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  • maciço

    Os maciços herbáceos são um dos elementos preferidos pelos paisagistas. O jardim se renova permanentemente nas estações anuais, transformando o visual, obtendo melhores resultados principalmente quando ele é formado na maior parte por espécies perenes.

    Os maciços de flores são populares em muitos países há muitos séculos. Os antigos persas cercavam seus passeios de matas de flores, arbustos e espécies bulbosas de temporada.

    As espécies perenes herbáceas são plantas que duram um número indefinido de anos, sempre em geral mais de dois. Várias são as espécies que anualmente perdem suas partes elevadas, para se renovar com brotação e floração novas. Algumas permanecem durante muitos anos no mesmo leito, sem que precise ser podada ou substituída. Outras precisam ser replantadas e algumas vivem menos e devem ser mudadas ou renovadas. Mas de qualquer forma os maciços herbáceos são de um efeito plástico contagiante.

    Convém serem plantadas juntas, as espécies que tenham necessidades agrícolas similares, e estes maciços não precisam ser muito amplos. Deverão ser de um tamanho adequado ao jardim, e estar agrupados de modo audacioso, respeitando seu porte e efeito desejado; os vegetais interagindo entre si nas transformações sazonais, e por extensão, na paisagem do jardim.

    Há alguns anos atrás, estes maciços eram plantados para dividir os hortos da monotonia das fileiras de hortaliças e frutos, e também como fonte de flores para uso doméstico (típico jardim e pomar da vovó). O maciço herbáceo bem planejado adquire na primavera e no verão, e no outono e no inverno com menor intensidade, um aspecto esplêndido, com massas de cores vivas que formam contrastes de variações de altura, forma e textura, que contribuem muito para o impacto desejado.

    O tempo de floração é um dado importante no momento de fazer planos. Algumas pessoas optam pelos períodos do apogeu, tais como o princípio e o fim do verão, e desprezam os intermediários. Entretanto a maioria das pessoas exige mais dos maciços e, para ampliar sua temporada, plantam espécies de floração precoce e outras tardias, para que floresçam durante o final da primavera e verão.

    Cabe uma seleção cuidadosa das espécies herbáceas para que tenhamos prolongado o colorido por mais tempo dentro das 4 estações anuais. Para que isto aconteça, devemos contar além do maciço herbáceo puro, com os mistos que contenham arbustos de flor e outras plantas.

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    Uma maneira fácil e simples para controlar a luminosidade recebida pelas orquídeas é observar o colorido das plantas, principalmente das folhas.

    Folhas verde-amareladas, vermelho-amareladas ou mesmo amarelas, indicam que a planta  está recebendo luminosidade em excesso. Este excesso de luminosidade faz com que as plantas produzam bulbos mais baixos e folhas de comprimento menor.
    O excesso de luminosidade  também influencia na diminuição da umidade local e no aumento da temperatura,  causando sérios problemas como a falta de enraizamento e consequentemente a desidratação das plantas. Neste caso é muito importante aumentar o sombreamento.

    As folhas com colorido verde muito escuro ou verde-cinzentadas indicam falta de luminosidade recebida por estas plantas.
    A falta de luminosidade também causa sérios problemas para as plantas, sendo uma das principais causas na diminuição ou na falta de floração, falta de enraizamento e bulbos e folhas compridos com pouca substância.
    Neste caso também é muito importante a diminuição na porcentagem de sombreamento, deixando que as plantas peguem maior luminosidade.

    Portanto, a iluminação adequada faz com que as plantas adquiram colorido verde bem vivo e brilhante, plantas com crescimento e enraizamento vigorosos e florações exuberantes.

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    Confira as dicas para manter suas orquídeas vistosas e saudáveis:
    1. Prefira os vasos de barro aos de plástico. Apesar de serem mais caros, os primeiros têm mais porosidade e drenam melhor a água. Se optar pelos plásticos, fique de olho nas regas para não encharcar demais a planta;

    2. Se a base da orquídea estiver a menos de um dedo da boca do vaso, é preciso trocá-la de moradia. Procure deixá-la dois dedos de altura abaixo da boca do vaso.

