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    Todas as espécies vegetais possuem um determinado número de pragas e patógenos que as atacam. As orquídeas, embora plantas resistentes a muitas doenças que dizimam outras culturas, não são exceções. Há hoje identificadas mais de 130 doenças que afetam, em maior ou menor grau, as orquídeas, entre fungos, bactérias e vírus, somente nos Estados Unidos. No Brasil não é diferente. Pode-se afirmar com segurança, que não há coleção no Brasil que não apresente um número (maior ou menor, dependendo dos cuidados fitossanitários adotados) de plantas atacadas por doenças. Portanto, já que não é factível erradicar as doenças do orquidário, essencial se torna saber mantê-las sob controle, de modo a não afetar de forma significativa a produtividade e beleza das plantas.
    O objetivo desse sumário é descrever as principais doenças fúngicas e bacterianas que atacam nossas orquídeas, comentar sobre sua patogenicidade específica, e sugerir formas de controle. Não há intenção de esgotar o assunto, visto que é muito mais amplo do que o escopo deste resumo, e está em constante evolução, com o surgimento de meios mais eficazes de controle, e ocasional surgimento de novas doenças.

    Antes de tratar das doenças em si, convém listar algumas medidas práticas que podem e devem ser adotadas, visando minimizar a incidência de doenças nos orquidários.
    Aqui o velho ditado se aplica à perfeição: “Prevenir é melhor que remediar”…
    Cultive espécies ou híbridos adequados ao clima predominante, e proporcione às plantas as melhores condições possíveis em termos de cultivo (luz, água, adubação, umidade relativa, ventilação e substrato). Isso porquê as plantas “estressadas”, ou que estão em condições vegetativas insatisfatórias, são um convite ao ataque, tanto de pragas como doenças;

    - Procure adquirir plantas isentas de doenças aparentes, e em bom estado de cultivo. Cuidado com aqueles “presentes” de um ou dois bulbos traseiros.

    - Mantenha as plantas recém adquiridas afastadas do restante da coleção, por algum tempo (6 semanas), até ter certeza que não portam doenças ou pragas. Faça pelo menos um tratamento contra doenças, nestas plantas, durante este período.

    - Nunca misture sua coleção de orquídeas com outras espécies de plantas, que pode ser vetores de doenças. Cultivar orquídeas junto com dracenas, samambaias, violetas, etc, não é recomendável.

    - Faça uma inspeção detalhada de suas plantas, no mínimo uma vez por mês.

    - Se surgirem problemas nestas inspeções, aja rápido, para evitar que o problema assuma proporções epidêmicas no orquidário, após o que, o combate se torna caro e incerto.

    - Mantenha o orquidário limpo, sem restos de plantas, vasos velhos, flores murchas espalhados pelo chão e nas bancadas.

    - A adequada ventilação do ambiente é ponto crucial no controle da maioria das doenças causadas por fungos e bactérias, que, em sua maioria, são transmitida pela água parada nas folhas e no substrato.

    - Utilize fungicidas / bactericidas, quando necessário. Nunca aplique fungicidas sistêmicos de forma preventiva. Sempre alterne entre produtos, de modo a evitar o surgimento de resistência.
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    serissa

    Família – Rubiaceas (família do cafeeiro)
    Origem – China Meridional e Japão

    Arbusto perene de folha verde ovalada de reduzida dimensão, existem diferentes variedades, a mais comercializada como Bonsai é a Serissa Japónica thunbergii e é produzida na China, existem ainda a Serissa Japônica e a Serissa de Shangai (menos comuns no nosso mercado), todas possuem uma versão variegata (de folhas brancas e verdes), a qual se deve a um vírus inócuo que terá afetado a planta mãe na origem.

    A maioria dá uma flor de cor branca, mas existem variedades de cor rosa, podendo ocorrer o ano inteiro o auge de floração dá-se no fim do verão, deve o seu nome cientifico Serissa Foetida (mal cheirosa em latim) ao cheiro que exala após podada.

    As variedades oriundas da China são consideradas Bonsai de interior, ainda que lhes agrade o exterior durante a primavera e o Verão, devemos protegê-las logo que as temperaturas médias baixem dos 16 º C.

