P
Pá – Instrumento largo e chato, de madeira ou de metal, ferro ou aço, matéria plástica, ferro etc. Com rebordos laterais e provido de um cabo reto ou em forma de Y, muito utilizado em atividades agrícolas, na construção civil, para cavar o solo, remover terra, areia, carvão, lixo etc. Pode ter a frente reta (pá quadrada) ou com uma ponta (pá de bico) para melhor se adaptar ao uso.
Paisagismo – É a arte e técnica de promover o projeto, planejamento, gestão e preservação de espaços livres, urbanos ou não, de forma a processar micro e macro-paisagens. Apesar de ser normalmente associado à jardinagem, a arquitetura paisagista envolve todos os possíveis elementos constituintes da paisagem, sejam eles naturais ou não.
Panícula – Tipo de inflorescência em que as flores são pediceladas e dispostas em uma raque ramificada, normalmente ocorrendo apenas nas ramificações.
Pântano – Região natural e permanentemente inundada por águas estagnadas, sendo seu fundo lodoso e pouco consistente.
Parasita – Organismo que vive no interior ou sobre outro organismo que se denominado hospedeiro e obtém através deste os nutrientes necessários à sua sobrevivência. Em alguns dos casos, o hospedeiro também serve de proteção e abrigo contra seus predadores.
Parênquima – É o conjunto de células responsáveis pela função de determinado órgão. Nas plantas, chama-se parênquima ao tecido pouco especializado que forma a parte interior de muitos órgãos. O parênquima está relacionado com a fotossíntese, reserva de várias substâncias, cicatrização e origem de outras estruturas.
Pecíolo – Haste que sustenta o limbo da folha e a une à bainha ou diretamente ao ramo; pé.
Pedicelo – Ver pedúnculo.
Pediforme – Folha de forma espalmada, mas com lobos laterais divididos.
Pedúnculo – É a estrutura, originada da modificação do caule, responsável pela sustentação e condução de seiva para as flores. Conecta-se ao caule ou à raque da inflorescência na base e ao cálice no ápice. O caju é um exemplo de um pedúnculo floral que se desenvolve e se torna um pseudofruto. Na sua ausência, diz-se que as flores são sésseis. Sinônimo: Pedicelo
Pegar – Diz-se de uma planta que após seu transplante de local para outro, cria raízes e se desenvolve, ou quando se desenvolve satisfatoriamente o processo de enxertia.
Peltada – Folha com haste inserida no centro.
Percevejo – Inseto, geralmente terrestre, às vezes aquático, que ataca várias culturas, sugando a seiva de qualquer parte da planta, podendo transmitir fungo.
Perene – Aquele cujo ciclo de vida se estende ao longo de vários anos. Diz-se também dos rios e lagos que não secam, mantendo-se com água ao longo do ano. Lavouras que têm longo ciclo de produção.
Perfoliada – Neste caso, as hastes da planta parecem perfurar as folhas.
Pérgola – Proteção vazada, apoiada em colunas ou em balanço, composta por elementos paralelos feitos de madeira, alvenaria, betão, etc.
Perianto – É o nome dado aos invólucros da flor, isto é, o conjunto do cálice e da corola que envolve os órgãos de reprodução.
Permacultura – É um modelo de agricultura integrada com o ambiente. A permacultura envolve plantas semipermanentes e permanentes, e atividade produtiva dos animais. São considerados os aspectos paisagísticos e energéticos na elaboração e na manutenção de policultivos, o que a diferencia das demais atividades produtivas.
Pesticida – Substância química ou biológica utilizada para combater agentes nocivos e causadores de doenças nas plantas.
Pétala – É uma peça constituinte da flor, situada no seu verticilo protetor mais interno. A pétala é uma estrutura normalmente membranácea, ampla, colorida, e têm muitas funções, entre as quais a atração de polinizadores.
PH – É o símbolo para a grandeza físico-química ‘potencial hidrogeniônico’. Essa grandeza é um índice que indica o grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade de um meio qualquer.
