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    Plantar forrações é um modo prático de usar todo o espaço do seu jardim. Use lonas próprias para jardim em vez de plástico para reduzir as ervas daninhas em grandes áreas de plantio. As lonas para jardim têm poros que permitem o movimento livre do ar e da água, o que é uma grande vantagem sobre o plástico impermeável.

    As plantas para forração devem ser homogêneas e densas. Algo que facilita é colocá-las inicialmente em um espaçamento regular. Comece preparando o solo como faria em qualquer canteiro de jardim. Use depois uma tela ou grade com aberturas regularmente espaçadas em intervalos de 10 cm (ou outro tamanho se for apropriado) para ajudar a distribuir as plantas.

    Dicas para facilitar e ter um plantio sem problemas
    - Coloque a lona antes de iniciar o plantio e, então, corte buracos no tecido. Plante a forração nos buracos. Depois de estarem cobertas com matéria vegetal em decomposição, as lonas de jardim impedem a luz de atingir o solo, o que interrompe a germinação da maioria das sementes de ervas daninhas.

    - Quando for plantar forrações sobre uma área inclinada, use sacos de juta para firmar a terra descoberta.

    - Isso evitará a erosão enquanto a cobertura de solo estiver se estabelecendo.

    - Você deve usar pinos para prender a juta firmemente no solo, de modo que ela não seja arrastada quando a chuva deixar o solo pesado e molhado.

    - Corte aberturas modestas na juta e plante uma forração em cada uma.

    - Assim que a forração criar raízes fortes e for capaz de impedir a erosão no solo ao redor, você poderá, gradualmente, alargar as aberturas e permitir que se espalhem, até preencher todo o barranco.

    - Coloque as mudas de forração no lugar usando uma tela estendida sobre o canteiro para ter um plantio mais fácil e rápido. As aberturas regularmente espaçadas ajudarão você a coordenar a distância sem precisar de uma fita métrica.

    - Ajude as forrações se espalharem mergulhando os ramos à medida em que crescem. Esse processo encoraja a formação de raízes nos ramos enquanto eles estão ainda ligados à planta-mãe.

    Forrações como as do gênero Pachysandra formam raízes facilmente, apenas cobrindo as porções nuas do caule com terra e mantendo-o úmido.

    Para as forrações mais difíceis de enraizar, como a fortuna, você pode remover um pequeno pedaço da casca do caule na base e tratar a abertura com hormônio para enraizamento antes de cobrir o caule com terra.

    Uma dádiva de forração
    As forrações se alastram rapidamente. Jardins já formados geralmente têm forração de sobra, pois essas precisam ser desbastadas ou podadas.
    Veja se um vizinho que tenha jardim ou um jardineiro do parque podem encher um saco de lixo grande com brotos de gengibre silvestre, epimedium ou pachysandra para você. Você economizará um bom dinheiro, se comparado à compra de mudas numa loja de jardinagem ou à contratação de um paisagista para fazer o trabalho.

    Espalhe redes ou lençóis velhos sobre as forrações no outono, quando começarem a cair as folhas das árvores. Pode ser difícil limpar folhas de forrações muito densas. Por outro lado, deixar que as folhas fiquem sobre as forrações e cubram o canteiro criará condições que não são saudáveis. Se você se planejar antes que as folhas caiam, poderá juntá-las todas de uma vez e manter as forrações limpas.

    Apare as forrações que foram queimadas pelo inverno para que se rejuvenesçam. Se um inverno rigoroso deixar as espécies sempre-verdes de folhas largas marrons e feias, não perca as esperanças. Há uma boa chance de as raízes ainda estarem vivas e rebrotarem verdinhas assim que vier a primavera. Ceifar as folhas velhas libera espaço para as folhas novas e mantém o canteiro bem arrumado.

    Do mesmo modo que as gramíneas para gramado, as ornamentais são classificadas como gramíneas para as estações frias e gramíneas para as estações quentes. Muitas das ornamentais são perenes, mas algumas são tão frágeis que são tratadas como anuais. As de tempo frio crescem ativamente durante os períodos frios do ano. Algumas, inclusive, permanecem verdes durante todo o inverno.

