Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • Archive for the ‘Cercas Vivas e Arbustos’ category

    gunnera-manicata

    Nome científico: Gunnera Manicata
    Nome Popular: Gunera, Guarda-chuva,  Ruibarbo-gigante-brasileiro
    Família: Gunneraceae
    Origem: Brasil
    Ciclo de Vida: Perene

    A Gunera é uma planta de porte arbustivo, com aspecto exuberante que surpreende seus expectadores. Suas folhas são gigantescas sendo capaz de atingir 2 m de diâmetro, fazendo com que a planta seja a herbácea mais ampla do mundo. Embora na cultura, essas dimensões raramente são alcançados, encontrar folhas de 1,5 m e uma planta de 2,5 m de altura não é rara.

    Seu caule é rizomatoso e revestido por fibras amarronzadas. Diretamente deste rizoma, surgem pecíolos longos, fortes e espinhosos que sustentam as gigantescas folhas desta espécie. As folhas, além de grandes, são ásperas, espessas e apresentam formato arredondado, com recortes mais ou menos profundos, nervuras bem marcadas e bordos serrilhados.

    As inflorescências surgem no Verão, também diretamente do rizoma da planta e são do tipo panícula, cônicas, eretas, densas, grandes e com numerosas e minúsculas flores verdes a avermelhadas.

    A Gunnera é originária das florestas úmidas, onde existe uma fonte constante de água. Vendo suas folhas dá para imaginar a quantidade de água que podem transpirar. Isso implica que muita água deve chegar às raízes. As folhas enormes se comportar como um funil, coletando água e orientando-a para o centro da planta.

    A despeito de serem atrativas, geralmente estas inflorescências ficam escondidas sob a folhagem. Os frutos são drupáceos. A Gunera é certamente uma opção de destaque no paisagismo. O apelo escultural e as formas avantajadas desta espécie fazem com que ela mereça amplo espaço para se desenvolver livremente e ser apreciada em toda a sua plenitude.

    Seu uso comum é como planta isolada, mas isso não impede que se formem pequenos maciços ou renques com a planta em jardins extensos. Por gostar de terrenos úmidos, a planta deve ser cultivada bem perto de uma fonte de água, onde as raízes podem ser molhadas em um terreno bastante molhado.

    Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, permeável, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido. Tolerante ao frio e às geadas.

    Apesar de apreciar o calor e a umidade, a Gunera não gosta de encharcamento ou frio. É possível no entanto, cultivá-la em ambientes palustres e regiões de clima temperado. No inverno frio é interessante protegê-la de geadas e neves em estufas ou simplesmente cortando as folhas pela base, que rebrotam com vigor na primavera.

    Multiplica-se por sementes e por divisão do rizoma. É necessário cuidado e luvas ao manipular esta planta, devido aos espinhos.

    folha

    clerodendron_speciosissimum
    Existem muitas e muitas espécies arbustivas, e sua escolha é baseada nos seguintes aspectos:

    Função do arbusto:
    -  Ornamental
    : deve-se considerar a preferência do cliente ou pessoais como cor das folhas e flores; formas e texturas; época de florescimento e porte. Além disso, deve ser observada a integração com outras espécies vegetais, elementos arquitetônicos, cor e estilo das construções existentes.
    - Proteção contra erosão: espécies com sistema radicular mais ramificado, profundo e copa densa com rápido crescimento, tais como bela-emília (Plumbago capensis), jasmim-amarelo (Jasminum mesnyi), bambu-de-jardim (Bambusa gracilis) entre outros;
    - Topiaria: arbustos compactos que respondam muito bem à poda como fícus, buxinho (Buxus sempervirens), Eugênia (Eugenia myriophilla), viburno e azaléia.

    Espaço disponível:
    Os arbustos devem dispor de espaço suficiente para se desenvolverem, evitando o plantio de um arbusto grande num local de pouco espaço. Para isto, é necessário saber seu porte máximo. Uma camélia (arbusto grande), plantada em local estreito ou próximo a muitas plantas, exigirá maior trabalho de poda para controlar seu excesso de volume, podendo ficar com aspecto estético desagradável e desenvolvimento prejudicado.

