Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • Archive for the ‘Cactos e Suculentas’ category

    Jovibarba_sobolifera_fechada

    Embora sejam adaptados à vida em áreas secas, no Brasil, podemos encontrar cactos em diversos tipos de ambientes. No Nordeste temos o mandacaru, uma espécie que simboliza a região. Ao longo do litoral, nas restingas, os cactos fazem parte da paisagem, já que resistem ao sol forte e ao calor excessivo das areias nos meses de verão. Há, também, os cactos chamados ‘flores-de-maio’, que são cactos ornamentais encontrados facilmente em floriculturas e que, na natureza, ocorrem em florestas que vão do estado de Santa Catarina até o estado do Espírito Santo.

    Como cultivá-los
    EM VASOS
    Os cactos necessitam de sol, ventilação e não suportam excesso de umidade. Isso é o básico para quem deseja cultivar cactos. A exceção fica por conta dos mini-cactos (aqueles que encontramos até em supermercados, em pequenos vasinhos) que, em geral, têm menos de três anos. Como ainda são bem jovens, os mini-cactos apresentam menor resistência à exposição direta dos raios solares. Neste caso, é melhor colocá-los em áreas claras e arejadas, mas longe da luz solar direta.
    Água
    Este é talvez o fator mais importante para o sucesso no cultivo de cactos. A quantidade de água necessária para a manutenção destas plantas depende de outros fatores (terra, drenagem, temperatura, etc.), sendo difícil determinar uma periodicidade exata para as regas. Mas, dá para chegar numa média, de acordo com os períodos do ano. No verão, as espécies com mais de três anos devem ser regadas a cada 5 ou 6 dias; já os mini-cactos a cada 4 dias. No inverno, os cactos mais velhos devem receber água a cada 12 dias e os jovens a cada 8 dias. Toda a terra ao redor deverá ser molhada, mas não encharcada. Deixe que a água seja absorvida antes de colocar mais água.

    Terra e fertilizante
    A mistura de terra indicada para o cultivo de cactos pode ser obtida misturando partes iguais de areia e de uma boa terra para plantas caseiras. Para fertilizar, recomenda-se, uma vez por mês, substituir a água da rega por um fertilizante líquido básico para plantas verdes diluído na proporção indicada pelo fabricante.

    Replantio
    Uma questão que sempre se levanta é o replantio dos cactos: geralmente, o cacto deve ser replantado quando o vaso estiver pequeno demais para a planta, lembrando que a mistura de terra do novo vaso deve conter terra vegetal e areia (dessas usadas em construção), para garantir a boa drenagem. Além disso, para retirar o cacto do antigo vaso é preciso muito cuidado, pois os espinhos podem machucar. Uma boa dica é usar folhas de jornal dobradas várias vezes, em forma de tira, para envolver o cacto e desprender suas raízes com a outra mão (basta torcer levemente o vaso), sem forçar muito, para não quebrar a planta. Depois de solto, é só encaixar o cacto no novo recipiente. Com uma ferramenta de jardinagem pequena, pressione a terra do vaso, para firmar bem a planta.

    EM JARDINS
    O plantio de cactos em jardins pede outros cuidados. O principal deles é escolher o local adequado para evitar acúmulo de umidade. Não se deve escolher um local baixo ou em desnível, para evitar que a água das chuvas forme poças ou fique parada. Como já foi explicado, a água em excesso causa o apodrecimento dos cactos e pode até matá-los. O ideal é escolher um local mais alto ou até fazer um morrinho, amontoando terra e apoiando com pedras. O aspecto visual fica bem interessante.

    Prepare as covas: para espécies que chegam a mais de dois metros de altura, faça covas com cerca de 40 cm de profundidade; para espécies menores (as mais comuns) faça covas rasas, com cerca de 15 cm. Coloque no fundo das covas, uma camada de pedrinhas (tipo brita) e, por cima, coloque a mistura de terra (pode-se usar a terra retirada do buraco, misturada à areia de construção e terra vegetal, tudo em partes iguais).

    Plante os cactos usando a dica de segurá-los com a faixa de jornal. Em volta dele, por cima da terra, espalhe outra camada de pedrinhas, para auxiliar na drenagem. Para fertilizar cactos de jardim, siga a mesma periodicidade indicada para os cactos de vasos.

    É importante lembrar que para conseguir um bonito efeito com cactos em jardins é necessário saber escolher bem as espécies, que devem ter a resistência necessária à exposição direta aos raios solares, à chuva e ao vento constante. Uma boa idéia é consultar um produtor ou especialista na hora da compra, para ter certeza de escolher os tipos de cactos adequados ao seu jardim.

    512

    echinocereus subinermis
    Cultivar cactos via sementes é uma boa maneira de se obter grandes quantidades de uma única planta. Sementes são muito mais baratas do que plantas adultas e tem poucas coisas mais recompensantes do que ver o desenvolvimento desde a germinação até a floração dos cactos maduros. Muitas pessoas acreditam ser difícil este processo, mas se observadas algumas regras se torna simples e fácil.

