Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • Archive for the ‘Gramados e Forrações’ category

    tradescantia zebrina
    Em lugares sem pisoteio, ao redor de árvores e sob pequenos bosques de árvores e arbustos, a cobertura vegetal chamada também de forração pode cumprir bem o papel de cobertura do solo, preservando a umidade bem como a beleza do projeto paisagístico.

    Escolhem-se as plantas para as forrações, conforme a insolação e o tipo de solo do local. Após seu estabelecimento necessitam muito pouco de cuidados, fertilizantes e manutenção.

    São permanentes, ajudando na retenção de água das chuvas e de regas. Este fator diminui a percolação das águas levando a camada superficial do solo ou encher as ruas e transbordar bueiros, principalmente em áreas com pisos e asfaltos.

    Desde que espalhar-se é uma das características das plantas para forrações, a seleção cuidadosa é a verdadeira chave do sucesso. As heras (Hedera helix), por exemplo, além de estender-se pelo chão são capazes de subir muros e árvores, enredando todos com seus ramos e folhas triangulares. Se não é esta a intenção do projeto, evite colocá-las.
    Lugares com certo declive costumam ficar esplêndidos com a hera ou então com a vinca-de-flores azuis (Vinca major).
    Além de economizar água, mão-de-obra e ser paisagisticamente corretas no que diz respeito à sustentabilidade, as coberturas vegetais são excelentes controladoras de ervas daninhas.

    Características gerais:
    - Caule herbáceo: é um tipo de caule flexível e frágil, diferenciando-se deespécies arbustivas, pois estas possuem caules lenhosos, mais rígidos e resistentes, devido à presença de lignina.
    - Crescimento rápido e mais horizontal: proporcionando um rápido fechamento, escondendo o solo e, como são baixas, não atrapalham a visualização de outras espécies.
    - Não resistem ao pisoteio: as forrações não resistem ao pisoteio, como os gramados, devendo-se evitar plantá-las em locais onde haja risco de pisoteio. Algumas como a falsa-érica e a brilhantina, se pisoteadas, quebram seus caules ficando falhas por algum tempo.
    - Grande número de espécies com variedades de cores e texturas: diferentemente dos gramados, que possuem poucas espécies, todas verdes e de mesma textura, as forrações são representadas por centenas de espécies, com grande variedade de cores e texturas, permitindo a criação de efeitos bastante interessantes no paisagismo.

    - Adaptação a ambientes variados: encontramos forrações para qualquer tipo de ambiente, luminosidade, irrigação, rusticidade.
    - Ciclo limitado: algumas espécies de forrações possuem ciclo anual, necessitando serem replantada.

    Usos no paisagismo:
    - Elemento de integração entre gramados e espécies mais altas: dando continuidade e perspectiva aos elementos vegetais em termos de altura e volumes.
    - Acabamento em vasos e jardineiras: utilizadas para esconder o solo e complementar o elemento principal.
    - Painéis decorativos: as forrações podem ser plantadas em pequenos vasos, placas de xaxim, muros vazados, placas de madeira ou placas de fibra de coco com molduras de bambu formando painéis decorativos em muros e paredes.

    As principais vantagens e desvantagens são:
    Vantagens:
    * Não ocupam espaço horizontal: são apropriadas para cobrir muros e paredes onde não há espaço para plantio de plantas de maior porte.
    * Efeito paisagístico diferenciado: a combinação entre estrutura e planta cria um conjunto que valoriza o ambiente.

    Desvantagens:
    * Estão sempre relacionados com posição (altura), baixo volume, e grande quantidade de elementos (recipientes) que dificultam a fixação e manutenção.
    * Irrigação e adubação mais freqüentes: uma forma de minimizar este fator, é utilizar vermiculita, que absorve água e nutrientes. Deve-se pensar ainda em soluções para drenagem do excesso de água da irrigação ou uso de métodos como gotejamento ou aspersão para minimizar este problema.
    * Dificuldade de limpeza e poda: a altura e a quantidade de elementos dificultam estes trabalhos.
    * Desprendimento das estruturas: placas de fibra de xaxim ou de coco podem soltar com o tempo, necessitando nova fixação.

