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  • Dicas das 15 plantas que podem garantir algum verde na decoração sem dor de cabeça. Em comum a todas, é preciso apenas cuidar da fertilização e irrigação, o que é mais simples do que parece. Os adubos são encontrados em diferentes apresentações (líquido, pó e grânulos) e podem ser utilizados na planta em intervalos de 15 dias a um mês, dependendo do tipo.

    Também é importante prestar atenção na rega. Muitas plantas morrem por excesso, e não por falta de água, e cada uma precisa de uma irrigação específica. O local onde ela fica também faz diferença – exposição direta ao sol e ao vento aumenta a necessidade de água. O mais indicado é colocar a mão na terra para sentir a umidade antes de regar. Na maioria das vezes, o ideal é molhar somente a terra. Ao regar as folhas, é preciso tomar cuidado para que elas não fiquem molhadas durante muito tempo, o que pode aumentar a incidência de doenças.

    Folhas amareladas possuem diversas causas: excesso ou falta de água e/ou algum nutriente, ataques de doenças ou pragas, e mesmo o simples envelhecimento. É indicado cortar as folhas amarelas e verificar a sua causa para eventuais correções.

    Veja os detalhes de cada espécie e escolha a sua.
    Antúrio
    : Colorida e chamativa, a planta fica bem em áreas internas ou externas, desde que o local possua boa luminosidade, mas sem receber diretamente os raios solares. A terra deve ser mantida úmida e a planta precisa ficar longe de locais com baixa temperatura no inverno.

    Bromélia: Vistosa, em cores como verde, vermelho e rosa, deve ser mantida à meia-sombra, recebendo apenas iluminação indireta ou difusa com irrigações moderadas. Pode ficar em áreas internas ou externas, desde que a luminosidade seja respeitada. Adie a rega se a terra estiver úmida.

    Cica: Também conhecida como Sagu, tem crescimento lento e pode ficar a pleno sol ou à meia-sombra (com luminosidade, mas sem exposição direta aos raios solares). A Cica se adapta melhor em áreas externas, mas pode ficar em áreas internas respeitando a luminosidade. O ideal é regar apenas a terra no entorno da planta e só colocar água novamente quando a terra estiver seca, pois a espécie não tolera o excesso de umidade.

    Iuca elefante: Pode ser cultivada em vasos na fase jovem, chegando a atingir de 2 a 3 m de altura, dependendo do diâmetro do vaso. Indicada para áreas externas, resiste à exposição direta ao sol, porém é sensível a geadas. As regas devem ser espaçadas, deixando o solo seco na maior parte do tempo, podendo acontecer a cada 10 ou 15 dias.

    Jabuticabeira: A árvore, indicada para áreas externas, pode ser cultivada em vasos com exposição direta ao sol. Atinge em média 2 m de altura, dependendo do tamanho do vaso. Os frutos começam a amadurecer no final do inverno, prolongando-se até o verão. As regas devem ser diárias no verão, deixando a terra sempre úmida, mas podem diminuir de freqüência no inverno.

    Lança de São Jorge:
    Com folhas longas e pontiagudas, a planta pode ficar em áreas internas ou externas, recebendo sol diretamente ou com boa iluminação indireta. Atinge em média 1,50 m de altura em vasos. A rega pode ser feita cerca de uma vez por semana.

    Lírio da paz gigante:
    A espécie é ideal para ser cultivada principalmente em vasos grandes, em ambientes bem iluminados como terraços, ou plantadas isoladamente e em grupos, em locais com luminosidade, mas sem exposição direta aos raios solares ou excesso de vento. A rega deve ser constante, mantendo a terra sempre umedecida.

    Mandacaru: Ideal para áreas externas pode ser cultivado em vasos ou canteiros, a pleno sol. No vaso, atinge cerca de 2 m de altura. A planta resiste meses sem regas, mas o indicado é molhar a cada 10 ou 15 dias, somente a terra.

    Mini Ixora: Cultivada em vasos ou canteiros, necessita de bastante sol e regas constantes. Fica melhor em áreas externas e pode ter flores em vermelho, amarelo e rosa.

    Pacová:
    Também conhecida como babosa de pau é cultivada principalmente em vasos em locais protegidos, em jardineiras ou diretamente no chão formando conjuntos à meia-sombra. A terra deve ser mantida sempre úmida, com boa drenagem. Não tolera baixas temperaturas no inverno.

    Palmeira Fênix: Ideal para ambientes externos, ela gosta de sol pleno. No entanto, é possível cultivá-la temporariamente em ambientes internos, em vasos, desde que sejam bem iluminados, ou à meia-sombra, em locais abertos. No vaso, atinge de 2 a 3 m de altura. Resistente ao frio, a planta necessita de solo úmido, com regas constantes.

    Palmeira Ráfia: Também conhecida como Palmeira Ráfis, tem crescimento lento e é adequada para cultivo em vasos em ambientes internos bem iluminados. No vaso atinge cerca de 2 m de altura. A umidade do solo deve ser constante, porém, sem encharcamento.

    Pata de elefante: Utilizada para plantio em vaso a pleno sol, tolera bem o calor e o frio. Pode atingir até 2 m de altura, de acordo com o diâmetro do vaso. Pede regas bem espaçadas e precisa de solo drenável para não ter as raízes apodrecidas.

