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  • Archive for the ‘Bonsai e Samambaias’ category

    adubo

    É correto dizer que as plantas irão fazer uso de quaisquer recursos que encontram no solo. E é tentador assumir a partir deste, que a adição de mais fertilizante resultará em maior crescimento, pois a maioria das pessoas têm observado que as plantas crescem mais quando são fertilizadas, no entanto  isto não é bem assim. As plantas diferem grandemente em suas respostas aos nutrientes do solo que é ditado por suas taxas de crescimento inerentes, a duração de seus períodos de crescimento, suas idades, os tipos de sistemas de raízes que têm, e sua capacidade de absorver nutrientes. As plantas têm taxas de crescimento muito diferentes.

    A maioria das pessoas que cultivam uma grande variedade de espécies sabem que algumas árvores tem rápido crescimento e outras rastejam. O aumento dos níveis de nutrientes no solo (adubação), não vai alterar essas taxas de crescimento inerentes. Compare as taxas de crescimento do ácer tridente com o do buxus. Se você aplicar a mesma quantidade de fertilizantes a uma árvore de cada um, que são do mesmo tamanho e idade, você vai obter a mesma quantidade de crescimento de ambos, isto é, será que eles assimilarão a mesma quantidade de nutrientes e irão incorporá-las em novas estruturas? A resposta é não. O buxus vai ficar muito atrás do Ácer tridente no seu nível de crescimento. Até as árvores dentro do mesmo gênero, tem significativas diferenças de exigências nutricionais e respondem diferentemente a níveis de nutrientes no solo. O crescimento de vários pinheiros durante uma temporada, varia muito na quantidade de crescimento da vela e da duração do crescimento. Pinheiros branco e vermelho, atingirão 10 a 15 cm no crescimento da vela na primavera e não aumentam significativamente depois.

    Pinus taeda, Pinus echinata irão atingir 15 centímetros na primavera também, mas  continuam crescendo até o verão (Bioquímica e Fisiologia dos Hormônios Vegetais “, de Thomas Moore). Pinus thunbergi é bem reconhecido pelos bonsaístas, o pinheiro negro japonês tem uma taxa de crescimento significativamente diferente do Pinus parviflora, o Pinheiro branco japones. Esses dois nunca vão crescer na mesma taxa ou da mesma maneira, assim, mesmo dentro das limitações de um gênero, você vai encontrar respostas diferentes de crescimento para níveis de adubação.

    Os efeitos aumentam com a adubação crescente
    Aumento de fertilizantes não provoca aumento das taxas de crescimento, mesmo dentro de uma determinada planta. As respostas de muitas plantas para adubação têm sido muito bem estudadas, há um ponto de diminuição, ou decrescente com o aumento das aplicações de fertilizantes. Em “Solos: Uma Introdução ao Solo e Crescimento de Plantas” por Donahue et.al. mostra um gráfico da resposta de crescimento da planta à aplicação de fertilizantes. A curva é sigmoidal (“em forma de S”), e não linear. Há um platô na resposta de crescimento à medida que há aumento de fertilizantes e queda enquanto ela fica mais intensa, indicando que o aumento do fertilizante torna-se mais prejudicial do que bom.

    À medida que mais e mais fertilizante é adicionado, o ganho em produtividade de cada incremento sucessivo é cada vez menor. A curva descendente, com o aumento da fertilização excessiva, deve-se a colheitas reduzidas por causa de coisas como problemas de sais e um crescimento desequilibrado (que pode aumentar a suscetibilidade da planta à doença e ao crescimento anormal).

    Quantidades ideais de fertilizantes
    Há definitivamente uma quantidade ideal e regime de adubo para cada árvore (que varia de árvore para árvore) e superior a isso pode ser prejudicial. Dr. Carl Whitcomb em “Produção Vegetal em Recipientes” também adverte sobre a aplicação de fertilizante excessivo e desequilibrado. Ele escreve: “O nível ideal de um nutriente para planta é, provavelmente, de alcance limitado, em vez de um determinado nível. Nota-se que escondido … toxicidades podem ocorrer muito antes de os sintomas de toxicidade aparecerem …”. Ele também mostra uma resposta de crescimento semelhante versus curva de fertilizantes. Eu li que tais advertências sobre as aplicações de fertilizantes excessivamente em todas as referências que tenho na nutrição das plantas. Mais uma vez, além de não aumentar diretamente o crescimento, o aumento dos níveis de fertilizantes pode causar problemas.

    Estações adequadas
    O crescimento das plantas também difere em épocas de crescimento. Existem algumas plantas que emitem novo crescimento contínuo durante a primavera e o verão, como os Juníperos e a Nana Obtusa, e algumas que apenas emitem novo crescimento na primavera. A aplicação de grandes quantidades de fertilizantes para todas as árvores pode resultar em mais crescimento em algumas, mas não em todas. Adicionando altos níveis de fertilizante durante todo o verão é sem dúvida um desperdício, uma vez que nenhum novo crescimento será provocado.

    Planta Madura
    Árvores também diferem em seu crescimento global, dependendo se a planta é jovem ou madura. A fisiologia das árvores jovens é diferente do que nas árvores mais velhas. As árvores jovens tendem a crescer mais rapidamente e por períodos mais longos de tempo. Algumas mudas podem dobrar de tamanho em um ano. Muitas árvores maduras crescem um pouco na primavera e param de crescer no meio do verão e realmente começa a ficar dormente. (Árvores mais velhas tendem a abrandar. Obviamente, uma árvore que dobra de tamanho a cada ano seria incrivelmente enorme, se mantida essa taxa por muitos anos). A adição de fertilizantes não vai fazer uma árvore que está indo para dormência, crescer novamente. A quantidade e o tempo de absorção de nutrientes serão bem diferentes em uma árvore mais velha do que em uma árvore jovem e apenas o aumento dos níveis de nutrientes no solo não altera isso também.