    Antes que as gramíneas de tempo quente comecem a dar sinais de vida após ficarem dormentes, as de tempo frio começam um crescimento rápido e viçoso. Elas brotam no início da estação. Quando a paisagem congela, a folhagem e as inflorescências ficam com um tom dourado e continuam a oferecer uma bela visão ao longo do inverno.

    As gramas de tempo quente permanecem dormentes durante todo o inverno. Quando o tempo e o solo se aquecem o suficiente, elas crescem rapidamente. Elas passam bem sem grandes cuidados, exceto por um corte anual no fim do inverno.

    Elas brotam em dias longos e quentes e, depois de formadas são tolerantes à estiagem. A maioria requer uma longa estação de crescimento para florescer no final do verão e durante o outono, quando muitas plantas perenes do jardim já deixaram de florescer.

    As gramíneas ornamentais são também agrupadas de acordo com a maneira como crescem. Algumas gramíneas formam moitas densas, enquanto outras se alastram através de estolhos ou rizomas. As moitas de gramíneas são mais fáceis de usar a menos que você disponha de um espaço ilimitado para elas.

    Essas moitas ficam no lugar onde são plantadas, mas é preciso dar a elas espaço amplo para crescerem. Determine as necessidades de espaço de cada variedade e espere que uma gramínea bem cuidada amadureça em três anos. As que se alastram invadem mais rapidamente o espaço de outras plantas vizinhas, a menos que sejam plantadas em uma área onde você possa conter seu crescimento.

    As gramíneas ornamentais requerem pouca manutenção. A maioria prefere um solo bem drenado e completamente ensolarado. Já algumas variedades toleram sombra parcial. A necessidade de fertilizantes é baixa, pois em excesso resulta em uma gramínea alta e viçosa que pode requerer estacas. Aprecie as gramíneas durante a estação de inverno, elas deixam o local mais atraente quando quase tudo o mais está dormente. No final do inverno, faça um corte baixo nelas para permitir um novo crescimento, mas tenha o cuidado de não cortar baixo demais, pois os brotos que estão crescendo podem ser danificados. De cinco a quinze centímetros, dependendo do tamanho da gramíneas, podem ser suficientes.

    Fazer um projeto com gramíneas é fácil. Use as baixas para fazer bordaduras porque elas são geralmente mais resistentes do que muitas plantas usadas comumente. Tente plantar uma margem com duas ou três variedades de gramínea.

    Use as mais altas atrás das mais curtas para criar uma sensação de profundidade. Gramíneas misturadas com plantas perenes mantêm as aparências durante períodos interinos, quando a floração de uma estação terminou e a da próxima estação ainda não começou.

    As gramíneas ornamentais são uma excelente escolha de forração original. Elas mantêm seu charme durante todo o ano e há muitas variedades para fazer a escolha.

    As gramíneas ornamentais também servem como proteção eficiente desde o início do verão e por todo o inverno. Escolha variedades que cresçam até pelo menos o nível dos olhos.

    Faça o espaçamento das plantas de modo que formem uma massa impenetrável quando estiverem na maturidade. Misture espécies de sempre-verdes para formar uma barreira profunda em todas as estações.

    Qualquer gramínea ornamental simples e grande pode ser usada como uma planta especial. Use as gramíneas como ponto focal em um jardim aberto ou use uma variedade gigante para dividir espaços amplos. Uma simples espécie reta, de textura fina, quebra a monotonia de uma plantação plana com textura áspera.

    As gramíneas são também adequadas para o crescimento dentro de recipientes, desde que recebam a umidade e os nutrientes necessários para o crescimento contínuo. Algumas gramíneas ornamentais são invasoras em algumas regiões. Verifique a lista de ervas daninhas da sua região antes de plantar.

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    Impatiens

    Impasiens

    Nome científico: Impatiens walleriana Hook .F.
    Nomes Populares: Maria-sem-vergonha, beijo turco, balsamina, impatiens.
    Família:
    Família Balsaminaceae

    Planta herbácea originária da África, dura alguns anos, de caule suculento, folhas com pecíolo levemente serrilhadas. Tem as flores nas pontas dos ramos, solitárias, vistosas e com a característica de ter um apêndice tipo espora.

    Seus frutos são ovais quando maduros e abrem-se ao toque, lançando as sementes longe. Pode ser cultivada no país todo, é tolerante ao frio e ao calor.

