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Kalanchoe-pinnata

Nomes populares: Folha-da-Fortuna, Saião Roxo, Folha-de-pirarucú, Folha-grossa, Coirama,  Gordinha, Prodigiosa, Folha-da-costa, Orelha-de-monge.

Família: Crasulaceae

Espécies assemelhadas: Pode ser confundida com o Saião (Kalanchoe laciniata; K. brasiliensis) ou outras “Folhas-da-Fortuna”, plantas do mesmo gênero que podem formar mudas adventícias em vários pontos das bordas das folhas. Este último erro também é muito freqüente em sites estrangeiros, onde várias espécies de Kalanchoe aparecem erroneamente como K. pinnata.

Origem: África e Ásia. Foi, porém, introduzida pelo homem em quase todo o mundo.

Características: Esta crassulácea é uma planta perene. É uma herbácea, mas muitos trabalhos a classificam como subarbusto, pelo tamanho que pode obter e pelo fato de várias plantas com raízes no mesmo ponto darem a impressão de uma planta arbustiva. As folhas são muito variadas, podendo ser simples, tendendo ao formato oval e arredondado na base, ou então, nas folhas mais velhas, serem compostas imparipinadas. As suas bordas são serrilhadas, como na maioria das plantas do gênero. Nestes pontos da borda, podem surgir mudas adventícias, assim como em suas parentes, mas, diferente destas, as mudas só surgem se as folhas caírem ao chão, e quase nunca enquanto ainda estiver na planta. Os botões florais têm a inusitada característica de ‘estourarem’ se pressionados, pois são hermeticamente fechados até a abertura da flor. As suas flores de coloração rósea apresentam-se em  cachos no ápice da planta, sendo que a maior parte dela fica escondida dentro das sépalas. Os frutos são constituídos de cápsulas semelhantes às de outras Kalanchoe, porém maiores. As sementes são minúsculas, como as de eucalipto.

Esta espécie de suculenta pode chegar a 1 m de altura quando cresce em terra boa, podendo ultrapassar muito isso quando se ‘estica’ em busca de luz ou está para florescer.

Por ser planta de locais secos onde a polinização não é garantida, ela se reproduz assexuadamente com facilidade. Por esta razão, Kalanchoe pinnata é hoje uma espécie subespontânea em muitas partes do mundo, inclusive no Brasil. Isto significa que, embora ela não consiga surgir sozinha em um ambiente, se alguém a plantar ela continua persistindo sozinha naquele ambiente, sem a ajuda do homem, e competindo com as demais plantas do local. Por essa razão, é frequentemente encontrada em locais de vegetação silvestre, sobretudo em dunas, capões e áreas de cultivo abandonadas.

Após o florescimento, a planta normalmente morre, mas às vezes pode rebrotar, ou mesmo persistir. É pouco comum que suas flores sejam polinizadas em nosso meio, mas não tão raro quanto em outros Kalanchoe. Quando são polinizadas, cada flor dá origem a um fruto do tipo cápsula, em tudo semelhante a outras crassuláceas, porém bem maior. As sementes que aí se formam são pequenas como as de eucalipt.

Interações (pragas/doenças/outros): A planta é extremamente resistente, mesmo sendo comestível. Alguns animais, como gafanhotos, grilos e lesmas grandes são capazes de se alimentar de suas folhas, mas sempre em pequenas quantidades. A planta é muito atacada por pulgões, que podem até deformar algumas folhas, mas sem danos maiores que este. Animais maiores, como galinhas e outros herbívoros domésticos, são capazes de matar esta planta. A espécie persiste no meio, reproduzindo-se assexuadamente, pelo que normalmente nunca precisa ser replantada. Por vezes se percebe também partes maiorees de folhas comidas, sobretudo nas grandes folhas velhas próximas do chão – possivelmente ação de animais mastigadores, como lesmas, grilos ou baratas.

Por ser muito atacada por pulgões, a planta também atrai bastante os seus predadores, sobretudo as joaninhas. Tesourinhas, teias de aranha, vespinhas minúsculas e outros pequenos predadores de pulgões também podem aparecer. Se o jardim for ecologicamente diversificados e saudável, estes animaizinhos por si só conseguem manter os pulgões sob controle. Muitas vezes os pulgões se instalam dentro de suas flores (que lembram pequenos balões) e lá eles conseguem ficar a salvo de predadores, aumentando em número absurdamente. Porém, a planta parece não sofrer com isso, e, quando a flor morre, os pulgões têm de sair e enfrentar o mundo de qualquer jeito.

Além dos pulgões, também cochonilhas e ácaros podem atacar seus brotos, deformando-os. Porém, são menos comuns. Lagartas-minadoras (larvas de certas mariposas que comem as folhas por dentro) também podem ocasionalmente aparecer, mas são muito raras. Semelhantemente a tais mariposas, na Ásia existe uma bela espécie de borboleta (Talicada nyseus) cuja lagarta se alimenta de folhas desta planta e de outras do gênero Kalanchoe. A borboleta põe um ou mais ovos nas folhas, e quando as lagartas nascem entram nos tecidos das folhas, comendo-as por dentro. Depois de grandes, saem e fixam seu casulo no caule, até virarem uma nova borboleta. Aparentemente, esta praguinha não ocorre aqui no Brasil.

A espécie também pode ser atacada por doenças causadas por fungos, especialmente se elas ficam em local de pouco sol e muita umidade, ou em solos muito pobres. Alguns destes fungos são bem conhecidos de agrônomos e agricultores, pois causam doenças em plantas de cultivo. Os fungos que mais comumente causam problemas são Botrytis, Cercospora, Cladosporium, Rhizoctonia, Fusarium. Partes mortas/apodrecendo grandes nas folhas costumam ser causadas por Botrytis; já pontos doentes isolados nas filhas são sinais de Cercospora e/ou Cladosporium. As plantas deste gênero podem ainda ser atacadas por doenças causadas por vírus e bactérias, sendo que existe um vírus específico delas, o vírus do mosaico do Kalanchoe, que cujas manchas aparecem nas folhas.  Na prática, podem ser atingidas por todas as doenças que afetam os Kalanchoe de floricultura, mas são bem mais resistentes.

Propagação: Pode ser obtida facilmente através de estaquia de folhas. Plantas arrancadas com ou sem raíz também dão boas mudas.

Tolerância a umidade: Bastante boa, tolerando facilmente pequenos períodos de alagamento e locais onde outras suculentas acabariam sofrendo com podridão.

Floração: Com predominância no final do inverno, mas encontram-se indivíduos florescendo em qualquer estação do ano com certa facilidade.

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