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    O Asparagus setaceus (aspargo-samambaia), é uma planta de interior normalmente considerada como sendo um feto ou samambaia devido ao aspecto das suas “folhas”. Na realidade não tem folhas mas sim pequenos ramos de 0,5 cm, muito finos, que se designam por filocládios. São estes raminhos que assumem as funções fotossintéticas, proporcionando energia à planta.

    O Asparagus setaceus é uma planta originária da África do Sul, muito resistente, que cresce em terrenos muito difíceis e rochosos. Os seus caules principais têm espinhos afiados que servem para dissuadir os animais de se aproximarem. Ao fim de um certo tempo de crescimento, o Asparagus setaceus comporta-se como uma trepadeira. O aspargo-samambaia, em muitos locais do globo, é considerado uma espécie invasora, pois sufoca a vegetação nativa, eliminando-a, e impedindo a regeneração natural de outras espécies.

    Rega: Embora estas plantas de interior resistam muito bem a períodos de seca prolongada, convém que as mesmas sejam regadas com generosidade durante o seu período de crescimento (sem encharcar o solo), desde a Primavera até ao Outono. Quando o tempo está quente, normalmente nunca deixe o solo secar completamente entre regas o ideal é mantê-lo sempre um pouco úmido. No Inverno basta regar uma vez por semana.

    Luz: Tal como a grande maioria das plantas de interior, o Asparagus setaceus prefere luz forte, mas sem sol direto. Ideal que tenha a sua planta junto de uma janela que receba algumas horas de sol, mas filtrada através de uma cortina. Se o Asparagus setaceus receber demasiado sol, as “folhas” ficarão amarelas, o que também pode acontecer se for colocada num local demasiado escuro. Esta planta dá-se muito bem com luz artificial.

    Temperatura: É praticamente uma questão irrelevante quando a planta é cultivada em interior.

    Adubação: É difícil adubar demasiado esta planta, pois é uma “comilona” voraz. Eu costumo usar um pouco de adubo líquido, duas a três vezes por mês, durante o período de crescimento.

    Solo e reenvasamento: Qualquer solo comercial de boa qualidade será o suficiente para manter o Asparagus setaceus feliz. Mais uma vez não se esqueça de colocar uma boa quantidade de argila expandida ou cacos de barro no fundo do vaso. Mude a terra todas as primaveras e tente sempre manter o topo do solo um pouco abaixo do limite do vaso, pois as raízes desta planta têm tendência a empurrar o solo para cima.

    Propagação: A melhor forma de propagar o Asparagus setaceus), é por divisão de touceiras. Use uma faca afiada para dividir a planta e aproveite para podar um pouco as raízes. Coloque as “novas” plantas que obteve com a divisão em vasos menores e trate-as normalmente. Esta operação tem melhores resultados se for efetuada na Primavera.

    Poda: Corte as folhas mais velhas, ou que fiquem amarelas, sempre que necessário. Corte também rente ao solo, os caules mais antigos e com pior aspecto. A poda regular desta planta faz com que fique mais bonita e vigorosa.

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    Olaia
    Os arbustos desempenham um papel essencial no processo de transformação de um jardim. Constituem, em conjunto com as árvores, a estrutura permanente à volta da qual se localizam e misturam as outras plantas. Num jardim sem arbustos nem trepadeiras, nota-se a falta de ênfase e variação de altura, bem como da unidade que pode ser criada pelos seus ramos interligados.

    No Inverno, quando muitas das plantas anuais morrem, o jardim pode ficar desprovido de relevo e vida. No entanto, graças às suas folhas, flores, frutos e caules, os arbustos podem colori-lo ao longo de todo o ano. Além disso, têm a utilidade conservar a privacidade do jardim. Ao contrário das plantas anuais, arbustos desenvolvem ramos lenhosos e robustos, que se mantêm longo de todo o ano. A diferença entre um arbusto e uma árvore não limita a um mero problema de altura, mas sim de «condução »ou aspecto: um arbusto possui diversos ramos desde o nível do solo,ao passo que uma árvore apresenta um tronco único lenhoso que se ramifica a uma
    certa distância do solo.

