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Posts para categoria ‘Sementes e bulbos’

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O termo bulbo é usado para descrever uma grande variedade de plantas geófitas e seus órgãos subterrâneos de armazenamento. Logo nos vem  nos vêm a mente belas plantas como tulipas, gladíolos, amarílis, íris, dálias, canas-de-jardim, caládios, etc. Alguns são bulbos verdadeiros, nos corretos termos botânicos, enquanto outros não. Apesar disso, em jardinagem e paisagismo.

Os principais tipos de bulbos são:
Tunicado
Os tunicados podem ser: Simples ou Compostos

Simples
Provido de um caule muito reduzido, denominado prato ou cormo envolvido por folhas modificadas, em forma de túnica, com disposição mais ou menos concêntricas, cheias de reservas exceção das externas que são membranáceas pela parte inferior, o prato produz raízes cilíndricas, e na superior, uma gema apical, guarnecida pelas túnicas. Ao desenvolver-se, a gema apical produz e vegetal epígeo. Como exemplo citamos a cebola (Allium cepa)..

Composto
Fundamentalmente, o bulbo composto, cujo exemplo típico é o alho (Allium sativum), possui a mesma organização da cebola, todavia cada dente ou bulbilho, equivale um bulbo completo de cebola e o conjunto forma a conhecida cabeça-de-alho.

Sólido
Caracteriza-se por apresentar o prato bem desenvolvido, com reservas nutritivas, constituindo a quase totalidade do bulbo, revestido de túnicas reduzidíssimas, em pequeno número dispostas em vária camadas à semelhança de casca. As túnicas inserem-se em nós circulares, providos de gemas. Na parte apical existem algumas gemas vegetativas que podem dar origem a um ou mais caules.

Na parte inferior, está o sistema radicular fasciculado. Dentre os exemplos citamos a palma-santa-rita ou gladíolo (Gladiolus sp.), o açafrão (Crocus sativus) e o cólquico (Colchicum autumnale).

Escamoso
Diferencia-se aos bulbos sólidos e tunicado por possuir folhas subterrâneas estreitas e modificadas, em forma de escamas e que têm disposição embricada, isto é, umas cobrem as outras como as telhas de um telhado. Possuem, ainda, sistema radicular fasciculado e gema terminal que se desenvolve em planta epígea. Encontramos o bulbo escamoso na açucena-branca (Lilium candidum), e no martagom (Lilium martagon).

Tubérculo
O tubérculo é um caule volumoso, comumente pouco alongado, devido a um processo de tuberização semelhante aos das raízes tuberosas e se distingue dos rizomas tuberosos pela ausência de raízes e de escamas ou catáfilos. Suas gemas ou olhos se localizam em pequenas reentrâncias. Exp. mais conhecido é o da batatinha inglesa (Salanum tuberosum), cujos tubérculos estão ligados por meio de delgadas ramificações subterrâneas à base de caule aéreo .

O ponto de união dos tubérculos ás ramificações delgadas denominam-se hilo e a região polar oposta de coroa.

A multiplicação das batatinhas se faz por meio de tubérculos, cujas gemas, brotam facilmente e produz, vegetativamente, novas plantas. Além dos tubérculos da batatinha-inglesa, há outros aspectos de tubérculos caulinares. Assim, alguns autores consideram a beterraba como um tubérculo misto, isto é, caulinar e radicular. O tubérculo do rábano (Raphanus sativus) é quase todo caulinar, proveniente do hipocótilo da planta com pequena participação da base da radícula. Mais interessante é o tubérculo caulinar aéreo da couve-rábano, que é formado por numerosos entre-nós do caule.

Xilopódios
Nos campos áridos do Brasil existem muitas plantas munidas de caules subterrâneos, intumescidos, ricos de substâncias de reserva, inclusive água e de elementos mecânicos, lignificados, sendo freqüentemente duros daí o nome de xilopódios.

Eles garantem a sobrevivência da planta, quando, por causa do frio e da seca, as partes aéreas não podem sobreviver. Citamos como exemplo a Sida macrodon, uma guanxuma dos nossos campos, o colapiá (Dorstenia sp.), a manicoba (Manihot glaziovii) e Borrenia angustifclia.

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Semente

Sementes são organismos vivos. Para que germinem com máximo percentual observe alguns itens básicos:

Recipiente: O recipiente usado para germinar sementes é chamado de “sementeira”. Utilize qualquer recipiente que tenha disponível, pode ser um vaso, uma jardineira, um caixote. Evite apenas recipientes muito pequenos, estes secam muito rápido.