    Cultivo
    Deve ser cultivada à meia-sombra, o sol direto reduz seu tamanho e dura então pouquíssimo tempo. Aprecia solo solto, rico em matéria orgânica e levemente ácido. Propagação por sementes ou por estaquia de ramos, sem as flores. Enraíza facilmente quando os entrenós do ramo encostam-se ao solo. Semear em substrato tipo composto orgânico com areia misturada. Não há necessidade de cobrir com terra a semente, mas areia fina peneirada é suficiente.

    Cobrir a sementeira com plástico transparente para manter a umidade. Levará cerca de 14 a 21 dias para germinar.
    Transplante para potes individuais quando atingir cerca de 15 cm, quando também retirará o ponteiro, para incentivar brotações laterais e tornar o vaso mais cheio.
    Coloque várias mudas por vaso, cerca de 3 a 4.
    Prepare o vaso como de costume, protegendo o furo de drenagem com brita e areia, depois o composto. Não esqueça de regar a planta depois.

    Paisagismo
    Ideal para qualquer tipo de jardim, como opção de cobertura vegetal em lugar do gramado, para acabamento de canteiros e como opção para ornamentar maciços somente de plantas verdes.

    Faz um belo efeito quando plantado em vasos de pequena altura mas de boca larga, usado como pendente ou para complementar conjuntos de plantas em vasos se não desejar usar cascas ou pedriscos.

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    Brocchinia_reducta

    Nome Técnico: Brocchinia
    Família: Angiospermae – Família Bromeliaceae, subfamília Pitcairnioideae.
    Origem: Originária da Venezuela, Guianas e Brasil

    Descrição: Bromélia de folhas largas e de roseta mais fechada, pode atingir de 30 a 50 cm de altura. As folhas são verde-claras e têm uma cerosidade, principalmente na parte interna.

    Os insetos são atraídos pelo perfume de mel e pela coloração do ultravioleta emitido pelas folhas internas.
    Ao se debaterem caem na água do tanque e se afogam.
    O líquido bastante ácido no fundo do tanque tem bactérias de decomposição que fazem seu trabalho e a carcaça é decomposta a elementos simples de nitrogênio, carbono, etc.
    A planta então absorve estes nutrientes que estão na água do tanque na roseta central.

    Este gênero é considerado por pesquisadores como carnívora, insetos que caem dentro da roseta onde está o tanque com água são decompostos por microorganismos e aproveitados desta forma pela planta. Não possui, no entanto, como as plantas chamadas de carnívoras, elementos de atração, apreensão nem líquidos digestivos para que assim possa ser classificada. Sua falsa armadilha é considerada passiva.

    Seu habitat é em meio a zonas secas de vegetação esparsa, no solo ou em árvores.
    Pode ser encontrada em Goiás na região do planalto.

    Cultivo
    Poucas referências existem para o cultivo deste gênero. Será preciso repetir as condições de seu habitat natural.

    Considerar que o substrato deverá ser pobre em nutrientes, não muito úmido.
    Uma mistura de esfagno, areia, cascas de pínus bem lavada e húmus de minhoca.

    Plantar em vasos, onde será colocado no fundo cascalho ou isopor em pedaços para drenagem.
    Conservar a planta sob árvores ou cultivar em estufa. Luz direta do sol nas horas mais amenas do dia.

    Aspersão de água nas folhas, mantendo o tanque úmido e adubação foliar.

    Para adubar, utilizar adubo NPK 10-4-16 em dosagem baixa, cerca de 1 colher de chá do adubo dissolvendo em 1 litro de água e colocando no aspersor, umedecendo as folhas. Cuidar para que não esteja ao sol neste momento.

    A melhor época para adubar é da primavera até o verão.

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    Cravos Chinensis
    Nome científico: Dianthus caryophyllus.
    Variedade: Chinensis.Nome comum: Cravo ou Cravina.
    Nomes populares: Cravo, Cravina, Cravinhas, Cravo-do-Poeta, Cravo da China.
    Família: Caryophyllaceae.
    Origem: Região Mediterrânica, China.

    História: Os cravos eram considerados, “flores divinas” pelos antigos gregos, sendo também muito retratadas na época do renascimento, pois era símbolo de fidelidade. Muito citada na literatura, a flor desta planta tinha um significado especial, pois representava o homem nos romances, enquanto a rosa representava a mulher.

