Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • Archive for the ‘Sementes e bulbos’ category

    bulbos1

    Elas podem viver durante muitos e muitos anos. Algumas hibernam em determinada época para, em seguida, repetir o milagre anual da floração. Elas são as plantas com bulbos. Aprenda a cultivá-las!

    O bom de cultivar plantas com bulbos é que elas são surpreendentes. Brotam rapidamente, precisam de poucos cuidados e, quando menos se espera, surge uma floração belíssima. Algumas delas são até perfumadas!
    Existem espécies de plantas com bulbos adequadas a quase todos os climas e com possibilidade de plantio em todas as estações do ano. Sabendo escolher as espécies certas para a sua região e para cada estação, você poderá ter um jardim florido e colorido o ano inteiro.

    A reserva de nutrientes é muito importante para estas plantas, pois é isso que vai garantir o impulso inicial para o seu desenvolvimento no próximo ciclo. Os bulbos têm tanta capacidade de acumular nutrientes, que podem florir até mesmo se forem esquecidos numa prateleira!

    Outra coisa muito gratificante sobre estas plantas tão especiais: dificilmente ficamos sem elas, pois antes de terminarem seu ciclo, elas geralmente deixam “filhotes” para dar prosseguimento à sua história.
    Existem plantas de bulbos com folhas perenes, ou seja, elas conservam suas folhas, mesmo sem flores, e também as chamadas “caducas”, que (após a floração, a planta perde as folhas, ficando apenas o bulbo sob o solo). Estas espécies são chamadas de plantas anuais.

    Bem, depois de toda essa introdução, então mãos à obra! Vamos aprender a cultivar bulbos (ou cormos, rizomas e tubérculos…):

    Escolhendo as espécies
    Muitas vezes somos traídos pelos nossos desejos, por isso, na hora de escolher as espécies prefira as que são adequadas para o clima da sua região e para o local do plantio. Assim, você evita decepções e prejuízos. Existem espécies de plantas com bulbos para as mais variadas regiões, desde aquelas com clima frio até as mais quentes. Informe-se e pesquise bastante antes de comprar.

    Comprou? Saiba armazenar
    Depois da compra, se não puder plantar o bulbo imediatamente, armazene-o em local seco, fresco e arejado. Uma boa dica é colocar os bulbos numa bandeja forrada com areia ou com papel limpo e seco, mantendo-os separados uns dos outros. Para não perder a noção, cole próximo a cada um deles uma etiqueta indicando a sua espécie e também a data da compra. A circulação de ar é muito importante para evitar o apodrecimento e para prevenir doenças, mas é sempre bom evitar locais com fortes correntes de ar, especialmente frio.

    Chegou a hora de plantar em canteiros
    Sem precipitações. Se for fazer o plantio em canteiros, evite após dias seguidos de chuva, quando o solo está muito molhado. Nesse caso, espere alguns dias até que a terra fique menos encharcada.
    A boa drenagem é condição fundamental para o sucesso no plantio de bulbos, pois evita o surgimento de fungos. Se o solo for muito argiloso, coloque uma camada de mais ou menos 2 cm de areia grossa no fundo da cova.
    Por outro lado, um solo muito seco dificulta a floração dos bulbos. Neste caso, incorporar um pouco de composto orgânico à terra ajuda a garantir a umidade necessária.

    Chegou a hora de plantar em vasos
    Novamente é preciso lembrar que uma boa drenagem é fundamental. Os vasos devem ter furos de drenagem no fundo. Se não forem suficientes, aumente seu tamanho ou quantidade.
    Quanto à mistura de solo recomendada para vasos, é só prepará-la de acordo com as necessidades da espécie a ser plantada.

    O X da questão: profundidade de plantio
    Existe uma regra básica orientando que os bulbos devem ser plantados com uma profundidade equivalente entre 3 a 5 vezes o seu tamanho. Mas é fato que a profundidade de plantio pode realmente afetar a floração dos bulbos. Se eles forem plantados muito profundos, podem perder energia até chegarem na superfície do solo e o resultado é que as flores podem até nem aparecer. Por outro lado, se forem plantados muito rasos, podem sofrer com a ação do sol, do vento e da chuva.
    A regra básica é válida, mas é possível também se orientar pelas recomendações ideais para cada espécie.