    Classificação dos arbustos pelo porte
    Categoria –
    Baixo
    Altura – Até 0,5 m
    Usos
    - Não é barreira física nem visual, serve mais para educar a circulação;
    - Beira de caminhos;
    - Delimitação de canteiros.

    Categoria - Médio
    Altura -
    0,5 até 1,60 m
    Usos
    - Funciona como barreira física, mas não visual;
    - Posições intermediarias;
    - Disfarce de elementos;
    - Fundos para elementos de destaque.

    Categoria - Alto
    Altura -
    Maior de 1,60 m
    Usos
    - É barreira física e visual;
    - Oferece privacidade e delimita áreas;
    - Barreira visual para muros e outros elementos indesejáveis.

    Exigência de luz:
    - Pleno sol: a maioria das espécies arbustivas necessita de sol durante quase todo o dia, principalmente para sua floração.
    - Locais sombreados: existem poucos arbustos adaptados à meia sombra ou sombra e que floresçam plenamente nessas condições. Alguns não toleram os raios solares diretos, embora necessitem de boa luminosidade, no mínimo 2 a 3 horas de luz indireta. É a situação típica dos espaços sob árvores, junto a muros e construções.

    Vento e salinidade:
    -
    Existem arbustos com caule e folhagem mais delicados, sensíveis a ventos fortes, secos ou frios. Esses devem ser evitados nos jardins próximos do mar, onde os ventos trazem sal que se deposita nas folhas, desidratando-as. Algumas plantas que resistem a essas condições:
    - Dracaena drago (Dracena)
    - Lantana camara (Lantana)
    - Nerium oleander (Espirradeira)
    - Phormium tenax (Formio)
    - Pittosporum tobira (Pitosporo)
    - Pyraccantha coccinea (Piracanta)
    - Yucca spp. (Yuca)
    - Clusia fluminensis (Clúsia).

    Solo (fertilidade, textura, pH):
    - Textura
    : grande parte dos arbustos prefere solos de textura média. Em solos que retém muita umidade ou que retém pouca, devemos plantar espécies que resistam mais a essas condições. Em solos arenosos, plantar cactáceas e outras espécies suculentas, e em solos argilosos, de locais úmidos, podemos plantar alpínias e outras zingiberáceas, papiros, helicônias e inhame.
    - pH: deve ser neutro. Existem muitos arbustos que se desenvolvem bem em solos levemente ácidos. Como por exemplo: Hortênsia, Gardênia, Camélia, Azaléia, etc.
    - Fertilidade: existem arbustos mais exigentes e outros capazes de se desenvolverem em solos mais pobres. A Camélia (Camelia japonica) necessita de um solo mais rico que a Clúsia (Clusia fluminensis), por exemplo.

    Características da espécie:
    - Época de florescimento
    : algumas espécies florescem o ano inteiro, mas a maior parte dos arbustos utilizados em paisagismo tem florescimento mais intenso nas épocas mais quentes.
    - Arbustos com folhagem ornamental: muitos arbustos são valorizados pela beleza das formas, texturas e cores das folhagens.
    - Arbustos com folhas verdes grandes: incluem as espécies de folhagem vistosa, pertencentes à família das Aráceas. Esses arbustos apresentam textura semi-herbácea, ou seja, seus caules não são tão lignificados, mas são rígidos.
    - Cerca-viva: geralmente, grande parte das espécies para cerca viva tem crescimento rápido e bom fechamento (densos e compactos). São utilizados para compor cercas, oferecendo proteção, privacidade, retenção de poeira, e redução de ruído, além do efeito ornamental de algumas espécies com belas flores ou folhagens.
    - Arbustos que parecem palmeiras: alguns arbustos possuem troncos e folhas de aspecto semelhante ao das palmeiras, sendo muitas vezes confundidos. O melhor exemplo é o da Cycas revoluta (Cyca).
    - Arbustos com flores perfumadas: podem ser interessantes ou, em alguns casos, também inconvenientes, como por exemplo, quando o perfume não agrada.
    - Arbustos com frutos ornamentais: alguns arbustos têm valor ornamental pela forma de seus frutos, alguns como a romã, são comestíveis.

    janel30

    hibisco_rosa

    Arbustos são vegetais lenhosos ou semi-lenhosos, com muitas ramificações no caule desde a base. Podem ter aparência de arvoretas quando se deixam desenvolver um só tronco eliminando os outros logo na base.
    Em locais pequenos, onde não há espaço para o plantio de árvores, o arbusto é uma ótima opção.