    Descrição: Planta perene, de curta duração, muitas vezes cultivada como anual. Possui caule herbáceo, ramificado, de cor verde claro a verde azulado, de porte ereto e com nós salientes. As folhas são persistentes, sésseis, de inserção oposta e de forma linear, de cor verde médioa verde azulado. Não possuem pecíolo e nascem diretamente abraçando os caules. As flores são solitárias, paniculadas ou no topo do caule, com cálice tubular com 5 sépalas abertas e estendidas com um diâmetro de cerca de 3 cm, dobradas com as bordas recortadas. Apresenta uma vasta variedade de cores desde o branco, rosa, vermelho e amarelo, com diversas tonalidades e misturas. O fruto é uma cápsula. Estas plantas podem atingir alturas de 20-45 cm.

    Sementeira: No local definitivo na Primavera/Verão (Maio/Julho) ou Outono nas zonas mais quentes. Em estufa de Janeiro a Abril. Usar uma boa terra para a sementeira, cobrindo as sementes com uma fina camada. Manter a terra úmida até germinarem (7-14 dias), diminuindo depois as regas. Temperatura ideal para a germinação é de 15-20 Cº.

    Transplante: Primavera /Outono. Transplantar quando as plantas apresentarem tamanho suficiente. Espaçamento de 15 cm.

    Crescimento: Médio.

    Luz: Sol. Exigente em luminosidade. Planta de dia-neutro.

    Solos: Prefere solos franco-arenosos, férteis, bem drenados, neutros a calcários. A Cravina é uma planta sensível à falta de arejamento.

    Temperatura: Clima temperado a temperado-quente. Planta semi-rústica.

    Rega: Regular.

    Adubação: Quando necessário ou na altura da floração. Não utilizar fertilizantes á base de amônio. Ex. 5-10-5.

    Poda: Cortar as flores secas para prolongar a floração. Amparar os caules altos com canas.

    Floração: Verão. Nas espécies perenes, em condições adequadas pode florir durante todo o ano.

    Pragas e doenças: Afídeos, ácaros, tripes, mosca branca, Fusarium, Rhizoctonia, Alternaria, Botrytis, ferrugem.

    Multiplicação: Semente ou estacas.

    Utilização: Canteiros, maciços e bordaduras, flor de corte, vaso.

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    crisântemos

    O crisântemo (Chrysanthemum morifolium) floresce profusamente em outonos de dias curtos. Em outonos nublados e frios surge com muitas e boas flores e nos quentes e com Sol, com flores raquíticas.

    Seguida das rosas são as plantas mais populares do mundo. Excelentes para decoração, com uma variedade de cores como amarelo, branco, lilás, roxo, salmão e tamanhos. Como qualquer planta, os crisântemos exigem certos cuidados para se manterem bonitos.

    São plantas muito fáceis de cultivar. Com sua origem na China, embora no Japão que se tornou uma flor popular e onde se tem veneração divina. Devido sua semelhança com o sol, virou  um dos símbolos do país. No Ocidente, entre seus significados mais populares, os crisântemos estão associados à morte, sendo as flores preferidas nos velórios e para representar os pêsames e sentimentos. Já América Central, tem um significado muito diferente, ganhar crisântemos é uma declaração de amor.

    O crisântemo é uma das flores com a maior diversidade de formas e cores. Existem mais de 100 espécies e mais de 800 variedades comercializadas no mundo. É também uma planta muito aromática, com flores muito variadas, com formas tipo margarida, anêmonas e até tubulares.

    Caso compre em ramalhete ou corte as flores da planta no vaso, as flores cortadas podem durar até três semanas, com água frequentemente trocada e tirada as folhas de dentro de água.

    Se você podar a planta, ela dará mais flores no ano seguinte. O melhor momento para se podar é logo após a floração, ou seja, assim que as flores já tenham caído. Corte os ramos deixando apenas cerca de quatro centímetros de caule, e em seguida, regue moderadamente.

    É uma planta que necessita de muita luz para se desenvolver, mas não se deve deixá-la com luz solar direta, pois ela irá secar ou ficar queimada. Caso as flores não abram, pode ser falta de luz. Basta colocá-la num local mais bem iluminado e com ventilação. Devem ser regados com frequência, deixando a terra úmida, sem encharcar, tire as flores e as folhas secas ou murchas e adube a planta de 15 em 15 dias.

