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  • Hortidultura
    É a parte da Agricultura dedicada à ciência (ou arte) de cultivar o hortus, expressão latina que significa jardim. A formação da palavra Horticultura reflete sua origem. O horto ou jardim era o espaço de terreno fechado junto à residência destinado ao cultivo de frutas, legumes, temperos, ervas medicinais e também de flores. Assim, antes de chegar a sua função, o jardim teve primeiro uma utilidade prática. Com o avanço do conhecimento e o interesse em aumentar a produtividade dos cultivos, o antigo horto foi dividido em três áreas específicas, surgindo o pomar, a horta e o jardim propriamente dito. Assim sendo, nesse jardim cada planta tem um valor estético a ser destacado. O caráter ornamental pode estar nas flores, como nas rosas, na disposição matemática das folhas, como na echeveria no caule escultural do umbu ou até mesmo no perfume agradável das inflorescências do capimlimão nos campos de pastagem. A característica mais importante para que uma planta cumpra a sua função ornamental é seu aspecto saudável, atestando estar bem nutrida e hidratada, sem doenças ou pragas. Este boletim vem, então, suprir a necessidade de informações básicas sobre a jardinagem caseira ou profissional, para se obter um jardim saudável e bem cuidado.

    O solo
    É a parte superficial da crosta terrestre e tem sua origem na decomposição de rochas e minerais. Em relação às plantas, tem como função primordial fornecer nutrientes e servir de suporte às raízes.

    Textura
    Diz respeito à distribuição das partículas que formam um solo (areia, silte e argila). De acordo com os percentuais de cada uma delas, tem-se:

    Solo de textura arenosa: menos de 15% de argila, Solo de textura média: de 15 a 35% de argila, Solo de textura argilosa: mais de 35% de argila.

    Como determinar a textura do solo: – Solo argiloso: liso e pegajoso. O solo argiloso é formado de partículas minúsculas que absorvem umidade, tornando-o pesado e pegajoso. Embora difíceis de serem trabalhados, costumam ser bastante férteis. – Solo arenoso: seco e solto. O solo arenoso seca rapidamente e não retém bem os nutrientes. Precisa de maior manutenção do que o argiloso, mas, inicialmente, é mais fácil de ser trabalhado.

    Nutrientes
    São os elementos de que as plantas necessitam nos seus processos vitais. São divididos em macronutrientes e micronutrientes.

    Macronutrientes
    São aqueles requeridos em grandes quantidades: C- carbono, Hhidrogênio, O-oxigênio; N-nitrogênio; P-fósforo; K-potássio; Ca-cálcio; Mg-magnésio e S-enxofre.

    Micronutrientes
    São aqueles requeridos em pequenas quantidades: Cl-cloro; Fe-ferro; Cu-cobre; Zn-zinco; Mn-manganês; B-boro; Mo-molibdênio e Co-cobalto.

    pH do solo
    Está relacionado com o índice de acidez, variando segundo a escala abaixo: 0-7-14 pH ácido pH neutro pH básico

    Cada espécie vegetal tem uma faixa de pH do solo na qual seu desenvolvimento é ótimo. De maneira geral, pode-se dizer que a maioria das plantas prefere solos com pH na faixa de 4,0 a 7,5.
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    Às orquídeas vegetam, nos mais diversos ambientes, desde as regiões mais frias, até as mais quentes; das mais secas, as mais úmidas; das baixas altitudes, até as mais altas, etc. Então é necessário frisar, que não poderemos ter em cultura, num mesmo local, todas as orquídeas, que ocorrem em diversos ambientes da face da Terra, pois seria muito dispendioso tentar simular todas essas condições.

    Os seus hábitos de vida são os mais diversos, como:
    1) terrestres - vegetam no solo;

    2) saprófitas ou humícolas - vegetando no material orgânico em decomposição existente sobre o solo das florestas, não possuem clorofila e suas folhas são escamiformes;

    3) subterrâneas - caso extremo de adaptação de plantas saprófitas, que ocorrem no subsolo, não possuindo folhas, nem clorofila; ocorrendo apenas, no Continente Australiano;

    4) rupícolas ou saxícolas – entre pedras ou sobre rochedos, a pleno sol ou abrigadas da luz direta; quando apresentam velame nas raízes podem ser consideradas também como pseudoterrestres, pois essa estrutura especializada para a absorção de água, é característica das epífitas;

    5) epífitas - possuem o velame, uma estrutura da exoderme da raiz, especializada para a absorção de água do ar, ou da chuva, com alta eficiência; vegetam sobre as árvores e os arbustos, usando-os apenas como hospedeiros, sem os parasitar.

    Quanto às exigências de luz são classificadas, como
    Umbrófila – que cresce totalmente na sombra, geralmente são àquelas plantas do tipo de metabolismo C3.
    A seguir um representação do metabolismo C3.

    Semi-umbrófila – que cresce totalmente na semi-sombra, geralmente são àquelas plantas do tipo de metabolismo C3.

    Semi-heliófila – que cresce no semi-sol, geralmente constituídas por àquelas plantas do tipo de metabolismo CAM, que fixam o gás carbônico no período noturno.

