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  • violeta africana

    Violeta é uma das plantas mais fáceis de ser cultivada e muito usada para decorar o interior das casas. Ela não necessita ser plantada em vaso grande mas este deve ter boca larga para facilitar o crescimento das folhas. É recomendado a troca por um vaso maior após um ano da aquisição da violeta, normalmente vendidas em pequenos vasos.

    Terra
    A terra em que estiver plantada não pode ser encharcada. O excesso de umidade provoca o apodrecimento das raízes. As raízes das violetas são muito sensíveis, sendo importante que a terra usada no plantio seja uma mistura de boa qualidade, com boa aeração.

    Ciclo de produção
    Violeta é uma planta de clima quente com ciclo de produção de aproximadamente 32 semanas (20 semanas para formação da muda e mais 12 semanas para florescer). As aplicações de adubos são necessários, durante todo o ciclo (exemplos: nitrato de cálcio, uréia e nitrato de potássio).

    Transplante de mudas
    Quando elas param de dar flores, deve-se transplantá-las para um vaso maior, podendo ser plástico ou cerâmica.

    Criação de mudas
    Quando for transplantas a planta para um novo vaso, recomenda-se retirar as folhas velhas para replantio em outros vasos. Cria-se uma muda com um simples corte na base do caule e a inserção do mesmo em outro vaso pequeno com terra e substrato. É recomendado deixar em local iluminado mas sem sol direto. O plantio das matrizes e mudas não deve ser muito profundo, pois isso provoca o apodrecimento da planta.

    Enraizamento de muda
    O enraizamento da muda pode ser mais rápido se o vaso for coberto com um plástico transparente. Isto preservará a umidade e em pouco tempo a muda começará a produzir uma roseta de folhas.

    Dicas
    Pó de café
    Apesar do pó de café não ter nutrientes é um excelente material poroso que serve para drenar a água de regas. Recomenda-se usar areia e pó de café em partes iguais.

    Restos de ervas
    Restos de qualquer tipo de folhas de ervas só podem ser usados nas violetas após sua decomposição. Isto porque os microorganismos que promovem a decomposição podem retirar os substratos de alguns elementos essenciais à planta.

    Iluminação
    Violetas gostam de ambientes iluminados mas não gostam de incidência direto do sol.

    sininho

    Acalifa (Acalypha hispida)

    Nativas do sudeste da Ãsia e de ilhas do Pacifico, as acalifas vegetam em regiões tropicais, de temperatura elevada no verão. São arbustos de caules finos e lenhosos, perenes, cultivados em suas diferentes espécies pela beleza das espigas florais e pela folhagem de colorido exuberante.
    O crescimento ocorre do inicio da primavera até o verão, quando a planta apresenta maior viço. Pode ser plantada em jardineiras ou na formação de maciços e bordaduras no jardim.

    A Acalypha Hispidia, originária da Nova Guiné, possui longas espigas repletas de minúsculas flores, com a aparência aveludada de um tecido de chenille, daí ser também conhecida como planta-chenille. As espigas chegam a atingir 46 cm e duram muito tempo.
    A planta pode atingir 2,4 m de altura, quando plantada no chão, desenvolvendo-se no máximo até 1,5 m se for podada no outono.
    Possui folhas denteadas e abundantes, delicadamente aveludadas e com até 20 cm de comprimento. Corte-as quando começarem a murchar, para incentivar o aparecimento de novas flores.

    Existem também variedades que produzem espigas em tonalidades esverdeadas e amareladas.

    Acalypha wilkesiana
    Mais difundida no Brasil, a Acalypha wilkesiana é apreciada por sua folhagem de bordos denteados e tonalidade forte marrom-acobreada, marcada por manchas rosadas, brancas ou pretas, com até 15 cm de comprimento e produz flores miúdas.

    Acalypha wilkesiana macafeana
    Acalypha wilkesiana macafeana tem folhas avais, vermelhas, marmorizadas em tons de bronze e vermelho-escuro.

    acalypha hoffmanii
    Acalypha hoffmannii possui folhas esverdeadas com manchas brancas.

    As folhas de todas as espécies necessitam de grande quantidade de luz e podem ser cultivadas a pleno sol, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica. Mas os raios solares diretos, principalmente do meio-dia, fazem-nas ressecar. Precisam ainda de bastante umidade e de proteção contra o frio, cuidados que garantem o bom crescimento.