    Pitangueira: Pode ser cultivada em vaso e é ideal para locais de clima quente e úmido, preferencialmente em áreas externas. Sensível ao frio, não suporta geadas. Dependendo do diâmetro e altura do vaso, pode atingir 2 m de altura. Deve receber luz solar direta e necessita de rega constante. Floresce entre o final do inverno e início da primavera. Os frutos surgem quase simultaneamente à florada.

    Zaza: Também conhecida como Brilhante e Zamiocula, pode ser cultivada em ambientes internos ou externos, de preferência à meia-sombra em terra sempre umedecida, porém não encharcada. É indicada para regiões quentes, pois não tolera o frio. Atinge cerca de 1 m de altura no vaso.

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    Cattleya aclandiae

    O modo mais fácil de matar uma orquídea é molhando-a demais. Suas raízes ficam sem oxigênio e morrem, e os fungos se proliferam de forma descontrolada. As regas devem ser feitas de 2 a 3 vezes por semana, dependendo do clima na época.

    Não siga à risca regras do tipo “um copo de água a cada 2 dias”, pois isso não funciona bem! O melhor jeito é testarmos enfiando o dedo no substrato. Cave levemente e sinta a umidade a cada 2 dias. Se ainda estiver úmido, não regue, espere até secar. Regue até que a água comece a escorrer por baixo do vaso. Para elas, é melhor a falta ao excesso de água.

    Devemos regá-las de preferência no início da manhã ou final da tarde, evite regar à noite para não deixar as folhas molhadas durante toda à noite.

    Devo adubar minha orquídea?
    Claro, ela precisa de nutrientes para crescer. O próprio xaxim ou fibra de coco é fornecedor natural de vários nutrientes. Mas cuidado, o exagero de adubo é pior do que a falta.

    Se for colocar adubos no vaso, prefira os orgânicos ou as misturas, pois são mais seguros e eficientes.Podemos adubar colocando um pouco de adubo em um canto do vaso, na quantidade recomendada. Não coloque o adubo próximo ao bulbo, pois ele pode “queimá-lo”. Esse adubo irá dissolver-se aos poucos, liberando nutrientes a cada irrigação. Os melhores para isso são os orgânicos, como a torta de mamona e a farinha de osso, mas podemos também usar misturas, como o “Bokashi”, que pode ser encontrado em casas especializadas. Essas adubações podem ter intervalos de 3 meses ou mais.

    A adubação foliar pode ser feita a cada 15 dias ou mais, com misturas próprias de adubo mineral, dissolvidos em água e aplicados com borrifadores comuns. Procure em casas especializadas, há diversas formulações, busque mais informações na embalagem dos produtos.

    Cada adubo exige quantidades diferentes, portanto informe-se sobre a dose e forma de aplicação do adubo que você comprar. Isso geralmente está escrito na embalagem.

    Pragas e doenças
    Poucas são as doenças que podem atacar as orquídeas, mas caso ataquem, pouco pode ser feito. Entretanto, existem formas de evitar o aparecimento de doenças nsa plantas..
    Alguns insetos podem se tornar problemas, sendo os principais os pulgões e as cochonilhas. Os pulgões podem ser facilmente eliminados borrifando-se uma mistura de água e detergente, ou mesmo inseticidas domésticos à base de água, como o “SBP”. Já as cochonilhas devem ser removidas manualmente, sob a torneira, raspando-se as folhas com uma escova macia (pode ser uma escova dental).

    Quando renovar o vaso?
    Quando a planta estiver excessivamente ramificada, ou com as raízes muito grandes para o vaso, devemos efetuar a divisão da planta, ou passá-las a um vaso maior, pois suas raízes já não possuirão mais espaço para seu bom desenvolvimento. Lembre-se que muitas orquídeas criam raízes fora do vaso mesmo que não esteja faltando espaço, o que é normal. Outro critério é trocarmos o vaso quando o substrato começar a drenar mal a água, o que indica um excesso de raízes.

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    Primula
    Na maior parte do Brasil, o inverno é apenas mais uma estação de calor. O frio que caracteriza esta estação está presente apenas nos estados do sul, sudeste e em regiões serranas e mesmo assim não chega a ser tão rigoroso. No entanto, apesar de não esfriar em outros locais do Brasil, o tempo se modifica um pouco, é época de chuvas no nordeste e secas no centro-oeste. A região norte é a única que não se altera muito, devido a ação reguladora da floresta.
    Coníferas são naturalmente resistentes ao inverno.

    No inverno característico e frio, de nossas regiões subtropicais, um pouco de atenção com o jardim pode garantir uma estação com flores e frutos, e preparar as plantas e o solo para a primavera que se aproxima. Algumas plantas são naturalmente resistentes ao frio, não exigindo tarefa alguma no inverno, como as coníferas (pinheiros e ciprestes). Outras, como as plantas tropicais, hortaliças e árvores frutíferas podem exigir alguma manutenção, mas nada que se compare às outras estações.

    Confira a seguir algumas dicas para a estação mais fria do ano:
    1. Podas de arbustos e árvores.
    Em locais frios, muitas espécies de plantas cessam seu crescimento vegetativo, dormindo até a chegada da primavera. Entre estas espécies, encotram-se muitos arbustos e árvores, que necessitam de podas de limpeza e formação nesta época. Remova galhos secos, malformados e doentes, pois desta forma a luz ficará melhor distribuída pela copa da planta. Não é muito difícil reconhecer as plantas que podem ser podadas nesta época. Geralmente as plantas originárias de clima temperado e as plantas que perdem as folhas no inverno. Não pode as plantas que estão em flor ou com botões, mesmo que tenham perdido as folhas, pois elas não estão dormindo, estão em plena atividade.

