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  • Tectona grandis - floresTectona grandis – flores

    Tectona grandis - frutosTectona grandis – frutos

    Nome popular: Teca
    Família: Verbenaceae
    Flores: Fim do Verão / início do Outono
    Frutos: Final do Outono / Inverno mais cedo
    Altura: Mais de 12 m
    Folha:
    Coriáceas e medem de 30 a 60 cm de comprimento por 20 a 35 cm de largura.
    Flores:
    As flores são pequenas, de coloração branco-amarelada e se dispõem em panículas de até 40 x 35 cm.

    A Teca (Tectona grandis) é uma espécie nativa das zonas úmidas do subcontinente Índico e do Sudeste Asiático. Atualmente, é cultivada em quase todo o mundo tropical.  No mundo existem mais de três milhões de hectares plantados e um bom mercado internacional tanto para toras como para madeira serrada ou lâminas faqueadas. No Brasil, a Teca foi introduzida há 80 anos, mas as plantações florestais com esta espécie são ainda inexpressivas. O Estado do Mato Grosso tem as maiores áreas plantadas (cerca de 50 mil hectares). A espécie tem potencial para a região amazônica, podendo ser plantada em escala comercial em Mato Grosso, Acre e Rondônia. A expansão dessa cultura florestal em toda a região é viável devido às taxas altas de crescimento.
    Poderia ser plantada nas grandes áreas desmatadas ou descaracterizadas como alternativa para as indústrias madeireiras.

    Na idade adulta ela pode chegar de 20 a 35 m de altura e 0,95 m de diâmetro.
    Própria das regiões tropicais quentes e livre de geadas. No Brasil, a Teca se desenvolve melhor nas regiões onde as temperaturas médias anual é acima de 24ºC.

    Deve ser plantada em solo profundo (mais de 1,5 m), bem drenado, arejado e fértil. Os solos de textura média são os mais indicados e solos ácidos não são adequados para seu cultivo.

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    Platycerium superbum

    A maioria das espécies da samambaia Platycerium vive nas Regiões Tropicais do Brasil, o seu cultivo é relativamente fácil devido ao clima que é bem favorável, parecendo muito com o habitat onde vivem.
    São plantas extremamente exóticas, chamando sempre muita atenção aonde se encontra, pode ser cultivada em varandas, jardim de inverno, em qualquer local onde tenha bastante luminosidade, planta-se também em troncos de árvores ou em vasos. Na natureza ela tem como suporte os troncos das árvores, são consideradas verdadeiras epífitas. Tanto na natureza como em cultivo doméstico o seu crescimento é bem lento, possuindo uma fase de crescimento geralmente no começo da primavera e outra de repouso sempre no inverno.

    Água
    De modo geral o ideal é deixar o substrato sempre meio úmido, mas não encharcado, pois isso poderá favorecer o apodrecimento da raiz e conseqüentemente a morte da planta. Muitas pessoas cultivam com sucesso, sempre deixando secar o substrato para depois molhar novamente. Eu particularmente deixo o substrato sempre úmido, principalmente na faze de crescimento, diminuindo bastante a rega na época do inverno. Na natureza muitas espécies têm uma estação molhada e outra seca bastante pronunciada, mas fica difícil em cultivo tentar dar estas condições, o ideal é diminuir a rega quando observar que o crescimento vegetativo parou.

    Temperatura
    A maioria das espécies vivem bem em temperatura entre 30 a 21ºC que é o ideal , mas no inverno podem agüentar temperatura até abaixo de 10ºC, algumas espécies até 0ºC sem qualquer efeito prejudicial. O mais sensível ao frio é o Platycerium ridleyi, que agüenta temperatura mínima em torno de 10ºC.

    Luminosidade
    As samambaias Platycerium gostam de áreas bem iluminadas, mas nunca sol direto, que pode provocar queimaduras nas folhas, o ideal é em torno de 70 a 60% de sombreamento. A única espécie que quando bem adaptado pode receber sol direto é o Platycerium veitchii, na natureza vive em blocos de rochas onde recebe luz solar o dia todo. Todas as espécies apreciam uma boa ventilação, quase todas as espécies em seu habitat natural vivem no alto das arvores, recebendo sempre uma leve brisa.

    Umidade
    Todos os Platycerium vão bem quando cultivadas em local de umidade alta, em torno de 60% é o ideal, mas muitos cultivam em locais com nível de umidade bastante baixo, tendo também grande sucesso no seu cultivo. Mas algumas espécies são bem exigentes quanto a esse requisito.

