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  • Os Cactos

    Opuntia humifusa

    Os Cactos cientificamente podem ser classificados da seguinte forma:
    Reino: Plantae
    Divisão: Magnoliophyta
    Classe: Magnoliopsida
    Ordem: Caryophyllales
    Família: Cactaceae ou cactáceas
    Gênero: Conhecidos mais de 84
    Espécie: Conhecidos mais de 2000
    Sub espécie: São milhares

    Os cactos podem ser divididos em dois grandes grupos:
    - Os do deserto, onde é raro chover
    - Os da floresta – que crescem à sombra das árvores

    Família
    Associamos muitas vezes os cactos a plantas suculentas mas, enquanto que todos os cactos são plantas suculentas, nem todas as plantas suculentas são cactos. Plantas suculentas são plantas com órgãos carnosos que no caule os seus tecidos retêm água durante os períodos de seca. As suculentas apresentam folhas e nem sempre espinhos. Os cactos pertencem a uma única família, as Cactáceas, enquanto que as plantas suculentas têm inúmeras famílias. As cactáceas são plantas suculentas com folhas completamente reduzidas ou transformadas em mamilos com espinhos, com exceção do gênero Pereskia, que apresenta folhas e frutos.

    Fotossíntese
    O caule dos cactos varia muito no formato. É sempre verde, exercendo ao mesmo tempo a função de caule – dando-lhe a resistência e a função clorofilina. A fotossíntese é o principal processo em que o dióxido de carbono (CO2) é fixado pelas plantas verdes. O CO2 é fundamental para formar todos os compostos orgânicos duma planta. Os cactos assimilam o CO2 durante a noite ou na escuridão, evitando assim abrir os seus estomas ou poros durante o dia, o que ocasionaria grandes perdas de água. Assim, acumulam ácido málico a uma velocidade superior à que o expulsam durante a respiração, resultando daí uma reserva com acumulação de CO2. Com a exposição à luz, a acidez diminui e a este fenômeno, descoberto primeiro nas crassuláceas, chama-se CAM (Crassulean Acid Metabolism). As folhas transformaram-se em espinhos para não perderem na fotossíntese grande e preciosa quantidade de água.

    Corpo
    Os cactos podem viver de 200 a 300 anos como os Carnegiea gigantea do Arizona e podem ir desde as miniaturas até aos gigantes de 20 metros de altura. Nos mini-cactos, a menor conhecida é o Blosfeldia liliputana, dos Andes bolivianos, com apenas 0,5 cm de diâmetro.
    Os cactos, plantas xerófilas (amigas da secura), são pouco exigentes, desde que recebam algumas horas de sol, tenham boa drenagem e ventilação, podem aguentar muitos dias sem receberem água. Suportam bem o ar condicionado, raras vezes necessitam de adubo e nunca precisam ser podados. Os caules são carnudos. A pele ou cutícula dos cactos é espessa e apresenta uma cera que ajuda a evitar a perda de água por transpiração. Há cactos que têm o caule parecido com uma folha e outros como os Trichocereus, formam grandes colunas mais ou menos grossas com inúmeras costelas.  Um grande número de cactos é globular e dentro destes esféricos temos cactos com costelas (Melocactus, Echinocactus, etc.) e cactos com protuberâncias (Mammellaria, etc.). Os Cereus têm a forma de árvore e de tronco grosso.
    Nem todos os cactos emitem ramificações. Alguns cactos vivem com um corpo isolado e solitário para toda a vida. Há cactos que emitem ramos a partir do seu tronco, como os Cereus ou desde a base do caule inicial, como os Trichocereus, podendo crescer de forma vertical, inclinada ou rastejante. Há outro tipo de cactos a que nascem filhotes que se podem separar do caule mãe, como os Echinopsis, Mammillaria, etc. Os cactos poder ter diferentes formas

    Raíz
    Alguns cactos possuem uma raiz cônica e muito profunda que vai em busca da umidade, por vezes longe, em especial por baixo das pedras, onde se condensa a água.
    Outros cactos possuem raízes superficiais muito ramificadas e com muitos pelos absorventes e, quando chega a época das chuvas, captam a maior quantidade de água que é possível.
    A água absorvida na época das chuvas é rapidamente armazenada nos tecidos esponjosos do corpo do cacto, que possuem uma estrutura especial. Como possuem costelas ou tubérculos na superfície do seu corpo, os cactos podem ter contrações e dilatações com a admissão ou perda de água.

