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  • Flamboyant

    Nomes Populares: flamboiã, flamboyant
    Família: Angiospermae
    Origem: Madagascar

    Árvore decídua, de grandes dimensões, altura de 10-12,0 m, com tronco largo, raízes grandes tubulares.
    Folhas compostas bipinadas e flores vistosas na cor amarela, laranja ou vermelha.
    Floresce no verão.

    Seu fruto é uma vagem longa e longa, achatada, que permanecem por muitos meses na árvore.

    Cultivo
    Desenvolve-se bem em locais ensolarados e aprecia solos bem drenados de fertilidade média.

    As mudas em viveiro são comercializadas em tamanho padrão de 2,80m dentro de vasos.
    Para plantar as mudas, abrir a cova o dobro do tamanho do torrão, acrescentar adubo animal curtido, cerca de 1 litro/cova, misturado com o composto orgânico.
    Adicionar adubo granulado tipo NPK formulação 10-10-10, cerca de 200 gramas/cova, misturando.

    Colocar o tutor antes de colocar o torrão, amarrando a muda com cordão de algodão.
    Colocar o restante do composto e apertar a muda para fixar. Regar bem.

    Fazer uma caneleta ao redor da muda, para regar sem que a água escorra para outro lugar. Regar novamente.
    Por mais de 10 dias regar a muda diariamente.

    No paisagismo
    É uma árvore de grande porte, com raízes aflorantes e não é recomendada para calçadas.
    Como sua copa é em forma de sombrinha, não deve ser plantada junto de prédios.

    Seu efeito cênico melhor é em parques ou jardins grandes.

    Desenvolve-se bem em regiões litorâneas, mas com vento moderado. Pode ser cultivado desde o litoral norte do Rio Grande do Sul até São Paulo.

    Para jardins condominiais e particulares que têm piscina deverá ser evitado seu cultivo devido à queda das folhas no outono.

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    cattelyas

    O xaxim desfibrado é considerado o melhor substrato para o cultivo de orquídeas, mas o xaxim não pode ser mais utilizado e seu uso é criminoso além de anti-ecológico. Uma boa alternativa para o xaxim é utilizar fibra de coco, tanto fibrado como desfibrado, e, também, na forma de vasos. Utilize também vasos de barro e cerâmicos perfurados. Devemos dar preferência a vasos de cerâmica bem porosos. Para as plantas que gostam de mais umidade, podemos usar vasos de plástico. Mas para aquelas plantas que gostam de ter suas raízes aéreas, o ideal é o cachepô (cesto de madeira em sarrafinhos).

    Dicas para o replantio de Orquídeas
    Maneira de plantio

    1- Deixar a fibra de coco desfibrada, a casca de pinus, as folhas secas e o próprio vaso de molho, no mínimo uma hora, com água sanitária (1/3 de copo para 8 litros de água). Enxaguar em água limpa, quantas vezes for necessário, para retirar os resíduos da água sanitária.

    2- Utilizar o item anterior úmido (já escorrido)

    3- A ordem do substrato no vaso:
    a – Uma camada de fibra de coco desfibrada, até faltar dois dedos para preencher o vaso
    b – Uma camada de casca de pinus
    c – Uma camada de folhas secas
    d – Uma camada de carvão triturado
    e – Meia colher (sopa) de farinha de osso ou outro de sua preferência
    f – Colocar a muda já preparada na posição correta e prendê-la
    g – Completar com fibra de coco desfibrada (nçao cobrir totalmente o rizoma)
    h – Trançar varetas de bambu para firmar a muda e a fibra de coco
    i – Colocar tutores (caso necessário) e amarrar os caules e folhas (posição vertical)
    j – Quando o vaso for de plástico ou de barro (principalmente o cônico), colocar no fundo para drenagem: cacos, britas ou equivalentes).

    4- Depois de pronto mergulhar o vaso completo no tanque ou balde, por uns três minutos até sair todas as bolhas de ar, ou debaixo da torneira, retirar e deixar escorrer.

    5- Permanecer o vaso em lugar coberto, sem incidência do sol direto, por um período de 07 (sete) a 10 (dez) dias.

    6- Nesse período não precisa aguar, somente borrifar as folhas diariamente.

    7- Depois desse período, levar o vaso para o orquidário, evitando o sol direto.

    8- Colocar a etiqueta com:
    a) O número do vaso.
    b) Data do envasamento.
    c) Nome da Orquídea.
    d) No verso as datas de floração.

    9- Para melhor controle, usar um fichário com todos os dados da orquídea e seu histórico.

    10- Adubar somente depois de 06 (seis) meses.

    Dicas sobre os Vasos
    Vasos de fibras de coco
    a) Ao comprar, procurar aquele mais rígido.
    b) Colocar o vaso de fibra de coco de molho, com água sanitária, no tanque ou balde, com um peso em cima (pedra).
    c) Retirar após uma hora ou no dia seguinte, deixar escorrer (posição inclinada).
    d) Tirar o miolo do fundo, caso esteja apodrecido, com uma faca e colocar um tampão no buraco.
    e) Depois seguir das dicas do substrato (ordem)

    Vasos de barro ou de plástico
    a) Para certas orquídeas, o ideal é o vaso de barro redondo com furos de drenagem no fundo e laterais.
    b) Cobrir esses furos, por dentro, com tela (mosquiteiro) usando cola de sapateiro, evitando assim a saída de substrato e entrada de insetos.
    c) Medir a distância entre os furos para o gancho de pendurar.
    d) Caso estejam com medidas diferentes, marcar o diâmetro, com fita métrica, e dividir em 06 (seis) partes iguais, furar, podendo ser aproveitado os furos existentes, para prender a haste e passar a vareta de bambu.
    e) Sendo o vaso de barro cônico, preencher o fundo com pedras (brita, pedregulho, cacos ou outro material). Também, no redondo, se desejar, pode colocar isopor picado cacos de cerâmica ou pedriscos, para drenagem.
    f) sendo o vaso de plástico, as pedras servirão também para dar equilíbrio.
    g) Para furar um vaso de plástico use uma haste de metal pontiaguda, aquecida na chama do fogão.

