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  • sansão-do-campo

    Nome Popular: Sabiá, Cebiá, Sansão-do-campo
    Nome Científico: Mimosa caesalpineaefolia
    Família: Leguminosae-Mimosoidae

    Planta espinhenta, de 5 a 8 m, atingindo até 10 m de altura, com tronco de 20 a 30 cm de diâmetro. Folhas compostas bipinadas. Madeira pesada, dura, compacta, superfície brilhante e lisa, de grande durabilidde, mesmo quando exposta à umidade e enterrada.

    Utilidades
    A madeira é muito apropriada para usos externos, como moirões, estacas, esteios e para lenha e carvão. A árvore apresenta as características ornamentais, principalmente pela forma entouceirada que geralmente se apresenta, podendo ser empregada em paisagismo.

    É também muito utilizada como cerca viva defensiva e quebra ventos. É amplamente cultivada para produção de madeira na Região Nordeste do país. Como planta tolerante à luz direta e de rápido crescimento é ideal para reflorestamentos heterogêneos destinados a recomposição de áreas degradadas.
    Um quilograma de sementes puras contém aproximadamente 25.000 (vinte e cinco mil) unidades. Sua viabilidade de armazenamento é superior a um ano.

    Quebra de dormência
    Aquecer água até 60 ºC, deixar sementes em mergulho por 15 minutos, cobrindo as sementes com água quente até dois centímetros acima. Depois retirar as sementes, colocando em água à temperatura ambiente durante 4 horas, em seguida retirar novamente esparramando as sementes em cima de um plástico estendido no chão em lugar seco. Cobrir com pano bem molhado e após 12 horas fazer a semeadura.

    A quebra de dormência só é recomendada, para quem possuí infra-estrutura para tal; e vai trabalhar com produção de mudas em larga escala, para plantio direto ou produção de mudas em pequena escala na propriedade, não é interessante o procedimento, devido a pequena melhora em germinação (5 a 10 % maior) frente ao trabalho que dá.

    Produção de Mudas
    A produção pode ser realizada em bandejas, tubetes ou sacos plásticos. Utilizar 2 a 5 sementes em cada tubete, célula ou saco plástico. A germinação ocorre de 4 a 7 dias com taxa superior a 95%, desde que o número de sementes seja superior a 3 por embalagem.

    Plantio de Mudas
    As mudas produzidas em bandejas ou tubetes apresentam um melhor rendimento e pegamento quando se apresentam entre 15 e 20 cm de altura.

    Deverão ser plantadas no local definitivo, em um sulco de 10 a 15 cm de profundidade por 10 a 15 cm de largura.

    De preferência esta terra retirada do sulco deverá ser misturada com alguma matéria orgânica de qualidade (composto ou esterco curtidos) na proporção de 3 a 5 litros por metro linear de sulco, que deverá retornar ao sulco.

    Após o retorno da terra ou da mistura terra/matéria orgânica ao sulco o melhor é esticar uma linha de nylon para o alinhamento ficar perfeito e então riscar na linha o sulco do plantio com uma estaca ou cabo de vassoura na profundidade do torrão da muda ~ 7 cm.

    As mudas devem ser colocadas no sulco, normalmente se usa a distância de 10 cm entre mudas. Em seguida, deve-se achegar a terra e pressionar um pouco para melhorar o contato do torrão com o solo.

    Se for utilizar espaçamento maior do que 10 cm é melhor construir um calibrador com um cabo de vassoura riscado na distância escolhida para uniformizar rapidamente o espaçamento.

    Plantio Direto
    As sementes poderão ser plantadas diretamente no local da cerca definitiva, utilizando-se para isso um sulco de 8 a 10 cm de profundidade por 10 a 12 cm de largura.

    De preferência esta terra retirada do sulco deverá ser misturada com alguma matéria orgânica de qualidade (composto ou esterco curtidos) na proporção de 3 a 5 litros por metro linear de sulco, que deverá retornar ao sulco.