    Gostam de estar em locais iluminados, junto de uma janela (sem cortinas nem persianas), quando colocadas no exterior deve-se ter o cuidado para que peguem sol somente no inicio e final do dia.

    Rega – Visto ser sensível a fungos provocados por excesso de água, convém deixar secar ligeiramente a camada superficial do solo entre regas (principalmente no Inverno em que quase estagna o seu crescimento), regando-a depois abundantemente com um regador de ralos finos.

    Nutrição – A Serissa deve ser adubada de Fevereiro a Novembro, beneficiando com a aplicação de vitaminas o ano inteiro, gosta ainda de reforços nutricionais com adubos de Fósforo e Potássio que apresentam uma ação preventiva contra o aparecimento de fungos do colo (phitoftora).

    Transplante – Ainda que o seu crescimento radicular seja lento, é aconselhável transplantá-la de dois em dois anos para garantir a ideal drenagem do solo, este deve ser constituído por uma Mistura Universal para Bonsai, a época ideal é quando as temperaturas se mantêm em torno dos 20ºC.

    Modelação – Juntamente com a localização, a rega e a nutrição, a poda é um dos principais segredos para manter a Serissa forte e densa, responde muito bem a podas fortes rebrotando mesmo em madeira antiga, é importante não a deixar alargar-se muito pois perderá a densidade das folhas, devemos regularmente arrancar-lhe os gomos ladrões que brotam junto às raízes.

    Normalmente não se arama usando-se puxadas e tensores para direcionar, pode ser aramada na primavera, mas a madeira é muito quebradiça.

    Propagação – O método mais utilizado é por estaca de brotes novos durante a primavera.

    livroborbo

    Vasos_emoldurados

    Existem inúmeras diferenças entre o cultivo de plantas num jardim e o cultivo de plantas em vasos, mas a principal delas é a necessidade do transplante no cultivo em vasos. Veja aqui, quando e como realizar esta tarefa.

    O cultivo de plantas em vasos nos permite ter dentro de casa as mais variadas espécies. É claro que para mantermos as plantas bonitas e saudáveis é preciso alguns cuidados especiais, principalmente com relação à luminosidade, temperatura, adubação e regas. Mas, existe também um outro fator fundamental, que muitas vezes é esquecido: o transplante.
    No jardim, as raízes das plantas têm espaço e liberdade para crescer e podem buscar na terra toda a água e nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Mas nos vasos essa liberdade fica limitada. Com o tempo, mesmo com adubações regulares, a qualidade do solo fica prejudicada e o espaço para a expansão das raízes torna-se pequeno. Daí a necessidade do transplante.
    Mas, como saber quando transplantar nossa plantinha? Alguns sinais podem indicar o momento certo.

    Eis alguns:
    * raízes saindo pelos furos de drenagem;
    * partes das raízes aparecendo na superfície da terra;
    * o vaso começa a ficar pequeno em relação ao tamanho da planta;
    * florescimento escasso ou inexistente;
    * aparecimento de folhas muito pequenas ou defeituosas;
    * raízes formando um bloco compacto e emaranhado.

    Passo à passo, para não errar
    Para facilitar o trabalho com o transplante de plantas, faça tudo planejado, em etapas:

    1 – No dia anterior ao transplante, de preferência à noite, comece os preparativos: regue todas a plantas que serão transplantadas, para facilitar a retirada do vaso. Limpe bem os vasos que serão utilizados. Se for utilizar vasos novos de cerâmica ou barro, mergulhe-os num tanque cheio de água até que parem de soltar bolhas. Isso ajuda a limpá-los bem e impedem que absorvam a umidade da mistura de terra que será colocada;

    2 – Antes de iniciar o trabalho, escolha um local sombreado. Separe todas as plantas que necessitam de transplante e deixe todo o material necessário à mão (vasos, ferramentas, mistura de solo, cascalho para ajudar a drenagem, etc.);

    3 – Prepare a mistura de terra ideal para o replantio e reserve. Coloque cascalhos para drenagem no fundo do vaso, de forma que não obstruam totalmente o furo, prejudicando o escoamento do excesso de água;

    4 – Coloque uma parte da mistura de solo no fundo do vaso e reserve;