    Cuidados após o plantio
    Para ter um crescimento saudável, os bulbos precisam de umidade adequada o ano todo. O solo deve ser regado de 2 a 3 vezes por semana. É claro que nos períodos muito quentes e secos, as regas devem ser mais regulares.
    Muita gente prefere cortar as folhagens das plantas de bulbo assim que termina a floração, porque acham que vão perder a energia. Mas isso não é recomendável. Os bulbos obtém suas reservas de alimento justamente absorvendo a energia solar por meio do processo de fotossíntese de sua folhagem. Assim, o ideal é deixar que as folhas murchem, fiquem amarelas e somente depois disso devemos cortá-las. Outra dica: não descarte os bulbos que se formam ao redor dos maiores. Plante-os em local separado e terá belos “filhotes” de seus exemplares.

    bulbo

    tulipas (Small)

    Tulipas são flores de primavera alegres, que chama a atenção em toda a volta. Estes simples botões dão a impressão de serem fáceis de cultivar, mas isso nem sempre é verdade.

    1 – Plante as tulipas aonde recebam tanto sol quanto sombra. As tulipas apreciam a luz do sol, mas precisam de uma folga ocasionalmente. Então, plante-as onde elas recebem uma combinação de ambos. Tente sol de manhã e sombra da tarde, quando possível.

    2 – Fertilize duas vezes por ano. Comece com adubo antes de as florações aparecerem na Primavera. Em seguida, adicione uma pequena dose de adubo no final da temporada em fevereiro ou março, visando prepará-las para a primavera seguinte. Revolva um pouco o solo na base dos bulbos das plantas, em seguida salpique um pouco de cristais de fertilizante. Como as chuvas da primavera ou a sua irrigação irão embeber o solo ao longo das próximas semanas, os cristais chegarão às raízes e fertilizarão suas flores.

    3 – Regue as tulipas regularmente. Se o seu quintal recebe chuva mais de uma vez por semana, isto é ótimo. No entanto, se você vive em um clima mais frio ou seco, então se assegure de regar em grande quantidade pelo menos uma vez por semana para mantê-las florescendo.

    4 – Corte as partes mortas. Quando as flores começarem a murchar e morrer, não se esqueça de cortá-las com tesoura afiada antes que impactem o resto da planta. Cortar as plantas alguns centímetros para baixo no caule, de modo que se separem do resto da planta.

    5 – Mantenha animais e pragas fora do seu jardim. Coelhos e esquilos são tão fofos quanto estas lindas flores. Mantenha-os fora de seu jardim com opções naturais como cercas de tela ou produtos não-tóxicos.

    As tulipas são flores que brotam no início da primavera e podem ser fáceis de cuidar desde que você se lembre desses procedimentos simples. Preocupando-se em cuidar e proteger suas tulipas, você terá belas florações em seu jardim nas estações que virão.

    Existem variedades de tulipas que florescem tanto no início quanto no final da estação. Quando você semeia seu jardim com uma mistura das duas variedades, pode ter tulipas florescendo durante a maior parte da estação de florescimento e desfrutar delas pelo dobro do tempo.

    tulipa amarela

    sements de flores

    Enquanto você pode comprar quase qualquer tipo de flores ou plantas que já foram plantadas em uma estufa ou jardim, há algo muito gratificante sobre como criar seu próprio jardim a partir de sementes. Assim que tiver decidido fazer este percurso, você tem uma infinidade de opções de onde comprar suas sementes.

    Dicas gerais de compra de sementes de flores

    Idade das Sementes - Sempre que possível, compre sementes novas, frescas. Embora algumas variedades vão durar muito tempo, outras são perecíveis. Sementes do ano passado, apesar de mais baratas, também são menos confiáveis.

    * Número de Sementes - Planeje o seu jardim por seções, e meça de cada uma. Ao comprar sementes de flores, anote as instruções de plantio na parte de trás da embalagem. Estas irão lhe dizer em que distância plantar as sementes, para que você saiba quantas você precisa para o seu espaço.

