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orquidea- (Small)

O nome orquídea tem origem no grego, de ‘órkhis’ que significa testículo e de ‘eidos’ que significa forma, e refere-se ao formato dos dois pequenos tubérculos que as espécies do gênero Orchis possuem. Como este gênero foi o primeiro gênero de orquídeas a ser formalmente descrito dele derivou o nome de toda a família.

O seu extraordinário número de espécies
É talvez a família mais ampla do mundo vegetal. O número total de espécies de orquídeas oscila em torno de 35.000, espalhadas por todo o mundo. A quantidade de espécies de orquídeas é quatro vezes maior que a soma do número de espécies de mamíferos e o dobro do número das espécies de aves. Estes números não incluem a enorme quantidade de híbridos e variedades produzidos por orquidicultores. Além disso, anualmente são descritas centenas de novas espécies, incluindo novas espécies encontradas na natureza. Só em 2008 foram registadas mais de 400 novas espécies.
O Equador é o país onde existe o maior número de espécies registradas (3.549), seguido pela Colômbia (2.723), Nova Guiné (2.717) e Brasil (2.590).
As orquídeas mais populares são dos gêneros Cattleya, Laelia, Oncidium, Miltonia, Dendrobium, Vanda, Phalaenopsis, Paphiopedilum e Cymbidium

O seu  estranho desafio para a biologia
As orquídeas são um desafio para os biólogos no que diz respeito ao próprio conceito de espécie (conjunto de indivíduos capazes de se reproduzirem produzindo descendentes férteis). A maioria das espécies de orquídeas é capaz de cruzar com outras espécies próximas e produzir híbridos férteis. Estes híbridos podem voltar a ser cruzados com outras espécies e produzir novas gerações de híbridos férteis. Até a maioria dos gêneros próximos pode cruzar-se entre si produzindo descendentes férteis. Este fenômeno explica a combinação quase infinita de novas formas e cores. Como o conceito tradicional de espécie não se aplica às orquídeas, a delimitação exata de cada espécie de orquídea é muitas vezes bastante complicada, bem como a definição do número exato de espécies.

A sua  elevada longevidade
São plantas de duração indeterminada e muito pouco se sabe sobre a idade que uma orquídea pode alcançar. Porém há registros da sua longevidade. O exemplar mais antigo em cultivo no Royal Botanic Garden tem mais de 200 anos.

As suas  fascinantes estratégias de reprodução
Na natureza, cada orquídea está adaptada para a sua reprodução e este é seu objetivo primordial. Pela sua estrutura reprodutiva, as orquídeas necessitam do auxílio de agentes externos para o transporte do pólen para o órgão feminino de suas flores porque a massa polínica é demasiado pesada para ser levada pelo vento e porque a parte receptora do órgão feminino não está suficientemente exposta para recebê-la.
A maioria das flores de outras plantas utiliza a oferta de alimento aos agentes polinizadores para os atrair. As orquídeas, por viverem com recursos escassos, desenvolveram outras técnicas de atração que raramente incluem prêmios sob a forma de alimento. As técnicas mais comuns são a imitação de alguma coisa que interesse aos insetos, como cores ou aromas. Por exemplo, se uma orquídea é perfumada será porque o seu agente reprodutor, isto é, quem carrega seu pólen para outra flor, é atraído por aquele perfume. O aroma pode não ser um perfume. Há orquídeas que cheiram mal porque o agente reprodutor é uma mosca. As não perfumadas, adaptadas a insetos que não têm olfato, atraem-nos pela cor exuberante. Enfim, as formas exóticas que tantos atraem e o aroma que possuem são ardis especialmente criados pela flor para preservar sua reprodução na natureza.
Adaptaram-se também de modo a forçar estes agentes polinizadores a carregarem o pólen quando visitam as flores de maneira a que somente o agente polinizador correto se ajuste ao mecanismo da flor e que os outros visitantes não carreguem o pólen. Isto acontece porque todo o pólen está condensado e é removido de uma só vez, isto é, a hipótese de polinização da flor é única. Da mesma forma, as flores apresentam estruturas cujo objetivo é colocar o agente polinizador na posição correta para a polinização. Algumas flores de orquídeas podem assumir formas extremas. Orquídeas do gênero Ophrys, por exemplo, apresentam cor e forma que se assemelham a fêmeas de uma certa espécie de abelha, de tal modo que o macho, atraído pelo aroma e pela forma, copula com esta por engano, levando consigo o pólen que depositará na próxima que visitar.
Atualmente, um dos maiores agentes polinizadores é o homem. É um processo que já se vem a realizar artificialmente há alguns séculos. Na polinização artificial, o Homem colhe o pólen e pode guardá-lo para polinizar uma flor dali a alguns meses e assim obter um híbrido que floresça em data diferente.