Substrato: É basicamente o “solo” utilizado. O termo substrato é mais adequado visto que muitas misturas para plantas não contém solo mineral propriamente. No mercado existem substratos próprios para germinação, são ideais, já vêm esterilizados e com nutrientes na medida certa. Outros que podem ser utilizados são casca de pinus compostada de granulação fina, vermiculita, casca de arroz carbonizada, pertlita, etc.. são igualmente limpos e ideais. Jamais utilize fibra de coco e xaxim, são muito ácidos. Como nem sempre encontramos estes substratos ideais à venda nas cidades, por serem eles mais usados na agricultura, utilize então qualquer solo de textura média, do seu jardim mesmo, ele não deve encharcar ou secar muito rápido, nem se compactar facilmente (como barro). Uma boa mistura é a de areia e terra vegetal em partes iguais. Neste caso precisaremos esterilizá-lo (veja mais abaixo em HIGIENE). Algumas espécies podem exigir um solo específico, sendo o caso estará descrito nas instruções que acompanham as sementes.

Higiene: Os substratos comerciais já vêm esterilizados. Mas se utilizar misturas de solo é altamente recomendado esterilizar. Fungos e bactérias costumam apodrecer as sementes antes mesmo que elas tenham a chance de germinar, são tão os responsáveis pelo apodrecimento de raiz em mudas jovens, assim a higiene da terra não apenas assegura a correta germinação das sementes como proporcionará plantas mais saudáveis. – Coloque o solo em um tabuleiro velho (pois poderá manchar) e leve ao forno por 30 a 60 min. Para sementes de espécies nativas ou aclimatadas essa higiene não é necessária, pois estas espécies já possuem grande resistência aos fungos e bactérias encontrados em solos brasileiros.

Profundidade em que se deve semear: A profundidade ideal é de 2 a 3 vezes o tamanho da semente. Por exemplo, sementes de baobá têm aproximadamente 1 cm, logo a profundidade ideal para enterrá-la é de 2 a 3 cm. Sementes muito pequenas costuma-se não enterrar, mas apenas distribuí-las sobre o substrato úmido. Neste caso leia também o item

Qualidade da água: Use sempre a água mais pura que dispuser e evite ao máximo a clorada, pois o cloro é nocivo as pequenas plantas.

Umidade: A regra é manter o substrato da sementeira sempre úmido até a germinação. Quando o substrato seca as sementes abortam o processo de eclosão (inclusive as de plantas desérticas). Isso é válido, sobretudo para sementes menores, enquanto que as maiores de 0,5cm podem até tolerar uma pequena falta de água. Após germinação a umidade deve ser reduzida, conforme as exigências de cada espécie.

Luminosidade: O ideal para sementes é aquele local claro mas sem sol direto. Sol do meio-dia em pleno verão nem pensar. Algumas sementes exigem um pouco de sol, isto estará indicado nas instruções, mas providencie apenas o sol da manhã (até 10 hs) se for verão, e durante o inverno dependendo da região a sementeira poderá ficar ao sol pleno.

Proteção: Para sementes muito pequenas providencie proteção contra chuva e sol, estas são mais sensíveis. E regue com o auxilio de um pulverizador, para que elas não sejam deslocadas, caso isso aconteça, pode comprometer a germinação.

Temperatura: Algumas sementes exigem temperaturas específicas para germinação. Por exemplo, as sementes que exigem temperatura mais amena podem ser semeadas no outono, inverno ou primavera, e a sementeira deixada em local mais fresco. Do lado oposto há espécies que exigem calor, sobretudo as tropicais, assim semear nas épocas mais quentes do ano é aconselhado, e estando fora da época providenciar um local mais quente como dentro de casa ou uma estufa. Há também aquelas que exigem estratificação, que é basicamente uma simulação de inverno.

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bulbos de Jacinto
É no Outono a época apropriada para plantar bulbos que irão dar cor ao jardim no fim do Inverno. Para tirar partido das fragrâncias de alguns destes bulbos de Inverno, devem ser plantados em maciço e em locais elevados como, por exemplo, em vasos colocados em locais de passagem. Mas atenção para não misturar cheiros diferentes, pois o resultado pode ser diferente do esperado.

Mas a versatilidade dos bolbos é tão grande que não é preciso ter jardim para cultivá-los. Eles se dão bem em terraços, floreiras de janela ou mesmo dentro de casa. Podem-se obter belos vasos com as tulipas, narcisos, jacintos, íris, muscari e outros pequenos bulbos.

Quanto mais original for o vaso escolhido mais espetacular será o resultado. É importante, no entanto, que o vaso seja furado para uma conveniente drenagem do excesso de água. Os vasos não precisam ser muito fundos, basta que apresentem uma altura correspondente a pelo menos duas vezes a altura do bulbo a ser plantado.

