dos nematelmintos.

Pulgões e cochonilhas devem ser tratados com inseticidas de plantas vendidos em mercados e casas agrícolas. Já os nematelmintos com produtos específicos. Pergunte por defensivos em casas agrícolas.

Deficiência nutricional
A ausência ou baixa quantidade de alguns nutrientes podem causar o amarelamento. Isso acontece principalmente na deficiência de Nitrogênio e de Cálcio.

Como é responsável pelo crescimento das plantas, a deficiência de Nitrogênio é notada através de orquídeas em tamanhos menores, sem crescimento ou com crescimento muito lento, presença de poucas folhas e folhas amareladas.

Isso pode ser corrigido com um adubo rico em Nitrogênio, ex.: NPK 30-10-10.  A deficiência de cálcio também é outro motivo.

Nesse caso, o amarelamento das folhas começa, geralmente, das pontas das folhas para o centro da orquídea (base ou pseudobulbos).

Para resolver, é necessário fazer uma adubação rica em cálcio.

O adubo de cálcio, por não ser compatível com alguns elementos dos adubos NPK, geralmente é vendido separado.

É muito comum achar a combinação cálcio + magnésio.
Recomenda-se aplicar adubo à base de cálcio a cada 20 ou 30 dias. Verifique na embalagem!

Envelhecimento das folhas
É comum, quando as folhas estão ficando “velhas”, irem amarelando. Isso causa mais espanto e medo nas Phalaenopsis.

Nesse caso, o amarelamento começa de baixo para cima, ou seja, nas folhas mais próximas das raízes.

Fiquem atentos, pois quando se trata de folhas “maduras”, se percebe o surgimento de folha nova no topo da Phalaenopsis. O normal é amarelas 1 ou 2 flores da base.

Não há o que fazer, isso é um processo normal e faz parte do ciclo da orquídea.

Espécies perenes
Algumas espécies, após a floração, perdem algumas ou todas as folhas. Isso é bastante comum em algumas espécies de Dendrobium.

Nesse caso, as flores amarelam por completo e caem naturalmente.  Por isso verifique se a sua orquídea é alguma espécie perene antes de se desesperar.

flores11

Beallara

Fungos – Existem diversos gêneros, sendo o mais frequente o Gloesporium.
As doenças de fungos apresentam certas características comuns. Inicialmente, forma-se manchas circulares compostas por vários anéis avermelhados. A seguir, aparecem manchas acastanhadas com pequenos corpúsculos pretos contendo esporos de disseminação.
Combate:
Com um bom fungicida e, nos casos mais graves, com fungicida sistêmico.

Hemileia – Ferrugem
Causa grandes estragos nas folhas dos Oncidiuns e das Miltônias. Produz manchas oleosas e amareladas cobertas por um verdadeiro feltro amarelo, lembrando a ferrugem.
Combate: Aplicar um bom fungicida ou calda bordaleza.

Podridão Negra
Ataca principalmente plantas dos gêneros Cattleya, Laelia e seus híbridos. Aparece no inverno e em épocas úmidas.
Seu ataque começa pelo rizoma, passando depois para os pseudobulbos e folhas com incrível rapidez. Transforma essas partes da planta numa massa pardacenta e de odor desagradável.
Combate: Isolar a planta totalmente. Pulverizar o local onde se encontrava a planta e todo o recinto. Cortar com uma tesoura flambada a parte atacada. Queimar a parte atacada, bem como todo o substrato e o vaso onde estava a planta. Parar totalmente as regas. Fazer a imersão da planta numa solução de hipoclorito de cálcio e um fungicida sistêmico por uma hora. Pendurar a planta num varal, à sombra, para que seque totalmente. Observe se o mal foi totalmente debelado.

Podemos usar também, sobre a planta já limpa, uma camada de canela em pó. Repetindo a dose sobre a planta e substrato alguns dias após o seu replante.