    Folhas
    Nos cactos, as folhas, no verdadeiro sentido da palavra, só se encontram em algumas espécies. Folhas verdadeiras encontramos nos gêneros Pereskia e Rhodocactus. Na generalidade as folhas estão ausentes ou muito rudimentares.
    No corpo dos cactos ficaram as recordações das folhas verdadeiras que possuíram há muitos séculos atrás, representadas pelos espinhos e pelos tubérculos. Cientificamente provou-se que os espinhos são formas reduzidas dos limbos das folhas e que os tubérculos ou protuberâncias, onde se situam as aréolas e os espinhos, correspondem à base das folhas.

    Espinhos
    A planta tem também estomas – estruturas semelhantes aos nossos poros -, que durante o dia, sob sol forte, permanecem fechados para evitar a perda da água na forma de vapor. Os espinhos são uma outra maneira de reduzir a perda de água, porque sem as folhas eles evitam ainda mais a transpiração.
    Os espinhos, que nascem nas aréolas, são a única reminiscência de existência de folhas (normalófilas = sem folhas) e que não estão unidos à epiderme porque, se os arrancamos, separam-se do caule através da aréola e não danificam a planta.
    Os cactos que crescem em zonas muito sujeitas ao efeito forte do sol apresentam uma densidade muito grande de espinhos fortes que, quando fazem sombra, diminuem o efeito do sol sobre o corpo do cacto.
    Há um tipo especial de espinhos que cresce nas aréolas das Opuntia, que são os gloquídios. Estes são um conjunto de pequenos e finíssimos espinhos que se encontram agrupados formando molhos e com que devemos ter cuidado pois se cravam na pele são bastante difíceis de extrair.

    Os espinhos podem ter diversas formas e tamanhos:
    - Espinho central em gancho e bem saliente
    - Espinhos radicais finos e com um grande espinho central
    - Espinho central curvo, robusto e com bandas
    - Espinhos planos e flexíveis
    - Espinhos semelhantes a cabelos eriçados
    - Espinhos proeminentes em forma de agulha
    - Espinhos radiais, não centrais
    - Espinhos robustos e cônicos
    - Espinhos em forma de pente
    - Espinho central curvo e robusto

    Os espinhos podem ter várias cores – avermelhados, cor-de-rosa, pretos, castanhos, brancos ou cinzentos.
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    Contra Insetos
    Deixar 100g de fumo de corda imerso em dois litros de água por 24 horas.
    Coar em coador de papel.
    Usar 10cc por 10 litros de água e pulverizar as plantas semanalmente.

    Contra Formigas
    Espalhar no substrato um pouco de alho e de pimenta vermelha, torrada e moída.

    Contra fungos (Calda bordalesa)
    Pulverizar ou pincelar o local com o seguinte produto:
    100 g de sulfato de cobre
    100 g de cal virgem queimada
    10 litros de água sem cloro.

    Contra pragas em geral
    Pulverizar as plantas com uma mistura de água com Pinho sol (50 ml p/litro d’água) é uma boa medida preventiva contra o aparecimento de pragas e fungos. Deve ser feito a cada 2 meses.

    Perigo dos defensivos químicos

    Todos os produtos utilizados para combater doenças e pragas das plantas são tóxicos e muito perigosos para o homem. Atenção para as recomendações dos fabricantes antes e durante a aplicação de qualquer produto.
    - Muito deles são voláteis e os fabricantes recomendam o uso de máscaras e luvas para a sua aplicação.
    - Outros são tóxicos por ingestão. Alguns são facilmente absorvidos pela pele. Cuidado no seu manuseio, evitando-se contato direto do vestuário e da superfície do corpo com o defensivo.
    - Nunca fazer aplicações em dias de ventania, ou nas horas de sol forte.
    - Quem fizer a aplicação, deve estar sempre com as costas voltadas para a direção do vento.
    - Tenha sempre à mão um antídoto para qualquer emergência.
    - Depois do trabalho, tomar um banho frio completo.
    - À primeira vista podem parecer exageradas as recomendações, mas é melhor prevenir do que lamentar uma trágica ocorrência.

    livroborbo

    vaso_heras

    Existem plantas ornamentais adequadas para cada ambiente do lar. Portanto é de suma importância para o bom desenvolvimento das plantas que os vasos sejam colocados no ambiente mais propício às mudas neles plantadas.

