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  • Palmeiras

    palmeira-imperial

    Este grupo de plantas com mais de 3.500 espécies, da família Arecaceae (Palmae), ´r muito utilizado no paisagismo, pois além da sua exuberância natural e de ser representante da flora tropical, é de fácil cultivo e a maioria se adapta bem a ambientes internos na fase juvenil. Além disso, são plantas de grande valor econômico, seja pela exploração comercial como, por exemplo, a extração de palmito (Euterpe edulis) e coco (Cocus nucifera) ou pelo próprio valor ornamental atribuído às mudas, em função do seu porte e espécie.

    Apresentam a desvantagem de crescimento lento, além da ocorrência de desprendimento das folhas quando envelhecem. Em função disso, as palmeiras de porte médio a grande não devem ser cultivadas próximas à fiações ou construções.

    As palmeiras podem ser mantidas em vasos, dependendo da espécie. As plantas, mesmo adultas, podem ser transplantadas para o solo com sucesso, desde que tenham alguns cuidados sejam observados.

    As palmeiras têm grande importância nos projetos paisagísticos, principalmente em função de sua forma e rusticidade. Não devem ser cultivadas associadas a árvores, pois perdem o seu efeito visual. Podem ser cultivadas isoladamente ou em grupos, sempre em posições dominantes no jardim. Quando plantadas formando aléias laterais em grandes jardins, oferecem um visual bastante atrativo. Em pequenos jardins, esse tipo de formação não deve ser utilizado, por neutralizar o “ponto de fuga”, proporcionando um visual pesado e desagradável. Em um gramado extenso, a utilização de uma única planta também não destaca, promovendo apenas um corte na paisagem, sem proporcionar harmonia ou caracterizar um ponto de desataque. O plantio de conjuntos constituídos de espécies diferentes raramente produz bom efeito, sendo mais recomendável a utilização de grupos de uma única espécie.

    As palmeiras não têm função de sombreamento nem proteção contra ventos. Por não promoverem sombreamento denso, não causam problemas no desenvolvimento dos gramados, permitindo o cultivo de grama até o próximo aos seus estipes.

    Apesar de não se recomendar o plantio de palmeiras de porte médio e alto junto a casas, em frente a prédios com fachada lisa, desde que haja espaço disponível, a utilização de palmeiras é interessante para oferecer proporção. Nos jardins residenciais, as palmeiras oferecem suntuosidade ao ambiente.

    Existe grande número de palmeiras nativas e diversas outras exóticas, bastante adaptadas ao clima brasileiro. A escolha deve depender das características do projeto em harmonia com as características de cada espécie.

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    tuia

    Alguns sintomas
    - Estado da planta é de aparência muito debilitada. Deficiência de micronutrientes, principalmente ferro.
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    Morte das gemas apicais (Ponteiros), amarelamento das nervuras das folhas. Falta de cálcio.
    - Folhas mais velha ficam amareladas e o pecíolo apresentar tons arroxeados. Falta de enxofre.
    - Pouca floração, folhas escuras. Falta de fósforo.
    - Amarelamento das nervuras das folhas, começando pelas mais velhas. Falta de magnésio.
    - Bordos das folhas apodrecidos, caule fino e fraco. Falta de potássio.

    Outros sintomas
    * Sintomas: Folhagem murcha, terra seca.
    Causa: Falta de água
    Tratamento sugerido: Retire a planta do sol, vaporize a folhagem; depois de uma hora mergulhe a planta numa bacia molhando o substrato por imersão. Leve o bonsai para um local sombreado por alguns dias.

    * Sintomas: Folhagem que murcha seguidamente e terra que seca muito rápido ou escorre pelas bordas (água não penetra no solo).
    Causa: Excesso de raízes
    Tratamento sugerido: Troque a terra imediatamente. Pode as raízes e use um vaso um pouco maior se necessário. Vaporize a folhagem.

    * Sintomas: Folhas murchas e terra úmida.
    Causa: Raízes apodrecidas
    Tratamento sugerido: Retire a planta do vaso, limpe as raízes com jato de água ou mergulhe repetidas vezes numa bacia d’água; corte as raízes apodrecidas. Reenvase em composto com muita areia.