    Taxas de absorção de acordo com a espécie
    As raízes das plantas também diferem substancialmente na sua capacidade de absorver diferentes nutrientes. Por exemplo, a capacidade de absorção de magnésio pode ser até 60 vezes maior em uma planta do que em outra. Esta é uma diferença tremenda. Além disso, o capacidade de absorver um nutriente pode ser adversamente afetados por altos níveis de outro. A resposta aos níveis mais elevados de nutrientes não é igual e, novamente, altos níveis de fertilizante pode levar a desequilíbrios nutricionais e de crescimento desequilibrado que pode causar problemas de saúde, com suas árvores.

    Há um velho ditado que diz “Todas as coisas com moderação”, e isso certamente se aplica à vida humana, bem como para os níveis de fertilizante para Bonsai.

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    bonsai

    Fazer do bonsai uma árvore linda e saudável, exige uma dedicação a longo prazo, cuidados básicos e algumas técnicas fundamentais relacionadas com a rega e a luz, a forma de podar, a fertilização e o envasamento – no fundo, pequenas dicas para que o seu bonsai possa viver muitos anos.

    Localização
    O local onde vai colocar o bonsai deve obedecer a três fatores importantes:
    1 – De fácil acesso e com espaço para poder administrar os cuidados diários;
    2 – Deve permitir um ponto de vista favorável do bonsai;
    3 – Conter as condições climatéricas ideais – não estar diretamente ao sol, ter níveis de temperatura e umidade adequadas, e permitir a circulação de ar fresco.

    Dica: Se verificar ramos descaídos, mais frágeis ou a descoloração da árvore, deve mudar o bonsai de sítio.

    Podar
    Esta é uma das técnicas mais importantes para manter o bonsai saudável. Se a árvore não for podada regularmente, ela crescerá até ao seu tamanho normal e, na arte do bonsai, esse não é o objetivo. Escolhido o “lado melhor” do bonsai deve:
    - Cortar os ramos partidos ou doentes, assim como aqueles que se cruzam ou que nascem no fundo do tronco, interferindo com a configuração natural do bonsai.

    - Para aperfeiçoar a forma da árvore e potenciar a espessura da sua copa, pode aparar os ramos com recurso à tesoura ou à mão. Corte o caule sempre acima das folhas e nunca a meio, porque estas ficarão secas e feias. Corte todos os rebentos que ultrapassam o perfil da árvore, criando assim uma forma mais compacta e atraente.

    - Se desbastar à mão, vai permitir o aparecimento de novas folhas no mesmo caule, mas mais abaixo. Para além de conferir um aspecto mais adulto ao bonsai, vai dar à copa uma boa consistência. Por outro lado, utilize esta técnica apenas nos ramos superiores, para que estes não se tornem muito pesados.

    - Algumas espécies de bonsais permitem a remoção total das suas folhas na altura do Verão, o que permite o aparecimento de novas folhas – mais pequenas e brilhantes – no Outono. Estas devem ser cortadas mal surjam, para que as novas folhas tenham tempo para enrijar antes da chegada do Outono.

    Dica: A folhagem nova deve ser retirada durante a Primavera e o Verão, mas os ramos e o tronco só devem ser podados no Outono e mantidos assim ao longo de todo o Inverno.

    Aramar
    Quando recorrer à técnica de aramar, não se esqueça que:
    - O arame deve ser vigiado regularmente para evitar o corte do tronco e/ou dos ramos.

    - As árvores coníferas (Pinheiros, Juníperos, Ciprestes…) devem ser aramadas no Inverno, mantendo o arame durante cerca de um ano.

    - As árvores decíduas (macieiras, laranjeiras, limoeiros…) devem ser aramadas no Verão, mantendo o arame cerca de três meses, ou seja, até ao Outono.

    - Uma vez retirado o arame, certifique-se que a árvore não volte à posição inicial. Se assim acontecer, pode voltar a usar a mesma técnica no ano seguinte.

    Dica: Se existirem marcas do arame na árvore, pode pintá-las com vedante para cortes.

    Sol
    Como qualquer planta, também o bonsai precisa de sol e de arejar no exterior, para garantir um crescimento saudável. O tempo de exposição varia conforme a espécie:
    - Os bonsais que requerem muito sol (as espécies tropicais, por exemplo) devem ser mantidos no exterior durante os meses quentes, principalmente se não tiver um local adequado, ou seja, com muita luz, dentro de portas.

    - Por outro lado, existem bonsais que requerem pouca luz. Nestes casos, prefira os locais com sombra.

    - Se não consegue garantir algumas horas de sol direto, assegure que o local onde está o bonsai tenha, pelo menos, alguma iluminação artificial.

    Os bonsais de interior precisam de cerca de cinco horas de luz indireta todos os dias. Pode e deve levá-lo para o exterior, mas nunca o deixe diretamente ao sol, especialmente nas horas de maior calor.

    Dica: No Verão, o ideal é aproveitar o sol da manhã (até às 11h00) e o da tarde (à partir das 16h00). No Inverno, aproveite o sol pleno, quando houver.

    Fertilizante e inseticidas
    Apesar de não ser essencial, pode utilizar um fertilizante para alimentar o bonsai. Opte pelos fertilizantes sólidos (pó, blocos ou granulados) em detrimento dos líquidos, porque permitem controlar os níveis de absorção e quando é necessário voltar a fertilizar.

    Como qualquer outra planta, também o bonsai está sujeito a pragas e doenças. Para evitá-las, pulverize o bonsai com um inseticida/fungicida adequado, mas apenas quando as folhas estão completamente abertas ou em botão.

    Dica: Não deite fertilizante num bonsai que esteja seco ou doente. Antes de alimentar o bonsai, este tem de estar saudável.

    Cortar as raízes
    O corte das raízes deve ser feito anualmente porque ao permitir a formação de novas raízes, a árvore vai crescer mais e melhor. Limpe as raízes com um gancho apropriado, evitando sempre aquelas que se encontram à superfície. Depois de limpas e “esticadas”, deve encurtar as raízes em cerca de um terço.