    - Proteção do solo: em locais inclinados, a forração evita ou diminui processos erosivos, pois fecha rapidamente e seus caules e raízes diminuem a velocidade da água, diminuindo o impacto da gota de chuva e o arrastamento das partículas de solo.

    Algumas forrações rústicas, tais como wedélia (Wedelia paludosa), grama amendoim (Arachis repens), hera (Hedera canariensis) e grama preta (Ophiopogon japonicus) possuem algumas vantagens sobre os gramados:
    * Menor manutenção: gramados exigem cortes, adubação, cobertura, controle de daninhas, cuja dificuldade aumenta com o aumento da inclinação.
    * Rusticidade: terrenos inclinados geralmente possuem menor capacidade de reter umidade, menor insolação e menor fertilidade. Assim, espécies de forrações rústicas desenvolvem-se melhor que as espécies de gramados comerciais, que são mais exigentes.
    * Outra forma de proteger o solo está relacionada com a redução de incidência do sol através do plantio de forrações, que acabam abafando certas ervas daninhas indesejadas.

    - Bordaduras: são forrações plantadas em linhas, delimitando uma área, realçando-a, ou até servindo para indicar acessos e caminhos.
    – Maciços: são áreas maiores plantadas com uma única espécie, formando um conjunto único e coeso.

    i105986583_49534 Read more »

    Vedélia
    Vedélia (Wedelia paludosa)
    - Ramagem rasteira muito densa, o que garante cobertura rápida do solo;
    - Pequenas flores amarelas praticamente todo o ano;
    - Bastante utilizada em canteiros públicos, ideal para revestir taludes e barrancos pela rusticidade.

    Grama-amendoim (Arachis repens)
    - Folhagem densa verde escura, bastante ornamental;
    - Pequenas flores amarelas delicadas nas épocas mais quentes;
    - Protegem taludes mais íngremes por formar uma cobertura vegetal densa, com boa fixação das raízes no sol;
    - Durante a noite, as folhas se ‘fecham’, o que pode não ser muito desejável em termos estéticos, em locais muito freqüentados neste período.

    Grama-preta (Ophiopogon japonicus)
    - Folhas finas e lineares;
    - Suporta sol pleno, meia sombra e sombra;
    - Tolera temperaturas baixas;
    - Utilizada como bordadura.

    banco

    singonio
    Para se ter um canteiro de forrações sempre bonito, é imprescindível uma boa manutenção, compreendendo as seguintes práticas:

    Irrigação:
    A quantidade e o regime de rega são variáveis para cada espécie. No grupo das forrações, existem espécies mais tolerantes à seca, no entanto, todas elas precisam ser bem irrigadas até seu pegamento:
    - Pingo-de-ouro; Falsa-érica; Grama-preta; Moréia; Jasmim-amarelo.

    Outras, por sua vez, são bastante exigentes na rega, sendo muito prejudicadas esteticamente na sua falta. Normalmente compreendem as espécies mais delicadas, anuais ou bianuais. Alguns exemplos são:
    - Impatiens;  Sálvia; Gerânio; Petúnia; Begônia.

    Erradicação de plantas daninhas:
    Esta prática é mais exigida nas primeiras semanas após o plantio, quando as mudas ainda são pequenas e o solo fica mais exposto, favorecendo seu desenvolvimento. Em alguns casos, quando a forração possui uma folhagem bastante densa, como, por exemplo, a grama-amendoim, ou o pingo-de-ouro, dificilmente aparecerão plantas daninhas, pois são abafadas ou sombreadas. Quando aparecerem, devem ser arrancadas manualmente.

    Poda:
    As forrações podem ser podadas com alguns objetivos:

    - Poda de contenção: retirar todas as brotações que estejam descaracterizando a forma do canteiro ou limitar o crescimento dando forma, como, por exemplo, o pingode-ouro, que utilizado como bordadura ou cerca viva é podado para não ultrapassar uma altura desejada e adquirir uma forma mais definida (quadrado ou arredondado).

