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  • Archive for the ‘Sementes e bulbos’ category

    CAPSULAS

    Um jeito simples, barato e eficiente de armazenar sementes de orquídeas:

    1º Passo. É importante que o fruto esteja maduro, já entrando em processo de senescência, ou seja, amarelando no local das cicatrizes da soldadura dos 3 lóculos vestigiais, ou já parcialmente, pois isto é um indicativo de que as sementes já se encontram relativamente secas. A literatura menciona cerca de 6 % de umidade em base seca nesta fase.

    2º Passo. Com uma boa observação das características supracitadas, basta abrir o fruto em cima d e uma folha de papel toalha e entornar as sementes, quanto menos se raspar o fruto para retirar as sementes de seu interior melhor, pois diminui o risco de ir junto algum resíduo de polpa com um teor de umidade maior, o que facilitaria a decomposição.
    As sementes colhidas numa fase adequada, e é claro se viáveis (com embrião sadio), praticamente não ficam a deriva no ar, justamente por estarem mais densas (fotos abaixo).

    3º Passo. Agora é só dobrar a folha de papel toalha, fazendo desta um envelope. Ao longo de todo processo é importante que o ambiente, assim como o material, esteja seco, ou seja, num dia chuvoso é conveniente fechar alguma janela que dê passagem ao ar mais úmido vindo de fora da casa, certificar-se se não caiu gotas d’água no papel toalha após se lavar as mãos, e outras coisas deste tipo.

    4º Passo. Identificar o cruzamento, com a respectiva data de coleta e início de armazenamento do material.

    5º Passo. Colocar dentro de um saquinho e fechar com um nó para não entrar tanta umidade da geladeira. Um por cruzamento, de preferência, para se evitar a contaminação de sementes em outro cruzamento.

    6º Passo. Guardar na geladeira na regulagem em que esteja habituado a utilizar em casa, evitar algum compartimento na porta da mesma, pois nestes as sementes estarão sujeitas a uma maior oscilação de temperatura, o que não é adequado.

    Tenho sementes que foram armazenadas por até 3 anos deste modo e que permanecem com poder de germinação semelhantes (para não dizer com o mesmo) de quando as sementes eram novas. Não precisa de sílica gel para absorver umidade, só tomando precauções de você não iniciar o armazenamento das sementes com excesso de umidade, assim como evitar que estas não entrem em contato com a umidade da geladeira já é suficiente.

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    semente de feijão

    Sementes são organismos vivos. Para que germinem com máximo percentual observe alguns itens básicos:

    semendo-em-vasos
    Recipiente: O recipiente usado para germinar sementes é chamado de “sementeira”. Utilize qualquer recipiente que tenha disponível, pode ser um vaso, uma jardineira, um caixote. Evite apenas recipientes muito pequenos, estes secam muito rápido.

    Substrato - Substrato é basicamente o “solo” utilizado. O termo substrato é mais adequado visto que muitas misturas para plantas não contém solo mineral propriamente. No mercado existem substratos próprios para germinação, são ideais, já vêm esterilizados e com nutrientes na medida certa. Outros que podem ser utilizados são Casca de Pinus compostada de granulação fina, vermiculita, casca de arroz carbonizada, pertlita, etc.. são igualmente limpos e ideais. JAMAIS utilize fibra de coco e xaxim, são muito ácidos. Como nem sempre encontramos estes substratos ideais à venda nas cidades, por serem eles mais usados na agricultura, utilize então qualquer solo de textura média, do seu jardim mesmo, ele não deve encharcar ou secar muito rápido, nem se compactar facilmente (como barro).
    Uma boa mistura é a de areia e terra vegetal em partes iguais. Neste caso precisaremos esterilizá-lo Algumas espécies podem exigir um solo específico, sendo o caso estará descrito nas instruções que acompanham as sementes.

    Higiene - Os substratos comerciais já vêm esterilizados. Mas se utilizar misturas de solo é altamente recomendado esterilizar. Fungos e bactérias costumam apodrecer as sementes antes mesmo que elas tenham a chance de germinar, são tão os responsáveis pelo “damping off” (apodrecimento de raiz em mudas jovens), assim a higiene da terra não apenas assegura a correta germinação das sementes como proporcionará plantas mais saudáveis.
    - Coloque o solo em um tabuleiro velho (pois poderá manchar) e leve ao forno por 30 a 60 min. Para sementes de espécies nativas ou aclimatadas essa higiene não é necessária, pois estas espécies já possuem grande resistência aos fungos e bactérias encontrados em solos brasileiros.