Picareta – Instrumento de ferro ou aço, em forma ligeiramente arqueada com duas pontas e um cabo de madeira no centro do arco, bastante usado em atividades de mineração e em agricultura, nos manejos em se necessita escavar terra, arrancar pedras etc.
Piçarra – Qualquer rocha sedimentar argilosa estratificada, endurecida. Terra misturada com areia e pedra. Cascalho muito empregado no revestimento do leito de estradas.
Pilosa – Denominação para qualificar plantas ou seus órgãos que apresentam tricomas (pêlos) curtos, porém densamente distribuídos na superfície, conferindo até mesmo colorações diferentes às folhas.
Pinatilobada – Folhas divididas em lobos profundos e opostos.
Pinha – Fruto de árvores conífera como os pinheiros.
Pínula – Ver folíolo.
Pinulada – O mesmo que pinada. Fomato de folhas compostas por muitos folíolos. Pode ser par ou ímpar.
Piolho – Designação imprópria de certos ácaros de ninhos, coccídios e afídeos de plantas.
Piramidal – Tipo de conformação de copa de árvore, quando esta apresenta forma semelhante a uma pirâmide ou cone.
Pisoteio – Ato de pisar em uma forração ou gramado, praticado por animais, veículos ou pessoas, que prejudica o nascimento ou rebrote das espécies vegetais.
Pixídio – É um tipo de fruto seco e deiscente, com uma abertura bastante particular: a parte superior do ovário destaca-se do restante do fruto na maturação, como uma tampa. Usualmente esses frutos são pêndulos, e ao abrir a “tampa” as sementes são liberadas pela força da gravidade. Ex.: Papoula.
Plâncton – Conjunto de plantas (fitoplâncton) e de animais (zooplâncton) aquáticos microscópicos que vivem em suspensão em água doce, salobra e salgada.
Planta de raiz nua – Espécie vegetal produzida em canteiro e que é plantada com a raiz livre da maior parte da terra do viveiro.
Planta de torrão – Espécie vegetal que é produzida, transportada e plantada com o raizame envolvido em terra do viveiro.
Planta em contentor – Espécie vegetal produzida e transportada em recipientes.
Plantação – Operação que consiste na instalação de espécies vegetais em um local pretendido. Lavoura, cultura, toda vegetação plantada pelo homem.
Plantadora – Máquina ou implemento agrícola, manual ou mecânico, utilizada para introduzir no solo partes vegetativas de plantas que formarão a lavoura como colmos, galhos, tubérculos, bulbos.
Plantar – Operação que consiste em colocar no solo mudas ou parte de vegetais capazes de se desenvolver, com objetivo de implantar uma cultura, como tubérculos, galhos, colmos, bulbos e outros.
Plantas aromáticas – São espécies vegetais que produzem essências aromáticas, utilizadas como temperos ou para produção de perfumes. Normalmente, estas essências são utilizadas como matérias-primas do preparo de óleos essências e são retiradas das folhas, flores, frutos, cascas, raízes, seiva e outras partes.
Plantas atrativas – São plantas cultivadas nas linhas de culturas principais e que praticamente não concorrem com ela e têm a função ou propriedade de atrair, alimentar ou hospedar pragas ou doenças que atacam as culturas principais.
Plantas benéficas – São plantas cuja presença traz benefício para a cultura já existente ou futuras culturas, por não interferirem no cultivo e serem hospedeiras de pragas que atacam a lavoura principal. Servem de abrigo e reprodução dos insetos que se alimentam das pragas.
Plantas carnívoras – Espécies vegetais que capturam pequenos insetos, por meio de variados dispositivos, e realizam a digestão mediante a emissão de um suco digestivo. Esses vegetais, não obstante, têm raízes e absorvem alimentos do solo.
Plantas companheiras – São plantas que não interferem de forma negativa no cultivo das lavouras principais se beneficiando mutuamente. O cultivo, entre as linhas da lavoura, de plantas companheiras é um recurso empregado com sucesso para o aumento de produtividade da lavoura e da proteção contra o ataque de pragas.