A ponta superior dos bulbos deve ficar ao nível do rebordo do vaso. Os bulbos devem ser plantados em número ímpar e muito juntos para criar um melhor efeito visual. Não devem, no entanto, tocar-se entre si ou nos bordos do vaso.

O composto a utilizar deverá possuir uma boa retenção de água, mas é preciso ter cuidado para não encharcar pois pode provocar o apodrecimento dos bolbos.

Para todas as espécies é essencial utilizar bulbos de maior calibre e saudáveis (firmes ao toque e sem manchas). Bulbos pequenos podem não florir.

Dentro de casa poderá antecipar a floração. Para isso é necessário fazer passar os bulbos por algumas fases:
Após plantar os bolbos é conveniente colocar os vasos num local onde as temperaturas sejam baixas (5-10ºC) durante pelo menos dois meses (fase de enraizamento). Este local deverá ter também alguma obscuridade e um bom arejamento. Durante este período os únicos cuidados necessários consistem na rega para manter a terra sempre úmida.

Passado esse tempo os vasos podem ser então transferidos progressivamente para condições de plena luz e temperaturas de 18/20ºC (fase de floração). Nestas condições a floração surgirá cerca de um mês depois.

A floração será tanto mais prolongada quanto mais baixa for a temperatura ambiente pelo que é de evitar colocar os vasos perto de aparelhos de aquecimento ou zonas de corrente de ar.

Cultura em água
Os jacintos podem mesmo ser forçados a florir só em água. Existem no mercado alguns modelos de vasos, geralmente de vidro, especiais para a cultura dos jacintos, que se enchem de água e onde se colocam um único bulbo. Nestes, a água deve apenas tocar a base do bulbo.

Também os narcisos podem ser cultivados em vasos estanques e cheios de gravilha ou pequenas pedras roladas. Os bulbos são colocados sobre uma camada deste material inerte e o recipiente cheio de água até à base dos bulbos. Este tipo de cultura muito comum na China é particularmente indicada para os narcisos, mas pode aplicar-se a todas as espécies.
As fases de enraizamento e floração devem ser seguidas de modo idêntico à cultura em terra.

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bulbos de Jacinto

Como plantar
Utilize uma boa mistura para plantas em vaso, se necessário com areão. Tenha sempre em atenção que os bulbos precisam de uma boa drenagem: fundo do vaso furado, forrada de gravilha ou pequenas pedras e feltro de jardim ou rede dobrada para reter a terra e evitar que feche os orifícios de drenagem.

Onde plantar
Se já tem grandes vasos ou floreiras num terraço ou numa varanda, onde crescem arbustos, pode perfeitamente aproveitá-los para plantar alguns bulbos. Estes necessitam geralmente de pouco espaço e pouca terra para se desenvolverem e fazem boa vizinhança.

Em vasos pequenos, no entanto, já precisa ter mais alguns cuidados. A pouca quantidade de terra e a fragilidade dos contentores (muitas vezes de barro ou terracota) aconselha a que tome algumas precauções. Depois de plantados os bulbos, deverá proteger os vasos da chuva, debaixo do telheiro, no parapeito da janela, em resumo, num local onde fiquem protegidos quer o vaso quer os bulbos (que podem apodrecer devido às diferenças de temperatura, umidade, etc.) Pelas mesmas razões, deverá ter atenção e não regar em excesso.

Assim que os bulbos estiverem desenvolvidos de colocá-los no seu lugar definitivo, ao sol. Para obter uma floração duradoura e atraente, não hesite em recorrer a misturas, colocando sempre os bulbos maiores no fundo do vaso (tulipas, narcisos) e acabando pelos menores( íris, crocus).

Para um efeito mais decorativo e sobretudo, para proteger os bulbos e espaçar as regas, cubra o vaso com areia, areão ou gravilha.

Bulbos em vasos
Uma boa drenagem é fundamental. Faça furos extras no fundo dos vasos se não houver o suficiente. Não hesite em misturar cores, formas, cores e materiais dos recipientes. Pode também colocar os seus bulbos perfumados perto das janelas, deixando que o vento lhe traga o seu aroma.

Crocus, anêmonas, jacintos, campainhas- de- Inverno são uma boa opção, porque ocupam pouco espaço e não crescem muito.

Quanto às tulipas, as variedades botânicas, que florescem cedo e são robustas e, quanto aos narcisos, opte também por floração precoce e compacta.

Plantio de bulbos em canteiros
A maioria dos bulbos necessita de sol pleno. Escolha os menores para frente dos canteiros e próximos a caminhos ou gramados, assim suas folhagens não criarão problemas de invasão.