    Vaso cachepot
    Praticamente já está pronto para uso. Verificar se há frestas largas no fundo, que possa perder a fibra de coco desfibrada, procure tampá-lo.

    Dicas de como preparar os substratos
    Fibra de coco desfibrada
    a) Deve ser peneirada antes de colocar de molho, caso esteja com muito pó.
    b) No tanque ou balde coloque a fibra de coco de molho com água sanitária, no mínimo uma hora, depois passar em água limpa (enxaguar).
    c) Retirar a fibra de coco apertando-a com as mãos, para escorrer o caldo, depois colocar dentro de uma peneira uma peneira, para escorrer e secar um pouco.
    d) Guardar a fibra de coco, ainda úmida, em um saco plástico ou de ração e amarrar, caso não for usá-la de imediato.
    e) Cuidado com entupimento do ralo do tanque. Retire a água com caneca e passe na peneira.

    Casca de pínus
    a) Peneirar e se possível separa em tamanho.
    b) Colocar de molho com água sanitária ou ferver.
    c) Cobrir com uma tábua e peso para não boiar a casca de pinus, ou dentro de um saco poroso (cebola), depois passar em água limpa.
    d) Escorrer em uma peneira e deixar secar um pouco, guardando-o em saco plástico.
    e) Pode também enriquecer a casca, colocando-a de molho em água limpa com fertilizante.

    Folhas secas
    a) Dê preferência a folhas miúdas, como de jabuticabeira.
    b) Sendo colhidas em lugar cimentado, onde não há impurezas, não precisa lavar.
    c) Caso sejam colhidas sobre terra, deve peneirar, retirar as impurezas e se possível deixar de molho em água sanitária, dentro de um saco.
    d) Retirar, escorrer na peneira e deixar secar.

    Carvão moído
    a) Dê preferência a moinha de carvão ou carvão triturado (quebrado).
    b) O carvão servirá para manter a umidade e diminuir a acidez do substrato (pH).

    Nutrientes
    a) Dar nutrientes à planta (potássio K – 15%) e compensar com a farinha de osso que tem 2% de Nitrogênio (N), 24% de Fósforo (P).
    b) O nitrogênio (N) estimula a brotação e o enfolhamento.
    c) O fósforo (P) incentiva a floração e frutificação.
    d) O potássio (K) fortalece os tecidos vegetais e torna as plantas mais resistentes às pragas.

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    alocasiacuprea

    Nome científico: Alocasia cuprea.
    Família: Araceae.
    Nomes populares: pulmão-de-aço, escorpião.
    Origem: Borneo.

    Características gerais: é uma planta herbácea perene, ereta, de caule rizomatoso e suculento, atingindo de 30 a 40 cm de altura. As folhas são grandes, com formato ovalado, constituídas de pecíolo longo e várias nervuras aprofundadas e recurvadas, de coloração verde-escura na face superior e arroxeada na face inferior. As inflorescências ocorrem ocasionalmente e não possuem valor ornamental.

    Deve ser cultivada a meia-sombra, em terra rica em matéria orgânica e com boa porosidade. Não tolera baixas temperaturas.

    Propagação: multiplica-se por separação das brotações.

    Usos: indicada para uso em vasos, jardineiras ou canteiros.

    Neste gênero existem aproximadamente 70 espécies, encontradas em regiões tropicais úmidas do Brasil e sudeste asiático.

    As alocasias são plantas tóxicas, apresentando cristais de oxalato de cálcio.

    lua

    roseira
    Elas ganharam notoriedade por estarem vinculadas ao nosso dia a dia como presentes em forma de buquês, arranjos e até sozinhas.

    A mais famosas das flores, cantada em verso e prosa por autores de todos os tempos, está ligada Vênus e ao amor. Acredita-se que ela tenha surgido na Pérsia e conquistadores árabes a tenham levado para outras partes do mundo.

    Já no ano de 330 AC os gregos usavam perfumes de rosas e até acreditavam em seu poder de curar o cansaço mental. O perfume da rosa estimula a conquista, afeto, beleza, artes, inspiração, romance, sentimentos e nobreza.

    Cuidados básicos
    1. Luminosidade
    : De preferência, num local ensolarado e bem arejado. Para florescer bem e praticamente o ano todo, a roseira precisa de sol pleno, ou seja, pelo menos de 6 a 7 horas diárias de luz solar direta.

    2. Solo: As roseiras podem se desenvolver bem em qualquer tipo de solo, mas é preferível garantir uma terra mais para argilosa, que tenha boa drenagem. O solo rico em húmus é especialmente benéfico para as rosas. Quanto ao pH, o índice ideal situa-se entre 6 a 6,5 na maioria dos casos (correção observada por Cirilo Gruszynski – Eng. Agrom. M.Sc.).

    Em lojas de produtos para jardinagem, é possível adquirir kits para medir o pH do solo. Se for necessário fazer a correção, uma boa dica é a seguinte: a adição de 150g de calcário dolomítico por m2 de canteiro eleva em 1 ponto o índice de pH; por outro lado, 150g de sulfato de ferro por m2, diminui o pH em 1 ponto.

    Como isto é muito variável de região para região (tipo de solo) e também é uma escala logarítmica é mais inteligente buscar auxílio de algum técnico local e principalmente, no caso de uma escala maior, fazer uma análise do solo.