Plantas condimentares – São espécies vegetais que servem de tempero ou condimento, na forma seca ou natural, para o preparo e a conservação de alimentos. Normalmente, estes temperos e condimentos são retirados das folhas, flores, frutos, cascas, raízes, seiva e outras partes.
Plantas de dia curto – São espécies vegetais que florescem somente quando o período escuro do dia torna-se maior que o habitual.
Plantas de dia longo – São espécies vegetais que florescem somente quando o período escuro do dia torna-se menor que o habitual.
Plantas defensivas – São plantas cuja presença prejudica de alguma forma o desenvolvimento de outras plantas. O cultivo, na propriedade de plantas como o alho, a urtiga, o cravo-de-defunto e a arruda, tem demonstrado bons resultados, como defensivos naturais contra o ataque de pragas substituindo com vantagens alguns produtos químicos.
Plantas indicadoras – São plantas cuja presença indica a existência no solo ou na água, de algum componente, substância ou a ocorrência de determinadas condições ambientais das quais depende para sobreviver.
Plantas invasoras – Plantas com capacidade de formar colônias espontaneamente em novos ambientes, através de seus mecanismos de regeneração natural, e prejudicar o desenvolvimento de uma cultura já instalada ou em formação.
Plantas medicinais – São espécies vegetais que produzem algum princípio ativo utilizado como medicamento para tratamento de doenças, fornecendo material indispensável para tratamentos fitoterápicos através de folhas, flores, frutos, cascas, raízes, seiva e outros, dos quais são preparados chás, xaropes, tinturas e outras formas de medicamentos ou cosméticos.
Plantas melhoradoras – São espécies vegetais cultivadas com o objetivo de melhorar as condições físicas, químicas e biológicas do solo possibilitando sua utilização para o cultivo de uma lavoura, pastagem ou floresta.
Plantas ornamentais – São espécies vegetais que produzem flores e folhagens, normalmente utilizadas para decoração e tratamento paisagístico.
Plantas protetoras – São espécies vegetais cultivadas com o objetivo de controlar a erosão mantendo as condições de fertilidade do solo, ou proteger outras espécies fornecendo sombra, controlando a ação dos ventos e da chuva etc.
Plantas repelentes – São espécies vegetais cultivadas nas linhas de culturas principais e que praticamente não concorrem com ela e têm a função ou propriedade de afastar, repelir ou impedir aproximação de organismos nocivos que atacam as culturas principais.
Plantas transgênicas – São espécies vegetais que receberam dentro de uma de suas células material genético de outra espécie via biotecnologia.
Plantio direto – Tecnologia de plantio que consiste em plantar as espécies sem fazer o revolvimento ou preparo do solo com utilização de máquinas pesadas, efetuando rotação de culturas e mantendo cobertura morta ou palha para proteção do solo contra erosão e perda de nutrientes.
Plantio em espaldeira – É o sistema utilizado para o cultivo de espécies trepadeiras, como, por exemplo, o maracujá.
Plântula – Embrião em desenvolvimento, após a germinação da semente; planta recém-nascida.
Pluvial – Relativo à chuva.
Pó de rocha – Partículas de rocha reduzidas a pó, geralmente apresentam diâmetros inferiores a 0,075mm. As rochas mais usadas na agricultura são o calcário, o basalto, o granito, as argilas e as vermiculitas.
Poda = Operação agrícola realizada periodicamente com a função de retirar partes das plantas através do corte de ramos, da rama ou de braços inúteis de árvores, arbustos etc. Com finalidade de formar, tratar ou renovar uma planta podendo ser artificial ou natural.
Poda contínua – Tipo de poda artificial que é executada em períodos estabelecidos de acordo com o desenvolvimento das plantas. Pode ser realizada todo mês, a cada dois meses etc. São retirados os galhos mortos ou doentes, ramos ladrões e galhos que não produziram em outras safras. Este processo é executado em todas as fases, do cultivo desde a floração até a fase de colheita.
Poda de forma – Tipo de poda artificial contínua ou sistemática, efetuada nos limites exteriores das plantas através da retirada de galhos, ramos e folhas, com o objetivo de conferir a planta determinada forma ou feitio. Esta prática é muito utilizada em jardins e lavouras onde a forma da planta é importante para o manejo.