    5 – Agora é a hora de retirar a planta do vaso. A terra um pouco umedecida facilita o trabalho. No caso de haver muita compactação, afofe a terra superficialmente e passe uma faca de lâmina comprida entre o vaso e o torrão;

    6 – Se a planta estiver num vaso pequeno, coloque a mão espalmada por baixo das folhas, cobrindo a superfície da terra e firmando as hastes entre os dedos. Vire o vaso para baixo e, para facilitar, bata-o levemente na beirada de uma mesa ou balcão. Normalmente, a planta sairá com facilidade, mas se isso não acontecer, evite puxá-la com força. Volte o vaso na posição inicial e tente soltar o torrão passando a faca novamente. Se houver nova resistência, quebre o vaso;

    7 – Para retirar uma planta de um vaso grande, passe a lâmina de uma faca longa entre o torrão e o vaso. Deite o vaso na mesa e bata levemente com um pedaço de madeira nas laterais para soltar o torrão. Segure a planta com uma das mãos e vá virando o vaso lentamente, batendo devagar em toda a superfície. Quando perceber que o torrão está solto, puxe a planta delicadamente com o vaso ainda deitado;

    8 – Com a mistura de solo já firmada no fundo do novo vaso, posicione o torrão da planta bem no centro. Na maioria dos casos, o topo do torrão deve ficar entre 2 e 5 cm abaixo da borda;

    9 – Continue a colocar a mistura de solo, pressionando-a nas laterais para firmar bem a planta. Espalhe mais um pouco da mistura por cima e observe que a terra deve cobrir as raízes, sem encostar nas folhas inferiores. Para eliminar as bolhas de ar e acomodar a terra, bata o vaso levemente sobre a mesa e depois pressione a superfície com os dedos.

    Misturas de solo paras vasos ou jardineiras
    Mistura rica em matéria orgânica:

    1 parte de terra comum de jardim
    1 parte de terra vegetal
    2 partes de composto orgânico

    Ideal para plantas como: licuala ou palmeira-leque (Licuala grandis), camélia (Camellia japonica), cróton (Codiaeum variegatum), cica (Cycas revoluta), gardênia (Gardenia jasminoides), lantana (Lantana camara), planta-camarão amrelo (Pachystachys lutea), azaléia (Rhododendron xsimsii), flor-de-cera (Hoya carnosa), calceolária (Calceolaria herbeohybrida), petunia (Petunia x hybrida), calendula (Calendula officinalis), margarida (Chrysanthemum leucathemum).

    Mistura argilosa:
    2 partes de terra comum de jardim
    2 partes de terra vegetal
    1 parte de areia

    Ideal para plantas como: papiro (Cyperus papyrus), gladíolo ou palma-de-santa-rita (Gladiolus), narciso (Narcissus poeticus), bastão-do-imperador (Nicolaia elatior), prímula (Primula obconica), gloxínia (Sinningia speciosa), estrelitzia (Strelitzia reginae, copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica), calla (Zantedeschia aethiopica ‘Calla’).

    Mistura arenosa:

    1 parte de terra comum de jardim
    1 parte de terra vegetal
    2 partes de areia

    Ideal para plantas como: palmeira-bambu (Chamaedorea elegans), planta-camarão vermelho (Beloperene guttata), buxinho (Buxus sempervirens), caliandra ou esponjinha(Calliandra), bico-de-papagaio ou poinsétia (Euphorbia pulcherrima), hibisco (Hibiscus rosa-sinensis), hortênsia (Hidrangea macrophylla), ixora (Ixora chinensis), giesta ou vassoura espanhola (Spartium junceum), primavera (Bouganvillea spectabilis), lírio-da-paz (Spatiphylum wallisii), espada-de-são-jorge (Sanseveria trifasciata), lança-de-são-jorge (Sanseveria cylindrica), onze-horas (portulaca grandiflora).

    Mistura areno-argilosa:
    1 parte de terra comum de jardim
    1 parte de terra vegetal
    1 parte de composto orgânico
    1 parte de areia

    Ideal para plantas como: palmeira-rápis (Rhapis excelsa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias fruticosa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias guilfoylei), gerânio (Pelargonium sp.), gerânio pendente (Pelargonium peltatum).

    pass

    phalaenopsis

    Iluminação
    Ao receber sua planta, retire-a da embalagem plástica e coloque-a e, um bem iluminado e bem ventilado, de preferência onde a planta possa receber sol da manhã. Quando a orquídeas estiver sem flores, é preferível deixá-la na área ou jardim, em um local bem protegido do sol do meio dia (colocá-la debaixo de uma árvore é uma boa opção).

