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  • flor de palha

    A Flor-de-palha (Xerochrysum bracteatum) é uma herbácea de origem australiana e já foi muito popular no Sul do Brasil por descendentes alemãs. Por causa disso, é também conhecida como  strohblume, termo alemão que significa “flor de palha”.

    De crescimento rápido e fácil de cuidar, esta espécie conquistou muitos admiradores. Pode chegar a até 1,2 m de altura, sendo que já existem variedades anãs com, no máximo 30 cm de altura.

    Durante a Primavera, suas flores surgem em grande quantidade. São envolvidas por brácteas que dão um interessante aspecto de flor seca. Diversas cores estão disponíveis no mercado: desde a tradicional amarela até rosas, vermelhas, laranjas, bicolores e até esbranquiçadas, todas muito duráveis e usadas como flor de corte e arranjos.

    A flor-de-palha aprecia sol pleno, rico em matéria orgânica e bem drenado. É ideal para formar maciços em jardins. Já as variedades anãs podem ser cultivadas em vasos e floreiras. Ambas se adaptam bem em todo o Brasil.

    Sua característica é o colorido e a rusticidade são as suas principais qualidades, devem ser plantadas em solo rico em matéria orgânica. É uma planta que se adapta bem a todos os climas, a sol pleno. A irrigação deve ser periódica e adubado mensalmente, de preferência com adubos orgânicos.

    Sua propagação é feita por sementes.

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    As Flores

    rosa-caninaRosa-de-Mosqueta (Rosa canina): exemplo de flor completa

    A flor é a estrutura que suporta os órgãos reprodutores das plantas superiores, ou fanerógamas, que se opõem às criptogamas, plantas cujos órgãos reprodutores são menos aparentes. As flores são encontradas nas plantas de floração (plantas da divisão Magnoliophyta, também chamado de angiospermas). A função biológica de uma flor é mediar a união do espermatozóide com o óvulo feminino, a fim de produzir sementes. O processo começa com a polinização, é seguido de fertilização, levando à formação e dispersão das sementes. Para as plantas mais altas, as sementes são a próxima geração, e servem como o principal meio pelo qual os indivíduos de uma espécie são dispersados na paisagem. O agrupamento de flores em uma planta é chamado de inflorescência.

    Além de servir como os órgãos reprodutivos das plantas com flores, as flores sempre foram admiradas e usadas pelas pessoas, principalmente para ornamentar e ambiente, é também como fonte de alimento.

    Classificação das Flores
    As flores que possuem todos os verticilos dominam-se flores completas. Quando falta um ou mais verticilos, dizemos que a flor é incompleta. Uma flor completa possui os verticilos reprodutores dos dois sexos (androceu e gineceu) essas flores são chamadas de hermafroditas. Algumas plantas, tem flores tem com sexos separados. Na aboboreira, existem flores que possuem apenas androceu e outras só gineceu. As flores que só possuem androceu são unissexuadas masculinas. As flores em que existem o gineceu são unissexuadas femininas.

    Composição das Flores
    A flor é composta de uma haste e mais quatro partes, chamadas verticilos florais. A haste que prende a folha ao caule ou aos outros ramos chama-se pedúnculo. A extremidade dilatada do pedúnculo, onde se prendem os verticilos, chama-se receptáculo. Os verticilos florais são o cálice, a corola o androceu e o gineceu.

    A flor é o elemento componente da planta que registra de maneira mais pródiga as marcas da evolução, embora só apareça em certas fases e tenha duração efêmera. Isso se deve à complexidade de sua organização, decorrente da fixação de detalhes que visam a proporcionar a cada espécie as melhores condições possíveis de sobrevivência e de reprodução.

    Além das recíprocas adaptações entre as flores e os agentes polinizadores, certos fatos, como o enriquecimento do perianto, são tomados como evidências de relevo na evolução floral. Conquanto certas formas simples de perianto possam ser interpretadas como atrofias ocorridas ao longo dos tempos, a maioria das flores parece ter evoluído de perianto nulo ou único para duplo e triplo, mais capazes de dar proteção ao aparelho reprodutor e com maiores atrativos para os polinizadores.

    O Perianto das Flores: Cálice e a Corola da Flor
    O cálice e a corola constituem o perianto da flor, que é a região de proteção e sedução da flor. O perianto é também um elemento de atração de insetos e pássaros, que desempenham um papel importante na polinização das flores. Se constitui em geral de três círculos de folhas modificadas denominados, de fora para dentro, calículo, cálice e corola. As peças que constituem o cálice denominam-se sépalas e as que formam a corola, pétalas. O perianto pode ser ausente (flor aclamídea), único (formado por um só círculo de peças, que, por convenção, se considera cálice – flor monoclamídea) duplo (coexistem cálice e corola – flor diclamídea) ou triplo (três círculos).