    Condições do Jardim - Quando estiver planejando o seu jardim, anote também as condições de crescimento. Algumas seções terão mais sol ou sombra do que outras, e uma ponta de seu jardim pode ter uma melhor drenagem do solo do que as outras. Iguale as condições de cultivo das sementes com o estado de cada seção do seu jardim.

    Tipo de Flor - As chances são de que você já tenha alguma idéia de como você quer que o seu canteiro de flores fique quando estas brotarem e crescerem. Para um jardim que se floresce o ano todo, escolha diferentes tipos que crescem em épocas diferentes. Também é bom comprar uma boa seleção de sementes anuais e permanentes.

    Onde comprar sementes de flores

    Na primavera, as sementes de flores estão disponíveis em quase qualquer loja que você vá, desde lojas de ferragem até mercearia. Aqui estão alguns bons lugares para se procurar sementes de flores, não importa a época do ano.

    * Viveiros - Viveiros de plantas são um excelente lugar para se comprar tanto as suas sementes de flores quanto falar com os peritos que irão guiá-lo em suas escolhas. Embora geralmente viveiros sejam especializados em plantas que tenham sido plantadas em potes e vasos, você também encontrará uma grande variedade de sementes para você escolher.

    * Catálogos de sementes - Grandes empresas de sementes geralmente têm catálogos sazonais que elas enviam por correio a membros e assinantes. Catálogos são ótimos para sementes de espécies específicas de flores, híbridas, exóticas ou difíceis de encontrar.

    Online - Com a era da Internet, é fácil encontrar as suas empresas de sementes favoritas online, e a maioria delas têm os seus catálogos disponíveis para visualizar diretamente do seu computador. Você também pode encomendar suas sementes e tê-las entregues no conforto de sua casa. A única desvantagem para este tipo de semente de flor é o grande volume de sementes disponíveis. É fácil tornar-se dominado pela seleção.

    semeando

    Lírio-do-zéfiro - Zephyranthes sp

    Nome Científico: Zephyranthes sp
    Nome Popular: Lírio-da-chuva, lírio-do-zéfiro, lírio-cor-de-rosa
    Família: Amaryllidaceae
    Origem: Américas
    Ciclo de Vida: Anual

    Diversas espécies e híbridos do gênero Zephyranthes são conhecidos como lírio-da-chuva ou lírio-do-zéfiro. As espécies mais comuns e utilizadas em melhoramentos são a Z. rosea, a Z. grandiflora, a Z. atamasca e a Z. robusta. As folhas deste lírio são afiladas e longas. As flores são solitárias e podem ser grandes ou médias, simples ou dobradas, apresentando, de acordo com a variedade, coloração rósea ou salmão em diversas tonalidades.

    Sua utilização paisagística é ampla, prestando-se para a formação de maciços sobre o gramado e bordaduras, em canteiros ou em vasos, e adaptam-se muito bem a jardins de pedra. De acordo com a variedade e o clima em que está inserido, pode florescer durante a primavera, o verão e ou o outono, normalmente após dias fortes de chuva. Os bulbos descansam durante o inverno, época em que não podem ser molhados.

    Devem ser cultivados em solos férteis, leves e bem drenáveis, mais arenosos que o habitual, sempre sob sol pleno. Durante a estiagem, sua floração pode ser estimulada através de irrigações periódicas.

    Recomenda-se efetuar o plantio com espaçamento de 5 a 10 cm um bulbo do outro, para formar pequenas “touceiras”.

    Plantam-se com a parte mais estreita do bulbo para cima, de onde sairão as folhas, em cerca de 4 a 7 cm de profundidade, regando sem excesso. Em pouco tempo surgirão as folhas e em seguida as suas belas e decorativas flores.

    Não toleram invernos rigorosos de climas temperados, e devem ser plantados em vasos nestas regiões para permitir a transposição para ambientes protegidos neste período.

    Multiplicam-se por divisão das touceiras com os respectivos bulbos.

    Também conhecido como lírio-da-chuva ou lírio-do-zéfiro. As folhas deste lírio são afiladas e longas. As flores são solitárias e simples de cor rosa.

    Curiosidades: são comumente chamados de lírios chuva, pois muitas vezes apresentam a floração após a chuva.