    Dica: Esta operação deve ser executada na Primavera, mas se tiver plantas mais resistentes, pode aparar as suas raízes entre o meio e o final do Inverno.

    Renovar o envasamento
    O processo de renovar o envasamento deve ser feito de dois em dois anos, para dar mais espaço ao bonsai para crescer. Utilize sempre o mesmo vaso, aproveite para encurtar as raízes e substitua a terra completamente.

    Dica: Para dar alguns nutrientes ao bonsai, pode misturar um pouco de fertilizante na terra nova ou colocar musgo úmido sobre a mesma.

    Regar
    A rega é talvez o aspecto mais importante no que toca a manter um bonsai saudável. Já os japoneses diziam que um principiante pode aprender, em alguns dias, como podar um bonsai, no entanto, pode demorar uma vida a aperfeiçoar a técnica da rega.
    - A principal causa de morte de um bonsai é a falta de água. Verifique diariamente os seus níveis de umidade, utilizando um palito ou um pequeno pau. Se este não sair molhado, apenas úmido, é preciso regar o bonsai.

    - Na Primavera, Verão e Outono, deve regar o bonsai todos os dias; no Inverno, a rega é reduzida, mas é fundamental manter o bonsai úmido.

    - Mantenha sempre o mesmo horário de rega.

    - A água da chuva é ideal para regar os bonsais (ou outra planta qualquer) mas, na falta desta, pode perfeitamente utilizar água da torneira.

    - Deve regar bem o solo. Assim, ao drenar, a água ajuda a eliminar os depósitos que possam ter acumulado no fundo do vaso.

    - Não se esqueça de regar o resto do bonsai. Deve manter todas as partes da árvore úmidas (tronco, ramos, folhas) para prevenir a acumulação de lixo e pó nos seus poros. No entanto, se o bonsai tiver flores, evite o contacto da água com estas.

    Dica: A melhor altura para regar o bonsai é no final da tarde, depois do sol se ter posto, porque assim a terra mantém-se úmida durante a noite inteira. Se regar de manhã ou durante o dia, a terra pode secar rapidamente e as gotas que ficam nas folhas podem queimá-las.

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    Os amantes do bonsai já sabem que existem quatro principais modelos destas pequenas obras de arte naturais, cada um com as suas próprias sub-classificações. O que podem ainda não saber é que tão importante como distinguir entre estes gêneros é saber quais as grandes diferenças entre um bonsai de interior e um de exterior, para assegurar os melhores cuidados.

    Dois bonsais, várias diferenças
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    Entregues à arte do bonsai, que tem tanto de criatividade como de técnica, tanto o bonsai de interior como de exterior partilham a necessidade do mesmo tipo de recipientes e utensílios para os tratar.

    - Em termos de podar, regar, envasar, aparar e aramar, bem como da aplicação de fertilizantes e de inseticidas, os bonsai de interior e de exterior são iguais e, para conseguir o melhor dos dois mundos, existem diversas técnicas a seguir para ajudá-los a manter seu bonsai saudável.

    - As diferenças surgem a outros níveis, nomeadamente em termos de espécies, localização, exposição solar e níveis de umidade. Para, além disso, os bonsai de interior mantêm as suas folhas ao longo de todo o ano, ao contrário dos bonsai de exterior que obedecem ao processo natural da Mãe Natureza, cujo resultado são árvores sem folhas durante os meses mais frios do ano.

    - Adicionalmente, as plantas e árvores tropicais e semi-tropicais (bonsai de interior) têm um ritmo de crescimento naturalmente mais rápido, o que acelera todo o processo de evolução e de tratamento de um bonsai.

    - O uso de musgo para adornar as bases destas pequenas árvores – um adornamento muito popular – é apenas possível em bonsai de exterior, sendo que o musgo não sobrevive às temperaturas interiores.

    Bonsai de Interior
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    A maioria dos bonsai de interior são árvores tropicais ou semi-tropicais – só assim é que conseguem sobreviver e manter-se belas dentro de quatro paredes. No entanto, e ao contrário do que possa pensar, os bonsai de interior podem passar parte do ano no exterior, ou seja, durante a Primavera e o Verão podem viver “lá fora”, sendo resgatado novamente para dentro de casa durante o Outono e o Inverno ou então a partir do momento em que as temperaturas noturnas descem para os 12 graus ou menos.

    - Durante os meses mais quentes do ano, coloque o seu bonsai no jardim, pátio ou varanda, preferencialmente numa zona onde esteja exposto ao sol de manhã e à sombra da parte da tarde. A partir do momento em que as noites quentes dão lugar às mais frias, está na altura de voltar a colocar o bonsai dentro de casa, no entanto, esta transição deve ser muito gradual – apenas algumas horas por dia para que este possa voltar a habituar-se à temperatura e localização interior.

    - Dentro de portas, o ideal é colocar o bonsai junto de uma janela voltada para sul ou então com uma exposição para este ou oeste. Em último recurso estará uma localização voltada para norte mas, neste caso, terá de recorrer à iluminação artificial para assegurar que o seu bonsai tenha toda a luz que necessita. Diariamente, 4 a 6 horas de sol serão suficientes, mas se for mais é igualmente bem-vindo.

    - Durante os meses frios, altura em que o bonsai está novamente dentro do aconchego do interior de uma casa, é importante colocar a planta sobre um outro recipiente raso com uma camada de pedras miudinhas ou cascalho, onde possa adicionar mais água. Esta é a melhor maneira de assegurar que o bonsai mantenha um nível de umidade extra para compensar a água que evapora devido ao aquecimento das casas.

    - Espécies a considerar: Figueiras, Crássula, Palmeira cica, Serissa, Árvore havaiana do guarda-chuva (Arboricola Schefflera), Arália, Ccastanheira da água, Mirtilo-da-nova-zelândia, Buganvílias e Gardênias, entre muitas outras.

    Bonsai de Exterior
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    Ao contrário de uma planta doméstica e tal como uma árvore verdadeira (mesmo que em miniatura), os bonsai de exterior dão-se melhor ao ar livre e necessitam do contacto direto com os elementos naturais. O bonsai deve ser colocado num local onde esteja exposto ao sol de manhã e à sombra da parte da tarde.