Dica: Para combater Pulgões e Cochonilhas, pode-se também usar spray doméstico, tipo mata mosca, baratas, etc, feito à base de água e não querosene. Uma outro boa opção é de usar o óleo da semente de Nim que atua como inseticida e fungicida.

rosas1

.

doenca-jardins

Doenças de plantas são distúrbios da planta causados por um determinado agente. O ramo da agronomia que estuda as doenças das plantas é a fitopatologia.

As doenças de plantas podem ser causadas por diversos tipos de microrganismos: fungos, bactérias, vírus, entre outros. A maioria das doenças de plantas é causada por fungos.

O que pode parecer óbvio para uns, para outros é uma novidade. Doenças de plantas nunca poderão causar doenças em animais, e vice-versa. O que pode causar problemas são as toxinas geradas pela ocorrência da doença na planta, podendo intoxicar os seres humanos.

São muitos os tipos de fungos existentes. O cogumelo, por exemplo, é uma parte de um fungo, chamada de corpo de frutificação. Tente imaginar os fungos como vários fios finos, chamados de “hifas”, que penetram nos tecidos da planta, sugando água e nutrientes da planta. Um aspecto básico dos fungos é que sua reprodução é geralmente favorecida pela presença de água, seja da chuva, da irrigação, do orvalho, ou mesmo da umidade do ar. Ou seja, quanto mais água e umidade, mais fungos.

Você geralmente não precisa saber qual doença específica a sua planta do jardim tem. Não há necessidade de sabermos qual é o fungo que está atacando determinada planta, já que os meios de controle não são específicos.

Os causadores de doenças no jardim:
São vários os meios de uma doença se espalhar pelas plantas do seu jardim, mas é possível evita-las. As causas mais prováveis estão listadas a seguir:
* Excesso de água na rega – Causa excesso de umidade e apodrecimento da planta.
* Má drenagem – Gera acúmulo de água na base da planta.
* A doença está no ambiente – Impossibilita cultivar certas plantas em algumas regiões.
* Planta muito sensível – Algumas plantas tendem a sofrer mais ataques de doenças que outras.
* Planta estressada – Luz, regas, ou podas inadequadas, e falta de nutrientes podem causar enfraquecimento das plantas.
* Insetos transmissores – Os pulgões, por exemplo, podem transmitir alguns vírus às plantas. * Evite que seu jardim fique infestado de doenças, tomando alguns cuidados, tais como:

Prevenção:
A prevenção é fundamental para um jardim que respira saúde. Quer saber o que fazer? Comece com um solo saudável, isto porque terra com saúde produz plantas com saúde e plantas saudáveis conseguem resistir mais facilmente às doenças. Um solo de qualidade deve ser limoso e enriquecido com fertilizante e técnicas de compostagem.
* Regue corretamente – Nem regue nem muito mais, nem muito menos. Ao observar fungos na planta, reduza as regas.
Durante o processo de rega, tenha cuidado para não salpicar a folhagem das plantas. Ao respingar do solo para as folhas, está a colocá-las em risco de contrair uma doença. Se possível, deve regar de manhã cedo, assim as plantas têm tempo de secar antes do pico do sol que poderá queimar gravemente plantas muito molhadas. Por outro lado, quanto mais tempo as folhas estiverem molhadas, mais probabilidades têm de ser atacadas por bactérias, fungos e vírus.

* Elimine as plantas e ramos doentes – Não adianta, as folhas ou galhos que já foram atingidos não serão mais recuperados. Para evitar que a doença se espalhe ainda mais, corte os galhos e folhas doentes, ou arranque as plantas atingidas.

* Evite compactar a terra – Procure quebrar os torrões da superfície, adicionar matéria orgânica ao solo, não jogar jatos fortes de água no solo, manter o solo coberto com folhas, pedriscos, ou outros materiais.

*Adube corretamente as plantas – Com o suprimento total de nutrientes, a planta consegue se defender melhor de ataques de doenças.

* Deixe sua planta na luz certa – Isso evita condições estressantes à mesma, o que favoreceria o aparecimento de doenças.

* Evite pulgões – Controle-os com pulverização de caldo de fumo ou de água com detergente.

* Evite plantas que tem problemas na sua região – Plantas de clima quente, quando plantadas em clima frio, podem contrair mais doenças.