Poda de formação – Tipo de poda artificial que tem por objetivo adaptar a árvore à sua futura utilização.
Poda de frutificação – Tipo de poda artificial que tem por objetivo controlar, uniformizar e regularizar a produção de frutos.
Poda de limpeza = Tipo de poda artificial leve que tem por objetivo retirar apenas ramos doentes e inconvenientes.
Poda de produção - Tipo de poda artificial que tem por objetivo preparar a planta para a produção da safra que seguirá. O mesmo que poda de frutificação.
Poda de renovação – Tipo de poda artificial que tem por objetivo o rejuvenescimento, reconstituição e tratamento da planta, através da eliminação de quase toda copa deixando somente os ramos principais para favorecer o crescimento de novos brotos e galhos.
Poda drástica – Tipo de poda artificial bastante rigorosa, na qual se retira praticamente todos os galhos, com objetivo de rejuvenescimento da planta, através do crescimento de novos brotos e galhos.
Poda natural – É a morte e/ou queda natural dos ramos de árvores vivas, em virtude de causas como: deficiência de luz, apodrecimento, excesso de umidade etc. Normalmente, a queda natural ocorre de baixo para cima, dos ramos de uma árvore em formação, resultante da densidade do maciço e conseqüente sombreamento (à medida que uma árvore cresce, os ramos mais baixos, dominados pelos que se vão superiormente desenvolvendo, atrofiam-se e morrem, acabando por se desprender do tronco).
Poda radicular – Tipo de poda artificial efetuada no sistema radicular em viveiro, no sentido de retardar o desenvolvimento da parte aérea ou de provocar a formação de um sistema radicular mais denso.
Poda sistemática – Tipo de poda artificial que é executada em períodos estabelecidos de acordo com o desenvolvimento das plantas e com a forma que se deseja para elas. Pode ser realizada semanalmente, quinzenalmente, todo mês, a cada dois meses etc. E neste processo são retirados os galhos mortos ou doentes, ramos ladrões, galhos inúteis ou os que não produziram em outras safras. Este processo é executado em todas as fases do cultivo desde a floração até a fase de colheita.
Poda verde – Tipo de poda artificial que é feita durante todo o período vegetativo da planta desde a brotação até a colheita.
Podridão – Sintoma de necrose caracterizado pela destruição total dos tecidos, geralmente causada por um fungo.
Pólen – É o conjunto dos minúsculos grãos produzidos pelas flores das plantas, que são os elementos reprodutores masculinos ou microgametófitos, onde se encontram os gametas que vão fecundar os óvulos, para os transformar em frutos.
Policultivo – É o cultivo de várias espécies vegetais em um mesmo campo e no mesmo espaço de tempo.
Polinização – É o ato da transferência de grãos de pólen de uma flor para o estigma de outra flor, ou para o seu próprio estigma. Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas espermatófitas, já que é através deste processo que o gameta masculino pode alcançar e fecundar o gameta feminino.
Polpa – Substância carnuda e macia que reveste as sementes de alguns frutos, podendo ser extraída por processos químicos ou físicos para ser utilizada na produção de sucos, geléias e doces.
Polvilhadora – Máquina agrícola utilizada para aplicação de defensivo sob a forma de um jato de pó sobre a parte aérea de uma planta.
Pomar – Lavoura destinada ao cultivo de árvores frutíferas. Local onde existe grande quantidade de árvores frutíferas. Área, lavoura ou plantação de árvores frutíferas.
Potássio – Macronutriente essencial como elemento ativador de numerosos processos enzimáticos, porém não forma nenhum composto orgânico. Participa ativamente na síntese e transporte de açúcares e é fundamental nas culturas produtoras de amido e na cana de açúcar. É o segundo nutriente mais absorvido pelas plantas, ajuda a formação de açúcares e proteínas e controla a absorção e perda de água pela planta aumentando a resistência das mesmas contra pragas e doenças. A ausência ou deficiência de potássio pode causar manchas brancas ou amareladas nas folhas e caules finos e fracos.