    Use o composto apropriado
    De preferência um composto que deve ser usado é de baixa composição orgânica não decomposta, isso para evitar problema de ataque de fungos. Geralmente solo especial para germinação e cortes (cutting) costumam funcionar bem. Fibra de coco (1/3) e areia (2/3) também serve muito bem a estes propósitos.
    Preferencialmente tratar esse solo em microondas antes de usa-lo

    Mudas jovens jamais podem ficar secas
    Ao contrário dos cactos adultos, as pequenas mudas precisam ser mantidas em ambiente úmido como pequenas estufas. A temperatura deverá ser algo entre 20-30°C para um crescimento rápido. Somente com uns 3-4 meses de idade, a umidade pode ser gradualmente diminuída às condições normais.

    Coloque as sementes por Cima do solo e não por Baixo
    As sementes de cactos precisam de luz para germinar. Apenas semeie com as mãos a superfície do solo e borrife com água para manter a umidade. Não faça como se faz com a maioria das sementes, apenas jogue-as por cima do solo. As sementes são pequenas e frágeis, jamais conseguiriam germinar e subir a superfície, morrendo então sufocadas.

    Prevenção e combate contra fungos
    Pelo fato das sementes serem mantidas constantemente úmidas e quentes, esse ambiente é favorável ao ataque de fungos. Plantas infectadas tornam-se pretas na base e rapidamente morrem. Remova essas plantas o assim que identificá-las para evitar o alastramento da doença. O composto tem de ser esterilizado sempre antes de usar (microondas ou panela de pressão). O uso de um fungicida é altamente recomendável neste momento, se o mesmo for usado, poucos problemas relacionados a fungos poderão ocorrer.

    Coloque sob um ponto de luz
    Considere que essas mudas geralmente germinam somente nas fendas e rachaduras e que ficam então protegidas a maior parte do tempo do Sol. Se você colocar mudas jovens expostas diretamente ao Sol, elas se tornarão roxas e morrerão. Luz indireta é o que elas necessitam, luz Solar direta não! Se as mudas estão se tornando roxas, coloque-as em um local mais sombreado e elas retornarão a cor normal. No inverno algum tipo de iluminação artificial fará com que as mantenha crescendo.
    Lâmpadas fluorescentes funcionam bem com as mudas, coloque-as cerca de 15 cm de distância do tubo e ao final de 2-3 meses vá aproximando até que estejam cerca de 5 cm dos tubos. As luzes podem ser mantidas 24 horas por dia. O crescimento é rápido e constante.

    Não replante muitas vezes.
    O cacto jovem irá crescer até que o vaso esteja cheio, daí então você deve transplantá-lo, somente quando perceber que algumas mudas não estão se desenvolvendo porque existe um cacto maior fazendo sombra nelas. Se a muda crescer tanto no vaso e você ver que não tem mais espaço para ela se desenvolver ali, então transfira para outro vaso um pouco maior. Espere o solo secar um pouco, isso facilitará a transferência. Tome cuidado para não machucar as raízes e plantá-la em um substrato seco! O sistema de raiz é muito delicado. Espere a planta se recompor por um ou dois dias em um local mais sombreado e então vá aos poucos voltando as regas de novo. Se for mantido o solo molhado logo após o transplante, corre-se o risco de ataque de fungos.

    Não fertilize demais.
    Quando as plantas jovens estiverem estabilizadas e desenvolvido os “spines” reais, então elas poderão ser fertilizadas.
    Use fertilizante com baixos níveis de nitrogênio a cada 2 meses.
    Normalmente use apenas água nas regas, se a água da sua torneira não for confiável, pode-se usar água com baixo teor mineral ou mesmo água da chuva.Não fertilizar durante o período de dormência (inverno). Muito fertilizante pode ser prejudicial, tornando até impossível do cacto se desenvolver.

    Se as mudas forem crescendo bem por cerca de 6 meses, poderão serem tratadas como cactos normais referentes as regas e as o período de dormência, mas ainda precisam de proteção contra o iluminação direta do Sol! Se as plantas estiverem ainda muito pequena (<1 cm) e com crescimento devagar, você irá precisar aguardar um pouco mais para dispensar os cuidados de mudas.

    aves-21

    Kalanchoe-pinnata

    Nomes populares: Folha-da-Fortuna, Saião Roxo, Folha-de-pirarucú, Folha-grossa, Coirama,  Gordinha, Prodigiosa, Folha-da-costa, Orelha-de-monge.

    Família: Crasulaceae

    Espécies assemelhadas: Pode ser confundida com o Saião (Kalanchoe laciniata; K. brasiliensis) ou outras “Folhas-da-Fortuna”, plantas do mesmo gênero que podem formar mudas adventícias em vários pontos das bordas das folhas. Este último erro também é muito freqüente em sites estrangeiros, onde várias espécies de Kalanchoe aparecem erroneamente como K. pinnata.

    Origem: África e Ásia. Foi, porém, introduzida pelo homem em quase todo o mundo.

    Características: Esta crassulácea é uma planta perene. É uma herbácea, mas muitos trabalhos a classificam como subarbusto, pelo tamanho que pode obter e pelo fato de várias plantas com raízes no mesmo ponto darem a impressão de uma planta arbustiva. As folhas são muito variadas, podendo ser simples, tendendo ao formato oval e arredondado na base, ou então, nas folhas mais velhas, serem compostas imparipinadas. As suas bordas são serrilhadas, como na maioria das plantas do gênero. Nestes pontos da borda, podem surgir mudas adventícias, assim como em suas parentes, mas, diferente destas, as mudas só surgem se as folhas caírem ao chão, e quase nunca enquanto ainda estiver na planta. Os botões florais têm a inusitada característica de ‘estourarem’ se pressionados, pois são hermeticamente fechados até a abertura da flor. As suas flores de coloração rósea apresentam-se em  cachos no ápice da planta, sendo que a maior parte dela fica escondida dentro das sépalas. Os frutos são constituídos de cápsulas semelhantes às de outras Kalanchoe, porém maiores. As sementes são minúsculas, como as de eucalipto.