Não plante bulbos em condições climáticas não-adequadas, como por exemplo, períodos de chuva intermitente, com o solo muito frio ou molhado. Nesse caso, armazene-os até que o tempo melhore.

Para que as plantas cresçam saudáveis, os bulbos necessitam de umidade adequada o ano inteiro. A terra deve ser regada de duas a três vezes por semana. Durante verões secos, regue-os regularmente.

Os bulbos devem ser plantados com profundidade equivalente entre três e cinco vezes o seu tamanho. Se as temperaturas de inverno forem muito frias ou o verão muito seco, plante-os ligeiramente mais fundo. Se você for comprar o bulbo em lojas de jardinagem, fique atento às instruções no pacote.

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Semear é uma tarefa bastante simples e de certa forma empírica. Mas para que sementes germinem com máximo percentual é preciso observar alguns itens básicos.
As instruções a seguir servem para basicamente todos os tipos de sementes.

Recipiente
O recipiente usado para germinar sementes é chamado de “sementeira”. Utilize qualquer recipiente que tenha disponível, pode ser um vaso, jardineira, bandeja, caixote ou bandeja de polipropileno apropriadas para este fim. O recipiente deve ser furado para escoamento do excesso de água.
Para sementes que exigem semeadura direta, a germinação é feita no local definitivo, neste caso o recipiente e o transplante são desnecessários.

Substrato
Substrato é basicamente o “solo” utilizado. No mercado existem substratos próprios para germinação, são ideais, já vêm esterilizados e com nutrientes na medida certa (marcas: Eucatex, Terra do paraíso, etc..). Outros que podem ser utilizados são Casca de Pinus compostada de granulação fina, vermiculita, casca de arroz carbonizada, pertlita e até areia lavadas, todos são igualmente limpos e ideais. JAMAIS utilize fibra de coco e xaxim, pois são muito ácidos.
Como nem sempre encontramos estes substratos ideais à venda em algumas regiões, você pode utilizar qualquer solo de textura média, do seu jardim mesmo, ele não deve encharcar ou secar muito rápido, nem se compactar facilmente (como o barro). Uma boa mistura é a de areia e terra vegetal em partes iguais. Neste caso precisaremos esterilizá-lo (veja mais abaixo em HIGIENE). Algumas espécies podem exigir um solo específico, sendo o caso estará descrito nas instruções que acompanham as sementes.

Higiene
Os substratos comerciais já vêm esterilizados. Mas se utilizar misturas de solo é altamente recomendado esterilizar. Fungos e bactérias costumam apodrecer as sementes antes que elas tenham a chance de germinar, são os responsáveis pelo “damping off” (apodrecimento de colo e raizes em mudas jovens), assim a higiene da terra não apenas assegura a correta germinação das sementes como proporcionará plantas mais saudáveis.
A melhor alternativa é a solarização: espalhe o substrato ao sol forte e deixe-o por 2 dias seguidos pelo menos.
Outras alternativas são a esterilização em forno (30 minutos) e microondas (90 segundos para cada quilo de substrato).
Para sementes de espécies nativas ou de semeadura direta essa higiene não é necessária, pois estas espécies já possuem grande resistência aos fungos e bactérias encontrados em solos brasileiros.

Profundidade ideal
A regra geral é semear à profundidade de 2 a 3 vezes o tamanho da semente. Por exemplo, sementes de baobá têm aproximadamente 1 cm, logo a profundidade ideal para enterrá-la é de 2 a 3 cm. Sementes muito pequenas devem ser semeadas à superfície, em sulcos paralelos. Para sementes pequenas observar também o item PROTEÇÃO mais abaixo. Algumas espécies exigem luz para iniciar a germinação e para tal devem ser semeadas à superfície, como exemplo temos as palmeiras e as espécies heliófitas, esta informação está indicada nas instruções de cada espécie.

Qualidade da água
Use sempre a água mais pura que você dispões e evite ao máximo a clorada, pois o cloro é nocivo as pequenas plantas.

Umidade
A regra é manter o substrato da sementeira sempre úmido até a germinação. Quando o substrato seca as sementes abortam o processo de eclosão. Isso é válido sobretudo para sementes menores, enquanto que as maiores de 0,5cm podem até tolerar alguma falta de água. Após germinação a umidade deve ser reduzida, conforme as exigências de cada espécie.

Luminosidade
O ideal para sementes é aquele local claro mas sem sol direto. Algumas sementes exigem um pouco de sol e calor, isto estará indicado nas instruções.

Proteção
Para sementes muito pequenas providencie proteção contra chuva e sol, estas são mais sensíveis. Pode ser usado um plástico qualquer. Regue sempre com o auxilio de um borrifador, para que as sementes não sejam deslocadas, o que pode comprometer a germinação.