    3. Água: logo após o plantio das mudas e até a primeira floração, regue moderadamente, mas todos os dias. Depois disso, recomenda-se regar uma vez por semana no inverno e duas vezes por semana em época de seca. Na temporada de chuvas é possível até suspender as regas. Uma dica: a terra deve permanecer ligeiramente seca entre uma rega e outra.

    4. Temperatura: a temperatura ideal fica entre 25ºC e 30ºC. Por períodos mais curtos a planta suporta temperaturas entre 10ºC e 40ºC.

    5. Vasos: em canteiros, cerca de uma semana antes de plantar as mudas, cave bem a terra até cerca de 40 cm de profundidade. Para cada m2 de canteiro, incorpore uma mistura de 15 Kg de esterco curtido de gado e 200g de farinha de ossos. Em vasos utiliza-se carvão vegetal ou vermiculita misturadas a argila.

    6. Replantio: se o plantio for feito com mudas envasadas (normalmente vendidas em sacos plásticos), não há restrição para o plantio: pode ser feito em qualquer época do ano, mas os especialistas recomendam evitar os meses mais quentes, sempre que possível.

    Já para o plantio com mudas chamadas de “raiz nua”, o período mais indicado vai da segunda metade do outono à primeira metade da primavera.

    Existem vários tipos ou variedades de roseiras (silvestres, híbridas-de-chá, sempre-floridas, miniaturas, rasteiras, arbustivas, trepadeiras e cercas-vivas) e o espaçamento vai depender da variedade de rosa que estiver sendo plantada.

    É possível basear-se no seguinte:
    - arbustivas: 1 metro entre as mudas;
    - trepadeiras: de 1 a 2 metros entre as mudas;
    - cercas-vivas: 50 a 80 cm entre as mudas;
    - híbridas-de-chá e sempre-floridas: 50 cm entre as mudas;
    - miniaturas: 20 a 30 cm entre as mudas;
    - rasteiras: 30 cm entre as mudas.

    7. Ventilação e umidade: recomenda-se um local arejado, para evitar a o surgimento de fungos nas folhas e flores, especialmente em regiões chuvosas.

    8. Adubação: de preferência, deve-se fazer de 2 a 3 adubações anuais: a primeira logo após a poda anual (entre julho e agosto); a segunda entre novembro e dezembro e a terceira entre os meses de janeiro e fevereiro. A melhor adubação é a orgânica, baseada em esterco animal, composto orgânico, farinha de ossos e torta de mamona.

    As quantidades, para cada metro quadrado de canteiro, são as seguintes:
    - 10 litros de esterco curtido ou 2 Kg de composto orgânico;
    - 200g de farinha de ossos;
    - 100g de torta de mamona.

    Espalhe a mistura em volta das plantas e incorpore-a ao solo, tendo sempre o cuidado de espalhar o adubo com uma distância suficiente do caule e das raízes.

    Na primeira adubação, a rosa vai precisar de bastante água, apesar dela não gostar muito disso. Nesse período, o ideal é que a rega aconteça duas vezes por semana. Quando surgirem as flores, uma vez por semana é suficiente. Em 60 dias vão surgir os primeiros botões de rosa.

    9. Reprodução:
    Estaquia
    : As rosas encontradas no mercado são quase todas híbridas, ou seja, resultado do cruzamento de espécies diferentes.

    A propagação dessas rosas por estacas é pouco ou nada eficiente, uma vez que a capacidade de enraizamento é baixa e as plantas não se desenvolvem bem sobre as próprias raízes, diferentemente das rosas silvestres, multiplicadas normalmente por estaquia.

    Em lugares de clima frio, é até possível conseguir que uma estaca de rosa híbrida brote com sucesso, mas as mudas serão sempre inferiores à planta matriz.

    Borbulhia: O método usado normalmente para se produzir uma muda de rosa é a enxertia por borbulhia. Para isso, utiliza-se como cavalo uma espécie silvestre, onde se enxerta a gema de uma híbrida.

    As rosas silvestres têm poucos espinhos e quase não produzem flores no Brasil, por serem nativas de regiões frias. A mais comum delas é a rosa multiflora, cujas flores são pequenas e brancas. Também são usadas para enxertia Rosa indica e Rosa manetti.

    Veja como se faz corretamente uma muda de rosa pelo método da borbulhia:
    1) A muda para o cavalo pode ser feita com estaca de rosa silvestre, deixando-se apenas uma gema (parte do galho de onde sai a flor) e inutilizando as restantes.
    Em 60 dias, no verão, ou 90 dias, no inverno, ela já se desenvolveu o suficiente para receber o enxerto.

    2) Com um canivete, retira-se uma gema da rosa híbrida que se deseja reproduzir junto com um pedaço da casca (a parte lenhosa que fica aderida à casca deve ser retirada).

    3) Na base do caule da planta usada como cavalo faz-se um corte em forma de “T” com canivete.

    4) Cuidadosamente, a gema é introduzida dentro do “T”.

    5) Amarra-se bem o local com um fitilho próprio para isso ou uma tira de plástico preto comum.

    6) Em cerca de dois meses, o local onde a gema foi enxertada incha. Se foi usado um plástico comum, deve ser cortado. No caso do fitilho, o próprio broto fura-o.

    7) Os galhos do cavalo são, então, cortados para que o broto da gema enxertada se desenvolva. Em dois meses, no verão, ou três, no inverno, a planta começa a florescer.

    10. Podas
    A primeira poda deve ser feita cerca de um ano após o plantio e repetida todos os anos, entre os meses de julho e agosto, no fim da lua minguante. Para fazer a poda, o ideal é usar luvas e uma boa tesoura, com corte firme, que não masque. Se isto ocorrer, a planta pode ficar com lascas e a parte do corte, estragada.

    Assim que terminar a primeira floração, é preciso fazer uma poda de limpeza, cortando de duas a três folhas abaixo do botão. Se isso não for feito, a flor não brotará e o crescimento, irá parar.