    2. Combate a pragas e doenças
    O inverno também é época ideal para combater pragas e doenças. A maioria delas reduz sua proliferação neste período, sendo um bom momento para controlá-las de forma mais eficiente. Fugindo à regra, algumas doenças fúngicas aumentam neste período, principalmente em regiões com longos períodos chuvosos. O mesmo acontece com as lesmas e caramujos, que se aproveitam da umidade, e da temperatura amena para devorar as folhas verdes.

    Para evitar a infestação por estas pragas e doenças, enquanto as plantas estão mais sensíveis, é importante remover as restos das plantas anuais de verão, que estão mortas ou fracas nos canteiros. Retirar galhos secos, flores, frutos e folhas caídos, e colocá-los na compostagem, também ajuda a manter as pragas afastadas. Pulverizações preventivas, com fungicidas a base de cobre, como a calda bordalesa, devem ser realizadas pelo menos a cada mês, nas frutíferas, orquídeas, arbustos, mudas, sementeiras, etc.

    3. Correção e adubação do solo
    Nas plantas em repouso, as adubações químicas devem ser evitadas. Desta forma o período é bom para a correção do solo, com calcário dolomítico ou calcítico, já que a calagem não pode ser feita concomitantemente com a adubação. Durante a correção do solo, revolva os canteiros, assim mistura-se melhor o calcário e evita-se a compactação. Não esqueça de fazer uma análise de solo completa antes, e desta forma planejar a adubação para as próximas estações.

    Nas plantas que estão em crescimento, floração e frutificação, adubações são bem vindas, principalmente com os adubos orgânicos, que têm liberação mais lenta. Em locais frios, misture esterco bem curtido e farinha de ossos à terra dos canteiros e vasos de bulbosas, petúnias, roseiras, prímulas, begônias e amores-perfeitos.

    4. Proteção contra o frio
    Coloque cobertura morta nos canteiros, seja no frio ou no calor. Esta cobertura, além de servir como isolante térmico, irá repor a matéria orgânica, melhorando a fertilidade e a textura do solo, além de proteger as plantas da estiagem. Servem para esta função, serragem, casca de pinus, folhas secas, apara de grama, entre outros materiais.

    As plantas tropicais merecem uma atenção especial no frio. Elas são sensíveis às geadas e temperaturas muito baixas, e devem ser protegidos durante a noite com lonas, plásticos, tecidos de tnt ou mantas bidim. Este cuidado serve também às hortaliças, além de mudas de flores e forrações mais delicadas.

    5. Irrigação especial
    Como o frio reduz à evaporação da água, no inverno as regas são reduzidas. Via de regra, deve-se irrigar apenas quando a superfície do substrato apresentar-se seco. Para o gramado, basta ficar de olho nas folhinhas: quando elas começarem a enrolar é porque já está na hora de regar.

    Outro cuidado importante é regar as plantas pela manhã, por dois motivos: A rega à tarde e à noite faz com que a terra permaneça muita tempo úmido, favorecendo pragas e doenças. Outra razão importante para regar pela manhã, é que, caso tenha ocorrido alguma geada à noite, você tem a chance de derreter o gelo antes do sol, evitando assim as típicas queimaduras nas folhas.

    No nordeste, com a época das chuvas, as plantas dispensam maiores cuidados, pois ficam até mais bonitas. Adubações continuam sendo bem vindas nestas condições. No centro-oeste, ao contrário, a estiagem castiga as plantas tropicais, e irrigações e pulverizações suplementares fazem bastante diferença na saúde e vitalidade das plantas.

    Em resumo, o inverno é um período de baixa manutenção, mas que exige alguns cuidados, para que as plantas atravessem o inverno com vitalidade. É o período de preparar a terra para as intensas atividades de primavera. No paisagismo, é o momento de planejar, escolher as espécies que vão ser plantadas na próxima estação e decidir como serão os canteiros. No quadro abaixo, há quatro listas com sugestões para você plantar, colher e podar no inverno e uma lista das espécies em flor nesta estação. Aproveite e tenha um inverno florido.

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    beira mar

    As flores e os arbustos que são tolerantes ao sal, à areia e às mais diversas condições climatéricas adversas são os ideais para serem cultivados num jardim à beira mar. Isso acontece porque dão-se bem nos solos que, à partida, não têm as melhores condições de cultivo e, ao mesmo tempo, garantem uma paisagem deslumbrante. As principais flores e os tipos de arbustos que pode plantar num jardim à beira mar são:

    Murta (Baccharis halimifolia)
    A Murta tem o nome científico de Baccharis halimifolia e pertence à família das Asteraceae. Esta planta é a única da sua espécie que é capaz de atingir dimensões de árvore, uma vez que pode atingir cerca de 1,85 a 3,70 m de altura. A Murta tem pequenas folhas verdes ovais e conjuntos de flores de cor verde e branca. A sua época de florescimento ocorre entre os meses de agosto e outubro e com isso surgem inúmeras borboletas e abelhas. Esta planta dá-se melhor num local úmido, com sombra parcial e exige um solo arenoso para crescer de uma forma saudável. A sua indiferença à água salgada do mar faz com que seja um arbusto ideal para ser utilizado num jardim à beira mar.