    Substrato e Replantio
    Como o gênero Phalaenopsis é representado por orquídeas epífitas, elas precisam de um substrato grosso dentro do vaso. Uma mistura de casca de pinus e fibra de coco é adequada. Entretanto, a casca de pinus não é um material encontrado facilmente em nossa região. O carvão vegetal vem sendo usado como alternativa e vem demonstrando bons resultados. Portanto, a mistura de 70% de fibra de como e 30% de carvão vegetal pode ser usada. É importante não esquecer de preparar o vaso, preenchendo 1/4 do volume com cacos de telha ou brita para facilitar a drenagem. Quando o substrato fica totalmente decomposto e fino, as raízes não terão como se desenvolver no interior do vaso. Neste caso, é necessário replantá-la dentro de um vaso do mesmo tamanho. Você pode também plantá-la sobre o tronco de alguma árvore. Para isso, é preciso amarrá-la ao tronco, junto com um pouco de fibra de coco envolvendo as raízes. Posicione-a na face sul do tronco, para que ela não fique exposta ao sol do meio dia. Dê preferência por plantas com tronco rugoso e que não troquem a casca durante o ano. Borrife um pouco de água sempre no final do dia. Após um tempo ela emitirá novas raízes. Todavia, esse período pode levar até um ano. É provável que a planta perca as folhas maiores e mais suculentas. Ela irá formar folhas menores e grossas em um processo de aclimatização ao novo ambiente. Após o período de aclimatação é só esperar a orquídea florir durante a primavera.

    Irrigação
    Regue a cada 7-15 dias, ou quando observar que o substrato está leve e seco.
    Não esqueça de usar água livre de cloro, que pode ser obtida aproveitando a água da chuva ou utilizando água mineral. Uma outra opção é ferver a água da torneira. Regue a planta em abundância. Depois de regar, retire o excesso de água do pratinho debaixo da planta. A Phalaenopsis gosta de ambiente com alta umidade relativa do ar. Portanto,colocá-las em ambiente mais úmidos, como debaixo de árvores, principalmente em locais onde a terra fica exposta é uma boa alternativa. Realizar pulverizações com água sobre a planta e o ambiente ao redor, excetos as flores, também traz bons resultados. O mais importante é observar o estado da orquídeas. Quando o ambiente está muito quente e com baixa umidade, ou quando as regas estão sendo insuficientes, as folhas tornam-se mais maleáveis. Por isso, é interessante observar as características da folha e monitorá-las, realizando alguns movimentos. Se as folhas estiverem um pouco mais “moles” que o normal, deve-se oferecer mais umidade à planta.

    Adubação
    Adubar a sua Phalaenopsis uma vez por mês é o suficiente. Utilize um adubo não muito forte e com concentração de NPK semelhantes (por exemplo: 7:7:7, 10:10:10, 18:18:18). Adicione uma colher de chá de adubo por litro de água. O adubo foliar também pode ser utilizado, seguindo as recomendações do fabricante.

    Floração
    Em seu hábitat natural, a Phalaenopsis floresce após a época do frio, quando é formado o botão. Por essa razão é que o pico de florescimento ocorre no início da primavera, quando consegue-se encontrá-las no comércio com mais facilidade e com preços mais atrativos.

    As Phalaenopsis podem florir até duas ou três vezes por ano. Quando as flores murcharem, você poderá cortar as hastes florais em uma altura de aproximadamente 20 cm de altura da base da planta (acima do terceiro nó) ou também deixá-las como estão. Com isso, a planta certamente irá se perfilhar (uma nova haste na haste velha) ou poderá nascer uma nova haste na base da planta, surgindo um novo cacho de flores ainda no mesmo ano.

    Obviamente, cada variedade reage de forma diferente em função da forma de cultivo e do clima local.