    * Sintomas: Galho que muda subitamente de cor.
    Causa: Vírus
    Tratamento sugerido: Corte as áreas afetadas, esterilize as ferramentas usadas de modo a não contaminar outras plantas.

    * Sintomas: Folhas e veios amarelados.
    Causa: Deficiência mineral
    Tratamento sugerido: Aplique um fertilizante mineral que inclua ferro, manganês, zinco e magnésio

    * Sintomas: Topo do bonsai está com folhas queimadas e secas.
    Causa: Sol muito forte
    Tratamento sugerido: Retire a planta do sol, levando-a para um local mais sombreado; vaporize a folhagem.

    * Sintomas: Galhos baixos do bonsai estão secando, não desenvolvem folhas novas.
    Causa: Falta de sol (luminosidade) nos galhos inferiores
    Tratamento sugerido: Pode o topo do bonsai eliminando o excesso de folhas, gire o vaso de vez em quando, faça uma leve fertilização, mantenha o topo com pouca folhagem.

    * Sintomas: Coníferas com verde pálido, pouca brotação anual.
    Causa: Ácaros ou cochonilhas
    Tratamento sugerido: Aplique um inseticida mineral ou orgânico, pode os galhos com excesso de folhagem, coloque em local ensolarado.
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    Epiphyllum phyllanthus
    Origem: Matas ciliares de rios de todo o Brasil.

    É uma herbácea epífita (que se alimenta da umidade do ar), com folhas ramificadas, longas ou Fitocládios, onde os espinhos só aparecem nos caules velhos. As flores se abrem a noite, tem forma de um tubo longo de até 15 cm com coloração amarelo-creme.

    A planta resiste a baixas temperaturas de até – 6ºC, adaptando-se a qualquer altitude, preferindo lugares onde a umidade relativa do ar é alta; é bom plantá-la em covas ricas em matéria orgânica e folhas ou madeira em decomposição onde não existe umidade. Outra opção é cultivá-la em vasos suspensos com fibra de coco ou sobre arvores corticosas (na forquilha) onde as raízes possam se fixar.

    As sementes são pequenas e germinam em 70 a 100 dias sob material poroso. Desse modo as plantas vão crescer lentamente. Uma outra opção é fazer mudas por estacas do caule que enraízam facilmente. Plantas multiplicadas desse modo frutificam com no máximo 2 anos.

    É uma cactácea resistente a secas quando plantada no solo, de forma que as covas devem conter 500g de cinzas, 5 kg de cama de frango decomposta, 50% de terra e 50% de folhas e galhos apodrecidos ou em decomposição. Plante-as na sombra, num espaçamento de 2×2 m.

    Irrigue as plantas a cada quinze dias quando não chover. Coloque 15 gramas de N-P-K 10-10-10 na superfície e em volta da planta no inicio de novembro quando estiver chovendo e cubra com 1 kg de matéria orgânica. A frutificação inicia-se com 5 anos quando cultivada por sementes e com 2 anos quando cultivada por estaquia.

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    Nas grandes cidades, a única alternativa para quem aprecia cantos verdes é a utilização de vasos. O primeiro impulso de quem vai cultivar plantas em vasos é preenchê-lo com terra, mas hoje em dia há diversas opções de substratos.

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    Turfa
    Chama-se substrato o local onde a planta se fixa e obtém os nutrientes. Embora a terra seja um substrato em sua essência, há outras alternativas mais condizentes para o plantio em vasos.

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    Casca de pinus
    É possível comprar substratos já preparados, mas atenção à procedência. As boas casas de jardinagem vendem substratos preparados sem insetos indesejáveis e pragas, pH adequado, nutrientes na medida correta e esterilizados.
    Cada planta, flor ou arbusto tem necessidades nutricionais e de qualidade de solo específicos, por isso adquira substratos próprios para o que você queira cultivar.

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    Fibra de coco
    Analise a permeabilidade do substrato e sua porosidade. A necessidade de água e o crescimento radicular (das raízes) dependem da escolha correta, por isso peça sempre orientação especializada.
    Os substratos mais utilizados em vasos domésticos são: carvão vegetal, casca de arroz carbonizada, casca e cone de pinus, sabugo de milho, bagaço de cana, casca de café, turfa, fibra e casca de coco, entre outros.