    Clima: Subtropical, tropical
    Luminosidade: Sol pleno
    Altura da planta: 15 a 30 cm
    Espaçamento: 7 a 15 cm entre plantas
    Cor das flores: Rosa
    Cor da folhagem: Verde
    Época de plantio: Outono, Primavera, Verão, ano todo em clima quente
    Época de floração: Verão, Outono, Primavera
    Características: Nativa, ornamental, pode ser plantada em vasos,


    passarinho7

    cebola_bulbo (Small)
    A maioria das plantas têm as raízes saindo diretamente do caule.
    Outras têm uma espécie de “cebola”, chamada de bulbo.

    Numa definição rápida, podemos dizer que são plantas que possuem reservas nutricionais para a sua sobrevivência em condições desfavoráveis ao seu desenvolvimento, como falta de água e baixas temperaturas.

    Estas reservas ficam numa estrutura que são caules modificados e adaptados para acumular nutrientes. Estes caules podem se apresentar de várias formas ou tipos: bulbos, cormos, tubérculos e rizomas.

    Têm grande durabilidade e podem sobreviver por longo tempo, brotando anualmente. Isto acontece porque se trata de um processo vegetativo que torna possível o cultivo e a produção de mais exemplares.

    Podemos adquirir em floriculturas plantas bulbosas já desenvolvidas ou podemos adquirir os bulbos para plantio em vaso.

    O bulbo nada mais é que um talo comprimido com uma parte basal de onde se desenvolvem raízes.

    No bulbo está contida uma gema embrionária que pode desenvolver folhas e flores, protegida por uma série de folhas carnosas ou secas.

    O exemplo mais simples é a cebola e o alho.

    O tipo de bulbo do alho é chamado de tunicado, pois as folhas que o envolvem parecem uma veste.

    Para cultivar estas plantas não necessitamos de grandes espaços.

    Algumas se desenvolvem bem em interiores, assim que para apartamentos e jardins de sacadas as plantas bulbosas são uma excelente opção para ter em casa.

    O único inconveniente é que durante seu período de dormência não teremos flores nem folhagem.

    bulbo

    Trevo-de-quatro folha - Oxalis tetraphylla

    Um trevo de quatro folhas é uma folha de trevo que apresenta quatro em vez dos normais três folíolos comuns na maioria das espécies do gênero Trifolium a que pertencem os trevos. Com origem nas antigas tradições dos povos celta, acredita-se que encontrar um trevo-de-quatro-folhas é um sinal de boa sorte, pelo que o trevo-de-quatro-folhas é usado em iconografia diversa e como imagem na linguagem corrente. A procura de trevos-de-quatros-folhas levou ao surgimento de cultivares e de técnicas de cultivo que aumentam a probabilidade dessa anomalia surgir.

    Existem trevos de quatro folhas que podem ser cultivados, porém, eles têm necessidade de uma temperatura média de aproximadamente 25 Cº.

    Precisam de chuva constante, ou, se forem criados dentro de casa, precisam ser regados pelo menos três vezes na semana. Dependendo da quantidade de luz que recebem, suas folhas podem ficar bem grandes, chegando a “rasgar” as extremidades.

    São plantas dormideiras, precisando de, pelo menos, oito horas de escuridão para que tenham um bom desenvolvimento.

    Nome científico: Oxalis deppei ou O. tetraphylla speciosa.
    Transplante:
    Março
    Desponta:
    Abril a Maio
    Floresce:
    Junho a Agosto
    Altura:
    30 cm max.
    Originária:
    América do Norte, México.

    Prefere terra não calcária. Deve ser semeado em aglomerado.
    Prefere o sol.

    Multiplica-se por bulbos, separando os tubérculos laterais da planta ao mudá-la.

    No Inverno apenas deixar secar até morrer, altura em que fica dormente, guardar à sombra e suspender as regas; quando os dias voltarem a ficar longos e soalheiros, trazer novamente para o sol e voltar a regar.