    Profundidade em que se deve semear - A profundidade ideal é de 2 a 3 vezes o tamanho da semente. Por exemplo, sementes de baobá têm aproximadamente 1 cm, logo a profundidade ideal para enterrá-la é de 2 a 3 cm. Sementes muito pequenas costuma-se não enterrar, mas apenas distribuí-las sobre o substrato úmido.

    Qualidade da água – Use sempre a água mais pura que dispuser e evite ao máximo a clorada, pois o cloro é nocivo as pequenas plantas.

    Umidade - A regra é manter o substrato da sementeira sempre úmido até a germinação. Quando o substrato seca as sementes abortam o processo de eclosão (inclusive as de plantas desérticas). Isso é válido sobretudo para sementes menores, enquanto que as maiores de 0,5cm podem até tolerar uma pequena falta de água. Após germinação a umidade deve ser reduzida, conforme as exigências de cada espécie.

    Luminosidade - O ideal para sementes é aquele local claro mas sem sol direto. Sol do meio-dia em pleno verão nem pensar. Algumas sementes exigem um pouco de sol, isto estará indicado nas instruções, mas providencie apenas o sol da manhã (até 10 hs) se for verão, e durante o inverno dependendo da região a sementeira poderá ficar ao sol pleno.

    Proteção - Para sementes muito pequenas providencie proteção contra chuva e sol, estas são mais sensíveis. E regue com o auxilio de um pulverizador, para que elas não sejam deslocadas, caso isso aconteça, pode comprometer a germinação.

    Temperatura - Algumas sementes exigem temperaturas específicas para germinação. Por exemplo, as sementes que exigem temperatura mais amena podem ser semeadas no outono, inverno ou primavera, e a sementeira deixada em local mais fresco. Do lado oposto há espécies que exigem calor, sobretudo as tropicais, assim semear nas épocas mais quentes do ano é aconselhado, e estando fora da época providenciar um local mais quente como dentro de casa ou uma estufa. Há também aquelas que exigem estratificação, que é basicamente uma simulação de inverno.

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    sementes
    As sementes são a forma principal de reprodução da maioria das plantas e seu plantio é uma das formas comumente usadas para se começar um jardim, vaso de flores ou outras formas de criação de planta. Embora seja mais prático muitas vezes comprar uma muda já crescida, forma que será abordada em outro artigo, criar a sua própria planta desde o início pode ser uma alternativa que além de mais econômica também seja mais gratificante, tanto pelo fato de acompanharmos todo o crescimento da planta, quanto pelo fato que alguns produtores comerciais não terem todo o cuidado necessário, importando-se só com o lucro, e não entregarem uma planta tão boa quanto podemos criar em casa. Nesse artigo abordaremos os elementos que compõe uma semente, as suas diferenças de acordo com a espécie e como plantá-las.

    Características de e tipos de Semente
    Uma semente é constituída de três partes principais, a casca (ou tegumento), a reserva de nutrientes (endosperma) e o embrião que gerará a nova planta.

    Exceto nas gimnospermas, plantas que possuem semente desprotegida por fruto e número de cotilédones randômico, as sementes das plantas vêm com um ou dois cotilédones, que são estruturas semelhantes a folhas com papel de nutrir a planta no começo de sua vida.

    Devido a grande diferença entre as monocotiledôneas e dicotiledôneas essa é uma forma de dividir as plantas não gimnospermas em dois grandes grupos, que apresentam entre si diferenças estre suas sementes. Segue alguma diferenças entre plantas de um ou dois cotilédones:

    Monocotiledôneas
    São as plantas que apresentam raiz em forma de cabeleira (fasciculada), flores e frutos geralmente se dividem em ramificações múltiplas de três e possuem folhas paralelinérveas (as nervuras nas folhas são paralelas, como de uma folha de cana de açúcar). Quanto a semente, elas apresentam um embrião envolto em um cotilédone que também envolve a raiz embrionária (radícula) e a primeira gema (gêmula), possuem também o albúmen, que é a sua reserva de alimentos e o tegumento envolvendo-a. O milho é um bom exemplo se semente monocotiledônea.