    O cálice pode ser dialissépalo (sépalas livres), gamossépalo (sépalas soldadas entre si), verde ou petalóide (sépalas coloridas). Quanto à consistência, pode ser foliáceo, paliáceo, córneo ou carnoso.

    A corola, quanto a simetria, pode ser radiada (possui vários planos de simetria, com as pétalas semelhantes), lateral (possui um único plano de simetria, com uma pétala mediana ímpar e outras laterais, semelhantes duas a duas, como é o caso da planta do feijão), bilateral (possui dois planos de simetria, com duas pétalas medianas, semelhantes, e outras, perpendiculares a elas, também semelhantes) ou irregular (não possui plano de simetria, sendo as pétalas desiguais). A corola pode ser ainda dialipétala, quando as pétalas são livres, ou gamopétala, se soldadas entre si.

    Fertilização e Características Sexuais das Flores
    A Fertilização das flores é a fusão dos gametas (células sexuais) masculinos e femininos da flor, que produz um zigoto.

    Após a polinização das flores, os grãos de pólen, que contem gametas masculinos, ficam no estigma, a alguma distancia do gameta feminino (oosfera). Para permitir o encontro dos gametas, o pólen germina e produz um tubo polínico, que cresce em direção ao saco embrionário (parte interna do óvulo, que contém a oosfera). dois gametas masculinos, que viajam pelo tubo polínico, penetram no saco embrionário.

    Um gameta se funde com a oosfera e produz o zigoto, que desenvolvera no embrião da planta. O outro funde-se em dois núcleos polares para produzir o endosperma; pétalas caem, juntamente com estame e estilete; a parede do ovário forma, em torno da semente, uma camada (pericarpo), que se desenvolve e se transforma no fruto. A apomixia, formação de frutos sem que ocorra a fertilização do gameta feminino pelo masculino, pode ocorrer em algumas espécies, como a amoreira-negra.

    Quanto à presença e distribuição das características sexuais, a flor pode ser bissexuada, hermafrodita ou andrógina (quando possui órgãos de ambos sexos), unissexuada monóica (sexos separados na mesma planta), unissexuada dióica (existência de flores de um sexo num pé e de outro sexo em pé diferente), assexuada ou estéril (desprovida de órgãos sexuais, sinal de degeneração).

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    (azaléia-coreana)

    Entre as tantas espécies de azaléias, as originárias da Coréia (azaléia-coreana) se destacam pela floração intensa, que ocupa quase a totalidade do arbusto e deixa poucas folhas à mostra. Nas cores lilás-arroxeado e rosa, as flores aparecem no inverno e seguem até a primavera. Aceitam poda e preferem clima frio.

    Solo: Por ser um arbusto rústico, a azaléia adapta-se bem a qualquer tipo de solo, porém, para produza uma florada exuberante, o ideal é cultivá-la usando a seguinte mistura de solo:
    · 2 partes de terra comum de jardim
    · 1 parte de areia
    · 1 parte de composto orgânico

    Luminosidade e regas: As azaléias não florescem dentro de casa e precisam de luz solar plena para crescerem bem. Para mantê-las em áreas internas, deixe as plantas fora de casa até que as flores se abram, aí então podem ser levadas para dentro, mas é preciso que fiquem em um local bem claro, próximo à janela. O cultivo pode ser feito à meia-sombra desde que a planta receba luz solar direta pelo menos 4 horas por dia. Evite o excesso de água nas regas: o ideal é fornecer água à planta apenas quando o solo apresentar-se seco, sem encharcar.

    Adubação: Floradas pouco exuberantes ou brotos que não crescem é sinal que falta nutrientes para a azaléia. Adube uma vez por mês com a seguinte mistura:
    · 1 parte de farinha de ossos
    · 1 parte de torta de mamona
    Se for utilizar fertilizante químico, dê preferência para aqueles ricos em fósforo (o P da fórmula NPK). Ou seja, escolha um NPK onde o P seja maior que o N e o K. Ex: um NPK de fórmula 4-12-4.

    Podas: Depois da floração, a poda é uma boa medida para estimular o surgimento de novos brotos e garantir uma próxima florada bem exuberante. Aproveite para fazer uma boa limpeza na planta, retirando as flores murchas e as folhas amarelas. Assim que terminar a floração das azaléias, retire os galhos em excesso e corte as pontas dos outros galhos, até chegar ao formato e tamanho que você quiser. Para aumentar a próxima floração, elimine as pontas de todos os galhos que floresceram este ano.

    Controlando problemas
    Galhas
    – folhas e pétalas atacadas tornam-se espessas e deformadas apresentando, às vezes, manchas esbranquiçadas. As extremidades dos ramos também podem manifestar o problema, tornando-se “esgalhadas”. Controle: Elimine as partes afetadas e utilize um fungicida do tipo Calda Bordalesa.

    Oídio – A planta apresenta manchas esbranquiçadas na frente e verso das folhas e até no cálice da flor. Com o tempo, as folhas apresentam coloração cinza escuro e começam a cair prematuramente. Controle: Reduza a quantidade de água nas regas, isole as plantas atacadas ou suspeitas e faça pulverizações com fungicida em casos mais severos.