    A Olaia (árvore nativa do sul da Europa e sudoeste asiático, comum na Península Ibérica, sul de França, Itália, Grécia e Ásia Menor), por exemplo, pode ser um arbusto se for deixada com vários ramos desde solo ou uma árvore se for conduzida desde o início, no viveiro, modo a possuir apenas um tronco. Muitas plantas trepadeiras são também arbustos pelo fato de formarem ramos lenhosos permanentes. São de um valor inestimável para criar uma ligação visual entre uma casa e o seu jardim, formando um todo.

    Como os arbustos vivem durante muito tempo, devem ser cuidadosamente escolhidos antes de se lhes dar um lugar no jardim.O primeiro ponto ter em conta é se se pretende que sejam de folha persistente ou caduca.Os arbustos de folha persistente não deixam cair as folhas no Outono e
    apresentam-se sempre revestidos de folhagem.

    Em contrapartida, os de folha caduca perdem as folhas no Outono, ficam despidos, entrando em período de dormência no Inverno, e rebrotam de novo na Primavera seguinte. Muitas vezes compensam a sua singeleza de Inverno com uma profusão de flores mais espetacular do que a produzida pelos de folha persistente. Os arbustos plantados muito perto uns dos outros devem ser podados todos os anos, ficando assim com uma forma semelhante e anônima.

    Os arbustos aos quais se permite que cresçam naturalmente adquirem muito maior individualidade, beleza e saúde. São quatro as principais formas dos arbustos: arredondada, aprumada, horizontal e pendular. Se se precisa de uma planta alta para enfeitar o canto de um jardim pequeno, não faz sentido escolher uma forma arredondada; terá ultrapassado a largura possível muito antes de atingir a altura deseja da. Será por isso necessário um arbusto aprumado. Para tapar uma pilha de composto, seria muito mais adequado um arbusto arredondado de folha persistente do que um arbusto estreito, aprumado, de folha caduca.

    O interesse dos arbustos de folha persistente.
    Estes arbustos, que no início do nosso século eram considerados um pouco monótonos, são reconhecidos atualmente como tendo aplicações muito interessantes. O evônimo, o azevinho e o ligustro são exemplos de alguns dos mais populares arbustos de folha persistente. Dão cor no Inverno, muitos crescem bem em locais sombrios e o tamanho e a textura das suas folhas podem formar um contraste interessante com os arbustos mais exuberantes de folha caduca.

    Enquanto no século XIX os jardineiros plantavam os seus arbustos próximos uns dos outros, hoje em dia dá-se às plantas espaço suficiente para crescerem até atingirem a sua forma e tamanho naturais.

    A escolha das cores
    Os arbustos constituem uma parte importante da paleta de cores de qualquer jardim. Assim, os de folha persistente fornecem manchas de verde ao longo de todo o ano, enquanto um arbusto de folha caduca muda de aspecto quase de mês para mês. No Inverno, estes últimos apresentam-se despidos e sem folhas; depois, na Primavera, cobrem-se de folhas jovens. Em seguida, vêm as flores, que são seguidas por um período de folhagem verde,que vai escurecendo à medida que as folhas envelhecem.

    Podem então aparecer os frutos, seguindo-se, no Outono, a mudança da cor das folhas para amarelo, alaranjado, vermelho e toda uma gama de castanhos, até que acabam por cair. No Inverno, a cor dos troncos e ramos pode ainda constituir outra variação de cor. São infinitas as combinações de cores de todos os arbustos de um jardim, pelo que ,ao mesmo tempo que faz a sua escolha, o jardineiro realiza-se como artista. Um uso inteligente da cor não só consegue belos efeitos visuais, como também pode alterar a perspectiva de um jardim.

    Por exemplo, as cores suaves usadas ao fundo de um jardim disfarçam-lhe os limites, criando uma ilusão de maior profundidade. Esse efeito é realçado se forem usados arbustos de cores mais vivas junto da casa e a meia distância. Ao contrário,um arbusto destinado a disfarçar uma arrecadação ou uma pilha de composto,que são pouco atraentes, deve ser de cor neutra.

    De facto, cores demasiado vivas só serviriam para chamar a atenção para aquilo que se pretende esconder. Antes da plantação, deve decidir a localização dos arbustos, atendendo à sua época de floração e ao período em que se encontram sem folhas, no Inverno. Deve ainda avaliar quais as cores que combinarão de forma agradável.