    - Em meados do Outono, o bonsai de exterior terá de ser preparado de forma a poder enfrentar, de forma saudável, os rigores do Inverno. Esta preparação pode ser feita de duas maneiras: retire o bonsai do seu recipiente, enterrando as raízes num canto do seu jardim (de preferência protegido do vento e do sol, mas não da chuva e da neve), cobrindo o resto do bonsai (até aos primeiros ramos) com um composto de terra e estrume.

    - Por outro lado, pode simplesmente transferir o bonsai para uma garagem ou arrecadação exterior que não seja aquecida – como o bonsai estará neste estado dormente durante cerca de três meses, não necessita de exposição solar, apenas água de quinze em quinze dias.

    - Enquanto um bonsai de interior pode permanecer ocasionalmente no exterior, também um bonsai de exterior pode ser muito esporadicamente, levado para o interior – caso de uma exibição, por exemplo. Nestas situações, é necessário assegurar que não permaneça dentro de portas mais de alguns dias de cada vez.

    - A melhor altura para trazer um bonsai de exterior para o interior é entre os meses de Junho e Outubro, mas apenas durante um dia por semana, no máximo.

    Espécies a considerar: existem duas categorias – as árvores de folha persistente (Junípero, Pinheiro, Buxus, Azálea) e as árvores de folha decídua (Ácer, Ulmeiro, Ginkgo biloba).

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    Para que um bonsai se desenvolva de uma forma natural e saudável, é necessário que a qualidade do seu solo seja inquestionável. Saiba qual o solo mais adequado para um bonsai e faça com que essa composição seja a mais benéfica possível.

    A qualidade do solo de um bonsai é de extrema importância para o seu florescimento, pois a dimensão do vaso é muito reduzida e como tal, o solo tem de estar em perfeitas condições. No entanto, o que acontece na maioria das vezes é que a terra que vem a acompanhar alguns bonsais é de fraca qualidade pelas mais variadas razões: não tem nutrientes suficientes, está seca demais, não consegue drenar a água ou, simplesmente, não se adequa ao clima.

    Se está a iniciar na arte do bonsai e teme que esta situação possa estar a atingir a sua planta, na época de renovar o envasamento, deve colocar o solo que mais vantagens proporciona ao seu bonsai.

    O solo ideal para um bonsai
    A árvore selecionada e as condições climatéricas influenciam sempre a escolha do solo mais apropriado para um bonsai, no entanto, aquele que melhores resultados oferece é o que resulta de uma mistura de terras. O solo ideal passa por colocar uma terra misturada com húmus, areia e terra barrenta ou terra japonesa específica, pois é a que oferece mais nutrientes e vantagens para o desenvolvimento e crescimento de  um bonsai saudável.

    Tipos de terra para um bonsai
    Distinguem-se três tipos de terra japoneses que servem de base para todas as misturas que possam ser efetuadas. São elas:

    Akadama: É uma argila vulcânica japonesa com uma enorme capacidade de retenção de nutrientes e de absorção do excesso de água. Trata-se do tipo de terra que é mais utilizada como mistura universal para todos os tipos de bonsai.

    Kanuma: É uma cidade japonesa localizada na província de Tochigi e dá nome a um tipo de terra que é muito utilizada nos bonsai. Esta terra é conhecida por ter um pH ácido e consegue manter essa acidez por um longo período de tempo. A utilização da kanuma é muito frequente no cultivo das azáleas e deve ser usada na mistura de terras.

    Kiriu: Trata-se de uma terra bastante dura que tem origens vulcânicas japonesas. O fato de ser muito resistente reduz a capacidade de retenção de água e nutrientes, o que faz com que a sua drenagem seja maior. A kiriu é o tipo de terra ideal para as coníferas e para as espécies que requerem muita drenagem. Na mistura de terras, deve ter em atenção que a areia e a kiriu têm uma aplicação prática muito igual, o que pode condicionar o florescimento do bonsai.

    Estas são as terras que podem ser utilizadas na obtenção do solo mais indicado para um bonsai e, para as adquirir, deve deslocar-se a uma drogaria ou a uma loja de jardinagem.

    As principais vantagens de uma mistura de terras
    A mistura de terras possibilita que um bonsai reúna todos os elementos necessários para a obtenção de um solo saudável. Conheça quais são as principais vantagens resultantes de uma mistura de terras:
    - Aumenta o oxigênio para as raízes do bonsai;
    - Melhora a drenagem da planta;
    - No momento da renovação do envasamento, a mistura de terras impede que as raízes saiam danificadas;
    - É uma mais-valia no combate ao apodrecimento das raízes;
    - Permite que as raízes fiquem mais “libertas”, o que facilita a sua poda;
    - Impede o acumular de temperaturas elevadas no próprio vaso;
    - Garante o valor do pH correto para cada tipo de bonsai;
    - Melhora a cor das folhas;
    - Torna mais fácil a aplicação e a utilização de adubos e fertilizantes;
    - Fortalece os ramos mais finos;
    - A longo prazo faz com que a planta seja mais resistente e saudável.

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    O processo de transplante em Bonsai, é uma das fases que requer mais sensibilidade, tanto no que diz respeito à sua realização como aos cuidados a ter após a mesma. Apoiado em métodos horticulturais e artísticos específicos da técnica de Bonsai, é indispensável para o saudável desenvolvimento da árvore.

    Teoricamente ele deve ser realizado aproximadamente de dois em dois anos em plantas folhosas e de três em três para coníferas, de Fevereiro a Março para espécies de exterior e dupla localização e de Abril a Maio para as espécies de interior.