    Seca de ponteiros – Apresenta-se na forma de uma podridão marrom escura, que se inicia na ponta do ramo e se espalha para baixo, atingindo a haste principal. Pode provocar até a morte da planta. Controle: Faça a poda dos ponteiros atacados e proteja o corte com uma pasta à base de oxicloreto de cobre.

    Clorose – Toda a folhagem pode tornar-se amarela. Controle: Normalmente, o problema surge por deficiência nutricional. Deve-se observar a adubação correta, verificando se há carência dos nutrientes.

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    phal equestris

    A espécie Phalaenopsis equestris é originária das Filipinas e Taiwan, onde é encontrada em regiões de baixas altitudes é uma bela planta com maravilhosa floração.
    Apresenta folhas coriáceas medindo  14 cm x  5 cm em média (ref. comprimento e largura maiores), formato oblongo-lanceolado, carnudas e muito sensíveis à luz solar direta. A inflorescência que sai da região basal da planta forma haste ramificada, com dezenas de flores pequenas medindo ente 2 e 3 cm de diâmetro e fragrância exótica, lembrando o perfume da C. violacea.  Suas flores de pétalas e sépalas no tom rosa, variam muito enquanto diversidade de tons, razão porque é frequentemente encontrada sob a designação Phalaenopsis rosea, Além desse sinônimo, possui outra dezena, incluindo Phalaenopsis riteiwanensis, Phalaenopsis stauroglottis com algumas nomenclaturas apresentando as variedades: alba, aurantiaca, aurea , cyanochila, leucaspis e leucotanthe.

    Pode ser cultivada em todo o Brasil, principalmente nas regiões de clima mais quente e úmido, em substrato misto comum para aquelas híbridas, sem grandes mistérios e dificuldade, apesar de produtores comerciais em larga escala optarem por casca de pinus.

    Pode ser cultivada num substrato mix de casca de peroba rosa, esfagno, cacos de telha e palha de arroz carbonizada, com enraizamento denso e saudável. O gênero Phalaenopsis é um dos ideais para cultivo em interiores, próximos de janelas ou aberturas com boa luminosidade filtrada por cortinas.

    A adubação é a comum a toda orquídea, lembrando, sem exageros e usando água desmineralizada (da chuva) ou filtrada.

    Analisando a etmologia da nomenclatura “equestris”, palavra latina que significa  “relacionado a cavalo”,  enquanto explicação dada pelo taxonomista, se se referenciou ao formato da flor, é obscuro – talvez seu formato lembre a cabeça de um eqüino. É encontrada também na forma alba, além de dezenas de híbridos. Recomenda-se manter a haste floral  na planta porque nesta espécie é comum brotar  novas plântulas (conhecidas como “keikis”).
    Seguindo essa recomendação poderá brotar até duas plântulas.

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    pampas-gaúchoTípica paisagem dos campos (pampas gaúchos)

    Os Campos caracterizam-se pela presença de uma vegetação rasteira (gramíneas) e pequenos arbustos distantes uns dos outros. Podemos encontrar
    esta formação vegetal em várias regiões do Brasil (sul do Mato Grosso do Sul, nordeste do Paraná, sul de Minas Gerais e norte do Maranhão), porém é no sul do Rio Grande do Sul, região conhecida como Pampas Gaúchos, que encontramos em maior extensão.

    Características principais dos Campos:
    - vegetação formada por gramíneas e arbustos e árvores de pequeno porte.
    - não dependem de grande quantidade de chuvas.
    - sua extensão atingem os territórios da Argentina e Paraguai.

    Os campos da região sul do Brasil são denominados de pampas, termo indígena que significa região plana, abrangendo o Estado do Rio Grande do Sul, o Uruguai e a Argentina.

    O clima nos campos sulinos é caracterizado com altas temperaturas no verão, chegando a 35ºC, e o inverno é marcado com geadas e neve em algumas regiões, marcando temperaturas negativas. A precipitação anual se situa em torno de 1.200 mm, com chuvas concentradas nos meses de inverno. O clima é frio e úmido.

    A vegetação predominante é de gramíneas, leguminosas e compostas, compondo uma paisagem homogênea (Figura 2). As gramíneas mais freqüentes são dos gêneros Andropogon, Aristida, Paspalum, Panicum e Eragrotis. Entre as árvores de maior porte, que são fornecedoras de madeira, temos o louro-pardo, o cedro, a cabreúva, a grápia, a guajuvira, a caroba, a canafístula, a bracatinga, a unha-de-gato, o pau-de-leite, a canjerana, o guatambu, a timbaúva, o angico-vermelho, entre outras espécies características como a palmeira-anã (Diplothemium campestre). Os campos sulinos possuem uma diversidade de mais de 515 espécies. Já os terrenos planos das planícies e planaltos gaúchos e as coxilhas, de relevo suave-ondulado, são colonizados por espécies pioneiras campestres que formam uma vegetação tipo savana aberta (Ambientebrasil, 2007).