    A escolha da cor é, obviamente, uma questão de gosto pessoal. A combinação de cinzento e branco perto da água produz um belo efeito, e os arbustos de folhagem cinzenta são também úteis quando colocados entre exemplares de cores vivas, que de outro modo chocariam entre si. Uma combinação de arbustos azuis e brancos plantados junto de um muro antigo produz um agradável contraste. Poderão ser utilizados com esse objetivo um Cotoneaster pannosa e uma Pyracantha coccinea, ambos com flores brancas, com um Ceanothus azureus, de flores azuis, entre ambos.

    Mais do que agrupar arbustos com contrastes de cores muito fortes, é muitas vezes preferível escolher uma sequência gradual de cores, como tonalidades de prata, cinza e rosa ou azul, malva, púrpura e branco. Mas os efeitos mais vistosos não devem ser completamente postos de parte.

    A combinação de gazânia, com as suas flores amarelas, cultivada como cobertura do solo por baixo de um hibisco com flores vermelhas confere um toque de cor espetacular no Verão. Finalmente, ao fazer a sua escolha, tenha em consideração o local onde pretende cultivar o arbusto. Alguns arbustos, como a buganvília e o jasmim (Jasminum officinale), preferem regiões quentes do litoral ou locais abrigados do interior. Nas regiões frias, há arbustos mais resistentes, como o pil
    riteiro, o teixo e o alecrim, que se desenvolvem muito bem.

    As áreas sombrias de um jardim não devem ser consideradas problemáticas, pois algumas plantas preferem uma sombra ligeira, como as madressilvas e as hortênsias, por exemplo. Muitas outras crescem perfeitamente em locais sombrios, como o buxo, o evônimo, a azálea, o ligustro e o azevinho. O solo, que varia de jardim para jardim através do País, contém em proporções variadas areia, calcário, argila e húmus; além disso, pode ser naturalmente úmido ou seco, ácido ou alcalino.

    Esses fatores influenciam muito a escolha dos arbustos. A jardinagem em zonas perto do mar traz consigo o problema especial dos ventos e salpicos de água salgada. Muitos arbustos morrem devido aos depósitos de sal sobre as folhas; outros, como as espécies Hippophae rhamnoides,Tamarix gallica, Atriplex halimus e os loendros, resistem bem ao sal. Antes de decidir quais os arbustos a plantar num jardim à beira-mar, visite um centro de jardinagem da sua região que terá variedades próprias para o efeito.

    Plantas para disfarçar recantos feios
    Os arbustos e trepadeiras são de uma utilidade extrema para disfarçar partes feias de um jardim ou de uma casa. Um Cotoneaster horizontalis espalha-se ao crescer e esconde a tampa de um esgoto, permitindo que esta seja aberta sempre que necessário. No entanto, tenha cuidado com os arbustos e árvores que planta perto de um esgoto ou canalização, pois as suas raízes podem invadi-las, quebrando-as em busca de umidade. Será preferível plantá-los um pouco afastados e conduzi-los na direção pretendida. Uma madressilva (Lonicera spp.) ou uma buganvília conduzidas sobre uma rede poderão esconder os caixotes do lixo ou a pilha de composto, e uma rede de arame desaparecerá atrás de uma Clematis montana ou um jasmim.

    Por baixo das janelas ou à sua volta é o lugar indicado para plantar arbustos e trepadeiras perfumados. Alecrim, alfazema, pitosporo e madressilva podem encher uma casa com a sua fragrância. Deve adquirir os arbustos num viveiro ou centro de jardinagem. São geralmente cultivados em vasos ou sacos de plástico, o que permite plantá-los em qualquer época do ano, mesmo no Verão, sem prejudicar o crescimento das raízes. Seja como for, mantenha-os bem regados até ao Outono.

    A melhor época para plantar arbustos e trepadeiras é, no entanto, durante a época de dormência, entre Maio e Setembro. Escolha plantas de cor verde-escura e aspecto saudável e rejeite todas as que apresentem folhas murchas e acastanhadas, o que pode significar que estejam sofrendo de falta de nutrientes, luz ou água. Verifique se não sofrem de nenhuma praga ou doença e se encontram bem fixas no torrão.