    Dicotiledôneas
    Possuem raízes em forma axial e folhas com nervuras em forma reticular, isso é, com uma nervura central de onde parte as outras, geralmente é o tipo de árvore mais comumente conhecido. Quanto a semente, elas possuem dois (ou mais algumas vezes) cotilédones que armazenam bastante energia para o crescimento inicial da planta, uma casca (tegumento) bastante espessa e um furo conhecido como micrópilo, por onde sairá a raiz da planta (usualmente plantamos essa semente com o micrópilo para baixo para facilitar o começo de sua vida).

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    Escolher a semente e prepará-la
    Inicialmente devemos escolher a semente que iremos plantar, observe se é uma semente nova e saudável. Sementes machucadas, doentes, pálidas ou murchas são um péssimo sinal e provavelmente não brotarão. Se possível veja a “mãe” da semente, filhas de plantas com bom porte e bonitas geralmente possuem uma boa genética e se desenvolverão bem. Escolha bem a semente ao colhê-la, ou compre de um bom vendedor.

    As plantas desenvolveram mecanismos diferentes entre si para garantirem que suas sementes sobrevivam, um desses mecanismos é a dormência da semente, ela tem como objetivo deixar a semente germinar apenas quando o clima for aparentemente favorável, porém quando se está criando uma planta em ambiente controlado pelo homem isso pode ser bem incômodo pois fará sua planta demorar a nascer. No caso de sementes que apresentem dormência é necessário “quebrar” sua dormência primeiro, geralmente banhos de água morna resolvem o problema (a planta pensa que são chuvas de verão). Verifique com o vendedor ao comprar sementes para uma planta que nunca criou se é o caso de tomar alguma atitude como esta, ou se está plantando alguma semente colhida, consulte detalhes sobre plantio do espécime em específico.

    Escolher o recipiente e preparar o solo
    Tendo em mãos agora uma semente fértil é hora de escolher onde ela será plantada, nessa parte tenha em mente que plantas de raízes tuberosas ou caules subterrâneos não são boas de serem transplantadas, logo devem ser plantadas direto no jardim final. Supondo que esse não seja o caso, utilize um recipiente (pode ser saco, vaso descartável, lata, etc) de tamanho proporcional ao tamanho que pretende que a planta esteja ao ser transportada, reaproveite recipientes apenas depois de lavá-los bem, para evitar proliferação de doenças.

    Preencha o recipiente antes do plantio com solo semelhante ao de origem da planta, com a concentração de nutrientes devidamente balanceada (veja nosso artigo “Adubos e Fertilizantes”). Utilize pouco adubo orgânico para diminuir a chance de micro-organismo “apodrecerem” a semente e capriche no fósforo e potássio nessa fase, deixe para adicionar bastante nitrogênio e adubo orgânico quando a planta estiver maior. Existem lojas que já vendem solo preparado caso você não queira se arriscar.

    Como plantar a semente
    Em caso de sementes maiores cave um pequeno buraco com o dedo com o tamanho de cerca de três vezes o da semente e enterre-a. Para sementes pequenas, apenas jogue-a sobre a terra fofa. Geralmente é aconselhável colocar pelo menos duas sementes para aumentar a chance de sucesso.

    Cuidados com a plantícula
    Não utilize água direto da torneira pois nessa fase a planta ainda é muito fraca para suportar o cloro, deixe a água no sol por algumas horas, como o cloro é um gás diluído, ele evaporará completamente. Regue de forma a manter o solo úmido, mas nunca encharque-o para evitar a aparição de fungos que podem matar a planta. Não esqueça de regar, obviamente a planta secará e morrerá, lembre-se que até cactus precisam de água, não muita, mas precisam.

    Não exponha a planta ao sol direto, principalmente nos horários de incidência mais direta, as folhas ainda são poucas e muita frágeis, se forem queimadas pelo sol a planta não terá de onde tirar alimento. Porém deixe a planta sempre em lugar claro, senão também não fará fotossíntese e não crescerá.

    Cuidados finais e transplante
    Se você plantou mais de uma semente em cada saquinho (ou lata, tanto faz) e várias germinaram, quando as plantas começarem a ter um tamanho legal, com alguns pares de folhas, remova as mais fracas para outros vasos e deixe apenas uma por vaso. Se “a mais fraca” for realmente ruim, descarte-a, senão plante-a em outro vaso.