    - Poda de formação: promover podas anuais (cada espécie possui a época adequada), para incentivar novas brotações. Bastante recomendável para espécies reptantes ou que ficam muito densas, como, por exemplo, a grama-amendoim e o dinheiro-em-penca.

    - Poda de limpeza: remoção de flores, folhas e ramos, secos ou doentes, tanto pelo aspecto estético como pelo fitossanitário.

    Desbaste:
    A remoção de algumas mudas do canteiro de forrações, muitas vezes causa um efeito estético melhor e garante o bom desenvolvimento, sem competição.
    O clorofito, por exemplo, pode se entouceirar muito dando uma impressão de sufocamento da planta. Essa prática também pode ser realizada com intuito de multiplicação de plantas, por divisão de touceiras, por exemplo, como grama-preta, clorofito, moréia, etc.

    Adubação:
    Canteiros bem adubados garantem a beleza das forrações, principalmente daquelas que produzem flor. Portanto, o suprimento de fósforo deve ser garantido. Para adubação de manutenção (no inicio da primavera), pode-se utilizar:
    - Adubação de cobertura: 2 vezes por ano (também em janeiro), 100 g/m2 de 10-10-10 em casa aplicação;
    - Calagem: 1 vez por ano, 200 g/m2;
    - Adubação orgânica: 10 L/m2/ano.

    flowers11

    folha atacada por oídioFolha atacada por oídio

    Botrytis ou Mofo-cinzento - Descoloração das pétalas que se cobrem de um mofo cinzento e depois apodrecem.
    Begônia, mini-ixora, gerânio, orquídeas-terrestres, etc.

    Oidio - Manchas brancas de aspecto aveludado. Com a evolução da doença, essas lesões setornam grandes massas pulverulentas atingindo toda a extensão da folha, que, amarelece e murcha.
    Zínia, violeta, verbena.

    Ferrugem - As plantas severamente atacadas perdem água rapidamente, tem a área fotossinteticamente ativa reduzida e morrem precocemente.
    Gerânio, antúrio, gladíolo, etc.

    Podridão-das-raizes - Plantas ficam amarelecidas, há queda das folhas e seca progressiva dos ramos até a morte.
    Sálvia, Amor-perfeito.

    Antracnose por Colletotrichum gleosporioides - Necrose e queda do tecido foliar. Podem atingir grandes extensões da área foliar.
    Antúrio e caeté.

    49


    acalifa

    A incidência de pragas e doenças está associada, muitas vezes, à escolha imprópria da espécie para o local de plantio (clima, solo, insolação) ou à manutenção inadequada.
    Regas excessivas ou falta de rega, adubação insuficiente e falta de limpeza do canteiro, contribuem para o surgimento de pragas e doenças.

    As pragas e doenças mais comuns em forrações são mencionadas nos quadros abaixo.
    Marcas semelhantes à ferrugem –
    Diminuem o ritmo de crescimento, favorecendo a má formação de brotos e, em caso de grande infestação, podem matar a planta.
    Mini-azaléias, acalifas, Impatiens, orquídeas terrestres, entre outras.

    Cochonilha - Insetos sugadores que roubam a seiva da planta, causando a má-formação de folhas e frutos e os brotos ficam encarquilhados. Atacam grande parte das forrações: orquídeas, moréias, etc.

    Formiga saúva – Em uma noite elas podem desfolhar todo um canteiro. Grande parte das forrações.

    Lagarta – As lagartas costumam enrolar-se nas folhas jovens e literalmente comem brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de ‘teia’ para proteger-se. Todas as plantas que possuem folhas macias estão sujeitas ao seu ataque.

    Lesma – As lesmas e caracóis atacam brotos, botões e raízes. Podem comer a planta toda,matando-a. Pingo-de-ouro, moréia, clorofito, lírio-da-paz, etc.

    Mosca-branca - Costuma localizar-se na parte inferior das folhas, onde liberam um liquido pegajoso que deixa a folhagem viscosa e favorece o ataque de fungos. Alimentam-se da seiva da planta. Pingo-de-ouro, verbena, gazânia, azulzinha, etc.