    As sementes podem ser colocadas na superfície do sulco. Em seguida, deve-se cobrir com cerca de 1,5 (um e meio) cm desta terra fértil e destorroada e pressionar levemente para maior contato com as sementes.

    Irrigação
    É necessário regar imediatamente no plantio e depois a cada 4 a 5 dias até que a planta atinja cerca de 20 cm, manter a irrigação no período de estiagem, até que as mudas atinjam porte de 25 a 30 cm.
    Chuvas muito esparsas ou de pouca quantidade não eliminam a irrigação.

    Recomendações para plantio direto
    Para plantio de sementes: O recomendado é que sejam plantadas por volta de 30 sementes por metro linear.

    Para plantio de mudas: O recomendado é que sejam plantadas de 10 a 12 mudas por metro linear, ou seja, aproximadamente uma muda a cada 10 cm.

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    Há certos cuidados que são indispensáveis para proporcionar um bom começo a plantas jovens, encorajar novas florações ou controlar o tamanho de plantas mais velhas.

    preparando o soloPrepare bem o solo antes de plantar

    Preparo do solo
    O preparo adequado do solo é necessário para que seu jardim de plantas perenes proporcione um prazer duradouro. O uso de um kit para teste do solo familiarizará você com os níveis de pH e nutrientes de seu jardim. Espere até a terra ficar parcialmente seca para cavar e remover quaisquer pedras grandes. Usando uma pá ou garfo, revolva a terra até uma profundidade de 45 cm.

    acomodando as raízesAcomode bem as raízes

    O plantio das perenes
    As plantas podem ser compradas em chácaras ou centros de jardinagem. A maioria terá idade suficiente para florescer no primeiro ano. Selecione plantas que sejam vigorosas e compactas,  com folhagem saudável e sem sinais de danos ou doenças. Plante no final da tarde, num dia fresco ou nublado, com previsão de chuva para daí um ou dois dias. Evite tempo quente.

    retirando folhasRetire flores e caules murchos

    Corte e redução
    Cortar as pontas das plantas força os galhos laterais a crescerem rapidamente. formando plantas mais baixas, fortes, serradas e com mais flores.
    Deve ser feito antes de Janeiro, várias vezes. Algumas perenes como Delfínia*, flocos*, margaridas e ásteres, produzem tantos brotos que se formam entouceiradas, com má circulação de ar, e adoecem por causa de fungos.
    A retirada de alguns talos, de cerca de 15 cm diminuirá o problema. Remover alguns botões de flores permite que o remanescente produza flor maior. Remova só os botões Remova só os botões laterais pequenos de hibiscos, peônias e crisântemos.

    divisãoA divisão pode criar novas plantas

    Divisão de plantas perenes
    À medida que as plantas perenes crescem e se espalham, competem consigo mesmas e com outras plantas por água, nutrientes e espaço. É preciso dividi-las. Plantas que florescem na Primavera e no Verão geralmente são divididas no final do Verão ou Outono e plantas que florescem no Outono são divididas no início da Primavera.

    Regue bem o canteiro, vários dias antes de dividir as plantas; cave e remova todo o torrão. Se possível, use as mãos para dividir o torrão em pedaços menores. Onde as raízes estiverem entrelaçadas, insira dois garfos com as partes posteriores juntas e pressione os cabos juntos, fazendo uma alavanca, para dividir o torrão.

    * As espécies geralmente cultivadas no Brasil  são anuais, mas há outras perenes.

    peixe

    transplantar
    Quando você cultiva plantas em vaso, é importante saber que elas necessitam ser transplantadas de tempos em tempos. Plantas no jardim têm espaço e liberdade para crescer e encontram na terra os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Porém, as plantas em vasos se deparam com limitações que podem prejudicar o seu crescimento e, mesmo que o solo seja adubado regularmente, com o passar do tempo, ele empobrece  em nutrientes. Por isso, é fundamental fazer o transplante.