    Esta espécie de suculenta pode chegar a 1 m de altura quando cresce em terra boa, podendo ultrapassar muito isso quando se ‘estica’ em busca de luz ou está para florescer.

    Por ser planta de locais secos onde a polinização não é garantida, ela se reproduz assexuadamente com facilidade. Por esta razão, Kalanchoe pinnata é hoje uma espécie subespontânea em muitas partes do mundo, inclusive no Brasil. Isto significa que, embora ela não consiga surgir sozinha em um ambiente, se alguém a plantar ela continua persistindo sozinha naquele ambiente, sem a ajuda do homem, e competindo com as demais plantas do local. Por essa razão, é frequentemente encontrada em locais de vegetação silvestre, sobretudo em dunas, capões e áreas de cultivo abandonadas.

    Após o florescimento, a planta normalmente morre, mas às vezes pode rebrotar, ou mesmo persistir. É pouco comum que suas flores sejam polinizadas em nosso meio, mas não tão raro quanto em outros Kalanchoe. Quando são polinizadas, cada flor dá origem a um fruto do tipo cápsula, em tudo semelhante a outras crassuláceas, porém bem maior. As sementes que aí se formam são pequenas como as de eucalipt.

    Interações (pragas/doenças/outros): A planta é extremamente resistente, mesmo sendo comestível. Alguns animais, como gafanhotos, grilos e lesmas grandes são capazes de se alimentar de suas folhas, mas sempre em pequenas quantidades. A planta é muito atacada por pulgões, que podem até deformar algumas folhas, mas sem danos maiores que este. Animais maiores, como galinhas e outros herbívoros domésticos, são capazes de matar esta planta. A espécie persiste no meio, reproduzindo-se assexuadamente, pelo que normalmente nunca precisa ser replantada. Por vezes se percebe também partes maiorees de folhas comidas, sobretudo nas grandes folhas velhas próximas do chão – possivelmente ação de animais mastigadores, como lesmas, grilos ou baratas.

    Por ser muito atacada por pulgões, a planta também atrai bastante os seus predadores, sobretudo as joaninhas. Tesourinhas, teias de aranha, vespinhas minúsculas e outros pequenos predadores de pulgões também podem aparecer. Se o jardim for ecologicamente diversificados e saudável, estes animaizinhos por si só conseguem manter os pulgões sob controle. Muitas vezes os pulgões se instalam dentro de suas flores (que lembram pequenos balões) e lá eles conseguem ficar a salvo de predadores, aumentando em número absurdamente. Porém, a planta parece não sofrer com isso, e, quando a flor morre, os pulgões têm de sair e enfrentar o mundo de qualquer jeito.

    Além dos pulgões, também cochonilhas e ácaros podem atacar seus brotos, deformando-os. Porém, são menos comuns. Lagartas-minadoras (larvas de certas mariposas que comem as folhas por dentro) também podem ocasionalmente aparecer, mas são muito raras. Semelhantemente a tais mariposas, na Ásia existe uma bela espécie de borboleta (Talicada nyseus) cuja lagarta se alimenta de folhas desta planta e de outras do gênero Kalanchoe. A borboleta põe um ou mais ovos nas folhas, e quando as lagartas nascem entram nos tecidos das folhas, comendo-as por dentro. Depois de grandes, saem e fixam seu casulo no caule, até virarem uma nova borboleta. Aparentemente, esta praguinha não ocorre aqui no Brasil.

    A espécie também pode ser atacada por doenças causadas por fungos, especialmente se elas ficam em local de pouco sol e muita umidade, ou em solos muito pobres. Alguns destes fungos são bem conhecidos de agrônomos e agricultores, pois causam doenças em plantas de cultivo. Os fungos que mais comumente causam problemas são Botrytis, Cercospora, Cladosporium, Rhizoctonia, Fusarium. Partes mortas/apodrecendo grandes nas folhas costumam ser causadas por Botrytis; já pontos doentes isolados nas filhas são sinais de Cercospora e/ou Cladosporium. As plantas deste gênero podem ainda ser atacadas por doenças causadas por vírus e bactérias, sendo que existe um vírus específico delas, o vírus do mosaico do Kalanchoe, que cujas manchas aparecem nas folhas.  Na prática, podem ser atingidas por todas as doenças que afetam os Kalanchoe de floricultura, mas são bem mais resistentes.

    Propagação: Pode ser obtida facilmente através de estaquia de folhas. Plantas arrancadas com ou sem raíz também dão boas mudas.

    Tolerância a umidade: Bastante boa, tolerando facilmente pequenos períodos de alagamento e locais onde outras suculentas acabariam sofrendo com podridão.

    Floração: Com predominância no final do inverno, mas encontram-se indivíduos florescendo em qualquer estação do ano com certa facilidade.

    n007

    Opuntia humifusa

    A Opuntia forma um dos maiores gêneros das cactáceas, com mais de 250 espécies, encontradas em todo o continente americano. Certos tipos alcançam grande estatura em seu habitat natural, produzindo flores magníficas. Em cultivo e sob condições apropriadas, as espécies logo florescem, exibindo flores grandes, com formato de sino, coloridas de vermelho ou amarelo, durante o verão. Para os apreciadores de cactos, representam uma boa escolha, em função de seus formatos atraentes.