    3. Para acomodá-la no novo vaso, repare de qual lado surgem os novos brotos – esta é a frente da orquídea. A parte posterior deve ser encostada em um dos lados do vaso para firmar o desenvolvimento do exemplar.

    4. Para a troca de vaso, acrescente chips de fibra de coco ou musgo à planta. Este último precisa ser lavado com água para tirar o excesso de areia.

    5. Antes de cortar a orquídea, esterilize a tesoura (com um maçarico portátil ou no fogão). Deixe esfriar para depois usá-la. Importante: repita a operação antes de mexer com outra orquídea para evitar a transmissão de doenças.

    6. Quando descartar uma folha, passe canela em pó no local do corte. O ingrediente é um cicatrizante natural.

    7. Manchas na folhagem podem ser amenizadas com fumo de corda. Ferva o fumo em água por uma hora até que vire uma solução concentrada, que deve ser diluída em água. Borrife sobre as folhas repetidas vezes, até que dê resultado.

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    As flores perenes são as espinhas dorsais de um jardim de flores. As flores anuais fazem um belo show, florescendo em todas as estações em muitos casos, mas são as flores perenes que dão caráter a um jardim, confiavelmente retornando anos após ano. A maioria das flores perenes reduz-se a apenas raiz e caule todos os anos; estas partes ficam dormentes durante o inverno, e o crescimento da parte superior do caule volta na primavera. A maioria das flores perenes floresce apenas algumas semanas durante o verão, por isso é necessário um planejamento cuidadoso para assegurar cores em seu jardim ao longo de toda a estação.

    - As plantas perenes recaem em uma de duas classes. Existem plantas perenes lenhosas, tais como árvores e arbustos que não definham todos os anos, e há plantas perenes herbáceas, que definham. A maioria das flores perenes são herbáceas.

    - As plantas perenes são muito mais caras do que as anuais. Planeje o seu jardim no papel antes de colocar qualquer planta no terreno, para não ter de mudá-las de lugar mais tarde. Uma alternativa é cultivar a partir de sementes, embora as plantas perenes possam ser notoriamente difíceis de brotar. Algumas precisam ser expostas a temperaturas frias, e em seguida temperaturas quentes; algumas precisam ser embebidas em água; e para outras ainda, você terá que raspar o revestimento da semente, processo que é chamado de escarificação.

    - Considere quando cada planta irá florescer. Você quer um contínuo show de cores todo o verão, ou quer uma explosão de cores, todas de uma só vez? Considere também quais plantas perenes crescerão melhor na sua localização. Se o seu coração tem preferência por uma determinada espécie que é muito frágil para a sua área, pode ser possível cultivá-la em um vaso durante o verão e levá-la para dentro quando as temperaturas começam a cair.

    - Quando tiver decidido onde plantar cada uma das plantas perenes, prepare o terreno. Este passo é muito importante, porque muito provavelmente as plantas vão permanecer no mesmo local durante vários anos. Se a área a ser plantada nunca foi cultivada, você precisará solarizar o solo. Para isto, cubra com folhas de plástico claro ou preto a área onde será o jardim e deixe o plástico no lugar durante o verão. Isto vai matar qualquer erva na área, juntamente com a maioria das pragas e sementes de plantas daninhas. Aplique vários centímetros de adubo orgânico, como um composto ou esterco bem decomposto. Misture um pouco deste adubo com terra, empurrando para baixo do solo. Isto também dará uma certa estrutura ao solo arenoso, e ajudará a romper um pouco o solo mais argiloso. O solo deve ter uma textura fina e quebradiça quando você tiver terminado.

    - Se você escolheu plantas perenes que florescem na primavera, elas podem ser colocadas no jardim no outono. A maioria das plantas perenes que florescem no outono prefere ser plantada na primavera; por isso, se você solarizou o seu solo talvez seja necessário esperar até o próximo ano para plantar estas.