    Primavera e verão
    Renove os vasos entre agosto e outubro, utilizando composto orgânico. Se as plantas estiverem muito grandes para um replantio completo, remova apenas 5 cm da terra superficial e troque-os por um composto novo.
    Regas regulares, que mantêm a umidade alta, mostram-se essenciais: caso contrário a planta perderá as folhas, ficará desidratada e poderá morrer.
    No verão, as Acalifas gostam de muita luz e de temperaturas de, no mínimo, 21 °C. No entanto, mantenha-as longe do sol direto e verifique se, à noite, a temperatura não cai abaixo de 15°C.
    Na falta de luminosidade o exemplar pode ficar “espinhado”, perde o colorido vivo e não floresce.
    Adube a cada quinzena com um fertilizante de boa qualidade, o que contribui sobremaneira para o desenvolvimento da planta.

    Outono e inverno
    Corte as espigas murchas. Se a planta estiver grande demais, pode-a, retirando cerca da metade do que cada ramo cresceu nesse ano. Se quiser fazer mudas, desbaste-a apenas em agasto. No outono, reduza as regas, mantendo a terra levemente úmida. Proteja a planta com plástico transparente, caso a temperatura ambiente permaneça abaixo dos 15°C.

    Propagação
    Na primavera, retire ramos com uma ponta lascada, fazendo estacas de galho longas (12 a 15 cm).  Em uma mistura de terra comum e areia, a 26°C, deixe a estaca enraizar, cobrindo-a com plástico transparente. No ano seguinte, deve florescer.

    Problemas e Soluções
    As Acalifas têm fácil cultivo e, desde que você as proteja no inverno, não dão problemas.
    Se as folhas começarem a cair, verifique a umidade do vaso e do ambiente.
    Seus piores inimigos são pequenas ácaros vermelhos, que aparecem quando o ar está muito seco. Os ácaros atacam a parte inferior das folhas e formam uma fina teia. Se não forem combativos, modificam completamente a aparência da planta. Use um acaricida e, no verão, regue diariamente a planta.

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    trialis

    Nativo do Brasil, o triális ou resedá-amarelo como também é conhecido, é uma ótima opção para ser utilizado em jardins ou projetos paisagísticos. Em função de seu porte é indicado para o plantio ao longo de parede, muro ou para formar cercas-vivas e também pode ser plantado isoladamente para formar maçiços.

    Sua floração ocorre durante o ano todo, com uma inflorescência de pequenas flores amarelas, formadas nas pontas das hastes. Portanto, como é um arbusto muito ramificado, sempre permanece bem florido em quase todas as estações do ano.

    É uma planta arbustiva, chegando a atingir até 2 metros de altura, muito rústica, não exigindo muita manutenção para o seu desenvolvimento. Deve ser cultivado em locais de sol pleno, em regiões de clima tropical ou subtropical, porém não é tolerante a geadas ou frio intenso.

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    peristrophe_angustifolia

    Planta de pequeno porte, muito ramificada, o Peristrofe proporciona um belo efeito ornamental, pois forma uma densa vegetação de cor verde claro no local onde for plantado.

    Também conhecido como pingo de ouro, o Peristrofe pode ser utilizado para formar maciços e bordaduras de canteiros, como também em jardineiras. Precisa, porém, estar em local de meia sombra porque não tolera o sol pleno.

    Não podemos confundi-lo com a Duranta repens, que também é conhecida popularmente como pingo de ouro. Inclusive, quando as plantas são pequenas, chegam a ser parecidas. Porém, esta última é um arbusto, que pode chegar até 2,5 metros de altura se não for podada.

    O peristrofe necessita de solo rico em matéria orgânica, mas deve-se ter o cuidado de não deixá-lo com excesso de água, pois poderá ocorrer o apodrecimento da planta.

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    Rodretia-Fiesta-Oriental

    Com a popularização das orquídeas, está cada vez mais fácil encontrar espécies diferentes em feiras, floriculturas e supermercados. É o caso dessa graciosa Rodretia “Fiesta Orientalâ€
    É uma prima dos Oncidiuns, mais conhecidos por chuva-de-ouro, aquelas orquídeas que ficam carregadas de pequenas flores amarelinhas, só que essa fica carregada de miúdas flores vermelhas.