Pouso – Período de tempo em que um solo é deixado em repouso, isto é, sem cultivo de lavoura, para recuperar suas condições de fertilidade. Normalmente se cultiva algum tipo de adubo verde para incorporá-lo posteriormente ou se utiliza uma cobertura morta para não deixar o solo exposto a fatores que causem erosão. Repouso.
Povoamento – Conjunto bem delimitado de plantas arbóreas plantadas numa determinada área.
Praga – Insetos, fungos ou outros animais ou vegetais nocivos a determinadas culturas. Muitas das pragas e doenças que afetam as plantas são provenientes da ação destes organismos, porém elas só são atacadas quando estão desequilibradas ou não estão sendo cultivadas corretamente.
Propagação – Multiplicação dos seres vivos por meio da reprodução sexuada ou assexuada; proliferação.
Prótalo – É um indivíduo de vida curta que produz gametas para dar origem a uma nova planta. Corresponde a fase de gametófito (fase sexuada) das pteridófitas.
Protozoário – Sub-reino do reino animal que compreende todos os seres constituídos por uma única célula, muito comum na natureza e que provoca doenças no homem, nos animais e nos vegetais.
Psicofilia – Tipo de polinização efetuada por borboletas.
Pubescente – Denominação para qualificar plantas ou seus órgãos que apresentam tricomas(pêlos) esparsos e curtos, conferindo, quando muito, uma sensação de leve aveludamento e um certo reflexo brilhante sob a luz.
Pulverizador – Instrumento utilizado para projetar matéria pulverizada ou espargir líquidos em gotas muito tênues. Utilizado na agricultura para distribuir fertilizantes ou defensivos.
Pungência – Substância picante encontrada nas hortaliças.
Putrefação – Processo de oxidação natural que ocorre em virtude da ação de bactérias e fungos que transformam os aminoácidos em gases. Decomposição biológica de matéria orgânica, com formação de odor desagradável, associada a condições anaeróbicas.
Q
Quarentena – Período de observação, confinamento e inspeção aplicado a plantas e animais ou suas partes, normalmente de quarenta dias, para que sejam cumpridas as normas de biossegurança, como forma de prevenção da disseminação de pragas, doenças ou a proliferação de espécies indesejadas.
Quebra-vento – barreira que impede ou controla a ação dos ventos normalmente utilizada para proteger campos, culturas, aglomerados urbanos ou outros locais. As barreiras podem ser naturais, como um acidente geográfico (morro, florestas, paredões de pedras etc.) ou artificial feita pelo homem (aléias, fileiras de plantas, aterros etc.).
Quiescência – Parada temporária do desenvolvimento ou de outra atividade de um organismo devido a condições ambientais desfavoráveis.
R
Racemo – Tipo de inflorescência, onde as flores são pediceladas e dispostas em uma raque simples. Sinônimo: Rácimo.
Raiz – É o órgão das plantas que tipicamente se encontra abaixo da superficie do solo. Tem duas funções principais: servir como meio de fixação ao solo e como órgão absorvente de água e nutrientes.
Raiz axial – Raiz principal, bem desenvolvida, que se forma mediante o crescimento da radícula do embrião.
Raleio – Tornar ralo ou menos denso uma população vegetal através da eliminação de alguns indivíduos ou parte deles como ramos, galhos, frutos e flores, normalmente utilizada para obter produtos mais desenvolvidos.
Rama – Ramos e folhagens das árvores ou outro qualquer vegetal.
Ramificação – Conjunto de ramos em que se subdivide um caule.
Ramo – Ver galho.
Ráquis – É a designação dada ao eixo central de estruturas biológicas ramificadas, como inflorescências e folhas pinadas. Sinônimo: Raque.
Raquitismo – Doença causada por bactérias em espécies vegetais impedindo seu crescimento regular.
Rastelo – Instrumento agrícola, semelhante a um ancinho, constituído de uma grade com dentes, de ferro ou madeira, com a qual se aplaina terra lavrada.
Ravinamento – Sulcos produzidos nos terrenos, devido ao trabalho, erosivo das águas de escoamento.