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    Árvores

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    As árvores são um dos vegetais que mais nos interessam, pois se desenvolvem muito bem em nosso clima. Existem outras espécies oriundas de outros países e que estão sendo aclimatadas ao nosso meio ambiente, para sua comercialização.

    Acácia Mimosa
    Árvore altamente ornamental, exótica, com folhas perenes, cor acinzentada e com florescimento no mês de agosto. Flores amarelas. Recomendada para o plantio em jardins, praças, ruas e margens de estradas, e deve ser plantada em solos profundos, e não tolera com excesso de umidade.

    Açoita cavalo
    Árvore grande de até 16 m de altura e seu florescimento se dá nos meses de janeiro e fevereiro. Espécie florestal, nativa, com folhas caducas. É altamente recomendada para plantio nas margens dos rios, pois abriga frequentemente entre sua folhagem, orquídeas, bromélias, parasitas e pequenos animais dos mais variados. Produz flores roxas e brancas muito procuradas pelas abelhas.

    Álamo
    Árvore exótica, florestal, com folhas caducas e de crescimento muito rápido. Requer solos com boa fertilidade e é recomendada para locais baixos, inclusive úmidos.

    Cangerana
    Árvore nativa florestal, prefere terras secas e argilosas. A madeira é vermelha escura, com tonalidades marrom sendo resistente a insetos e mau clima. A espécie tem florescimento em duas épocas, uma em fevereiro e outra de setembro a outubro.

    Camboatá
    Árvore florestal nativa, de folhas perenes e de crescimento lento. Altamente ornamental e seu porte é de médio a grande. Suas flores desabrocham na primavera e são muito apreciadas por abelhas, e seus frutos por algumas espécies de pássaros.

    Canafístula
    Árvore florestal nativa, com folhas caducas e de crescimento muito rápido. É de grande porte e altamente ornamental pelas folhas verdes escuras, lustrosas e pelas exuberantes floes amarelas que desabrocham a partir de janeiro. Recomenda-se o seu plantio em maciços densos, em jardins, praças, parques e margens de rodovias.

    Canela amarela
    Árvore florestal nativa, de grande porte, floresce na primavera. De crescimento rápido e é recomendada para reflorestamento em qualquer localização, inclusive para arborização de olhos d´água e vertentes. Os frutos são bastante apreciados por pequenos animais silvestres.

    Caroba
    Árvore nativa, florestal, espécie de porte médio a grande, de crescimento rápido e com folhas caducas. Desenvolve-se bem em solos profundos e férteis não tolerando umidade excessiva. A floração ocorre nos meses de outubro e novembro, sendo muito ornamental com suas exuberantes flores azuladas.
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    Palmeira de Petrópolis ( Wedeliana )

    As plantas com certeza são fundamentais em ambientes internos e para que não se tornem um problema à especificação da vegetação ideal precisa ser coerente às reais condições de luminosidade e umidade do ambiente  e ainda ao perfil do usuário do espaço que terá que se dispor a cuidar deste ser vivo que coabitará o espaço em questão.

    Por isso aí vão algumas dicas para auxiliar na escolha da vegetação.
    As dúvidas mais freqüentes sempre giram em torno da especificação da espécie, do plantio (montagem dos vasos) e dos cuidados com sua manutenção.

    Para facilitar a seleção das plantas ornamentais selecionei três grupos de plantas que podem ser usadas em interiores:
    A) Plantas que tem necessidade de algum sol direto: (devem ser colocadas junto à janela)
    Anturium – se você quer vê-lo florido precisa de algum sol;
    Ficus – suportam bem ficar com pouco sol, mas serão mais felizes se tiverem um pouco, o mesmo acontece com os Rhipsalis sp.
    Kalanchoe blossfeldiana
    Nephrolepis cordifolia(samambaia de metro)
    Aspargus
    Alocacia cucullata
    Schlumbergera truncata (Flor de maio)
    Areca bambu
    Pleomelle reflexa (variegata)