    Material necessário para o transplante
    Vaso
    Redes de drenagem
    Arames de fixação
    Solo indicado para a espécie
    Tesoura para podar a copa e tesoura para podar raízes
    Alicate corte de Raízes (se formos cortar raízes muito grossas)
    Adubos para o pós transplante

    Primeiro Passo
    Preparar o vaso colocando-lhe redes a tapar os furos de drenagem e arames de fixação, para podermos prender a planta após transplante (durante cerca de 3 meses), desta forma vamos garantir que a planta não vai ficar com as raízes expostas ao ar provocado por um vendaval ou outro processo.
    Depois começamos por remover totalmente o solo antigo, que já se encontra desgastado, sem capacidade de drenar o excesso de água, de reter nutrientes e de permitir a respiração das raízes.
    Durante o transplante é analisado o estado de saúde das raízes da planta e são- lhe cortados cerca de 1/3 das raízes (dependendo do estado das mesmas).
    O corte das raízes vai permitir criar espaço para que a planta se desenvolva até ao próximo transplante e vai estimular a divisão radicular.

    Na época do transplante tem de se podar fortemente a planta, em algumas espécies dependendo da altura do ano pode mesmo ter de se remover todas as folhas, aproveita-se sempre esta operação para modelar a planta, através da poda e de arames, se necessário.

    Não é obrigatório trocar o vaso em cada transplante, só o devemos fazer quando após retirado o solo velho e cortadas as raízes nos percebermos que o espaço livre não vai ser suficiente para o saudável desenvolvimento até à próxima época de transplante.

    Quanto mais velha é a planta, menores vão sendo os “aumentos” de vaso, mas devemos respeitar sempre os intervalos de substituição de solo.

    Em alguns casos podemos mesmo ter de optar por uma redução do vaso, optando por um que se enquadre melhor esteticamente, o vaso utilizado tem sempre de ser especifico para Bonsai, pois só estes reúnem as características físicas e químicas indispensáveis a manutenção e sobrevivência do Bonsai.

    Tendo em conta que regra geral a planta ainda se encontra no solo original, aconselhamos a transplantar o seu Bonsai na próxima época de transplante a seguir a sua aquisição.
    Embora possa parecer complicado, o transplante quando realizado por uma pessoa experiente e numa planta saudável, é um processo praticamente sem riscos.

    Cuidados após transplante
    Após ter transplantado o seu Bonsai durante aproximadamente um mês deve:
    - Protegê-lo do sol direto nas horas de sol forte;
    - Protegê-lo dos ventos fortes;
    - Redobrar a atenção com a rega, não permitindo que a planta passe por longos períodos de sede, mas deixando a camada superficial do solo secar ligeiramente entre regas, para que as raízes da planta possam respirar e não apodreçam por excesso de água;
    - Interromper o processo de adubação, só o iniciando quando a planta demonstre. Ter recomeçado o seu normal crescimento (nunca começar a adubar antes de decorridos os 30 dias);
    - Aplicar um adubo após transplante, que facilitará a produção de novas raízes.

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    serissa

    Família – Rubiaceas (família do cafeeiro)
    Origem – China Meridional e Japão

    Arbusto perene de folha verde ovalada de reduzida dimensão, existem diferentes variedades, a mais comercializada como Bonsai é a Serissa Japónica thunbergii e é produzida na China, existem ainda a Serissa Japônica e a Serissa de Shangai (menos comuns no nosso mercado), todas possuem uma versão variegata (de folhas brancas e verdes), a qual se deve a um vírus inócuo que terá afetado a planta mãe na origem.

    A maioria dá uma flor de cor branca, mas existem variedades de cor rosa, podendo ocorrer o ano inteiro o auge de floração dá-se no fim do verão, deve o seu nome cientifico Serissa Foetida (mal cheirosa em latim) ao cheiro que exala após podada.

    As variedades oriundas da China são consideradas Bonsai de interior, ainda que lhes agrade o exterior durante a primavera e o Verão, devemos protegê-las logo que as temperaturas médias baixem dos 16 º C.

    Gostam de estar em locais iluminados, junto de uma janela (sem cortinas nem persianas), quando colocadas no exterior deve-se ter o cuidado para que peguem sol somente no inicio e final do dia.

    Rega – Visto ser sensível a fungos provocados por excesso de água, convém deixar secar ligeiramente a camada superficial do solo entre regas (principalmente no Inverno em que quase estagna o seu crescimento), regando-a depois abundantemente com um regador de ralos finos.

    Nutrição – A Serissa deve ser adubada de Fevereiro a Novembro, beneficiando com a aplicação de vitaminas o ano inteiro, gosta ainda de reforços nutricionais com adubos de Fósforo e Potássio que apresentam uma ação preventiva contra o aparecimento de fungos do colo (phitoftora).

    Transplante – Ainda que o seu crescimento radicular seja lento, é aconselhável transplantá-la de dois em dois anos para garantir a ideal drenagem do solo, este deve ser constituído por uma Mistura Universal para Bonsai, a época ideal é quando as temperaturas se mantêm em torno dos 20ºC.

    Modelação – Juntamente com a localização, a rega e a nutrição, a poda é um dos principais segredos para manter a Serissa forte e densa, responde muito bem a podas fortes rebrotando mesmo em madeira antiga, é importante não a deixar alargar-se muito pois perderá a densidade das folhas, devemos regularmente arrancar-lhe os gomos ladrões que brotam junto às raízes.

    Normalmente não se arama usando-se puxadas e tensores para direcionar, pode ser aramada na primavera, mas a madeira é muito quebradiça.

    Propagação – O método mais utilizado é por estaca de brotes novos durante a primavera.

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    Platyccerium,

    Há milhões de anos atrás, samambaias enormes dominaram florestas imensas, muito antes de surgirem as plantas atuais. Elas não desenvolvem sementes, mas propagam-se através de esporos ou pela divisão de seus risomas. A maior parte dos gêneros utilizados em paisagismo são provenientes dos trópicos, destacando-se Adiantum, Asplenium, Polypodium, Pteris e Platyccerium, com diversos tamanhos e formas.
    Foram provavelmente o primeiro grupo vegetal vascularizado. Suas características permitiram-lhes atingir maiores dimensões do que qualquer outra planta terrestre existente até então, transformando-as nas primeiras plantas a abandonar por completo o meio aquático. Entretanto, ainda necessitam de água para a reprodução.