    Heliófila – que cresce a pleno sol, geralmente são àquelas plantas do tipo de metabolismo CAM, que fixam o gás carbônico no período noturno. Essa adaptação é importantíssima para essas plantas, pois permite a conservação da água, em condições extremas de exposição solar, sem que seja necessária a planta abrir os estômatos para absorver o gás carbônico, nas horas mais quentes do dia.

    Ambientação
    É necessário reconstituir no orquidário, as condições mais naturais possíveis, tentando imitar o ambiente em que o espécime vivia no campo, ou aquele (s) característico (s) do gênero ou da espécie, já amplamente conhecidos entre os orquidófilos.

    Introdução das plantas no Orquidário
    Cada espécime introduzido no orquidário deverá ter obrigatoriamente uma etiqueta (de alumínio, ou plástico) onde será colocado um número, que será o correspondente, ao de um livro de registro, com entrada seqüencial; nele será anotada a procedência – de orquidário comercial, doação de amigos ou da natureza, o que deverá ser evitado e, quando feita, com a permissão do órgão competente e, da maneira mais criteriosa possível; caso as plantas estejam floridas na época obtenção das mesmas, seria interessante anotar os seguintes dados adicionais: época da floração, da brotação, forma e coloração das flores, data do plantio, tipo de vaso e que material empregado, entre outros; todos esses dados pertinentes a(s) espécie (s) poderão ser organizados em um banco de dados e armazenados em um computador, onde poderão ser facilmente recuperados, à medida que for aumentando o número de plantas, dessa forma, facilitando o controle e os respectivos tratos culturais.

    Limpeza das plantas
    Todo o cuidado deverá ser tomado para não se introduzir doenças e pragas no orquidário; para tal deveremos verificar se o (s) exemplar (es) possui raízes e pseudobulbos velhos ou excessivamente danificados, que deverão ser eliminados com uma tesoura de poda esterilizada; em seguida, as folhas deverão ser limpas com uma esponja delicada e os pseudobulbos e rizomas, com uma escovinha macia (escova de dente); este procedimento eliminará a maioria das algas, liquens e musgos, que geralmente cobrem a sua superfície, e que podem a vir prejudicar a absorção da luz para o processo fotossintético e, conseqüentemente, o seu crescimento; pode-se usar sabão de coco, ou detergente biodegradável neutro, nessa limpeza, exceto para aquelas orquídeas de folhas finas, as quais poderiam ser machucadas pelas cerdas da escova.

    Desinfecção das plantas
    Posteriormente, as plantas deverão ser borrifadas com uma solução, contendo um fungicida de contato ou sistêmico (absorvido pela planta) e, por um inseticida, com as mesmas características; desse modo evita-se a contaminação das demais plantas do orquidário, por pragas, que porventura esteja(m) presentes no(s) exemplar(es) a serem introduzidos na coleção.

    Geralmente esses produtos são muito tóxicos, portanto é muito importante seguir as recomendações do responsável técnico da loja onde for comprado o produto e a do fabricante, para evitar possíveis danos à própria saúde e ao meio ambiente.

    Normalmente a adição de um espalhante adesivo a qualquer solução, seja de defensivo agrícola, ou a fertilizante, aumenta a superfície de contato com a planta, e retém por maior tempo as substâncias, maximizando o seu emprego. Quando for fazer adubação ou aplicar inseticida, é imprescindível a utilização do espalhante adesivo, consorciado com um fungicida de contato ou sistêmico, para evitar a formação de fungos nas folhas. É importante, a cada 15 dias, alternar a utilização de produtos, de marca e ação diferentes, evitando-se assim, oportunizar o aparecimento de insetos ou fungos resistentes.

    Finalmente a planta recém obtida deverá  ficar de “quarentena”, sob observação, por um período de mais ou menos uns 30 dias, antes de se incorporada ao orquidário, pois dessa forma evita-se a contaminação das demais plantas, o que pode, às vezes, ser catastrófico.

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    Caesalpinia
    Nomes Populares: sibipiruna
    Família: Caesalpinoideae
    Nativa brasileira

    Árvore de folhas semidecíduas, de médio porte, pode atingir até 16,0 metros. Seu tronco é largo, uma árvore adulta tem cerca de 0,40 m de diâmetro. As folhas são compostas de 25 cm de comprimento, bipinadas de folíolos bem pequenos, de cor verde intenso.

    As flores são pequenas, amarelas, reunidas em inflorescência cônica, na ponta com os cálices ainda não abertos na cor marrom, sendo fácil sua identificação por este detalhe. As flores são seguidas de frutos do tipo vagem, com sementes achatadas.
    A sibipiruna floresce a partir do mês de agosto e algumas florescem em pleno verão no sul.

    Modo de cultivo
    É uma árvore da mata pluvial atlântica e desenvolve-se bem em locais ensolarados.