    Meio de crescimento
    Como são plantas epífitas, elas crescem em meio orgânico, na natureza elas vivem grudadas nos troncos das árvores e retiram seu nutriente através da decomposição das folhas, galhos que caem atrás das folhas de proteção. O ideal são as placas de xaxim, mas como estas samambaias arbóreas estão em via de extinção, podemos usar outros materiais. Muitas pessoas principalmente na Europa e EUA, plantam os Platycerium em tabuas de madeiras, usando como substrato o sphagnum, este é um musgo muito usado na floricultura, pois retém bastante umidade. Atualmente estou cultivando desse modo, obtendo bons resultados, também podem ser usado pedaço do tronco de árvores já seco, dando um efeito visual muito bonito.

    Adubação
    O ideal é usar adubo líquido, misturando com a água de regar, pelo menos uma vez ao mês, o sphagnum praticamente não tem nenhum nutriente por isso é importante o uso de adubo para um bom desenvolvimento. Muitos usam a dosagem NPK 20-20-20, atualmente também esta sendo muito usado um adubo de liberação lenta, Osmocote, que são bolinhas cheias de adubo que vai sendo liberado lentamente. Resumidamente, pode se dizer que os Platycerium são plantas muito versáteis e pouco exigentes, dando sempre um bonito visual em qualquer lugar que ela esteja presente.

    natureza

    regar

    Uma das melhores maneiras de saber quantas vezes durante uma semana deverão ser regadas as plantas é a observação diária. Não existem maneiras de se generalizar a quantidade das regas pois cada espécie tem uma necessidade diferente das demais. Além disso, a cada localização corresponde uma exigência de umidade maior ou menor.

    Através de uma observação mais cuidadosa qualquer pessoa poderá perceber facilmente quando uma planta requisita água e qual a quantidade que a satisfaz com equilíbrio.

    Podemos apenas elucidar quais os sinais evidentes de falta ou exceção de água, que são os seguintes:
    Falta de água
    Folhas murchas;
    Terra ressecada 5 cm abaixo da superfície
    Vasos ressecados com pontos esbranquiçados;
    Folhas sem brilho;
    Folhas enroladas.

    Excesso de água
    Pontas de folhas e brotações queimadas;
    Superfície da terra nos vasos brilhando;
    Paredes dos vasos com excessiva formação de limosidade;
    Talos enrugados e sem brilho;
    Queda de folhas verdes.

    Cabe ainda um alerta sobre as regas, ou seja como proceder corretamente. As plantas de folhas peludas (violetas, begônias etc.) devem ser molhadas apenas através da terra sem que seja atingida a folhagem.
    As avencas, samambaias, shefleras etc. deverão ser molhadas a partir das folhas, com pulverizador, até a terra dos vasos com uso de regador.
    Não é muito recomendado o método de regar as plantas através da colocação de água apenas nos pratos dos vasos, pois nem sempre ocorre uma absorção satisfatória da umidade pelas raízes.

    chuva

    As orquídeas são consideradas plantas muito evoluídas do reino vegetal. As mais diferentes espécies podem ser encontradas em quase todo o globo, excetuando as regiões polares e os desertos mais áridos. Existem aproximadamente 35 mil espécies de orquídeas e milhares de híbridos. Estima-se em 600 o número de gêneros.

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    Dentro da imensa variedade de espécies, encontram-se orquídeas microscópicas com flores menores que 2 mm (Eurystyles) e tão grandes, com hastes florais de mais de 4 metros (Selenipedium). Diante disso, as condições de cultivo, cuidado e adubação podem variar na mesma proporção.

    Deve-se ter atenção para alguns cuidados com essas plantas. O cultivo de orquídeas passa por um período de aclimatação, algumas vezes muito crítico na vida da planta. Durante essa fase, as orquídeas podem ser submetidas a vários tipos de estresses, principalmente hídrico (ligado à absorção de minerais), de luminosidade (relacionado à síntese de clorofila e crescimento) e infecções por fungos, bactérias e vírus (devido ao enfraquecimento de suas defesas).