* Existem “sintomas” que, parecendo muito graves e estranhas, podem ser puramente passageiros, desaparecendo dentro de poucos dias ou quando o tempo melhorar. Esteja atento.

* Por vezes, basta remover as flores, os rebentos, as folhas e/ou os pés infectados para eliminar o problema. Não aproveite esses restos para compostagem, desfaça-se deles imediatamente.

* Em último recurso, recorra ao pesticida adequado, optando por uma solução pouco tóxica. Siga as instruções à risca e lembre-se que não vai resolver a situação ao borrifar o conteúdo de um recipiente inteiro sobre uma pobre doente planta – pode sim, acabar por intensificar o seu problema com a morte da planta, de plantas vizinhas e até do solo.

* Mantenha o seu jardim livre de ervas daninhas e de detritos de plantas, que são elementos propícios para o desenvolvimento de todo o tipo de doenças.

* As doenças são muitas vezes transmitidas de planta em planta devido aos utensílios de jardim mal lavados. Assegure que todas as suas ferramentas estejam devidamente desinfectadas (especialmente quando utilizadas para cortar ou eliminar folhas e outras partes doentes), bastando para isso uma mistura de água e lixívia.

* É igualmente importante permitir uma boa circulação de ar entre todas as plantas. Para além de secarem mais rapidamente, as brisas podem facilmente levar as doenças para longe antes de estas terem tempo de se “agarrarem” a uma planta.

* Se verificar que, ano após ano, os mesmos sintomas e doenças continuam a devastar o seu jardim, seria melhor começar a pensar em introduzir novas variedades de plantas e flores.

* Quando comprar novas plantas, inspecione-as muito bem antes de as levar para casa ou opte pelas variedades que se auto-proclamam e que são, de fato, plantas resistentes às doenças.

* Por último, quando em dúvida, consulte um especialista ou adquira um guia sobre as diferentes doenças bacterianas, virais e fungais, bem como os seus respectivos tratamentos, para auxiliá-lo em situações menos saudáveis.

* No fundo, mais vale prevenir do que remediar… para um jardim resplandecente.

Janela-menina

Catleia

Todas as espécies vegetais possuem um determinado número de pragas e patógenos que as atacam. As orquídeas, embora sejam plantas bem resistentes a muitas doenças que dizimam outras culturas, não são exceções. Há hoje identificadas mais de 130 doenças que afetam, em maior ou menor grau, as orquídeas, entre fungos, bactérias e vírus. Pode-se afirmar com segurança, que não há coleção no Brasil que não apresente um número (maior ou menor, dependendo dos cuidados fitossanitários adotados) de plantas atacadas por doenças.

Portanto, já que não é fácil erradicar as doenças do orquidário, essencial se torna saber mantê-las sob controle, de modo a não afetar de forma significativa a produtividade e beleza das plantas.
Antes de tratar das doenças em si, convém listar algumas medidas práticas que podem e devem ser adotadas, visando minimizar a incidência de doenças nos orquidários.
O velho ditado se aplica à perfeição: “Prevenir é melhor que remediar”…

Cultive espécies ou híbridos adequados ao clima predominante, e proporcione às plantas as melhores condições possíveis em termos de cultivo (luz, água, adubação, umidade relativa, ventilação e substrato).
Isso por que as plantas “estressadas”, ou que estão em condições vegetativas insatisfatórias, são um convite ao ataque, tanto de pragas como doenças;

* Procure adquirir plantas isentas de doenças aparentes, e em bom estado de cultivo. Cuidado com aqueles “presentes” de um ou dois bulbos traseiros.

* Mantenha as plantas recém adquiridas afastadas do restante da coleção, por algum tempo (6 semanas), até ter certeza que não portam doenças ou pragas. Faça pelo menos um tratamento contra doenças, nestas plantas, durante este período.

* Nunca misture sua coleção de orquídeas com outras espécies de plantas, que pode ser vetores de doenças. Cultivar orquídeas junto com dracenas, samambaias, violetas, etc, não é recomendável.