    Os dias frios do inverno são ideais para se fazer a poda das roseiras, tão importantes para incentivar o surgimento de novos brotos e aumentar a floração.

    A maioria das plantas necessita de podas regulares para que seu crescimento e desenvolvimento ocorram satisfatoriamente mas, sem dúvida, para as roseiras as podas são indispensáveis.

    O período propício para se proceder a poda das roseiras é durante o inverno, entre os meses de julho e agosto. Isto porque, as roseiras entram numa espécie de dormência quando a temperatura cai para próximo de 10 graus C.

    Existem vários tipos de roseiras e, evidentemente, uma poda especial para cada tipo:

    Poda Baixa: Ideal para rosas-rasteiras, híbridas-de-chá , sempre-floridas, miniaturas e biscuit. É considerada a poda mais drástica.

    Deve ser feita também, de tempos em tempos, nas roseiras trepadeiras, cercas-vivas e arbustivas, para rejuvenescer as hastes e favorecer uma floração abundante.

    Para realizá-la, comece fazendo uma limpeza, cortando todos os galhos secos, velhos, fracos e mal formados. A seguir, corte todas as ramas a uma altura de 20 a 25 cm, tendo como base o ponto de enxerto. Para favorecer a brotação, faça o corte em diagonal, sempre 1 cm acima da gema mais próxima.

    Poda Alta: Recomendada para cercas-vivas e roseiras arbustivas. Primeiro faça uma limpeza de todos os ramos velhos, fracos e mal-formados. Depois, tomando como base o ponto de enxerto, faça a poda na altura de 80 cm a 1 metro.

    Deixe as hastes mais fortes um pouco mais longas e procure manter uma altura adequada ao local onde a roseira está plantada. Este tipo de poda pode ser usado também para as roseiras trepadeiras e silvestres, só que um pouco mais suave.

    Poda Parcial: Indicada para roseiras silvestres e trepadeiras, que produzem hastes longas, com 3 a 4 metros de comprimento. Durante o primeiro ano de crescimento, estas hastes não florescem, sendo o período ideal para educar seu crescimento.

    Comece fazendo a limpeza das hastes secas, velhas e fracas. A seguir, poda-se as outras hastes, na medida de 1/3 de seu comprimento total. O restante da haste deve ficar preso ao tutor, em forma de arco, para que todas as gemas aparentes possam brotar.

    11. Os vilões – principais pragas
    - Pulgões
    : São os mais comuns. Sugadores, causam deformações nas partes atacadas, principalmente brotos novos e botões. Combata-os, de maneira mais natural, com calda de fumo.

    - Ácaros: São quase invisíveis a olho nú e se localizam, em colônias, na parte inferior das folhas, causando grandes prejuízos. A aplicação de enxofre solúvel pode servir como prevenção.

    - Trips: Pequenos insetos voadores que deformam as flores, logo no início da brotação. Em grandes ataques, podem destruir completamente a planta, por essa razão, necessitam de um controle químico, sob orientação.

    - Formigas-cortadeiras: Fazem mais estragos nas folhas e brotos. Iscas formicidas costumam ser bem eficazes.

    - Besouros: A variedade é grande, mas as vaquinhas são as que mais destroem as flores. Também precisam de combate químico, quando o ataque for grande.

    - Mofo-cinzento: Doença causada por um fungo que tem preferência pelas flores e botões. Costuma ocorrer em épocas de chuvas prolongadas e muita umidade. Pode-se prevenir o problema com a aplicação de fungicidas.

    - Mofo-branco: É o famoso oídio, que não escolhe época para atacar. Os botões e as folhas são os alvos preferidos. A prevenção pode ser feita com os mesmos fungicidas usados para controlar o mofo-cinzento e o combate é reforçado com enxofre solúvel.

    - Mancha-preta: Ataca as folhas, amarelando-as e derrubando-as. Costuma atacar mais quando há mudanças bruscas de temperatura. Também pode ser prevenida com fungicidas.

    - Míldio: Surge com mais freqüência nos períodos quentes, quando há excesso de chuvas. É uma doença devastadora, capaz de destruir brotos novos e folhas e, se não for controlada, mata mesmo a planta. Qualquer suspeita de ocorrência deve ser rapidamente combatida com produtos específicos existentes nas casas especializadas em produtos agropecuários.

    Importante: Todo e qualquer produto químico deve apenas ser aplicado segundo a recomendação do fabricante e só deve ser adquirido após consulta com um técnico especializado, que poderá fazer a prescrição do receituário agronômico.

    fonte

    caladios

    Segue abaixo uma lista de atividades que irão manter suas plantas sempre saudáveis e conseqüentemente mais bonitas por muito tempo.

    Cuidados constantes
    - Observe seu jardim e suas plantas com regularidade.
    - Remova sempre as folhas velhas.
    -
    Corte as pontas das folhas escurecidas.- Utilize sempre substrato de boa qualidade.
    - Quando regar não molhe as folhas. Os fungos precisam de água para germinar.- Evite respigar água, os respingos são principais responsáveis pela transmissão de doenças entre as plantas.
    - Mantenha suas ferramentas sempre limpas e esterilizadas. Ferramentas cegas e/ou sujas prejudicam as plantas e transmitem doenças.
    - Cuide sempre da iluminação das plantas.
    - Isole plantas doentes das demais.

    Cuidados diários
    -
    Verifique quais plantas precisam de água.
    - Remova as flores murchas.
    - Elimine folhas secas, deterioradas ou manchadas.

    Cuidados semanais
    - Verifique a consistência do substrato, caso seja necessário complete o vaso ou canteiro.
    - Vire os vasos para que as plantas recebam luz por igual; se não fizer isso as plantas irão se desenvolver só para uma lado ficando deformadas.
    -
    Verifique as condições ambientais: temperatura, luminosidade, umidade atmosférica e ventilação.