    Trata-se de um híbrido, uma flor criada pelo homem a partir de duas ou mais espécies. Aliás, essa orquídea é muito generosa: se você cuidar bem dela, terá florações abundantes duas ou três vezes ao ano.

    A Rodretia aguenta até ficar no sol, desde que seja aquele mais fraquinho, da manhã. Plante-a num vaso com substrato bem arejado, com uma mistura de casca de pinus, fibra de coco e carvão, encontrada em lojas de jardinagem. Regue sempre que estiver seca, levando até a torneira e deixando a água escorrer bem pelos furinhos antes de colocar o vaso no lugar. E, se puder oferecer um carinho a mais, borrife NPK 20-20-20 uma vez por mês.

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    Existem inúmeras diferenças entre o cultivo de plantas num jardim e o cultivo de plantas em vasos, mas a principal delas é a necessidade do transplante no cultivo em vasos. Veja quando e como realizar esta tarefa.

    O cultivo de plantas em vasos permite ter dentro de casa as mais variadas espécies. É claro que para manter as plantas bonitas e saudáveis é preciso alguns cuidados especiais, principalmente com relação à luminosidade, temperatura, adubação e regas. Mas, existe também um outro fator fundamental, que muitas vezes é esquecido: o transplante.

    No jardim, as raízes das plantas têm espaço e liberdade para crescer e podem buscar na terra toda a água e nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Mas nos vasos essa liberdade fica limitada. Com o tempo, mesmo com adubações regulares, a qualidade do solo fica prejudicada e o espaço para a expansão das raízes torna-se pequeno. Daí a necessidade do transplante.

    Mas, como saber quando transplantar nossa plantinha? Alguns sinais podem indicar o momento certo. Eis alguns:
    . Raízes saindo pelos furos de drenagem;
    • Partes das raízes aparecendo na superfície da terra;
    • O vaso começa a ficar pequeno em relação ao tamanho da planta;
    • Florescimento escasso ou inexistente;
    • Aparecimento de folhas muito pequenas ou defeituosas;
    • Raízes formando um bloco compacto e emaranhado.

    Passo-a-passo, para não errar
    Para facilitar o trabalho com o transplante de plantas, faça tudo planejado, em etapas:

    1 – No dia anterior ao transplante, de preferência à noite, comece os preparativos: regue todas a plantas que serão transplantadas, para facilitar a retirada do vaso. Limpe bem os vasos que serão utilizados. Se for utilizar vasos novos de cerâmica ou barro, mergulhe-os num tanque cheio de água até que parem de soltar bolhas. Isso ajuda a limpá-los bem e impedem que absorvam a umidade da mistura de terra que será colocada.

    2 – Antes de iniciar o trabalho, escolha um local sombreado. Separe todas as plantas que necessitam de transplante e deixe todo o material necessário à mão (vasos, ferramentas, mistura de solo, cascalho para ajudar a drenagem, etc).

    3 – Prepare a mistura de terra ideal para o replantio e reserve. Coloque cascalhos para drenagem no fundo do vaso, de forma que não obstruam totalmente o furo, prejudicando o escoamento do excesso de água.

    4 – Coloque uma parte da mistura de solo no fundo do vaso e reserve.

    5 – Agora é a hora de retirar a planta do vaso. A terra um pouco umedecida facilita o trabalho. No caso de haver muita compactação, afofe a terra superficialmente e passe uma faca de lâmina comprida entre o vaso e o torrão.

    6 – Se a planta estiver num vaso pequeno, coloque a mão espalmada por baixo das folhas, cobrindo a superfície da terra e firmando as hastes entre os dedos. Vire o vaso para baixo e, para facilitar, bata-o levemente na beirada de uma mesa ou balcão. Normalmente, a planta sairá com facilidade, mas se isso não acontecer, evite puxá-la com força. Volte o vaso na posição inicial e tente soltar o torrão passando a faca novamente. Se houver nova resistência, quebre o vaso.

    7 – Para retirar uma planta de um vaso grande, passe a lâmina de uma faca longa entre o torrão e o vaso. Deite o vaso na mesa e bata levemente com um pedaço de madeira nas laterais para soltar o torrão. Segure a planta com uma das mãos e vá virando o vaso lentamente, batendo devagar em toda a superfície. Quando perceber que o torrão está solto, puxe a planta delicadamente com o vaso ainda deitado.