    Frajola

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    As trepadeirsa pertencem a um grupo de plantas que germinam no solo, mantêm-se enraizadas no solo durante toda sua vida e necessitam de um suporte para manterem-se eretas e crescerem em direção a luz abundante disponível sobre o dossel das florestas.
    As trepadeiras não possuem um caule ou um tronco suficientemente firmes para se susterem de pé. Por esse motivo, desenvolvem-se junto ao solo, criando raiz até encontrarem um ponto de apoio – um muro ou uma planta. Ao trepar, as plantas podem alcançar mais luz ou “fugir” dos predadores.

    São plantas aventureiras e oportunistas. Algumas são anuais e vivem apenas durante uma estação de crescimento, enquanto outras, perenes, asseguram uma presença constante no jardim. Cobrem geralmente muros e vedações, mas podem combinar-se com outras plantas, oferecendo resultados interessantes. Podem ser plantadas em vasos, sobre estruturas ou simplesmente sobre uma cerca. Plantar trepadeiras sobre um edifício pode ajudar a realçar a sua beleza ou a esconder alguns aspectos mais desagradáveis.

    Porquê escolher uma trepadeira?
    1 - Num jardim pequeno, as trepadeiras podem revestir muros, poupando espaço;
    2 – Servem de cobertura a edifícios ou outras estruturas e produzem um efeito escultural sobre árvores velhas ou mortas;
    3 – Podem plantar-se sobre bonitas estruturas, como arcos, pérgolas, caramanchões, túneis e obeliscos, ou simples estacas;
    4 – Crescem sobre outras plantas, de forma a florir em épocas diferentes, criando efeitos originais.

    Características a ter em conta na escolha das plantas
    *
    Se são de sol ou sombra;
    * Folhagem caduca ou perene;
    * A altura que alcançará;
    * O método de trepar;
    * Se precisa ser atada ou não;
    * Se há necessidade de suportes;
    * Se não é demasiado vigorosa para os suportes que escolheu;
    * Se não vai danificar a fachada da casa ou muro ou bloquear canaletas;
    * Cores folhagem e flores, perfume.

    Tipos de trepadeiras
    Gavinhas nas hastes –
    Passiflora, Vitis
    -
    Apresentam estruturas, que podem ser folhas ou ramos modificados, capazes de se enrolar no suporte, permitindo assim a fixação e ascendência da planta.

    Crescimento vertical – Bouganvilllea, Jasminum, Rosa, Rubus, Solanum
    Apesar de não serem trepadeiras, podem ser conduzidas sobre diversos suportes, desde que bem tutoradas e amarradas. Durante o crescimento, os seus ramos iniciam eretos e pendem após atingir certo comprimento.

    Ventosas adesivas – Parthenocissus
    Ótimas para revestir muros, este tipo de trepadeira emite diretamente do caule, raízes modificadas que penetram e fixam no suporte, com muita aderência.

    Pecíolos – Clematis, Tropaelum
    Sebes, vedações

    Hastes flexíveis pouco apertadas – Cucúrbita
    Muros

    Hastes flexíveis muito apertadas – Actinidia, Campsis, Jasminum, Lonicera Wisteria
    Caules e ramos jovens são capazes de se enrolar na estrutura, durante o crescimento da planta.

    Raízes aéreas – Campsis, Cucurbita, Hedera, Fícus
    Ótimas para revestir muros, este tipo de trepadeira emite diretamente do caule, raízes modificadas que penetram e fixam no suporte, com muita aderência.

    Gavinhas nas folhas – Lathyrus
    Canas

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    ressecadas

    Às vezes, mesmo cuidando diariamente das plantas com carinho, podemos nos surpreender com algum vaso completamente seco, cheio de flores e folhas murchas. Geralmente isso acontece porque o solo ficou compacto e endurecido, impedindo a entrada da água. Nesse caso, é necessário tomar providências urgentes para evitar que a planta morra.

    1 – Com um garfo, tente quebrar o torrão sem danificar as raízes;

    2 – Mergulhe inteiramente o vaso num balde de água, deixando apenas as folhas para fora. Borrife a folhagem com água e mantenha o recipiente submerso até pararem de subir bolhas de ar. Então, retire a planta do balde e deixe o excesso de água escorrer pelo furo de drenagem.