* No mínimo uma vez por mês, faça uma inspeção detalhada nas suas plantas.

* Se surgirem problemas nestas inspeções, aja rápido, para evitar que o problema assuma proporções epidêmicas no orquidário, antes que o combate se torne caro e incerto.

* Mantenha o orquidário limpo, sem restos de plantas, vasos velhos, flores murchas espalhados pelo chão e nas bancadas.

* A ventilação adequada ventilação do ambiente é ponto crucial no controle da maioria das doenças causadas por fungos e bactérias, que, em sua maioria, são transmitidas pela água parada nas folhas e no substrato.

* Utilize fungicidas / bactericidas, quando necessário. Nunca aplique fungicidas sistêmicos de forma preventiva. Sempre alterne entre produtos, de modo a evitar o surgimento de resistência.

Podridão Negra Bacteriana
Causada por um ou mais espécies de bactérias do gênero Erwinia, esta doença ataca desde Cattleyas até Phalaenopsis, Cymbidium, Oncidium e Vanda, dentre muitos outros. Não é muito freqüente no Brasil, exceto talvez em Phalaenopsis, onde é freqüentemente confundido com a Podridão Parda provocada por outra bactéria (Pseudomonas spp, ver adiante).
É extremamente letal, causando surgimento de manchas negras, com aspecto aquoso, e cheiro repulsivo. É de desenvolvimento rápido, tomando conta da planta em poucas semanas, levando-a à morte. Muitas vezes provoca um colapso da estrutura das folhas, ficando estas totalmente amolecidas e murchas.
O controle é complicado, muitas vezes resumindo-se a isolar ou incinerar a planta. Uma maneira de evitar que a doença se espalhe no orquidário é diminuir a umidade, melhorando a ventilação. Em casos graves, pulverizar as plantas com Truban ou Physan (não disponíveis no Brasil), ou Agrimicina.

Podridão Negra
Causado por dois tipos de fungo que vivem no solo (Pythium ultimum e Phytophtora cactorum). Afeta quase todas as espécies cultivadas, e outras plantas.
Caracteriza-se por manchas escuras, geralmente nos rizomas e pseudobulbos, de consistência mole, e que crescem até provocar a morte da planta. Geralmente liquida a planta num prazo de 1 a 2 meses. Muitas vezes inicia o ataque pela junção das folhas com os pseudobulbos, derrubando a folha ainda verde. Nos coletivos, é a principal causa mortis, chegando a liquidar todas as plantas do vaso em poucos dias.
Sendo um fungo de solo, a melhor maneira de prevenir essa podridão, é manter as plantas longe do solo, com as bancadas acima de 50cm de altura. Desinfetar o substrato (com água fervente) antes de plantar os coletivos. Não reutilizar vasos sem desinfetar. Atenção para a procedência do vaso onde está plantada.
Embora o controle seja difícil na planta já contaminada, pode-se separá-la das demais, cortar as partes atacadas, polvilhando um anti-séptico em pó (canela em pó também funciona), e pulverizando a planta com um fungicida sistêmico, como o Alliette (Rhone-Poulenc), a cada 30 dias, por 3 meses. Pulverizar também as plantas que estavam próximas da planta atacada. Nos EUA existe um produto muito bom para salvar plantas atacadas, denominado Subdue.