    Cuidados mensais
    -
    Faça a imersão em água das plantas que estão em vasos pendentes.
    - Faça muda dos exemplares mais bonitos.
    -
    Desponte as plantas que têm brotos fracos.
    - Corte a ponta dos ramos das plantas que você pretende deixar mais densas.
    -
    Pulverize ou passe um pano nas folhas para eliminar a poeira.

    Cuidados trimestrais
    -
    Verifique se as raízes estão saindo pelo furo de dreno do vaso, ou seja, se a planta precisa ser transferida para um vaso maior ou ser adaptada para o mesmo.

    Cuidados anuais
    -
    Faça podas.
    - Reenvase as plantas que necessitarem de novo recipiente ou de uma carga de substrato para renovar o meio de cultivo.

    Cuidados Rotineiros
    A poda é o melhor método para manter suas plantas num tamanho razoável, elegantes e saudáveis.
    Antes de iniciar a poda, certifique-se que as ferramentas que serão utilizadas estejam bem afiadas e limpas. Um corte “mastigado” leva mais tempo para cicatrizar, expondo a planta às doenças.
    Toda poda é utilizada para alguma finalidade e cada qual possui uma técnica diferente:

    Abrindo uma planta densa
    Comece eliminando os ramos fracos e doentes. Se você cortar os ramos logo acima de uma gema um novo ramo irá nascer no local da poda só que mais fino do que aquele que foi eliminado. Caso deseje eliminar o ramo todo corte-o bem rente ao caule ou ao ramo maior do qual ele brotou. Continue podando até obter o efeito desejado.

    Removendo ramos ladrões
    Algumas plantas produzem brotações grandes e vigorosas, mas que lhes dão aspecto desordenado, esses ramos ou brotações podem e devem ser removidos a qualquer época do ano.
    Normalmente são chamados de ladrões, pois utilizam muita força planta para crescerem, prejudicando os demais.

    Poda sanitária
    Uma boa prática no trato das suas plantas é a remoção dos ramos doentes e com folhagem descolorida. Quanto mais rápido for eliminado um ramo doente ou infectado, mais fácil será salvar a planta. Todo ramo infectado ou doente deve ser eliminado por inteiro.

    Podas – embelezam e reanimam
    Toda planta irá sinalizar que algo está errado, podendo ser a necessidade de nutrientes, o ataque de pragas e/ou doenças ou a ambientação inadequada.

    A seguir algumas dicas dos principais e mais comuns indícios da falta de Macro e Micro nutrientes.
    - Falta de nitrogênio (N)
    : As folhas novas não se desenvolvem bem; as mais velhas ficam amareladas; folhas esbranquiçadas e sem um crescimento saudável.

    - Falta de fósforo (P): O crescimento é bastante lento, a floração é insignificante.

    - Falta de potássio (K): As bordas das folhas adultas ficam queimadas; florescimento escasso e fraco, baixa produção de frutos.

    - Falta de enxofre (S): As folhas mais novas ficam amareladas.

    - Falta de ferro e manganês (Fe Mn): As bordas das folhas mais velhas ficam amareladas; amarelamento das nervuras das folhas (Fe).

    - Falta de zinco (Zn): Os entrenós do caule ficam mais curtos que o normal.

    Esses sintomas devem ser considerados quando as demais necessidades básicas já foram atendidas.

    folh

    Phoenix_Canariensis
    Nome Científico:
    Phoenix canariensis
    Nome Popular: tamareiradas-canárias, palmeira-dascanárias
    Origem: Ilhas Canárias
    A tamareira-das-canárias é uma palmeira robusta e muito rústica. Pode alcançar 20 m de altura, por isso é indicada apenas para grandes jardins, praças e parques. Gosta de sol pleno e solos férteis. Tipicamente tropical, requer calor para o seu pleno desenvolvimento.

    Phoenix roebelenii

    Nome Científico: Phoenix roebelenii
    Nome Popular: tamareira-de-jardim, tamareira-anã, fênix.
    Origem: Vietnã e Tailândia
    Palmeira de pequeno porte, até 3 m de altura, é excelente para pequenos espaços e jardins de terraços. Como seu crescimento é lento, pode ser cultivada em vasos. Versátil, é tolerante ao calor e ao frio. Vive bem em ambientes internos
    desde que bem iluminados. Gosta de solos ricos em matéria orgânica, levemente úmidos, nunca encharcados.

    Dypsis__Areca__lutescens

    Nome Científico: Dypsis lutescens
    Nome Popular: palmeira-areca, areca, areca-bambú
    Origem: Madagascar
    Muito utilizada em interiores, a areca também pode ser cultivada em ambientes externos, podendo, nesses casos, alcançar os 9 m. De crescimento rápido quando comparada com outras palmeiras, cresce melhor sob sol pleno, mas nessa condição tende a ficar com as folhas queimadas. Fica mais bonita quando à meia-sombra. Gosta de ambientes quentes e úmidos, não se dando bem em locais com ar condicionado.

    Rhapis_excelsa

    Nome Científico: Rhapis excelsa
    Nome Popular: palmeira ráfis ou palmeira-rápis
    Origem: China
    De pequeno porte, até 3 ou 4 m de altura quando plantada no solo, a Ráfis pode ser cultivada em vasos, em ambientes interiores, à meia sombra. Também se adapta bem em canteiros sombreados, formando bonitas touceiras. A Ráfis não se adapta bem ao sol pleno, nem a exposição ao ar condicionado. Gosta de solos férteis e bem drenados. Não tolera o encharcamento do solo.