    Plantio
    Não é exigente em solo de cultivo, mas para garantir uma boa floração desde o seu início, será conveniente a adição de um bom substrato.
    Abrir o buraco com o dobro de tamanho do torrão.
    Colocar cerca de 3 kg de adubo animal de curral bem curtido, misturado ao solo do canteiro ou a chamada terra vegetal que é o composto orgânico.
    Caso não disponha, colocar adubo organo-mineral, misturado ao solo do canteiro.
    Também será conveniente a adição à mistura de 200 gramas de farinha de ossos.
    Colocar o torrão, prender o tutor no chão e completar o buraco com a terra misturada.
    Regar bem.

    Época de Plantio
    A melhor época de plantio é o inverno para Sul e Sudeste ou na estação das chuvas para os demais Estados.
    Nos próximos dias após o plantio, as regas devem ser diárias, caso não ocorram chuvas.
    Adubação: A adubação de reposição deverá ser feita no inverno seguinte, com a incorporação de adubo animal de curral bem curtido, misturado ao composto orgânico e colocado na projeção da copa da árvore.
    Nos próximos 3 anos realizar este procedimento.
    No verão sempre será conveniente as regas no pé para evitar seu fenecimento.

    Paisagismo
    No paisagismo a sibipiruna tem sido muito usada para arborização de ruas e avenidas pelo seu porte menor.
    A beleza de sua florada é esperada pelos transeuntes e moradores.
    Pode servir também para a arborização de parques, praças e grandes jardins de condomínios e empresas.

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    Tuia Azul - Ao Natural
    As coníferas é uma classificação dos vegetais, principalmente de árvores e arbustos, que tem como característica principal de não produzirem polpa em seus frutos. As Famílias pertencentes as coníferas são:Pinaceae, Araucariaceae, Podocarpaceae, Sciadopityaceae, Cupressaceae, Cephalotaxaceae e Taxaceae. Suas folhas são persistentes (não caem no inverno) e tem a forma de agulhas finas e compridas, excetuando as famílias das Cupressácea e algumas Podocarpáceas que tem folhas em forma de escama. Apesar de seu número ser pequeno no reino vegetal, elas detém alguns recordes: São as árvores mais longevas, as mais altas, as que tem os troncos mais grossos e as que suportam os climas frios mais rigorosos. Estão presentes em regiões tropicais e temperadas do planeta. Entre as coníferas as que nos interessa mais para o uso no bonsai são: Pinheiros, Ciprestes, Juníperus, Cedros e Tuias.

    A plantas chamadas popularmente de Tuia Azul e Tuia Ouro são variedades de um Cipreste Japonês (Sawara). Ela tem uma folhagem densa, aplainada e alargada. Seus ramos crescem em grande quantidade. Eles são bem compridos e forrados com pequenas agulhas. A coloração de suas folhas é o principal atrativo dessas “Tuias”. As mais comuns são:Tuia Azul (Chamaecyparis pisifera “Boulevard”) com cor gris azulado e a Tuia Ouro (Chamaecyparis pisifera “Filifera Aurea”) com coloração amarelo limão. Tanto seu cultivo como sua formatação para bonsai são mais simples, se adaptando a diversos estilos de bonsai.

    Insolação
    Qualquer bonsai deve receber sol diretamente em suas folhas. Escolher lugares frescos que possibilitem que a Tuia Azul ou Tuia Ouro tomem muito sol diretamente em suas folhas. Poupá-lo do sol forte do verão, pois poderá queimar muitas folhas. No verão necessita de um local com cerca de 4 horas de insolação direta, devemos colocá-lo em local onde o mesmo possa receber raios solares diretamente em suas folhas em períodos onde o sol não esteja muito forte (antes das 10:00 hs e depois das 16:00 hs). Isso pode ser conseguido colocando-a em uma sacada com cobertura ou sob outras árvores. Já em outras estações a Tuia Azul ou Tuia Ouro podem ser colocadas a pleno sol desde que seu solo esteja sempre úmido.

    Rega
    Há duas coisas que precisamos saber para regar um bonsai: Como e com que frequencia.
    Regar um bonsai é molhar toda a terra que esta dentro do vaso. Coloque água potável por cima da terra em toda a superfície até que esta comece a sair por baixo nos orifícios do vaso.
    No Calor pode-se molhar também a copa e galhos.
    Já a frequencia dependerá principalmente do tamanho do vaso e das condições climáticas como temperatura e umidade do ar. Normalmente vasos com até 30 cm de comprimento e/ou vasos muito rasos devem ser regados todos os dias quando a umidade do ar estiver baixa e a temperatura acima de 20ºC.
    Cuidado com os extremos: Em dias de muito calor (acima de 30ºC) regue duas vezes ao dia. Em dias de muito frio (abaixo de 15ºC) regue a cada dois dias.
    Vasos maiores do que 30 cm, normalmente a frequencia de rega é menor, mas tome muito cuidado, geralmente um bonsai não fica mais do que dois dias sem água.
    As árvores no Geral não gostam de muita umidade na terra. Por isso geralmente devemos regar os bonsai somente quando a terra do vaso estiver quase seca.
    Vale muito nossa “observação constante”, tanto do clima quanto da umidade da terra. A verificação da umidade da terra pode ser feita facilmente tocando-se a terra com os dedos.
    A Vaporização das folhas somente é necessária quando a umidade do ar estiver baixa. Nesta situação é conveniente que façamos uma vaporização leve somente sobre as folhas preferivelmente a sombra com água potável, no mínimo, três vezes por dia. Outra função importante da Vaporização é quando feita sobre as raízes finas expostas em alguns determinados estilos (Ex.: “raiz exposta”, “raíz sobre pedra” e outros). Também é importante no cultivo do musgo que, se for usado, não deve ocupar mais do que a metade da superfície da terra do bonsai, para que esta “respire”. O Musgo deve ser borrifado levemente em torno de três vezes ao dia sem que a terra do bonsai se umedeça.