    Ipoméia (Ipomoea cairica)
    A Ipoméia tem o nome científico de Ipomoea cairica e pertence à família das Convolvulaceae. É uma trepadeira muito rústica que apresenta um rápido desenvolvimento e, na maioria das vezes, possui flores de coloração rosa com um centro roxo. É uma planta que pode ser utilizada para cobrir uma treliça, pérgola, cerca ou muro. A Ipoméia é cultivada em pleno sol e dá-se bem em solos arenosos, sendo por isso muito encontrada ao longo da costa de uma praia ou em dunas costeiras. Ela distingue-se das demais por ser resistente ao vento, sal e calor e isso faz com que seja uma das mais utilizadas na decoração de um jardim à beira mar.

    Beldroega-da-praia (Portulacastrum Sesuvium)
    A Beldroega da praia é a designação comum dada a várias espécies de plantas das famílias Aizoaceae, Urticaceae e Portulacaceae. Trata-se de uma planta perene que cresce nas áreas costeiras, chegando a atingir cerca de 7,5 a 20 m de altura. Apresenta folhas verdes e brilhantes lanceoladas e as suas flores são de cor rosa ou roxa durante o ano inteiro. Esta planta cresce em terrenos argilosos, de calcário e arenito e exige um local quente e úmido para florescer corretamente. É de realçar que as folhas da Beldroega da praia são comestíveis e são muito utilizadas na medicina tradicional.

    Uva-do-mar (Coccoloba Uvifera)
    A Uva do mar tem o nome científico de Coccoloba Uvifera e pertence à família das Polygonaceae. É um arbusto de fácil cultivo que cresce em solos arenosos, não é exigente com a irrigação e suporta os ventos fortes e as altas temperaturas. Trata-se de uma planta que chega a atingir cerca de 9 metros de altura, tem folhas verdes e redondas que apresentam uma nervura principal de cor vermelha. Os seus frutos são comestíveis ao natural ou dão origens a deliciosas geleias, doces ou vinhos. Esta planta é muito apreciada no mundo da jardinagem e isso se deve à sua resistência e aparência tropical, o que transforma por completo a aparência e beleza de um jardim à beira mar plantado.

    Os arbustos de alto porte
    Na constituição de um jardim à beira mar, os arbustos de alto porte são uma excelente opção, na medida em que impedem a passagem do vento e ajudam a construir um espaço mais privativo e pessoal. Dos mais utilizados, destaca-se o seguinte:

    O Pitosporo (Pittosporo tobira)
    O Pitosporo tem o nome científico de Pittosporo tobira e pertence à família das Pittosporaceae. É um arbusto que pode atingir cerca de 3 metros de altura e é muito utilizado como cerca viva, impossibilitando os olhares e a atenção alheia. Trata-se de um arbusto muito ramificado, com folhas verdes e ovais de ponta arredondada, tronco sinuoso e flores brancas. O Pitosporo é um arbusto de alto porte que se constitui como uma mais-valia na constituição de um jardim à beira mar e na decoração do seu espaço exterior, pois faz com que este seja um local mais íntimo e reservado.

    Os arbustos de baixo porte
    Os arbustos de baixo porte são uma excelente alternativa para todos os que preferem trabalhar a beleza de um jardim. Trata-se de uma forma de unir a excelência de um jardim à espetacularidade da natureza circundante. Neste aspeto, existem várias árvores e plantas que combinam entre si, contudo, um dos arbustos de baixo porte mais populares é a Bela Emília.

    A Bela-Emília (Plumbago auriculata)
    A Bela Emília é também conhecida como jasmim azul, tem o nome científico de Plumbago auriculata e pertence à família das Plumbaginaceae. Trata-se de um arbusto semi lenhoso, com formas irregulares e muito ramificado. As flores são pequenas e tubulares, têm pétalas arredondadas e estão disponíveis na cor branca, azul claro e azul-escuro. A Bela Emília é, sem dúvida, um arbusto de baixo porte fundamental na composição e ornamentação de um jardim e pode ser utilizado como uma cerca viva junto de um muro ou parede que esteja a delimitar o seu espaço exterior.

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    mosca branca

    Nome Popular: Mosca-branca
    Nome Científico: Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii
    Partes Afetadas: Toda a planta, principalmente folhas e botões.
    Sintomas: Folhas enrugadas com coloração amareladas, amadurecimento irregular de frutos, presença de fumagina. Redução de floração.

    A mosca-branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns.

    A mosca-branca é muito pequena, medindo de 1 a 2 milímetros e tem coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto.
    Quando jovens, são pequenos pontos brancos grudados na parte de baixo da folha. Adultas, como o próprio nome diz, viram pequenas moscas brancas.

    Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

    Aparecem primeiro na parte inferior das folhas e depois se espalham Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, depositam toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais que permitem o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

    Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

    O controle de mosca-branca em grande escala é realizado via aplicação de inseticidas, principalmente em culturas como soja e feijão. Em áreas menores como de hortaliças e ornamentais sugere-se o controle preventivo. A aquisição de mudas sadias, erradicação rápida de plantas doentes e restos culturais são ações que evitam a infestação por mosca branca. Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

    Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Realizando prevenção e/ou controle químico racional,  podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca.