    Pode-se secar pressionando o trevo entre folhas de papel dentro de um livro, com um ferro de engomar “passar” o trevo entre folhas de papel vegetal.

    trio-de-florzinhas

    sementes

    A produção de mudas de plantas através de sementes é tarefa geralmente simples, mas que exige alguns cuidados básicos. Ela pode ser feita em bandejas, tubetes, vasos ou saquinhos próprios para mudas. Em casa é possível aproveitar embalagens de garrafas pet, caixas de leite, latas, potes, bandejas plásticas, caixas de ovos, etc, perfazendo uma infinidade de recipientes recicláveis. O tamanho do recipiente é importante e está diretamente relacionado com o tamanho esperado da muda na época de transplante.
    Mudas de árvores e arbustos se desenvolvem melhor em embalagens maiores, enquanto que plantas herbáceas, como flores anuais, temperos e hortaliças, ficam bem nos menores. Recipientes de mudas podem ser reutilizados, mas é imprescindível que sejam escrupulosamente lavados e esterilizados antes de cada uso, evitando assim a transmissão de doenças entre os lotes. Algumas sementes exigem semeadura diretamente no local definitivo, pois são muito sensíveis ao transplante, como as cenouras, por exemplo. Neste caso, prepare bem os canteiros e dispense os recipientes.

    A escolha das sementes deve ser criteriosa. Elas devem possuir boa genética e serem livres de pragas e doenças. Sementes fracas e contaminadas são certeza de insucesso. Adquira sementes de empresas idôneas e responsáveis por sua qualidade, que fazem testes de germinação regularmente em todos os lotes. Escolha as sementes tendo como critério o local de origem das plantas e a estação do ano. Algumas espécies podem necessitar de frio para o seu desenvolvimento e desta forma não é indicado o seu plantio no centro-oeste, norte e nordeste, por exemplo. Outras só devem ser plantadas na primavera, evitando-se as outras estações do ano.

    Na maioria das vezes, quanto mais frescas as sementes, melhor é o seu poder germinativo. No entanto, muitas sementes de árvores, arbustos e plantas anuais, possuem dormência, o que faz com que o passar do tempo e das estações seja importante para a sua germinação. Essa dormência pode ser superada no caso de sementes duras de diversas árvores. Técnicas especiais de quebra de dormência, que podem incluir escarificação mecânica, imersão em água quente, ou até mesmo ácido sulfúrico, garantem germinação em tempo recorde e de maneira mais uniforme, facilitando o futuro manejo das mudas. Verifique sempre se as sementes que você está adquirindo necessitam quebra de dormência, para realizar os procedimentos corretamente, evitando frustrações futuras.

    Tenha em mente que o substrato ideal para o plantio está estritamente relacionado com o habitat da espécie escolhida. Cactáceas por exemplo, vão necessitar de um substrato mais arenoso. Plantas carnívoras preferirão turfas levemente ácidas e esfagno. Utilize substrato preferencialmente esterilizado, evitando assim que suas sementes entrem em contato com bactérias, fungos ou pragas, e desta forma apodreçam, ou seja, devoradas antes mesmo de germinar. É possível comprar substratos prontos para semear, já fertilizados e esterilizados, mas a tarefa de encontrá-los pode ser difícil, então disponibilizamos uma receita simples, que deve funcionar bem na maioria dos casos:

    * 1/4 de terra comum de jardim
    * 1/4 de areia (ou vermiculita)
    * 2/4 de terra vegetal (composto orgânico)

      Esterilize o solo, colocando-o no sol até secagem completa, revirando de vez em quando, perfazendo pelo menos 24 horas de solarização. Alternativamente é possível esterilizar o substrato colocando-o no forno por 30 minutos ou no microondas por 3 minutos para cada quilo de substrato.

      Não utilize fertilizantes orgânicos não decompostos nesta fase, pois eles podem fermentar matando as pequenas plantas. Evite também o nitrogênio, pois pode ser muito forte para as frágeis raízes em desenvolvimento. No entanto, não abra mão de um bom fertilizante rico em fósforo e potássio, como um NPK 0.20.20, 0.30.20, ou 4.14.8, que garante raízes fortes e vigorosas, além de calcário para neutralizar o pH do substrato, evitando a toxidez por alumínio. Depois de completamente frio, adicione os fertilizantes e coloque o substrato nos recipientes (bandejas, potes, tubetes).