    Na primavera e outono somente regar a Tuia Azul ou Tuia Ouro quando a superfície da terra estiver seca. No Verão regue todos os dias. Reduzir a rega quando começar a chegar as estações de frio. No inverno o consumo de água é moderado, tome cuidado para não exagerar, umidade constante no tronco e raízes favorece o surgimento de fungos (Pó Branco), estes podem até ocasionar a morte do bonsai se não forem tratados. Para evitar problemas com muita umidade é aconselhável regar com moderação  e usar uma mistura de solo arenosa.

    Adubação
    Todos nós comemos diariamente, os alimentos são imprescindíveis para se viver. As plantas alimentam-se dos sais nutritivos que extraem do solo. Como os bonsai vivem em vasos pequenos, a árvore poderá consumir todos os nutrientes da terra depois de um tempo, teremos então que ir repondo estes nutrientes por meio de adubos. É preciso adubar principalmente nas épocas de grande crescimento das plantas e esta adubação deve ser feita sem exageros. É muito melhor adubar em pequenas quantidades com maior freqüência do que fazê-lo esporadicamente em grandes quantidades. Recomenda-se o uso de produtos de ótima procedência e com instruções claras de uso.
    Para principiantes sugerimos uma adubação muito simples usando Torta de Mamona e Farinha de Osso, que são facilmente encontrados em supermercados. Estes podem ser usados sempre separadamente numa frequencia bimestral, ou seja, se usar Torta de Mamona em Janeiro, somente adubar novamente em março com Farinha de Osso. E assim teremos 6 aplicações anuais.
    Use sempre as dosagens recomendadas. Caso não haja indicação para dosagens referente ao bonsai, use metade da dose recomendada para vasos pequenos.
    Já uma adubação melhor e mais balanceada pode ser conseguida facilmente com produtos de boa qualidade encontrados em lojas especializadas.Siga sempre uma orientação profissional.

    Os adubos mais indicados para a Tuia Azul ou Tuia Ouro é o orgânico de decomposição lenta. Este deverá ser aplicado na primavera e o outono, sempre quando o bonsai esta saudável. Os adubos mais indicados são os ricos em Nitrogênio. Como sugestão, escolha traços de proporção de N-P-K (Nitrogênio – Fósforo – Potássio ) na ordem de 10-10-10 ou 10-05-10. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes Ca (Cálcio), Mg (Magnésio), S (Enxofre), B (Boro), Cl, Cu, Co, Fe). Nunca adube plantas doentes ou recém transplantadas.

    Troca de Terra (Transplantação)
    No desenvolvimento natural das árvores as raízes crescem em busca de água, ar e alimento. As raízes de um bonsai vão crescendo e podem ocupar a totalidade do espaço do vaso, expulsando lentamente o solo que ali existia. Por isso periodicamente devemos reduzir o volume de raiz dentro do vaso através de poda. Nesse mesmo processo aproveitamos para também trocar parte do solo que já não oferece todas as características para um bom desenvolvimento do vegetal. Felizmente este processo demora anos mas não devemos esquecê-lo enquanto estivermos cultivando qualquer planta que esteja confinada.

    Deve-se providenciar a troca da terra da Tuia Azul ou Tuia Ouro a cada três anos, no final do Inverno, cortando-se de um terço a metade das raízes, eliminando as raízes mais velhas e grossas. Nunca lavar as raízes e proteger borrifando suas folhas constantemente até três semanas após seu transplante. A mistura aconselhada é de 60% de areia peneirada (entre 2 a 5 mm) e 20% de condicionador de solo industrial e 20 % de argila refratária de boa procedência peneirada (entre 2 a 5 mm).

    Poda
    A Arte bonsai procura, como inspiração, buscar formas existentes na natureza. Essa busca nos leva a um espectro riquíssimo de texturas, formas e cores, tornando nosso hobby um dos mais interessantes e criativos. O objetivo da prática do bonsai (cultivo de arvores em vaso), não é apenas mantê-los vivos e saudáveis, mas cada vez mais bonitos. Para isso é necessário que se façam podas regulares para se manter a forma de “mini árvore”. Podar é estilizar a formação de uma árvore.  Com a poda, eliminamos os ramos que saem da silueta do bonsai, ramos defeituosos, secos ou desnecessários. Para podar devemos utilizar ferramentas adequadas, como tesouras afiadas. Para galhos maiores alicates de corte côncavo, que fazem cortes limpos, precisos e de fácil cicatrização. Quando as feridas da poda são de grande tamanho (maior que o tamanho do diâmetro de um cigarro) é conveniente cobri-las com pasta de selagem para garantir sua perfeita cicatrização. Pode-se usar clara de ovo ou tinta PVA.