    Solução caseira: cultivo de plantas repelentes no jardim.

    Soluções químicas: produtos com os princípios lambda cyalothrin, D.D.V.P., malathion ou delthametrina.

    Soluções naturais: Beauveria bassiana (Bovenat PM), Metarhrizium anisopliae (Metanat PM), óleo de neem (Natuneem) ou Bio Soup.

    Plantas repelentes
    Plante algumas destas espécies nos cantos do jardim: hortelã, urtiga, gerânio ou cravo-de-defunto.

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    O fertilizante orgânico ou composto é feito de materiais naturais com vista a fertilizar e a enriquecer a terra. Saiba como fazer fertilizante orgânico, plante o seu jardim e veja-o a florescer de uma forma natural.

    Os componentes principais do fertilizante orgânico
    O fertilizante orgânico é composto por 5 elementos essenciais e cada um deles desempenha um papel fundamental na produção de nutrientes no solo de um jardim. São eles:
    * Uma camada verde (produz nitrogênio);
    * Uma camada castanha (produz carbono);
    * Ar;
    * Água;
    * Um pouco de terra de jardim;

    Estes materiais são fáceis de obter e preparar e encontram-se à disposição de qualquer pessoa. Deve reuni-los e utilizar um recipiente de compostagem para os misturar de modo a formar um fertilizante orgânico.

    O recipiente de compostagem
    O recipiente de compostagem deve ter uma dimensão considerável para que seja criado fertilizante orgânico suficiente para um jardim inteiro. Como tal, deve escolher ou construir um recipiente com bastante profundidade, de preferência com tampa e pequenas aberturas para a entrada de ar. É muito importante que esse recipiente tenha uma construção robusta para suportar as reações químicas que ocorrem no seu interior.

    A camada verde
    A camada verde é a fonte de nitrogênio do fertilizante orgânico e, como tal, tem a missão de prender o calor, o que vai provocar o desenvolvimento de nutrientes de outros componentes. Para formar uma boa camada verde, é necessário reunir os materiais seguintes: excrementos de galinha,  borras de café, folhas de chá, restos de frutas e vegetais, plantas e aparas de grama; não deve juntar restos de carnes ou peixes. Depois de adquiri-los, deve juntá-los numa pilha. Pode ir fazendo isto ao longo do tempo, reaproveitando os restos biológicos do seu lixo doméstico.

    A camada castanha
    A camada castanha é a fonte de fibra do fertilizante orgânico. As fibras são os reagentes principais quando a camada verde produz calor. Os materiais utilizados na camada castanha são: cascas de ovos, plantas mortas, ervas daninhas, flores murchas, papelão, feno, palha e outros itens semelhantes.

    O processo de compostagem
    Depois de reunir os materiais necessários para fazer a camada verde e castanha, é necessário misturá-los num recipiente de compostagem. Para fazê-lo corretamente, deve colocar três partes da camada castanha e apenas uma da camada verde de forma a obter o melhor fertilizante orgânico. Acrescente água aos componentes da camada verde e castanha e, em seguida, adicione terra. Repita o processo até que todos os materiais fiquem dentro do recipiente de compostagem, misture-os diariamente e acrescente água com regularidade. Ao fazê-lo desta forma, a mistura vai-se decompondo e assim conseguirá formar o fertilizante orgânico para lançar mãos à terra.

    Os métodos utilizados na formação do fertilizante orgânico
    O processo de fazer o fertilizante orgânico pode envolver dois métodos distintos: a compostagem a frio e a quente.

    A compostagem de fertilizante orgânico a frio
    O método de compostagem de fertilizante orgânico a frio divide-se em quatro partes fundamentais:
    * A maneira mais fácil de fazer composto e utilizá-lo como um fertilizante orgânico ou cobertura morta, passa por fazer uma pilha de compostagem no seu jardim ou num recipiente de compostagem;
    * Nessa mesma pilha de compostagem deve colocar aparas de grama, todo o tipo de folhas e ervas daninhas;
    * Deve aguardar durante um período de 6 a 24 meses para que o composto se comece a decompor por ele próprio;
    * Se, ocasionalmente, virar a pilha de compostagem, isso vai acelerar o processo de decomposição, uma vez que as minhocas, os insetos e os micro-organismos vão-se espalhar e os materiais orgânicos serão mais facilmente dissolvidos. Deve ter em consideração que a madeira é um material que oferece uma decomposição mais lenta, por isso, se quiser acelerar todo o processo é conveniente que ela fique de fora.

    A compostagem de fertilizante orgânico a quente
    O método de compostagem de fertilizante orgânico a quente pode ser realizado de duas maneiras distintas. São elas:

    Sem adubo: para manter o calor, a pilha de composto deve ter uma “massa crítica de composto”. Comece por misturar uma parte de matéria orgânica verde com três partes de matéria orgânica castanha. Coloque vegetais, frutas e restos de comida no centro. Continue a adicionar “ingredientes” à sua mistura de matéria orgânica durante algumas semanas até que ela tenha cerca de 1,5 m de largura no fundo e 1 m de largura no topo. A temperatura interna da pilha de compostagem deve atingir cerca de 49 a 66ºC. É aconselhável que vire a pilha de compostagem pelo menos uma vez por semana, pois ao fazê-lo conseguirá produzir fertilizante orgânico num período de 6 a 8 semanas.