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    Avenca (Adiantum)

    A Avenca de nome científico Adiantum é um gênero de aproximadamente 200 espécies de fetos da família Pteridaceae, embora alguns investigadores a coloquem no seu próprio grupo com o nome de Adiantaceae.
    O nome científico, Adiantum, deriva do grego ‘adiantos’ que significa ‘que não se molha’, pois as gotas de chuva deslizam sobre as folhas da avenca, sem molhá-las.

    As Avencas preferem geralmente locais ricos em humus, úmidos, e com escoamento de àgua, variando de terrenos planos a paredes de rocha. Muitas espécies são conhecidas por crescerem em falésias de rocha próximo de cascatas e zonas com escoamento de águas.
    A maior diversidade de espécies encontra-se nos Andes – América do Sul. Também existe muita diversidade na Asia com cerca de 40 espécies na China.

    De aparência frágil esta plantinha da família dos fetos é bem mais resistente que os seus congêneres.
    Sombra e muita umidade fazem dela o luxo que a fotografia mostra. Deve ser colocada num vaso que esteja em permanente contacto com água mas que nunca deve ser estagnada e apesar das suas folhas não agarrarem as gotas deve ser pulverizada com água á temperatura ambiente todos os dias dos dois lados das folhas. No inverno o prato ou taça onde se colocou a água deve ser retirado e a mesma deve somente ser regada dia sim dia não e é interessante nos certificar de que escorreu toda a água do vaso pelo orifício do mesmo.

    Colocada numa janela a norte ou a sul deve ter luz bastante, mas sempre sem apanhar sol direto o que lhe queimaria as folhas e nunca mais recuperaria.

    A terra deve ser leve mas dá-se em quase todas tirando as barrentas que são muito pesadas e compactas para as suas raízes.
    Transplanta-se sem grandes dificuldades nos meses de calor por divisão dos rizomas que devem ter á volta de 4 pés cada um.
    É uma planta que beneficia bastante de grupo ou seja, dá-se melhor se estiver com outras plantas ao lado do que completamente sozinha pois o fator umidade prevalece assim em melhores condições.
    vasos de barro são preferíveis aos de plástico que não premi tem as trocas de oxigênio ao nível das raízes, pois não podemos esquecer que esta planta é uma das que nasce bravia em volta de fontes e poços de água.

    Fetos
    O mesmo cuidado é válido para os fetos, pois são da mesma família e preferem as mesmas condições de tratamento, apesar de os fetos beneficiarem com alguma exposição solar mas somente da parte da manhã quando os raios de sol não são demasiado fortes.
    Existem muito mais espécies nos fetos do que nas avencas sendo que uns podem tombar graciosamente do vaso em maravilhosas grinaldas e por isso devem estar pendurados e outros são completamente eretos. Independentemente da sua forma todos eles gostam de água na terra e nas folhas, ter em conta que água com demasiado cloro faz as folhas ficarem com uma coloração amarelada e bastante feia.
    Todas as espécies são venenosas para os animais e em especial para os gatos que adoram mordiscar tudo ou quase tudo o que é verde. Algumas das espécies que são utilizadas em arranjos de flores:

    Fetos OrnamentaisRumohra adiantiformis2

    Feto Rumohra adiantiformis
    Os fetos ornamentais (Rumohra adiantiformis) atingem 30 a 60 cm de altura e 12 a 24 cm de largura. As frondes são brilhantes e de cor verde escura. Os caules são fortes e flexíveis. Os fetos ornamentais constituem uma base excelente para todo o tipo de arranjos florais. A longevidade na água pode atingir 14 dias.

    Asparagus macowanii

    Fetos Ming
    Os fetos Ming (Asparagus macowanii) são grandes ornamentais com ramagem lenhosa ligeiramente rígida coberta de pequenas folhas aciculares de cor verde. O caule é cinzento esbranquiçado. Os fetos Ming constituem uma excelente folhagem para os arranjos tropicais e são um complemento formidável para as orquídeas. A longevidade na água pode atingir de 7 a 10 dias.

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    Fetos Sprengeri

    Os fetos sprengeri (Asparagus densiflorus) apresentam caules fortes e compridos que suportam raminhos densos cobertos de agulhas verde claro. Um caule típico tem um comprimento de 30 a 60 cm. O sprengeri é perfeito para a confecção de grinaldas. Pode também ser usado em cascata na base de grandes arranjos. A longevidade na água pode atingir de 7 a 10 dias.