    A Tuia Azul ou Tuia Ouro tem um tipo de folha chamada “agulhas”, só que são pequenas e dispostas sobre galhinhos muito finos. Essas são podadas cortando-se parte de seu comprimento com a tesoura, de preferência perto da ponta. Os galhos não devem ficar com mais de 5 cm. Isso estimulará novas brotações de galhinhos. A poda principal da Tuia Azul ou Tuia Ouro acontece na Primavera e verão, quando devemos corrigir a silhueta da árvore retirando o excesso. Nesta época pode-se podar sem medo. A poda dos galhinhos velhos favorece a brotação de novas com coloração mais viva, alem disso as novas realizam a fotossíntese com mais eficiência. Já no inverno algumas folhas “internas” da Tuia Azul ou Tuia Ouro tem a tendência a se queimarem, retire-as pois estas atrapalham a ventilação e a insolação das folhas saudáveis.

    Aramagem
    A utilização dos arames na estilização de um bonsai pode ser usado para:
    1.Corrigir a inclinação de ramos, permitindo utilizar ramos que de outra maneira teríamos que podar.
    De certo modo os arames provocarão o efeito do peso dos grandes galhos nas árvores, inclinando-os para baixo.
    2.Direcionar o crescimento de um galho numa direção em que a copa do bonsai se encontra vazia.
    3.Direcionar o crescimento de um galho para a formação de uma copa no formato triangular.

    Os arames são colocados no bonsai por um certo tempo que dependerá da espécie da árvore. Durante esse tempo a casca da árvore cresce na posição pré-determinada e endurece, permitindo transformações estéticas importantes. Por ser um processo prático é necessário um certo treinamento para que possamos nos aprimorar. Os arames são colocados em espiral nos galhos e troncos, de maneira geral devemos primeiramente travar o arame no tronco ou em algum galho grosso e em seguida “enrolar” o arame no galho que se pretende modelar. Não devemos apertar demais para não deixar marca na casca do bonsai. O ideal é que o arame fique relativamente frouxo. Como os ramos engrossam devido ao seu crescimento, devemos tirar o arame antes que se crave na casca. Pode-se usar qualquer arame, preferivelmente o arame de alumínio, que é mais flexível e resistente. A grossura do arame dependerá da força necessária para se vergar o ramo. Não esqueça que é de suma importância que os arames não deixem marcas na casca, se for o caso proteger a casca com ráfia.
    A Tuia Azul ou Tuia Ouro são plantas de fácil modelação. Seus galhos são muito flexíveis permitindo modelagens radicais. Arame no final do outono ou inverno. Se os arames estiverem penetrando na casca tire-os imediatamente.

    Doenças e Pragas mais comuns
    O
    Cipreste é uma planta muito resistente, mas raramente pode ocorrer ataques de fungos que podem ser tratados com fungicidas brandos moderação na rega.

    Não esqueça que existindo um problema, este deve ser solucionado com brevidade para evitar a debilitação do bonsai.

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    Pyracanto

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    Piracanto é o nome popular de um arbusto da família das Rosáceas, originária da Europa e da Ásia. Floresce no verão produzindo flores pequenas e brancas; no outono e inverno as flores dão lugar à numerosas frutinhas, tipo baga, amarelas, laranjas ou vermelhas que contrastam com suas escuras folhas, causando assim um ótimo efeito estético. Esses frutos são consumidas pela fauna avícola.

    Também é chamada de:
    - piricanta
    - espinho-de-fogo
    - espinho-perpétuo

    Como Cuidar
    Para que essa planta produza vários de seus frutos vermelhos e assim ganhe uma aparência mais vistosa, devemos criá-la diretamente sob o sol, além de ter um solo que não falta adubo orgânico além de fertilizante NPK equilibrado.

    Regue-a diariamente, diminuindo um pouco a dose no inverno, mas nunca deixando o solo ressecar.

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    cabeca-branca

    Também conhecida como cabeleira-de-velho, leiteiro, flor-de-criança, cabeça-branca, cabelo-de-velho ou cabeleireiro-de-velho, este é um arbusto de cerca de três metros de altura e copa arredondada que possui a característica de se cobrir por flores brancas após o verão, ficando com uma curiosa aparência de uma cabeça coberta por cabelo branco, ou de uma montanha coberta de neve.

    Embora muito bela, essa planta apresenta uma grande toxidade em suas folhas, assim sendo deve-se evitá-la por quem possui animais domésticos ou crianças que podem ingeri-la.

    Como Cuidar
    Essa planta pode ser podada no intuito de ser modelada para ficar no formato desejado e assim aumentar ainda mais seu impacto estético.