    Caracterizam-se pela presença de uma vegetação rasteira (gramíneas) e pequenos arbustos, distantes uns dos outros.

    Esse tipo de vegetação é encontrado em dois lugares distintos. Os campos de terra firme (savanas de gramíneas baixas) são característicos do norte da Amazônia, Roraima, Pará e ilhas do Bananal e de Marajó, enquanto os campos limpos (estepes úmidas) são típicos da região sul, dando origem aos famosos “Pampas Gaúchos”.

    O campo limpo é destituído de árvores, bastante uniforme e com arbustos espalhados e dispersos. Já nos campos de terra firme as árvores, baixas e espaçadas, se integram totalmente à paisagem. Em ambos os casos o solo é revestido de gramíneas, subarbustos e ervas. Entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os campos formados por gramíneas e leguminosas nativas se estendem como um tapete verde por mais de 200.000 km², tornando-se mais densas e ricas nas encostas. Nessa região, com muita mata entremeada, as chuvas distribuem-se regularmente pelo ano todo e as baixas temperaturas reduzem os níveis de evaporação. Tais condições climáticas acabam favorecendo ao crescimento de árvores. Isso não ocorre nos campos das áreas do Norte do país.

    Devido à riqueza do solo, as áreas cultivadas do Sul se expandiram rapidamente sem um sistema adequado de preparo, resultando em erosão e outros problemas que se agravam progressivamente. Os campos são amplamente utilizados para a produção de arroz, milho, trigo e soja, às vezes em associação com a criação de gado. A desatenção com o solo, entretanto, leva à desertificação, registrada em diferentes áreas do Rio Grande do Sul.

    Repetindo o mesmo erro dos agricultores, o pastoreiro está provocando a degradação do solo.  Na época de estiagem, quando as pastagens secam, o mesmo número de animais (gado e ovelhsa) continua a disputar áreas menores. Com o pasto quase desnudo, cresce a pressão sobre o solo que se abre em veios. Quando as chuvas recomeçam, as águas correm por essas depressões dando início ao processo de erosão. O fogo utilizado para eliminar restos de pastagens secas, torna o solo ainda mais frágil.

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    A maioria das flores de outras plantas utiliza-se de ofertas de alimento aos agentes polinizadores para atraí-los. As orquídeas, sendo plantas tão econômicas, que vivem de recursos tão esparsos, desenvolveram outras técnicas de atração que raramente incluem estes prêmios em forma de alimento. As formas mais comuns são o mimetismo a alguma forma que interesse aos insetos, cores, perfumes ou cera. Adaptaram-se também em sua forma de modo a forçar os agentes polinizadores a carregarem o pólen ao visitarem as flores, porém de maneira tão completa que somente o agente polinizador correto ajusta-se ao mecanismo da flor, outros visitantes não carregam o pólen. Isto ocorre devido ao fato de todo o pólen estar condensado em somente um polinário e este ser removida completo de uma vez, ou seja, a chance de polinização da flor é única. Da mesma forma o labelo de suas flores apresenta grande variedade de estruturas que objetivam colocar o agente polinizador na posição correta para que as polínias aderidas a ele alojem-se na posição exata no estigma da flor.

    Por serem plantas geralmente epífitas, o material disponível para sua nutrição é limitado e a água disponível somente a partir das chuvas ou umidade presente no ar, assim as orquídeas aprenderam a tirar o maior proveito possível dos poucos recursos disponíveis. Adaptaram-se para o armazenamento de água em caules espessados, quase suculentos, chamados pseudobulbos, ou em raízes altamente porosas revestidas de uma camada esponjosa capaz de absorver umidade do ar, conhecida como velame, ou em folhas bastante espessas, ou ainda, quando terrestres, em pequenos tubérculos radiculares. Pela mesma razão, geralmente são plantas que apresentam longo período de repouso com baixo metabolismo, e rápido crescimento ou floração somente durante a estação em que os recursos são mais abundantes. Muitas perdem as folhas para evitar a desidratação nos períodos mais secos ou durante o período de repouso.

    Pela sua estrutura reprodutiva, as orquídeas obrigatoriamente necessitam do auxílio de agentes externos para o transporte de pólen ao órgão feminino de suas flores, uma vez que a massa polínica é pesada demais para ser levada pelo vento, e a parte receptiva do órgão feminino não é exposta o suficiente para recebê-la. Assim, as orquídeas selecionaram as estratégias mais fascinantes para promover a polinização. As flores podem possuir cores e aromas que atraem a atenção de polinizadores diversos, como abelhas, borboletas, mariposas diurnas e noturnas, besouros e beija-flores. Sua forma e tamanho também correspondem ao tipo de polinizador.