    - Para plantar as suas plantas, cave um buraco duas vezes maior que a raiz (bulbo) de cada planta. Retire a planta do vaso em que veio. Se as raízes de sua planta estão presas umas nas outras desprenda gentilmente as raízes. Isto pode causar um pouco de choque de transplante, mas a planta deve recuperar-se rapidamente. Coloque-o no buraco preparado, em seguida, preencha com solo em toda a volta. Firme um pouco a terra com a palma da sua mão, e adicione mais se necessário. O nível do solo deve ser aproximadamente o mesmo que havia no vaso.

    - Leia os rótulos das suas plantas cuidadosamente. Algumas plantas podem levar vários anos para atingir seu tamanho normal, assim plante-as de acordo com a forma como quer que seu jardim se pareça em três anos.

    - Se o terreno de jardim tende a ser muito seco ou alagadiço, escolha plantas perenes que tolerarão estas condições. É pouco provável que você seja bem sucedido em mudar o seu solo, a menos que se disponha a gastar muito tempo e esforço na construção de canteiros elevados.

    - Conheça as necessidades de água de suas plantes, e regue-as de acordo com estas necessidades. Duas irrigações moderadas por semana é melhor do que uma irrigação intensa. Regas freqüentes com leves quantidades de água não fazem realmente bem nenhum. A água vai evaporar antes de alcançar as raízes da planta, e muito provavelmente os borrifos constantes entre as folhas já úmidas vão espalhar doenças.

    - Aplique uma camada de cobertura orgânica (folhas, gravetos, etc) para conservar a umidade e fornecer nutrientes às plantas. Estas porções de matéria orgânica em decomposição são preferíveis aos adubos líquidos, porque se decompõe lentamente, proporcionando um abastecimento constante de nutrientes durante um longo período de tempo. Este material pode ser obtido do próprio jardim: uma mistura de pedaços de grama que sobram depois de se cortar a grama, folhas e caules finos que caíram das plantas e/ou árvores, se você quiser pode acrescentar pequenas quantidades de restos de sua cozinha (cascas de frutas e legumes, crus e sem temperos, não use sementes porque podem brotar – bagunçando seu jardim).

    - Para manter a floração de suas plantas perenes por tanto tempo quanto possível, pode-as regularmente. Isto significa remover flores murchas antes de secarem e começarem a fornecer sementes. Se as flores produzirem sementes, isto sinaliza para a planta que o final do período de crescimento está próximo, e a planta vai parar de produzir florações.

    - Se depois de alguns anos suas plantas perenes começarem a parecer muito cheias e não estiverem mais crescendo tão vigorosamente, pode ser que tenham que ser divididas. Desenterre cuidadosamente o pé e corte-o dividindo-o em várias plantas. Se a planta for muito grande, pode ser mais fácil dividi-la usando dois garfos de jardinagem encostados um ao outro de costas e puxar porções das raízes para separá-las.

    - Pode as plantas perenes no outono. Remova todos os crescimento de até três centímetros acima da coroa. Jogue as sobras em sua pilha de compostos. Se você os deixar no jardim, poderão atrair doenças e pragas.

    - Quando o terreno estiver completamente congelado, aplique uma espessa camada de cobertura morta para proteger as raízes. Isso ajuda a evitar que o terreno se erga, o que poderia arrancar suas plantas.

    Talvez você prefira intercalar seus canteiros de plantas perenes com plantas anuais nos primeiros um ou dois anos, até que comecem a preencher o espaço disponível. Depois disso, você terá um canteiro de flores que é uma alegria para os olhos durante toda a estação, com muito pouca manutenção.