    Para que cresça bem, plante-a em solo misturado de areia grossa com fertilizante orgânico para que assim tenha uma boa drenagem e não lhe faltem nutrientes. Adicionar um pouco de adubo NPK com alta concentração de fósforo e reforçar a dose de adubo orgânico no final do verão ajudará ela a ter uma cobertura de flores mais intensa.

    Embora seja resistente a falta de água e sol, para que ela tenha uma boa floração é imprescindível que receba muita luz e regas diárias.

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    Umbuzeiro (Spondias Tuberosa)

    O termo Caa-tinga, muito antes de ser adotada para designar um bioma, era a expressão empregada pelos índios brasileiros para designar a mata branca que cobria os sertões nordestinos. As Caatingas são, portanto, um tipo de vegetação, ou melhor, um conjunto de tipos de vegetação, com algumas características em comum, definidas principalmente pelo forte caráter de estacionalidade das chuvas na região semi-árida, concentradas em curto período do ano.

    A vegetação da Caatinga reflete os fatores climáticos marcantes da região semi-árida que, por sua vez, determinam os tipos de solo, o relevo e rede hidrográfica da região. Esse conjunto de fatores resultou em tipos de vegetação xerofíticas muito especiais, característica das paisagens nordestinas. Na região das Caatingas impera o clima quente semi-árido, com temperaturas médias anuais elevadas e chuvas de trezentos a oitocentos milímetros, em poucas áreas chegando a mil milímetros anuais.

    A condição ambiental do semi-árido selecionou para essa região uma vegetação singular, com elementos que expressam anatomia, morfologia e mecanismos fisiológicos convenientes às condições locais, normalmente com árvores e arbustos espontâneos, densos, baixos, retorcidos, de aspecto seco, de folhas pequenas e caducas e raízes muito desenvolvidas, grossas e penetrantes.
    É fácil encontrarmos a imagem da Caatinga associada aos cactos e arbustos espinhentos, sem folhas, sobre um solo pedregoso e árido. Essa é realmente uma das feições desse bioma, que também pode se apresentar como uma mata fechada, com árvores altas, ou como densos maciços de arbustos que perdem as folhas na estação seca. Mas, de uma forma geral, as plantas que apresentam esse caráter xerofílico apresentam diferentes mecanismos adaptativos para conviver com a escassez de água: para reduzir as perdas de água pela transpiração, muitas espécies contam com folhas coriáceas ou com pêlos; a maioria perde as folhas na estação seca, outras apresentam folhas modificadas e caules com capacidade de realizar fotossíntese – como os cactos.

    Algumas espécies também têm estruturas de reserva, onde armazenam água. São inúmeros os recursos para promover o melhor uso da água pelas plantas nesses ambientes, como o sincronismo das épocas de floração e frutificação e a dormência de sementes para germinação na época propícia, indican do que a evolução conjunta do ambiente físico e sua flora levaram ao desenvolvimento de sistemas altamente eficientes no uso do recurso mais precioso: a água.
    O número de combinações dos tipos vegetacionais implica na existência de diferentes comunidades vegetais de Caatinga, uma vez que esses tipos resultam da integração clima-solo. No entanto, foi ainda essa necessidade de compreender os diversificados ambientes das Caatingas que levaram estudiosos a proporem um planejamento ecorregional, no qual foi proposta a consideração de oito “ecoregiões”, entre as quais se incluem até áreas “ecotonais” do Maranhão e do Piauí, situadas fora da região semi-árida nordestina.

    Imburana da cambão (Commiphora Leptophloeos)

    O conceito que normalmente se tem sobre a Caatinga vem da classificação feita pelo botânico Martius, que denominou as Caatingas de Silva Horrida, fruto da percepção dessas condições ambientais tão diferentes das européias com as quais estava acostumado. E não há dúvidas que, em certas áreas e durante a estação seca, a paisagem da Caatinga parece inóspita e agressiva. Ao menor sinal de chuva, no entanto, a paisagem muda: o verde volta a prevalecer e as flores se abrem para receber seus polinizadores. A vida se reinventa na Caatinga. Mesmo sofrendo os efeitos seculares da ação humana e das longas estiagens, a Caatinga possui uma rica diversidade ainda a ser estudada.

    Reporta-se mais de mil e trezentas espécies de plantas na Caatinga, das quais seiscentas são lenhosas. Em levantamento feito a partir de literatura técnico-científica e de consultas a herbários, registram trezentas e dezoito espécies de plantas endêmicas do bioma, pertencentes a quarenta e duas famílias. Certas árvores como Juazeiro (Zizyphus Joazeiro), Baraúna (Schinopsis Brasiliensis), Aroeira-do-Sertão (Myracrodruon Urundeuva), Umbuzeiro (Spondias Tuberosa), Imburana de Cambão (Commiphora Leptophloeos), Angico (Anadenanthera Colubrina var. Cebil), Catingueira (Caesalpinia Pyramidalis), Pereiro (Aspidosperma Pyrifolium) e Faveleira (Cnidoscolus Quercifolius), marcam as paisagens das Caatingas, juntamente com os cactos – Mandacuru (Cereus Jamacaru), Quipá (Opuntia Inamoena), Facheiro (Pilocereus Piauhiensis), Xique-Xique (Pilocereus Gounellei) e Coroa-de-Frade (Melocactus Bahiensis) e de bromeliáceas como Macambira (Bromelia Laciniosa) e Caroá (Neoglaziovia Variegata).