    As principais características de identificação ambiental para as plantas ornamentais são: luminosidade, umidade relativa do ar, temperatura e movimentação do ar.

    A quantidade de luz varia de planta para planta, de acordo com sua espécie e origem natural. De um modo geral o mínimo de 70% de luz ambiente é aceitável para grande parte das mudas próprias de ambientes internos, tais como: peperômias, maranthas, calatheas, samambaias, avencas, phytonias etc. Para maior segurança deve-se observar a luminosidade existente no ambiente de onde se originam as mudas, ao adquiri-las.

    Geralmente os ambientes do lar auxiliam a manutenção de uma umidade relativa do ar favorável para as plantas. Exceção deve ser feita aos ambientes dotados de ar condicionado, pois estes reduzem consideravelmente a umidade relativa do ar, causando a desidratação nos tecidos das mudas de plantas ornamentais.

    Os níveis de temperatura nem sempre estão sob o nosso controle, porém podemos perfeitamente recolher determinadas plantas e colocá-las em lugares mais aquecidos, durante a estação de frio mais rigoroso, bem como podemos manter os ambientes onde elas estão, mais arejados durante os dias mais quentes do verão. O uso de ventiladores e aquecedores dever ser evitado, pois estes causarão prejuízo maior às plantas, do que o auxílio pretendido.

    As correntes de vento deverão ser evitadas para a maioria das espécies de plantas ornamentais de interior, pois lhes são extremamente prejudiciais. Quando por motivo de força maior, for necessário colocar um vaso com plantas ornamentais em local de grande movimentação de ar, as espécies mais indicadas ao as Sansevierias cactáceas e suculentas, por serem mais resistentes.

    Atualmente existem à venda no mercado lâmpadas especiais, apropriadas para a iluminação de plantas ornamentais em ambientes internos. Só é aconselhado o seu uso em locais onde seja totalmente impossível obter a luz natural, pois seu custo é bastante elevado, e seus efeitos nem sempre são os esperados.

    Quando houver impossibilidade de se manter vasos com plantas ornamentais em determinados ambientes nos quais, porém, elas sejam completamente imprescindíveis ou reuniões sociais, pode-se remover os vasos de seus locais costumeiros, colocando-os onde se fizerem necessário. Entretanto essas mudanças de ambientes deverá ser temporária e, nunca superior a 48 horas, para que não haja risco excessivo para as mudas. Ao recolocá-las em seus locais originais, deve-se manter o mesmo posicionamento anterior em relação à luz do ambiente.

    gatinho

    Serissa foetida

    A Serissa é um arbusto pequeno, de folhas perenes e de floração abundante. É muito ramificada e de crescimento compacto, é um arbusto ideal para a formação de bonsai. Suas folhas são pequenas, brilhantes e de cor verde na espécie típica. Nas formas “Variegatas” as folhas são creme e amarelas, com as margens de cor branca. Sua floração ocorre na Primavera e no Verão, com numerosas flores miúdas, de cor branca a rosa, de acordo com a espécie.

    As flores tem o formato de uma estrela, por isso o nome popular “Mil-estrelas.

    Plantada em jardins a Serissa pode ser conduzida como um arbusto topiado, pode ser utilizado em conjunto com outras plantas, ou em grupos, para delimitar caminhos em bordaduras ou na formação de sebes baixas.

    Pode ser plantada em vasos e jardineiras, quando for utilizada para bonsai. É uma planta muito rústica e baixa manutenção, exigindo apenas pouca adubação e podas de formação após a florada.

    Deve ser cultivada sob meia sombra, com solo fértil, bem drenável e irrigado com intervalos regulares. Para que ela tenha uma floração intensa necessita de sol direto, mas deve ser protegida nas horas mais quentes do dia., principalmente no verão. Gosta de umidade ambiental, mas não tolera solos encharcados.

    É tolerante ao frio subtropical e podas drásticas. Prefere não ser mudada de ambiente. Tende, em situações de estresse como mudanças e frio intenso, a amarelar e perder as folhas, mas é capaz de rebrotar.

    Sua multiplicação é feita por estacas de ponteiro, postas para enraizar na Primavera. A estava pode, possivelmente, enraizar em copos com água.