    Pulgão – Vivem sob folhas e brotos novos da planta, sugando a seiva, deixando-as amareladas e enrugadas. Podem transmitir doenças perigosas. Costumam atacar principalmente, as plantas de hastes e folhas macias; gerânios, mini-hibisco e até botões de moréias.

    Tripes – Atacam folhas, brotos, botões, flores e bulbos. Quando afeta a fase de botão, pode causar aborto da floração ou pétalas deformadas. As flores podem ficar com manchas descoradas.  Semânia, pingo-de-ouro, falsaérica, etc.

    flor10

    agapanthus

    Espaçamento de plantio:
    Não existe um valor fixo de espaçamento. Devemos usar o bom senso, considerando o máximo estético e o mínimo biológico entre as forrações.
    - Mínimo biológico: espaçamento mínimo de modo que uma planta não prejudique a outra (competição por luz, água e nutrientes).
    - Máximo estético: espaçamento máximo que não venha a comprometer esteticamente o jardim.

    Um bom exemplo, considerando esses dois quesitos, é o da begônia, que pode ser plantada num espaçamento entre 15 e 25 cm. Se plantada a menos de 15 cm, haverá competição excessiva entre as plantas, prejudicando-as, e se plantada a mais de 25 cm, o canteiro ficará com falhas.

    Se o canteiro estiver num lugar de destaque, como na entrada de um imóvel, pode-se plantar num espaçamento mais próximo (15 cm). Se for secundário ou nos fundos do imóvel, poderá ficar mais espaçado (25 cm).
    Em termos práticos, para grande parte das forrações de menor porte (que não ultrapassam 30 cm), adota-se o espaçamento de 20 cm ou aproximadamente, de um palmo.

    Tipos de mudas:
    Podemos encontrar forrações comercializadas nas seguintes formas:
    - Sementes: pouca aplicação em paisagismo, mais utilizada por produtores de forrações anuais.
    - Mudas de raiz nua: são vendidas em sacos a custos mais baixos, por exemplo: grama preta, agapantus e lírios.
    - Mudas enraizadas em saquinhos: forma mais comum de comercialização das mudas de forração, vendidas em caixas de 15 unidades. São mais fáceis de serem plantadas e não sentem o transplante por estarem bem enraizadas.
    - Bandejas de plástico: recentes no mercado representam uma forma econômica de produção. Cada bandeja vem com 50 a 60 unidades. As forrações já vêm enraizadas, facilitando o plantio, pelo tamanho da muda.

    Disposição das mudas:
    O plantio das mudas deve ser feito sempre em zigue-zague, de modo que cada quatro mudas formem um losango. Assim, evita-se que a chuva ou a água das regas acabe formando sulcos no solo, principalmente se o terreno for muito inclinado. Além disso, essa disposição conduz a um melhor fechamento do canteiro, que fica mais compacto.
    Read more »

    rabo-de-gato (Acalypha reptans)
    As forrações podem ser divididas em três tipos, de acordo com seu ciclo de vida:
    Forrações anuais:
    Plantas que possuem o ciclo de vida dentro de uma ou duas estações do ano, ou seja, em menos de 1 ano tem-se o plantio, crescimento, florescimento, produção de sementes e morte.

    São geralmente originarias de regiões mais frias, com invernos rigorosos com neve, pois nestas condições de extremo frio, a parte vegetativa não sobrevive. Para sobreviver de um ano para o outro, as sementes produzidas num ano, passam o inverno todo sob gelo, e começam a germinação na primavera.
    A planta precisa crescer e florescer rapidamente, pois tem apenas a primavera e o verão para isso. No outono, as folhas começam a secar e cair, pois a energia é repassada para as sementes em formação.
    No final de outono, época seca, as sementes cairão no solo e estarão prontas para ficarem sob a neve do inverno e germinarem na próxima primavera, fechando o ciclo.