    Florescimento escasso ou inexistente, raízes saindo por baixo do vaso ou aparecendo na superfície da terra e surgimento de folhas muito pequenas ou defeituosas são apenas alguns dos sinais da hora de trocar sua planta de lugar.

    Veja como:
    Materiais utilizados: Planta a ser transplantada; substrato para o cultivo de flores (saco grande); argila expandida; brita ou caco de telha; manta bidim; manta de drenagem ou areia; vaso; luva de borracha e regador.
    1 – Regue a planta a ser transplantada na noite anterior ao transplante, para facilitar a retirada da flor do vaso. Se os vasos novos forem de cerâmica de barro, mergulhe-os num tanque cheio de água até que cessem as bolhas de ar. Isso além de limpá-los, evita a absorção da umidade na mistura de terrá a ser usada.
    2 – Prepare a drenagem no vaso, colocando de 1 a 2 cm de argila expandida, cacos de telha de cerâmica ou pedras de construção (brita) no fundo do vaso e, por cima, a manta de bidim/manta de drenagem ou de 1 a 2 cm de areia.
    3 – Coloque uma parte da mistura de substrato no fundo do vaso a ser utilizado e reserve.
    4 – Afofe a terra da planta a ser transplantada superficialmente com uma faca ou pá. Para retirar uma planta de um vaso grande, passe a lâmina de uma faca longa entre o torrão de terra e o vaso. Quando perceber que o torrão está solto, puxe a planta delicadamente.
    5 – Deposite a planta no vaso novo e termine de colocar a mistura de solo, que deve ser rica em nutrientes orgânicos, firmando bem a planta.
    6 – Cuide para que a terra cubra bem as raízes sem encostar nas folhas inferiores.

    Para evitar bolhas de ar e acomodar a terra, bata o vaso levemente sobre uma mesa e pressione a superfície com os dedos.

    Pronto! Sua planta está devidamente replantada.

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    gerânios

    Broca do gerânio (Cacyreus marshalli)
    É uma praga originária do sudeste de África e que se acredita ter entrado na Europa na forma jovem, escondida no interior de gerânios advindos da África. Essa praga se alimenta exclusivamente de plantas pertencentes à família de Geraniaceae, afetando todas as variedades cultivadas do Geranium, sendo especialmente prejudicial para as variedades “grandiflora” e “capitatum”.

    Essa praga é um lepidóptero pertencente à família Lycaenidae. O adulto é uma mariposa de vôo diurno, com asas de coloração marrom e parte superior branca nas bordas. Seus ovos são brancos, circulares e aplainados, depositados normalmente nas sépalas e nas brácteas do gerânio.  As lagartas apresentam quatro estágios larvais, apresentando no primeiro estágio, coloração branca com tonalidade esverdeada e três franjas rosadas e possuindo pêlos de cor branca ao longo de todo o corpo à exceção da zona ventral. À medida que vão mudando de fase, a cor da lagarta vai passando a ser mais esverdeada e suas franjas rosadas vão se tornando mais aparentes. Suas crisálidas também são peludas e de coloração verde, se tornando marrom de 1 a 2 dias antes da eclosão do adulto.

    Se o ovo for depositado na bráctea do gerânio, a lagarta se introduz imediatamente dentro do casulo da flor, alimentar-se de seus vasos e tecidos. Se o ovo for depositado em uma folha, a lagarta inicia uma galeria abaixo da epiderme, alimentando-se no parênquima foliar.

    O gerânio assim que floresce apresenta folhas e brotos mortos  devido à ausência da seiva. A duração média do ciclo completo dessa praga é de 62 dias a temperatura de 20ºC e de 33 dias a temperatura de 30ºC.