    Características dos arbustos
    * Porte:
    a altura não ultrapassa 4 m, sendo que a grande maioria tem entre 1 e 2 m. no entanto, podem-se encontrar arbustos com porte arbóreo, como por exemplo a camélia (Camelia japonica), espirradeira (Nerium oleander) e pitosporum (Pittosporum tobira), entre outros que podem chegar a mais de 3 m.*

    Aceitam poda: a maioria dos arbustos aceita poda, alguns inclusive, são muito valorizados com trabalhos artísticos (topiária) pela possibilidade de criar formas diversas. Além disso, a poda estimula novas brotações, dando melhor forma e volume para o arbusto.

    * Perenes: todas as espécies são perenes. No entanto, algumas se destacam por perderem suas folhas ou modificarem sua aparência sob algumas condições de clima:
    - Queda das folhas: a magnólia (Magnolia liliflora) perde completamente suas folhas ficando somente em flores arroxeadas durante o inverno.
    - Alteração de cor das folhagens: fotínia (Fotinia fraseri), nandina (Nandina domestica), e outras, têm suas folhas verdes em tom avermelhado no inverno.

    * Qualidades estéticas: assim como as forrações, existem centenas de espécies de arbustos, bastante valorizadas no paisagismo pelas seguintes características:
    - Flores: diversas formas e cores em diferentes épocas de florescimento.
    - Folhagem colorida: folhas com cores e texturas variadas. Algumas espécies são variegadas como ligustro, evônimo, entre outros, apresentando folhagens coloridas (Coleus sp.).
    - Frutos: espécies como ochna, piracanta, ardisia, entre outras, possuem frutos muito ornamentais.
    - Formas: alguns arbustos possuem formas naturais bastante peculiares, como as tuias (tuia limão, tuia áurea, etc.), outros podem adquirir formas por poda como, por exemplo, buxinho e viburno, bastante valorizados em jardins clássicos. Também há arbustos com ramos arqueados, que servem como divisória de ambientes amplos, e outros mais compactos para dar privacidade.

    * Adaptação a ambientes variados: podemos encontrar arbustos para diversos tipos de ambiente: – Tolerantes a seca: clúsia (Clusia fluminensis), piracanta (Piracantha sp.).
    - Locais mais úmidos: grupo dos filodendros, jibóias, etc.
    - Meia sombra: tumbérgia arbustiva (Thumbergia sp.), Lea (Leea coccinea), árvore da felicidade (Polycias fruticosa) , etc.

    * Algumas espécies são perfumadas: existem arbustos com flores bastante perfumadas, tais como:
    - Gardênia (Gardenia jasminoides);
    - Dama-da-noite, considerado arbusto escandente (Cestrum diurnum);
    - Manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora);
    - Jasmim-do-imperador (Osmanthus fragans);
    - Clerodendro-perfumado (Clerodendron fragans).

    bird 10

    buganvillea

    Apesar de não serem trepadeiras, podem ser conduzidas sobre diversos suportes, desde que bem tutoradas e amarradas. Durante o crescimento, seus ramos iniciam eretos e pendem após atingir certo comprimento.
    Ex: Bounganvília, Alamanda

    Agora que já conhecemos as maneiras com que as trepadeiras se fixam, vamos aos diversos tipos de suporte que podemos lhes oferecer. Utilize estas idéias para embelezar um cantinho ou corredor sem uso, ou mesmo para ser o ponto principal do seu jardim.
    Revestimento de paredes: Quem nunca viu uma casa ou um muro verde e ficou encantado? Paredes revestidas com trepadeiras são muito charmosas e combinam com os jardins de estilo europeu, principalmente o inglês. Mas este tipo de utilização requer alguns cuidados, começando pelo tipo de trepadeira escolhida.

    Neste caso, somente as trepadeiras com raízes adventícias podem ser utilizadas. Entre estas as mais utilizadas são a unha-de-gato e a falsa-vinha. A primeira exige podas freqüentes, mas permanece verde o ano todo. Já a falsa-vinha muda a cada estação: é verde na primavera e verão, fica vermelha no outono e perde totalmente as folhas no inverno, mas tem baixa manutenção, não exigindo podas.