    Constituem um grupo diversificado, com vários tamanhos e formas, abrangendo desde os tipos mais espalhados e densos, com 8 a 10 cm de altura, até plantas altas, com aspecto de árvores, com 6 a 9 m de altura. Seus caules apresentam-se formados por segmentos ligados que podem ter formato cilíndrico ou globular, ou achatado, semelhante a almofadas redondas ou ovais. As formações de espinhos também variam bastante entre as diferentes espécies, desde algumas cerdas curtas eretas, até densos aglomerados agressivos. No entanto, todas as espécies possuem tufos de minúsculos espinhos felpudos, que perfuram a pele com facilidade e são difíceis de retirar; portanto, manuseie os exemplares com cuidado.

    A maioria dessas cactáceas aceita o cultivo ao ar livre, o ano todo, mas você também pode colocá-las dentro de casa, em local ensolarado. Uma das melhores opções consiste na Opuntia humifusa.
    A exemplo da maioria das espécies mais resistentes, provém do norte dos Estados Unidos. Tem hábitos rasteiros, mas alcança uma altura de 30 cm ou mais. Possui caules modificados, circulares e cheios de cordas, de desenvolvimento semi-ereto, a partir de caules mais antigos. As flores, amarelo-douradas, com o interior avermelhado, em geral desabrocham em janeiro e fevereiro. O fruto, com formato de pêra, quase nunca aparece nos exemplares cultivados em vasos.

    Primavera e verão
    Cultive em vasos de 15 cm de boca ou maiores, conforme o tamanho da espécie, empregando um composto poroso e rico, acrescido de um pouco mais de areia. A maioria desses cactos precisa de replantio em anos alternados. Quando as raízes estiverem muito amontoadas, transfira a planta para um recipiente maior; ou limpe o vaso e recoloque o exemplar em composto fresco. Pressione a mistura para baixo, prendendo o caule principal com firmeza. Providencie uma boa camada de drenagem no fundo do recipiente, utilizando seixos ou cacos de vasos de barro. Coloque também uma camada de seixos na superfície do solo, para melhorar a aparência do vaso e proteger do excesso de umidade a base que fica em contato com o composto.

    Poucas espécies, que costumam apresentar crescimento espalhado, talvez necessitem de suportes de bambu, a fim de evitar que tombem para os bordos do recipiente. Tenha sempre muito cuidado ao manusear essas plantas, uma vez que seus espinhos furam a pele com facilidade e mostram-se difíceis de remover. Envolva a planta com um laço de jornal para proteger suas mãos.

    Uma luminosidade intensa torna-se essencial para um desenvolvimento saudável. Por isso, deixe o exemplar em posição ensolarada. As espécies podem murchar se permanecerem secas por muito tempo, em especial durante a fase de crescimento. Regue com regularidade para manter o composto umedecido, mas evite encharcar o solo, pois as plantas não florescem se as raízes ficarem sempre molhadas. Adicione um fertilizante líquido à água das regas a cada três semanas, durante todo o período de crescimento, desde a primavera até o verão.

    Outono e inverno
    Conserve a planta em local ensolarado. Se você mora em região de inverno rigoroso, não há problema, uma vez que as espécies mencionadas suportam temperaturas baixas. Em regiões muito secas, regue apenas para manter o solo úmido. Em outros locais, a própria planta absorve a umidade necessária do ar e do pouco que lhe restou no solo. Porém, como medida de segurança, verifique sempre se o composto não se ressecou por completo e regue-o. Em locais frios, a combinação de temperaturas baixas com a manutenção de um solo encharcado pode resultar no apodrecimento total do exemplar.

    Propagação
    Propague por estacas, em qualquer momento, desde a primavera até o final do verão. Com cuidado, remova segmentos do caule puxando-os manualmente ou fazendo cortes lisos com uma faca. Pulverize a superfície cortada com pó de enxofre e deixe secar por um período aproximado de 10 dias, para formar um calo. Plante as mudas a 1 cm de profundidade, em vaso de 8 cm.  Não regue e mantenha a temperatura entre 10 e 16°C. Depois de algumas semanas as mudas estarão enraizadas, e podem ser tratadas como plantas adultas.

    Cochonilhas lanuginosas podem se tornar um problema. Elimine-as com uma mistura de partes iguais de água e álcool, ou com uma escova de cerdas longas.
    Opuntia humifusa provém da costa leste dos Estados Unidos. Chega a alcançar uma altura entre 30 e 45 cm, desenvolvendo caules modificados, circulares ou ovais, com diâmetro entre 10 e 15 cm. As aréolas apresentam pequenas e densos tufos de cerdas pilosas e dois ou três espinhos longos e brancos, às vezes com pontas vermelhas. As flores afuniladas, em geral, surgem em dezembro e fevereiro, colorindo-se de amarelo com o interior ligeiramente avermelhado, chegando a 8 cm de largura.