    Licuala-grandis-palmeira-leque

    Nome Científico: Licuala grandis
    Nome Popular: licuala, palmeira-leque
    Origem: Oceania
    Palmeira de fácil manutenção e adaptação. Só não suporta o excesso de luz solar direta e a falta de água. Prefere temperaturas amenas, à meia-sombra em solos férteis. Seu crescimento é lento, pode atingir no máximo 3 m de altura. Para mantê-la bonita, aplique fertilizante foliar mensalmente.

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    bulbos de Jacinto
    É no Outono a época apropriada para plantar bulbos que irão dar cor ao jardim no fim do Inverno. Para tirar partido das fragrâncias de alguns destes bulbos de Inverno, devem ser plantados em maciço e em locais elevados como, por exemplo, em vasos colocados em locais de passagem. Mas atenção para não misturar cheiros diferentes, pois o resultado pode ser diferente do esperado.

    Mas a versatilidade dos bolbos é tão grande que não é preciso ter jardim para cultivá-los. Eles se dão bem em terraços, floreiras de janela ou mesmo dentro de casa. Podem-se obter belos vasos com as tulipas, narcisos, jacintos, íris, muscari e outros pequenos bulbos.

    Quanto mais original for o vaso escolhido mais espetacular será o resultado. É importante, no entanto, que o vaso seja furado para uma conveniente drenagem do excesso de água. Os vasos não precisam ser muito fundos, basta que apresentem uma altura correspondente a pelo menos duas vezes a altura do bulbo a ser plantado.

    A ponta superior dos bulbos deve ficar ao nível do rebordo do vaso. Os bulbos devem ser plantados em número ímpar e muito juntos para criar um melhor efeito visual. Não devem, no entanto, tocar-se entre si ou nos bordos do vaso.

    O composto a utilizar deverá possuir uma boa retenção de água, mas é preciso ter cuidado para não encharcar pois pode provocar o apodrecimento dos bolbos.

    Para todas as espécies é essencial utilizar bulbos de maior calibre e saudáveis (firmes ao toque e sem manchas). Bulbos pequenos podem não florir.

    Dentro de casa poderá antecipar a floração. Para isso é necessário fazer passar os bulbos por algumas fases:
    Após plantar os bolbos é conveniente colocar os vasos num local onde as temperaturas sejam baixas (5-10ºC) durante pelo menos dois meses (fase de enraizamento). Este local deverá ter também alguma obscuridade e um bom arejamento. Durante este período os únicos cuidados necessários consistem na rega para manter a terra sempre úmida.

    Passado esse tempo os vasos podem ser então transferidos progressivamente para condições de plena luz e temperaturas de 18/20ºC (fase de floração). Nestas condições a floração surgirá cerca de um mês depois.

    A floração será tanto mais prolongada quanto mais baixa for a temperatura ambiente pelo que é de evitar colocar os vasos perto de aparelhos de aquecimento ou zonas de corrente de ar.

    Cultura em água
    Os jacintos podem mesmo ser forçados a florir só em água. Existem no mercado alguns modelos de vasos, geralmente de vidro, especiais para a cultura dos jacintos, que se enchem de água e onde se colocam um único bulbo. Nestes, a água deve apenas tocar a base do bulbo.

    Também os narcisos podem ser cultivados em vasos estanques e cheios de gravilha ou pequenas pedras roladas. Os bulbos são colocados sobre uma camada deste material inerte e o recipiente cheio de água até à base dos bulbos. Este tipo de cultura muito comum na China é particularmente indicada para os narcisos, mas pode aplicar-se a todas as espécies.
    As fases de enraizamento e floração devem ser seguidas de modo idêntico à cultura em terra.

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    Mandacaru _ Cereus Giganteus
    Cactaceae é a família botânica representada pelos cactos, são aproximadamente 84 gêneros e 1.400 espécies nativas das Américas. São frequentemente usados como plantas ornamentais, mas alguns também na agricultura.

    São plantas pouco usuais, adaptadas a ambientes extremamente quentes ou áridos, apresentando ampla variação anatômica e capacidade fisiológica de conservar água. Apresentam uma modificação caulinar chamada de Cladódio. Seus caules expandiram-se em estruturas suculentas verdes perenes contendo a clorofila necessária para vida e crescimento, enquanto suas folhas transformaram-se nos espinhos pelos quais os cactos são bem conhecidos. Algumas espécies confundem-se com a família Euphorbiaceae.

    Os cactos existem em ampla variação de formatos e tamanhos. O mais alto é o Pachycereus  pringlei, cuja altura máxima registrada foi 19,20 metros, e o menor é Blossfeldia liliputiana, com apenas cerca de 1 cm de diâmetro. As flores dos cactos são grandes, como os espinhos e ramos, brotam das aréolas. Muitas espécies apresentam floração noturna já que são polinizadas por insetos ou pequenos animais noturnos, principalmente mariposas e morcegos. Os cactos variam de baixos e globulares a altos e colunares.

    Os cactos são plantas espinhentas que crescem tanto como árvores, arbustos ou forrações. A maioria diretamente sobre o solo, mas há grande quantidade de espécies epífitas.
    Praticamente todos cactos contém uma seiva amarga, algumas vezes leitosa, em seu interior.

    As Folhas
    Em muitas espécies, excetuadas as pertencentes da subfamília Pereskioideae, as folhas são grandemente ou inteiramente reduzidas, modificadas em espinhos, reunidos em um ponto saliente ou deprimido, que constitui a aréola, de onde se originam ramos, folhas, flores, etc.