    Quanto mais áspera a parede ou muro, melhor para estas trepadeiras subirem. Ambas só podem ser cultivadas com sol pleno ou meia-sombra e preferem que a construção não tenha acabamento, sendo apenas chapiscada com concreto. A falsa-vinha, no entanto, adere também em paredes com pintura ou com tijolo à vista.

    51

    crossandra555

    Nome Popular: Crossandra, Crossandra-laranja, Crossandra-salmão
    Família: Acanthaceae
    Origem: Índia e Sri Lanka
    Ciclo de Vida: Perene

    Crossandra é um gênero de plantas floríferas nativo da África e Ásia e que contém cerca de cinquenta espécies, sendo a mais comumente criada a infundibuliformis e a “fortuna”, apelidadas de Crossandra Laranja e Crossandra Salmão respectivamente.

    Elas se apresentam em diferentes tonalidades de amarelo, salmão, rosa, laranja e até em um delicado tom de azul claro, de acordo com a cultivar.

    As plantas desse gênero podem chegar a quase um metro de altura e apresentam algumas flores de coloração forte durante todo o ano, porém especialmente em épocas que outras plantas não costumam florescer, fazendo assim dela um ótimo artifício para se ter flores em seu jardim ou vasos durante todo o ano.

    No paisagismo essa planta pode ser usada para criar grupos de arbustos baixos, cercando lugares onde o objetivo não é dificultar acesso, mas sim apenas separar áreas de seu jardim. Podem ser utilizadas e até mesmo em vasos e jardineiras.

    O pinçamento ou beliscamento das mudas, estimula o adensamento da planta durante o crescimento, e as podas, realizadas após o florescimento, renovam a folhagem e dão o formato desejado.

    Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, utilizando solo misturado a adubo orgânico e areia grossa no intuito de auxiliar o crescimento da planta e ter uma boa drenagem. Pouco antes da planta começar a desenvolver suas flores, pode-se adicionar também um pouco de adubo NPK com grande concentração de fósforo para estimular a planta a ter uma floração mais intensa.

    Irrigue-a diariamente, mas sempre observando a quantidade para não encharcar a planta ou criar poças d’água. Pode-se fazer uma poda de limpeza e remover ramos mortos sempre que acabar a época de produção de flores.

    Desaconselha-se cultivá-las em locais de climas muito frios ou em locais muito ensolarados, uma vez que estes elementos podem queimar suas pétalas e até danificarem gravemente a planta

    Apesar de perene, o florescimento e o vigor da planta decaem com a idade e é recomendável renovar os canteiros com mudas jovens a cada 3 ou 4 anos. As podas, realizadas após o florescimento, renovam a  folhagem e dão o formato desejado ao arbusto. Multiplica-se por sementes e por estaquia.

    imagem-neve02

    Sansao-do-Campo

    Ideal para cercas de proteção, já que segura até mesmo o gado com seus 300 espinhos por m. O sansão-do-campo dá flores brancas 8 meses por ano. Podem ser plantadas no espaçamento de 10 cm. Num período de 12 a 15 meses, elas chegarão a 3 m de altura caso não haja poda.

    Conheça segredos e macetes para elas fecharem mais rápido e os  segredos que garantem o sucesso no  paisagismo.

    A função mais usada para uma cerca viva é a barreira visual. Nesse caso, é importante que a fileira de plantas feche o mais rápido possível. Veja alguns truques e macetes que os especialistas usam para ter sucesso com as cercas vivas: Sem sol, elas crescem devagar.

    Quanto maior o nível de ruído e pó, mais largo deve ser a cerca-viva, chegando a formar uma cortina espessa com 2-3 m de profundidade> Plante as espécies em fileiras intercaladas.

    Observe atentamente a incidência do sol antes de plantar uma cerca viva. Ele tem que iluminar toda a fileira por igual e durante o dia inteiro. De um modo geral, as espécies de cerca viva gostam de sol pleno. Em uma situação de meia-sombra, elas crescem mais devagar.