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    Nome Científico: Azorina vidalii
    Nome Popular: Vidália, Azorina
    Família: Campanulaceae
    Origem: Açores
    Ciclo de Vida: Perene

    Azorina vidalii, anteriormente conhecida como Campanula vidalli, é o único gênero Azorina endêmico dos Açores e uma das mais belas espécies das ilhas. Trata-se de uma planta pertencente à família das Campanulaceae, localmente chamada por Vidália. Pode atingir cerca de 1 metro de altura e produz flores em forma de sinos de cor rosa-esbranquiçada.

    Seu porte é arbustivo, de folhas lanceoladas a lineares, de cor verde-escura ou verde-bronzeada. Em suas inflorescências terminais e eretas, despontam flores cerosas, pendentes e delicadas, de corola campanulada e cor branca a rosa. Floresce duas vezes por ano, na primavera e no outono.

    Apesar da beleza única e delicada de suas flores, curiosamente esta planta é raramente cultivada como ornamental.
    É uma planta que é tolerante à maresia e salinidade, vivendo normalmente em reentrâncias rochosas de falésias costeiras podendo aparecer em telhados de casas em telha. A existência de algumas comunidades de exemplares a altitudes mais elevadas, leva a supor uma distribuição mais ampla desta espécie, atualmente ameaçada pelo avanço de flora exótica e pela destruição humana de habitat.

    Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo drenável, rochoso ou arenoso e enriquecido com matéria orgânica. Cresce mesmo em solo pobres. Multiplica-se por sementes.

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    rodiguisia lanceolata
    Origem:
    América do Sul
    Características: Planta que gosta de suas raízes aéreas, cultivo relativamente fácil, evitando o frio, pois é uma planta nativa do Norte, chega a ter até 3 hastes florais em único bulbo.
    Clima: Subtropical – Com um mês no mínimo e no máximo oito em que a média térmica é inferior a 20°C.
    Habitat: É uma planta epífita, vive sobre árvores, se cultivam muito bem em vasos.
    Luminosidade: 50% sombreamento
    Planta/Tamanho: até 20 cm.
    Flor/Tamanho: até 2 cm.
    Floração: Indeterminado
    Cor: Vermelho
    Haste Floral: Cacho, Multifloral
    Perfume: Não
    Duração da floração: Até 20 dias.
    Substrato: Fibra de coco, Sphagnum, Substrato Misto (Fibra de coco, pínus e carvão)
    Umidade/Regas: Relativa – Plantas com necessidades de maior umidade ambiente e substrato levemente úmido.
    Cultivo: Pouca experiência
    Podem ser cultivadas em vasos de barro, Caixatas de madeira, Cascas de peroba ou placa de madeira, Pote de plástico.

    O gênero Rodriguezia compreende cerca de 40 espécies distribuídas por toda a América tropical. Caracteriza-se por pseudobulbos uni ou bifoliados. A inflorescência sai da axila das folhas brácteas idênticas àquelas do ápice do pseudobulbo, formando uma bainha em “V” na sua base. Todas as espécies são epífitas vegetando em árvores de galhos finos ou cipós nas florestas úmidas e ambientes sombreados, do nível do mar até 1.500 m de altitude.

    Como dicas de cultivo geral das espécies, adaptam-se bem em árvores com galhos finos como laranjeiras e pés de goiaba (aplicável também para a orquídea Ionopsis utricularioides).
    No cultivo doméstico, sugere-se telado de sombreamento 70%, regas abundantes durante períodos secos, plantando-as preferencialmente em galhos de cafeeiro ou placas de madeira cortadas mais estreitas dispostas em vasos de garrafa pet, sabugos de milho ou mesmo em caixetas de madeira, guarnecidas com pedaços de coco seco desalinizado. A espécie Rodriguezia lanceolata Ruiz e & Pavón é encontrada no Panamá, Venezuela e Bolívia, alcançando o Brasil e Guianas.