    As Flores
    As flores, em regra radialmente simétricas e hermafroditas, solitárias ou em inflorescências multifloras, são grandes e abrem tanto durante o dia como à noite, dependendo da espécie. Seu formato varia de tubular, campanulada ou plana, medindo de 2 mm a 30 cm. A maioria apresenta sépalas numerosas, de cinco a cinquenta, com formas variáveis do exterior para o interior da flor, mudando de brácteas para pétalas.
    Androceu formado de numerosos estames, chegando até a mil e quinhentos, com anteras muito pequenas.
    Gineceu de ovário ínfero, unicolar, formado de vários carpelos com numerosos óvulos, em geral com placenta carnosa.

    O Fruto
    Tipo baga ou cápsula carnosa com até três mil sementes de testa membranácea ou óssea que medem entre 0,4 e 12 mm de comprimento. A expectativa de vida de um cacto raramente é superior a 300 anos, e há cactos que vivem somente 25 anos, os quais já florescem com dois anos.

    carnegiea-gigantea
    O Saguaro, Carnegiea gigantea, cresce até a altura de até 15 m, sendo que o recorde é de 17,67m, mas em seus dez primeiros anos cresce somente 10 cm,

    Echinocactus_grusonii
    O Echinocactus grusonii, das Ilhas Canárias, alcança a altura de 2.5 metros e diâmetro de 1 metro, e já é capaz de florescer com seis anos.

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    Vanda Pat Delight 'Blue', 10 (ID) 2007
    As Vandas, a partir da segunda metade do século XX, tornaram-se as orquídeas mais procuradas dentre todos os gêneros, isso pela sua folhagem, estrutura e simetria, que fornecem um arranjo ideal formando um conjunto ereto e compacto.
    As vandas proporcionam ainda uma diversidade incrível de cores, sendo que muitas delas só são encontradas neste gênero de orquídeas.

    Suas flores são densas e ricas, e duram cerca de três a seis semanas, com tamanho menor de 3 cm podendo chegar até 15 cm. Em boas condições podem florir até 3 vezes por ano e portar mais de 3 hastes. Essas características fizeram com que as vandáceas ficassem entre os 5 principais gêneros na horticultura mundial.

    Atualmente a Tailândia é o principal produtor mundial de Vandas e afins, com mais de 23 milhões de metros quadrados destinados para o cultivo. A metade da produção é exportada, com um grande incentivo do governo. Vários laboratórios públicos também são destinados para a melhoria genética das plantas.

    Nas matas brasileiras não encontramos Vandas nativas, mas o clima do nosso país pode ser ainda melhor para o cultivo do gênero. Temos regiões úmidas e com temperaturas não tão altas como na Tailândia, o que é muito favorável para estas plantas.

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    cabomba-caroliniana

    Assim como os peixes, as plantas também precisam de alguns cuidados básicos, afinal tratam-se de seres vivos. O problema é que muita gente pensa ser difícil manter plantas aquáticas no aquário (geralmente iludidas por vendedores ignorantes), e acabam usando as horríveis plantas artificiais. As plantas, além de deixarem um aquário muito mais bonito, fazem parte do ambiente aquático auxiliando na “limpeza” da água.

    Para um bom crescimento as plantas necessitam que sejam supridas as suas necessidades. Elas necessitam de luz, nutrientes (macro-nutrientes), elementos traço (micro-nutrientes), e gás carbônico (CO2). O grande problema é que as plantas necessitam destes elementos, em uma determinada proporção, e infelizmente esta proporção varia para cada tipo de planta. Isto explica porque algumas plantas são mais “fáceis” e outras são mais “difíceis”. Se estiver faltando algum destes elementos para as plantas provavelmente elas não irão se desenvolver bem, e caso exista algum elemento em excesso, provavelmente ele será utilizado pelas tão temidas algas, que são bem menos exigentes, e são capazes de infestar um aquário rapidamente.

    A outra dificuldade, é que não existe um catálogo dizendo que determinada espécie necessita mais disto, ou daquilo. Principalmente porque as espécies podem se adaptar, crescendo mais lentamente, com folhas menores, ou vice-versa. O jeito mais barato de saber o que vai progredir no seu aquário é conversando com outros aquaristas, lendo e através da tentativa e erro, ou usando os caríssimos sistemas “high-tech” de fertilização, iluminação e injeção de CO2.

    Mesmo assim é possível ter um belo aquário com plantas sem se preocupar muito, e melhor ainda, sem gastar muito. Nas linhas seguintes, vou dar uma breve, e básica explicação sobre cada elemento essencial para as plantas.

    Iluminação
    A iluminação é essencial para a realização da fotossíntese, pois é a fonte de energia para que as plantas possam transformar os outros elementos em alimento. A qualidade da luz é mais importante que a duração. As plantas preferem luz do espectro azul e vermelho, mas o aquário ficaria “feio” de ser observado, então devemos dar preferência às lâmpadas de espectro total.

    Infelizmente as melhores lâmpadas (10000K, 50/50) são muito caras, e se você tiver destas lâmpadas também vai ter que investir nos outros elementos (lembra da proporção). Porém é possível ter plantas crescendo usando uma combinação de lâmpadas luz do dia, com outras mais sofisticadas, também é possível usar apenas lâmpadas luz do dia, mas você ficará limitado às plantas pouco exigentes por luz. Já que estas lâmpadas provêem apenas iluminação, mas não fornecem a energia luminosa de que as plantas necessitam.

    O ideal é ter cerca de 0,5 a 1 watt/litro de água, considerando-se que quanto mais fundo o aquário, maior será a potência necessária, evite aquários com mais de 60 cm. de altura, pois além de necessitar de uma iluminação melhor, e mais cara, a manutenção fica mais difícil(considere o tamanho do seu braço). O período de iluminação ideal varia de 10 a 12 horas diárias, pois a maioria das plantas encontram-se naturalmente em áreas tropicais, e é esta a duração aproximada do dia nestas regiões.

    É muito importante não se esquecer do equilíbrio(proporção) dos elementos. Se você tiver muita luz, e poucos nutrientes e CO2, você estará desperdiçando energia luminosa, que provavelmente será aproveitada pelas algas.