    8 – Com a mistura de solo já firmada no fundo do novo vaso, posicione o torrão da planta bem no centro. Na maioria dos casos, o topo do torrão deve ficar entre 2 e 5 cm abaixo da borda.

    9 – Continue a colocar a mistura de solo, pressionando-a nas laterais para firmar bem a planta. Espalhe mais um pouco da mistura por cima e observe que a terra deve cobrir as raízes, sem encostar nas folhas inferiores. Para eliminar as bolhas de ar e acomodar a terra, bata o vaso levemente sobre a mesa e depois pressione a superfície com os dedos.

    Misturas de solo paras vasos ou jardineiras
    Mistura rica em matéria orgânica
    - 1 parte de terra comum de jardim
    - 1 parte de terra vegetal
    - 2 partes de composto orgânico

    Ideal para plantas como: licuala ou palmeira-leque (Licuala grandis), camélia (Camellia japonica), cróton (Codiaeum variegatum), cica (Cycas revoluta), gardênia (Gardenia jasminoides), lantana (Lantana camara), planta-camarão amrelo (Pachystachys lutea), azaléia (Rhododendron xsimsii), flor-de-cera (Hoya carnosa), calceolária (Calceolaria herbeohybrida), petunia (Petunia x hybrida), calendula (Calendula officinalis), margarida (Chrysanthemum leucathemum).

    Mistura argilosa
    - 2 partes de terra comum de jardim
    - 2 partes de terra vegetal
    - 1 parte de areia

    Ideal para plantas como: papiro (Cyperus papyrus), gladíolo ou palma-de-santa-rita (Gladiolus), narciso (Narcissus poeticus), bastão-do-imperador (Nicolaia elatior), prímula (Primula obconica), gloxínia (Sinningia speciosa), estrelitzia (Strelitzia reginae, copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica), calla (Zantedeschia aethiopica ‘Calla’).

    Mistura arenosa
    - 1 parte de terra comum de jardim
    - 1 parte de terra vegetal
    - 2 partes de areia

    Ideal para plantas como: palmeira-bambu (Chamaedorea elegans), planta-camarão vermelho (Beloperene guttata), buxinho (Buxus sempervirens), caliandra ou esponjinha(Calliandra), bico-de-papagaio ou poinsétia (Euphorbia pulcherrima), hibisco (Hibiscus rosa-sinensis), hortênsia (Hidrangea macrophylla), ixora (Ixora chinensis), giesta ou vassoura espanhola (Spartium junceum), primavera (Bouganvillea spectabilis), lírio-da-paz (Spatiphylum wallisii), espada-de-são-jorge (Sanseveria trifasciata), lança-de-são-jorge (Sanseveria cylindrica), onze-horas (portulaca grandiflora).

    Mistura areno-argilosa
    - 1 parte de terra comum de jardim
    - 1 parte de terra vegetal
    - 1 parte de composto orgânico
    - 1 parte de areia

    Ideal para plantas como: palmeira-rápis (Rhapis excelsa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias fruticosa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias guilfoylei), gerânio (Pelargonium sp.), gerânio pendente (Pelargonium peltatum).

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    Podridão negra

    Podridão Negra Bacteriana – causada por um ou mais espécies de bactérias do gênero Erwinia. Não é muito freqüente no Brasil. É extremamente letal, causando surgimento de manchas negras, com aspecto aquoso e cheiro repulsivo. É de desenvolvimento rápido, tomando conta da planta em poucas semanas, levando-a à morte. Muitas vezes provoca um colapso da estrutura das folhas, ficando totalmente amolecidas e murchas.

    Podridão Negra – causado por dois tipos de fungos que vivem no solo (Pythium ultimun e Phytophtora cactorum), é a doença fúngica mais conhecida no Brasil. Caracteriza-se por manchas escuras, geralmente nos rizomas e pseudobulbos, de consistência mole, e que crescem até provocar a morte da planta.

    Muitas vezes inicia o ataque pela junção das folhas com pseudobulbos, derrubando a folha ainda verde. Nos coletivos, é a principal causa de morte, chegando a liquidar todas as plantas do vaso em poucos dias. Embora o controle seja difícil na planta já contaminada, pode separá-la das demais, cortar as partes atacadas, polvilhando um anticéptico em pó ou canela em pó. e pulverizando a planta com um fungicida sistêmico a cada 30 dias por 3 meses. Pulverizar também as plantas que estavam próximas da planta atacada.