    Conhecendo este ciclo, podemos saber as características das forrações anuais:
    * Geralmente são plantas de sol pleno, pois precisam de muita energia para crescer rapidamente.
    * Apresentam crescimento rápido: precisam germinar, crescer, florescer e produzir sementes em, no máximo, 8 meses.
    * Produzem flores em grande quantidade: para produzir bastante semente.
    * Flores vistosas, coloridas e perfumadas: para atrair polinizadores e produzir bastante semente.
    * Baixa durabilidade: no paisagismo, compra-se a forração com flores e quando estas secam, a planta tem de ser trocada, ou seja, a troca das plantas é feita a cada 30 ou, no Maximo, 60 dias.

    Em paisagismo são utilizadas em canteiros onde se deseja um destaque colorido constantemente (fachadas de hotéis, lojas, empresas, etc.) ou plantadas em vasos e jardineiras. Entre as diversas espécies anuais podemos destacar:
    _ Boca-de-leão (Antirrhinum majus)
    _ Flox (Phlox drummondii)
    _ Prímula (Primula sp.)
    _ Amor-perfeito (Viola tricolor)
    _ Cravina (Dianthus barbatus)
    _ Gazânia (Gazania rigens)
    _ Onze – horas (Portulaca grandiflora)
    _ Cinerária (Senecio cruentus)
    _ Angélica (Polianthes tuberosa)
    _ Crista-de-galo (Celosia argentea)
    _ Torênia (Torenia fournieri)
    _ Tagetes-anão (Tagetes patula)
    _ Zínia (Zinia elegans)
    _ Petúnia (Petunia x hybrida), entre outras.

    Forrações Bianuais:
    As plantas bianuais possuem um ciclo que dura quatro estações, ou entre 1 e 2 anos.
    _ Alisso (Lobularia marítima)
    _ Sálvia (Salvia splendens)
    _ Lobélia (Lobelia erinus).

    Perenes:
    São plantas de ciclo indeterminado, ou seja, seu ciclo compreende: germinação, crescimento até a fase adulta, florescimento, frutificação, produção de sementes. Porém, ao invés de perecer, elas voltam a crescer, florescer, frutificar, e produzir sementes, por vários anos, não necessitando de replantio.

    Compreende a maioria das espécies do grupo das forrações.
    Perenes biologicamente, mas anuais no paisagismo:

    São aquelas espécies perenes com flores vistosas, utilizadas de forma destacada em jardins, vasos e jardineiras, que necessitam estar sempre floridas e bonitas. Neste caso, após o florescimento, replanta-se todo o canteiro, pois apesar de não morrer elas ficam com aparência ruim, demoram ou não têm boa recuperação na próxima florada. Como por exemplo:
    _ Begônia (Begonia semperflorens)
    _ Calanchoe (Kalanchoe blossfeldiana)
    _ Sálvia (Salvia splendens)
    _ Biri (Canna x generalis)

    Preparo de solo para forrações:
    Para o sucesso de um canteiro de forrações, é necessário um bom preparo do solo, pois geralmente são exigentes em fertilidade.

    Este preparo segue os mesmos princípios já discutidos, e envolve as seguintes práticas:
    Preparo do terreno:
    - Verificação da qualidade do solo: se houve corte ou aterro no terreno, textura, aparência e cor. Com base nessas informações, será possível fazer um bom preparo do solo, corrigindo as propriedades físicas e químicas.
    - Retirada de entulhos: remover restos de obras, galhos, restos de plantas, entre outros materiais para que a superfície fique regularizada e adubos e calcário sejam incorporados de forma homogênea.
    - Erradicação de ervas daninhas.
    - Necessidade de tirar ou colocar mais terra: deve ser de acordo com o nível preferido ou efeito desejado para o jardim, lembrando que o canteiro de forração deve ficar levemente mais alto que o gramado.
    - Revolvimento do solo: pensar sempre que o ideal de um preparo de solo é ter 20 cm de terra boa na superfície, porém, isto pode ser inviável economicamente em grandes áreas.

    archway_cage_decorative_birds_mingling_md_wht

    Já se sentiu tentado nos hipermercados a trazer para casa alguma daquelas plantas tão bonitas, com umas flores magníficas e uma folhagem invulgar? E aquela espécie mesmo rara que a florista lhe aconselhou? Até dá uns frutos vermelhos e roxos e as folhas têm umas pintas azuis e brancas que durante a noite brilham no escuro.