    São sem dúvida uma excelente opção para usar de decoração. As suas belas flores de vários tons dão vivacidade a qualquer ambiente.

    Para obter melhores flores, tape os seus crisântemos. Se pretende plantas com folhagem densa, faça uma poda em Maio, quase rente ao solo para que produzam mais ramos.

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    Folhinha com ferrugem

    Mofo-cinzento: Doença causada por um fungo que tem preferência pelas flores e botões. Costuma ocorrer em épocas de chuvas prolongadas e muita umidade. Pode-se prevenir o problema com a aplicação de fungicidas.

    Mofo-branco: É o famoso oídio, que não escolhe época para atacar. Os botões e as folhas são os alvos preferidos. A prevenção pode ser feita com os mesmos fungicidas usados para controlar o mofo-cinzento e o combate é reforçado com enxofre solúvel.

    Mancha-preta: Ataca as folhas, amarelando-as e derrubando-as. Costuma atacar mais quando há mudanças bruscas de temperatura. Também pode ser prevenida com fungicidas.

    Míldio: Surge com mais freqüência nos períodos quentes, quando há excesso de chuvas. É uma doença devastadora, capaz de destruir brotos novos e folhas e, se não for controlada, mata mesmo a planta. Qualquer suspeita de ocorrência deve ser rapidamente combatida com produtos específicos existentes nas casas especializadas em produtos agropecuários.

    Galhas : folhas e pétalas atacadas tornam-se espessas e deformadas apresentando, às vezes, manchas esbranquiçadas. As extremidades dos ramos também podem manifestar o problema, tornando-se “esgalhadas”. Controle: Elimine as partes afetadas e utilize um fungicida do tipo Calda Bordalesa.

    Oídio: A planta apresenta manchas esbranquiçadas na frente e verso das folhas e até no cálice da flor. Com o tempo, as folhas apresentam coloração cinza escuro e começam a cair prematuramente. Controle: Reduza a quantidade de água nas regas, isole as plantas atacadas ou suspeitas e faça pulverizações com fungicida em casos mais severos.

    Seca de ponteiros: Apresenta-se na forma de uma podridão marrom escura, que se inicia na ponta do ramo e se espalha para baixo, atingindo a haste principal. Pode provocar até a morte da planta. Controle: Faça a poda dos ponteiros atacados e proteja o corte com uma pasta à base de oxicloreto de cobre.

    Clorose: Toda a folhagem pode tornar-se amarela. Controle: Normalmente, o problema surge por deficiência nutricional. Deve-se observar a adubação correta, verificando se há carência dos nutrientes.

    Ferrugem: Manchas semelhantes à ferrugem nas folhas acusam a presença de fungos. Controle: Aplique Calda Bordalesa.

    Folhas secas e com manchas: Indica ambiente muito seco. Como medida de emergência, recomenda-se pulverizar toda a planta com água. Providencie um local com mais umidade no ambiente.

    Manchas escuras nas folhas: Geralmente são indícios de que a planta recebeu muita luz solar direta. Em alguns casos, as manchas indicam ataque de fungos.

    Queda de brotos e botões: Podem ocorrer quando a planta recebe corrente de ar frio; por ter sido trocada de lugar, alterando suas condições de luminosidade, temperatura e umidade ou por calor excessivo.

    A planta não floresce: Por luminosidades insuficiente; pode estar faltando algum nutriente para a planta; a umidade do ambiente pode estar muito baixa ou a planta necessita ser replantada por estar muito grande.

    Folhas amarelas com pontos pretos: Pode ser excesso de regas. A solução é cortar as partes danificadas e reduzir as regas até que a planta esteja recuperada; Excesso de sol direto. Mude a planta de lugar; Substrato pobre em nutrientes, especialmente nitrogênio. Forneça uma boas adubação para a planta.

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    micorrizas
    Micorriza ou micorrhyzum (plural micorrhysae) constitui uma associação simbiótica entre certos fungos e algumas raízes de plantas, geralmente árvores. As micorrizas formam-se quando as hifas de um fungo invadem as raízes de uma planta.