    Existe controvérsia entre estudiosos botânicos sobre sua similaridade com a Rodriguezia secunda, onde seriam sinônimas ou espécies diferentes. Pseudobulbos ovóides comprimidos, apresentam profusão de raízes finas e compridas, com uma folha flexível medindo de 10 a 25 cm , estreita e lanceolada. Inflorescência brotando com um ou mais cachos para cada pseudobulbo com brácteas idênticas a folha principal, arqueados variando de 10 a 30 cm de comprimento e bonitas flores sequenciadas com média de 2,5cm de diâmetro, da cor rosa ao vermelho , mais carregado para o vermelho, base do labelo com pequena mácula branca e/ou amarelada. Conforme o ângulo de observação suas flores parecem translúcidas, brilhantes. Sua floração pode ocorrer em diferentes épocas e mais de uma vez ao ano – acentuando-se na primavera; diminuir as regas nesse período. Observados esses princípios básicos; propiciando boa ventilação e luminosidade indireta à planta, é considerada de fácil cultivo.

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    cestrum euanthes

    Família: Solanaceae
    Nomes Populares: coerana-amarela, coerana

    Arbusto lenhoso, ereto, perene e muito ramificado, de 0,5 a 2 m de altura. Suas folhas são simples, alternas, geralmente coriáceas, brilhantes, elípticas ou elíptico-ovaladas.

    Inflorescências numerosas, terminais ou agrupadas em ramos laterais curtos, com flores adensadas, de corola tubulosa amarela. Os frutos são globosos e de coloração roxo-escura. A floração ocorre durante a primavera e o amadurecimento dos frutos no verão.

    Pioneira, heliófila e indiferente quanto às condições físicas do solo. Em geral desenvolve-se em clareiras, bordas de florestas e capoeirinhas. É particularmente comum em áreas mais úmidas como bordas de várzeas e de florestas ribeirinhas.

    Sua ocorrência natural vai de Minas Gerais e Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. Ocorre na região das Florestas Ombrófila Mista e Estacional Semidecidual.

    Arbusto muito ornamental indicado para o plantio em jardins e praças. Seus frutos são consumidos por várias espécies de pássaros.

    As sementes têm baixa viabilidade em armazenamento, devendo ser semeadas assim que coletadas. A germinação ocorre cerca de 05 a 10 dias após a semeadura e o potencial germinativo é elevado, acima de 85 %. Multiplica-se também por estacas, que enraízam após 30 a 60 dias. As mudas podem ser plantadas após cerca de 4 meses e seu desenvolvimento é rápido. Aceita podas.

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    Orchidaceae é considerada uma das maiores, senão a maior entre todas as famílias botânicas O número de espécies de orquídeas é próximo a vinte cinco mil, correspondendo a cerca de 8% de todas as plantas com sementes. A quantidade de espécies aceitas é quatro vezes maior que a soma do número de mamíferos e o dobro das espécies de naves. Esses imponentes números desconsideram a enorme quantidade de híbridos e variedades produzidos por orquidicultores todos os anos. Além disso, anualmente centenas de espécies novas são descritas, tanto fruto de revisões de gêneros há muito estabelecidos, mas cujas espécies não se encontravam bem determinadas, como novas espécies encontradas na natureza.

    Hábito
    As orquídeas adaptaram-se aos mais variados ambientes. Podem ser terrestres, crescendo tanto em campinas e savanas em meio à relva, como sobre o solo de florestas sombrias; epífitas sobre árvores ou arbustos, próximas ao solo abrigadas da luz, ou perto do topo das árvores e cactos, submetidas à bastante luz; litófitas crescendo sobre solos rochosos ou apoiadas diretamente nas pedras, psamófitas sobre a areia das praias, saprófitas em turfa e elementos em decomposição no solo, ou raramente aquáticas em brejos e áreas pantanosas. Um caso extremo é uma espécie subterrânea da Austrália da qual apenas ocasionalmente emergem as flores.