    Algumas flores podem assumir formas extremas. Orquídeas do gênero europeu Ophrys, por exemplo, apresentam a cor e a forma do labelo, ornado por cerdas, de maneira tal que se assemelham a fêmeas de uma certa espécie de abelhas. De forma que o macho, atraído pelo feromônio produzido pela própria flor e pela sua forma, copula com esta por engano, levando consigo as polínias, que depositará na próxima flor que visitar.

    Outras, como o gênero africano Angraecum, com flores noturnas, produz néctar em tubos extremamente longos na base dos labelos, de modo que somente certas mariposas noturnas com probóscides igualmente longas, podem alcançá-lo. Ao posicionarem-se diante das flores, as mariposas esbarram sua cabeça nas anteras, fazendo com que as polínias sejam atiradas e presas em si.

    As flores das orquídeas do gênero Coryanthes, contínuamente secretam um líquido que se deposita em um recipiente formado por seu labelo. Ao tentar coletar este líquido os insetos caem dentro do labelo e somente podem sair por pequena abertura. Ao passar por este estreito espaço levam as polínias em suas costas.

    O labelo das flores do gênero Bulbophyllum são presos à coluna por uma estrutura muito delicada que permite que ele balance com o vento mimetizando o movimento dos insetos.[28]

    As flores do gênero Catasetum podem ser masculinas, femininas ou hermafroditas. As flores masculinas são mais vistosas que as femininas e apresentam duas antenas muito sensíveis próximas ao labelo, as quais, quando tocadas pelos agentes polinizadores, ejetam o polinário com força suficiente para, se não atingirem o inseto, percorrerem mais dois metros de distância em uma fração de segundo.

    Algumas orquídeas, ainda, não produzem néctar, mas perfume. Certas abelhas visitam suas flores para recolherem este perfume, que se acredita ser usado por elas para a síntese de feromônios.

    Algumas espécies auto polinizam-se com facilidade em um processo chamado cleistogamia. Enfim, há incontáveis exemplos de estratégias de polinização entre as orquídeas, descrevê-los todos transformaria esta página em um livro. Outros mecanismos de polinização são discutidos nos diversos artigos sobre as espécies de orquídeas.

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    As orquídeas adaptaram-se aos mais variados ambientes. Podem ser terrestres, crescendo tanto em campinas e savanas em meio à relva, como sobre o solo de florestas sombrias; epífitas sobre árvores ou arbustos, próximas ao solo abrigadas da luz, ou perto do topo das árvores e cactos, submetidas à bastante luz; litófitas crescendo sobre solos rochosos ou apoiadas diretamente nas pedras, psamófitas sobre a areia das praias, saprófitas em turfa e elementos em decomposição no solo, ou raramente aquáticas em brejos e áreas pantanosas. Um caso extremo é uma espécie subterrânea da Austrália da qual apenas ocasionalmente emergem as flores.

    Crescimento
    Apresentam crescimento contínuo ou sazonal, simpodial ou monopodial, agrupado ou espaçado, ascendente ou pendente, aéreo ou subterrâneo, o crescimento das orquídeas dá-se de maneiras muito diversas. Conforme o ambiente predominam certas formas de crescimento. Nas áreas tropicais o crescimento contínuo é mais comum, porém existem espécies de crescimento sazonal. Em áreas sujeitas à secas ou frio intenso o crescimento costuma ser sazonal. As orquídeas monopodiais costumam crescer de maneira contínua. As simpodiais apresentam certa sazonalidade.

    Raízes
    As orquídeas não apresentam raízes primárias, que são raízes centrais principais de onde brotam outras raízes secundárias, mas apenas as raízes secundárias as quais brotam diretamente do caule e ocasionalmente de outras raízes. Frequentemente servem de depósitos de nutrientes e água e ajudam as plantas a reterem e acumularem de material nutritivo que se deposita em suas bases. Em alguns casos são também órgãos clorofilados capazes de realizarem fotossíntese durante os períodos em que as plantas perdem as folhas. Variam em espessura, de muito finas a extremamente grossas. A estrutura das raízes diferencia-se muito entre as orquídeas, conforme a maneira e local onde crescem.

    As espécies epífitas geralmente apresentam robustas raízes, cilíndricas enquanto aéreas, as quais assumem formato achatado após aderirem ao substrato. Em regra são recobertas por espessa superfície esponjosa e porosa denominada velame, tecido altamente especializado na absorção de água ou umidade do ar.

    As espécies terrestres normalmente encontram-se espessadas em pequenas ou grandes estruturas parecidas com tubérculos de esféricos a longamente cilíndricos que servem de reserva de nutrientes e água e substituem os pseudobulbos presentes nas espécies epífitas. Ocasionalmente estes tubérculos separam-se da planta principal originando novas plantas.

    A durabilidade das raízes varia em função dos fatores ambientais e geralmente é inferior à duração dos caules. Novas raízes costumam brotar durante ou no final do período de crescimento vegetativo da planta.