    Trata-se de uma planta interessante para se cultivar num jardim em miniatura, onde seu formato pequeno e espalhado cria um belo arranjo, em função da forma de seus caules e flores.

    bebedouros-de-pássaros3

    Lithops schwantesii

    Nome Científico: Lithops sp
    Nome Popular: Lithops, litops, pedra-viva, planta-pedra, cacto-pedra
    Família: Aizoaceae
    Divisão: Angiospermae
    Origem: África do Sul, Namíbia e Botsuana
    Ciclo de Vida: Perene

    As plantas do gênero Lithops são pequenas e curiosas suculentas com aspecto de pedras, que têm o intuito de se camuflar no meio ambiente. Originária de regiões desérticas da África, esta plantas chamam a atenção pela sua anatomia botânica. Seu corpo de aspecto cônico e oblongo, é formado por apenas duas folhas unidas e suculentas, com a superfície plana ou arredondada.

    Estas folhas podem apresentar as mais diversas cores, verrugas, manchas, nervuras, estrias e inclusive “janelas” transparentes, para a entrada de luz no interior das folhas, otimizando a fotossíntese. Entre as folhas da Lithops há uma fissura de onde emerge a inflorescência durante o outono. Suas flores são quase sempre perfumadas, abrem-se à tarde e fecham ao pôr do sol, podem ser de cor amarela ou branca, com aspecto de margarida. Florescem a partir do terceiro ano após o plantio e anualmente “trocam de roupa”, renovando o par de folhas. Após a floração produzem frutos com numerosas sementes.

    De crescimento lento, estas pequenas suculentas são um exercício a paciência e também muito valorizadas. Consideradas como “jóias raras” da natureza, elas alcançam altos preços e são muito visadas por colecionadores. As Lithops são um pouco exigentes, mas depois de dominar as suas necessidades não é tão complicado o seu cultivo. Pequenos jardins de pedra, em vasos largos, rasos e bem drenáveis, são ideais para o seu desenvolvimento e apreciação. Devem ser cultivadas sob meia sombra ou luz difusa, preferencialmente em ambientes internos, estufas ou em peitoris de janelas.

    É preciso estar atento ao seu comportamento, quando suas folhas ficarem muito projetadas e alongadas significa que estão em locais com pouca luminosidade. No entanto, em locais com sol forte elas queimam com facilidade. Quando estiverem enrugados, os Lithops estão precisando de irrigação com urgência. O substrato ideal para o seu cultivo é arenoso ou pedregoso, de textura leve e granulosa e com pouca capacidade de reter água, como uma mistura de areia, cascalho com um pouco de vermiculita e húmus. As regas devem ser esparsas, na primavera, verão e outono e suspensas durante o inverno. Não aprecia umidade, no solo ou no ar, assim como não temperaturas abaixo de 10°C. Multiplica-se por sementes e mais dificilmente por estaquia.

    Durante o Verão escaldante os Lithops fazem um período de repouso. Com a chegada do Outono voltam à vida e preparam a floração que pode ocorrer de meados do Outono, ao inicio do Inverno.
    Durante o Inverno, quando aparentemente nada acontece, os Lithops começam a desenvolver (internamente) um novo par de folhas. Estas novas folhas “alimentam-se” exclusivamente da umidade e nutrientes das folhas exteriores, não se notando então nenhuma diferença de tamanho no corpo da planta, pois à medida que as novas folhas crescem as mais antigas definham.
    No inicio da Primavera o novo corpo estará completamente desenvolvido e das folhas antigas restará apenas uma fina capa ressequida.. É nesta época que os Lithops armazenam a água que podem para se prepararem para o período de repouso do Verão.

    Quando cultivamos Lithops em casa, temos que ter em atenção que as condições climatéricas que lhes proporcionamos são muito diferentes das condições registradas nos seus habitats naturais, logo teremos que fazer alguns ajustes para evitarmos fatalidades.

    O mais importante é evitar o excesso de umidade que leva invariavelmente ao apodrecimento da planta, para isso devemos ter em conta que:
    - o substrato deve ser o mais permeável possível,
    - vasos de barro são preferíveis pois facilitam a evaporação da água do substrato
    - os locais onde se encontram devem ser bem ventiladas
    - necessitam de muita luz
    -  os Lithops não só podem como devem, ser expostos ao sol direto desde que se faça um período de adaptação para evitar as indesejáveis queimaduras solares
    -  nunca regar sem antes o substrato secar completamente

    Regas
    O esquema de regas que se segue é ótimo para plantas que efetivamente experimentam as diferentes temperaturas das 4 estações do ano. Portanto, tendo em conta o ciclo de crescimento dos Lithops:
    - no Verão as altas temperaturas fazem a planta entrar em repouso logo não deve ser regada
    - no Outono devem ser feitas regas moderadas só até à altura da floração, caso a planta não floresça interrompem-se as regas quando os dias começam a arrefecer
    - no Inverno, à exceção uma rega ligeira no fim de Fevereiro que ajudará as duas novas folhas a abrir caminho, não se regam
    - quando os dias de primavera se fazem sentir retomam-se as regas.

    Os Lithops que estão sujeitos a uma temperatura mais regular e amena durante todo o ano, devem ser regados muito espaçadamente e sobretudo quando começam a dar sinais de “sede” (diminuem o tamanho e ficam um pouquinho enrugados). Um dia após a rega nota-se perfeitamente que “beberam” e portanto estão saciados.

    A floração acontecerá apenas no ano seguinte do plantio, desde que haja as condições ideais. Normalmente ocorrente entre o verão e o outono.