    B) Plantas que precisam de bastante luminosidade, mas não de sol: (até 4 m de distância de uma janela que recebe luz solar direta)
    Vários tipos de cactus e suculentas
    Philodendron martianum
    Philodendron cascata
    Platycerium bifurcatum – Chifre-de-veado
    Spathiphyllum wallisi
    Dizygotheca elegantissima – Arália
    Algumas begonias como: Begonia x ricinifolia e Begonia venosa
    Rhapis excelsa
    Pleomelle reflexa (verde)

    C) Plantas que toleram índices menores de luminosidade:
    Spathiphyllum ortgiesii
    Bromélias dos gêneros: Gusmania sp. e Vriesea sp.
    Cyclanthus bipartitus
    Zamia

    Palmeiras como:
    Chamaedorea elegans
    Chamaedorea metallica
    Licuala grandis
    Cocco wedellianum

    É importante ressaltar que as plantas classificadas no grupo C se enquadrariam até melhor no grupo B, pois todas elas gostam de luminosidade direta (não de sol).

    No plantio devem ser observados os seguintes itens:
    1. Se o tamanho do vaso é proporcional ao tamanho da planta. Isso significa que o vaso deve ter espaço suficiente para que o vegetal se desenvolva e deve ter uma forma adequada à geometria da planta, evitando instabilidade e possíveis acidentes.

    2. Se o substrato satisfaz as necessidades do vegetal. Para isso é preciso verificar as necessidades da planta escolhida.

    3. Se a montagem está correta. Os vasos devem ter um dreno de pedras, ou argila expandida no fundo, para evitar seu entupimento e acúmulo indesejado de água.

    4. É importante usar uma cobertura morta, pois esta protege a terra e mantêm  a umidade por mais tempo.  Além disso, proporciona um efeito estético interessante.

    Para ter sucesso com a planta escolhida também é muito importante que alguns cuidados com sua manutenção sejam observados.

    As plantas em interiores, principalmente em vasos vão precisar de mais cuidados pois estão em um recipiente limitado e sem nenhuma forma de troca com o ambiente natural.

    As regas  devem ser observadas com atenção. Com certeza no calor e sob incidência de sol direto as plantas precisam de mais água, num ambiente com condições de iluminação e temperatura controlada a necessidade de água pode reduzir, para ter certeza á preciso conhecer a planta e observá-la. Folhas murchas ou amareladas ou ainda apodrecimento do caule podem ser sinais de que as regas não estão adequadas. O excesso de água faz tanto mal quanto a falta.  Não podemos nos esquecer que cada indivíduo terá um comportamento diferente pois são seres vivos com distinta capacidade de adaptação à determinadas condições.

    Uma dica para saber se uma planta está sendo regada em excesso ou pouco coloque a mão na terra e sinta se ela está solta e fresca. Se estiver empedrada e seca é sinal de que as regas precisam ser aumentadas. Se estiver molhada, como lama e grudando nas mãos é sinal se que as regas têm que diminuir.

    A adubação também é um cuidado importante. A cada  3 meses a terra deve ser enriquecida com adubos, pois os nutrientes se esgotam e a planta não tem mais de onde tirar.

    Outro cuidado muito importante e que as pessoas sempre se esquecem é que não podemos deixar acumular poeira nas folhas, temos que limpá-las sempre pois as plantas respiram pelas folhas.

    Os fatores determinantes para obter sucesso com plantas ornamentais em interiores  são as condições de luminosidade e o grau de atenção que será despendido a ela . Na verdade não é só o ambiente e a escolha correta que importa, mas também a dedicação das pessoas.  As plantas não podem ser tratadas como móveis  ou objetos de decoração (ou até pior, pois estes são regularmente limpos). É preciso ter sensibilidade para ver o que elas precisam.

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    barba-de-moisés

    Para uma planta crescer saudavelmente são necessários cinco passos:

    1- Ela não deve ser plantada muito fundo porque pode causar o apodrecimento do caule. A planta tem que ter espaço para o desenvolvimento das raízes.

    2- O local onde será plantada deve levar em conta as características do vegetal. Por exemplo, se for mais adaptada à sombra, deve ser plantada em locais que não recebam muita luz solar.

    3- A fertilidade do local onde será plantada. O solo deve ter características de boa aeração (passagem do ar) e drenagem (passagem da água). Cada espécie possui uma necessidade, portanto é preciso verificar isso na hora da compra. Algumas culturas se desenvolvem bem em condição salina, outras em situação de pH alcalino e outras em pH ácido.