    A poda da ponteira ajuda a cerca viva a “encher”
    Corte as gemas apicais, que ficam na porta dos ramos, 2-3 meses após o plantio. Isso estimula a brotação das gemas laterais, que formam novos ramos e deixam a planta mais cheia. A técnica funciona melhor na épocas mais quentes, quando o crescimento da planta está acelerado.

    Elas também podem funcionar como excelentes barreiras naturais
    Se o seu problema é vento, ruído ou pó que vem da rua, se você quer privacidade e proteção, está na hora de olhar com mais carinho para as cercas vivas. Além de valorizar o visual do seu imóvel, essas espécies podem amenizar problemas comuns do dia-a-dia. Uma cerca de Sanção do Campo (Mimosa caesalpinoideae) adulta pode isolar uma área do jardim de ventos encanados, ao mesmo tempo em que veda a área de ruídos e do pó levantado pelo trânsito pesado.
    Essa espécie cria uma cortina verde com mais de 300 espinhos por m² e ramos entrelaçados, dando mais privacidade e proteção aos moradores. No uso dessa planta como anti-ruído e pó, quanto maior for o nível desses elementos, mais larga deve ser as cercas vivas, chegando a formar uma cortina espessa com 2-3 m de altura. Plante as espécies em fileiras com o espaçamento de 10 a 15 cm, assim o fechamento da cerca será total.

    A importância da poda
    As podas servem para determinar o estilo da sua cerca viva e para estimular a formação das plantas.
    Além das tradicionais podas de limpeza, que devem ser feitas uma vez por ano para retirar os ramos secos e malformados, há outros tipos de podas úteis para deixar as cercas vivas mais densas ou mais arejadas.

    1_gif16

    leea-rubra

    Nome Científico: Leea rubra
    Nome Popular: Léia-rubra, Léia-vermelha
    Família: Vitaceae
    Divisão: Angiospermae
    Origem: Índia, Burma, Malásia
    Ciclo de Vida: Perene

    A Leea Rubra ou Leeia Vermelha é um arbusto nativo da região tropical da Ásia que possui folhas arroxeadas com reflexos metálicos e frutos avermelhados. De porte médio, pode alcançar até 2,5 m de altura e 1,5 m de diâmetro. Graças a essas características é uma planta bem útil para dar um toque de cor para jardins de folhagens ou então para decorar uma casa com cores quentes.

    As inflorescências surgem na primavera e verão, em cachos compactos, com numerosos botões vermelhos que se abrem em pequenas flores róseas. As flores não têm muita têm importância ornamental. Os frutinhos são do tipo baga.

    Esta planta é de origem tropical, porém o sol direto prejudica seu desenvolvimento, o ideal é criá-la no jardim com sombra parcial de árvores maiores ou então em vasos na varanda e sacadas protegidas dos ventos fortes. Ideal para contrastar com plantas de outras cores.

    Deve ser cultivada sob meia-sombra com um solo bem equilibrado, fértil e bem drenados. Com regas regulares você não terá grandes problemas para fazer essa planta se destacar, apenas seja cuidadoso nas podas, pois ela tem recuperação muito lenta de danos.

    Aprecia o calor tropical. Não tolera geadas ou frio intenso. Pode ser cultivada na sombra, mas torna-se mais suscetível a doenças e pragas.
    Multiplica-se por sementes, divisão de touceiras e estaquia dos ramos.

    3

    Iresine herbstii  “aureoreticulata”

    Nome Científico: Iresine herbstii
    Sinonímia: Achyranthes verschaffeltii
    Nome Popular: Coração-magoado, iresine, coração-de-maria
    Família: Amaranthaceae
    Divisão: Angiospermae
    Origem: América do Sul
    Ciclo de Vida: Perene

    Arbusto ou folhagem excelente para produzir contrastes de cores que estimulam os sentidos no jardim. Suas folhas arredondas são roxas com nervuras vermelhas e rosadas. A ramagem também é vermelha, bastante ramificada e ereta. As flores pequenas e claras são formadas em inflorescências no verão.

    O coração-magoado é uma planta rústica e versátil, que pode ser apresentada em maciços, bordaduras, renques ou composições com outras plantas.
    Ocorre uma variedade de folhas verdes com nervuras de coloração creme.

    Devem ser cultivadas a pleno sol ou meio período, em solo fértil enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares.
    Para se obter um efeito bem compacto na planta, devemos realizar podas de formação e manutenção. Não é tolerante ao frio extremo. Multiplica-se por estacas.