    3 – Aproveite a terra úmida e revolva mais profundamente o solo. Se der, substitua a camada superficial por um substrato novo.

    Se após algumas semanas a planta tornar a ficar murcha e ressentida, o único jeito é substituir inteiramente o substrato por uma terra nova, bem solta e rica em nutrientes.

    abelinha

    sementes
    As sementes são a forma principal de reprodução da maioria das plantas e seu plantio é uma das formas comumente usadas para se começar um jardim, vaso de flores ou outras formas de criação de planta. Embora seja mais prático muitas vezes comprar uma muda já crescida, forma que será abordada em outro artigo, criar a sua própria planta desde o início pode ser uma alternativa que além de mais econômica também seja mais gratificante, tanto pelo fato de acompanharmos todo o crescimento da planta, quanto pelo fato que alguns produtores comerciais não terem todo o cuidado necessário, importando-se só com o lucro, e não entregarem uma planta tão boa quanto podemos criar em casa. Nesse artigo abordaremos os elementos que compõe uma semente, as suas diferenças de acordo com a espécie e como plantá-las.

    Características de e tipos de Semente
    Uma semente é constituída de três partes principais, a casca (ou tegumento), a reserva de nutrientes (endosperma) e o embrião que gerará a nova planta.

    Exceto nas gimnospermas, plantas que possuem semente desprotegida por fruto e número de cotilédones randômico, as sementes das plantas vêm com um ou dois cotilédones, que são estruturas semelhantes a folhas com papel de nutrir a planta no começo de sua vida.

    Devido a grande diferença entre as monocotiledôneas e dicotiledôneas essa é uma forma de dividir as plantas não gimnospermas em dois grandes grupos, que apresentam entre si diferenças estre suas sementes. Segue alguma diferenças entre plantas de um ou dois cotilédones:

    Monocotiledôneas
    São as plantas que apresentam raiz em forma de cabeleira (fasciculada), flores e frutos geralmente se dividem em ramificações múltiplas de três e possuem folhas paralelinérveas (as nervuras nas folhas são paralelas, como de uma folha de cana de açúcar). Quanto a semente, elas apresentam um embrião envolto em um cotilédone que também envolve a raiz embrionária (radícula) e a primeira gema (gêmula), possuem também o albúmen, que é a sua reserva de alimentos e o tegumento envolvendo-a. O milho é um bom exemplo se semente monocotiledônea.

    Dicotiledôneas
    Possuem raízes em forma axial e folhas com nervuras em forma reticular, isso é, com uma nervura central de onde parte as outras, geralmente é o tipo de árvore mais comumente conhecido. Quanto a semente, elas possuem dois (ou mais algumas vezes) cotilédones que armazenam bastante energia para o crescimento inicial da planta, uma casca (tegumento) bastante espessa e um furo conhecido como micrópilo, por onde sairá a raiz da planta (usualmente plantamos essa semente com o micrópilo para baixo para facilitar o começo de sua vida).

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    Episcia cupreata

    Nome científico: Episcia cupreata
    Família: Gesneriaceae
    Nomes populares: planta-tapete, violeta-vermelha, asa-de-barata
    Etimologia: Episcia deriva do grego episkios – sombreadas, de epi + skia = sombra. E cupreata – cobre, é uma referência à cor da face inferior da folha
    Origem: Colômbia, Venezuela e Brasil.

    A Episcia é uma planta herbácea perene de ramagem reptante e porte de 10 a 15 cm de altura.  Deve ser cultivada em substrato bem drenado mas que retenha um pouco de umidade. No geral é de fácil cultivo, precisa de calor, umidade e iluminação indireta, serve como forração, mas é em jardineiras que mostra toda sua graciosidade quando seus estolões ficam pendentes.
    As folhas são aveludadas na face superior, com coloração acobreada e prateada. As flores são solitárias, com tubo amarelado e corola vermelha, formadas durante o verão.

    Sua propagação se faz por separação de ramagem.

    Não tolera geada. Os canteiros de cultivo devem ser renovados periodicamente.

    Usos: cultivada como folhagem ou como forração em canteiros.

    Curiosidades: necessita de luz em abundância, mas não tolera a incidência de raios solares diretos. O gênero Episcia contém aproximadamente oito espécies nativas da América do Sul e América Central, sendo relacionados à violeta-africana.