    Seu habitat pode ser tanto um vaso de xaxim (coxim) como o tronco de uma árvore, uma pedra ou mesmo o próprio solo ou a água, como as samambaias aquáticas. O sucesso no cultivo destas plantas depende da capacidade de reproduzirmos em casa as condições naturais em que estas vivem nas matas. A maior parte das espécies preferem ambientes sombreados ou à meia sombra, solo levemente úmido, rico em matéria orgânica e os substratos devem ser: areia, turfa e um composto orgânico completo de resíduos vegetais de poda e cascas de frutas, hortaliças acrescentando adubo animal de curral curtido, areia e terra).

    Para as plantas do tipo chifre-de-veado (Platycerium), avencas (Adiantum), asplênios (Asplenium) e outras samambaias, a luz é fator muito importante, pois dela necessitam para fazer a fotossíntese. Mas a luz direta do sol tende a queimá-las.

    Seu cultivo externo poderá ser feito sob ripados, com sombra de mais de 50%, sob árvores, em varandas com sol pela manhã.
    Dentro de casa, junto a janelas sem sol direto em cima, também podemos colocá-las, de modo a que a luz solar seja coada por cortinas.

    O vento é um dos seus maiores inimigos, causando “queima” das folhas mais jovens e perda de água por evaporação, ficando desfolhadas.
    Locais arejados são necessários para evitar fungos, mas devem ser abrigados dos ventos fortes.

    Samambaias também não gostam de alterações de lugar, pois elas acostumam-se com a luminosidade, temperatura e umidade local, podendo definhar e até morrer caso sejam mudadas. Normalmente são cultivadas em xaxim, que retêm mais a umidade e permitem que as raízes respirem melhor.

    Principais pragas:
    As pragas mais comuns são pulgões, cochonilhas, ácaros e lagartas que devem ser retiradas manualmente ou através de uma pinça, para evitar o uso de inseticidas.
    Podem também ocorrer algumas doenças, causadas por fungos ou bactérias. Nestes casos, as folhas apresentam manchas e as raízes apodrecem, devendo-se eliminar as partes doentes.
    Vários tipos de cochonilha atacam e são mais comuns na samambaia de folhas compridas, também chamada de samambaia-espada (Nephrolepis).
    Para combatê-la poderemos usar o sulfato de nicotina, que é fumo deixado de molho na água, coado e aspergido, óleo de nim ou nossa receita caseira de chá de alamanda.
    Insetos em geral não apreciam as samambaias.

    Os cuidados em casa
    *
    Manter a planta em local sombreado fora do vento (evite trocá-la de lugar).

    * As regas devem ser frequentes, mantendo o substrato levemente úmido, mas não encharcado. Por isto, a presença da areia no substrato é fundamental, evitando que as raízes fiquem apodrecidas.
    No inverno, irrigar 1 vez por semana e, no verão, irrigar 2 a 3 vezes por semana. Em dias quentes poderemos colocar água no borrifador e passar uma nuvem sobre elas, propiciando o clima úmido de sua preferência.

    *  Adubar uma vez por mês.

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    azalea-bonsai

    1 – Procure saber do vendedor.
    a) Qual o nome de sua árvore? Além do comum, se possível, o nome botânico.
    b) Se gosta de sol, sombra ou meia luz?
    c) Que tipo de adubo usar?
    d) Quando deve ser reenvasada? (É uma informação importante para que as raízes não tomem conta do vaso e você venha a perder sua árvore.)
    e) Se gosta de muita ou pouca água. Qual quantidade usar?

    2 – Água – Isto é fundamental
    A água é fundamental para a manutenção de um Bonsai em boas condições. Na maioria das vezes que converso com alguém que perdeu um Bonsai, verifico que houve descuido na administração de água: esquecimento, viagem,  “achei que estava molhado”, etc…

    De fato não existe nenhum complicador para molharmos o nosso Bonsai desde que verifiquemos alguns pormenores:
    a) Clima em nossa região.
    Se você mora em uma região onde o clima é muito quente ( Ribeirão Preto ), deve molhar a sua planta até 3 vezes nos dias muito quentes.

    b) Tamanho do vaso e material de que é feito: cerâmica, concreto, etc…
    Alguns Bonsai são colocados em vasos pequenos. Isto propicia um enxugamento mais rápido, assim como o tipo do material usado na feitura do vaso. A cerâmica esmaltada conserva mais umidade que um vaso de concreto, este último é mais poroso.

    c) Local aonde vamos deixá-la e o tempo de exposição ao sol.
    Dependendo do local onde colocamos a nossa planta irá acontecer uma variação na exposição; portanto é importante observarmos qual o tempo de incidência de sol. É com este tipo de observação que vamos controlando a rega do Bonsai.

    d) Época do Ano: fria, quente
    É claro que, quando acontece uma mudança de tempo deverá acontecer uma mudança na quantidade de água. No período de Inverno nossa planta precisará de menos água. Você mesmo irá reparar que a umidade da terra permanecerá por muito mais tempo.

    e) Tipo de planta
    Alguns tipos de plantas como Crássulas, Ciprestes, Tuias e Pinheiros aceitam um solo menos úmido, é importante na hora da compra de um espécime solicitar informação geral sobre a planta e, principalmente, sobre a rega.

    f) Horário
    Desde que seja um dia quente, rega-se pela manhã e também a tarde. Como foi dito acima, em dias excepcionalmente quentes devemos regar também no meio do dia. Uma boa hora para climas normais é na parte da tarde, sua planta vai aproveitar a umidade durante a noite. É claro que, em dias seguidos de muito frio não é aconselhável molhar a planta a tarde. O excesso de umidade pode apodrecer as raízes.

    g) Como regar
    Uma maneira prática de medida é regar até a água escorrer pelo furo no fundo do vaso. Muitas vezes, por esquecimento, deixamos de molhar nossa planta por um dia. Quando isto ocorrer, a terra do vaso pode endurecer, e neste caso, devemos molhar a planta por imersão por alguns minutos isto é, colocar o vaso dentro de 1 recipiente com água. No ressecamento da terra acontece um travamento do substrato em redor das pequenas raízes e, quando molhamos da maneira normal a água não consegue atingir aquelas raízes essenciais na alimentação da planta, ocorrendo a perda total da planta. Observe que quando você molha um vaso seco, ou seja, onde não existe umidade, a água não penetra de imediato, ela escorre como se fosse um piso. A pouca água que permanece sobre a superfície do vaso vai dilatando e abrindo poros que absorverão a água; por isto devemos molhar cada vaso demoradamente e com regador de crivo fino.