Recepa – Poda baixa, drástica, em que se deixa apenas o tronco e estimula a formação de uma nova copa nas árvores. Este tipo de poda é considerada condenável em árvores ornamentais, no paisagismo urbano, por deformar as árvores e retirar seu aspecto natural.
Reciclagem – Obtenção de material a partir de resíduos ou material já utilizado, introduzindo-os de novo no ciclo de utilização.
Reflorestamento – Instalação de floresta numa área onde esta já foi explorada ou deixou de existir por qualquer razão.
Regime de talhadia – Tipo de regime em que a perpetuação dos povoamentos se dá de forma assexuada, ou seja, é conseguida através da obtenção e do aproveitamento de rebentos de origem caulinar ou radicular, o que é possível apenas em algumas espécies.
Regulador de crescimento – Composto químico, orgânico ou sintético que ingerido em pequenas proporções promove, inibe ou modifica o crescimento das plantas.
Reniforme – Folha em formato de rim.
Renque – É a disposição de um grupo de árvores em fila, ala, linha ou fileira.
Repelente - São substâncias sintéticas, naturais ou minerais contidas em algumas espécies de vegetais ou animais que afastam ou impedem a aproximação de outros organismos que lhes são prejudiciais ou são a outros vegetais ou animais.
Repicagem - Transplante das mudas de uma sementeira ou do local de semeadura para os recipientes aonde irão se desenvolver até o plantio em local definitivo.
Resiliência - É a capacidade que tem um sistema ambiental de suportar as alterações ou perturbações mantendo sua estrutura geral quando sua situação de equilíbrio é modificada, ou seja, é a capacidade de retornar à sua condição original de equilíbrio após modificações consideráveis.
Resina – Substância vegetal amorfa, geralmente inflamável, insolúvel em solventes orgânicos, segregada por certas árvores e plantas.
Ressurgência
Fenômeno em que pragas, doenças ou ervas invasoras se manifestam novamente após terem sido eliminadas ou controladas.
Restinga – Tipo de vegetação composta de estrato herbáceo, arbustivo e arbóreo que recebe influência marinha.
Ritidoma – É a designação dada às porções mais velhas do súber que se vão destacando da superfície dos troncos das plantas lenhosas, constituindo a sua camada mais externa. É camada exterior, constituída por células mortas, da casca das árvores e outras plantas lenhosas. O ritidoma de algumas espécies tem interesse comercial, como acontece com o sobreiro, cujo ritidoma é a cortiça, e o pinheiro, cujo ritidoma é a carrasca, utilizada como material combustível e de enchimento.
Rizóbio – Bactéria heterotrófica capaz de formar nódulos simbióticos nas raízes de plantas leguminosas, fixando nitrogênio atmosférico, que é utilizado pela planta.
Rizoma – É um tipo de caule que cresce horizontalmente, geralmente subterrâneo, mas podendo também ter porções aéreas. Desta forma o rizoma permite a propagação vegetativa da espécie. Ex.: Bananeira.
Rizosfera – Zona do solo em torno das raízes ou toda a zona que sofre influencia de um sistema radicular.
Roçadeira – Máquina agrícola composta de uma ou mais facas, que corta e pica a massa vegetativa, seja ela, cobertura arbustiva, resto de cultura ou pastagem. É utilizada para o controle de ervas invasoras em culturas perenes, manejo de restos culturais e na renovação de pastagens, limpeza de parque, jardins e canteiros de estrada.
Rombóide – Folha com formato de losango.
Roseta – Forma radial de disposição de folhas ou folíolos, em anéis circulares e apertados, partindo do mesmo nó ou verticilo.
Rotação de cultura – Técnica que utiliza o mesmo espaço físico para cultivar espécies diferentes de plantas em período de tempo alternado, observado um período mínimo sem o cultivo desta espécie na mesma área.
Ruderal – Vegetação nitrófila (que vive em substratos ricos em compostos nitrogenados), com grande capacidade de adaptação que cresce sobre escombros e ruínas.
Runa – Seiva de pinheiro.