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    floreira

    Nos vasos, ou nas floreiras podem ser plantados sementes ou mudas de plantas medicinais. Existem vasos e floreiras de todas as formas, tamanhos e tipos de material. Quando se trata plantas individuais, o mais fácil e prático é provavelmente plantá-las em
    vasos.

    Conforme o tipo de material da qual é feita o futuro vaso ou jardineira, torna-se necessário um pequeno tratamento prévio. Seja para assegurar que eles tenham uma vida útil mais longa, seja para possibilitar às plantas melhores condições de cultivo.

    Vasos de barro que nunca foram usados devem ser mergulhados em água por 24 horas, para evitar que absorvam a umidade do solo.

    * Materiais como xaxim e coxim (fibra de coco) também devem ser previamente encharcados, do contrário tenderão a ficar ressecados.

    * Vasos de metal, em princípio, não deveriam ficar em contato direto com as terra, Se isso ocorrer, a tendência natural é que venham a enferrujar. Portanto, o melhor seria forrá-los internamente com um saco plástico e só depois colocar a terra.

    * Plásticos, fibras de vidro para vasos, fibrocimento e cimento são materiais que não requerem nenhum tratamento antes do plantio.

    * Vasos ou jardineiras de madeira exigem sempre impermeabilização, com selador, antes de ser pintada com verniz.

    Todos os vasos ou jardineiras precisam ter buracos de drenagem e (exceto os cestos) uma camada de cascalho, perlite ou cacos partidos no fundo, para não haver excesso de água, devendo ser cheios com uma boa mistura de terra.

    Pode fazer-se esta mistura com uma parte de terra comum de jardim, uma parte de esterco ou composto orgânico e uma parte de areia grossa de construção.

    Devem cultivar-se com maior abundância as plantas que são utilizadas com mais freqüência.

    Num vaso podem plantar manjericão ou manjerona. Quanto ao coentro e salsa é melhor partilharem outro vaso, pois todas estas gostam de lugares iluminados, mas onde o sol não bata contentemente, dando-se melhor com um meio um pouco mais fresco e molhado do que o primeiro.

    Também há muitas variedades de hortelã que podem ser cultivadas no mesmo vaso, pois todas apreciam um solo moderadamente molhado e tendem a dispersar as raízes.

    Já o alecrim, a sálvia, a alfazema devem ser cultivadas sozinhas.

    No cuidado dispensado às plantas, as regas constituem uma das coisas mais importantes. Nem água demais, nem de menos, o melhor é verificar a umidade do solo todos os dias no verão, de 3 em 3 dias na primavera e no outono, enquanto que no inverno, apenas uma vez por semana é o suficiente.

    A adubação do solo deve ser feita de seis em seis meses, incorporando à terra composto orgânico ou esterco de gado curtido.

    No caso de aparecerem pragas como pulgões, cochonilhas, tripes nas plantas use o inseticida caseiro que é constituído de: 35 g de fumo de corda picado bem fino, 26 g de sabão de potássio neutro em pó e 50 ml de álcool, diluídos em 8 litros de água.

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    rosas

    Quando a flor deixa os seus cultivos de origem, vê-se submetida a muitos processos de distribuição e manipulação que podem afectar a sua qualidade e duração.

    Por este motivo, queremos dar-te alguns conselhos ou indicações para manter a qualidade das tuas rosas no máximo tempo possível.

    - Não colocar as rosas na espuma floral até enquanto não estiverem totalmente hidratadas.

    - Utilizar uma mistura de água com algum produto de preservação floral para que a espuma hidratada mantenha as flores com bom aspecto.

    - Arrancar as folhas inferiores.

    - Cortar 1 cm de caule de cada rosa com uma ferramenta designada para tal fim, sem estragar o caule.

    - Colocar as rosas em água limpa, a uma temperatura média de 40 graus e adicionar um produto de preservação floral.

    - Evitar o contacto de raios solares directos e temperaturas muito elevadas.

    - Se evitares que o sol as queime e mudares a água com regularidade, poderás conservar as tuas rosas mais 15 dias.

    - As rosas te durarão mais tempo no vaso se cortaram um pouco do extremo do caule diariamente.

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