    Uma dificuldade encontrada durante o processo foram o aparecimento de pequenos insetos (pareciam moscas, mas saltavam como pulgas). Aparentemente eles matavam as plantas. De um dia para outro após o aparecimento da praga, as Lithops sumiam. A solução foi borrifar inseticida de jardinagem e diminuir a zero as regas durante a recuperação.

    Prefere substrato com ph básico, algo em torno de 7,5 e 8, e de boa drenagem. Uma boa “receita” é 1/3 de terra vegetal, 1/3 de areia lavada, e 1/3 de perlita.

    barborb4

    haworthia-margaritifera

    Nome popular – Planta Pérola

    Da família das Liliaceae, e também conhecida como Planta-pérola, essa suculenta se origina da África do Sul. Herbácea perene, alcança até 15 centímeros e florece quase o ano inteiro. É planta de meia-sombra ( não suporta sol direto de 11 às 17 hs).

    É ótima para jardins rochosos, suportando solo mais seco, podendo ser regada apenas 1 vez por semana.

    flores5

    cacto-margarida

    O transplante
    Quando um cacto deixa de crescer, quando a cor é muito pálida, quando as raízes começam a sair pelo furo de drenagem ou quando o tamanho começa a ser desproporcionado em relação ao vaso em que está plantado, então quer dizer que devemos iniciar o transplante do cacto para outro vaso e com outro solo.

    Os cactos devem ser transplantados durante a época da Primavera, mais propriamente em Abril, que coincide com o início do seu período vegetativo. Deveremos evitar transplantes no Inverno devido aos danos que pode provocar nas suas raízes e porque um cacto transplantado no Inverno nunca progride na Primavera.

    Retiramos o cacto do vaso velho, retiramos todo o solo velho, abrimos as raízes enroladas, cortamos as raízes até um terço do seu tamanho inicial e esticamos as raízes em profundidade e largura. Colocamos as novas raízes dentro do novo vaso, com novo solo mas a planta nunca se rega após o transplante.

    Os vasos grandes são os ideais para o crescimento das raízes e tem a vantagem de reter a umidade durante muito mais tempo, permitem um crescimento durante anos mas têm o inconveniente do espaço ocupado.

    Os cactos grandes devem ser amparados com pedras, dando-lhes segurança e estabilidade. Os cactos transplantados devem ficar em zona úmida entre o calor e a sombra, mas só devem ser regadas muitos dias mais tarde. Os cactos de grande porte suportam bem o Inverno sem serem regados.

    Para retirar cactos do vaso antigo, devemos usar folhas de jornal dobradas várias vezes, em forma de tira, para envolver o cacto com uma mão e desprender suas raízes com a outra mão, sem forçar muito, para não quebrar o cacto. Depois de solto, é só encaixar o cacto no novo recipiente.
    Sobre a terra do cacto deveremos colocar uma camada de seixos ou gravilha  que irão fazer diminuir a evaporação da umidade da terra e impedem que a camada superficial da terra fique endurecida e pouco permeável ao ar.

    Se notar que os vasos de barro secam a terra mais depressa, pois existe uma evaporação através das paredes do vaso, diminuindo os perigos do excesso de água, que provocam o apodrecimento do cacto.
    Para se poderem cultivar cactos devemos ter presente que em cada ano eles têm um período de crescimento e outro de repouso.

    Os rebentos começam durante o mês de Março. O período de crescimento estende-se desde este mês de Março até à chegada do Outono, altura em que os cactos começam o seu período anual de repouso.

    Outro período em que o cacto pára de crescer é durante o mês de Agosto porque, como os cactos requerem uma alternância de temperaturas noite-dia para poderem crescer, quando as temperaturas noturnas são acima dos 20ºC, os cactos param o seu crescimento.
    O período mais favorável para transplantes de cactos é de Março a Outubro e o mais desfavorável é de Novembro até Fevereiro devendo evitar os meses de Junho, Julho e Agosto.

    O adubo
    Se os cactos tiverem boas condições de luz, calor e umidade, então possuem os bons nutrientes que garantem um bom crescimento do cacto, a grandeza dos seus espinhos, a sua coloração, tamanho e quantidade de flores. Utilizar só adubos específicos para cactos, de difusão lenta, à venda nas casas da especialidade. O solo deve ser rico em nitrogênio, anidrido fosfórico e potássio que podem ser dissolvidos na água nas doses recomendadas pelo fabricante.

    borboleta vermelha

    cactos
    Os cactos são originários da América, entre o Sul dos Estados Unidos e o Peru. O Brasil, México, Uruguai e Argentina são os países mais ricos em espécies exóticas. O México é o país por excelência dos cactos, com mais de 700 espécies.

    Possuem espinhos que são potentes armas de defesa e finos pêlos cuja função é proteger do raios do sol são outro fator diferenciador.

    Por serem plantas xerófilas (xeros = seco) que quase não necessitam de água, eles têm a capacidade de suportar variações extremas de temperatura e de captar e armazenar água para longos períodos de escassez são um atrativo à parte que fica ainda mais interessante quando descobre-se que estas plantas desenvolveram uma  bioquímica diferente da grande maioria das plantas para conseguir estas proezas.