      Faça uma pequena cova e deposite de 2 a 5 sementes em cada tubete, saco plástico ou célula da bandeja. A profundidade de cada sementes deve ser calculada em função do seu tamanho e necessidade de luz para germinar. A regra geral é cobrir cada semente com substrato peneirado em uma camada com cerca de 2 a 3 vezes o seu tamanho. Algumas sementes são tão pequenas que não necessitam ser cobertas. Não esqueça de identificar cada sementeira com uma plaqueta de identificação.

      Irrigue com água da torneira descansada, para evitar os efeitos danosos do cloro. A freqüência das regas deve ser o suficiente para manter o substrato úmido, sem encharcar. Se faltar água no processo de germinação das sementes, elas se desidratam e morrem. Utilize para irrigar um regador de crivo muito fino, ou até mesmo um pulverizador, evitando-se assim molestar as sementes. Após a germinação é possível reduzir gradativamente as regas, de acordo com o desenvolvimento das raízes.

      Mantenha em local de bastante luz, porém sem sol direto. O ideal é construir um pequeno viveiro aberto nas laterais e coberto com sombrite, para o verão e locais quentes, ou uma estufa coberta com lona branca ou transparente, para o inverno e em locais frios. Se não for possível, coloque em local que receba luz indiretamente, como uma janela pegando o sol da manhã ou da tardinha, protegido de ventos fortes.

      Quando as plantas estiverem com 2 a 3 pares de folhas, faça o raleio, retirando cuidadosamente das sementeiras àquelas que forem mais fracas e doentes, deixando apenas uma em cada célula. As mudas saudáveis, retiradas durante o raleio, poderão ser repicadas (replantadas) em novos recipientes preparados. Depois que as mudas atingirem 10 cm de altura (para herbáceas e arbustos), ou 15 a 20 cm de altura (para árvores), o que se dá cerca de 30 a 45 dias após a germinação; elas poderão ser plantadas para local definitivo ou para recipientes maiores. O transplante é uma ocasião delicada, que exige mãos habilidosas. Ele deve ser realizado preferencialmente em dias nublados e úmidos, e, se não for possível este tempo, prefira transplantar à tardinha. Se efetuado de bandejas sem divisórias utilize um garfo para auxiliar.

      Transplantar de saquinhos e tubetes já é tarefa mais fácil, mas exige igual cuidado. Plante as mudinhas em covas bem dimensionadas, fertilizadas com 150 gramas de esterco curtido e 30 gramas de NPK 04.14.08. Misture bem os fertilizantes e estercos com a terra. Acomode a muda no centro e preencha as laterais com a terra adubada. Cuide para que o colo da muda permaneça no mesmo nível do solo. Irrigue diariamente até o perfeito “pegamento da muda”, ou seja, quando ela der claros sinais de desenvolvimento. Respeite o espaçamento entre mudas e entre linhas da espécie que você estiver cultivando.

      Algumas mudas podem necessitar de tutores na fase de transplante, como árvores e trepadeiras, evitando assim tombamentos acidentais enquanto não estiverem fortes e enraizadas. Proteja as mudas de formigas cortadeiras com produtos específicos para este fim.

      Por fim, desejo boa sorte a todos os jardineiros que se aventurarem no plantio de sementes. O plantio das suas próprias mudas de plantas ornamentais e hortaliças é uma tarefa realmente gratificante, mas o trabalho não termina por aqui: o cuidado com as plantas deve ser contínuo, não deixando faltar água e nutrientes, fazendo a manutenção com podas e tutoramentos e resguardando-as de pragas e doenças.

      semeando

      Tulipas

      Tulipas

      As Tulipas são flores originárias da Turquia, da antiga Pérsia (atual Irã) e do Afeganistão (regiões da Ásia Menor), pelas quais os holandeses se encantaram, plantam hoje em grande quantidade e fazem dela um símbolo nacional, foram levadas para a Holanda pelas mãos do botânico Carolus Clusius, em 1593. O nome da planta “tulipa” é creditado a uma certa semelhança entre a sua forma e a de um turbante (trilpent em persa), espécie de “chapéu” ou “adorno” que os homens do oriente médio usam na cabeça até os dias de hoje.