Temperatura
A grande maioria das sementes germinam com temepratura amenas, por isso devem ser semeadas no outono, inverno ou primavera. Para regiões de clima quente o ano todo coloca-se a sementeira no local mais fresco possível. Algumas sementes preferem o calor do verão e outras ainda necessitam de estratificação, principalmente as espécies de clima temperado e frio. Será indicado quando necessário.

Transplante
Quando as mudas atingirem aproximadamente 10 cm de altura podem finalmente ser transplantadas para recipientes individuais ou para o local definitivo no caso de espécies herbáceas e anuais. Retire as mudas cuidadosamente com o auxílio de um garfo. Faça este trabalho preferencialmente em dias de clima ameno e úmido, o que garante o sucesso no transplante.

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As sementes são a forma principal de reprodução da maioria das plantas e seu plantio é uma das formas comumente usadas para se começar um jardim, vaso de flores ou outras formas de criação de planta. Embora seja mais prático muitas vezes comprar uma muda já crescida, forma que será abordada em outro artigo, criar a sua própria planta desde o início pode ser uma alternativa que além de mais econômica também seja mais gratificante, tanto pelo fato de acompanharmos todo o crescimento da planta, quanto pelo fato que alguns produtores comerciais não terem todo o cuidado necessário, importando-se só com o lucro, e não entregarem uma planta tão boa quanto podemos criar em casa. Nesse artigo abordaremos os elementos que compõe uma semente, as suas diferenças de acordo com a espécie e como plantá-las.

Características de e tipos de Semente
Uma semente é constituída de três partes principais, a casca (ou tegumento), a reserva de nutrientes (endosperma) e o embrião que gerará a nova planta.

Exceto nas gimnospermas, plantas que possuem semente desprotegida por fruto e número de cotilédones randômico, as sementes das plantas vêm com um ou dois cotilédones, que são estruturas semelhantes a folhas com papel de nutrir a planta no começo de sua vida.

Devido a grande diferença entre as monocotiledôneas e dicotiledôneas essa é uma forma de dividir as plantas não gimnospermas em dois grandes grupos, que apresentam entre si diferenças estre suas sementes.
Segue alguma diferenças entre plantas de um ou dois cotilédones:

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Monocotiledôneas
São as plantas que apresentam raiz em forma de cabeleira (fasciculada), flores e frutos geralmente se dividem em ramificações múltiplas de três e possuem folhas paralelinérveas (as nervuras nas folhas são paralelas, como de uma folha de cana de açúcar). Quanto a semente, elas apresentam um embrião envolto em um cotilédone que também envolve a raiz embrionária (radícula) e a primeira gema (gêmula), possuem também o albúmen, que é a sua reserva de alimentos e o tegumento envolvendo-a. O milho é um bom exemplo se semente monocotiledônea.

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Dicotiledôneas
Possuem raízes em forma axial e folhas com nervuras em forma reticular, isso é, com uma nervura central de onde parte as outras, geralmente é o tipo de árvore mais comumente conhecido. Quanto a semente, elas possuem dois (ou mais algumas vezes) cotilédones que armazenam bastante energia para o crescimento inicial da planta, uma casca (tegumento) bastante espessa e um furo conhecido como micrópilo, por onde sairá a raiz da planta (usualmente planta-se essa semente com o micrópilo para baixo para facilitar o começo de sua vida).

Como escolher, preparar e cuidar de uma semente
Inicialmente devemos escolher a semente que iremos plantar, observe se é uma semente nova e saudável. Sementes machucadas, doentes, pálidas ou murchas são um péssimo sinal e provavelmente não brotarão. Se possível veja a “mãe” da semente, filhas de plantas com bom porte e bonitas geralmente possuem uma boa genética e se desenvolverão bem. Escolha bem a semente ao colhê-la, ou compre de um bom vendedor.

As plantas desenvolveram mecanismos diferentes entre si para garantirem que suas sementes sobrevivam, um desses mecanismos é a dormência da semente, ela tem como objetivo deixar a semente germinar apenas quando o clima for aparentemente favorável, porém quando se está criando uma planta em ambiente controlado pelo homem isso pode ser bem incômodo pois fará sua planta demorar a nascer. No caso de sementes que apresentem dormência é necessário “quebrar” sua dormência primeiro, geralmente banhos de água morna resolvem o problema (a planta pensa que são chuvas de verão). Verifique com o vendedor ao comprar sementes para uma planta que nunca criou se é o caso de tomar alguma atitude como esta, ou se está plantando alguma semente colhida, consulte detalhes sobre plantio do espécime em específico.

