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Posts para categoria ‘conceitos’

planta Angiospermae

A biologia é a ciência que estuda todos os seres vivos, sejam eles animais ou vegetais. No caso das espécies vegetais o ramo da biologia responsável pelo seu estudo é a botânica.

A botânica estuda a vida, a morfologia, a fisiologia, a relação com os outros seres vivos, portanto tudo que se refere as plantas é estudado e classificado pelos estudiosos da área da botânica.

Em toda a história, as espécies vegetais já receberam diversos tipos de classificações e de divisões, pelo fato do reino vegetal ser muito extenso e a cada dia que passa, os estudiosos descobrem novas espécies vegetais e novas características.

Desde a antiguidade, as plantas vêm sendo classificadas – uma das primeiras foi feita pelo grego Aristóteles que classificou as espécies vegetais da seguinte maneira: árvores, arbustos, sub-arbustos e ervas.

Com o passar do tempo, e dos estudos e das descobertas, as classificações das espécies vegetais foram se aperfeiçoando e ficando cada vez mais detalhadas, e uma das divisões mais conhecidas das plantas é entre: plantas Angiospermas e Gimnospermas.

As plantas angiospermas são aquelas que possuem flores e frutos, enquanto as plantas Gimnospermas são aquelas que possuem raízes, folhas e caules.

As plantas Angiospermas
É o grupo de plantas de maior número que existe atualmente, tendo em torno de 350.000 diferentes espécies vegetais catalogadas.

As plantas angiospermas têm como maior característica a presença de flores e frutos. Normalmente as sementes dessas espécies vegetais se colocam dentro dos frutos das espécies vegetais.

As flores possuem um papel muito importante nas espécies vegetais, muito além do aspecto ornamental, pois elas possuem os óvulos e estruturas (pétalas bonitas e néctar) capazes de atrais os agentes polinizadores para agir na reprodução das flores.

O embrião das sementes das espécies vegetais angiospérmicas possui uma estrutura que recebe o nome de cotilédone que acabou caracterizando a divisão deste grupo de plantas.

As plantas angiospermas são divididas em 2 grupos ou classes: Monocotiledôneas e Dicotiledôneas.

Essa classificação foi uma forma de procurar simplificar a classificação das espécies vegetais, que ficaram extremamente complexas, pois existem características que podem destacar cada tipo de planta dentro desses dois grupos.

As plantas Monocotiledôneas se caracterizam por apresentarem um único cotilédone e estarem presentes em espécies vegetais como as gramíneas, as orquídeas e as palmeiras. Essas espécies vegetais se caracterizam por apresentarem um ciclo de vida pequeno ou curto.

As plantas Dicotiledôneas se caracterizam por apresentarem pelo menos dois cotilédones e apresentarem um ciclo de vida maior ou longo.

Conhecer esses tipos de espécies vegetais é importante, pois na hora do cultivo dependendo da espécie (monocotiledônea ou dicotiledônea) você irá saber se deve fazer uma cova mais profunda ou mais rasa, se pode usar determinado tipo de herbicida e outras situações de acordo com as características dos 2 grupos.

Apesar das plantas monocotiledôneas e dicotiledôneas terem nomes esquisitos, elas são muito simples de serem diferenciadas. Abaixo daremos algumas características desses dois grupos de plantas angiospermas.

girassol - planta monocotiledônea

As espécies vegetais Monocotiledôneas
As plantas Monocotiledôneas tem como principal característica o fato de suas sementes apresentarem somente um cotilédone, que é uma reserva energética que é transferida para o embrião durante o processo de germinação.

As espécies vegetais monocotiledôneas pertencem a classe de plantas denominada Liliopsida.

São espécies de plantas monocotiledôneas: o alho, o bambu, a cana de açúcar, o arroz, as palmeiras, a grama, a cebola e outras espécies vegetais.

As principais características das plantas Monocotiledôneas são:
* As raízes das espécies vegetais monocotiledôneas possuem formato de feixe, sendo do tipo fasciculada. As raízes fasciculadas são chamadas também de raízes cabeleira devido ao seu formato, de raízes finas que se originam do mesmo local;

* O caule das espécies vegetais monocotiledôneas normalmente não cresce com relação a sua espessura, são herbáceos (sem a presença de lignina – substancia que concede ao caule estrutura lenhosa) e em formato de bulbos e rizomas (caules subterrâneos que acumulam nutrientes para o desenvolvimento das plantas).