    CO2
    Como todas as plantas, as aquáticas também respiram gás carbônico, e expelem oxigênio. Sem a quantidade(proporção) certa de CO2 , as plantas não poderão realizar a fotossíntese.

    Todo aquário contém uma certa quantia de CO2 , seja pela respiração dos peixes, seja pelo contato com o ar. Porém esta quantia é muito pequena, cerca de 1 a 3 ppm, sendo que para um crescimento exuberante com florescência, a maioria das plantas necessita de cerca de 10 a 20 ppm, e é impossível de se conseguir estes valores sem a introdução artificial de CO2 .

    Muitas pessoas dizem que o CO2 ajuda a evitar algas, na verdade o CO2 faz com que as plantas consumam mais luz e nutrientes, competindo com as algas.

    Nutrientes
    Os macro-nutrientes, ou simplesmente nutrientes, são os elementos que as plantas(todas) necessitam em maior quantidade. São eles: nitrogênio(N), fosfato(P), e potássio(K). Felizmente a ração e os dejetos dos peixes fornecem a maioria destes nutrientes, na forma de amônia, nitratos, e fosfatos. Daí a importância das plantas na limpeza da água. O excesso de alimentação dos peixes, pode gerar excesso destes nutrientes, intoxicando água, ou resultando em infestações de algas.

    Estes nutrientes também podem ser inseridos no aquário através de fertilizantes específicos para plantas aquáticas (não use fertilizantes para plantas comuns, as dosagens são muito elevadas), caso tenha poucos ou nenhum peixe.

    Elementos traço
    Os elementos traço, são outros nutrientes usados em quantidades muito pequenas pelas plantas, também são conhecidos como micro-nutrientes. Porém, mesmo sendo usado em quantidades pequenas, são limitantes no crescimento das plantas. E sua ausência pode até mesmo matá-las.

    Os mais importantes são magnésio, ferro, cálcio, boro e outros. A maioria destes nutrientes é provida pela água de torneira, por isso é muito importante a realização de trocas parciais. A maioria dos aquaristas recomendam uma troca de 25% da água a cada duas semanas, mas novamente temos que pensar no equilíbrio bioquímico (as proporções), ou seja, quanto mais variadas as plantas que tivermos, e quanto mais dos outros elementos adicionarmos ao aquário, mais trocas teremos que fazer. Existem relatos de aquaristas que trocam 15% a cada 3 semanas e têm belas plantas, porém plantas “fáceis”. Mas por outro lado conheço um aquarista(Mário da Aquabetta – Curitiba), que troca 20% toda semana, e se ele não fizer as trocas é visível a redução do desenvolvimento das plantas.

    O ferro(Fe++) é um dos elementos traço mais importantes, mas a forma existente na água da torneira, rapidamente oxida ficando impossível a sua utilização pelas plantas. Sendo então importante a sua adição através de fertilizantes específicos, encontrados nas (boas) lojas de aquários. Mas cuidado pois o excesso de ferro pode ser prejudicial às plantas, e também é um bom estimulador de algas.

    Os micro-nutrientes são necessários em quantidades muito pequenas, e qualquer excesso pode ser tóxico para peixes e plantas.

    Substrato
    O substrato é o “piso” do aquário, a sua espessura vai variar conforme o tipo de plantas que você for ter. Algumas plantas possuem grandes raízes, obviamente necessitam de um substrato mais espesso. Enquanto que outras, nem possuem raízes, sendo apenas afixadas por pedras ou troncos, ou permanecem flutuando.

    O substrato também é uma importante fonte de nutrientes para as plantas que possuem raízes. Podendo ser preparado com aditivos como laterita, ou fertilizantes específicos para plantas aquáticas. Deve-se tomar cuidado quanto à granulometria, pois grãos muito finos ficarão compactados, impedindo a respiração das raízes. E grãos muito grandes são muito pesados impedindo o bom desenvolvimento das raízes. O ideal é misturar grãos de 2 a 3 mm de diâmetro, com grãos mais finos de 1 a 2 mm.

    Existem algumas espécies de caramujos que se enterram no substrato, mantendo-o aerado, porém eu nunca vi para vender. Já usei com um bom efeito funcional e estético ostras de água doce, que coletei em alguns rios do litoral (rio Marumbi em Morretes).

    Observações
    Algumas plantas podem armazenar nutrientes, de modo que ao colocá-las no aquário elas podem apresentar um excelente desenvolvimento por cerca de um mês, mas se não for suprida a necessidade de nutrientes provavelmente ela vai perder folhas, e se não forem mantidas as condições mínimas, certamente irá morrer. Mas ela pode se adaptar, crescendo lentamente, sem deixar de ser bonita.

    Assim como os animais competem por alimento, as plantas competem por nutrientes. Em aquários com poucos nutrientes (entenda agora como nutrientes todo o equilíbrio bioquímico: CO2 + Nutrientes + elementos traço + energia luminosa), será difícil manter diversas espécies de plantas, pois elas irão competir entre si. Mas não desanime, plantas pouco exigente podem ser mantidas juntas sem ter que gastar muito. Em aquários “high-tech” é possível manter uma variedade enorme de plantas, porém você terá que gastar mais com nutrientes, iluminação, CO2.

    Lembre-se: as plantas são seres vivos, brotam, crescem e morrem, não se desespere quando uma planta morrer. Afinal a morte faz parte da vida.

    Assim como as plantas competem entre si, elas competem com as algas, e sendo as algas bem menos exigentes é muito fácil ter problemas. Não se desespere. Tente descobrir o que está sobrando, ou faltando (geralmente só conseguimos através da tentativa e erro), que elas naturalmente desaparecerão.

    peixe