    Crescimento
    Apresentam crescimento contínuo ou sazonal, simpodial ou monopodial, agrupado ou espaçado, ascendente ou pendente, aéreo ou subterrâneo, o crescimento das orquídeas dá-se de maneiras muito diversas.[23] Conforme o ambiente predominam certas formas de crescimento. Nas áreas tropicais o crescimento contínuo é mais comum, porém existem espécies de crescimento sazonal. Em áreas sujeitas a secas ou frio intenso o crescimento costuma ser sazonal. As orquídeas monopodiais costumam crescer de maneira contínua. As simpodiais apresentam certa sazonalidade.

    Raízes
    As orquídeas não apresentam raízes primárias, que são raízes centrais principais de onde brotam outras raízes secundárias, mas apenas as raízes secundárias as quais brotam diretamente do caule e ocasionalmente de outras raízes. Frequentemente servem de depósitos de nutrientes e água e ajudam as plantas a reterem e acumularem de material nutritivo que se deposita em suas bases. Em alguns casos são também órgãos clorofilados capazes de realizarem fotossíntese durante os períodos em que as plantas perdem as folhas. Variam em espessura, de muito finas a extremamente grossas. A estrutura das raízes diferencia-se muito entre as orquídeas, conforme a maneira e local onde crescem.

    As espécies epífitas geralmente apresentam robustas raízes, cilíndricas enquanto aéreas, as quais assumem formato achatado após aderirem ao substrato. Em regra são recobertas por espessa superfície esponjosa e porosa denominada velame, tecido altamente especializado na absorção de água ou umidade do ar.

    As espécies terrestres normalmente encontram-se espessadas em pequenas ou grandes estruturas parecidas com tubérculos de esféricos a longamente cilíndricos que servem de reserva de nutrientes e água e substituem os pseudobulbos presentes nas espécies epífitas. Ocasionalmente estes tubérculos separam-se da planta principal originando novas plantas.

    A durabilidade das raízes varia em função dos fatores ambientais e geralmente é inferior à duração dos caules. Novas raízes costumam brotar durante ou no final do período de crescimento vegetativo da planta.

    Apesar de geralmente não ser a fonte principal de nutrientes das orquídeas, estas geralmente valem-se da associação com um fungo chamado Micorriza que se aloja nas células exteriores do velame de suas raízes e excreta diversos nutrientes então diretamente absorvidos por suas raízes.

    Caules
    Nas espécies epífitas de crescimento simpodial o caule geralmente é composto por parte reptante, curta ou longa, fina ou espessa, chamada rizoma e parte aérea que pode ou não encontrar-se espessada em estrutura para reserva de água e nutrientes conhecida como pseudobulbo. Em alguns gêneros epífitas, particularmente em alguns gêneros relacionados às Huntleya o caule secundário aéreo encontra-se reduzido a um nódulo ínfimo que origina as folhas.

    Nas espécies epífitas de crescimento monopodial o caule é único e aéreo, ereto ou pendente, e não se encontra espessado em pseudobulbos, sendo ajudado no armazenamento de nutrientes pelas folhas e raízes que brotam continuamente ao longo de todo o caule.

    As espécies terrestres podem ou não apresentar caules desenvolvidos e estes, diferente das epífitas, que sempre apresentam caules perenes, podem ser parcialmente decíduos. Algumas das orquídeas terrestres apresentam caules muito longos, que podem chegar a mais de seis metros de comprimento.

    Folhas
    A grande maioria das orquídeas apresenta folhas com enervação paralela de cruzamentos dificilmente visíveis. Usualmente dispostas em duas carreiras opostas e alternadas em ambos os lados do caule. Muitas espécies apresentam apenas uma folha terminal. O formato, espessura, estrutura, quantidade, cor e tamanho e maneira de crescimento das folhas varia enormemente.
    - A forma das lâminas foliares pode ser circular, elíptica, lanceolada, obovada, linear, espatulada, oblonga, além infindável variedade de outras formas intermediárias destas.
    - A ponta das folhas pode ser arredondada, reta, acuminada, fina ou espessa, radial, ou desigual.
    - Suas margens geralmente são suaves, parcialmente curvas, raramente denticuladas.
    - A estrutura das folhas pode apresentar pecíolo ou não, com diferente número de enervações longitudinais paralelas, bastante visíveis ou quase imperceptíveis a olho nu.
    - A espessura das folhas varia de muito finas e maleáveis ou carnosas, firmes e quebradiças até inteiramente suculentas.
    - Geralmente verdes nas mais diversas gradações, suas cores podem ainda variar completamente conforme a face, de vermelho a marrom escuro, tons acinzentados, azulados ou amarelados. Algumas espécies apresentam folhas maculadas, estriadas ou pintalgadas por cores diversas.
    - Geralmente com superfície brilhante, podem ainda apresentar-se foscas ou com aparência farinosa.