Classificação por habitat natural
As orquídeas adaptaram-se aos mais variados ambientes desde que se espalharam pela terra, antes da separação dos continentes. Quando se tira uma orquídea do seu ambiente natural irá ressentir-se e ficará sujeita a doenças mas, se bem tratada, pode adaptar o seu metabolismo ao novo ambiente e sobreviver de forma sadia.

As epífítas
É o caso da maior parte das orquídeas, incluindo as que são mais populares e mais comercializadas, com excepção do Cymbidium. O nome significa que vivem apoiadas sobre as árvores. Usam-nas somente como apoio para obter luz. Não são parasitas porque não se aproveitam dos recursos da própria árvore para se alimentarem. Em busca de luz sob a sombra de árvores altas, crescem sobre os galhos e troncos, a alturas variadas de acordo com as necessidades de cada espécie. O material disponível para sua nutrição é limitado e a água apenas está disponível a partir da chuva ou da humidade presente no ar. Assim as orquídeas aprenderam a tirar o maior proveito possível dos poucos recursos disponíveis. As raízes, expostas ao ar livre, obtêm a maior parte dos nutrientes do material em decomposição ao seu redor, da água da chuva que lava as folhas no alto das árvores, ou da poeira existente no ar. Em casos extremos de falta de humidade, as orquídeas podem absorver a água e os nutrientes por poros existentes nas folhas, relegando as raízes apenas para a função de sustentação da planta. Pela mesma razão, algumas espécies podem apresentar longo período de repouso com baixo metabolismo nas épocas mais críticas e posterior crescimento ou floração durante a estação do ano em que os recursos sejam mais abundantes. Muitas perdem as folhas para evitar a desidratação nos períodos mais secos.

As terrestres
São as que vivem na terra como a maior parte das outras plantas. É uma percentagem muito pequena no grupo das orquídeas. Um dos gêneros mais cultivados é o Cymbidium.
Em regiões de clima temperado ou em regiões de secas as orquídeas são basicamente plantas terrestres, com raízes subterrâneas bem desenvolvidas, às vezes com a formação de tubérculos que as preparam para resistir ao frio e à neve ou à seca prolongada. O frio congelaria as espécies epífitas que não têm raízes abrigadas para armazenar os nutrientes necessários para a floração da Primavera. Nestas áreas de clima sazonal as plantas passam por um estágio de dormência no Outono/Inverno.

As rupículas ou litófitas
Orquídeas que vivem sobre rochas. Não vivem agarradas a uma pedra lisa. Fixam-se nos líquenes e folhagens decompostas acumuladas nas fendas da pedra.

As saprófitas
Orquídeas desprovidas de clorofila que obtêm toda a matéria orgânica de que precisam do material em decomposição ao seu redor.

As psamófitas
Orquídeas que vivem sobre a areia das praias.

As aquáticas
Orquídeas que vivem na água ou em zonas pantanosas.

As subterrâneas
Caso extremo de uma espécie australiana. Ocasionalmente emergem apenas as flores.

Os seus cuidados
As orquídeas não são plantas delicadas e frágeis como alguns acreditam. Pelo contrário, são extremamente resistentes. A sua capacidade de sobrevivência permite-lhes que tenham tempo para adaptar a sua fisiologia a novas condições de vida. Os híbridos tendem a ser ainda mais resistentes e podem prosperar mesmo em condições adversas de cultivo, mais do que as espécies ditas “naturais”.
Como existem tantas espécies diferentes, oriundas de diferentes ambientes, têm cuidados de cultivo diferentes. Assim, o primeiro passo para cultivar uma orquídea com sucesso é a identificação da espécie. Desta forma, pode otimizar-se a iluminação, o regime de regas, o substrato e outros fatores necessários para o êxito no cultivo. Seguem-se os cuidados básicos comuns às espécies mais populares e mais comercializadas.