    Enfim, cultivar cactos é mais do que apenas cuidar dos espinhentos e implica em possuir noções básicas de botânica e conhecimento das técnicas de cultivo, mas também dominar a fotografia digital para documentar e compartilhar o hobby com outros aficcionados muitas vezes em locais distantes e de culturas ou idiomas muito diversos.

    Clasificação
    Cientificamente podem ser classificados da seguinte forma:
    * Reino: Plantae
    * Divisão: Magnoliophyta
    * Classe: Magnoliopsida
    * Ordem: Caryophyllales
    * Família: Cactaceae ou cactáceas
    * Gênero: Conhecidos mais de 84
    * Espécie: Conhecidos mais de 2000
    * Sub espécie: São milhares
    * Variedades

    Os cactos podem ser divididos em dois grandes grupos:
    Os do deserto, onde é raro chover;
    Os da floresta, que crescem à sombra das árvores.

    Fotossíntese
    O caule dos cactos varia muito no formato. É sempre verde, exercendo ao mesmo tempo a função de caule – dando-lhe a resistência e a função clorofilina.A fotossíntese é o principal processo em que o dióxido de carbono (CO2) é fixado pelas plantas verdes. O CO2 é fundamental para formar todos os compostos orgânicos duma planta. Os cactos assimilam o CO2 durante a noite ou na escuridão, evitando assim abrir os seus estomas ou poros durante o dia, o que ocasionaria grandes perdas de água. Assim, acumulam ácido málico a uma velocidade superior à que o expulsam durante a respiração, resultando daí uma reserva com acumulação de CO2. Com a exposição à luz, a acidez diminui e a este fenómeno, descoberto primeiro nas crassuláceas, chama-se CAM (Crassulean Acid Metabolism). As folhas transformaram-se em espinhos para não perderem na fotossíntese grande e preciosa quantidade de água.

    O corpo
    Os cactos podem viver de 200 a 300 anos como os Carnegiea gigantea do Arizona e podem ir desde as miniaturas até aos gigantes de 20 m de altura. Nos mini-cactos, a menor conhecida é o Blosfeldia liliputana, dos Andes bolivianos, com apenas 0,5 cm de diâmetro.
    Os cactos, plantas xerófilas (amigas da secura), são pouco exigentes, desde que recebam algumas horas de sol, tenham boa drenagem e ventilação, podem aguentar muitos dias sem receberem água. Suportam bem o ar condicionado, raras vezes necessitam de adubo e nunca precisam de ser podados.Os caules são carnudos. A pele ou cutícula dos cactos é espessa e apresenta uma cera que ajuda a evitar a perda de água por transpiração. Há cactos que têm o caule parecido com uma folha e outros como os Trichocereus , formam grandes colunas mais ou menos grossas com inúmeras costelas.  Um grande número de cactos é globular e dentro destes esféricos temos cactos com costelas (Melocactus, Echinocactus, etc.) e cactos com protuberâncias (Mammellaria, etc.). Os Cereus têm a forma de árvore e de tronco grosso.
    Nem todos os cactos emitem ramificações. Alguns cactos vivem com um corpo isolado e solitário para toda a vida. Há cactos que emitem ramos a partir do seu tronco, como os Cereus ou desde a base do caule inicial, como os Trichocereus, podendo crescer de forma vertical, inclinada ou rastejante.Há outro tipo de cactos a que nascem filhotes que se podem separar do caule mãe, como os Echinopsis, Mammillaria, etc.
    Read more »

    Echinocactus-grusonii

    Os cactos reproduzem-se tanto por sementes como por estacas.
    A forma e tamanho das sementes varia de acordo com as espécies, geralmente muito pequenas, cujo diâmetro não chega a medir mais de um milímetro, exceto nas Opuntia, com uma semente maior e de casca muito dura.Das muitas sementes que se encontram nos frutos dos cactos, só um número muito reduzido delas vão dar origem a plantas que irão atingir o estado adulto porque nem todas as sementes caem em locais sombreados e que germinam quando chegam as primeiras chuvas. As que caem ao sol sofrem um colapso devido à intensidade dos raios solares. Podemos criar ou comprar as sementes.

    Após conseguir as sementes, providenciar um pote transparente com tampa para usar como estufa. Uma boa solução é usar garrafas de pet reciclado. Mas atenção, não usar as garrafas verdes, elas bloqueiam a luz que as plantas precisam para fazer a fotossíntese. O substrato é de terra e areia. Peneirar o substrato, fazer uma camada grossa no fundo. Depois colocar uma camada da parte fina. Isso manterá a umidade ideal para a germinação, sem umidade exagerada.

    Colocar umas 2 a 3 colheres de sopa de água e deixar a terra absorver. Colocar as sementes distribuídas pela superfície. Peneirar uma camada bem fina sobre as sementes (bem fina mesmo). Fechar a mini-estufa e manter fechada até germinar. Para saber se tem água suficiente, deve formar-se no plástico transparente uma camada de água, na forma de bolhas.
    Deixar a garrafa num local iluminado (não deixar diretamente ao sol).
    Entre 7 a 10 dias as sementes devem começar a germinar!