Os feixes vasculares dos caules das plantas monocotiledôneas aparecem disposto de maneira irregular;

* As folhas das espécies vegetais monocotiledôneas apresentam nervuras paralelas e com a bainha desenvolvida;

* As flores das plantas monocotiledôneas são trimeras, isto é, com pétalas e sépalas organizadas em base de 3 (três), ou em números que sejam múltiplos de 3;

* As sementes as espécies monocotiledôneas não apresentam reserva e possuem somente um cotilédone, daí a denominação deste tipo de planta.

Magnolia_( dicotiledônea)

As espécies vegetais Dicotiledôneas
As plantas Dicotiledôneas são aquelas que possuem ao menos 2 cotilédones.

As espécies vegetais dicotiledôneas pertencem a classe de plantas denominada Magnoliopsida.

São espécies de plantas dicotiledôneas: o feijão, o amendoim, o girassol, o café, o mamão, a seringueira, o abacate e outras espécies vegetais.

As principais características das plantas Dicotiledôneas são:
* As raízes possuem formato pivotante ou axial. Esse tipo de raiz forma na planta uma raiz principal e que penetra de maneira vertical no solo, gerando raízes laterais;

* O caule das espécies vegetais dicotiledôneas possuem crescimento quanto a espessura e diversas plantas apresentam caule lenhoso (que contem lignina). Os feixes vasculares dos caules dessas espécies estão dispostos de forma circular;

* As folhas das espécies vegetais Dicotiledôneas possuem a bainha reduzida, com nervuras reticuladas ou ramificadas;

* As flores das espécies vegetais dicotiledôneas são pentâmeras, isto é, apresentam pétalas e sépalas organizadas em base de 5. De forma rara aparecem organizadas em base de 2 ou 4;

* As sementes das espécies vegetais Dicotiledôneas possuem pelo menos 2 Cotilédones – origem do nome do grupo de plantas, e esses podem apresentar reservas de nutrientes para as plantas.

A germinação das plantas Monocotiledôneas e Dicotiledôneas
As espécies vegetais monocotiledôneas quando germinam geram uma pequena folha na superfície do solo, enquanto que as espécies vegetais dicotiledôneas quando germinam os cotilédones por cima da superfície do solo.

Os cotilédones no momento da germinação tendem a se abrir com a aparência similar de uma folha e depois eles murcham a medida que a espécie vegetal começa a crescer.

O desenvolvimento das plantas Monocotiledôneas e Dicotiledôneas
As espécies vegetais Monocotiledôneas costumam desenvolver folhas de formato estreito e compridas, enquanto as espécies vegetais dicotiledôneas possuem folhas mais largas com formato tendendo para o redondo.

Nas espécies vegetais monocotiledôneas, as raízes são muito ramificadas e densas. Já no caso das espécies vegetais Dicotiledôneas, existe uma raiz principal, pouco ramificada.

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As informações abaixo facilitarão seu entendimento sobre as diferentes formas de atuação para a conservação da natureza.

Biodiversidade ou Diversidade biológica
É a variedade de vida no planeta terra. Incluem-se a variedade genética dentro das populações e espécies; a variedade de espécies da flora, da fauna e de microorganismos; a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.
Biodiversidade refere-se tanto ao número de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa dessas categorias.

Diversidade
Número de espécies diferentes e sua abundância numa área. A diversidade é a medida da complexidade de um ecossistema e muitas vezes uma indicação de sua idade. Comunidades recém estabelecidas têm pouca diversidade; as comunidades mais antigas, mais estáveis, têm geralmente alta diversidade. É também o número de habitats existentes numa determinada área.

Megadiversidade
O termo designa os países mais ricos em biodiversidade do mundo. O número de plantas endêmicas é o critério principal da megadiversidade. Outros critérios são: o número de espécies endêmicas em geral e o número total de mamíferos, pássaros, répteis e anfíbios.

Habitat
Lugar de vida de um organismo. É também o total de características ecológicas do lugar específico habitado por um organismo ou população.

Bioma
É um amplo conjunto de ecossistemas. O Brasil possui sete biomas: Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Caatinga, Campos Sulinos, Costeiro e Pantanal. Os biomas caracterizam-se por formas de plantas consistentes e são encontrados em grandes áreas climáticas.

Ecossistema
Significa um universo dinâmico de comunidades vegetais, animais e de microrganismos e o seu meio inorgânico, que interagem como uma unidade funcional.

Fauna
Conjunto dos animais próprios de uma região ou de um período geológico.

Flora
Conjunto das espécies vegetais de uma determinada localidade. É também um conjunto de plantas que servem para um determinado fim.