Os erros comuns
O erro mais comum é plantar qualquer tipo de orquídeas na terra. Apesar de algumas espécies se desenvolverem bem neste tipo de substrato, mais de setenta por cento das espécies são epífitas pelo que não se adaptam à umidade excessiva proporcionada pela terra, morrendo em poucos meses. Existem substratos adequados a estas plantas no mercado. Com exceção do Cymbidium, as espécies que se encontram à venda são epífitas.
Outro erro comum é a colocação de pratos sob os vasos resultando em umidade excessiva. De modo geral não se devem colocar pratos nos vasos sendo preferível multiplicar as regas.

A luminosidade
A luz abundante é essencial mas a maior parte das orquídeas não devem receber a incidência direta da luz do sol quando ele é mais intenso. Dependendo da intensidade da insolação local pode ser necessário colocar a planta sob a proteção de uma cortina que quebre o excesso de luz. Assim, receberão claridade em luz difusa suficiente para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem com cor verde-garrafa é sinal de que estão a precisar de mais luz. Se estiverem com uma cor amarelada estão a receber excesso de luz. Se apresentarem uma cor verde-alface estão a receber luz em quantidades adequadas. Existem orquídeas que exigem mais sombra como é o caso do Paphiopedilum (Sapatinho) e da Miltonia. Há outras que exigem sol direto, como a Vanda, que se estiver sob uma proteção pode crescer vigorosamente mas sem dar flor. Há outras que também exigem sol direto pela simples razão de ser esse o seu ambiente natural, como é o caso do Cymbidium.

A tempertura
A maior parte das orquídeas sente-se bem com temperaturas entre 15º e 25ºC. Não gostam do frio mas adaptam-se bem ao interior das nossas casas. No entanto, há orquídeas que são oriundas de regiões elevadas e que suportam temperaturas mais baixas, como o Cymbidium Por isso, é considerado uma orquídea de exterior no nosso país.
No tempo quente deve compensar-se o excesso de calor com aumento da rega.

A umidade
A umidade relativa do ar (quantidade de vapor de água existente na atmosfera) não deve estar abaixo de 30%. Caso contrário, surge o risco de desidratação. Em dias quentes, a umidade relativa do ar é menor e por isso é necessário regar a planta e umidificar o ambiente.

A rega
Depende muito do substrato em que está plantada. A maior parte das vezes, o substrato é constituído por fragmentos de casca de pinheiro e nesse caso a rega tende a ser diária porque seca mais depressa e retém pouca umidade. A melhor maneira de regar é imergir o vaso num recipiente com água por alguns minutos. Com um regador a água pode encontrar um canal por onde escorrer e o resto do substrato continuará totalmente seco. Uma forma de verificar a umidade do vaso é aprender a sentir o seu peso ou através de exame visual. Não se deve usar a mesma água em que foi mergulhado um vaso para mergulhar outro porque se o primeiro estiver contaminado contaminará os restantes.
As orquídeas adaptam-se mais à falta de água do que ao excesso de água. Deixar o substrato secar antes de regar novamente. No tempo quente pode implicar regas diárias.
A melhor água para sua planta é a água da chuva. Em sua substituição a água ideal deve ser água desmineralizada ou água destilada ou água pouco calcária.

A ventilação
Devem sempre estar em local bem ventilado e arejado como se estivessem sob uma aragem suave. Devem ser evitadas as correntes de ar.