    O controle dessa praga é dificultado pela ausência de inimigos naturais fora do Sudeste da África, o que acaba por favorecer sua rápida disseminação quando em condições favoráveis de temperatura. Desse modo, uma das melhores maneiras de controle dessa praga seria o uso de material vegetal com procedência.

    Ácaro vermelho (Tetranychus urticae)
    Alimentam-se da seiva que extraem das folhas mediante seu aparato bucal chupador. O principal sintoma da presença dessa praga é o aparecimento de pequenos pontos marrons amarelados. Posteriormente as folhas se encarquilham, secam e finalmente caem. Se o ataque for muito forte, a planta inteira amarela e logo acaba morrendo.

    Como controle, recomenda-se efetuar os tratamentos durante o inverno, já que a praga nesse período permanece inativa, além disso pode-se usar controle químico com acaricida.

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    gerânios2

    Mancha Foliar do Gerânio (Alternaria alternata)
    Esta doença aparece mais freqüentemente em condições estressantes para  a planta. Os sintomas se manifestam por pequenos pontos aquosos nas folhas mais velhas. Quando os pontos amadurecerem, seus centros parecem afundados, da cor marrom e com 2-3 mm de diâmetro podendo apresentar também halos amarelos difusos. Posteriormente os pontos aparecem no feixe das folhas.

    Como controle deve-se retirar e eliminar as folhas infectadas para se reduzir o inóculo, além de se evitar o stress provocado por grandes flutuações de temperatura e também evitar períodos prolongados da umidade nas folhas. O controle químico se mostra também muito eficiente quando realizado no início da doença.

    Ferrugem (Puccinia pelargonii-zonalis)
    Trata-se de uma doença específica do gerânio, que ataca sobre tudo o Pelargonium zonale. Os sintomas começam com manchas brancas ou amareladas na face superior da folha. Com o tempo essas manchas evoluem para pústulas cloróticas nas folhas. A identificação e o combate neste estágio são importantes para o sucesso e para evitar que a doença se espalhe.

    De 10 a 14 dias após a infecção, estas pústulas se tornam de coloração marrom em forma circular abaixo das folhas. Estas manchas circulares contêm os esporos altamente contagiosos que se espalham pelo toque, pela água ou pelo ar. As folhas muito infectadas se tornam totalmente cloróticas, chegando a cair, fazendo com que a planta não possa ser comercializada.

    Como controle pode ser feito com o uso de fungicidas específico para a ferrugem. Produtos a base de Mancozeb, Triodimetol, Azoxystrobin, Kresoxim-Methil, Myclobutanil e Propicanazole são usados na produção comercial com acompanhamento técnico de um agrônomo responsável. Além disso, as plantas já infectadas devem ser descartadas e a entrada de novas plantas deve ser inspecionada para se evitar a entrada novamente desse patógeno na área de produção do gerânio.

    Botrytis (Botrytis cinerea)
    Os sintomas são manchas mais ou menos localizadas com frutificação típicas do fungo. Dissemina-se rapidamente em condições de elevada umidade, especialmente sobre as flores.

    O controle químico pode ser realizado com produtos a base de Iprodione, Diclofluanida, Vinclozalina, entre outros. As folhas devem ser conservadas secas para reduzir o potencial de germinação dos uredosporos.

    Pythium (Pythium sp.)
    Provoca podridões dos caules e raízes apresentando como resultado amarelecimento, raquitismo e o murchamento das partes aéreas da planta. Como controle preventivo, deve-se tratar as plantas com produtos químicos específicos para controle do Pythium. Inspeções ocasionais das raízes das plantas podem facilitar na detecção desse patógeno.

    Verticillium (Verticillium albo-atrum)
    Os sintomas se semelhantes à  manifestação de stress hídrico: raquitismo, murchamento das folhas, folhas cloróticas. Os sintomas começam geralmente nas folhas inferiores na planta e avançam para as folhas da parte de cima do gerânio. Uma característica desta doença é que os sintomas podem ser desenvolvidos em apenas um lado da planta.