Podridão por Fusarium e Rhizoctonia
Também conhecida por “canela seca”, por originar-se geralmente como uma podridão seca nas raízes das plantas, subindo pelo rizoma e atingindo os pseudobulbos, onde geralmente tem evolução lenta. Por matar as gemas, a planta sofre um longo processo de decadência, culminando com a morte após 1 ano ou mais. Às vezes, a planta cresce mais rapidamente do que a velocidade de invasão de tecidos sãos, o que faz com que permaneça com vida por diversos anos. Entretanto, caso não tratado, a “canela seca” tira o vigor da planta, acabando por provocar o descarte da mesma. A Fusiariose é causada pelo fungo Fusarium oxysporum, ao passo que a podridão por Rhizoctonia é causado pelo fungo Rhizoctonia solani (o mesmo que destrói tomateiros e culturas de batata). A principal diferença nos sintomas destes dois patógenos, é o fato da Fusariose provocar o surgimento de um anel ou mancha, de colorido vermelho ou violeta, no rizoma, facilmente visível ao se cortar essa parte da planta.
A infecção se dá geralmente por substrato ou vasos contaminados, donde vem a necessidade de utilizar materiais limpos e desinfetados (com solução de cloro, água fervente ou lisofórmio). As ferramentas de corte também transmitem essa doença.
O controle, uma vez constatado o ataque, é isolar as plantas doentes, cortar bulbos/rizomas afetados, e pulverizar com fungicida sistêmico, sendo eficazes o Cercobin e o Derosal 500.

Manchas Foliares
Existem diversos agentes, com sintomas muito parecidos. Os principais, de origem fúngica são a Antracnose, que se caracteriza por manchas negras, de formato arredondado (às vezes em forma de “leaf die-back” ou morte apical de folha), a Cercosporiose (manchas amareladas, que depois ficam com o centro salpicado de preto, chegando a ficar todo preto. Embora tenha evolução rápida, e cause prejuízos de monta – principalmente no aspecto das plantas – essas doenças geralmente não causam a morte da planta, e podem ser combatidas com sucesso com o uso de fungicidas sistêmicos como o Benlate e o Cercobin. Deve-se também cortar e eliminar quaisquer partes da folhas atacadas, usando-se uma gilete nova para cada planta, polvilhando-se o corte com Anaseptil ou mesmo canela em pó.

Mancha Bacteriana dos Phalaenopsis
Essa é a doença mais importante dos Phalaenopsis, chegando a liquidar coleções inteiras, em poucos meses. É causado pela bactéria Pseudomonas cattleyae, e seus sintomas no início são de manchas pardas circulares nas folhas, com aspecto aquoso, que crescem rapidamente, até atingir o centro da planta. Uma vez atingido o centro da planta, a mesma está condenada, e morre dentre de alguns meses. Algumas plantas chegam a florir nesse período, talvez numa tentativa desesperada de se reproduzir e garantir a continuidade da espécie. O controle envolve desde fatores de cultivo, tais como ventilação, temperatura ambiente adequada, manutenção das folhas secas, principalmente à noite, até o controle químico, com produtos especializados (Physan, Captan, Truban). Para coleções pequenas, um método relativamente eficaz de controle é cortar as partes atacadas da folha, com gilete nova, polvilhando-se o corte com canela em pó. Pode-se também ferir a área atacada com um objeto pontiagudo, e polvilhar igualmente com canela em pó.

Pintas nas Flores
Causado por um fungo (Botrytis cinerea), esta mancha ocorre principalmente durante o inverno, sobretudo em orquidários com ventilação deficiente. O ataque inicia-se com minúscula pintas marrons nas flores, que crescem até destruir totalmente a flor. Não afeta outras partes da planta. O controle é fácil, aumentando-se a temperatura e ventilação do ambiente onde as plantas floridas ficam, durante o inverno. Eliminar prontamente todas as flores afetadas. Pulverizar com Cercobin.

Uso de Fungicidas como Preventivo
Para prevenir, até certo ponto, o aparecimento de doenças fúngicas nas plantas, pode-se pulverizar fungicidas de contato (sem ação sistêmica), a cada 60 ou 90 dias. Recomenda-se o Dithane M-45, Manzate 80 ou Daconil. Procurar alternar o princípio ativo entre aplicações.
Caso haja um histórico do aparecimento de determinadas doenças em certas plantas ou em certas épocas do ano (caso de Botrytis e Cercospora, no inverno, e Pseudomonas, em Phalaenopsis, durante o ano todo), pode-se aplicar um fungicida sistêmico de forma preventiva. Recomenda-se o Benlate, Cercobin e Alliette. Entretanto, não se deve repetir, seguidamente, a aplicação de sistêmicos de mesmo princípio ativo, de modo a evitar o surgimento de resistência.