    Quando os cactos do tipo globular tiverem um diâmetro de uns 7 mm e quando o cactos do tipo colunar tiverem uma altura de 2,5 cm, devem ser transplantados para uma bandeja com uma umidade relativa. Passados 7 a 12 meses, transplantam-se para vasos individuais pequenos.

    hello_kitty-5343

    Opuntia_basilarisAdaptação à Seca
    Alguns ecossistemas, como os desertos, semi áridos, caatingas e cerrados, recebem pouca água na forma de precipitação pluviométrica. As plantas que habitam estas áreas secas são conhecidas como xerófitas, e muitas delas são suculentas, com folhas espessas ou reduzidas. Excetuadas poucas espécies, como por exemplo o gênero Pereskia, todos cactos são plantas suculentas, e como elas, apresentam diversas adaptações que as habilitam a sobreviver nestes ambientes.

    Os cactos nunca perderam suas folhas completamente; somente reduziram seu tamanho de modo a reduzir a área de superfície pela qual a água é perdida pela transpiração. Em algumas espécies as folhas são ainda notavelmente grandes e comuns enquanto em outras tornaram-se microscópicas, mas ainda contêm estomatos, xilema e floema. Determinadas espécies de cacto desenvolveram folhas efêmeras, que são as folhas que duram por um curto período de tempo enquanto um novo broto estiver ainda em suas fases iniciais de desenvolvimento. Um bom exemplo de uma espécie de folhas efêmeras é a Opuntia Ficus-Indica, mais conhecida como Figo da Índia.

    Os cactos igualmente desenvolveram espinhos por ajudarem que menos água evapore pela transpiração ao proteger a planta do sol, e defendem o cacto de animais em busca de água. Os espinhos crescem de estruturas especializadas chamadas aerolas. Muito poucos membros da família têm folhas, e quando presentes estas geralmente são rudimentares, medindo até três milímetros e logo caem. Entretanto dois gêneros, Pereskia e Preskiopsis, conservam por muito tempo grandes folhas não suculentas de até vinte e cinco centímetros, e também ramos não suculentos.

    Recentemente descobriu-se que Pereskia é o gênero ancestral do qual todos cactos restantes evoluíram. Caules verde suculentos e espessados são capazes de realizar fotossintese e armazenar água. Ao contrário de muitas outras suculentas, o caule é a única parte de um verdadeiro cacto onde isto ocorre. Como muitas outras plantas que têm revestimentos cerosos em suas folhas, os cactos frequentemente os têm em seus caules para impedir a perda de água. Isto impede que a água espalhe-se em sua superfície e faz que escorra logo de modo a ser absorvida pelas raízes e usada para a fotossíntese.

    Os cactos têm um caule grosso, cascudo e suculento para armazenar a água da chuva. Seu interior, dependendo do cacto, é esponjoso ou oco. O revestimento grosso e impermeável também mantem a água dentro do cacto evitando sua evaporação. Os corpos de muitos cactos engrossaram durante a evolução, formando o tecido armazenador de água, e frequentemente assumiram a forma ótima de esfera, que combina o maior volume possível com a mais baixa área de superfície possível. Reduzindo sua área de superfície, o corpo da planta é protegido da exposição excessiva à luz solar.
    A maioria dos cactos passa por um curto período de crescimento seguido de longa letargia. Por exemplo, um cacto Saguaro adulto, Carnegiea Gigantea, pode absorver até três mil litros da água em dez dias. Nisto é favorecido por sua habilidade de rapidamente lançar novas raizes. Duas horas após a chuva, depois de uma seca relativamente longa, a formação da raiz começa em resposta à umidade. Excetuadas algumas espécies, o sistema radicular é extensivamente ramificado imediatamente abaixo da superfície do solo.

    A concentração de sal nas células das raizes é relativamente elevada, de modo que quando a umidade eleva-se, a água possa imediatamente ser absorvida na maior quantidade possível. O próprio corpo da planta é também capaz de absorver a umidade através da epiderme e dos espinhos, o que, para plantas que são expostas à umidade quase exclusivamente, ou em alguns casos unicamente, sob a forma da névoa, é de grande importância para sustentar a vida.
    A maioria dos cactos têm raizes muito rasas que podem estender-se amplamente perto da superfície do solo para coletar a água, uma adaptação às raras chuvas. Em uma pesquisa, um jovem Saguaro de somente doze centímetros de altura apresentou um sistema radicular que cobria uma área de dois metros de diâmetro, mas sem raízes com mais de dez centímetros de profundidade.
    Os grandes cactos colunares também desenvolvem raízes em grandes tapetes, primeiro para fixação mas também para obter maior acesso a água e minerais. Uma característica que distingue os cactos de todas outras plantas: os cactos possuem aréolas.

    A aréola parece com um encaixe com um diâmetro de até quinze milímetros e é formada por dois elementos opostos. Da parte superior desenvolve ou uma flor ou um broto lateral, da parte de baixo desenvolve os espinhos. Os dois elementos das aréolas podem encontrar-se muito próximos, mas ocasionalmente também podem estar separados por diversos centímetros.
    Como outras suculentas das famílias Crassulaceae, Agavaceae, Euphorbiaceae, Liliaceae, Orchidaceae e Vitaceae, os cactos reduzem a perda de água através da transpiração pelo metabolismo ácido crassulaceano . Aqui, a transpiração não ocorre durante o dia, enquando realizam a fotossíntese, mas à noite. Durante o dia seus estômagos permanecem fechados e a planta armazena dióxido de carbono ligado quimicamente ao ácido málico o qual vai sendo liberado gradualmente para a fotossíntese. Como a transpiração ocorre durante as horas húmidas e frescas da noite, a perda de água é reduzida significativamente.
    Read more »