A adubação
A aplicação deve ser feita a cada duas semanas durante o período de crescimento ativo (meses quentes) e suspensa durante o período de repouso (meses frios).
A absorção de água e dos fertilizantes pelas folhas é efetuada através de poros que se encerram nas horas mais quentes do dia e em caso de desidratação para evitar a perda de água. A umidade do ambiente é indispensável no processo de absorção de fertilizantes através das folhas porque quando a planta está desidratada a absorção foliar diminui drasticamente. Pelos mesmos motivos, a adubação não deve ser feita nas horas mais quentes do dia mas no início da manhã ou ao fim do dia.
O adubo é fornecido regando ou pulverizando a planta e o substrato, de modo a envolver as folhas e as raízes, ambas responsáveis pela absorção. Alguns nutrientes, como o cálcio, não se deslocam ao longo da planta pelo que importa atingir folhas e raízes. A pulverização das folhas deve incidir também na face inferior onde a absorção dos líquidos é maior por aqui existirem maior número de poros por onde se processa a absorção.
Azoto, Fósforo e Potássio (N-P-K) são nutrientes básicos para o desenvolvimento de qualquer planta. As quantidades relativas de cada elemento diferem para cada uma pelo que se deve usar um adubo específico para orquídeas.
O excesso de adubo, como o de água, é prejudicial às plantas.

O envasamento e transplante
Escolher um vaso que permita o crescimento durante 2 a 3 anos, altura em que a orquídea deve ser transplantada devido à deterioração do substrato. O substrato deve ser de tipo específico para orquídeas, geralmente composto sobretudo por casca de pinheiro. Na altura do transplante deve ser substituído na sua maior parte. Não usar um vaso grande de modo a não reter muita umidade porque é importante que seque rápido depois da rega para evitar o apodrecimento das raízes. Pelas mesmas razões, deve ser garantida uma boa drenagem do fundo do vaso de modo a facilitar o escoamento de água.
Não compactar o substrato para permitir o arejamento das raízes. Usar apenas a quantidade necessária para dar equilíbrio e firmeza à planta.

A floração
As orquídeas apresentam crescimento contínuo ou sazonal conforme o habitat de origem. Nas áreas tropicais o crescimento contínuo é mais comum. Em áreas sujeitas às secas ou frio intenso o crescimento costuma ser sazonal, com uma fase de repouso nos meses frios e uma fase de crescimento ativo nos meses quentes.
Cada espécie tem a sua época de floração, uma vez por ano. Convém marcar a época da floração de cada planta porque se não florescerem nessa época torna-se possível detectar que há algo de errado e tomar medidas de correção. Existem orquídeas, como certas Vandas, que quando bem tratadas chegam a florir até quatro vezes por ano. O mesmo ocorre com híbridos cujos progenitores têm épocas diferentes de floração.

A multiplicação
As orquídeas podem ser produzidas em larga escala por sementes Contudo, o método mais simples de reprodução, muito utilizado por colecionadores e comerciantes em pequena escala é a divisão da raiz. A divisão e transplante devem ser feitos depois da floração e depois da planta emitir novas raízes, o que se percebe pelo aparecimento de pontas verdes nas extremidades das mesmas, não importando qual a estação do ano. Ao dividir a planta cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bolbos. Deve ter-se o cuidado de não danificar as raízes vivas o que se consegue molhando-as porque ficam mais maleáveis. O instrumento de corte para dividir a planta deve ser passado por uma chama para esterilizar a lâmina. Este método é o mais indicado para a divisão de orquídeas do gênero Cymbidium.
No caso de orquídeas, como a Vanda, que emitem rebentos novos pelas folhas laterais, deve esperar-se que emitam pelo menos duas raízes antes de a dividir. Este tipo de orquídea cresce muito, atingindo metros de altura. Neste caso, deve fazer-se a divisão cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes. Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos rebentos. A replantação deve ser feita no substrato adequado. É preciso esperar que as raízes fiquem restabelecidas para as plantas voltarem a crescer e a florescer.

orquídea

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OBS: Este site não trabalha com vendas de plantas,sementes e afins, apenas são postados artigos com informações sobre como cultivar as plantas. Você pode adquirir sua planta desejada em qualquer bom Garden Center de sua região.



2 Responses

  1. eu adorei essa orquidea e quero saber muito mais sobre as flores mais maeavilhosa do mundo

  2. #2
    Amauri Antonio da Silva 
    Sunday, 19. February 2012

    meu nome é Amauri eu gostaria de saber se depois de transplantar as orquideas eu devo rega-las em seguida ou se devo esperar mais 2 dias para poder molhar o substrato das minhas dendrobium

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