    38514

    Olaia
    Os arbustos desempenham um papel essencial no processo de transformação de um jardim. Constituem, em conjunto com as árvores, a estrutura permanente à volta da qual se localizam e misturam as outras plantas. Num jardim sem arbustos nem trepadeiras, nota-se a falta de ênfase e variação de altura, bem como da unidade que pode ser criada pelos seus ramos interligados.

    No Inverno, quando muitas das plantas anuais morrem, o jardim pode ficar desprovido de relevo e vida. No entanto, graças às suas folhas, flores, frutos e caules, os arbustos podem colori-lo ao longo de todo o ano. Além disso, têm a utilidade conservar a privacidade do jardim. Ao contrário das plantas anuais, arbustos desenvolvem ramos lenhosos e robustos, que se mantêm longo de todo o ano. A diferença entre um arbusto e uma árvore não limita a um mero problema de altura, mas sim de «condução »ou aspecto: um arbusto possui diversos ramos desde o nível do solo,ao passo que uma árvore apresenta um tronco único lenhoso que se ramifica a uma
    certa distância do solo.

    A Olaia (árvore nativa do sul da Europa e sudoeste asiático, comum na Península Ibérica, sul de França, Itália, Grécia e Ásia Menor), por exemplo, pode ser um arbusto se for deixada com vários ramos desde solo ou uma árvore se for conduzida desde o início, no viveiro, modo a possuir apenas um tronco. Muitas plantas trepadeiras são também arbustos pelo fato de formarem ramos lenhosos permanentes. São de um valor inestimável para criar uma ligação visual entre uma casa e o seu jardim, formando um todo.

    Como os arbustos vivem durante muito tempo, devem ser cuidadosamente escolhidos antes de se lhes dar um lugar no jardim.O primeiro ponto ter em conta é se se pretende que sejam de folha persistente ou caduca.Os arbustos de folha persistente não deixam cair as folhas no Outono e
    apresentam-se sempre revestidos de folhagem.

    Em contrapartida, os de folha caduca perdem as folhas no Outono, ficam despidos, entrando em período de dormência no Inverno, e rebrotam de novo na Primavera seguinte. Muitas vezes compensam a sua singeleza de Inverno com uma profusão de flores mais espetacular do que a produzida pelos de folha persistente. Os arbustos plantados muito perto uns dos outros devem ser podados todos os anos, ficando assim com uma forma semelhante e anônima.

    Os arbustos aos quais se permite que cresçam naturalmente adquirem muito maior individualidade, beleza e saúde. São quatro as principais formas dos arbustos: arredondada, aprumada, horizontal e pendular. Se se precisa de uma planta alta para enfeitar o canto de um jardim pequeno, não faz sentido escolher uma forma arredondada; terá ultrapassado a largura possível muito antes de atingir a altura deseja da. Será por isso necessário um arbusto aprumado. Para tapar uma pilha de composto, seria muito mais adequado um arbusto arredondado de folha persistente do que um arbusto estreito, aprumado, de folha caduca.

    O interesse dos arbustos de folha persistente.
    Estes arbustos, que no início do nosso século eram considerados um pouco monótonos, são reconhecidos atualmente como tendo aplicações muito interessantes. O evônimo, o azevinho e o ligustro são exemplos de alguns dos mais populares arbustos de folha persistente. Dão cor no Inverno, muitos crescem bem em locais sombrios e o tamanho e a textura das suas folhas podem formar um contraste interessante com os arbustos mais exuberantes de folha caduca.

    Enquanto no século XIX os jardineiros plantavam os seus arbustos próximos uns dos outros, hoje em dia dá-se às plantas espaço suficiente para crescerem até atingirem a sua forma e tamanho naturais.

    A escolha das cores
    Os arbustos constituem uma parte importante da paleta de cores de qualquer jardim. Assim, os de folha persistente fornecem manchas de verde ao longo de todo o ano, enquanto um arbusto de folha caduca muda de aspecto quase de mês para mês. No Inverno, estes últimos apresentam-se despidos e sem folhas; depois, na Primavera, cobrem-se de folhas jovens. Em seguida, vêm as flores, que são seguidas por um período de folhagem verde,que vai escurecendo à medida que as folhas envelhecem.