    Uma iluminação inadequada pode, também, interferir diretamente em sua floração, principalmente no inverno. Durante os meses mais ensolarados, deve-se protegê-las da exposição excessiva aos raios solares, evitando o amarelamento e a queima das folhas. A própria orquídea serve como indicadora de sua iluminação adequada. Plantas insuficientemente iluminada terão folhas com um tom verde escuro intenso, enquanto as bem iluminadas terão folhas de coloração verde claro brilhante.

    Um outro cuidado importante é com a água. A super irrigação das orquídeas é freqüentemente, a causa mais comum do aparecimento de doenças, ou mesmo da morte da planta. Isso porque os substratos, quando encharcados, irão competir com as raízes na captação do oxigênio. A maneira correta de se hidratar uma orquídea é aguar o vaso onde a planta se encontra, colocando-o dentro de uma lâmina d’água em torno de 3 cm de espessura. Daí é só esperar que a água suba por capilaridade, umedecendo o substrato. O simples ato de aguar, de cima para baixo, pode contribuir para a lixiviação do substrato, retirando os sais minerais solúveis, importantes para o desenvolvimento das plantas. Durante os meses frios, evitar aguar as plantas em ambientes com temperaturas abaixo de 8°C. Isso pode prejudicar o metabolismo de suas raízes. Também não se recomenda os ambientes muito secos. As orquídeas respondem muito bem quando cultivadas em ambientes com 50% a 70% de umidade relativa do ar.

    Existem basicamente dois tipos de orquídeas: as que suportam temperaturas noturnas em torno dos 7°C e as que não suportam temperaturas abaixo de 15°C. Temperaturas em torno dos 27ºC são extremamente favoráveis ao desenvolvimento e floração da maioria das orquídeas.

    Os ambientes ventilados são muito importantes para o desenvolvimento das plantas. A renovação do ar diminui a incidência de doenças, principalmente de fungos, bactérias e vírus, e assegura um nível fisiológico de dióxido de carbono utilizado na fotossíntese. Deve-se evitar, no entanto, ambientes demasiadamente ventilados, pois afastam insetos importantes no processo de polinização das plantas e podem inclusive desidratá-las.

    Algumas plantas vivem e se desenvolvem em ambientes muito adversos e, portanto, necessitam de um adicional de nutrientes para assegurar um crescimento saudável. Tudo isso dependerá, claro, das condições do ambiente e das características de cada orquídea. Em termos gerais deve-se aplicar o fertilizante foliar uma vez cada 15 dias, quando as plantas estiverem em processo de crescimento ou floração e, mensalmente, naquelas adultas e em intervalos não floridos. Orquídeas cultivadas artificialmente requerem formulações mais ricas em nitrogênio. Outro processo importante consiste em lavar toda a planta, principalmente raízes e folhas, duas vezes por ano, evitando a desidratação e outros efeitos nocivos do uso excessivo de fertilizantes.

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    Cattleya aclandiae

    Conhecida como substrato, a “terrinha” em que a maioria das orquídeas é plantada consiste em uma mistura de casca de pinus, fibra de coco e pedacinhos de carvão.
    Há variações dessa composição, de acordo com as necessidades de cada espécie, mas essa é a mistura mais encontrada em lojas de jardinagem – e costuma ser bem melhor que a fibra de coco sozinha.

    Com o tempo esse substrato velho torna-se ácido, com o acúmulo de sais dos fertilizantes, decompondo-se, com isso ele vai tornando-se inadequado para as orquídeas. Deve-se então ser substituído por substrato novo. Em geral o vaso deve ser trocado após o terceiro ano (Se a orquídea estiver no esfagno (um tipo de musgo), não passe de 2 anos, porque ele estraga mais rápido). O ideal é substituir o substrato quando a planta começa a soltar raízes e formar novos brotos, o que geralmente ocorre após o período de floração. As plantas não devem ser reenvasada quando estiverem floridas.

    Ou se a planta vive doente, as folhas amarelam e caem, os pseudobulbos secam, os brotos morrem sem se desenvolver direito – e mesmo combatendo esses sintomas separadamente, a orquídea continua feia.

    Ou ainda de o substrato estiver cheirando mal, O substrato saudável tem cheiro de terra molhada, mas quando começa a se deteriorar, exala um odor ácido, de coisa estragada, mesmo.

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    Álisso – (Lobularia marítima)

    Ciclo de Vida: Anual

    Sua aparência é muito delicada e lembra muito, um pequeno buquê de noiva, por causa de suas inúmeras florzinhas brancas, elas têm um forte perfume de mel.
    O Álisso é uma planta magnífica e também são encontradas nas cores: branca, rosa, alaranjada ou roxa. É também é conhecido popularmente como Doce-álisso e Açafates-de-prata.