    Algumas plantas de interior exigem cuidados especiais, condições de luz, temperatura, umidade do ar, etc., que simplesmente não conseguimos obter nos ambientes quentes e secos de nossas casas. E o ritmo das nossas vidas modernas também não permite que tenhamos o tempo necessário para dedicar a estas plantas mais delicadas.

    Rega exagerada! Estas 10 espécies resistem a falta de rega, ar seco, grande intervalo de temperaturas, baixa luminosidade, mau solos e até a falta de carinho que todos devemos ter com as nossas plantas (e olhem que é um fator muito importante) mas normalmente não aguentam ter a terra permanentemente encharcada ou os vasos esquecidos dentro da água da última rega.

    A razão é muito simples, as raízes apodrecem e as plantas morrem. Dito isto, e começando da menos resistente entre as resistentes para a mais resistente de todas, aqui ficam as 10 plantas de interior mais fáceis de cuidar:

    10. Nephrolepis exaltata ou Feto-espada (Samambaia de Boston, no Brasil)

    Nephrolepis exaltata

    A idéia generalizada sobre os fetos é que são plantas demasiado delicadas, que murcham ao mínimo sinal de desleixo. Embora esta regra seja verdadeira para várias espécies de fetos, não é o caso deste feto-espada. Aguenta períodos de seca, ar seco e solo pobre em nutrientes. Aguenta mesmo algumas horas de sol direto. Como acontece com todas as plantas, a sua beleza irá sofrer se a tratarem de forma negligente durante um longo período de tempo. As folhas da Nephrolepis irão ficar castanhas e a planta irá ficar com um aspecto “desorganizado”, com bastante espaço entre as frondes. Ainda assim, caso queiram ter um feto que necessite de cuidados mínimos, esta é a opção certa. Como ter um feto-espada bonito? Fácil. Boa luz, sem sol, regar bem, deixando o solo secar ligeiramente entre regas e pulverizar com água uma ou duas vezes por dia. Adubar quinzenalmente com um fertilizante líquido. Mudar de terra todos os anos na primavera. E verão como ele vos recompensará esses cuidados.

    9. Anthurium andreanum ou Antúrio

    anthurium_andreanum

    Outra escolha que provavelmente poderá chocar alguns dos mais “entendidos” em plantas. Todos os livros vos dirão que os Antúrios precisam de cuidados especiais, normalmente só possíveis de alcançar em estufas. Não é o caso desta espécie. Aguentam muito bem locais com baixa luminosidade, ar seco e períodos de seca relativamente longos. Neste aspecto são uma boa escolha para os mais esquecidos, uma vez que é fácil de ver quando precisam de água. Os caules dos quais as folhas rígidas pendem, tendem a ficar mais caídos. Depois de regarem, a planta reanima-se rapidamente e os caules assumem a sua posição vertical. Esta planta de interior vem com um bônus; produz flores lindíssimas durante quase todo o ano, isto se lhe proporcionarem as condições ideais, a saber: Luz média, longe do sol, rega abundante no tempo quente (atenção à regra principal de não deixar os vasos em água), fertilizar quinzenalmente, ambiente úmido, com pulverizações diárias de água.
    Dica: Pulverizem somente a folhagem, pois caso pulverizem as flores estas durarão muito menos tempo.

    8. Tradescantia fluminensis ou Erva-da-fortuna

    Tradescantia_fluminensis

    Se na palavra “fácil” incluirmos a facilidade de propagação, então a Erva-da-fortuna ganha com grande vantagem. Qualquer estaca desta espécie enraíza facilmente em água em qualquer altura do ano, pelo que é fácil conseguirem ter vários vasos. Isto irá permitir “experimentar” quais os melhores locais na sua casa para estas plantas pouco exigentes. Tentem somente arranjar-lhes um local com boa luz e sem sol direto. De resto basta ser bem regada, de forma a que a terra mantenha sempre alguma umidade. É uma excelente escolha para colocar em vasos pendentes.