    Apesar de geralmente não ser a fonte principal de nutrientes das orquídeas, estas geralmente valem-se da associação com um fungo chamado Micorriza que se aloja nas células exteriores do velame de suas raízes e excreta diversos nutrientes então diretamente absorvidos por suas raízes.
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    Funcho

    Nomes populares: Funcho, Erva-Doce, Fiolho.
    Família: Apiaceae.
    Origem: Mediterrâneo
    Habitat: O Funcho é uma erva espontânea em várias zonas do Mundo, cresce em grandes extensões de terreno e em jardins.

    Suas folhas são longas e muito finas, com forma acicular, ou seja, em forma de agulha. São bastante flexíveis, mas podem tornar-se duras externamente quando não encontram água suficiente.
    Suas flores são muito pequenas (2 a 5 mm de diâmetro), de cor amarela. Elas crescem em inflorescências, que são grupos de flores que partem de um único ramo. Cada inflorescência pode conter de 20 a 50 pequenas flores.

    O funcho é muito confundido com a erva-doce. Porém, suas sementes são secas e maiores que as da erva-doce. Quando cultivado no Brasil, mede em geral 70 cm, mas pode atingir até 1 metro de altura ou mais. Na Europa, devido às diferentes condições climáticas, pode chegar a 2 m de altura. Pode adquirir coloração levemente azulada quando expostas à solos secos e com radiação solar excessiva.

    As partes utilizadas desta planta são as raízes, folhas e sementes, que são fortemente aromáticas, com cheiro semelhante ao anis.

    Cultivo: É uma planta que não tolera temperaturas extremas, ou seja, nem muito quentes nem muito frias. O plantio deve ser feito em época de chuva, para garantir um bom suprimento de água.

    Sementeira: Na Primavera e no Verão com distâncias entre plantas na linha de 15 a 20 cm.

    Transplantação:
    4 a 6 semanas depois de semeado em alvéolos.

    Luz:
    Sol

    Solos:
    Profundos de textura média, frescos e férteis, com boa drenagem. É tolerante á salinidade e à acidez.

    Temperatura:
    O Funcho não tolera geadas e está mais adaptado ao calor.

    Rega: Importante na fase de formação do pseudobolbo, para evitar a floração precoce.

    Adubação: Adubo orgânico

    Floração: Verão

    Pragas e doenças: Lepidópteros (Spodoptera littoralis) e Agrostis spp. Como doenças mais importantes a Botrytis cinerea, Pythium spp. e Sclerotinia sclerotiorum .

    Propagação: Feita por sementes, que podem ser plantadas diretamente no local definitivo.

    Conservação: Conservar as sementes de Funcho em local seco dentro de invólucros bem fechados.

    Aplicações medicinais: Apresenta propriedades diuréticas e sedativas. Também é digestivo e combate dores de cabeça de origem digestiva. Combate problemas intestinais e ajuda a prevenir o mau hálito.

    Partes utilizadas: Frutos (sementes), bases dos pecíolos e bainhas das folhas. As raízes do Funcho também são utilizadas em fototerapia.

    Propriedades: Aromático, estimulante, expectorante, purificante, tônico.

    Contra-indicações: Não usar na gravidez e em asmáticos com forte tendência alérgica.

    Outros usos:
    O funcho é usado industrialmente na cosmética, confeitaria e fabrico de licores. É uma excelente planta melífera. Com um intenso aroma que faz lembrar o anis, combina muito bem com natas e é também óptimo para rechear a barriga de um peixe que vá a assar. As suas folhas picadas resultam igualmente sobre saladas, batatas, pratos de arroz ou em molhos para pastas.

    Se o plantio for feito em vaso, em local coberto, a rega abundante é importantíssima nos primeiros dias. O espaçamento ideal entre as plantas é de 0,8 x 1,2 m. O solo deve ser rico em matéria orgânica, bem drenado e poroso. A colheita pode ser feita o ano todo.

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    Doenças de plantas são distúrbios da planta causados por um determinado agente. O ramo da agronomia que estuda as doenças das plantas é a fitopatologia.

    Quem causa as doenças?
    As doenças de plantas podem ser causadas por diversos tipos de microrganismos: fungos, bactérias, vírus, entre outros. A maioria das doenças de plantas é causada por fungos.

    O que pode parecer óbvio para uns, para outros é uma novidade: Doenças de plantas nunca poderão causar doenças em animais, e vice-versa. O que pode causar problemas são as toxinas geradas pela ocorrência da doença na planta, podendo intoxicar os seres humanos.

    Fungos?
    São muitos os tipos de fungos existentes. O cogumelo, por exemplo, é uma parte de um fungo, chamada de corpo de frutificação. Tente imaginar os fungos como vários fios finos, chamados de “hifas”, que penetram nos tecidos da planta, sugando água e nutrientes da planta. Um aspecto básico dos fungos é que sua reprodução é geralmente favorecida pela presença de água, seja da chuva, da irrigação, do orvalho, ou mesmo da umidade do ar.