    O plantio do Álisso em canteiros dá ótimos resultado, também pode ser plantada em jardineiras com outras flores ou isolada. Seu principal uso é em forração, mas é possível obter um efeito surpreendente plantando o Álisso em vasos suspensos porque ao crescerem, os caules rastejantes acabam pendendo pelas bordas do vaso, formando uma pequena cascata.

    Devem ser cultivados em locais de clima quente à meia sombra com boa luminosidade, e  a pleno sol (pelo menos 4 horas por dia), em clima frio. O solo deve ser composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares. Tolerante ao frio e às geadas e necessita reforma anual. Multiplica-se por sementes.

    O Álisso é uma herbácea da família das Cruciferáceas, originária do Mediterrâneo. Floresce no verão e atinge cerca de 20 cm de altura.

    Propagação: Os métodos mais simples são por divisão de touceiras e estacas de galhos, feitos em qualquer época do ano.

    Solo: A mistura ideal é 2 partes de terra comum, 2 partes de terra vegetal e 1 parte de areia.

    Regas: Nos dias quentes, recomenda-se regar duas vezes por semana e no período frio, apenas uma vez por semana é suficiente.

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    ingá-macaco
    Outros nomes:
    Ingá-ferradura, ingá-carneiro.

    É árvore típica da Floresta Atlântica de planície e de encosta da Serra do Mar, ocorre no sul e sudeste do Brasil, desde o sul do Estado de Minas Gerais até o Estado do Rio Grande do Sul.

    Sementes
    Frutifica na primavera, nos meses de setembro e outubro. Coletados da árvore ou do solo, devem ser abertos manualmente, com faca; as sementes devem ser lavadas e postas em peneiras para secar. Cada quilo produz de 3 a 5 mil sementes. Armazenadas ao natural, perdem o poder germinativo em 15 dias; logo após lavadas e secas, em recipiente bem vedado (plástico, lata ou vidro), resistem até 8 ou 10 meses.

    Mudas
    Colocar as sementes para germinação imediatamente após a retirada das vagens em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso. Irrigar duas vezes ao dia. Semeadas diretamente ou em embalagens, germinam bem e rapidamente entre 10 e 30 dias, sem nenhum tratamento. A partir do 4º mês em viveiro, estarão prontas para o plantio.

    Plantio
    Pode ser plantado a céu aberto, puro ou associado a outras espécies e em faixas abertas, nas capoeiras. Seu crescimento é de moderado a rápido (1 m por ano), necessitando podas para formar tronco alto.

    Madeira
    Madeira leve, é pouco utilizada pela sua baixa resistência natural. Fornece, contudo boa lenha e é adequado para arborização de pastagens, associado a cultivos perenes, áreas degradadas e paisagismo. A mucilagem que envolve as sementes é comestível, de ótimo sabor.

    A árvore é grande fixadora de nitrogênio do ar através dos nódulos radiculares, é ótima para reflorestamento.

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    Vassourinha - (Sida sp)

    Nome Popular: Vassourinha, malva-brava, guaxima, guanxuma, guanxuma-branca, malva-preta, chá-da-índia, malva, vassoura-do-campo
    Família: Malvaceae
    Ciclo de Vida: Perene

    A Vassourinha é uma planta herbácea, de reconhecido valor medicinal, originária das Américas. Apresenta folhas simples em forma de losango, ou oval-lanceoladas, com bordos serrilhados. Seus ramos vão lignificando com o tempo, motivo pelo qual também é considerada um sub-arbusto. As flores são amarelas, com cinco pétalas, com o centro avermelhado às vezes.

    São consideradas plantas daninhas, principalmente em pastagens, pois o fato de não serem palatáveis ao gado favorece sua permanência e multiplicação nos campos. Algumas espécies são utilizadas na fototerapia popular ou substituem a juta na produção de cordas e sacos de aniagem, devido à resistência de suas fibras. É bastante popular sua utilização para a confecção de vassouras artesanais, o que lhe valeu um dos nomes populares.

    Na Índia, na década de 30, foi estimulada a produção de Sida rhombifolia para a obtenção de fibras, e atualmente é grande a sua importância medicinal neste país, onde recebe o nome popular de “bala”.