      Facilmente, revelando sob ela um bolbo cor de creme. Um pedúnculo ereto, encimado por uma ou várias flores em forma de taça, nasce do vértice do bolbo. As flores, singelas (com um máximo de seis pétalas) ou dobradas (com várias cO gênero Tulipa inclui cerca de 100 espécies originais de plantas bulbosas, mas os vistosos híbridos são considerados mais próprios para serem cultivados como plantas de interior. Os mais decorativos, possuem folhas pequenas, pedúnculos curtos e flores grandes. Os bolbos da maioria das variedades têm 4-5 cm de diâmetro, são arredondados ou ovais com a extremidade pontiaguda e apresentam-se cobertos por uma fina membrana castanha que se rasga camadas de pétalas), são geralmente cor-de-rosa, vermelhas, roxas, amarelas, cor de laranja ou brancas, mas estas cores são por vezes sombreadas de verde ou raiadas ou listradas numa grande variedade de combinações. As folhas das tulipas, habitualmente poucas (duas ou três), carnudas e vagamente lanceoladas, medem 15-25 cm de comprimento e 4-6 cm de largura. As tulipas mais apropriadas para serem cultivadas em interior são as que florescem no Inverno. Normalmente, dividem-se em dois grupos: as tulipas singelas temporãs e as tulipas dobradas temporãs.

      Plantio – Plante os bolbos das tulipas no princípio do Outono para obter flores desde os meados até ao fim do Inverno. Use quer recipientes estanques, quer vasos com orifícios de drenagem. Plante cinco ou seis bolbos juntos – sem que se toquem – de forma que apenas os seus vértices apareçam à superfície da mistura, que deve estar bem úmida. É igualmente indicada quer uma mistura à base de turfa, quer uma mistura própria para bolbos (composta de duas partes de concha de ostra esmagada, uma parte de carvão vegetal esmagado e seis partes de turfa). Se utilizar esta última, umedeça-a bem, mas esprema o excesso de água antes de plantar os bolbos.
      Coloque os bolbos plantados num local escuro onde a temperatura nem ultrapasse 10ºC, nem desça abaixo de 0º. A ausência de luz e calor é essencial ao bom desenvolvimento do sistema radicular antes do desenvolvimento da folhagem. Os jardineiros comerciais enterram os seus recipientes no chão, no exterior, sob uma espessa camada de turfa umedecida. Caso tal não seja possível, encerre cada recipiente num saco de plástico preto e coloque-o numa varanda à sombra ou no parapeito de uma janela onde também não bata o sol. Regue a mistura, tantas vezes quanto as necessárias, para a manter úmida mas não ensopada. Não adube.

      Mantenha os bolbos no escuro e no fresco até as folhas atingirem 5-7,5cm de comprimento (provavelmente ao fim de oito a dez semanas). A partir de então, destape os recipientes e exponha gradualmente as plantas à luz média e a temperaturas ligeiramente mais elevadas. Regue quando necessário, como anteriormente, e mantenha as plantas num ambiente relativamente fresco (se possível, abaixo de 16ºC) até que os pedúnculos atinjam um comprimento mínimo de 7-10 cm e os botões florais se encontrem já bem afastados da folhagem. À medida que cresce, a planta aguenta temperaturas mais elevadas, mas não sujeite as tulipas a temperaturas muito superiores a 16ºC. A 13-16º as flores permanecerão atraentes por três a quatro semanas. O calor as fará murchar rapidamente. As tulipas não são geralmente cultivadas em interior por mais de uma época, caso em que a floração diminuiria ou desapareceria por completo.
      Cultive Tulipas em seis passos, veja essa é uma forma simples de cultivá-las.

      Passos:

      1 – Prepare o solo onde você deseja cultivar as tulipas. Quebre os torrões e are a terra. As tulipas precisam de um solo bem fofo e com excelente drenagem para evitar encharcamentos.

      2 – Com a ajuda de uma pá, enterre os bulbos a uma profundidade de 15 cm. Os bulbos devem ficar com os brotos ou pontas para cima.

      3 – Se você quiser formar um maciço, plante mudas com uma distância de 10 cm entre si. Calcule cerca de 30 pés por metro quadrado. É o ideal.

      4 – Se preferir cultivar em vasos, não plante mais de cinco mudas em um vaso de 15 cm de diâmetro.

      5 – A rega deve ser mínima. Mantenha o solo úmido, mas nunca encharcado. O excesso de água facilita a proliferação de fungos, que prejudicam as tulipas.