Fragmentação
Todo processo de origem antrópica (humana) que provoca a divisão de ecossistemas naturais contínuos em partes menores, freqüentemente desconectadas de outras áreas semelhantes, o que gera isolamento das espécies e sua conseqüente extinção.

Espécie
É o conjunto de indivíduos que possuem as mesmas características genéticas ou que provenham de uma mesma linhagem evolutiva, podendo cruzar entre si em condições naturais e gerar descendentes férteis.

Espécie endêmica
Trata-se de espécie nativa de uma única área geográfica. Quando uma espécie endêmica é extinta, ela desaparece em definitivo do planeta, deixando a Terra mais pobre em sua riqueza natural. Mais de 6.000 espécies de plantas e 500 espécies de vertebrados (excluindo-se os peixes) são endêmicos à Mata Atlântica!

Endemismo
É o fenômeno da distribuição das espécies animais ou vegetais existentes em uma área restrita e mais ou menos isolada.

Espécies exóticas casuais
São espécies introduzidas que sobrevivem no ambiente sem deixar descendentes e que se extinguem do local após completar o seu ciclo de vida.
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Cupressocyparis leylandii

O que o nome Botânico?
O nome botânico ou nome científico de uma planta é um nome universal, igual em qualquer parte do mundo, ao contrário dos diferentes nomes populares pelas quais é conhecida uma planta em diferentes locais do mundo e até dentro do mesmo país.
O criador da nomenclatura botânica e da classificação das plantas foi Carl von Linné (Lineu, em português), botânico, zoólogo e médico sueco. Nasceu em 1707 e morreu em 1778.

Como se constrói o nome botânico?
A classificação das plantas está organizada em categorias: Reino / Divisão / Classe / Ordem / Família / Género / Espécie.
Isto é, o Reino das Plantas é composto de várias Divisões, cada Divisão possui várias Classes, cada Classe possui várias Ordens, e assim sucessivamente até à Espécie. E ainda se pode ir mais longe e encontrar subespécies, variedades e formas dentro da mesma espécie.

O nome botânico de uma planta é constituído por 2 palavras, a primeira das quais refere o Gênero a que a planta pertence e a segunda especifica a planta dentro do Gênero onde está integrada.
Note-se que uma planta se identifica sobretudo pela Espécie a que pertence porque possui características comuns a plantas idênticas que as distinguem facilmente das outras (para o ser humano).

Por exemplo, o nome da planta que entre nós é conhecida como Costela de Adão é Monstera deliciosa. Neste caso, o nome botânico da planta que conhecemos como Costela de Adão diz-nos que esta Espécie pertence ao Gênero “Monstera. Este nome é universal e identifica a mesma planta em qualquer lugar do Mundo. Deve dizer-se que o nome botânico de uma planta se escreve em Latim e que na linguagem técnica e científica não é alvo de tradução para línguas locais. Deste modo, escreve-se do mesmo modo em todos os países. Finalmente, a redação correta do nome botânico implica que seja escrito em itálico, que a primeira palavra comece por maiúscula e a segunda por letra minúscula.

O que são Híbridos?
São o resultado do cruzamento de duas espécies diferentes. Por exemplo, cruzando a espécie Spiraea albiflora com a espécie Spiraea japonica obtemos o híbrido Spiraea x bumalda. Assim, quando entre as duas palavras encontramos um “x” sabemos que estamos perante um híbrido.
Se o x aparecer antes das duas palavras estaremos perante um híbrido que resulta do cruzamento de duas espécies de dois gêneros diferentes. São casos raros porque em 99% dos casos os híbridos resultam do cruzamento de duas espécies do mesmo gênero. Estes cruzamentos podem ocorrer espontaneamente na natureza ou serem produzidos pelo homem.
Exemplo: x Cupressocyparis leylandii (poderoso híbrido resultante do cruzamento entre o Cedro-da-califórnia (Cupressus macrocarpa) e o Cedro-do-alasca, (Cupressus nootkatensis))

Cultivares
São o resultado de um trabalho de seleção de uma característica de uma planta que é sujeita a técnicas de cultivo até que se obtenha uma planta nova com a característica pretendida, diferente da original.
Exemplo: o Nerium oleander aparece na natureza com flores de cor rosa, mas existem cultivares de Nerium oleander de flor branca (Nerium oleander ‘Mont Blanc’), de flor vermelha (Nerium oleander ‘Atropurpureum’), de flor amarela (Nerium oleander ‘Aurantiacum’) e de outas cores, obtidos após a aplicação destas técnicas de seleção. Note-se que neste caso o último nome não se escreve em itálico, pode não ser latino e aparece entre aspas.
Na linguagem vulgar é frequente chamar variedade ao cultivar mas é incorreto porque o cultivar é fruto do esforço humano e a variedade é um fenômeno espontâneo da natureza.