Escolher o recipiente e preparar o solo
Tendo em mãos agora uma semente fértil é hora de escolher onde ela será plantada, nessa parte tenha em mente que plantas de raízes tuberosas ou caules subterrâneos não são boas de serem transplantadas, logo devem ser plantadas direto no jardim final. Supondo que esse não seja o caso, utilize um recipiente (pode ser saco, vaso descartável, lata, etc) de tamanho proporcional ao tamanho que pretende que a planta esteja ao ser transportada, reaproveite recipientes apenas depois de lavá-los bem, para evitar proliferação de doenças.

Preencha o recipiente antes do plantio com solo semelhante ao de origem da planta, com a concentração de nutrientes devidamente balanceada. Utilize pouco adubo orgânico para diminuir a chance de micro-organismo “apodrecerem” a semente e capriche no fósforo e potássio nessa fase, deixe para adicionar bastante nitrogênio e adubo orgânico quando a planta estiver maior. Existem lojas que já vendem solo preparado caso você não queira se arriscar.

Como plantar a semente
Em caso de sementes maiores cave um pequeno buraco com o dedo com o tamanho de cerca de três vezes o da semente e enterre-a. Para sementes pequenas, apenas jogue-a sobre a terra fofa. Geralmente é aconselhável colocar pelo menos duas sementes para aumentar a chance de sucesso.

Cuidados com a plantícula
Não utilize água direto da torneira pois nessa fase a planta ainda é muito fraca para suportar o cloro, deixe a água no sol por algumas horas, como o cloro é um gás diluído, ele evaporará completamente. Regue de forma a manter o solo úmido, mas nunca encharque-o para evitar a aparição de fungos que podem matar a planta. Não esqueça de regar, obviamente a planta secará e morrerá, lembre-se que até cactos precisam de água, não muita, mas precisam.

Não exponha a planta ao sol direto, principalmente nos horários de incidência mais direta, as folhas ainda são poucas e muita frágeis, se forem queimadas pelo sol a planta não terá de onde tirar alimento. Porém deixe a planta sempre em lugar claro, senão também não fará fotossíntese e não crescerá.

Cuidados finais e transplante
Se você plantou mais de uma semente em cada saquinho (ou lata, tanto faz) e várias germinaram, quando as plantas começarem a ter um tamanho legal, com alguns pares de folhas, remova as mais fracas para outros vasos e deixe apenas uma por vaso. Se “a mais fraca” for realmente ruim, descarte-a, senão plante-a em outro vaso.

Fazer o transplante de plantas ainda pequenas é algo um pouco difícil pois temos que tomar cuidado para não partir as raízes ou mataremos a planta, aproveite para adicionar um pouco de adubo orgânico e nitrogênio no vaso para onde a planta estiver indo. Se estiver plantando-a já no solo, utilize formicida para evitar que formigas comam sua planta.

Se você seguiu e implementou esse artigo, provavelmente agora terá uma mudinha plantada.

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Estratificação – Passo-a-passo:

1) Ponha as sementes de molho em água (temperatura ambiente) por algumas horas (máximo 24 hs). Para sementes leves aguarde até que todas afundem. Em seguida coe e seque-as com um papel toalha. Neste passo as sementes já absorveram toda umidade necessária.

2) Você pode usar qualquer recipiente para estratificar as sementes: vaso, saquinho plástico, zip-lock, potinho de filme fotográfico, pote de margarina, devidamente limpos, e que possam ser lacrados (pois o ambiente da geladeira tem muitos fungos).

3) Misture as sementes com um pouco de substrato levemente úmido (areia, vermiculita ou terra comum de jardim) pode-se também simplesmente enrolar as sementes em papel toalha úmido, é igualmente efetivo. Ponha substrato + sementes no recipiente, feche e leve à parte mais fria da geladeira pelo tempo indicado (normalmente é a parte das verduras ou das cervejas). Outra forma de se estratificar é não utilizando substrato algum: apenas as sementes úmidas, nesse caso utilize um zip-lock ou saco plástico pequeno para não ter muito ar e haver risco de bolor.

4) O sinal de que estratificação está completa é quando um número razoável de sementes começa a eclodir na geladeira. Isso significa que a dormência foi quebrada apropriadamente. Autores indicam a eclosão de pelo menos 15%. Do contrário mantenha-as até o tempo máximo (conforme instruções que vão em anexo à sementes). O tempo necessário é proporcional à temperatura da geladeira. Se apenas uma ou outra germinar antes do tempo deverá ser retirada e plantada à sombra.

5) Finalmente retire as sementes e semeie-as em substrato rico em húmus e à sombra, aguarde eclosão em 15-30 dias.