      6 – Depois da primavera vem a época de floração. Deixe passar um mês e colha as mudas. Conserve-as em um lugar arejado e fresco até o outono seguinte.

      Importante
      *É importante plantar as tulipas no outono porque as mudas precisam acumular horas de frio para sair do estado de latência e desenvolver seu sistema radicular.
      *Se você mora em um lugar onde as estações não são bem definidas, coloque as mudas no começo do outono na bandeja de verduras da geladeira e plante-as depois de dois meses.

      Narcissus sp

      Narcissus sp
      Diz a lenda que, Narciso, um jovem muito belo, ao olhar o seu reflexo na água , apaixonou-se pela própria imagem . Só se apercebeu de que era ele próprio, quando tentou beijar a superfície da água . Invadido de tristeza, usou uma espada para por fim á vida e no seu lugar , nasceu uma linda flor .

      Inúmeras versões desta lenda percorreram o tempo até hoje, mas em todas elas domina o elemento essencial do reflexo na água e de uma bela flor .

      Curioso será reparar, que quase todos os narcisos, inclinam a sua flor, com se ainda estivessem a olhar o seu reflexo nas águas de um lago ….

      Esta bulbosa, pertencente á família das Amaryllidaceas (ou Liliáceas, segundo Cronquist, na classificação clássica) presenteia-nos todos os anos no início da Primavera, com flores que geralmente variam, entre tons brancos e amarelos claros, ou torrados, e que emanam um aroma doce característico, conforme as espécies e variedades . É oriunda do norte da Europa, Mediterrâneo, China, Japão e Balkans.

      Depois do gênero Tulipa, Narcissus é considerado o mais importante gênero de bulbos para jardim no mundo ocidental . Ainda assim, das cerca de 70 espécies do gênero, pouco mais de uma dezena foram cultivadas em massa. O que existe é muitas variedades criadas para o efeito.

      A maior diversidade do gênero está concentrada em Portugal e Espanha, apesar disso, não se tem feito grande coisa para salvaguardar estas espécies, muitas delas consideradas muito raras.

      Só dentro deste gênero existem 15 espécies ameaçadas e que constam na Red List da IUCN , são espécies selvagens e como tal mais expostas ao perigo .

      A maioria das espécies que estamos habituados a ver, foram espécies cultivadas em larga escala para jardinagem e como tal não correm esse perigo.

      Cultivo : ao contrário do que diz a lenda, não convém cultivar em solos encharcados , para há o risco de apodrecer o bolbo. Gosta de lugares luminosos, mas algumas espécies também florescem com um pouco de sombra.

      De todas as bulbosas, é talvez a mais fácil de cultivar, porque se deixarmos os bulbos na terra em breve teremos muitos mais a encher o canteiro e raramente deixa um ano por florir.

      barrinha-de-flores4

      Ornithogalum dubium

      Esta planta herbácea, perene e bulbosa, é um gênero da família da Lilaceae recentemente e Hyacinthaceae, como jacintos, são nativos do norte da África, Europa e as regiões mediterrânicas.

      Seu nome deriva do grego Ornith Ornithogalum (ave) e gala (leite). Este nome refere-se a cor branca de algumas variedades, como Ornithogalum umbellatum, outras variedades de aves leite “pode se referir às palavras utilizadas pelos romanos para indicar que algo é maravilhoso.

      Ornithogalum dubium – esta variedade é uma das poucas que são flores laranja ou amarela em Inglês e é conhecido como “Sun Star” e estrela do sol.

      As folhas formam uma roseta basal de oblongas lineares são muito coloridos com um verde margens ciliados.

      As flores de cor laranja ou amarela, muitas vezes com um verde ou marrom, pétalas dispostas em aglomerados.

      Tem lugar em qualquer solo bem drenado e ainda é facilmente cultivada em vasos e jardineiras.

      Plantar em pleno sol ou semi.

      É multiplicado pelas pequenas sementes que crescem em torno dos principais bulbos, recolhe-se as sementes Outono, armazenar em local fresco, seco e replantio na Primavera seguinte.

      Por último, lembre-se que Ornithogalum é tóxico por ingestão.

      Ornithogalum3