    Como controle devem-se destruir as plantas que apresentarem os sintomas da doença.

    Crestamento Bacteriano (Xanthomonas campestris pv. pelargonii)
    Os sintomas começam com manchas oleosas e quando a temperatura e a umidade são favoráveis para essa bactéria, ocorre a destruição de toda a planta. São comuns também o surgimento de folhas com necrose iniciada na margem, amarelecimento e retorcimento total das folhas que depois secam, mas não caem.

    Como controle, devem-se  eliminar as plantas infectadas e hospedeiras da bactéria da área de cultivo do gerânio.

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    flor de cambuci

    O Cambuci (Campomanesia phaea) é uma árvore com porte que varia entre 5 a 8 m e é nativo da Mata Atlântica, na Serra do Mar de São Paulo e Rio de Janeiro, ocasionalmente em Minas Gerais. Seus frutos verdes redondo-achatados misturam-se à folhagem da planta e são ricos em polpa de sabor bastante ácido e adstringente, mesmo assim são apreciados por muitos. Isso porque sua polpa é utilizada em muitos pratos como tortas, empadas, geléias, mouses, molhos, sorvetes e recheios de bombons; e também em deliciosas bebidas como sucos e a famosa cachaça com Cambuci que pode ser feita facilmente cortando-se um fruto maduro em quatro pedaços introduzindo em um litro de aguardente de boa  qualidade  juntamente com  uns  três  grãozinhos de açúcar mascavo deixando curtir por trinta dias, depois disso é só servir aos amigos.

    As flores do Cambuci são grandes e vistosas na coloração branca aparecendo de agosto a novembro e como a maioria das mirtáceas são bastante melíferas.

    Um fato curioso sobre o Cambuci é  que  já está difícil de encontrá-lo em estado nativo, mas essa  espécie  não corre o risco de extinção pelo fato de ser bastante cultivada em pomares  domésticos e  também em pequenos plantios comerciais e isso se deve às inúmeras formas de utilização de sua polpa. Basta procurarmos na Internet e encontramos uma infinidade de receitas preparadas com a fruta.

    Luz: Pleno sol e meia-sombra
    Clima: Tropical e subtropical.
    Solos: Vários tipos de solos. Em solos mais pobres a planta apresenta porte mais reduzido.
    Origem: Brasil (Serra do Mar de São Paulo e Rio de Janeiro, ocasionalmente em Minas Gerais).

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    árvoresTécnica de Dendrocirurgia

    Dendrocirurgia é uma técnica que objetiva a recuperação de árvores, através da eliminação de tecidos necrosados, especialmente na região do tronco, com a posterior desinfecção através da utilização de fungicidas à base de cobre.

    As cavidades resultantes, se amplas e profundas, são preenchidas com material de alvenaria com vistas a sustar a progressão da necrose e obter a cicatrização da lesão. Modernamente estão sendo experimentados materiais líquidos que têm a propriedade de se expandir no interior do tronco e preencher a cavidade, assumindo textura semelhante a de um isopor, que pode ser impermeabilizada e pintada com uma cor próxima da do fuste.

    Este tratamento deve ser aplicado em casos muito especiais como: árvore considerada monumento histórico; árvore adulta de crescimento lento; espécies raras nativas ou exóticas.

    Caso contrário, o replantio torna-se mais prático e econômico, já que estes tratamentos irão depender de muitos fatores que poderão desfavorecer o sucesso de sua aplicação, tornando incerta a aceitação da árvore aos tratamentos.

    A prática deste tratamento requer pessoas habilitadas especialmente em práticas fitossanitárias para o emprego adequado de certos produtos químicos no combate de fungos apodrecedores, cupins, formigas e outros organismos aproveitadores de pequenas lesões presentes nas árvores.