    Podem então aparecer os frutos, seguindo-se, no Outono, a mudança da cor das folhas para amarelo, alaranjado, vermelho e toda uma gama de castanhos, até que acabam por cair. No Inverno, a cor dos troncos e ramos pode ainda constituir outra variação de cor. São infinitas as combinações de cores de todos os arbustos de um jardim, pelo que ,ao mesmo tempo que faz a sua escolha, o jardineiro realiza-se como artista. Um uso inteligente da cor não só consegue belos efeitos visuais, como também pode alterar a perspectiva de um jardim.

    Por exemplo, as cores suaves usadas ao fundo de um jardim disfarçam-lhe os limites, criando uma ilusão de maior profundidade. Esse efeito é realçado se forem usados arbustos de cores mais vivas junto da casa e a meia distância. Ao contrário,um arbusto destinado a disfarçar uma arrecadação ou uma pilha de composto,que são pouco atraentes, deve ser de cor neutra.

    De facto, cores demasiado vivas só serviriam para chamar a atenção para aquilo que se pretende esconder. Antes da plantação, deve decidir a localização dos arbustos, atendendo à sua época de floração e ao período em que se encontram sem folhas, no Inverno. Deve ainda avaliar quais as cores que combinarão de forma agradável.

    A escolha da cor é, obviamente, uma questão de gosto pessoal. A combinação de cinzento e branco perto da água produz um belo efeito, e os arbustos de folhagem cinzenta são também úteis quando colocados entre exemplares de cores vivas, que de outro modo chocariam entre si. Uma combinação de arbustos azuis e brancos plantados junto de um muro antigo produz um agradável contraste. Poderão ser utilizados com esse objetivo um Cotoneaster pannosa e uma Pyracantha coccinea, ambos com flores brancas, com um Ceanothus azureus, de flores azuis, entre ambos.

    Mais do que agrupar arbustos com contrastes de cores muito fortes, é muitas vezes preferível escolher uma sequência gradual de cores, como tonalidades de prata, cinza e rosa ou azul, malva, púrpura e branco. Mas os efeitos mais vistosos não devem ser completamente postos de parte.

    A combinação de gazânia, com as suas flores amarelas, cultivada como cobertura do solo por baixo de um hibisco com flores vermelhas confere um toque de cor espetacular no Verão. Finalmente, ao fazer a sua escolha, tenha em consideração o local onde pretende cultivar o arbusto. Alguns arbustos, como a buganvília e o jasmim (Jasminum officinale), preferem regiões quentes do litoral ou locais abrigados do interior. Nas regiões frias, há arbustos mais resistentes, como o pil
    riteiro, o teixo e o alecrim, que se desenvolvem muito bem.

    As áreas sombrias de um jardim não devem ser consideradas problemáticas, pois algumas plantas preferem uma sombra ligeira, como as madressilvas e as hortênsias, por exemplo. Muitas outras crescem perfeitamente em locais sombrios, como o buxo, o evônimo, a azálea, o ligustro e o azevinho. O solo, que varia de jardim para jardim através do País, contém em proporções variadas areia, calcário, argila e húmus; além disso, pode ser naturalmente úmido ou seco, ácido ou alcalino.

    Esses fatores influenciam muito a escolha dos arbustos. A jardinagem em zonas perto do mar traz consigo o problema especial dos ventos e salpicos de água salgada. Muitos arbustos morrem devido aos depósitos de sal sobre as folhas; outros, como as espécies Hippophae rhamnoides,Tamarix gallica, Atriplex halimus e os loendros, resistem bem ao sal. Antes de decidir quais os arbustos a plantar num jardim à beira-mar, visite um centro de jardinagem da sua região que terá variedades próprias para o efeito.

    Plantas para disfarçar recantos feios
    Os arbustos e trepadeiras são de uma utilidade extrema para disfarçar partes feias de um jardim ou de uma casa. Um Cotoneaster horizontalis espalha-se ao crescer e esconde a tampa de um esgoto, permitindo que esta seja aberta sempre que necessário. No entanto, tenha cuidado com os arbustos e árvores que planta perto de um esgoto ou canalização, pois as suas raízes podem invadi-las, quebrando-as em busca de umidade. Será preferível plantá-los um pouco afastados e conduzi-los na direção pretendida. Uma madressilva (Lonicera spp.) ou uma buganvília conduzidas sobre uma rede poderão esconder os caixotes do lixo ou a pilha de composto, e uma rede de arame desaparecerá atrás de uma Clematis montana ou um jasmim.