    Na Caatinga predominam as famílias botânicas Leguminosae ou Fabaceae e Euphorbiaceae. Alguns exemplos de espécies da família Leguminosae ou Fabaceae são as Catingueiras (Caesalpinia Pyramidalis, Caesalpinia Microphylla, Caesalpinia Bracteosa), as Juremas (várias espécies do gênero Mimosa), o Mororó (Bauhinia Cheilantha), o Pau-Ferro (Caesalpinia Ferrea), a Canafístula-de-Besouro (Senna Spectabilis), a Imburana-de-Cheiro (Amburana Cearensis) e o Mulungu (Erythrina Velutina), além de muitas outras.

    Entre as muitas espécies de Euphorbiaceae, aparecem a Faveleira, o Marmeleiro (Croton Sonderianus), Caatingas-Brancas, Velames (também espécies de Croton) e Maniçobas (espécies do gênero Manihot). Já nos terrenos aluviais das margens dos rios temporários, se encontra outra fisionomia de Caatinga onde dominam, além de Juazeiro, Craibeira (Tabebuia Aurea), Trapiá (Crataeva Tapia), Pajeuzeiro (Triplaris Pachau), Marizeiro (Geoffroea Spinosa) e Quixabeira (Sideroxylon Obtusifolium).

    Na Caatinga, a vida das pessoas e a produção agropecuária são altamente dependentes dos recursos vegetais. Os sertanejos constituem os povos da Caatinga e dela extraem inúmeros produtos e serviços que possibilitam a vida no semi-árido. Estacas de cerca, cerca de faxina e de ramos, delimitando propriedades, currais, chiqueiros e corredores para animais, possibilitam a pecuária extensiva, alimentada por forrageiras herbáceas, arbustivas e arbóreas. O couro da indumentária e dos apetrechos de trabalho dos vaqueiros é curtido com a golda do Angico e com a cinza da Baraúna.

    Uma enorme quantidade de espécies medicinais e alguns recursos alimentares importantes, principalmente considerando-se as frutas silvestres com grande potencial nutricional e de mercado, somam-se aos produtos mais procurados da Caatinga. A vegetação da Caatinga é ainda uma das principais fontes energéticas na região semi-árida, oferecendo alternativa para o uso doméstico e para a formação de renda na propriedade. A lenta regeneração e baixas taxas de crescimento, no entanto, quando aliadas a um esforço de exploração superior ao limite de sustentabilidade, podem ocasionar o desaparecimento de espécies do ecossistema, sendo assim imprescindíveis a adoção de técnicas de manejo florestal e de sistemas agroflorestais para que isso não ocorra, juntamente à preservação da biodiversidade em áreas especialmente protegidas.

    É importante se perceber que as Caatingas não são ecossistemas mais pobres, ou de terceira categoria, porque se estabelecem em condições de semi-aridez. A Caatinga não é uma ma ta que não deu certo, degradada devido a desequilíbrios ambientais ou intervenções humanas. A Caatinga é o ecossistema cuidadosamente adaptado às condições de baixas e irregulares precipitações e elevada evaporo transpiração. É diferente dos outros ecossistemas florestais mais úmidos, pois teria de sê-lo, necessariamente.

    Essa diferença não é um defeito, mas uma qualidade: é a expressão da diversidade e da riqueza de possibilidades da Natureza.

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    Framboesa de cipó (R. sellowii)Framboesa de cipó (R. sellowii)

    Framboesa verde (R. erytrocladus)Framboesa verde (R. erytrocladus)

    Nome popular: Framboesa verde e Framboesa branca para R. erythocladus e Framboesa de cipó ou Uva do mato de espinho para R. sellowii

    Origem: As 2 plantas são representantes das 5 espécies originarias do Brasil, ocorrendo nas matas ciliares ou bordas de florestas úmidas de maior altitude dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e toda a Região sul do Brasil.

    Características: A Framboesa de cipó é um arbusto perene, trepador e muito ramificado formando touceiras com ramos de 2 a 4 m de comprimento, piloso (coberto de pelos longos) e com espinhos recurvados próximos aos entrenós. A ramagem apical (da ponta) tem forma quadrangular e é estriada. As folhas são compostas trifoliadas (com 3 folíolos) e raramente penta-foliada (com 5 folíolos) sob pecíolo (haste que prende a folha ao caule) de 5 a 9 cm de comprimento e 2 estípulas (formação laminar na base) de 0,8 a 1,2 cm de comprimento. E a Framboesa verde difere-se da outra porque tem uma leve coloração vermelha nos ramos, pilosidade, acúleos (espinhos) e brácteas jovens e folíolos (folha ou tecido) de cor verde claro e pubescente (coberto de minúsculos pelos) na face superior e verde amarelados, tomentosa (coberto de lanugem branca) na face inferior; medem 9 a 19 cm de comprimento por 5 a 13 cm de largura. . As flores nascem em panículas (tipo de cacho composto) terminais de 15 a 30 cm de comprimento, contendo de 30 a 90 flores pequenas de 1,2 cm de diâmetro quando aberta. As flores de R. sellowii são rosadas e as flores de R. erythrocladus são brancas.