    Os ramos e as raízes da Serissa, quando manuseados e cortados, exalam em cheiro fétido.

    Nome popular: Serissa, Árvore-das-mil-folhas
    Família: Rubiaceae
    Origem:
    Ásia
    Ciclo de vida: Perene

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    opuntia brasilis

    A Opuntia forma um dos maiores gêneros das cactáceas, com mais de 250 espécies, encontradas em todo o continente americano. Certos tipos alcançam grande estatura em seu habitat natural, produzindo flores magníficas. Em cultivo e sob condições apropriadas, as espécies logo florescem, exibindo flores grandes, com formato de sino, coloridas de vermelho ou amarelo, durante o verão. Para os apreciadores de cactos, representam uma boa escolha, em função de seus formatos atraentes.

    Constituem um grupo diversificado, com vários tamanhos e formas, abrangendo desde os tipos mais espalhados e densos, com 8 a 10 cm de altura, até plantas altas, com aspecto de árvores, com 6 a 9 m de altura. Seus caules apresentam-se formados por segmentos ligados que podem ter formato cilíndrico ou globular, ou achatado, semelhante a almofadas redondas ou ovais. As formações de espinhos também variam bastante entre as diferentes espécies, desde algumas cerdas curtas eretas, até densos aglomerados agressivos. No entanto, todas as espécies possuem tufos de minúsculos espinhos felpudos, que perfuram a pele com facilidade e são difíceis de retirar; portanto, manuseie os exemplares com cuidado.

    A maioria dessas cactáceas aceita o cultivo ao ar livre, o ano todo, mas você também pode colocá-las dentro de casa, em local ensolarado. Uma das melhores opções consiste na Opuntia humifusa.
    A exemplo da maioria das espécies mais resistentes, provém do norte dos Estados Unidos. Tem hábitos rasteiros, mas alcança uma altura de 30 cm ou mais. Possui caules modificados, circulares e cheios de cordas, de desenvolvimento semi-ereto, a partir de caules mais antigos. As flores, amarelo-douradas, com o interior avermelhado, em geral desabrocham em janeiro e fevereiro. O fruto, com formato de pêra, quase nunca aparece nos exemplares cultivados em vasos.

    Primavera e verão
    Cultive em vasos de 15 cm de boca ou maiores, conforme o tamanho da espécie, empregando um composto poroso e rico, acrescido de um pouco mais de areia. A maioria desses cactos precisa de replantio em anos alternados. Quando as raízes estiverem muito amontoadas, transfira a planta para um recipiente maior; ou limpe o vaso e recoloque o exemplar em composto fresco. Pressione a mistura para baixo, prendendo o caule principal com firmeza. Providencie uma boa camada de drenagem no fundo do recipiente, utilizando seixos ou cacos de vasos de barro. Coloque também uma camada de seixos na superfície do solo, para melhorar a aparência do vaso e proteger do excesso de umidade a base que fica em contato com o composto.

    Poucas espécies, que costumam apresentar crescimento espalhado, talvez necessitem de suportes de bambu, a fim de evitar que tombem para os bordos do recipiente. Tenha sempre muito cuidado ao manusear essas plantas, uma vez que seus espinhos furam a pele com facilidade e mostram-se difíceis de remover. Envolva a planta com um laço de jornal para proteger suas mãos.

    Uma luminosidade intensa torna-se essencial para um desenvolvimento saudável. Por isso, deixe o exemplar em posição ensolarada. As espécies podem murchar se permanecerem secas por muito tempo, em especial durante a fase de crescimento. Regue com regularidade para manter o composto umedecido, mas evite encharcar o solo, pois as plantas não florescem se as raízes ficarem sempre molhadas. Adicione um fertilizante líquido à água das regas a cada três semanas, durante todo o período de crescimento, desde a primavera até o verão.

    Outono e inverno
    Conserve a planta em local ensolarado. Se você mora em região de inverno rigoroso, não há problema, uma vez que as espécies mencionadas suportam temperaturas baixas. Em regiões muito secas, regue apenas para manter o solo úmido. Em outros locais, a própria planta absorve a umidade necessária do ar e do pouco que lhe restou no solo. Porém, como medida de segurança, verifique sempre se o composto não se ressecou por completo e regue-o. Em locais frios, a combinação de temperaturas baixas com a manutenção de um solo encharcado pode resultar no apodrecimento total do exemplar.