    Como a doença surge no jardim?
    São vários os meios de uma doença se espalhar pelas plantas do seu jardim, mas é possível evitá-las. As causas mais prováveis estão listadas a seguir:
    - Excesso de água na rega. Regas sem controle favorecem o aparecimento dos fungos, principalmente na base de algumas plantas.

    - O solo não drena bem as águas. Solos compactados, muito argilosos, ou com uma mistura desfavorável de argila e areia podem se tornar quase impermeáveis, acumulando água na base da planta.

    - A região tem problemas com a doença. Um bom exemplo, é o mamão, que sempre que plantado na região sudeste pegará um vírus, chamado de mosaico do mamoeiro.

    - A planta pode ser suscetível à doença. Determinadas plantas possuem maior tendência a sofrer ataques de doenças.

    - A planta pode estar estressada demais. Deixar a planta em condições inadequadas a ela, a torna uma planta estressada. Ao cultivarmos uma planta de pleno sol em ambiente sombreado, há tendência de aparecimento de doenças causadas por fungos.

    - Pode estar faltando nutrientes à planta. A falta de nutrientes causa enfraquecimento das plantas, tornando-as mais predispostas a contrair doenças.

    - Pode haver insetos, ou mesmo animais, que estejam transmitindo a doença a essas plantas. Os pulgões, por exemplo, podem transmitir alguns vírus às plantas.

    Medidas de controle das doenças
    Para evitar que seu jardim fique infestado de doenças, alguns são os cuidados que devemos tomar:

    - Reguem o jardim na quantidade recomendada para a planta em questão. Nem regue nem muito mais, nem muito menos. Ao observar fungos na planta, reduza as regas.

    - Elimine as plantas e ramos doentes. Não adianta, as folhas ou galhos que já foram atingidos não serão mais recuperados. Para evitar que a doença se espalhe ainda mais, corte os galhos e folhas doentes, ou arranque as plantas atingidas.

    - Caso esteja empoçando água freqüentemente nos arredores da planta, procure quebrar os torrões da superfície, adicionar matéria orgânica ao solo, não jogar jatos fortes de água no solo, manter o solo coberto com folhas, pedriscos, ou outros materiais.

    - Adube corretamente as plantas, com o suprimento total de nutrientes, a planta consegue se defender melhor de ataques de doenças.

    - Deixe a planta na luminosidade mais adequada, evitando condições estressantes à mesma, o que favoreceria o aparecimento de doenças.

    - Evite a permanência de pulgões em seu jardim, controle-os com pulverização de caldo de fumo.

    - Utilize plantas que não são facilmente atingidas por doenças na sua região. Plantas de clima quente, quando plantadas em clima frio, podem contrair mais doenças.

    Caso a planta continue com a doença, elimine-a do seu jardim. Não adianta insistir na mesma planta, algumas não podem ser plantadas nas condições do seu jardim.

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    doenças

    Ao conhecer o máximo que puder sobre as diversas doenças das plantas, prontas para prejudicá-las, você pode manter seu jardim de plantas anuais saudável sem muito esforço.

    É possível se enganar ao selecionar plantas resistentes e essa não é a única medida que você deve tomar para combater as doenças. Evidentemente, você terá que cuidar das plantas, inclusive tomar medidas preventivas para evitar o aparecimento de doenças no seu jardim.

    Algumas dicas de cuidados com as plantas está aqui neste artigo, talves uma delas pode ser útil para você.
    Da pulverização de uma solução para que as plantas não murchem, criada para combater o fungo das folhagens, ao desbastamento dos galhos para uma melhor circulação de ar nas plantas propensas ao bolor, existem vários métodos que podem ser convenientes, dependendo do que você decidiu plantar no jardim. Você também aprenderá sobre tais remédios caseiros contra as doenças, como sprays de bicarbonato de sódio para prevenir os fungos.

    E não podemos nos esquecer dos efeitos nocivos que as ervas daninhas podem ter sobre as plantas saudáveis. Descubra diversas maneiras úteis de manter sob controle as ervas daninhas, incluindo o uso de venenos, como glúten de milho, no solo, ou a escavação do canteiro para que as ervas daninhas que estão prontas para atacar fiquem expostas.

    Você também aprenderá mais sobre a cobertura – de variedades orgânicas, como folhas, pedaços de casca de árvore ou serragem, ou de opções inorgânicas, como pedaços de tapete ou tecidos. O melhor de tudo, a cobertura não apenas evita as ervas daninhas, como também mantém a umidade e deixa seu jardim com uma aparência bonita. Certifique-se de ler as dicas sobre a colocação da cobertura para garantir que a camada não seja muito grossa e acabe abafando as plantas.

    Utilize as técnicas preventivas resumidas nesse artigo para manter seu jardim livre de doenças. Dessa maneira, suas plantas anuais podem florescer como deveriam e você não precisa travar uma batalha contra as doenças e ervas daninhas que atacam as plantas.