    As hifas vão auxiliar as raízes da planta na função de absorção de água e sais minerais do solo, já que aumentam a superficie de absorção. Deste modo as plantas podem absorver mais água e adaptar-se a climas mais secos.

    Os fungos, como “pagamento” dos seus serviços, recebem da planta os fotoassimilados(carboidratos ) , que necessitam para a sua sobrevivência e que não conseguem sintetizar, pois não possuem clorofila.

    Associação micorrizica = fungo + solo + planta

    Existem dois tipos de micorrizas:
    Ectomicorrizas
    – as hifas formam um invólucro em torno das células das raízes, nunca as penetrando, mas aumentando grandemente a área de absorção, o que, aparentemente, as torna mais resistentes às rigorosas condições de seca e baixas temperaturas, e prolonga a vida das raízes.
    As ectomicorrizas desempenham o papel dos pelos radiculares, ausentes nestas circunstâncias. São características de certos grupos específicos de árvores ou arbustos de zonas temperadas como por exemplo, os pinheiros.

    Endomicorrizas - as hifas penetram na raiz e mesmo nas células vegetais, facilitando a absorção de nutrientes minerais. Existem principalmente nos trópicos, onde os solos pobres e carregados positivamente impedem uma fácil absorção de fosfatos pelas raízes das plantas.

    margaridinha

    frésia vermelha

    A maioria das plantas têm as raízes saindo diretamente do caule. Outras têm uma espécie de “cebola”, chamada de bulbo.

    São órgãos de reserva que permitem ao embrião sobreviver durante o tempo de dormência antes de desabrochar novamente.
    Têm grande durabilidade e podem sobreviver por longo tempo, brotando anualmente. Isto acontece porque se trata de um processo vegetativo que torna possível o cultivo e a produção de mais exemplares.
    Podemos adquirir em floriculturas plantas bulbosas já desenvolvidas ou podemos adquirir os bulbos para plantio em vaso.

    O bulbo nada mais é que um talo comprimido com uma parte basal de onde se desenvolvem raízes.

    No bulbo está contida uma gema embrionária que pode desenvolver folhas e flores, protegida por uma série de folhas carnosas ou secas.

    O exemplo mais simples é a cebola e o alho.

    O tipo de bulbo do alho é chamado de tunicado, pois as folhas que o envolvem parecem uma veste.

    Plantas bulbosas ornamentais
    São plantas bulbosas ornamentais o amarílis (Hippeastrum) , o Narcisus, o lírio (Lillium), o Oxalis,  o lírio-de-natal (Scadoxus), as perfumadas frésias (Freesia) e o pequeno lírio-de-vento (Zephyranthes), entre tantas outras.

    Também são chamadas de bulbosas as planta que tem uma espécie de bulbo, como na Palma-de-santa-rita (Gladiolus).

    O cormo desenvolve-se na base do talo e sua estrutura é feita de escamas finas parecendo membranáceas. Renova-se a cada ano e junto ao principal formam-se pequenos cormos que podem dar origem a outras plantas.

    Plantio das plantas de bulbo
    Para cultivar estas plantas não necessitamos de grandes espaços.

    Algumas se desenvolvem bem em interiores, assim que para apartamentos  e jardins de sacadas as plantas bulbosas são uma excelente opção para ter em casa.

    O único inconveniente é que durante seu período de dormência não teremos flores nem folhagem.

    Ao planejar o espaço, coloque além das bulbosas algumas plantas de folhagens decorativas e de florações em épocas diferentes, assim a decoração não será prejudicada.

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    As flores das Bromélias
    Quando atinge o estado adulto as bromélias florescem, algumas levam 3 anos Guzmania e Billbergia) outras até 20 anos (Alcantarea).

    Pode-se induzir o florescimento como os cultivadores de abacaxi, com a aplicação no centro da roseta de um ácido que libera etileno. Daí vem a crença de que colocando uma maçã junto à uma bromélia ela florescerá, pois a maçã amadurece e destila etileno.

    As flores das bromélias são completas, isto é, tem os órgãos masculinos e femininos na mesma flor.
    O conjunto de flores é chamado de inflorescência e pode ter diversas formas.
    Em espiga, com brácteas vistosas (Tillandsia), dentro da roseta ( Guzmania) e em racemo (Aechmea).
    As folhas ao redor da inflorescência são mais coloridas e de cor mais intensa quando está por florescer.