    4- Adubação quando necessário, podas e irrigação correta.

    5- Escolher o recipiente adequado, vaso, jardim, ou floreira, depende da espécie, suas características de tamanho e profundidade.

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    flamboyant
    Entende-se por arborização urbana toda cobertura vegetal de porte arbóreo existente nas cidades. Essa vegetação ocupa, fundamentalmente, três espaços distintos: as áreas livres de uso público e potencialmente coletivas, citadas anteriormente; as áreas livres particulares; e acompanhando o sistema viário.

    O presente texto estará tratando especificamente da arborização urbana que acompanha as ruas e avenidas. São as árvores encontradas ao longo das calçadas, nos canteiros centrais de avenidas e nas rotatórias.

    As árvores trazem benefícios e problemas também
    Da mesma forma que a arborização encontrada nas áreas livres públicas e privadas, as árvores que acompanham o sistema viário exercem função ecológica, no sentido de melhoria do ambiente urbano, e estética, no sentido de embelezamento das vias públicas, conseqüentemente da cidade.

    Algumas contribuições significativas na melhoria da qualidade do ambiente urbano são citadas a seguir:- Purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos;
    - Melhoria do microclima da cidade, pela retenção de umidade do solo e do ar e pela geração de sombra, evitando que os raios solares incidam diretamente sobre as pessoas;
    - Redução na velocidade do vento;
    - Influência no balanço hídrico, favorecendo infiltração da água no solo e provocando evapo– transpiração mais lenta;
    - Abrigo à fauna, propiciando uma variedade maior de espécies, conseqüentemente influenciando positivamente para um maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças; e
    - Amortecimento de ruídos.

    Outra função importante da arborização que acompanha o sistema viário é seu préstimo como corredor ecológico, interligando as áreas livres vegetadas da cidade, como praças e parques. Além disso, em muitas ocasiões, a árvore na frente da residência confere a esta uma identidade particular e propicia o contato direto dos moradores com um elemento natural significativo, considerando todos os seus benefícios.

    No entanto, muitos são os problemas causados do confronto de árvores inadequadas com equipamentos urbanos, como fiações elétricas, encanamentos, calhas, calçamentos, muros, postes de iluminação, etc. Estes problemas são muito comuns de serem visualizados e provocam, na grande maioria das vezes, um manejo inadequado e prejudicial às árvores. É comum vermos árvores podadas drasticamente e com muitos problemas fitossanitários, como presença de cupins, brocas, outros tipos de patógenos, injúrias físicas como anelamentos, caules ocos e podres, galhos lascados, etc.

    Frente a esta situação comum nas cidades brasileiras, soma-se o fato da escassez de árvores ao longo das ruas e avenidas. Neste sentido, é fundamental considerarmos a necessidade de um manejo constante e adequado voltado especificamente para a arborização de ruas. Este manejo envolve etapas concomitantes de plantio, condução das mudas, podas e extrações necessárias.
    Para que seja implementado um sistema municipal que dê conta de toda essa demanda de serviços, é necessário considerar a necessidade de uma legislação municipal específica, medidas administrativas voltadas a estruturar o setor competente para executar os trabalhos, considerando, fundamentalmente, mão-de-obra qualificada e equipamentos apropriados, bem como o envolvimento com empresas que ajudem a sustentar financeiramente os projetos e ações idealizados, e com a população em geral.

    Este último poderá acontecer, preferencialmente, através de programas de educação ambiental voltados para o tema, procurando envolver de fato os moradores no processo de arborização ou rearborização da cidade.

    A escolha da espécie a ser plantada na frente da residência é o aspecto mais importante a ser considerado. Para isso é extremamente importante que seja considerado o espaço disponível que se tem defronte à residência, considerando a presença ou ausência de fiação aérea e de outros equipamentos urbanos, citados anteriormente, largura da calçada e recúo predial. Dependendo desse espaço, a escolha ficará vinculada ao conhecimento do porte da espécie a ser utilizada.