    A podridão negra é uma doença que no meio orquidófilo tem gerado muita polemica e consequentemente pesquisa para se conseguir a cura.

    Nas pesquisas foi observado que esta doença se manifesta em duas ocasiões: primeiro, quando a umidade do ar está muito elevada e as plantas estão completamente expostas à chuva e em segundo lugar, as plantas são bastante regadas no horário matinal e estão em local não ventilado o que faz com que a umidade se mantenha por muito tempo. Quando isto acontece o calor emitido pelos raios solares aquecem a planta que ao atingir uma temperatura em torno de 28º C propiciam um ambiente ideal para a eclosão de fungos (as estufas são locais ideais para esta condição).

    Para combater
    1º – Mantenha suas plantas arejadas e longe de umidades excessivas.
    2º – Procure sempre regá-las à noite (quando a planta absorve melhor) ou muito cedo da manhã (entre 05 e 07 h do dia).
    3º – Só aplique adubos, hormônios e defensivos agrícolas durante a noite (são melhor aproveitados) e no máximo na proporção indicada pelo fabricante, nunca para mais nem uma gota ou grama. Se possível divida a quantidade pelo período recomendado e aplique diariamente dando no mínimo um intervalo de descanso para nova aplicação do dobro de dias que foi aplicado.
    4º – Se a doença aparecer na folha, corte-a imediatamente junto ao pseudobulbo (utilizando para isto um bisturi novo que pode ser adquirido na farmácia ou uma tesoura de poda devidamente esterilizada em uma solução de 70% de álcool e30% de água) e queime a folha cortada.
    5º – Se a doença aparecer no Pseudobulbo ou rizoma, deixe o coração de lado e proceda a incineração da planta, pois nesta condição não há salvação.
    6º – Acostume-se: a só utilizar para corte material esterilizado, a evitar que a água da rega que derrama da planta de cima caia diretamente na planta que esteja logo abaixo, a manter as plantas em local arejado ou de temperatura amena.

    Recomendações: Use Pó de canela, Cicatrene etc. apenas para evitar a entrada de novos fungos ou bactérias nos locais de corte, pois os mesmos são apenas agentes preventivos e cicatrizantes, não servindo como remédio para cura de nenhuma doença.

    chuvas

    phal equestris

    1. Não vá com muita sede ao pote. Orquidófilos experientes recomendam que você se inicie comprando plantas que se adaptem a seu espaço e clima, que sejam resistentes e baratas, porque, no início, quase todos deixam morrer muitas plantas.

    2. Tenha clareza sobre o seu objetivo. Você quer ser produtor, comerciante ou colecionador? Definida a sua meta, associe-se a um grupo de orquidófilos de sua cidade. Muitos problemas podem ser evitados, se você tiver com quem trocar idéias.

    3. Visite muitos orquidários para ver qual o modelo que serve a seu espaço, clima, bolso e objetivo. Mas, atenção, não tome muito tempo do orquidófilo, a não ser que vá comprar plantas. Lembre-se de que ele tem compromissos. O ideal é ligar antes.

    4. Saiba que a maior parte das orquídeas floresce uma vez por ano. Se quiser ter flores o ano inteiro, compre plantas floridas em meses diferentes. E nunca, nunca compre planta sem nome. Depois, dá o maior trabalho pra descobrir.

    5. Há também flores que podem durar de 2 a 3 meses, em compensação, outras murcham no dia seguinte. A média é de uma a duas semanas. Informe-se sobre a duração da flor, se isto for importante para você.

    6. Não caia na tentação de comprar flores que gostam de frio, se você mora em lugar quente e vice versa, a menos que possa bancar um controle de temperatura em seu orquidário.

    7. Quase todo iniciante quer se aventurar na técnica do cruzamento de orquídeas, sementeira, meristema, etc. Saiba que esta é uma aventura que exige dinheiro, conhecimento, estudo, tempo, dedicação e que existem muitos laboratórios idôneos para os quais você pode enviar sua semente para reprodução por baixo custo. Entretanto, se sua intenção é produzir para vender, leia a respeito e faça estágios com produtores. Nada como o dia-a-dia para aprender. Um cruzamento deve sempre visar ao aperfeiçoamento da espécie, por isso é necessário conhecimento.