    Ao ser polinizada a flor formará o fruto, que pode ser semeado. Insetos fazem o trabalho de polinização e a reprodução cruzada entre flores de plantas diferentes ocorre na maior parte das vezes, aumentando a diversidade e sobrevivência no habitat.

    Muitos pássaros consomem os frutos, ajudando na disseminação das espécies.
    Algumas sementes se apresentam em formação de alas e são dispersas pelo vento.

    Os frutos podem ser tipo baga (subfamília Bromelioideae) ou cápsula (subfamília Tillandsioideae).
    Os frutos tipo baga devem ser plantados depois de secarem naturalmente.

    Coloca-se em substrato tipo casca de arroz carbonizada ou musgo sfagno. Na natureza este fruto teria sido comido pelos pássaros e passado pelo intestino, sendo excretado já com “adubo” incluído.

    As sementes duras, tipo cápsula tem alas e o vento as leva. Ao roçar na casca de uma árvore, fixa-se facilmente e germinam.
    Formas induzidas de frutificação e formas híbridas também têm a mesma facilidade.
    A colheita deste tipo deve ser feita assim que o fruto abrir para não perder a semente.

    Reprodução in vitro de bromélia
    A clonagem é desde muito tempo um modo de reprodução vegetal usada para obter grande número de plantas iguais à planta-mãe.

    Em bromélias a reprodução de clones ou reprodução in vitro garante grande número de mudas a um valor relativamente baixo e em grande quantidade, em tempo menor do que a reprodução por sementes. Esta técnica exige mão de obra qualificada, laboratórios e casas de vegetação com pessoal treinado.

    A clonagem consiste em retirar um pedaço da planta-mãe, passar por processo de desinfecção e colocar em meio nutritivo.
    Algum tempo se passa e este material será capaz de reproduzir inúmeras outras idênticas, através de brotações estimuladas por hormônios vegetais.
    Quando crescerem o suficiente, serão repicadas para recipientes maiores até ficarem no tamanho certo para vasos individuais.

    O manejo é altamente especializado: temperatura, umidade, iluminação e ventilação dentro de estufas, quantidade de regas e o uso de fertirrigação por gotejamento.
    O tempo entre clonagem e a saída para estufa em vasos individuais pode levar até 2 anos contando todas as fases. O desenvolvimento da planta até o estágio adulto não está incluída nesta contagem.

    As vantagens da clonagem têm mostrado que a produção fica mais uniforme, a sanidade das plantas é maior e maior também a velocidade de produção que os métodos convencionais. Uma das vantagens é que a produção de híbridos de sementes estéreis fica assim assegurada, já que a reprodução através de filhotes é demorada.

    Reprodução vegetativa por perfilhamento
    Quando a bromélia cultivada finalmente floresce, a expectativa pelos frutos e posterior semeadura demora algum tempo.
    Durante ou após o florescimento a espécie produz filhotes, gemas que nascem junto ao colo da planta-mãe e que enraízam.

    A retirada destes filhotes deve ser cuidadosa para não danificar nenhuma das partes, plantando a seguir.
    Conforme a espécie, este filhote pode ser retirado logo e a planta não “entende” que terminou seu ciclo e torna a emitir outro e mais outro, à medida que se retira o rebento. Pode-se obter desta forma inúmeros filhos, iguais à planta-mãe.

    Sementes
    Nem sempre as sementes de bromélias são viáveis.
    Os híbridos são na maioria estéreis e os cultivadores usam a reprodução in vitro, de meristema, para produzirem outras plantas iguais à planta-mãe.

    Mas quando há sementes viáveis, poderemos tentar a sua reprodução.
    Retira-se o fruto da planta, tomando cuidado com a mão, pois algumas têm espinhos agudos. Colocam-se as sementes em substrato feito de palha de arroz carbonizada ou esfagno, mantendo-o úmido e coberto com um saco plástico.
    Dentro de semanas poderemos ver as pequenas plântulas.
    Aguardar seu crescimento e depois retirar com cuidado para vasos coletivos com substrato preparado de areia, casca de arroz carbonizada, vermiculita e composto orgânico de folhas ou húmus de minhoca. Manter o substrato úmido e fora do sol em cultivo protegido.