    Com adubo: este é um método de compostagem que é conhecido por utilizar várias camadas diferentes. Num local quadrado, comece por colocar a palha no chão ou na base de um recipiente de compostagem. Em seguida, como segunda camada, utilize restos de comida, adubo ou plantas. A terceira camada é composta por todo o tipo de folhas, que têm uma decomposição mais rápida que os demais. Depois, só tem de repetir as camadas e terminar com uma camada de palha. É recomendável que mexa a pilha de compostagem com regularidade para que o processo de decomposição seja o mais rápido possível. No Verão, pode precisar de água para manter a pilha de compostagem úmida.

    A aplicação do fertilizante orgânico no solo
    Durante a decomposição, aplique uma camada de adubo orgânico no seu jardim. Deve espalhar o preparado de uma forma uniforme e em pouco tempo obterá os melhores resultados. A terra do seu jardim ficará muito mais fértil e rica em nutrientes e a prova disso mesmo será o florescimento de plantas fortes e coloridas. No que diz respeito ao composto não utilizado, deve armazená-lo no interior do seu recipiente de compostagem. Posteriormente, deve continuar a mexer e a regar o seu fertilizante orgânico de modo a aumentar-lhe a vida útil.

    Os benefícios do fertilizante orgânico
    Fazer o seu próprio fertilizante orgânico, permitir-lhe-á obter inúmeros benefícios. Dos principais, destacam-se os seguintes:
    * Fazer composto é mais barato ou até mesmo gratuito;
    * O composto melhora a estrutura do solo, textura e aeração;
    * Como cobertura morta, a compostagem ajuda a reter a água no solo;
    * O composto é um fertilizante orgânico que melhora o solo e as plantas;
    * O composto estimula o desenvolvimento saudável da raiz;
    * Uma pilha de compostagem é um excelente meio de eliminação de detritos orgânicos, folhas, restos de comida, aparas de relva, entre outros elementos;
    * O composto orgânico melhora o ambiente;
    * O composto orgânico aumenta a produção de alimentos num jardim de vegetais.

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    Schefflera-actinophylla

    Divisão: Angiospermae
    Ciclo de Vida: Perene

    A Árvore-polvo (Schefflera actinophylla) é uma árvore da família Araliaceae, também conhecido como árvore-guarda-chuva e Cheflera-da-folha-grande

    Árvore originária das florestas tropicais úmidas da Indonésia e Oceania, tem seu tronco ereto e pouco ramificado, podendo chegar até 7 m de altura. As folhas são grandes, compostas, digitadas, com folíolos armados ou pêndulos, alongados, numerosos, de coloração verde escura e textura semelhante a couro, de cor mais clara na face interior, de 14 a 24 cm de comprimento, com pecíolos longos dispostos em círculo, reunidos em roseta na extremidade de ramos semi-lenhosos, marcados na superfície pelas cicatrizes das folhas já caídas. Inflorescências terminais, de coloração vermelha, contendo em toda a extensão numerosas flores pequenas, agrupadas, divididas simétrica e longamente, e produzidas no verão.

    Os frutos que se seguem são globosos, pequenos e vermelhos, contendo 10 a 12 sementes com formato de um rim. Tanto as flores como os frutos são muito atrativos para as aves silvestres, que se banqueteiam com o néctar abundante e polpa suculenta. A dispersão é feita pelos pássaros, e as sementes são capazes de germinar nos galhos de outras árvores, tornando-se epífitas.

    Suas raízes são agressivas e superficiais, que afloram à superfície do solo, nas árvores mais velhas.

    A Árvore-guarda-chuva, como também é chamada, é bastante versátil e ornamental, é utilizada em várias cidades brasileiras na ornamentação urbana, em grandes áreas, tanto formando graciosos conjuntos, quanto isoladamente. Pode também ser plantada em jardins, cumprindo seu papel de árvore, ou pode ser plantada em vasos, quando jovem, servindo como uma bela folhagem para adornar interiores.

    Tolera pouca luz e por isso a torna uma planta especial para esta função. No entanto, caso for utilizada em interiores, o ideal é posicioná-la em local bem iluminado, preferencialmente que pegue o sol da manhã ou da tarde, e protegida de correntes de ar ou ar-condicionado.

    Além da espécie típica, existem duas variedades, a “Nova”, com folíolos recortados e a “Variegata”, com folíolos manchados de cor creme. Por sua fácil e ampla propagação, esta espécie pode se tornar invasiva em determinadas situações.

    Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano de implantação ou caso esteja em vaso. É uma planta muito rústica, que dificilmente adoece. É tolerante ao frio e a curtos períodos de estiagem. Não suporta muito as geadas fortes, por isso deve-se evitar plantá-la em jardins de clima temperado. Sua multiplicação é feita através das sementes, alporques e estaquia dos ramos.

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    bulbos de Jacinto

    Como plantar
    Utilize uma boa mistura para plantas em vaso, se necessário com areão. Tenha sempre em atenção que os bulbos precisam de uma boa drenagem: fundo do vaso furado, forrada de gravilha ou pequenas pedras e feltro de jardim ou rede dobrada para reter a terra e evitar que feche os orifícios de drenagem.