    8. Não compre bandejas de mudinhas da mesma planta, a menos que tenha muito espaço e tempo para cuidar delas. Se sua intenção é revender, pode levar muito tempo até que ela dê flor. Desde a semeadura, uma orquídea leva cerca de 5 a 6 anos para florir. Se quer colecionar, não vai ter graça nenhuma ver sempre a mesma flor, a menos que esteja com intenção de trocar.

    9. Embora os nomes das orquídeas sejam complicados, não há como escapar, comece a chamá-las pelo nome. Você tem que saber de cor os nomes de suas plantas. É um ótimo exercício para a memória e evita muita confusão na hora em que for referir-se a elas. No começo é difícil, depois todos se acostumam.

    10. A alegria do verdadeiro orquidófilo está em ver sua planta desenvolver-se. Antes de ver a flor, há muitos detalhes para acompanhar. Uma nova raiz ou muitas raízes parecendo uma macarronada é uma festa, um ou mais brotos despontando numa planta que estava desenganada é uma grande vitória, um botão de uma flor que ainda não vimos é um sucesso. Mas há pragas a serem vencidas, há muito o que estudar do clima de onde vem a planta, se quer adubo ou não, se quer sol direto ou meia sombra, se quer muita ou pouca água. Enfim, para se ter plantas saudáveis é preciso estar atento aos detalhes, elas falam pelo comportamento, aliás, como todos nós. Se observássemos em nossas relações familiares e com amigos os detalhes do que não se fala, talvez fôssemos mais felizes. E por falar nisso, procure incluir sua família. O trato com as plantas pode aproximar e ensinar muito.

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    gerânio

    Nome científico: Pelargonium peltatum
    Nome Popular: Gerânio-pendente, pelargônio-pendente, gerânio-hera
    Altura: 10 a 15 cm
    Comprimento: 60cm a 1m
    Ciclo de Vida: Perene

    O nome pelargonium tem origem na palavra grega “pelargos” que quer dizer cegonha, alusão ao bico desta ave que tem semelhança ao fruto do gerânio.

    O gerânio pendente é uma planta nativa da Ãfrica do Sul, e pertence ao mesmo gênero que o gerânio normal. A grande diferença entre as duas plantas é o tipo de folha e hábito de crescimento: enquanto o gerânio tem folhas macias e aveludadas e cresce principalmente ereto, o gerânio pendente possui folhas grossas e brilhantes como a da hera comum e cresce sempre rasteiro (ou pendente, se estiver elevado) tornando-o ideal para jardineiras, floreiras, cestas e sacadas.

    Além disso, ele tolera muito melhor lugares com baixa luminosidade, onde o gerânio normal geralmente não se dá bem. Como todas plantas nativas da Ãfrica do Sul, está bem acostumada ao tempo seco e inclusive prefere a seca ao excesso de umidade.

    Descrição:
    Planta herbácea com aparência arbustiva de caule ereto, muito ramificado, folhas alternas de longo pecíolo, arredondadas, cordadas ou em forma de ferradura de consistência macia, bordas denteadas ou serrilhadas, nervuras marcadas, podendo apresentar manchas circulares em marrom, verde mais escuro, amarelas, vermelhas.
    Toda a planta tem odor acentuado agradável.
    As flores podem ser simples ou dobradas, nas cores branca, rosa, vermelha, escarlate com manchas mais claras.
    Reúnem-se em racemos pequenos ou grandes, formando uma cabeça com longo pecíolo ereto, muito ornamental.
    Floresce principalmente da primavera até o final do verão.
    Pode ser cultivado nas regiões mais frias ou de temperaturas mais amenas sem geadas, mas prefere climas mais tropicais.

    Como cultivá-la
    É uma planta de fácil cultivo, que necessita de muita luz direta para seu desenvolvimento e florescimento. Quando falta a luz necessária, a planta começa a esticar-se na sua busca por ela, gastando energia no processo e não florescerá.
    Cultive seus gerânios em canteiros arejados, sem plantas amontoadas, com solo permeável, profundo e com boa drenagem.