    Fazer o transplante de plantas ainda pequenas é algo um pouco difícil pois temos que tomar cuidado para não partir as raízes ou mataremos a planta, aproveite para adicionar um pouco de adubo orgânico e nitrogênio no vaso para onde a planta estiver indo. Se estiver plantando-a já no solo, utilize formicida para evitar que formigas comam sua planta.

    Se você seguir esse artigo, provavelmente agora terá uma mudinha plantada.

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    frésia vermelha

    A maioria das plantas têm as raízes saindo diretamente do caule. Outras têm uma espécie de “cebola”, chamada de bulbo.

    São órgãos de reserva que permitem ao embrião sobreviver durante o tempo de dormência antes de desabrochar novamente.
    Têm grande durabilidade e podem sobreviver por longo tempo, brotando anualmente. Isto acontece porque se trata de um processo vegetativo que torna possível o cultivo e a produção de mais exemplares.
    Podemos adquirir em floriculturas plantas bulbosas já desenvolvidas ou podemos adquirir os bulbos para plantio em vaso.

    O bulbo nada mais é que um talo comprimido com uma parte basal de onde se desenvolvem raízes.

    No bulbo está contida uma gema embrionária que pode desenvolver folhas e flores, protegida por uma série de folhas carnosas ou secas.

    O exemplo mais simples é a cebola e o alho.

    O tipo de bulbo do alho é chamado de tunicado, pois as folhas que o envolvem parecem uma veste.

    Plantas bulbosas ornamentais
    São plantas bulbosas ornamentais o amarílis (Hippeastrum) , o Narcisus, o lírio (Lillium), o Oxalis,  o lírio-de-natal (Scadoxus), as perfumadas frésias (Freesia) e o pequeno lírio-de-vento (Zephyranthes), entre tantas outras.

    Também são chamadas de bulbosas as planta que tem uma espécie de bulbo, como na Palma-de-santa-rita (Gladiolus).

    O cormo desenvolve-se na base do talo e sua estrutura é feita de escamas finas parecendo membranáceas. Renova-se a cada ano e junto ao principal formam-se pequenos cormos que podem dar origem a outras plantas.

    Plantio das plantas de bulbo
    Para cultivar estas plantas não necessitamos de grandes espaços.

    Algumas se desenvolvem bem em interiores, assim que para apartamentos  e jardins de sacadas as plantas bulbosas são uma excelente opção para ter em casa.

    O único inconveniente é que durante seu período de dormência não teremos flores nem folhagem.

    Ao planejar o espaço, coloque além das bulbosas algumas plantas de folhagens decorativas e de florações em épocas diferentes, assim a decoração não será prejudicada.

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    bulbos-de-flores

    Bulbos de flores podem ser plantados no jardim ou mantidas em espaços interiores e forçadas a florescer. De qualquer modo, eles oferecem flores belas, coloridas e cheirosas, que acrescentam qualquer jardim ou casa. Se você estiver planejando plantar bulbos de flores, aqui vão algumas dicas.
    * Bulbos de flores são na verdade pequenas plantas. Tudo o que precisam para prosperar e florescer está contido dentro dos pequenos bulbos. Se você abrir um, você verá uma pequena gema com um sistema foliar intacto. Todos os alimentos de que necessitam para começar a crescer também estão contidos no bulbo.

    * Existem dois tipos principais dos bulbos de flores; os de floração na primavera e no verão. Na floração da primavera os botões são em forma de coração e podem resistir ao frio do inverno e temperaturas congelantes, enquanto que no verão os bulbos são mais delicados.

    * A maioria dos bulbos primavera são perenes, e vão voltar a florescer ano após ano, sem muito trabalho de sua parte. Os bulbos de verão só vão durar uma única temporada, a menos que você os cave e armazene em espaços interiores para o inverno, replantando eles após a última geada da temporada.

    * Os bulbos de primavera, incluindo as tulipas e narcisos, devem ser plantados no outono, pelo menos seis semanas antes da geada esperada. A profundidade do buraco deve medir cerca de duas vezes o comprimento do bulbo. Um plantador de bulbo pode ser adquirido para tornar esta tarefa um pouco mais fácil, mas isso está longe de ser uma ferramenta necessária.

    * Bulbos maiores muitas vezes produzem flores maiores e mais perfumadas, embora este não é sempre o caso. Leia os rótulos cuidadosamente para que você saiba que tamanho as flores vão ter, e quanto de espaço você precisa para plantar os bulbos.