    Propagação
    Propague por estacas, em qualquer momento, desde a primavera até o final do verão. Com cuidado, remova segmentos do caule puxando-os manualmente ou fazendo cortes lisos com uma faca. Pulverize a superfície cortada com pó de enxofre e deixe secar por um período aproximado de 10 dias, para formar um calo. Plante as mudas a 1 cm de profundidade, em vaso de 8 cm.  Não regue e mantenha a temperatura entre 10 e 16°C. Depois de algumas semanas as mudas estarão enraizadas, e podem ser tratadas como plantas adultas.

    Cochonilhas lanuginosas podem se tornar um problema. Elimine-as com uma mistura de partes iguais de água e álcool, ou com uma escova de cerdas longas.

    opuntia_humifusa
    Opuntia humifusa (também conhecida como Opuntia rafinesque) provém da costa leste dos Estados Unidos. Chega a alcançar uma altura entre 30 e 45 cm, desenvolvendo caules modificados, circulares ou ovais, com diâmetro entre 10 e 15 cm. As aréolas apresentam pequenas e densos tufos de cerdas pilosas e dois ou três espinhos longos e brancos, às vezes com pontas vermelhas. As flores afuniladas, em geral, surgem em dezembro e fevereiro, colorindo-se de amarelo com o interior ligeiramente avermelhado, chegando a 8 cm de largura.

    Trata-se de uma planta interessante para se cultivar num jardim em miniatura, onde seu formato pequeno e espalhado cria um belo arranjo, em função da forma de seus caules e flores.

    Opuntia  polyacantha
    Opuntia  polyacantha provém da região central dos Estados Unidos, principalmente em território alto. Revela-se, também, uma espécie de baixa estatura, formando aglomerados densos. Os caules modificados mostram-se mais ou menos circulares, com 10 cm de largura, cobertos de aréolas muito próximas, apresentando numerosos espinhos brancos e delgados, com 2,5 cm de comprimento. Flores amarelo-esverdeadas, às vezes tingidas de vermelho, nascem de janeiro a março.

    Opuntia rhodantha

    Opuntia rhodantha constitui uma planta de regiões altas encontrada nas áreas montanhosas de Utah e Colorado, a altitudes de mais de 2.000 m. As plantas chegam a atingir 30 cm de altura, compondo-se de caules modificados ovais ou oblongos, com 5 a 10 cm de altura e largura, com aréolas bem distribuídas, cada uma com três ou quatro espinhos longos e amarronzados. No verão, produz belas flores, muito semelhantes a rosas, com 4 cm de diâmetro, que assumem tonalidades de vermelho e rosa, exibindo estames amarelos ou avermelhados.

    cerquinha

    ficus benjamina leaves

    Apesar da beleza de suas folhas verdes brilhantes e da sombra proveniente de sua copa frondosa, o Fícus benjamina é perigoso quando plantado em calçadas e junto a muros.

    Ela tem um crescimento muito rápido e suas raízes irão procurar água e nutrientes, com se tivessem sempre uma intensa sede e fome. Se encontrarem um cano pelo caminho, ótimo: servirá de fonte. Não contentes com a água ali absorvida, continuarão a procurar, penetrando cada vez mais na terra.

    Enquanto isso seu tronco, galhos e copa aumentam proporcionalmente. Neste momento ela estará oferecendo uma generosa sombra, densa, felicidade para o dono da casa e os motoristas que ali param. Sua sombra será disputada. No jardim a sua volta, a grama morre devido à intensa sombra. Algumas plantas começam a definhar. A competição com as raízes do fícus é impossível.

    Mais algum tempo e a calçada começa a rachar, o asfalto da rua levanta. As raízes começam, visivelmente, a mostrar sua força. Se elas encontrarem um muro ou parede pela frente elas não hesitarão em quebrá-lo para continuarem sua frenética busca por alimento e água.

    Quando começa a poda, descobre-se que as raízes já estavam sob os alicerces da casa, a um passo de provocar rachaduras nas paredes e comprometer a construção.