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    Selaginella kraussiana
    Selaginella kraussiana

    Os jardins de musgos ficaram muito populares no Japão antes de vir para o ocidente, para a nossa consciência cultural. os Japoneses os vêm plantando por séculos; de uma perspectiva religiosa, acha-se que os jardins de musgo trazem um estado mental calmo e contemplativo. Há muitos musgos diferentes para se escolher quando for plantar o seu jardim – variedades amarelas, verdes, marrons e mesmo brancas. Alguns, como o musgo macio, são exatamente como o nome diz, enquanto musgos que crescem em pedras oferecem uma cobertura vibrante em quaisquer pedras grandes que você puser em seu jardim. Algumas plantas que nós consideramos musgo não são tecnicamente musgos, mas são classificados como hepáticas ou antóceros. Essas plantas têm aparência e comportamento similar aos musgos. Como eles são plantas não vasculares, eles não têm raízes, folhas e talos.

    Por que você iria querer começar um jardim de musgos (ou simplesmente deixar os seus musgos atuais crescerem e prosperarem, se for o caso)? Eis algumas boas razões.
    - Em muitos casos, eles são mais calorosos do que as nossas flores e plantas ornamentais. Musgos crescem com água e pouca luz solar – boas notícias para os vários amantes de musgo que vivem em áreas temperadas com muitas chuvas por ano. A maioria das pessoas planta grama todo ano onde ela não vai crescer devido à baixa quantidade de sol; musgo cresceria facilmente ali. Se você vive em climas áridos e secos, um jardim de musgo não é a idéia mais prática de paisagismo.

    - Eles não contribuem para a sua alergia a pólen. Grama e outras alergias a pólen são algumas das causas mais comuns de secreção nasal, garganta arranhada e espirros que muitas pessoas têm em meses de verão. Por que alimentar a sua alergia com o que você planta em seu quintal? Faça do seu quintal um santuário, nutrindo os musgos ao invés de matá-los em detrimento do seu gramado.

    - Produtos químicos e fertilizantes que matam musgos. No país inteiro, peixes estão morrendo e as nossas águas frescas sendo cada vez mais contaminadas pelos produtos químicos que nós usamos para nutrir os nossos jardins e gramados artificiais. Químicas usadas para erradicar os musgos, assim como fertilizantes químicos usados para promover o crescimento de flores em jardins convencionais entram na água drenada da chuva e eventualmente nos rios. Ao acolher os musgos e apreciá-los por sua beleza natural, nós também podemos reduzir a poluição e manter a água e os peixes vivos e saudáveis.

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    Você já passeou por uma floresta depois de uma chuva e admirou as camadas brilhantes de musgos pegando um pouco de sol embaixo de uma grande árvore? Grama nunca poderia ser tão brilhante. Você pode ter o mesmo brilho no seu quintal plantando um jardim de musgos!

    Selaginella martensiiSelaginella martensii

    Algumas regras para plantar o seu jardim de musgo.
    - Água. Alguns musgos podem sobreviver longos períodos secos, se recuperando rapidamente quando forem umedecidos de novo. Porém, a maioria dos musgos exige umidade e pouco sol para prosperarem. Se o local do seu jardim de musgos já tem musgos nascendo, isso geralmente é um excelente indício que o local é hospitaleiro a musgos. Uma vez que o seu jardim de musgos está prosperando, o único cuidado que ele geralmente exige é um pouco de água durante qualquer período seco.

    - Sombra. Ao contrário de plantas que precisam de muito sol, musgos preferem crescer com pouco sol. Na verdade, o musgo é uma ótima adição a qualquer jardim na sombra. A maioria dos musgos se sente melhor em condições de sombra, ou pelo menos em lugares onde eles não ficam expostos constantemente ao sol. Uma quantidade moderada de sol é aceitável. Em áreas ensolaradas, você pode planejar o local do seu jardim de musgos na sombra de uma árvore grande. No hemisfério norte, é melhor plantar no lado nordeste da árvore, e o contrário é válido para o hemisfério sul. Mais uma vez, se você escolher um lugar onde já tem musgos, você terá sucesso com o seu jardim de musgos. Se parte do seu local desejado para o jardim tem muita exposição ao sol, tente plantar nesses locais musgos que não são tão dependentes de sombra. Musgos Byrum, encontrados comumente em paredes ou frestas na calçada se adequam melhor do que a maioria dos musgos à exposição do sol. Musgo Grimmia é outra variedade a se considerar para trechos com maior exposição ao sol.