    7. Plectranthus nummularius ou Plectranto

    Plectranthus nummularius
    A facilidade de reprodução é a mesma da Tradescantia. Esta espécie é um pouco mais resistente pela sua capacidade de aguentar várias horas de sol sem grandes consequências para as suas folhas (as da Erva-da-fortuna ficam com as pontas castanhas). Não necessitam de temperatura especial, nem de umidade, nem de terra particularmente boa. A única coisa de que precisam mesmo é muita água. Mas, assim que precisam de água, as suas folhas ficam completamente “moles”. É bastante fácil, para quem não é muito experiente, saber quando é hora de voltar a regar. Não se admirem se nos dias quentes de verão esta planta “pedirem” água todos os dias.

    6. Ficus benjamina ou Fico

    Ficus_benjamina

    É uma das plantas de interior que está “na moda” pela sua capacidade de resistir a ambientes com fumo ou com ar-condicionado. Ainda por cima não gosta muito de água, pelo que aguenta bem períodos longos de negligência. Adapta-se a uma determinada luminosidade, temperatura, etc., e se for mudada para outro local, as folhas inferiores começam a cair. Também não gosta de correntes de ar.

    5. Dracenas – Dracaena fragans e Dracaena marginata

    dracena marginata

    Outra planta da moda, considerada por alguns autores como a mais resistente de todas (principalmente a marginata). Sobrevive com níveis de luz muito baixos e aguenta bem ar seco e períodos sem rega. Também a podem ver em vários vão de escada e escritórios. Como para todas as plantas, há uma diferença entre uma planta sobrevivente e uma planta feliz. Para ter uma Dracena feliz basta providenciar boa luz (sem sol), rega moderada, deixando secar a camada superficial antes de regar de novo e pulverização diária com água (uma ou duas vezes).

    4. Monstera deliciosa ou Costela-de-Adão

    costela de adão

    Tem todas as características de resistência das Dracenas, com a vantagem de não perder algumas das suas folhas em ambientes extremamente secos ou por falta de rega. O maior inconveniente é mesmo o seu tamanho. Precisam de espaço e vasos grandes.

    3. Crassula ovata ou Planta-Jade

    crassula ovata

    Esta suculenta é campeã em suportar longos períodos sem água e aguenta também a exposição direta ao sol, mesmo no pico do Verão. Dificilmente aparece qualquer tipo de praga. Prefere a luz solar direta, mas tolera a luz filtrada. Deixar a terra secar entre as regas e manter o solo praticamente seco durante o Inverno. A planta apodrecerá se for regada em excesso. Não tolera temperaturas abaixo dos 0ºC. A propagação faz-se por estacas tiradas das pontas, em qualquer altura do ano.

    2. Sanseveria trifasciata ou Língua-da-sogra

    Sansevieria_trifasciata

    É uma planta resistente em todos os aspectos. Aprecia regras moderadas no verão e uma rega apenas mensal no Inverno. Não tolera temperaturas abaixo dos 10ºC. Suporta o ar seco.
    Regue moderadamente no Verão mas apenas uma vez por mês no Inverno.

    1. Aspidistra elatior – Aspidistra

    Aspidistra

    É a campeã das campeãs e tem fama de ser quase imortal. Deve ser cultivada sob meia-sombra ou sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Planta originária de clima temperado, a aspidistra é capaz de tolerar tanto o frio como o calor, porém não resiste ao encharcamento.

    As variedades pintadas e estriadas podem ficar completamente verdes em solos muito ricos e locais pouco iluminados. Fertilizações na primavera e verão estimulam o desenvolvimento de uma folhagem exuberante.

    Multiplica-se facilmente por divisão do rizoma enraizado, permanecendo cada muda com pelo menos duas folhas (divisão de touceiras).

    rosen

    casa_de_praia_p
    Se você for plantar um gramado ou renová-lo, há alguns elementos importantes que devem ser considerados antes de simplesmente espalhar umas sementes de grama no solo. A escolha certa das sementes ou mudas que serão usadas e a maneira correta de plantio são muito importantes para se obter um gramado saudável. É preciso também manter as pragas afastadas durante o crescimento.