Considerações Importantes:
Umidade: Não deixe as sementes úmidas demais. Na dúvida, é melhor tender ao seco do que ao encharcado. Temperatura: 1-3°C, geladeira. Não deixar congelar.
Assepsia: É importante que o recipiente esteja limpo, assim como o substrato (caso use), sem risco de fungos.

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CAPSULAS

Um jeito simples, barato e eficiente de armazenar sementes de orquídeas:

1º Passo. É importante que o fruto esteja maduro, já entrando em processo de senescência, ou seja, amarelando no local das cicatrizes da soldadura dos 3 lóculos vestigiais, ou já parcialmente, pois isto é um indicativo de que as sementes já se encontram relativamente secas. A literatura menciona cerca de 6 % de umidade em base seca nesta fase.

2º Passo. Com uma boa observação das características supracitadas, basta abrir o fruto em cima d e uma folha de papel toalha e entornar as sementes, quanto menos se raspar o fruto para retirar as sementes de seu interior melhor, pois diminui o risco de ir junto algum resíduo de polpa com um teor de umidade maior, o que facilitaria a decomposição.
As sementes colhidas numa fase adequada, e é claro se viáveis (com embrião sadio), praticamente não ficam a deriva no ar, justamente por estarem mais densas (fotos abaixo).

3º Passo. Agora é só dobrar a folha de papel toalha, fazendo desta um envelope. Ao longo de todo processo é importante que o ambiente, assim como o material, esteja seco, ou seja, num dia chuvoso é conveniente fechar alguma janela que dê passagem ao ar mais úmido vindo de fora da casa, certificar-se se não caiu gotas d’água no papel toalha após se lavar as mãos, e outras coisas deste tipo.

4º Passo. Identificar o cruzamento, com a respectiva data de coleta e início de armazenamento do material.

5º Passo. Colocar dentro de um saquinho e fechar com um nó para não entrar tanta umidade da geladeira. Um por cruzamento, de preferência, para se evitar a contaminação de sementes em outro cruzamento.

6º Passo. Guardar na geladeira na regulagem em que esteja habituado a utilizar em casa, evitar algum compartimento na porta da mesma, pois nestes as sementes estarão sujeitas a uma maior oscilação de temperatura, o que não é adequado.

Tenho sementes que foram armazenadas por até 3 anos deste modo e que permanecem com poder de germinação semelhantes (para não dizer com o mesmo) de quando as sementes eram novas. Não precisa de sílica gel para absorver umidade, só tomando precauções de você não iniciar o armazenamento das sementes com excesso de umidade, assim como evitar que estas não entrem em contato com a umidade da geladeira já é suficiente.

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semente de feijão

Sementes são organismos vivos. Para que germinem com máximo percentual observe alguns itens básicos:

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Recipiente: O recipiente usado para germinar sementes é chamado de “sementeira”. Utilize qualquer recipiente que tenha disponível, pode ser um vaso, uma jardineira, um caixote. Evite apenas recipientes muito pequenos, estes secam muito rápido.

Substrato - Substrato é basicamente o “solo” utilizado. O termo substrato é mais adequado visto que muitas misturas para plantas não contém solo mineral propriamente. No mercado existem substratos próprios para germinação, são ideais, já vêm esterilizados e com nutrientes na medida certa. Outros que podem ser utilizados são Casca de Pinus compostada de granulação fina, vermiculita, casca de arroz carbonizada, pertlita, etc.. são igualmente limpos e ideais. JAMAIS utilize fibra de coco e xaxim, são muito ácidos. Como nem sempre encontramos estes substratos ideais à venda nas cidades, por serem eles mais usados na agricultura, utilize então qualquer solo de textura média, do seu jardim mesmo, ele não deve encharcar ou secar muito rápido, nem se compactar facilmente (como barro).
Uma boa mistura é a de areia e terra vegetal em partes iguais. Neste caso precisaremos esterilizá-lo Algumas espécies podem exigir um solo específico, sendo o caso estará descrito nas instruções que acompanham as sementes.

Higiene - Os substratos comerciais já vêm esterilizados. Mas se utilizar misturas de solo é altamente recomendado esterilizar. Fungos e bactérias costumam apodrecer as sementes antes mesmo que elas tenham a chance de germinar, são tão os responsáveis pelo “damping off” (apodrecimento de raiz em mudas jovens), assim a higiene da terra não apenas assegura a correta germinação das sementes como proporcionará plantas mais saudáveis.
- Coloque o solo em um tabuleiro velho (pois poderá manchar) e leve ao forno por 30 a 60 min. Para sementes de espécies nativas ou aclimatadas essa higiene não é necessária, pois estas espécies já possuem grande resistência aos fungos e bactérias encontrados em solos brasileiros.