    Problema com proliferação de mosquitos
    A preocupação justificada de evitar a proliferação de larvas de mosquitos no tanque da bromélia levou pesquisadores da Fiacruz do Rio de Janeiro a testar a periculosidade das bromélias.

    Acontece que o jardim caseiro ou mesmo parques e matas têm uma fauna selvagem muito rica, por vezes invisível aos nossos olhos.
    Pequenas rãs, sapos, insetos predadores e pássaros estão ativos, na caçada de vida ou morte que acontece nestes espaços sem que a gente perceba.

    Para aqueles que têm uma preocupação maior, coloque na água do tanque uma gota de hipoclorito de sódio, a velha e boa água sanitária, se não matar as larvas torna o ambiente hostil para futuras oviposições.

    O uso de chá de alho costuma ser eficiente.

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    achimenes_vermelha

    Primavera e verão
    Utilize um composto orgânico adequado e plante os rizomas no fim de agosto ou em setembro, a 2,5 cm de profundidade. Coloque de seis a oito rizomas para obter um vaso cheio e compacto. Regue-os com água morna, para umedecer o composto. Depois disso, mantenha o vaso úmido, regando-o normalmente durante os meses de dezembro a março. Não o deixe secar, mas não o encharque demais.

    No início da germinação, evite que a planta sofra temperaturas inferiores a 15°C. O Achimenes precisa de boa luminosidade, mas não de sol direto. Se a temperatura subir muito, borrife água em volta do vaso, mas nunca deixe que caiam gotas sobre as folhas e flores. Adube com um bom fertilizante a cada duas semanas, logo que a florada começar; continue a fazê-lo até a chegada do outono.

    Para obter plantas encorpadas, faça uma poda manual, utilizando o polegar e o indicador para cortar 2,5 cm da ponta dos caules ainda novos. Cada planta crescerá formando dois caules, o que resultará em um vaso bem cheio. Caules muito compridos podem ser estaqueados com varetas de bambu ou ripas de madeira.

    Outono / inverno
    No outono reduza as regas assim que as flores forem rareando até que entre em dormência, quando perde a folhagem.  Quando as folhas começarem a murchar – o que acontece com incrível rapidez – corte os caules bem rente à terra e pare de regar completamente, até o início da próxima primavera.
    Durante o repouso vegetativo, Deixe os rizomas no vaso ou retire-os com cuidado, limpe-os e guarde em areia seca.
    Na primavera, então, replante os rizomas em terra nova.

    Propagação
    No fim do verão, cada rizoma já produziu de três a seis “filhotes”. Plante todos juntos, para formar um vaso encorpado, ou separe-os de modo que se desenvolvam como mudas independentes.

    Para fazer sementeiras, utilize composto orgânico misturado a um pouco de areia. Em setembro, semeie e mantenha o conjunto a uma temperatura entre 21 e 27°C, até a germinação total. Você também pode fazer mudas de estacas utilizando caules que não floresceram, enraizando-os na mesma mistura empregada para a sementeiro. Mantenha as estacas em ambiente quente e úmido, cobrindo o conjunto com um plástico transparente e folgado.

    Problemas e Soluções
    A achimenes constitui uma planta ideal para quem está se iniciando em jardinagem porque raramente é afetado por algum problema – os poucos que apresenta quase sempre resultam de um manuseio inadequado.

    Um exemplar fenecido pode ter recebido regas demais, o que resulta no apodrecimento dos rizomas. Seque o vaso, deixando de molhá-lo por alguns dias, até que a terra esteja levemente úmida. Daí em diante, mantenha a terra com pouca água.

    A planta também pode ressentir-se com a falta de água, tendo os rizomas a tal ponto desidratados que não consigam mais brotar. Regue-a abundantemente.

    Quando os botões florais não desabrocham e escurecem, é provável que a planta tenha permanecido num local de temperatura muito alta e diretamente ensolarado.

    Cuidados
    Adquira os rizomas de achimenes no inverno. Escolha os que tenham aparência rija e fresca, separando cerca de seis, para formar um vaso bem encorpado. Peça orientação ao vendedor a respeito das espécies híbridas.

    É menos dispendioso comprar rizomas do que um vaso formado. E, além disso, ganha-se o prazer de observar todo o desenvolvimento da planta, desde o plantio.

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