    Importante: o vaso para Bonsai tem um furo de bom tamanho na parte de baixo que é para escoar o excesso de água que porventura tenhamos usado, fica então subentendido que não se deve usar um prato para apoio do vaso, isto criaria um acúmulo de água dentro do prato e, por conseguinte no vaso.

    h) Um teste excelente
    Verifique a umidade dos seus vasos tocando a terra com as costas da mão. É uma boa maneira de sentir a umidade ou secura do composto. É Necessária a umidade no vaso de Bonsai. Se você pegar como exemplo qualquer planta na natureza, vai observar que, ao escavar até as suas raízes  verificará que elas estão em solo úmido. Não é porque seja um Bonsai que devemos manter a umidade mas, porque as raízes devem estar em solo com alguma umidade. Como o seu Bonsai não tem como levar as suas raízes até um solo úmido, você deve proporcionar esta condição. Úmido, não encharcado.

    A falta de água é a razão par a maioria dos Bonsai que se perdem. Observe atentamente as informações acima e tenha um Bonsai por muitos e muitos anos.

    flor

    bonsai
    Alporque – Estaca – Sementes

    ALPORQUE “Toriki” ( Mergulhia aérea )
    Alporquia ou mergulhia aérea, como alguns citam tem a mesma finalidade ou seja, fazer com que a árvore emita raízes. A maneira bem mais prática do alporque faz com que a mergulhia seja deixada de lado. Existem duas maneiras de fazer o alporque:

    1 – Torniquete ou segmentação
    É um alporque usado preferencialmente nas sempre-Verdes (Ciprestes, Tuias, Pinheiros, etc..). Amarrar um arame de cobre no local escolhido para fazer o torniquete. Aperte de modo que 50% da espessura do arame penetre na casca da árvore, este processo evita que a seiva e água fluam normalmente, forçando que raízes cresçam na parte de cima do arame. Separe uma quantidade de musgo esfagno, que de para fazer uma bola com 2 ou 3 vezes a largura do galho. Deixe este esfagno por 1 ou 2 horas em um bom enraizador. Amarre uma fita plástica abaixo do torniquete de modo que sobrem dois lances de 40/50 cm de fita soltas. Coloque a massa de musgo esfagno em volta do tronco e cubra com plástico e vá envolvendo com as fitas que estarão soltas até fechar na parte de cima.
    Use um plástico transparente. Se planta estiver em local muito ensolarado cubra o plástico transparente com um plástico preto (tipo saco de lixo) para evitar a luz solar, isto porque o AIA ácido-indol-acético é uma substância foto-destrutível. A presença da luz inibirá a formação de raízes ou poderá haver uma má-formação; na parte onde bater mais sol não existirá raízes, na parte mais sombreada poucas. O ideal é colocar o plástico preto em qualquer condição.
    Quando colocado o plástico preto deixe a parte de cima com uma laçada para que possa ser examinado eventualmente, tanto no desenvolvimento de raízes como para verificarmos a umidade existente. Alguns criadores deixam a parte superior do pacote aberta, de modo a permitir a entrada de água.
    Época ideal – Vai de Setembro a começo de Outubro. Algumas árvores produzem raízes de 3 a 4 meses.
    Quando e como cortar – Quando houver uma boa quantidade de raízes o corte é feito abaixo do ponto onde as raízes surgiram. Retire o plástico com cuidado para não machucar as raízes e deixe o musgo para a proteção do raizame.

    2 – Anel de Malpighi – A parte descascada do tronco é assim denominada em Botânica. Existe duas formas o Método Ponte e o Método Alternado. Este tipo de alporque é muito simples, com um canivete ou estilete afiado, descasca-se de 3 a 7 cm do galho escolhido de forma que o início do corte seja feito na base do local que escolhemos para ser a a raiz da futura árvore. A seguir continuaremos o processo como em torniquete com relação ao esfagno, plástico, etc..

    ESTACAS – sashiki.
    Sashiki (cultivo por estacas) –
    É um método mais rápido do que o MISHO. Muito usado no cultivo de Bonsai. Fornece um tronco já bem próximo a grossura desejada ou até mesmo com a grossura já definitiva. As estacas estão divididas em dois tipos: Estacas Basais ou de Estacas de Ponteiro.
    De onde retirar – Sempre de galhos fortes e saudáveis.

    Época para colheita e Plantio – Final da Primavera e início de Verão para Estacas de Ponteiro. Para Estacas Basais no início do Outono.
    Obs.: De Setembro a Abril nosso clima permite de uma forma geral a propagação de estacas.

    Local para plantar – Estacas Basais individualmente em potes ou sacos plásticos ou diretamente no solo. As Estacas de Ponteiro em sementeiras ou pequenos sacos para mudas. Meia sombra, protegidas da luz do sol e vento forte. Após 2 meses já poderá ser colocada ao sol. Procure fazer esta transição gradativamente.

    Tamanho – Para Bonsai as Estacas Basais serão de até 25 cm.