    Além disto, deve conhecer a capacidade de regeneração aas espécies, idade da árvore, vitalidade ou vigor da espécie e grau de resistência da espécie aos ataques de fungos e insetos. O diagnóstico em uma árvore pode ser feita da seguinte forma:
    a) Observar se há galhos mortos, ou ponteiros secos, pode ser um sinal do ataque de brocas, cupins ou parasitas, como a erva-de-passarinho;

    b) Examinar cuidadosamente o tronco principal, tentando detectar orifícios. Muitas vezes diminutos estes orifícios podem apresentar um pequeno rastro de serragem ou terra, denunciando brocas e cupins;

    c) Verificar a possível existência de lesões superficiais de origem mecânica não cicatrizadas – podas mal feitas, mutilações, etc;

    d) Examinar a possível existência de cavidades, tentando encontrar porções ocas sob a casca, ou por trás de grandes ferimentos. Esta região costuma apresentar madeira já bastante apodrecida, com sinais de colonização por insetos;

    e) Verificar cuidadosamente, sobretudo o colo da árvore. As cavidades localizadas nessa região, tendem a ser fatais se não cuidadas a tempo;

    f) Tentar detectar a presença de parasitas, como erva-de-passarinho, por exemplo. Mas lembre-se que samambaias, orquídeas e bromélias, entre outras plantas superiores, não são parasitas e sim epífitas, buscam apenas apoio;

    g) Observar se há desfolhamento ou amarelecimento de porções da copa.

    Sugestões de tratamentos
    Para ferimentos superficiais:
    Recortar a casca numa forma ovalada e eliminar os tecidos já comprometidos. A seguir esterilizar com calda bordalesa e aplicar um cicatrizante ao longo de toda a extensão da ferida. Existe um produto chamado “Mastique Dr. Moura Brasil”. Esses curativos devem ser refeitos periodicamente, até que se verifique a cicatrização com formação de calos.

    Para ferimentos em grandes cavidades:
    Fazer inicialmente uma raspagem, com remoção de todo o tecido apodrecido, até que seja encontrado tecido sadio. Em seguida desinfectar com pasta bordalesa, que é semelhante à calda, porém, mais concentrada. Depois, a cavidade deve ser preenchida com argamassa, feita com cimento colante. Deve-se observar que o limite da obturação não deve exceder o limite interno da casca, para permitir o fechamento. E finalmente aplicar “Mastique Dr. Moura Brasil”, nas bordas da casca ferida, para auxiliar a cicatrização.

    Para casos graves:
    Quando uma árvore perde uma parte do tronco, seja exteriormente ou, na forma de uma grande cavidade, o que compromete sua sustentação. Nestes casos, é necessária a introdução de um núcleo mais rígido e apoio de sustentação. Isso pode ser feito com a criação de escoras de concreto armado, mediante a instalação prévia de formas.
    Outro modo de se tratar o problema é a introdução de ferragens entrelaçadas no interior das cavidades. Às vezes, forma-se sapatas ou fundações no solo, preenchidas com cimento, se o colo da planta estiver completamente oco.

    Receitas caseiras
    • Mastique: 200g de abelha, 60g de breu, 25g de sebo de vaca. Derreta no fogo, mexendo com espátula. Conservar o vasilhame fechado ou em pequenos tabletes.

    • Calda bordalesa: 100g de cal virgem e 100g de sulfato de cobre diluídos em 10 litros de água.

    • Pasta bordalesa: 200g de cal virgem e 100g de sulfato de cobre. Dissolver a cal em 600mL de água e o sulfato em outros 600ml. A seguir, misturar as duas soluções.

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    jardineiras1

    A primavera está chegando e, portanto, é importante que se tenha alguns cuidados para que a chegada desta estação seja sinônimo de beleza e exuberância em seu jardim. Para tanto, seguem abaixo, algumas dicas que poderão ajudá-lo nesta empreitada.
    * Afofe os canteiros, ou mesmo a terra dos vasos, que costumam se compactar com o decorrer do tempo. Esse procedimento é importante, na medida em que colabora para a aeração das raízes, as quais terão condições de receber mais água e nutrientes.