    O Ficus benjamina, pertence à família das moráceas, a mesma da amora, figo, fruta-pão. Árvore nativa do sul e do sudeste da Ásia e alcança mais de 30 m de altura e 40 m de diâmetro. É a árvore oficial de Bangkok, Tailândia. Neste país há uma região onde existem centenárias árvores de fícus. Percebe-se a dominância da espécie, pois nada mais cresce mais na área, abafada por sua impenetrável sombra e suas raízes que preenchem completamente o subsolo.

    Seu uso como árvore é indicado para parques e fazendas. Se quiser ter um em casa, mantenha-o em vaso. Segundo pesquisas da NASA, o fícus mantido dentro de casa filtra as toxinas do ar. Nas cercas-vivas, o mais seguro é manter um afastamento de 10 m de tubulações e construções, pois, mesmo podado, suas raízes crescem muito.

    Em muitas cidades, por causa da destruição que a árvore causa, o plantio do fícus está proibido.

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    paphiopedilum, orquidea sapatinho

    A maioria das pessoas costuma ter receio de multiplicar orquídeas, talvez por acharem que se trata de plantas frágeis, que ao menor solavanco vão acabar morrendo. Não é bem assim. No geral, existem dois métodos muito utilizados na propagação dessas plantas. Por divisão de pseudobulbos, ou então de rizomas.

    Entretanto, as orquídeas pertencentes ao gênero Paphiopedilum, conhecidas popularmente como Sapatinho, podem ser multiplicadas de uma maneira simples e muita prática.

    Antes de mais nada, porém, seria convenientes esperar o final da floração, que começa em Outubro e se estende até o final do Inverno.
    Portanto, a melhor época para essa multiplicação costuma se no começo da Primavera.

    O procedimento é o seguinte:
    - Retire a planta do vaso, molhando o substrato e passando uma faca pelas paredes laterais, a fim de desprender as raízes e facilitar a saída das plantas;

    - Em seguida, faça uma poda de limpeza, procurando eliminar as raízes velhas. Se as raízes que sobrarem estiverem muito compridas, pode-se também, deixando cada uma com uns 15 cm. Não se esqueça de esterilizar previamente a tesoura de poda, a fim de evitar a contaminação;

    - Após ter feito essa poda de limpeza, bata repartir, manualmente, a sua orquídea em duas partes. Faça isso dividindo os fascículos (tipo de inflorescência em que as flores se inserem no mesmo nó caulinar) em dois;

    - O próximo passo é preparar os vasos, colocando, no fundo, uma boa camada de cacos de cerâmica para facilitar a drenagem. Preencha com uma parte de substrato a base coco desfibrado , areia grossa lavada, sfagno e um punhado de terra preta. Instale a nova muda, e depois complete o vaso com o resto do substrato.

    Pronto, agora é só instalar os vasos em lugares bem iluminados, protegidos de ventos fortes, regando-os regularmente, a fim de manter o substrato sempre úmido. Isto é muito importante, uma vez que, por não conseguirem armazenar água no organismo, essas orquídeas requerem mais umidade do que o habitual. No ano seguinte, as primeiras flores dos seus novos Sapatinhos já começarão a desabrochar.

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    Desde a escolha do local para o plantio até o jeito certo de secar e identificar sementes ou transportar plantas, confiraabaixo a seleção de dicas para deixar o seu jardim mais bonito e rico.

    1. Como transportar
    Quer transportar um galho, uma muda ou uma planta inteira de um jardim para outro ou trazer alguns belos exemplares como recordação de suas viagens? É fácil.
    Coloque a planta, galho ou muda dentro de um saco plástico transparente e limpo. Adicione um pouco de água e assopre, inflando o saco como se fosse um balão. Feche-o bem e pronto: você criou uma mini-estufa portátil, onde a planta poderá se desenvolver sem correr riscos.

    2. Secar sementes
    Quando  colher sementes não as deixe secar dentro de vidros ou recipientes de plástico: elas vão embolorar e se estragarão. A melhor maneira de proceder com a secagem é em caixas de papelão ou acomodadas sobre folhas de jornal.

    3. Plantas aquáticas
    Quem disse que você precisa entrar na água para plantar um nenúfar num lago? Amarre uma pedra pesada na raiz da planta e jogue-a no local onde deseja vê-la crescer. A pedra fixará a planta no fundo do lago, como uma âncora. Use barbante ou corda de sisal ou algodão. Evite amarar a planta com fios sintéticos como o nylon.