    - Preparando o solo. Capine a superfície do solo e remova qualquer gramado. O musgo provavelmente matar a grama de qualquer jeito, mas remover qualquer grama presente com antecedência pode assegurar que o seu jardim de musgo cresça sem nenhuma competição.

    - Transplantando o musgo. Se algum de vocês já têm musgos crescendo no seu quintal, sorte a sua, você pode simplesmente cortar um pedaço de emaranhado de musgo e movê-lo para o local desejado do seu jardim. Quando você transplanta um emaranhado de musgo, molhe o solo e o musgo antes de plantá-lo. Certifique-se que ele fique no mesmo nível do resto do solo em volta. Mais importante, coloque a terra bem apertada em volta e abaixo dele.

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    Armeria maritima

    Nome comum: Armeria, Cravo-do-mar
    Origem: Europa
    Porte: Pode atingir cerca de 15 a 25 cm de altura e 30cm de diâmetro.

    A Armeria é uma planta perene, muito parecidas com um pequeno tufo de relva, forma maciços de folhas lineares simples, verde escuro com cerca de 10 cm de comprimento, onde emergem caules com 30 cm de altura, com flores nas cores rosa ou brancas, arredondadas – em forma de pom-pom, com 25 cm de diâmetro.

    A floração ocorre desde o fim do Inverno até ao fim do Verão.

    Este gênero pertence à família Plumbaginaceae, com cerca de 80 espécies. É também conhecida por cravo de Paris, cravo romano ou cravo do mar, e é símbolo de prosperidade.

    O seu cultivo é muito fácil, pois a Armeria adapta-se facilmente a diferentes condições climáticas: gosta de sol como meia-sombra, locais rochosos ou solos úmidos e é muito resistente ao frio.

    Propaga-se por estacas, com cerca de 7-8 cm, cuja base seja constituída por uma porção de madeira velha. De propagação fácil na Primavera ou no Outono, o que, no entanto pode originar plantas com conformação irregular.

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    Hortensias
    Existem mais de 40 tipos de hortênsias, com flores brancas e de tons de vermelho, rosa e azul. O Bem Simples explica como cultivar estas plantas bonitas e alegres em vasos para colocar até dentro de casa.

    - Não tire o envoltório que protege a planta até chegar em casa. As flores da hortênsia são muito delicadas. Não devem ser expostas a atritos e correntes de ar;

    -  Transplante a hortênsia para um vaso de pelo menos 50 cm de diâmetro. O vaso deve ter três orifícios pequenos na base para que o excesso de água seja drenado;

    - Coloque a planta em um lugar que receba muita luz indireta;

    - Não coloque o vaso em corredores, lugares que recebem corrente de ar ou perto de aquecedores. A hortênsia precisa de ar fresco e de um pouco de umidade;

    - Regue a planta apenas duas vezes por semana, para manter o solo úmido. E, uma vez por semana, mergulhe o vaso em um recipiente com água e depois deixe escorrer bem;

    - Após a floração, você pode colocar a hortênsia na área externa da casa e escolher entre manter a planta no vaso ou transplantá-la para o jardim;

    - Quando aparecerem brotos depois da floração, faça uma poda de formação.

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    Veitchia Montgomeryana (Small)
    Originária das Ilhas Novas Hébridas (na Escócia) esta palmeira tropical é tolerante ao clima subtropical e temperado ameno. Plantada ao pleno sol, ela atinge de 15 a 20 m de altura.

    Sua frutificação se dá nos meses da primavera e inverno e seus frutos oblongos (forma alongada) são de cor vermelha sendo muito vistosos quando maduros. Tolera também às condições salinas de regiões litorâneas.

    Dentre as Veitchias, a Montgomeryana é uma das variedades com crescimento mais rápido. Seu palmito pode ser comestível, porém seu uso é mais ornamental.

    É uma espécie de palmeira que está sendo bem explorada atualmente pelos paisagistas devida a sua elegância, já é possível ver o uso desta palmeira em vários condomínios e estabelecimentos comerciais. Tem caule liso, acinzentado e retilíneo, palmito grande de cor verde acinzentado e folhas retas ou levemente curvadas e uniformes, características que a diferenciam de outras palmeiras.