    Como retirar - Com instrumento afiado (Tesoura comum ou de poda, dependendo da grossura da estaca. Caso necessário um instrumento maior como um serrote.). Procure cortar logo abaixo do nó de uma folha para a parte inferior da estaca, quando for o caso de cortar a parte de cima, corte sempre acima do nó de uma folha ou pequeno galho, pois esta folha ou galho poderão ser a continuidade do tronco da sua futura árvore. As folhas da parte superior deverão ser cortadas em 1/3 ou mesmo mais da metade de seu tamanho, este processo reduz a desidratação das folhas que terão uma menor área de exposição ao tempo. As folhas da parte da estaca que será enterrada (Aproximadamente 1/3 de comprimento.) devem ser arrancadas. Observar que o corte da parte inferior da estaca deverá ser feito em diagonal (Ângulo).

    Cuidado – Passar uma pasta cicatrizante nos cortes para evitar insetos ou fungos. Nas Estacas de Ponteiro não há necessidade.

    Garantindo um bom enraizamento – Deixe a sua Estaca Basal em uma solução enraizadora por 24 horas.

    Como plantar – Enterrando as pontas diagonalmente no solo. Observar que vamos enterrar aproximadamente 1/3 da estaca. Para as Estacas de Ponteiro prepare o caminho enfiando um pedaço de arame mais grosso que sua estaca no local onde serão plantadas, assim não quebraremos muitas estacas.

    Água – Com abundância até a água sair pelos furos existentes nos sacos de mudas ou vasos plásticos.

    Adubação – Poderá ser feita adubação após 6 meses com fertilizante líquido.

    Replantar – Normalmente com 1 ano de idade. Retire cuidadosamente. Corte a raiz principal e outras mais fortes pela metade. Instale a muda no vaso novo. Regar muito bem.

    Dica – Uma boa dica para sabermos quais plantas são boas para estaca, seria verificar se aquela planta tem sementes difíceis de serem coletadas. Por exemplo, na amoreira é difícil coletar sementes, a estaquia é possível. É preciso observarmos que isto não é uma regra geral mas, funciona bem.

    SEMENTES – misho.
    Qualquer que seja a espécie escolhida, as sementes deverão permanecer imersas em água durante toda a noite anterior ao plantio. É necessário observar as sementes que precisam de quebra de dormência. O produtor informa, normalmente, quando for o caso.

    Teste da semente – colocando as sementes em uma tigela com água as férteis irão afundar, enquanto as mortas vão flutuar. É quase infalível.

    Substrato (composto) - As sementes poderão ser germinadas em Argila Arenosa e o composto para o qual serão removidas poderá ser:
    30% de areia grossa
    40% de terra vermelha
    30% substrato (terra vegetal)

    Local - Protegidas do vento excessivo e do sol direto. Existe no mercado recipientes próprios para semear, caso queira pode ser feito um tabuleiro de 10 a 20 cm, dependendo do tipo de planta que estamos semeando.

    Adubação - Qualquer fertilização prematura poderá queimar as raízes. Após 3 ou 4 meses, pequenas doses de fertilizante líquido.

    Poda - a primeira poda será feita após 1 ano. Esta poda é muito importante para a obtenção do Bonsai, pois estaremos formando uma muda sem uma raiz principal (tipo pivotante) profunda.

    Período de formação - Mais ou menos com 4/5 anos após as podas e educação teremos um Bonsai novo (pré-Bonsai).
    A sementia é tratada pelos japoneses como Misho.

    BLUEBIRDS

    celtis sininsis

    Família: Ulmaceae

    Origem: Hemisfério norte – principalmente América do Norte, Sul da Europa, China, Coréia e Japão.

    Características: Resiste e vigorosa a Celtis é uma árvore de médio porte, folhas dentadas, brilhantes e ovaladas, largas, de cor verde brilhante. Em lugares com inverno rigoroso perde todas as folhas e em regiões com temperatura mais amena se mantém sempre verde. A casca das árvores mais velhas tem um tom cinza-claro e são lisas. Possui uma delicada estrutura de galhos. Produz frutos roxos, decorativos e comestíveis. Pertence à família dos Ulmus, incluindo ao redor de sessenta a setenta espécies.

    Ambiente: Necessita de sol direto e calor. No inverno, procure protegê-la de correntes de ar frio e temperaturas extremas. Também é indicada como uma planta de adaptação a ambientes internos, porém muito bem iluminados. Pode viver até 600 anos. Em regiões com inverno rigoroso, perde todas as folhas, já em locais de temperatura amena, mantêm-se sempre verdes.

    Rega: Necessita de regas abundantes no período vegetativo, principalmente primavera e verão. Molhe sempre que a superfície do vaso estiver levemente seca. No inverno deve-se diminuir a intensidade das regas.

    Adubação: No quesito adubação, a celtis necessita de adubos variados, como os químicos e orgânicos, e com formulação equilibrada. Recomenda-se o NPK 10-10-10 e mais micronutrientes. O ideal é adubar semanalmente até um mês após a abertura dos novos brotos. A partir daí, passe a adubar a cada quinze dias até a metade do outono.

    Transplante: Anualmente ou a cada dois anos, dependendo do desenvolvimento das raízes, sempre no início da primavera .Use uma mistura de terra básica para bonsai.

    Poda: Pode os novos brotos a medida que forem crescendo. Quando chegar a desenvolver cinco ou seis folhas pode, deixando o broto com apenas duas ou três . Elimine os brotos indesejados que surgem ao longo do tronco.

    Limpeza: Elimine folhas velhas e amarelas que eventualmente aparecem na planta.

    Aramação: Deve ser feita no final do outono, quando a planta perde as folhas. Deixe o arame durante todo o inverno. Em situações cuja planta não perde as folhas poderá se proceder da mesma maneira, cuidando sempre para que o arame não marque a casca dos ramos e galhos.

    Dicas: A Celtis tolera ser desfolhada, desde que sadia e vigorosa. A melhor época é final de dezembro, quando para o crescimento primaveril. Desta maneira se consegue folhas menores e mais proporcionais.

    Pragas: As pragas mais frequentes que atacam essa espécie são as aranha-vermelhas e os ácaros, além de pulgões e cochonilhas, que devem ser tratados com inseticidas indicadas por um engenheiro agrônomo ou outro profissional especializado.

    rosa_coracao