    * Caso não tenha sido feita a poda de limpeza, ainda é possível fazê-la. Com uma tesoura de poda, é só cortar os galhos secos e/ou malformados de árvores e arbustos. Para os galhos mais espessos, é mais apropriado se utilizar uma serra, inclusive, uma dica importante para este caso: primeiro corte de baixo para cima, e depois, de cima pra abaixo, pois, isso evita que a madeira lasque, danificando a planta.

    * Teoricamente, o replantio de espécies pode ser feito em qualquer época do ano. Mas, na prática, a melhor época para este trabalho, sem dúvida, é na primavera. E evite trocar uma planta de um vaso pequeno para um vaso muito grande. O ideal é mudá-la para um vaso só um pouco maior que o atual, dessa forma, a planta irá se adaptar com mais facilidade.

    * Não é novidade, que a primavera é a estação em que se deve adubar as plantas ornamentais. É bom escolher entre o esterco de gado bem curtido, a farinha de osso e a torta de mamona. O NPK 4-14-8 é outra boa opção. E lembre-se: sempre siga a dosagem indicada pelo fabricante!! Além disso, regue depois de adubar, pois a água ajuda a diluir o produto e melhora sua incorporação ao solo.

    * No início da primavera, as roseiras começam a florescer com mais intensidade. Nessa época os pulgões adoram atacar os novos brotos para assim, se alimentar da seiva da planta. Para prevenção, é recomendado pulverizar calda de fumo com sabão a cada 20 dias.

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    antúrios

    Mexer com adubos assusta quem não está acostumado. Afinal, sempre se ouve dizer que o excesso pode ser mais perigoso do que a falta.

    É verdade. Mas chega uma hora em que os nutrientes do vaso estão esgotados e você não tem outra alternativa, ou aduba as plantas ou corre o risco de perdê-las. Esse dilema, porém, pode ser superado. Basta aplicar o adubo adequado na dosagem e época certas.

    Veja como você pode fazer isso e as alternativas que tem
    Os adubos orgânicos são praticamente inofensivos. Eles liberam gradualmente os nutrientes e ainda tornam a textura da terra do vaso porosa, beneficiando também a oxigenação das raízes. Em contrapartida, sua ação é lenta e não se pode dosar os elementos como se faz com os adubos químicos. Se for usá-lo, disponha uma camada na superfície do vaso. Use-os para cultivos em solos comprovadamente pobres ou quando a planta estiver com deficiência nutricional.

    Para as folhagens bem desenvolvidas, convém usar adubos foliares. Eles também são diluíveis em água e podem ser borrifados diretamente nas folhas de suas plantas, poderá danificá-las seriamente.
    Os adubos químicos não têm odor desagradável como os orgânicos. São encontrados em pó, cristais e líquido. Este último é diluído em água e facilita a tarefa de jardineiro, pois pode ser aplicado junto com a água da rega.

    Além disso, seus elementos nutritivos agem rapidamente. Mas lembre-se, nada de excessos, procure ler cuidadosamente as embalagens dos produtos antes de aplicá-los, afinal a saúde de sua planta em primeiro lugar.
    Os adubos podem ser facilmente encontrados em floriculturas em todo o Brasil, os preços são considerados baixos e os benefícios para as plantas são muitos, além disso, existe uma grande variedade de fórmulas especialmente desenvolvidas para proporcionar um melhor cultivo da planta.

    Para adubar plantas em vasos:
    -
    Remova uma parte da terra do vaso;
    - Misture o adubo orgânico na terra que retirou do vaso;
    - Ponha a terra novamente dentro do vaso misturada com adubo orgânico;
    - Remova as folhas secas ou galhas quebradas da planta e finalize.