    Curiosidade:
    O gerânio é muito cultivado também para a produção de óleo essencial, obtido a partir das suas folhas pelo sistema de arraste a vapor. O óleo de gerânio tem odor de rosas e é empregue na perfumaria para confecção de perfumes e sabonetes.
    O substrato de cultivo deverá ser uma mistura preparada com húmus de minhoca, farinha de ossos, areia e adubo granulado NPK formulação 4-14-8. A planta se desenvolve melhor em pH 6,1 a 7,0.

    Também para vasos podemos usar o mesmo substrato, neste caso mantendo a proporção de 4 porções de húmus para 1 de areia mais 3 colheres de farinha de ossos e 2 colheres medida de adubo granulado.
    - Revolver bem em balde antes de empregar.
    Para fazer a propagação de gerânios, usa-se estacas de ponteiro com até 10cm de comprimento, colocando em areia, vermiculita ou casca de arroz carbonizada, mantidos úmidos, podendo cobrir o recipiente com saco de plástico transparente para não perder a umidade.
    A melhor época de realizar a estaquia é durante o inverno e obtemos resultado em cerca de 15 dias.
    - Preparar o vaso colocando brita, cacos de tijolos ou manta geotêxtil no fundo e por cima areia úmida para garantir a drenagem.
    - Colocar então o substrato recomendado e transplantar para vasos com a mistura recomendada, cuidando para não danificar as raízes.
    - Preencher com mais substrato, apertar de leve para fixar e regar.
    - Deixar em local arejado, iluminado, mas sem sol direto.
    - Quando estiver para iniciar seu florescimento poderá levar para canteiros preparados , com espaçamento de 0,50m para que possa desenvolver sua forma adequadamente.

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    achimenes

    A pequena achimenes nasce espontaneamente no México e em várias regiões da América do Sul. Possui viçosas folhas brilhantes, suavizadas por delicadas flores tubulares, que desabrocham durante todo o verão, e cujas tonalidades vão desde branca e amarela, até rosada, vermelha, azul e púrpura.  Cada flor dura apenas alguns dias, mas é logo substituída por outra, numa sucessão que se estende de dezembro a março ou abril. Os ramos longos de várias espécies arqueiam sob o peso das flores. Desse modo, essas plantas destacam-se como peças decorativas quando colocadas em vasos suspensos, perto de janelas ou em outros locais onde haja bastante luz.

    A planta gosta de receber regas com água amornada, nos meses de setembro, outubro e novembro, pois dessa maneira tem estimulado seu crescimento vegetativo, que ocorre durante a primavera. Existem muitas variedades híbridas de achimenes obtidas através de cruzamentos de espécies diferentes, todas floríferas.

    É uma bela e volumosa florífera para plantarmos em grandes cestas suspensas e floreiras. Também é uma planta excelente para cultivar em varandas, visto que aprecia o sol da manhã ou da tardinha, não tolerando apenas o sol forte do meio-dia. Adapta-se a uma variedade de climas, desde o equatorial até o subtropical, resistindo a períodos de frio.
    Deve ser cultivada sob meia-sombra, em substrato arenoso, fértil e bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente.

    A flor mágica se desenvolve a partir de um rizoma (caule subterrâneo que cresce quase sempre em sentido horizontal, a pouca profundidade no solo) de tonalidade rosa ou branca, de onde nasce um único caule. Por isso, a fim de conseguir uma touceira bem formada, será necessário plantar vários rizomas no mesmo vaso.

    Nos meses de inverno, a flor mágica seca e os rizomas não têm atividade, recomeçando o ciclo vegetativo apenas na primavera. Entretanto, exigem calor e umidade constantes para reviver. A florada acontece do início de dezembro até meados de março, quando a planta seca e, aparentemente, morre, entrando em total hibernação até se iniciar o próximo período vegetativo e aparecerem os primeiros brotos.

    achimenes-grandiflora

    Achimenes grandiflora é a espécie mais alta (até 60 cm), produz caules arqueados, ótimos para vasos suspensos. Possui folhas denteadas e rubescentes, em tons avermelhados no verso. As flores, vermelho-purpúreas, atingem até 5 cm de diâmetro e nascem de dezembro a abril.

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    Achimenes longiflora
    é a mais adequada para vasos pendentes. Cresce uns 30 cm, produzindo folhas pequenas, ovais e cobertas de penugem. As flores azul-violáceas formam tubos longos e delgados. A variedade ‘Alba’ apresenta grandes flores brancas, com gargantas amarelas pintadas de púrpura.
    Na variedade ‘Major’ as folhas são brilhantes e as flores, grandes, colorem-se de azul-violáceo com belíssimas gargantas amarelo-douradas.