Variedades
São plantas diferentes das da espécie em que surgiram em resultado do aparecimento natural e espontâneo de características novas. Por exemplo, o Cupressus sempervirens, conhecido como o cipreste dos cemitérios, tem uma forma que lhe é dada pelo fato dos seus ramos serem quase verticais. Contudo, surgiram alguns ciprestes com ramos mais horizontais, característica que transmitiram à sua descendência, dando origem a a uma variedade dentro da espécie.
Exemplo: Cupressus sempervirens var. horizontalis.

Subespécies
Conceito semelhante ao de variedade. Ocorrem também de forma espontânea na natureza. São plantas que se distinguem dentro da espécie por força das condições geográficas do território onde se desenvolveram as quais selecionaram características da planta mais adequadas a esse terreno.
Exemplo: Quercus ilex subsp. rotundifolia

Formas
Outro conceito parecido com o de variedade e o de subespécie. Ocorrem também de um modo espontâneo na natureza. São plantas que se distinguem em pormenores como a cor de uma folha ou a cor de uma flor.
Exemplo: Fagus sylvatica f. purpurea

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floresta

A floresta é parte integrante do nosso ecossistema, tendo uma importância vital para o equilíbrio ambiental e ecológico do nosso planeta. Preservar as florestas é sinônimo de proteger e a garantir a qualidade de vida, é preservar o futuro.

Além da beleza paisagística as florestas constituem habitats únicos para variadíssimas espécies de seres vivos, incluindo comunidades humanas.

As florestas ocupam cerca de 30% da área terrestre do nosso planeta e contêm cerca de 70% do carbono presente nos seres vivos. O desenvolvimento da floresta é um processo muito lento e é necessário muito tempo para que se estabeleçam os equilíbrios fundamentais entre as diferentes espécies e o meio físico envolvente.

O acelerado ritmo das atividades humanas e as agressões frequentes aos espaços florestais não são compatíveis com a lenta capacidade de resposta dos ecossistemas florestais, conduzindo à sua progressiva degradação e destruição.

Podemos ajudar a preservar as florestas e matas de muitas formas, porém, a maior contribuição que devemos dar à natureza é estudá-la para compreendê-la, tomarmos consciência de sua importância no equilíbrio ecológico do planeta e socializar esta compreensão com os nossos semelhantes na forma de ensinamentos, de sensibilização e nas atitudes corretas em prol das árvores, dos arbustos, das herbáceas, etc. Devemos aprender e ensinar, enquanto aprendemos, que as plantas são extremamente necessárias à nossa sobrevivência, além de trazerem muitos benefícios para nós, trazem também para uma imensa multidão de animais e para o ambiente em geral.

Existe uma variação ambiental gradual no tipo de florestas que existem no nosso planeta, mesmo assim, podemos considerar três tipos principais de floresta, classificados de acordo com a latitude: As florestas tropicais, temperadas e boreais.

Floresta tropical
As florestas tropicais caracterizam-se por possuírem a maior diversidade de espécies. Um quilômetro quadrado pode conter mais de 100 espécies diferentes de árvores. As florestas tropicais são assim denominadas por se localizarem entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, sendo encontradas na região amazônica, na América Central, na Indonésia, Austrália e na África.

A  maior floresta tropical úmida do mundo é a Floresta Amazônica. A sazonalidade nestas florestas consiste em apenas duas estações: a estação úmida e a estação seca e a duração do período de dia e noite varia pouco ao longo do ano, sendo sempre próxima de 12 horas.

A temperatura é elevada e também varia pouco ao longo do ano, sendo a diferença entre a temperatura média dos meses mais quentes e dos meses mais frios à volta de 5º C. A precipitação anual é elevada (geralmente superior a 2000 mm) e distribuída equitativamente ao longo do ano.

A fauna é muito rica, sendo constituída por inúmeras espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, etc. Os solos são, em geral, pobres em nutrientes. A decomposição da matéria orgânica é rápida. Nestas florestas existem várias camadas de copas, existindo um gradiente de espécies em altura. As copas são contínuas, permitindo a penetração de muito pouca luz para o solo.
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