    * Comprar bulbos a granel pode ser muito menos caro do que comprar apenas alguns bulbos. Isto é especialmente verdadeiro na compra de bulbos de flores através de catálogos por correspondência. Se você só precisa de um número reduzido de bulbos.

    * Outra forma de baixar o preço dos bulbos é comprar sacos de bulbos mistos. Você obterá uma variedades de flores e cores que vão iluminar o seu jardim, e serão muito menos caros do que comprar os bulbos em separado.

    * Lojas de jardinagem freqüentemente tem ofertas no fim da época de plantio. Este é um grande momento para obter bulbos de flores contanto que você esteja pronto para plantá-las imediatamente.

    * Após comprar os bulbos de flores, eles devem ser plantados o mais rápido possível. Uma vez que eles são plantas contidas em si próprias, eles precisam de água e solo para se manter saudável e florescer. Se você precisar armazenar bulbos de flores, mantenha-os em um local fresco e seco. Você pode plantá-los em espaços interiores em vasos de plantas também, utilizando solo arenoso que os mantêm agradáveis e úmidos.

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    Sementes de Grevillea robusta
    Enquanto você pode comprar quase qualquer tipo de flores ou plantas que já foram plantadas em uma estufa ou jardim, há algo muito gratificante sobre como criar seu próprio jardim a partir de sementes. Assim que tiver decidido fazer este percurso, você tem uma infinidade de opções de onde comprar suas sementes.

    Dicas gerais de compra de sementes de flores
    1 – Idade das Sementes - Sempre que possível, compre sementes novas, frescas. Embora algumas variedades vão durar muito tempo, outras são perecíveis. Sementes do ano passado, apesar de mais baratas, também são menos confiáveis.

    2 – Número de Sementes- Planeje o seu jardim por seções, e meça de cada uma. Ao comprar sementes de flores, anote as instruções de plantio na parte de trás da embalagem. Estas irão lhe dizer em que distância plantar as sementes, para que você saiba quantas você precisa para o seu espaço.

    3 – Condições do Jardim - Quando estiver planejando o seu jardim, anote também as condições de crescimento. Algumas seções terão mais sol ou sombra do que outras, e uma ponta de seu jardim pode ter uma melhor drenagem do solo do que as outras. Iguale as condições de cultivo das sementes com o estado de cada seção do seu jardim.

    4 – Tipo de Flor- As chances são de que você já tenha alguma idéia de como você quer que o seu canteiro de flores fique quando estas brotarem e crescerem. Para um jardim que se floresce o ano todo, escolha diferentes tipos que crescem em épocas diferentes. Também é bom comprar uma boa seleção de sementes anuais e permanentes.

    Onde comprar sementes de flores
    Na primavera, as sementes de flores estão disponíveis em quase qualquer loja que você vá, de lojas de ferragem até mercearia. Aqui estão alguns bons lugares para se procurar sementes de flores, não importa a época do ano.

    1 – Viveiros - Viveiros de plantas são um excelente lugar para se comprar tanto as suas sementes de flores quanto falar com os peritos que irão guiá-lo em suas escolhas. Embora geralmente viveiros sejam especializados em plantas que tenham sido plantadas em potes e vasos, você também encontrará uma grande variedade de sementes para você escolher.

    2 – Catálogos de sementes - Grandes empresas de sementes geralmente têm catálogos sazonais que elas enviam por correio a membros e assinantes. Catálogos são ótimos para sementes de espécies específicas de flores, híbridas, exóticas ou difíceis de encontrar.

    3 – Online - Com a era da Internet, é fácil encontrar as suas empresas de sementes favoritas online, e a maioria delas têm os seus catálogos disponíveis para visualizar diretamente do seu computador. Você também pode encomendar suas sementes e tê-las entregues no conforto de sua casa. A única desvantagem para este tipo de semente de flor é o grande volume de sementes disponíveis. É fácil tornar-se dominado pela seleção.

    4 – Sociedades de jardinagem – Grupos de jardinagem, sociedades hortícolas, flores e outros grupos de adeptos muitas vezes fazem trocas de sementes, ou vendem a partir das suas plantas existentes. Se existem jardins públicos em sua área, verifique se eles coordenam este tipo de grupo. Caso contrário, procure na lista telefônica.