Profundidade em que se deve semear - A profundidade ideal é de 2 a 3 vezes o tamanho da semente. Por exemplo, sementes de baobá têm aproximadamente 1 cm, logo a profundidade ideal para enterrá-la é de 2 a 3 cm. Sementes muito pequenas costuma-se não enterrar, mas apenas distribuí-las sobre o substrato úmido.

Qualidade da água – Use sempre a água mais pura que dispuser e evite ao máximo a clorada, pois o cloro é nocivo as pequenas plantas.

Umidade - A regra é manter o substrato da sementeira sempre úmido até a germinação. Quando o substrato seca as sementes abortam o processo de eclosão (inclusive as de plantas desérticas). Isso é válido sobretudo para sementes menores, enquanto que as maiores de 0,5cm podem até tolerar uma pequena falta de água. Após germinação a umidade deve ser reduzida, conforme as exigências de cada espécie.

Luminosidade - O ideal para sementes é aquele local claro mas sem sol direto. Sol do meio-dia em pleno verão nem pensar. Algumas sementes exigem um pouco de sol, isto estará indicado nas instruções, mas providencie apenas o sol da manhã (até 10 hs) se for verão, e durante o inverno dependendo da região a sementeira poderá ficar ao sol pleno.

Proteção - Para sementes muito pequenas providencie proteção contra chuva e sol, estas são mais sensíveis. E regue com o auxilio de um pulverizador, para que elas não sejam deslocadas, caso isso aconteça, pode comprometer a germinação.

Temperatura - Algumas sementes exigem temperaturas específicas para germinação. Por exemplo, as sementes que exigem temperatura mais amena podem ser semeadas no outono, inverno ou primavera, e a sementeira deixada em local mais fresco. Do lado oposto há espécies que exigem calor, sobretudo as tropicais, assim semear nas épocas mais quentes do ano é aconselhado, e estando fora da época providenciar um local mais quente como dentro de casa ou uma estufa. Há também aquelas que exigem estratificação, que é basicamente uma simulação de inverno.

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sementes
As sementes são a forma principal de reprodução da maioria das plantas e seu plantio é uma das formas comumente usadas para se começar um jardim, vaso de flores ou outras formas de criação de planta. Embora seja mais prático muitas vezes comprar uma muda já crescida, forma que será abordada em outro artigo, criar a sua própria planta desde o início pode ser uma alternativa que além de mais econômica também seja mais gratificante, tanto pelo fato de acompanharmos todo o crescimento da planta, quanto pelo fato que alguns produtores comerciais não terem todo o cuidado necessário, importando-se só com o lucro, e não entregarem uma planta tão boa quanto podemos criar em casa. Nesse artigo abordaremos os elementos que compõe uma semente, as suas diferenças de acordo com a espécie e como plantá-las.

Características de e tipos de Semente
Uma semente é constituída de três partes principais, a casca (ou tegumento), a reserva de nutrientes (endosperma) e o embrião que gerará a nova planta.

Exceto nas gimnospermas, plantas que possuem semente desprotegida por fruto e número de cotilédones randômico, as sementes das plantas vêm com um ou dois cotilédones, que são estruturas semelhantes a folhas com papel de nutrir a planta no começo de sua vida.

Devido a grande diferença entre as monocotiledôneas e dicotiledôneas essa é uma forma de dividir as plantas não gimnospermas em dois grandes grupos, que apresentam entre si diferenças estre suas sementes. Segue alguma diferenças entre plantas de um ou dois cotilédones:

Monocotiledôneas
São as plantas que apresentam raiz em forma de cabeleira (fasciculada), flores e frutos geralmente se dividem em ramificações múltiplas de três e possuem folhas paralelinérveas (as nervuras nas folhas são paralelas, como de uma folha de cana de açúcar). Quanto a semente, elas apresentam um embrião envolto em um cotilédone que também envolve a raiz embrionária (radícula) e a primeira gema (gêmula), possuem também o albúmen, que é a sua reserva de alimentos e o tegumento envolvendo-a. O milho é um bom exemplo se semente monocotiledônea.

Dicotiledôneas
Possuem raízes em forma axial e folhas com nervuras em forma reticular, isso é, com uma nervura central de onde parte as outras, geralmente é o tipo de árvore mais comumente conhecido. Quanto a semente, elas possuem dois (ou mais algumas vezes) cotilédones que armazenam bastante energia para o crescimento inicial da planta, uma casca (tegumento) bastante espessa e um furo conhecido como micrópilo, por onde sairá a raiz da planta (usualmente plantamos essa semente com o micrópilo para baixo para facilitar o começo de sua vida).

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