    Para facilitar, as árvores usadas na arborização de ruas e avenidas foram classificadas em pequeno, médio e grande porte. A seguir seguem as definições de cada um dos portes, com indicação de nomes de algumas espécies mais comuns.
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    Flores - hidroponia

    Além da aplicação na agricultura, principalmente na produção de hortaliças e alguns frutos, a hidroponia  também pode ser utilizada no cultivo de flores tanto ornamentais quanto comestíveis. Plantar diretamente no solo é a alternativa mais barata, mas fatores de risco como contaminação do solo, condições climáticas (já que a hidroponia é melhor aplicada em ambientes com luminosidade e temperatura controladas, como em estufas) e pragas podem impedir que algumas regiões possam dedicar-se ao cultivo de flores.

    O cultivo de flores hidropônicas precisa ser feito em substratos inertes que suportem tanto o crescimento radicular quanto a posição em que as flores ficarão. Embora algumas espécies de flores suportem o plantio em uma solução de água e nutrientes, o ideal para o desenvolvimento de uma planta visualmente bonita e saudável são os substratos inertes sólidos.

    Um dos principais benefícios do cultivo hidropônico de flores é o controle de pragas e fungos, graças à adubação e à nutrição criteriosas que a técnica exige. Graças a essa harmonia, a produção das flores pode ter grande estabilidade.

    Os principais substratos inertes existentes são a casca de arroz carbonizada, muito usada na produção de gérberas (Gerbera hybrida); a fibra de coco, para gérberas e rosas (Rosa spp); o saibro – mistura de argila e areia – , para bromélias (Bromeliaceae); lã de rocha, obtida de rochas vulcânicas, para cravos (Dianthus caryophyllus); a brita, para orquídeas (Orchidaceae).

    O mais utilizado para uso industrial e que rapidamente vem se difundindo para vasos hidropônicos caseiros é a espuma fenólica, por ser uma material que permite a germinação da semente sem que ela se contamine, além de permitir o perfeito enraizamento e a retenção de água aliada à boa ventilação. É preciso ter cuidado com o pH da espuma; é preciso corrigir a acidez do substrato artificial. Se a placa for fina, basta que se lave em água corrente; se a placa for grossa, usa-se os tradicionais elevadores de pH, diluindo-o em água e deixando a espuma de molho até que o pH fique em torno da neutralidade – 6,5.

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    vinca

    Presente em bordaduras, maciços em praças e canteiros e jardineiras, a vinca (Catharanthus roseus) é um arbusto semi-herbáceo vindo da ilha de Madagascar, na África. É uma planta eminentemente tropical mas que tolera climas subtropicais e amenos, desde que a temperatura não desça abaixo de 5º Celsius e que o clima não seja quente e úmido.

    Os paisagistas urbanos gostam da vinca por ser volumosa e ter floradas praticamente o ano todo. Versátil, adapta-se à jardineiras bem cuidadas, trilhas e espaços verdes em prédios e chácaras. Suas flores são pequenas e tem diâmetro máximo de 5 cm. Com cinco pétalas e halo (o pequeno círculo colorido no centro da flor) com tons diversos, as flores da vinca são um pequeno delírio colorido, graças às tonalidades róseas, brancas, vermelhas, roxas e alaranjadas.

    O solo onde a vinca ficará precisa ter matéria orgânica em abundância e ser bem drenado, arenoso até, porque o excesso de água é prejudicial à vinca. As regas, portanto, devem ser leves, apenas para umedecer o solo. O ambiente precisa estar a pleno sol; a reprodução e propagação é feita principalmente por sementes.

    A vinca pode atingir até 50 cm de altura por ser muito ramificada;  em suas hastes pendem folhas verde-brilhante em forma de elipse e com nervuras muito aparentes, auxiliando na composição ornamental do arbusto.

    Os alcalóides (substâncias produzidas especialmente por plantas com diversos usos fármacos e terapêuticos) que a vinca produz, a vincristina e a vimblastina, são amplamente estudados pela comunidade científica por conta de sua eficácia no combate terapêutico de diversas doenças, como o câncer (os dois alcalóides são usados em quimioterapias), diabetes e malária. O processo de extração destas substâncias é muito caro pois para isolar uma grama de vimblastina são necessários 500 kg de folhas de vinca, por isso muitos especialistas debruçam-se em seus microscópios para tentar otimizar sua produção.

    janel10