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    Achimenes candida
    é baixa, com caule marrom-avermelhado e folhas denteadas e rijas. As pequenas flores apresentam o formato de um funil levemente arqueado e nas tonalidades branca e amarela, com uma garganta matizada de púrpura; a parte externa das pétalas geralmente é amarelo-ouro. É uma espécie de crescimento bastante rápido.

    Achimenes_skinneri

    Achimenes skinneri
    é outra espécie para vasos suspensos, só que seus ramos são menos cheios. Os ramos produzem bulbinhos que, eventualmente, são plantados como os rizomas. Com folhas verde-bronzeadas, apresenta flores de cor púrpura (de tonalidade pálida ou média), com gargantas amarelas.

    Primavera e verão
    Utilize um composto orgânico adequado e plante os rizomas no fim de agosto ou em setembro, a 2,5 cm de profundidade. Coloque de seis a oito rizomas para obter um vaso cheio e compacto. Regue-os com água morna, para umedecer o composto. Depois disso, mantenha o vaso úmido, regando-o normalmente durante os meses de dezembro a março. Não o deixe secar, mas não o encharque demais.

    No início da germinação, evite que a planta sofra temperaturas inferiores a 15°C. O Achimenes precisa de boa luminosidade, mas não de sol direto. Se a temperatura subir muito, borrife água em volta do vaso, mas nunca deixe que caiam gotas sobre as folhas e flores. Adube com um bom fertilizante a cada duas semanas, logo que a florada começar; continue a fazê-lo até a chegada do outono.

    Para obter plantas encorpadas, faça uma poda manual, utilizando o polegar e o indicador para cortar 2,5 cm da ponta dos caules ainda novos. Cada planta crescerá formando dois caules, o que resultará em um vaso bem cheio. Caules muito compridos podem ser estaqueados com varetas de bambu ou ripas de madeira.

    Outono e inverno
    No outono reduza as regas assim que as flores forem rareando até que entre em dormência, quando perde a folhagem.  Quando as folhas começarem a murchar – o que acontece com incrível rapidez – corte os caules bem rente à terra e pare de regar completamente, até o início da próxima primavera.
    Durante o repouso vegetativo, Deixe os rizomas no vaso ou retire-os com cuidado, limpe-os e guarde em areia seca.
    Na primavera, então, replante os rizomas em terra nova.

    Propagação
    No fim do verão, cada rizoma já produziu de três a seis “filhotes”. Plante todos juntos, para formar um vaso encorpado, ou separe-os de modo que se desenvolvam como mudas independentes.

    Para fazer sementeiras, utilize composto orgânico misturado a um pouco de areia. Em setembro, semeie e mantenha o conjunto a uma temperatura entre 21 e 27°C, até a germinação total. Você também pode fazer mudas de estacas utilizando caules que não floresceram, enraizando-os na mesma mistura empregada para a sementeiro. Mantenha as estacas em ambiente quente e úmido, cobrindo o conjunto com um plástico transparente e folgado.

    Problemas e Soluções
    A achimenes constitui uma planta ideal para quem está se iniciando em jardinagem porque raramente é afetado por algum problema – os poucos que apresenta quase sempre resultam de um manuseio inadequado.

    Um exemplar fenecido pode ter recebido regas demais, o que resulta no apodrecimento dos rizomas. Seque o vaso, deixando de molhá-lo por alguns dias, até que a terra esteja levemente úmida. Daí em diante, mantenha a terra com pouca água.

    A planta também pode ressentir-se com a falta de água, tendo os rizomas a tal ponto desidratados que não consigam mais brotar. Regue-a abundantemente.

    Quando os botões florais não desabrocham e escurecem, é provável que a planta tenha permanecido num local de temperatura muito alta e diretamente ensolarado.

    Cuidados
    Adquira os rizomas de achimenes no inverno. Escolha os que tenham aparência rija e fresca, separando cerca de seis, para formar um vaso bem encorpado. Peça orientação ao vendedor a respeito das espécies híbridas.

    É menos dispendioso comprar rizomas do que um vaso formado. E, além disso, ganha-se o prazer de observar todo o desenvolvimento da planta, desde o plantio.

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