    4. Dosagem certa
    O jardineiro deve ter a mão leve tanto no trato com as plantas como na hora de dosar os adubos, inseticidas, fungicidas e herbicidas: o excesso faz mal!

    5. Melhor época
    Ganhou ou guardou sementes e não sabe qual é a época certa de sua semeadura?

    Simples. Coloque-as numa sementeira e as observe: as sementes germinarão na época correta. Numa etiqueta, marque a data e lembre-se de fazer alguma anotação junto das sementes: onde as conseguiu, nome popular, quem as deu. O mesmo processo jamais acontecerá se você insistir em deixá-las guardadas na gaveta ou dentro de envelopes.

    6. Sol na medida
    Trepadeiras gostam de manter seus pés na sombra e suas cabeças ao sol. Por isso, o local onde você pretende plantá-la deve ter solo úmido e fresco e jamais deve ficar desprotegido.

    7. Reciclando nutrientes
    As cinzas da queima de galhos velhos e cinzas de churrasqueiras, fogões à lenha ou lareiras podem ser aproveitadas e usadas nos jardins como nutriente. É que esse pó aparentemente inútil é rico em fósforo, elemento que ajuda as plantas a produzirem mais flores e frutos. Mas atenção: as cinzas só devem ser usadas três meses após a queima.

    8. Beleza e saúde
    Experimente plantar verduras, legumes ou ervas para chás em seu jardim. Além de garantir a alimentação saudável da sua família, as bordaduras de alface, beterraba ou salsa crespa, por exemplo, vão enriquecer a paisagem com sua beleza exótica.

    rosas

    vatisonia

    Nome Científico: Watsonia meriana
    Nomes Populares: palminha-rosa ou palminha, vatisônia
    Origem: África do Sul

    Planta herbácea, perene, entouceirada, de porte médio, ereto, atingindo de 50 a 90 cm de altura. As folhas são longas, laminares, verde-claras e coriáceas. Suas flores são rosas com nuances lilás que se formam durante a Primavera. Os frutos são do tipo cápsula deiscente. Forma cormos e cormilhos.

    Quem vê se apaixona logo de cara, pouco usada no Brasil, esta bela espécie desperta suspiros aos amantes da natureza.

    Muito ornamental, é uma planta que possui um visual interessante também quando não está florida, já que suas folhas, bem verdes e longas, criam um efeito interessante.

    Deve ser cultivada a pleno sol, em solos ricos em matéria orgânica, permeáveis e com irrigação periódica. É uma espécie de fácil cultivo. Desenvolve-se bem em regiões com temperaturas amenas.

    Multiplica-se por divisão de touceiras ou cormos e cormilhos.

    Usada em jardins como bordadura ou plantada próximo a muros, paredes e grades. Também pode ser utilizada para plantio em conjunto com outras espécies.

    Curiosidades: possui um visual atrativo mesmo quando não está florida, já que suas folhas verdes e longas criam um belo efeito.

    É considerada de fácil cultivo, com irrigação periódica e como adubação dê preferência a o uso de humus de minhoca

    É considerada planta invasora na Nova Zelândia e Ilhas Mauricio.

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    Muitas pessoas ficam intrigadas, ao visitar uma exposição de orquídeas, lindas e exuberantes flores, e em casa a sua planta não tem a mesma beleza. Não podemos negar que a origem de um bom meristema de planta premiada, com certeza é fator componente desse resultado, mas não determinante, já que uma boa planta maltratada não produzirá a mesma bela floração daquela melhor cuidada.

    O segredo para se obter boas florações em nossas orquídeas está não só no zelo enquanto regas, luminosidade, ventilação, clima, controle de pragas e doenças, mas principalmente na adubação correta delas. Alguns segredos sobre como conseguem magníficas florações em suas plantas alguns orquidários ou orquidófilos profissionais nunca passam aos pobres mortais como eu e você que está comigo agora lendo esta matéria. Os primeiros, porque naturalmente têm interesse em vender mais e mais plantas aos amantes de orquídeas, e os segundos porque acham-se os detentores exclusivos dos segredos para não terem muita concorrência em exposições. Qualquer um pode ter plantas com florações lindíssimas e podendo concorrer de igual pra igual em beleza, forma e tudo mais.

    Dica
    Não estou ganhando nada para dar os nomes dos produtos que adiante se seguem, mas tenho que dizer porque do contrário você não terá como fazer o que deve ser feito, e é o que eu costumo fazer.