    Noções básicas sobre doenças nas plantas
    O cultivo de plantas saudáveis é o primeiro passo para a um jardim magnífico. Para conseguir isso, é importante prevenir as doenças prestando bastante atenção na seleção das plantas e no seu cuidado. As sugestões a seguir ajudarão a manter suas plantas sem doenças.

    Seleção de plantas
    Algumas plantas são naturalmente mais vigorosas e saudáveis do que outras. O ideal é escolher esses tipos de plantas para o seu jardim – especialmente se você não tiver muito tempo para cuidar das ervas daninhas, pragas e doenças.

    Sempre que possível, escolha plantas resistentes a doenças. Elas são cultivadas para resistirem a infecções – uma maneira ideal de evitar as doenças. O cultivo de verduras resistentes a doenças evita a contaminação com produtos químicos de seu alimento. As variedades de plantas resistentes de flores populares, como as rosas, diminuem o tempo gasto, a preocupação e os gastos.

    Existem disponíveis vários níveis de proteção:
    - algumas plantas têm resistência a várias doenças para proteção máxima. O tomate caqui, por exemplo, resiste a diversos tipos de murcha: vírus do tabaco, nematóides e manchas cinzas nas folhas. O pouco que fica acaba danificando-o;

    - algumas plantas resistem somente a uma doença. Mas se essa doença for um problema na sua região, essas plantas valerão seu peso em ouro;
    - outras plantas são tolerantes a doenças, o que significa que podem adquiri-las, mas que mesmo assim crescerão bem.

    Para descobrir mais coisas sobre as plantas resistentes às doenças de sua região, consulte o Serviço da Cooperativa ou um profissional experiente. Você também pode inserir seu nome na lista de correspondências de catálogos de sementes e criadouros que descrevam as plantas resistentes a doenças.

    Cuidado com as plantas
    As doenças podem atacar suas plantas quando você menos suspeitar de sua existência. Felizmente, você pode prevenir algumas doenças antes que elas ataquem, seguindo as dicas a seguir.
    - Pulverize solução contra a murcha das plantas naquelas suscetíveis aos fungos nas folhagens. Esse produto é um óleo de pinho modificado a ser espalhado em uma camada fina que evita que a folhagem da sempre-viva seque no inverno. Um efeito colateral inesperado da camada é que ela evita que os esporos dos fungos penetrem nas folhas sensíveis. Faça a mistura, de acordo com as orientações do rótulo, e experimente-a em flox, monardas, pepinos, melancias, tomates e maçãs.

    - Experimente sprays de bicarbonato de sódio para prevenir as doenças de fungos. Misture 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio em 500ml de água com 1/2 uma colher de chá de óleo de milho. Agite bem, coloque em um spray e mãos à obra. Pulverize as plantas mais sensíveis sempre depois das chuvas para ajudar a prevenir doenças como o bolor em pó.

    - Afine os galhos das plantas propensas a doenças para melhorar a circulação de ar. O flox e a monarda suscetíveis ao bolor, por exemplo, podem crescer em ramagens tão densas que podem impedir a passagem de ar. Isso estimula o ataque de fungos, mas pode ser facilmente combatido. Quando as plantas brotarem novamente na primavera, corte a cada terceiro galho, atingindo os que estão fracos, ou remova as áreas de crescimento mais denso.

    As ervas daninhas podem ser tão nocivas às plantas saudáveis quanto as próprias doenças. Elas germinam e crescem com muita rapidez. Logo que aparecem a aproximadamente 2,5cm da superfície do solo (por meio de escavações), começam a brotar. Aqui vão algumas maneiras de manter sob controle as ervas daninhas:

    - Após cavar profundamente, no início da primavera, para preparar o solo para a plantação, espere uma semana ou mais antes de semear alguma coisa. A cada três dias, remexa 2,5 cm da superfície do solo com uma enxada ou uma capinadeira, deixando a parte de baixo do solo inalterada. Isso irá expor vários ciclos das novas ervas daninhas brotadas que secarão e morrerão com a exposição ao sol e ao ar.

    Essa abordagem pode ser usada quando as sementes forem plantadas com as mudas, ou no lugar delas.

    - Em locais onde somente as mudas serão utilizadas, é recomendável o uso de um veneno, como glúten de milho. Ele é espalhado no solo, ao redor das plantas anuais já cultivadas. É importante que as plantas anuais cheguem a no mínimo 7,5cm a 10cm de altura antes de o produto ser aplicado. No caso de mudas, o veneno pode ser aplicado uma vez que as plantas novas tenham chegado a esse tamanho de 7,5 cm a 10 cm.

    A maneira mais popular de reduzir o problema da erva daninha é o uso de algum tipo de cobertura. A cobertura é uma camada de material orgânico ou inorgânico colocado na superfície do solo para eliminar as ervas daninhas, manter a umidade do solo e ter um efeito moderado sobre a temperatura do solo.

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