    A espécie Sida carpinifolia é tóxica quando ingerida, sendo responsável por intoxicações naturais em animais, provocando alterações neurológicas.

    A Vassourinha é muito rústica e se desenvolve sob sol pleno ou meia-sombra, adaptando-se a solos pobres ou férteis. É uma planta originária de trópicos e subtrópic0as e portanto não é tolerante ao frio excessivo. Multiplica-se por sementes.

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    PULGÃO-PRETO-DO-COQUEIRO
    Nome Popular:
    Pulgão-preto-do-coqueiro.
    Nome Cientifico: Cerataphis lataniae Boisduval.

    Características: Esse pulgão tem o formato circular, mede cerca de 2 mm de diâmetro, tem a coloração quase preta e locomoção lenta, podendo ser de forma alada ou sem asas. Os maiores danos do pulgão são decorrentes do ataque à inflorescência em formação, retardando seu desabrochamento. Esse tipo de ataque estimula a exploração das flores por pequenos curculionídeos e microlepidópteros. Em coqueiro-anão o ataque desse pulgão manifesta-se com mais severidade do que nas demais variedades.

    Como combater: Corte 20 cm de fumo e deixe de molho durante 1 dia em 1/2 litro de água. Para aplicar sobre as plantas, utilize 3 a 5 colheres de sopa desse preparado diluído em 1 litro de água. Sendo a nicotina volátil, não se recomenda o uso desta solução após 8 horas do preparo.

    LAGARTA-DAS-FOLHAS
    Nome Popular:
    Lagarta-das-folhas.
    Nome Cientifico: Spodoptera eridania.

    Característica: Cabeça castanho-avermelhado, corpo com listras longitudinais marrom-escuras e claras, recoberto por fina pilosidade, podendo atingir de 6,0cm a 8,0cm de comprimento.

    As lagartas vivem em grupo na copa do coqueiro, dentro de um ninho (saco) construído pela união de vários folíolos, onde permanecem abrigadas durante o dia. As lagartas são facilmente detectadas pelo desfolhamento da planta, presença de ninhos e de excrementos no chão.

    Como combater: Pulverize com extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas. Outro cuidado é o esmagamento dos ovos nas folhas ou a catação manual das lagartas. Com cuidado de usar luvas grossas para evitar queimaduras. Numa garrafa de 1 litro, misture 50 g de fumo de rolo picado e pimenta malagueta. Complete com água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize.

    FORMIGA CORTADEIRA
    Nome Popular:
    Formiga cortadeira.
    Nome Cientifico: Acromyrmes spp.

    Característica: As formigas cortadeiras quenquéns e saúvas, cultivam o seu próprio alimento, os fungos, e causam danos às plantas. As saúvas cortam quase todos os tipos de material vegetal fresco, incluindo flores, frutos, folhas e caules. Consideradas os maiores herbívoros, pode induzir a mortalidade de árvores inteiras através do corte de um percentual elevado de suas folhas, além de influenciar a regeneração de muitas espécies de plantas através do corte de flores e da predação e dispersão de sementes.

    Como combater: Pique uma xícara (chávena) de pimenta-malagueta (cuidado para não esfregar os olhos!)
    Acrescente 2 litros de água.
    Deixe de molho na água por 2 ou 3 dias ou ferva por 15 minutos.
    Acrescente sabão em pó ou lascas de sabão, misture e filtre.
    Durante a estação seca, aplique uma vez por semana. Durante a estação das chuvas, aplique três vezes por semana.

    ÁCARO DA FERRUGEM
    Nome Popular:
    Ácaro da ferrugem.
    Nome Cientifico: Plyllocoptruta oleivora.

    Característica: O ácaro da ferrugem tem coloração amarelada em formato de vírgula, sendo uma praga quase invisível a olho nu, porque mede 0,16mm de comprimento. Essa praga, considerada primária, danifica ramos, folhas e frutos. Seus danos a princípio são desapercebidos, mas ao decorrer do tempo, acabam resultando em sérios prejuízos à produção.Quando for encontrado 30% dos frutos com 5 ou mais ácaros por centímetro quadrado, ou quando 10% dos frutos estiverem com 20 ou mais ácaros, sugere-se pulverizar.