    Seu crescimento é rápido e se adapta bem a maioria das situações de jardim em regiões tropicais e subtropicais quentes. É muito utilizada em parques e jardins em plantio isolado e em grupos.

    É possível plantá-la em vasos somente quando novas com até 2 m de altura, a partir daí é conveniente a mudança para o solo.

    O solo deve ter uma boa drenagem devendo ficar levemente úmido.

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    tulipas vermelhas
    Muita gente pensa que as tulipas são originárias da Holanda, tamanha a associação existente entre elas e este país. Entretanto, segundo a maioria das referências, as tulipas, na verdade, são turcas e foram levadas para a Holanda por volta de 1560, depois que o botânico Conrad von Gesner as catalogou em 1559. O nome da flor foi inspirado na palavra “tulipan” que significa “turbante” (o formato da tulipa lembra mesmo um turbante). Outras referências defendem que as tulipas são originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e Pérsia.

    Chinesas ou turcas, o fato é que elas se tornaram uma paixão para os holandeses e essa paixão pelas tulipas foi tanta que gerou até uma especulação financeira envolvendo os bulbos desta planta.

    Planta da família das Liliáceas, a tulipa produz folhas que podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas (em forma de lança). Do centro da folhagem surge uma haste ereta, com uma flor solitária formada por seis pétalas. Cores e formas são bem variadas. Existem muitas variedades cultivadas e milhares de híbridos em diversas cores, tons matizados, pontas picotadas, etc.

    Na hora de adquirir um vaso de tulipas, prefira aquele com as flores ainda em botão. Dessa forma, você terá as belas tulipas por mais tempo. Mantenha o vaso em local fresco, com boa luminosidade, mas longe de ventos e do sol forte. Outra dica interessante é colocar 1 ou 2 pedras de gelo, pela manhã e à tarde, sobre o substrato (mistura de terra) do vaso, todos os dias. Assim podemos diminuir o excesso de calor.

    No clima brasileiro é difícil conseguir que a planta floresça mais de uma vez, mas com algumas técnicas, dá para tentar fazê-la dar flores pelo menos mais uma vez. O processo é demorado e um tanto complicado, mas para quem gosta de jardinagem, pode ser um desafio compensador:

    1 - Quando as flores da primeira floração murcharem, corte-as, inclusive as folhas. Retire os bulbos da terra, limpe-os levemente com uma escova macia e mantenha-os em local fresco e arejado por cerca de 3 meses, sem deixar que se molhem.

    2 - Passado esse período, plante-os num vasinho plástico com terra vegetal umedecida, sem estar encharcada. Embrulhe o vasinho num plástico e coloque-o no congelador da geladeira durante uns 6 meses (temperatura ideal entre 2 e 5 graus C).

    3 - Passado esse tempo, é hora de tirar o vasinho da geladeira e levá-lo para um local fresco e com boa luminosidade por mais 2 meses, lembrando de manter a terra sempre úmida.

    4 - Depois disso, o vasinho deve voltar ao congelador, novamente embrulhado em plástico, onde vai permanecer por mais 6 meses.

    5 – Agora é hora de levar o vaso para um local iluminado. Se tudo der certo, a tulipa estará florida no período de trinta a cinqüenta dias.

    Todo esse processo tem como objetivo simular as condições climáticas existentes no habitat natural das tulipas e que estimulam os bulbos a rebrotarem.

    BLUEBIRDS

    jardineiras
    1. Preparando a jardineira:
    Cubra o fundo da jardineira com 3cm de argila expandida para favorecer a drenagem (cacos de cerâmica ou cascalho podem substituir a argila). Prepare uma mistura de solo com três partes iguais de terra vegetal, areia e húmus. Espalhe sobre a camada de argila, mantendo cerca de 2,5 cm da borda da jardineira.

    2. Escolhendo as espécies:
    Em janelas de apartamento e sacadas, por exemplo, os grandes efeitos são dados por plantas pendentes.
    Onde há bastante incidência de luz solar, pode-se optar por gerânios pendentes (Pelargonium peltatum)- que se mantém floridos praticamente o ano todo -, petúnias (Petunia sp.), begônias (Begonia imperialis ou semperflorens), trepadeira-africana (Senecio mikanoides) e verbena trepadeira (Verbena sp.).
    Dessas plantas, a begônia é a que melhor se adapta em locais à meia-sombra. Numa janela de face sul, espécies que exigem luz solar plena dificilmente darão bons resultados, neste caso, pode-se optar por plantas como filodendro (Philodendron) e hera (Hedera helix).