Atenção: Todos os produtos químicos utilizados para controle de doenças e pragas em plantas, são tóxicos, em maior ou menor grau, e sua aquisição e uso depende de receituário agronômico. Leia atentamente as instruções de uso constantes da embalagem e bula.

lua

ROSEIRA

Insetos e doenças nas folhagens poderão afetar suas rosas. Existem três tipos de problemas, a saber: Fungos, poeira e ferrugem. Para os fungos, você deverá limpar perfeitamente os restos de folhagem velha caídas durante as podas, e pulverizar com um fungicida que você tenha preferência.

O saneamento do jardim é a melhor maneira de acabar com a ferrugem que pode surgir em suas folhas e pode ser controlada com fungicida. Insetos e ácaros, como pulgões, tripes, besouros, larvas, moscas, lagartas e vermes, também causam problemas em suas plantas.

Os Ácaros são os que mais causam danos às rosas. Os inimigos naturais dos ácaros e muito bem recomendados são as joaninhas. Elas comem os pulgões, que consequentemente poderiam deixar suas flores murchas e deformadas. Os pulgões gostam de sugar a seiva das plantas, e produzem uma excreção levemente doce que atraem formigas, outras inimigas das plantas.

Para um melhor controle de besouros, lagartas e vermes mate-as manualmente usando luvas. Os tripes deformam as pétalas das rosas. Para controlá-las use inseticida debaixo das pétalas, fazendo uma certa cobertura para todas as pétalas e botões abertos.

O controle é fácil e a prática da prevenção, com o uso regular dos produtos adequados, controla a maioria dos problemas com fungos, ácaros e insetos.

flower66

Doença provocada pelo fungo Oídio

Doença provocada pelo fungo Oídio

É no Verão que as plantas se desenvolvem bem, mas as altas temperaturas e a umidade elevada típicas dessa estação propiciam o aparecimento de fungos. Esses organismos minúsculos são as principais causas de doenças que acometem as espécies vegetais e, normalmente, provocam lesões e manchas nas folhas e, em casos mais severos, a podridão de hastes e raízes.

As manchas foliares são causadas por microrganismos de gêneros como Colletotrichum, Alternaria e Cercospora, enquanto Rhizoctonia e Fusarium, entre outros, provocam murcha e morte dos vegetais

As roseiras (Rosa x grandiflora) podem padecer diante do fungo Diplocarpon rosae, que causa manchas nas folhas e se dissemina com maior facilidade em ambientes com alta umidade

Há espécies mais suscetíveis à ação dos fungos do que outras.Em geral as plantas nativas, por estarem adaptadas ao nosso clima, possuem menor vulnerabilidade e, quando atacadas, resistem melhor às doenças causadas pela decomposição dos tecidos. Em compensação, plantas exóticas como roseiras, azaleias e gerânios são consideradas mais sujeitas a infestações, necessitando de maiores cuidados para o cultivo.

Outro vegetal que sofre diante da presença e ação de exemplares do reino Fungi é o antúrio (Anthurium andraeanum). Embora pareça resistente, esse tipo de planta é bastante sensível a dois tipos de fungos aquáticos – Phytophthora e Pythium splendens – que provocam o apodrecimento. Nesses dois casos, as fontes de contágio podem ser simples vasos ou água contaminados.

Mais agressivos em períodos de umidade elevada e altas temperaturas, esses parasitas aquáticos provocam uma lesão escura nas raízes que progride até a haste floral.
Ainda que as doenças das plantas não sejam transmissíveis a humanos ou animais, a presença de fungos patogênicos em um ambiente nunca é saudável. Algumas espécies, inclusive, liberam grande quantidade de esporos que podem provocar reações alérgicas nas pessoas, sobretudo via sistema respiratório.

Como evitar
Há mais de quatro mil espécies de fungos associadas às plantas ornamentais. Para evitar que elas coloquem em risco a saúde de seu jardim, a primeira recomendação é só utilizar sementes tratadas previamente limpas, lavadas e mergulhadas em solução com hipoclorito de sódio pelo tempo de um minuto.