    Como combater
    2 litros de água
    1 kg de sabão comum (em pedra ou líquido)
    8 litros de óleo mineral

    Modo de fazer
    Pique o sabão (se for em pedra), misture com o óleo e a água e leve ao fogo, mexendo sempre, até que levante fervura. A mistura vai adquirir a consistência de uma pasta. Guarde em um pote bem tampado e na hora da aplicação, dissolva cerca de 50g pasta em água morna e dilua tudo em 3 litros de água.

    TRAÇA DAS FLORES DE COQUEIRO
    Nome Popular:
    Traça das flores do coqueiro.
    Nome Científico: Ephestia cautella.
    Multiplicação: por ovos.

    Característica: têm coloração acinzentada,medindo cerca de 15 a 20 mm de envergadura. As asas anteriores apresentam duas manchas amareladas. Ataca frutas maduras de nogueiras, cocos, amêndoas de babaçu e outras palmáceas, farinha de soja e vagens de amendoim. É conhecida como traça-do-cacau, em virtude de atacar severamente as amêndoas do cacau.

    Como combater
    100g de fumo em corda, 1 litro de álcool e 100g de sabão.
    misture 100g de fumo em corda cortado em pedacinhos com 1 litro de álcool. Junte 100g de sabão e deixe curtir por 2 dias.

    Aplicação: para pulverizar plantas utilize 1 copo do produto em 15 litros de água.

    MOSCA-DA-FRUTA
    Nome Popular:
    Mosca da fruta
    Nome Científico: Anastrepha spp.
    Multiplicação: por ovos

    Característica: mosca que mede cerca de 6,5 mm de comprimento, apresentando coloração amarela. As moscas-das-frutas produzem danos de grande proporção às culturas de mamão, citros, maçã, maracujá, nectarina, nêspera, pêra, acerola e ameixa. Os frutos atacados pelas moscas apresentam sintomas bem característicos: em volta do local onde foi feita a postura aparece um halo com aproximadamente 2 cm de diâmetro e coloração escura. Quando as larvas nascem, este halo vai ficando com cor acastanhada devido ao apodrecimento da casca. É exatamente aí, sobre esses tecidos destruídos, que se desenvolvem certos fungos.

    Como combater
    1 kg de sabão picado + 3 litros de querosene + 3 litros de água. Preparo: derreta o sabão picado numa panela com água. Quando estiver completamente derretido, desligue o fogo e acrescente o querosene mexendo bem a mistura.

    Aplicação: em seguida, para a sua utilização, dissolva 1 litro dessa emulsão em 15 litros de água, repetindo a aplicação com intervalos de 7 dias. No caso de hortaliças e medicinais, aconselha-se respeitar um intervalo mínimo de 12 dias antes da colheita.

    LESMA
    Nome Popular:
    Lesma
    Nome Científico: Vaginulus sp.
    Multiplicação: por ovos

    Característica
    É um molusco de corpo achatado,úmido e de coloração parda
    No cultivo de diversas espécies de flores, as lesmas se alimentam das flores e folhas e em hortaliças, atacam as partes mais tenras, flores, folhas e raízes, o que prejudica sua aparência e partes da planta a serem consumidas. Isso inviabiliza as plantas comercialmente, causando grandes prejuízos aos produtores.

    Como combater
    Tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a deixando a abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratados pelo sal.

    BROCA-DO-OLHO-DO-COQUEIRO
    Nome Popular:
    broca do olho do coqueiro.
    Nome Científico: Rhynchophorus palmarum.
    Multiplicação: por ovos.

    Característica: besouro preto de 45 a 60 mm de comprimento.
    O coqueiro e outras palmeiras como o dendê, durante o corte da folha e da colheita, liberam cheiro característico que atrai o besouro.No coqueiro doente as folhas murcham e amarelecem, os folíolos secam. Com o avanço da doença, as folhas mais velhas ficam penduradas e presas. As folhas mais novas permanecem eretas formando um tufo. As plantas mortas ficam totalmente desfolhadas e pode ocorrer queda dos frutos.

    Como combater
    Com o uso de uma armadilha confeccionada com um balde de plástico com tampa reta ou levemente côncava e capacidade para 50 e até 100 litros. Na tampa do balde devem ser abertos 3 ou 4 furos de aproximadamente 6 cm de diâmetro equidistantes entre si. Em cada furo coloca-se um funil: a extremidade mais aberta é presa nas bordas do furo. No interior do balde devem ser colocados 30 a 40 toletes de cana-de-açúcar amassados, visando maior rapidez no processo de fermentação da cana.
    De 15 em 15 dias os toletes de cana devem ser trocados.Os insetos coletados devem ser retirados do balde e mortos manualmente.