    3. Plantando:
    Pressione ligeiramente a superfície da terra, antes de colocar as mudas. Lembre-se de manter um espaço entre elas, para que possam se desenvolver sem ficarem aglomeradas. Coloque um pouco mais da mistura de terra para uniformizar a superfície e regue ligeiramente.

    Lembre-se de adubar as plantas quinzenalmente na Primavera/Verão e mensalmente no Outono/Inverno.

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    propagacao

    A propagação consiste na multiplicação das plantas a partir de partes vegetais denominadas propágulos, o que resultará em uma nova planta idêntica àquela que lhe originou (clone). Essa propagação pode ocorrer naturalmente ou por métodos controlados pelo homem. Entre os métodos destacam-se a estaquia, mergulhia, alporquia, enxertia, divisão de touceiras, etc.

    Multiplicação por sementes O uso de sementes é o principal método para propagação das plantas anuais e bienais. As sementes são colocadas em substrato próprio, enterradas em uma profundidade correspondente a duas vezes o seu tamanho e então irrigadas utilizando jato leve através de crivo fino. A germinação ocorre melhor em temperaturas entre 20-24 0C.

    Multiplicação por estacas (estaquia) A multiplicação por estacas, é aquela na qual se utiliza uma porção do ramo com uma ou mais folhas ou, diretamente, por meio de uma folha. Esse é um dos sistemas de propagação mais utilizados, pois as plantas obtidas por esse método são idênticas à planta-mãe. Conforme a parte da planta utilizada, pode-se diferenciar as estacas em lenhosas, semilenhosas, foliares e herbáceas.

    Multiplicação por alporquia Alporquia é um processo de multiplicação de plantas que consiste em induzir um ramo a emitir raízes, quando ainda ligado à planta. Para isso, são feitos alporques, onde são colocados substratos acondicionados para indução de formação de raízes nessa área. No local da alporquia, deve ser retirada a casca, de maneira que fique um anel em torno do ramo. Para o enraizamento, usa-se o esfagno bem úmido, que é aplicado em torno do anel.

    Multiplicação por mergulhia A mergulhia é uma variação da alporquia. Encurva-se o ramo até o substrato onde deverá enraizar.

    Multiplicação por enxertia Trata-se de um método de multiplicação que utiliza dois exemplares diferentes para formação da muda; o primeiro, que chama-se cavalo ou porta-enxerto, forma a parte radicular; o segundo, que é cavaleiro ou enxerto propriamente dito, originará a parte aérea.

    Divisão de touceiras A multiplicação pela divisão de touceiras é feita fragmentando-se um único indivíduo para obter outros exemplares com as mesmas características, retirando-se as mudas.

    Multiplicação por bulbos As plantas providas de bulbos multiplicam-se por meio desse material e de bulbilhos que são formados lateralmente ao bulbo-mãe. Esses bulbilhos são retirados e plantados novamente, transformando-se em bulbos normais, destinados ao plantio definitivo.

    Multiplicação por rizomas Rizomas são caules subterrâneos dotados de reservas, com nós, gemas e escamas. São mais ou menos cilíndricos e crescem lateralmente formando touceira. As plantas rizomatosas podem ser perenes ou passar por um período de repouso. São multiplicadas arrancando-se a touceira e separando-a por partes. As de repouso são arrancadas e divididas nessa fase.

    Multiplicação por esporos É feita em espécies como samambaias, renda-portuguesa e avenca, que apresentam em seus folíolos estruturas cor de ferrugem chamadas soros, os quais contêm esporos. Em condições adequadas, essas estruturas germinam, permitindo a reprodução dessas plantas.

    Multiplicação por brotações laterais (filhotes, rebentos) Certas espécies emitem brotações laterais, o que permite propagá-las apenas pela separação dessas brotações. Exemplos de plantas multiplicadas por brotações laterais: Margarida (Crysanthemum leucanthemum); Antúrio (Anthurium andraeanum); Bromélia (Neoregelia carolinae); Agave (Agave americana).


    n007