    Compre um bom adubo para floração. Eu costumo usar o Peters com NPK 8-45-14. Compre também um frasco ou pacotinho refil de Aji-no-moto puro (que nada mais é que glutamato monossódico natural cristalizado, extraído da cana de açúcar), e um frasco do complexo vitamínico B, o Beneroc Júnior líquido, da Bayer.

    Dissolva em 01 (um) litro de água, preferencialmente filtrada (se não tiver, deixe a água da torneira encher um tanque ou na quantidade que precisar pra molhar suas plantas, deixando-a um dia para o outro para evaporação do excesso de cloro), a seguinte quantidade: 10 gotas de Beneroc – 01 colherzinha das de café (veja foto da colher sugerida como medida) do adubo para floração Peters 8-45-14 e uma colherzinha de café de aji-no-moto, agite bem.

    Pulverize essa solução nas raízes e folhas de sua planta a cada 10 dias. Terá bons resultados na floração. A razão é simples. O complexo vitamínico B auxilia no fortalecimento das raízes da planta, justamente onde ela retira da umidade do ar os nutrientes que necessita. O glutamato monosódico do aji-no-moto é um aminoácido natural que auxilia na conversão e assimilação de nutrientes pela planta, e o adubo Peter fornece a ela os macro e micro elementos minerais que ela necessita pra manter-se saudável e produzindo belas florações.

    Segredo desvendado, mãos a obra e sucesso no seu cultivo! Mas lembre-se sempre, nunca adube sua planta em excesso, poderá provocar-lhe a queima química de suas raízes e matá-la. Como já disse noutro post, melhor adubar de menos que exagerar e errar nos efeitos. Quando for adubar suas plantas, primeiro regue-a com água natural. Só depois borrife-a com a solução de nutrientes. Agindo assim estará prevenindo eventual overdose de adubo!

    Esta dica é específica para adubação visando melhor floração das orquídeas.  Entretanto existe a adubação para manutenção e aquela para crescimento.

    De modo geral, para entendimento simples, a adubação de manutenção usamos normalmente em plantas adultas. Ela é balanceada em igualdade na combinação dos elementos químicos N-P-K (nitrogênio (N), fósforo (P)  e potássio (K) e podemos usá-la a cada 10 ou 15 dias, sempre sem exageros na dosagem, recomendando-se o uso do NPK 20-20-20 solúvel. É mais comum encontrar no mercado de lojas de jardinagem ou agropecuário a formulação NPK 10-10-10, que pode ser usada normalmente e nem por isso aumentada a dose - mas lembre-se, indicada para manutenção porque  para floração é aquela acima descrita.

    A adubação para crescimento é aquela com maior teor de nitrogênio (N), assim recomenda-se o NPK 30-10-10. Usamos essa adubação para plântulas novas ou em crescimento, e quando queremos garantir um bom enraizamento inicial, que ajudará posteriormente no melhor desenvolvimento geral da planta.

    A adubação NPK 8-45-14, de acordo com instruções do fabricante é recomendada principalmente para “arranque de plantas debilitadas”, mas prefiro usá-la para floração, apesar do fabricante indicar para tal fim a formulação NPK 10-30-20. Esta formulação pode ser utilizada para floração - mas reitero, prefiro aquela mais fosfatada, na composição NPK 8-45-14.

    Em qualquer dessas formulações, seja para crescimento (NPK 30-10-10), para manutenção (NPK 20-20-20 ou 10-10-10) ou floração (NPK 8-45-14 ou 10-30-20) pode-se fazer uso dos aditivos mencionados acima – glutamato monossódico e complexo B, na mesma proporção referenciada para floração.

    Evite usar diferentes tipos de adubo ao mesmo tempo, uma overdose pode ser fatal para sua planta. Assim, se você colocou recentemente no vaso de sua planta uma colher de torta de mamona misturada com farinha de osso ou de ostras, não poderá usar a adubação acima sugerida, pois o substrato de sua planta estará com toda uma composição de  adubo orgânico em processo de fermentação liberando vagarosamente doses de nitrogênio, fósforo e potássio, valendo essa recomendação para quem esteja usando o bokashi, que apresenta o mesmo processo, incluindo aqui aquele granulado chamado osmocote, de liberação super lenta.

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