    BICHO FURÃO
    Nome Popular:
    bicho furão
    Nome Científico: Ecdytolopha aurantiana
    Multiplicação: por ovos

    Característica: mariposa,com uma coloração marrom-escura.
    Embora tenha preferência por frutos maduros, atacam também frutos verdes. O ataque provoca a perda total do fruto, que cai e apodrece. Ataca mais intensamente entre os meses de novembro e março.

    Como combater
    100 ml de solução sulfocálcica (lojas de produtos agropecuários)
    10 litros de água.
    Misture bem e pulverize as plantas atacadas uma vez a cada 15 dias. Em época de chuvas, deve-se aplicar uma vez por semana. Pode ser armazenada por 6 a 12 meses fora do contato com ar e a luz.

    Aplicação:
    Deve-se utilizar o Equipamento de Proteção Individual. Após a aplicação, tanto o Equipamento de Proteção como o de pulverização devem ser lavados com uma solução de 10% de vinagre ou limão para cada litro de água.

    BICHO-DA-MAÇÃ
    Nome Popular:
    bicho da maçã.
    Nome Científico: Cydia pomonella.
    Multiplicação: Por ovos.

    Característica: Com coloração acinzentada e uma mancha circular escura rodeada de escamas avermelhadas.
    Ataca principalmente a maçã e a pêra.Os frutos atacados apodrecem e caem precocemente.Fica camuflada no interior da copa, em locais mais escuros das árvores, entrando em atividade quando a temperatura se eleva acima de 10 a 15,5ºC.São depositados na face superior das folhas ou sobre os frutos,um ovo por folha ou fruto.

    Como combater
    Colocar 100 g de fumo de corda cortado em pedacinhos em 1 litro de álcool mantendo abrigado da luz por alguns dias.

    Filtrar espremendo em pano e guardar o extrato em garrafa escura.
    Para melhor conservação é recomendado acrescentar 4 gramas de fenol por litro de extrato.

    Aplicação
    Para pulverizar nas plantas, na hora de usar, misturar 200 ml do extrato com 200 g de sabão e dez litros de água. O sabão quanto mais forte (alcalino) melhor, o qual deverá ser cortado em pequenos pedaços e dissolvido em água quente antes de adicionar a mistura.
    É tóxico para o ser humano e pode afetar os inimigos naturais. O seu preparo e aplicação requerem cuidados. A colheita do vegetal tratado deve ser feita, somente 3 dias após a aplicação do fumo.

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    jardim

    Preparar um jardim não é simplesmente plantar uma planta, a tarefa exige certos cuidados para que elas cresçam saudáveis e bonitas. Segue a seguir algumas informações básicas de como prepará-lo.

    SOLO – É a parte superficial da crosta terrestre e tem sua origem na decomposição de rochas e minerais. Em relação às plantas, tem como função primordial fornecer nutrientes e servir de suporte às raízes.

    TEXTURA – Diz respeito à distribuição das partículas que formam um solo (areia, silte e argila). De acordo com os percentuais de cada uma delas, tem-se:
    - Solo de textura arenosa: menos de 15% de argila,
    - Solo de textura média: de 15 a 35% de argila,
    - Solo de textura argilosa: mais de 35% de argila.

    Como determinar a textura do solo
    - Solo argiloso: liso e pegajoso. O solo argiloso é formado de partículas minúsculas que absorvem umidade, tornando-o pesado e pegajoso. Embora difíceis de serem trabalhados, costumam ser bastante férteis.
    - Solo arenoso: seco e solto. O solo arenoso seca rapidamente e não retém bem os nutrientes. Precisa de maior manutenção do que o argiloso, mas, inicialmente, é mais fácil de ser trabalhado.

    NUTRIENTES – São os elementos de que as plantas necessitam nos seus processos vitais. São divididos em macronutrientes e micronutrientes.
    - Macronutrientes
    São aqueles requeridos em grandes quantidades: C-carbono, H-hidrogênio, O-oxigênio; N-nitrogênio; P-fósforo; K-potássio; Ca-cálcio; Mg-magnésio e S-enxofre.