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    Calla

    Mais conhecido pelas flores brancas, o copo-de-leite já é capaz de proporcionar colorido e volume aos jardins

    O gênero Zantedeschia pertence à família das Aráceas (a mesma do antúrio e do lírio-da-paz). O copo-de-leite colorido apresenta cores, que vão do amarelo, passando pelo laranja e chegando ao lilás.

    Reprodução do copo-de-leite
    Os copos-de-leite se reproduzem por meio de separação de bulbilhos. Tanto em vasos como em canteiros, os copos-de-leite precisam ser plantados em local que receba sol pleno somente durante a metade do dia, pois não suportam calor direto durante todo o dia. Assim, se no local a ser plantado houver incidência de sol pela manhã, é melhor providenciar uma proteção contra o sol da tarde, ou vice-versa.

    Em épocas de insolação forte, como no verão, é melhor providenciar sombra. O uso de telas para sombreamento ou de ventos naturais ajuda a manter a temperatura mais amena. Além disso, esse procedimento pode reduzir a incidência da bactéria erwinia. A aplicação de serragem ou bagaço de cana como cobertura morta no canteiro, na camada de 8 a 10 cm, também contribui para diminuir a temperatura do solo e manter a umidade mais constante.

    Pode ser cultivado em locais protegidos do vento, a pleno sol ou a meia-sombra, em vasos ou canteiros rente a muros, ou ainda formando conjuntos em terra com muita matéria-orgânica e umidade constante, mas sem excessos.

    Como não tolera encharcamento, não deve ser plantado em épocas de chuvas. Caso contrário é necessário que o solo tenha boa drenagem, preferencialmente do tipo arenoso. Em substrato ideal, a rega pode ser feita duas vezes por semana. Além da atenção com a umidade dos bulbos, é preciso ter outros cuidados, como remover a terra aderida aos bulbos antes de realizar outros plantios que, em canteiros, deve ser feito respeitando-se o espaçamento ideal, de 20 cm entre bulbos.

    As flores se abrem cerca de 60 a 90 dias após o plantio dos bulbos e se mantém florida por cerca de 30 a 40 dias. Uma das razões para o sucesso dessa planta é justamente sua durabilidade em vasos e arranjos florais.

    A planta é herbácea e atinge até 90 cm de altura. O copo-de-leite floresce o ano todo, desde que plantado em solo fértil e receba proteção contra o excesso de sol. Para iniciar uma produção, recomenda-se adquirir bulbos de empresas especializadas.

    Alerta
    Um limitante para o cultivo do copo-de-leite é a temperatura noturna mais baixa, muito comum no estado de São Paulo, com altitude a partir de 900 metros.

    Tóxica
    Todas as partes da planta são tóxicas por possuírem oxalato de cálcio. A ingestão e contato podem causar sensação de queimação, edema nos lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia. O contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

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    Flor Arlequim (Sparaxis tricolor)

    Flor-Arlequim (Spaaxis tricolor), é também chamada simplesmente de Arlequim.

    Há uma certa contradição sobre a origem da planta, sendo que alguns citam como sendo a América do Sul e outros como sendo a África do Sul o local de origem da Flor Arlequim.

    Pertence à família das Iridáceas (Iridaceae), sendo parente do Açafrão. Suas flores são sempre de três cores, por isto o nome Sparaxis tricolor, variando do vermelho, laranja, rosa, branco, lilás, com um centro amarelo coroado por uma área sombreada marrom bem escuro. O centro e a área marrom são iguais em todas as flores, variando apenas a tonalidade das pétalas.

    A Flor Arlequim reproduz-se através da divisão de bulbos, sendo estes perenes. Devem ser enterrados a uma profundidade de 2 a 4 cm, com um espaçamento de 5 cm, sendo seu plantio ideal em fins do inverno e princípios da primavera. O solo deve ser bem drenado, pois o excesso de água pode apodrecer os bulbos, matando a planta. Mas as regas devem ser constantes para manter o solo sempre úmido, principalmente após o plantio. Gosta de qualquer tipo de solo, adaptando-se desde os solos arenosos e pobres até os mais ricos em húmus.

    Necessita de sol pleno para um bom desenvolvimento, apesar de tolerar ambientes à meia sombra. A Flor Arlequim tem folhas retas que lembram lanças, disposta de forma a lembrar um leque meio aberto. A planta atinge uma altura que varia de 30 a 60 cm. É apropriada para canteiro, divisas, jardins de pedra, mas tem melhor aspecto visual se plantadas em grandes grupos.