    Conclusão: o adubo de plantas em vasos deve ser feito 1 vez por mês.

    Não há segredos para identificar a dosagem do fertilizante NPK se você souber o que significam os números da fórmula. Cada número corresponde a dosagem garantida desses elementos no produto. Exemplo: NPK 18-8-6 significa que neste fertilizante tem 18% de nitrogênio (N), 8% de fósforo (P), e 6% de potássio (K).

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    rosa vermelha

    Cerca de uma semana antes de plantar as mudas, cave bem a terra até cerca de 40 cm de profundidade. Para cada m2 de canteiro, incorpore uma mistura de 15 Kg de esterco curtido de gado e 200g de farinha de ossos.

    Existem vários tipos ou variedades de roseiras (silvestres, híbridas-de-chá, sempre-floridas, miniaturas, rasteiras, arbustivas, trepadeiras e cercas-vivas) e o espaçamento vai depender da variedade de rosa que estiver sendo plantada. É possível basear-se no seguinte:
    - Arbustivas: 1 metro entre as mudas;
    - Trepadeiras: de 1 a 2 metros entre as mudas;
    - Cercas-vivas: 50 a 80 cm entre as mudas;
    - Híbridas-de-chá e sempre-floridas: 50 cm entre as mudas;
    - Miniaturas: 20 a 30 cm entre as mudas;
    - Rasteiras: 30 cm entre as mudas.

    Se o plantio for feito com mudas “envasadas” (normalmente vendidas em vasos ou em sacos plásticos), não há restrição para o plantio: pode ser feito em qualquer época do ano, mas os especialistas recomendam evitar os meses mais quentes, sempre que possível. Já para o plantio com mudas chamadas de “raiz nua”, o período mais indicado vai da segunda metade do outono à primeira metade da primavera.

    Logo após o plantio das mudas e até a primeira florada, regue com moderação, mas diariamente. Depois disso, recomenda-se regar uma vez por semana no inverno e duas vezes por semana no verão. Na temporada de chuvas é possível até suspender as regas. Um lembrete: a terra deve permanecer ligeiramente seca entre uma rega e outra.

    De preferência, deve-se fazer de 2 a 3 adubações anuais: a primeira logo após a poda anual (entre julho e agosto); a segunda entre novembro e dezembro e a terceira entre os meses de janeiro e fevereiro. A melhor adubação é a orgânica, baseada em esterco animal, composto orgânico, farinha de ossos e torta de mamona. As quantidades, para cada metro quadrado de canteiro, são as seguintes:
    - 20 litros de esterco curtido ou 2 Kg de composto orgânico;
    - 200g de farinha de ossos;
    - 100g de torta de mamona;
    Espalhe a mistura em volta das plantas e incorpore-a ao solo.

    Conselhos sobre a rega de roseiras
    1. Evite sempre o encharcamento: Uma roseira encharcada corre um grande risco. O excesso de água é um grave problema para a maioria das plantas; as raízes apodrecem e morrem. Este é um erro muito freqüente dos jardineiros: regar em demasia. Na rega é melhor que seja curta do que demorada.

    2. É aconselhável regar pela manhã ou ao entardecer: Não o faça durante as horas de maior calor do dia.

    3. Não molhe nem flores nem folhas: Posto que favoreceria as enfermidades por fungos, o maior problema das roseiras.Faça a rega ao pé da planta, com mangueiras (se plantadas em jardim), regador ou nebulizador.

    As regas devem ser profundas. É melhor do que estar continuamente regando com pequenas quantidades. Além disso a rega espaçada favorece que se desenvolvam potentes raízes em profundidade. Isto sempre é bom, porque a roseira torna-se mais forte e auto-suficiente no caso de não poder ou não querer regar.

    Muita gente rega três vezes por semana no verão, mas eu sou partidário de regar menos e acostumar a roseira com pouca água.

    BLUEBIRDS