    Por baixo das janelas ou à sua volta é o lugar indicado para plantar arbustos e trepadeiras perfumados. Alecrim, alfazema, pitosporo e madressilva podem encher uma casa com a sua fragrância. Deve adquirir os arbustos num viveiro ou centro de jardinagem. São geralmente cultivados em vasos ou sacos de plástico, o que permite plantá-los em qualquer época do ano, mesmo no Verão, sem prejudicar o crescimento das raízes. Seja como for, mantenha-os bem regados até ao Outono.

    A melhor época para plantar arbustos e trepadeiras é, no entanto, durante a época de dormência, entre Maio e Setembro. Escolha plantas de cor verde-escura e aspecto saudável e rejeite todas as que apresentem folhas murchas e acastanhadas, o que pode significar que estejam sofrendo de falta de nutrientes, luz ou água. Verifique se não sofrem de nenhuma praga ou doença e se encontram bem fixas no torrão.

    espantalho1

    Arbutus unedo 1

    Nomes populares:: ervedo, êrvedo, na Inglaterra: strawberry tree, no Brasil: árvore-dos-morangos Família: Ericaceae

    O arbusto Medronheiro tem o seu habitat em bosques da Europa Mediterrânea e em algumas regiões da América Central e do Sul, sul da Irlanda e Inglaterra. Cresce espontaneamente por todo o país.

    O medronho é um fruto de crescimento lento, levando por vezes até 10 meses a amadurecer…

    Arbusto que pode ir até aos 10 metros de altura  embora o mais vulgar, seja os arbustos de porte mais pequeno. As folhas são lanceoladas de 5-10 cm de comprimento, lustrosas, de cor verde escuro por cima e mais claras por baixo. O tronco e ramos são de cor castanha – avermelhada e apresentam uma superfície muito irregular “escamosa” (principalmente nos ramos mais velhos ) em que se consegue tirar pequenas lascas de casca. As flores de cor branca esverdeada, que mais parecem pequemos guizos, apresentam-se em cachos, pendentes e são muito atrativas para os insetos polinizadores. Os seus frutos são globosos, de cor verde no início, depois amarelo e finalmente vermelho escuro e têm um aspecto que mais parece uma cobertura de espinhosa.

    É usado em jardins principalmente pela beleza das suas flores que em conjunto com os frutos maduros e as folhas verdes lustrosas, o tornam um arbusto muito bonito .

    Precisa de sol pleno para se desenvolver bem e para florir, embora a espécie geralmente só dá flor com cerca de 10 anos de cultivo .

    O medronheiro tem propriedades medicinais:
    - As folhas e  casca deste arbusto podem chegar a conter até 36% de tanino, o que as torna muito adstringentes (que seca e constringe a pele e as mucosas ). Ingeridos em doses elevadas, os taninos podem impedir a absorção de alguns minerais, como o cálcio ou o ferro e de algumas vitaminas. Por isso, não se recomenda o uso prolongado de plantas ricas neste composto.

    - Contém um tipo de glicósido fenólico, chamado arbutina, que lhe confere uma ação anti-séptica e antiinflamatória. Usa-se para combater infecções urinárias, cistites e como ajudante nos cálculos e consequentes cólicas renais.

    - A antocianina (ou glicósido antocianínico ) atua igualmente como anti-séptica , antiinflamatória e protetora dos capilares.

    Os frutos contêm vitamina C, niacina (mais conhecida por vitamina B3 ) e são uma das melhores fontes de Provitamina A, quando maduros .

    O ácido málico contido nos frutos, é um tipo de ácido orgânico que aumenta a produção de saliva e limpa a cavidade bucal, produzindo sensação de frescura e diminuindo o número de bactérias causadoras de cáries e infecções na boca .

    O único senão no consumo dos frutos, é que os medronhos podem chegar a conter 0.5% de álcool, pois o processo de fermentação pode iniciar-se na própria árvore.

    46