    - Micronutrientes
    São aqueles requeridos em pequenas quantidades: Cl-cloro; Fe-ferro; Cu-cobre; Zn-zinco; Mn-manganês; B-boro; Mo-molibdênio e Co-cobalto.

    - pH do solo
    Está relacionado com o índice de acidez, variando segundo a escala abaixo:
    0——————————-7———————————-14
    pH ácido              pH neutro                   pH básico

    Cada espécie vegetal tem uma faixa de pH do solo na qual seu desenvolvimento é ótimo. De maneira geral, pode-se dizer que a maioria das plantas prefere solos com pH na faixa de 4,0 a 7,5.

    CALAGEM – É uma prática de manejo da fertilidade do solo que consiste na aplicação de calcário, com o objetivo de eliminar ou minimizar os efeitos prejudiciais da acidez e fornecer cálcio e magnésio para as plantas.

    Tipos calcário
    - Calcíticos: possuem cálcio,
    - Magnesianos: possuem magnésio,
    - Dolomíticos: possuem cálcio e magnésio.

    Época de calagem
    A calagem deve ser feita de 60 a 90 dias antes do plantio. Esse período é necessário para que a acidez do solo seja corrigida, deixando o solo adequado para o desenvolvimento das plantas.
    A dosagem a ser aplicada depende do tipo de solo e da análise química do mesmo, feitas em laboratório.
    Aplicação de calcário: dependendo da área, pode-se fazer a aplicação do calcário manual ou mecânica. A distribuição manual é feita a lanço e deve-se procurar espalhar o mais uniformemente possível. A distribuição mecânica é feita por distribuidora centrífuga à tração mecânica.
    Incorporação do calcário: o calcário deve ser incorporado a uma profundidade de 15 a 20 cm. A incorporação deve ser uniforme para permitir boa eficiência do calcário. A incorporação pode ser feita por gradagem ou manualmente utilizando enxadas.

    ADUBAÇÂO – Consiste na incorporação de nutrientes ao solo com o objetivo de melhorar sua qualidade. Existem diferentes tipos de fertilizantes fornecedores de nutrientes:

    a) Fertilizantes ou adubos minerais simples: podem ser classificados em:
    Nitrogenados: contêm nitrogênio(N), que atua no crescimento das plantas. Ex.: sulfato de amônio, uréia, salitre do Chile e nitratos em geral.
    Fosfatados: contêm fósforo(P), que atua no crescimento das raízes, crescimento das plantas, floração e frutificação. Ex.: superfosfato simples e superfosfato triplo.
    Potássicos: contêm potássio(K), que atua na produção de flores, bem como na resistência da planta ao aparecimento de doenças. Ex.: cloreto de potássio, sulfato de potássio.

    b) Fertilizantes ou adubos mistos: são aqueles resultantes da mistura de dois ou mais fertilizantes simples (nitrogenado, fosfatado e potássio). São representados pela letra símbolo de cada elemento, sendo o mais comum o NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), nas formulações percentuais: 4-14-8; 20-5-20 e 10-10-10.
    Obs.: Existem no mercado alguns fertilizantes comercializados na forma líquida.

    c) Fertilizantes ou adubos orgânicos: podem ser de origem vegetal ou animal, contendo um ou mais nutrientes. Ex.: farinha de ossos, farinha de sangue, tortas vegetais (soja, algodão, mamona, girassol ou amendoim), esterco de bovino, esterco de galinha e húmus de minhoca.

    d) Composto orgânico: é formado pela decomposição de material vegetal como mato, palhas, folhas, restos de roça, restos de gramado, restos de cozinha, estercos diversos e até mesmo cinza.

    Preparo do composto orgânico
    1. Amontoar o material vegetal em pilhas de seção trapezoidal, intercalando uma camada de restos vegetais com uma fina camada de material inoculante (esterco), tendo-se o cuidado de molhar cada camada. A pilha deve apresentar cerca de 3,0 m largura na base inferior, 1,5 m de altura e comprimento variável, de acordo com a disponibilidade de material.

    2. Manter o material sempre úmido, molhando-o pelo menos uma vez por semana.

    3. A cada 15-20 dias, picar e revolver o material formando uma nova pilha.

    4. Aos noventa dias aproximadamente, o material estará curtido e transformado em matéria orgânica. O produto final deve ter a cor escura, ser rico em húmus, moldável quando apertado entre as mãos, cheiro de terra e temperatura baixa no interior do monte.
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