    As flores aparecem na primavera e princípio do verão, são hermafroditas e compostas por 6 pétalas unidas na base que tem forma tubular. Surge uma haste onde as flores ficam dispostas de forma a lembrar uma espiga. A durabilidade da flor é curta, mas mal uma aparece já outra se prepara para abrir também, fazendo com que a presença de flores seja constante.

    Após o aparecimento das flores, temos os frutos em forma de cápsulas divididas em 3 gomos, que darão origem às sementes – outra maneira de reproduzir estas plantas. Caso queira reproduzi-la por sementes, a semeadura deve ser feita no outono.

    Em fins do verão toda a planta desaparece, restando apenas os bulbos, passando por um período de dormência. Em fins do inverno voltam a brotar. Portanto, a Sparaxis Tricolor ou Flor Arlequim é uma planta de ciclo anual. Durante o período de dormência da planta, os bulbos podem ser desenterrados e armazenados em local seco e protegido do calor, mantendo sempre um pouco de terra junto aos bulbos. As geadas podem matar a planta, sendo recomendado protegê-la no inverno.

    Entre 4 e 5 anos, deve-se desenterrar os bulbos e eliminar os que se desenvolveram demasiado, voltando a replantar os bulbos.

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    gladiolus callianthus

    Seu nome científico é Gladiolus callianthus, mas também é conhecida por Acidanthera bicolor.

    Esta planta, como a maioria dos Gladiolus, é originária do continente africano, da Etiópia e Madagascar. Há alguns gladiolus originários também da Eurásia.

    Ao plantar o bulbo do Gladiolus callianthus deve-se ter alguma paciência, pois demoram até dois anos para florir. Em plena Primavera é a época para plantar os bulbos, numa distância de 12 cm um do outro e a uma profundidade de 10 cm. Já no Outono, quando a planta entra em dormência, os bulbos podem ser recolhidos e armazenados em local seco com temperatura entre 10 e 13ºC, em local ventilado, sendo replantados na Primavera novamente.

    Primeiro de tudo surgem as folhas em forma de lanças ou espadas. As flores surgem no Verão pleno ou mesmo no final do Verão. Para antecipar o florescimento, durante o Inverno, pode-se abrigar os bulbos em um vaso em local abrigado, transferindo-os para local definitivo na Primavera sem retirá-los totalmente da terra durante o transplante. As flores aparecem até meados do Outono. A planta chega a atingir uma altura entre 70 e 90 cm.

    Não formam cachos de flores, como outros gladíolos, abrindo uma flor de cada vez. Possuem um perfume intenso, principalmente durante a noite. São ideais para jardins de cheiro, bordaduras, floreiras e para corte. Suas flores são predominantemente brancas, com um miolo de cor escura em um tom ferrugem.

    Esta planta não gosta de ventos fortes, prefere sol direto mas dá-se bem em meia sombra. Fazem um belo efeito visual se plantadas junto a uma parede ensolarada. Não tolera temperaturas abaixo dos -2ºC, mas tolera geadas leves. Durante o Inverno não se deve adubá-las, e quando a temperatura é inferior a 0ºC deve-se interromper a rega. Já no restante do ano deve-se regar para manter a terra úmida, nunca encharcada, pois exige um solo bem drenado. Exige solo bem drenado mas não precisa ser um solo de grande qualidade, tolerando bem qualquer tipo de solo, mesmo os mais pobres.

    O nome científico Gladiolus vem do latim gladius. Não é o nome apenas desta planta, mas de centenas de outras que pertencem ao mesmo gênero. Os primeiros gladíolos descritos, ao que se sabe, foram descritos por Plínio o Velho, que viveu entre 23 e 79 d.C.. Este gênero de plantas, com este nome específico, provavelmente originou o nome Gladiador, assim como gládio (espada usada pelos gladiadores). As flores dos gladíolos eram símbolo de vitória, sendo dadas aos gladiadores quando venciam uma luta ou batalha. Já a palavra callianthus, que completa o nome científico deste gladíolo do qual falamos hoje, deriva do grego kalos, que significa belo, o que não é difícil de entender a razão do nome ao observar a flor e sentir seu perfume.

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