    Onde plantar
    Se já tem grandes vasos ou floreiras num terraço ou numa varanda, onde crescem arbustos, pode perfeitamente aproveitá-los para plantar alguns bulbos. Estes necessitam geralmente de pouco espaço e pouca terra para se desenvolverem e fazem boa vizinhança.

    Em vasos pequenos, no entanto, já precisa ter mais alguns cuidados. A pouca quantidade de terra e a fragilidade dos contentores (muitas vezes de barro ou terracota) aconselha a que tome algumas precauções. Depois de plantados os bulbos, deverá proteger os vasos da chuva, debaixo do telheiro, no parapeito da janela, em resumo, num local onde fiquem protegidos quer o vaso quer os bulbos (que podem apodrecer devido às diferenças de temperatura, umidade, etc.) Pelas mesmas razões, deverá ter atenção e não regar em excesso.

    Assim que os bulbos estiverem desenvolvidos de colocá-los no seu lugar definitivo, ao sol. Para obter uma floração duradoura e atraente, não hesite em recorrer a misturas, colocando sempre os bulbos maiores no fundo do vaso (tulipas, narcisos) e acabando pelos menores( íris, crocus).

    Para um efeito mais decorativo e sobretudo, para proteger os bulbos e espaçar as regas, cubra o vaso com areia, areão ou gravilha.

    Bulbos em vasos
    Uma boa drenagem é fundamental. Faça furos extras no fundo dos vasos se não houver o suficiente. Não hesite em misturar cores, formas, cores e materiais dos recipientes. Pode também colocar os seus bulbos perfumados perto das janelas, deixando que o vento lhe traga o seu aroma.

    Crocus, anêmonas, jacintos, campainhas- de- Inverno são uma boa opção, porque ocupam pouco espaço e não crescem muito.

    Quanto às tulipas, as variedades botânicas, que florescem cedo e são robustas e, quanto aos narcisos, opte também por floração precoce e compacta.

    Plantio de bulbos em canteiros
    A maioria dos bulbos necessita de sol pleno. Escolha os menores para frente dos canteiros e próximos a caminhos ou gramados, assim suas folhagens não criarão problemas de invasão.

    Não plante bulbos em condições climáticas não-adequadas, como por exemplo, períodos de chuva intermitente, com o solo muito frio ou molhado. Nesse caso, armazene-os até que o tempo melhore.

    Para que as plantas cresçam saudáveis, os bulbos necessitam de umidade adequada o ano inteiro. A terra deve ser regada de duas a três vezes por semana. Durante verões secos, regue-os regularmente.

    Os bulbos devem ser plantados com profundidade equivalente entre três e cinco vezes o seu tamanho. Se as temperaturas de inverno forem muito frias ou o verão muito seco, plante-os ligeiramente mais fundo. Se você for comprar o bulbo em lojas de jardinagem, fique atento às instruções no pacote.

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    jardim interno

    O jardim interno, também chamado de jardim de inverno, é um espaço ideal para o cultivo de plantas e árvores de pequeno porte. Mas não são todas as espécies de planta que podem ser cultivadas no jardim interno, é  necessário conhecer as necessidades de cada uma antes de inseri-las no visual do ambiente.

    As plantas de jardins internos são espécies que tem suas exigências em índices de luminosidade. Segue abaixo uma relação de algumas das plantas adequadas para um jardim interno:

    Jardim a Pleno sol: Acalifa (Acalypha spp); Agapanto (Agapanthus orientalis); Agave(Agave spp.); Bananeira de jardim (Musa zebrina); Bananeira do mato (Heliconia spp); Calanchoe Kalanchoe spp; Camarão (Pachystachys lútea); Capim dos pampas (Cortadeira selloana); Coleo (Coleus spp); Cróton (Codiaeum vagiegatum); Dracena (Dracaena spp; Exória (Ixora coccínea; Filodendro (Philodendron spp); Fórmio (Phormium spp); Onze horas (Lampranths spp).

    Jardim a Meia sombra: Afalandra (Aphelandra squarrosa);
    Amor perfeito (Viola tricolor); Antúrio (Anthurium andreanum); Azálea (Rhododendron simsii); Begônia (Begônia spp.); Brinco de princesa (Fuchsia spp.); Clívia (Clívia miniata); Columéia (Columnea spp); Comigo ninguém pode (Dieffenbachia spp); Cróton (Codiaeum variegatum); Dinheiro em penca (Muehlenbeckia complexa); Dracena (Dracaena spp);
    Filodendro (Philodendron spp); Flor de cera (Hoya carnosa); Fórmio (Phormium tenax spp; Impatiens (Impatiens spp); Jibóia (Scindapsus aureus:
    Miosote (Myosotis sylvatica; Moréia (Morea spp); Peperômia (Peperômia spp); Petúnia (Petúnia hybrida); Prímula (Prímula spp); Ráfia (Rhapis excelsa); Samambaia (Nephrolepis spp); Violeta (Viola odorata); Violeta africana (Saintpaulia ionantha)

    Jardim a Sombra
    Aglaonema (Aglaonema spp); Avenca (Adiantum spp);
    Brinco de princesa (Fuschia spp); Bromélia (Aechmae spp); Chamadorea (Chamaedorea elegans);Fitônia (Fittonia spp); Grama preta (Ophiogon japonicus);
    Maranta (Calathea spp); Peperômia (Peperômia spp); Peléia (Pilea spp); Prímula (Prímula spp); Sheflera (Sheflera arborícola); Singonio (Syngonium spp);

    Jardim na Obscuridade
    Avenca (Adiantum spp);Maranta (Calathea spp); Rafiodofora (Raphidophora decursiva); Singonio (Singonium spp); Tradescância (Tradescantia spp).