    Primeiramente decida que tipo de grama você quer plantar. A maioria dos tipos de grama são gramas de inverno que ficam verdinhas rapidamente e que podem entrar em período de semi-dormência no período quente do verão. As gramas da estação quente, como a grama esmeralda, ficam verdes mais tarde, mas sobrevivem ao clima mais quente do verão.
    Existem basicamente dois tipos de gramas de jardim, aquelas em touceira e as rasteiras.

    As gramas em touceira espalham-se lentamente a partir de novos brotos na base da planta. As gramas rasteiras, que compõem a maior parte das gramas de jardim, se espalham através de rizomas ou estolões, ramificações que rastejam sobre ou logo abaixo do nível do chão, formando brotos na ponta.

    As duas espécies formam tapetes espessos se elas forem bem cuidadas. As gramas rasteiras formam um gramado melhor para áreas de tráfego intenso. Então é preciso levar em consideração a zona climática onde você mora. Nem todas as variedades crescem sob qualquer condição.
    Em seguida, faça um teste do seu solo. Informe ao laboratório especializado em testes de solo sobre o tipo de grama que você pretende plantar e eles farão as recomendações necessárias. Acrescente adubo e fertilizante, se for necessário, de acordo com o relatório de teste do solo.

    Aplaine o solo; acerte o terreno e adicione terra às depressões. Não use o subsolo na camada superficial; os gramados precisam de um solo bem drenado para que as raízes cresçam. Entulho de construção em baixo da superfície impede que as raízes cresçam profundamente, fazendo com que algumas partes da grama morram. Cultive o solo completamente, removendo pedras, raízes, torrões e resíduos.

    Use um ancinho para nivelar a área e laminar o solo, prevenindo irregularidade.

    corações

    Nome científico: Chlorophytum elatum “Variegatum”
    Nomes populares: Planta Aranha, Gravatinha, Dracena, Milho
    Família:Agavaceae
    Floresce: Verão
    Altura: 10 a 60 cm
    Originária: África do Sul e Ásia
    Tolera: pequenos períodos de seca
    Ciclo: perene

    Existem quatro tipos de Clorofito variegada com o centro da folha branco e bordos verdes, variegada com o centro da folha verde e bordos brancos, totalmente verde em tom escuro e totalmente verde em tom claro.
    Todas são semelhantes e de tratamento igual, mas os Clorofitos de folhas totalmente verdes não arqueiam tanto quando pendurados em vasos suspensos.
    Muitas vezes acontece a variedade matizada produzir alguns “filhos” de cor totalmente verde, sendo o contrario mais raro.

    É uma planta de sombra ou semi-sombra que gosta de umidade e regas frequentes na época de crescimento ou quando o tempo estiver muito seco e quente.
    Deve evitar-se tocar as suas pontas para que não sequem e fiquem feias, aprecia ser regularmente pulverizada com água á temperatura ambiente.
    De Fevereiro a Setembro regue a C. elatum liberalmente e adube-a uma vez por semana. Regue-a parcimoniosamente desde Outubro até ao fim de Janeiro e conserve-a a uma temperatura baixa.

    Multiplica-se por divisão de touceira, pela divisão também do rizoma (raízes) e pelas novas inflorescências, retirando-as da planta mãe e plantando-as diretamente num novo vaso ou fazendo-as aumentar as raízes em água e depois colocando-as em vasos.

    Quando suspensa em vasos tem um impacto visual muito bonito e quando bem tratada pode descer quase até ao chão, pois as suas inflorescências que dão origem a pequenas e novas plantas podem elas próprias voltar a dar novas plantas e consequentemente crescer assim para baixo em cascatas de pequenas flores e tufos de plantas.
    Quando plantada no chão, fica muito bonita em bordaduras de outras plantas ou mesmo árvores, mas tem que se ter maior cuidado com o crescimento da mesma, cortando todos os rebentos que ao tocarem no solo se transformam em novas plantas, para que não perca a forma original dada por nós.

    Ideal para: cestas suspensas, interiores, mas também bordaduras e floreiras
    Se ingerida é venenosa, não causando a morte, mas vômitos e perda de apetite (anorexia)

    flor270