    Algumas espécies são desprovidas de clorofila nas folhas. A maioria das espécies conserva suas folhas por alguns anos, mas algumas perdem as folhas logo após o período de crescimento e outras apenas em condições ambientais desfavoráveis. Existem ainda alguns gêneros nos quais as folhas são apenas rudimentares, dando a impressão de serem constituídas apenas pelas raízes e flores. Nestes casos as raízes são responsáveis pela fotossíntese.
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    Na fria definição do dicionário, renque é uma série de objetos postados em uma fileira. Mais fria ainda é a utilização em um processo documental hierárquico, onde renque é uma série horizontal de conceitos coordenados. Ainda bem que falamos sobre paisagismo e jardinagem, não?

    Qualquer projeto paisagístico pensa em renques que possam compor o ambiente e nas plantas e elementos que possam ser usados de maneira harmônica. Se o renque tiver pretensões de delimitar uma estrada ou trilho principais, opta-se por palmáceas ou coníferas frondosas, como as palmeiras-imperiais (Roystonea oleracea) do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

    Já projetos paisagísticos em jardins requerem renques mais modestos, mas não menos belos. As tradicionais cercas-vivas com arbustivos como o buxinho (Buxus sempervirens), as touceiras aparentemente irregulares feitas por beijos-de-frade (Impatiens balsamina) ou trilhas feitas com samambaias e emolduradas com pedriscos, pisos chamados ecologicamente corretos, feitos de cimento poroso ou com madeira de de que dão ares de passeio sensorial a qualquer jardim.

    Mesmo quando o jardim limita-se a um pequeno quadrilátero no fundo de um quintal, há que se ter uma pequem fileira de flores, plantadas diretamente no solo ou acondicionadas em vasos, simetricamente colocadas uma ao lado da outra. Regá-las, podá-las ou apenas admirá-las neste pequeno e aconchegante renque dá alento aos dias em alta velocidade de hoje.

    Sejam quais forem os caminhos a serem delimitados, os renques e suas plantas adequadas dão cor e vida aos espaços em que o verde impera. Se não puder contar com o auxílio de um profissional paisagístico, confie em sua intuição.

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    A Ravenala madagascariensis, conhecida popularmente como palmeira dos viajantes, palmeira ravenala ou árvore dos viajantes, é uma planta que atinge quase dez metros de altura e tem um aspecto muito curioso graças ao desenho formado por suas folhas, que chegam a lembrar um moinho.

    Outra particularidade curiosa dessa planta nativa da ilha de Madagascar é o fato dela acumular água da chuva entre seus ramos, dai então veio seu nome popular, os viajantes procuravam muito essa árvore para poderem beber essas reservas d’água.

    Por ser uma planta de clima semelhante ao brasileiro ela não sofre nenhum problema de adaptação, podendo ser cultivada diretamente sob o sol em quase todo o país, não suportando apenas o frio rigoroso de algumas regiões, como no sul.

    Antes do seu plantio adicione adubo orgânico e areia grossa ao solo, reforçando a dose de adubo semestralmente, para que assim a planta desfrute de um solo rico em nitrogênio e de boa drenagem. Irrigue-a regularmente, evitando passar mais que alguns dias sem dar-lhe água pois essa planta é muito sensível à seca.

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