    Frajola

    rhipsalis_baccifera
    Os cactos são originários quase exclusivamente do mundo novo. Isto significa que são nativas somente das Américas e Caribe.
    Há, entretanto uma exceção, a Rhipsalis baccifera, esta espécie ocorre também na África tropical, Madagascar e Sri Lanka além da América tropical. Esta planta é considerada um colono relativamente recente no Velho Mundo, apenas há poucos milhares de anos, provavelmente carregada como sementes no trato digestivo de pássaros migratórios. Muitos outros cactos tornaram-se naturalizados em ambientes apropriados em partes do mundo através da ação humana.

    Adaptação à seca
    Alguns ecossistemas, como os desertos, semi-áridos, caatingas e cerrados, recebem pouca água na forma de precipitação pluviométrica. As plantas que habitam estas áreas secas são conhecidas como xerófitas, e muitas delas são suculentas, com folhas espessas ou reduzidas. Exceto poucas espécies, como, por exemplo, o gênero Pereskia, todos cactos são plantas suculentas, e como elas, apresentam diversas adaptações que as habilitam a sobreviver nestes ambientes.

    Os cactos nunca perderam suas folhas completamente; somente reduziram seu tamanho de modo a reduzir a área de superfície pela qual a água é perdida pela transpiração. Em algumas espécies as folhas são ainda notavelmente grandes e comuns enquanto em outras se tornaram microscópicas, mas ainda contêm estômatos, xilema e floema. Determinadas espécies de cacto desenvolveram folhas efêmeras, que são as folhas que duram por um curto período de tempo enquanto um novo broto estiver ainda em suas fases iniciais de desenvolvimento.

    Opuntia_ficus-indica
    Um bom exemplo de uma espécie de folhas efêmeras é a Opuntia fícus-indica, mais conhecida como figo da Índia. Os cactos igualmente desenvolveram espinhos por ajudarem que menos água evapore pela transpiração ao proteger a planta do sol, e defendem o cacto de animais em busca de água. Os espinhos crescem de estruturas especializadas chamadas aréolas. Muito poucos membros da família têm folhas, e quando presentes estas geralmente são rudimentares, medindo até três milímetros e logo caem.

    carnegiea-gigantea

    A maioria dos cactos passa por um curto período de crescimento seguido de longa letargia. Por exemplo, um cacto Saguaro adulto, Carnegiea gigantea, pode absorver até 3.000 litros da água em dez dias. Nisto é favorecido por sua habilidade de rapidamente lançar novas raízes. Duas horas após a chuva, depois de uma seca relativamente longa, a formação da raiz começa em resposta à umidade. Excetuadas algumas espécies, o sistema radicular é extensivamente ramificado imediatamente abaixo da superfície do solo. A concentração de sal nas células das raízes é relativamente elevada, de modo que quando a umidade eleva-se, a água possa imediatamente ser absorvida na maior quantidade possível.

    Com seus caules verdes suculentos e espessados são capazes de realizar fotossíntese e armazenar água. Ao contrário de muitas outras suculentas, o caule é a única parte de um verdadeiro cacto onde isto ocorre. Como muitas outras plantas que têm revestimentos cerosos em suas folhas, os cactos frequentemente os têm em seus caules para impedir a perda de água. Isto impede que a água espalhe-se em sua superfície e faz que escora logo de modo a ser absorvida pelas raízes e usada para a fotossíntese. Os cactos têm um caule grosso e cascudo e suculento para armazenar a água da chuva. Seu interior, dependendo do cacto, é esponjoso ou oco. O revestimento grosso e impermeável também mantém a água dentro do cacto evitando sua evaporação.

    Os corpos de muitos cactos engrossaram durante a evolução, formando o tecido armazenador de água, e frequentemente assumiram a forma ótima de esfera, que combina o maior volume possível com a mais baixa área de superfície possível. Reduzindo sua área de superfície, o corpo da planta é protegido da exposição excessiva à luz solar.

    O próprio corpo da planta é também capaz de absorver a umidade através da epiderme e dos espinhos, o que, para plantas que são expostas à umidade quase exclusivamente, ou em alguns casos unicamente, sob a forma da névoa, é de grande importância para sustentar a vida.

    A maioria dos cactos tem raízes muito rasas que podem estender-se amplamente perto da superfície do solo para coletar a água, uma adaptação às raras chuvas; em uma pesquisa, um jovem Saguaro de somente 12 cm de altura apresentou um sistema radicular que cobria uma área de dois metros de diâmetro, mas sem raízes com mais de dez centímetros de profundidade. Os grandes cactos colunares também desenvolvem raízes em grandes tapetes, primeiro para fixação mas também para obter maior acesso a água e minerais..

    Uma característica que distingue os cactos de todas outras plantas: os cactos possuem aréolas. A aréola parece com um encaixe com um diâmetro de até 15 milímetros e é formada por dois elementos opostos. Da parte superior desenvolve ou uma flor ou um broto lateral, da parte de baixo desenvolve os espinhos. Os dois elementos das aréolas podem encontrar-se muito próximos, mas ocasionalmente também podem estar separados por diversos centímetros.

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