Sementes manchadas ou apodrecidas devem ser descartadas, já que elas podem ser propagadoras de fungos. O plantio deve ocorrer sempre em solos bem preparados e livres de patógenos. Outra dica é dar preferência a espécies e variedades de vegetais resistentes.

Plantas enfraquecidas são muito mais vulneráveis a doenças provocadas por fungos. Daí a importância de adubar na medida certa, bem como fornecer a cada espécie a quantidade exata de água e luz. A presença de caracóis, lesmas, insetos e roedores deve ser rigorosamente controlada, já que esses bichinhos também podem transportar esporos dos fungos fitopatogênicos.

Porém, entre todas as recomendações, nada é mais importante do que o controle de umidade e da iluminação. Afinal, a reprodução desses microrganismos costuma ser favorecida pela presença de água – seja da chuva, da irrigação, do orvalho ou mesmo da umidade do ar – e por ambientes escuros. Nesse sentido, a rega sem exagero e a boa drenagem do solo são fundamentais.
Além disso, os elementos de madeira expostos ao tempo, no jardim, devem ser protegidos da água para evitar que apodreçam. Basicamente, devem ser mantidos longe da chuva e irrigação ou ser pintados.

Como tratar

Uma vez detectada uma doença provocada por fungo, o tratamento pode começar. O primeiro passo é a remoção de partes e até de plantas inteiras com sintomas de infestação, evitando assim a propagação da patologia pelo jardim.

A partir daí, o ideal é recorrer a um técnico especializado para obter o diagnóstico correto do problema, especialmente se for necessário recorrer a fungicidas, que precisam ser utilizados com muito critério e rigor.

Para o controle da degradação dos vegetais, o mercado e o conhecimento popular dispõem de alternativas menos agressivas e mais ecológicas que os fungicidas sintéticos. Entre elas estão o fosfito de potássio, que age como antifúngico e indutor do sistema de defesa das plantas, e o extrato pirolenhoso, produto milenar na agricultura japonesa que induz o enraizamento e é repelente de fungos e de insetos.

jerfi

cymbidium
Manchas pretas nas folhas

1 l de água sem cloro
1 colher de chá de canela em pó
5 ou 6 cravos da Índia (o mesmo que se coloca em doces)
1 ml de solução a 2% de Mercúrio Cromo (não é o Mercúrio dos garimpeiros)
Num recipiente, misture bem por 3 dias. Coloque o Mercúrio Cromo e não guarde o restante da solução. Aspergir por toda a planta, inclusive em baixo das folhas e raízes.

Orientações:
1 – Quando pequena, parte da folha já está com a mancha preta:
- Corte 1 cm. abaixo da mancha, e passe a solução logo em seguida, não dando tempo para a face cortada se oxidar. A canela acelera o desenvolvimento de novas células e o Mercúrio Cromo age como cicatrizante. Em 3 dias, percebe-se o corte já secando, paralisando o fungo.

2 – Para controle de pulgões, formiguinhas e manchas de ferrugem:
- Pulverize bem as folhas a cada 15 dias, ate que a infestação desapareça.

3 – Ativação de brotos em Phalaenopsis e Cattleyas:
- Nas Phalaenopsis devemos Ter cuidado em não molhar em demasia as folhas, já que são muito sensíveis, portanto usar em dosagens mais fracas ou levemente pulverizadas.
Pode-se usar a canela em pó, logo abaixo das folhas, pois é um ótimo incentivador a brotação, e ao mesmo tempo, protegendo-as dos fungos.

4 – O Cravo da Índia
- Quem tem aquelas formiguinhas miudinhas que sugando a ponta das folhas e flores, além da pulverização, pode-se colocar 3 a 4 cravos em cima do substrato, pois as formigas detestam o cravo. Renovar os cravos quando perceber sua amplitude diminuída.
Obs.: Por motivos desconhecidos, o Mercuro Cromo foi retirado do mercado, porem, pode-se mandar fazer a solução em farmácias. Na substituição, podemos usar a solução de IODO a 2%, tendo o mesmo efeito.

jerfi