    Dicas para o cultivo: planta subtropical, resiste a geadas de até – 3 grau, pode ser cultivada em todo o Brasil, em qualquer altitude; adapta-se a diferentes tipos de solos que sejam ricos em matéria orgânica e com boa umidade natural. Pode ser cultivada em pleno sol em ambiente sombreado. Começa a frutificar no segundo ano após o plantio. As plantas iniciam a frutificação com 1 a 2 anos e mantém a produção por 5 a 8 anos.

    Mudas: A planta multiplica-se por sementes que germinam em 40 a 120 dias. O substrato ideal é de 40 % de terra argilosa ou vermelha, 20% de areia e 40% de matéria orgânica bem curtida. O crescimento das mudas é rápido e devem ser formadas em sombreamento de 50%.

    Deve ser plantados em lugar definitivo num espaçamento de 3 x 3 metros. No caso de pomar domestico é desnecessário fazer parreiras ou espaldeiras; que no caso de cultivo comercial será fincado mourões de 1,60 de altura a 4 metros de distancia e prender sobre estes 3 arames, o primeiro a 40 cm do chão e os seqüentes a cada 30 cm. A planta será conduzida nos arames e os galhos devem ser amarrados.

    Quando a adubação, faz-se com 10 kg de composto orgânico e 50 gramas de NPK 4-14-8 distribuídos em duas porções; no inicio da primavera e no inicio do verão. A irrigação aumenta a produtividade e pode ser feita por gotejamento com uma media de 6 litros de água por planta em cada semana que não chover. Na época do fim do inverno, se faz a poda de frutificação, eliminando todos os ponteiros que frutificaram no ano passado e de limpeza, eliminando galhos secos, doentes ou mal localizados.

    Usos: os frutos são consumidos in-natura, podem ser usados para fabricação de geléias, iogurtes, sucos e sorvetes.

    Floração: em setembro a janeiro.

    A Framboesa de Cacho produz em outubro a novembro e a Framboesa verde produz em varias épocas do ano.

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    Adubo líquido químico
    Composição:

    Macronutrientes: NPK 10-8-8
    Micronutrientes: Ca-1,0,/ Mg- 0,5/ S- 2,0/ Zn -1,0/ B- 0,5/ Mn-0,5/ Fe-0,1/ Cu-0,2/Mo-0,1

    Modo de Usar
    Recomenda-se aplicações semanais na quantidade de 0,5 ml ou 16 gotas, diluídas em 1 litro de água. Aconselha-se antes das regas com o adubo, sempre dar uma “boa molhada” nas plantas e seus substratos, para livrá-las dos acúmulos de sais.

    Adubo Organomineral
    Composição

    Macronutrientes: NPK 6-6-4,4
    Micronutrientes: Zinco, Boro, Cobre, Ferro, Manganês, Molibdênio, Cobalto.
    Complementos: Matéria orgânica (mineral e animal)

    Modo de Usar
    Recomenda-se a utilização do adubo organomineral a cada l,5  à 2 meses. Deve-se colocar o equivalente a medida de uma tampinha de refrigerante descartável, ao lado ou atrás da planta (lado oposto ao broto novo).  A medida recomendada aplica-se em vasos com o tamanho da boca de 14 cm. Vasos maiores ou menores deve-se  adequar a dose.

    Vantagens da aplicação do Adubo Organomineral NPK 6-6-4,4
    Todos os macro e micronutrientes,  e mais  seus complementos, estão dosados de forma extremamente equilibrada (resultado de pesquisa de vários anos). Resulta daí, uma ótima metabolização pela planta, que não sofre com carências de nutrientes e nem tem seu crescimento forçado por um NPK  muito alto.
    Temos registrado, com o uso constante deste adubo, orquídeas florescendo de 2 a 3 anos antes C

    Cuidados no Uso
    Este adubo pode apresentar, tanto na embalagem, quanto após seu uso no vaso, um bolor branco (fungo ), que não prejudica a planta, é normal e traz inclusive benefícios, ajudando na metabolização dos nutrientes. Este bolor branco (fungo) desaparecerá em aproximadamente 2 semanas.

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    azalea-bonsai

    1 – Procure saber do vendedor.
    a) Qual o nome de sua árvore? Além do comum, se possível, o nome botânico.
    b) Se gosta de sol, sombra ou meia luz?
    c) Que tipo de adubo usar?
    d) Quando deve ser reenvasada? (É uma informação importante para que as raízes não tomem conta do vaso e você venha a perder sua árvore.)
    e) Se gosta de muita ou pouca água. Qual quantidade usar?

    2 – Água – Isto é fundamental
    A água é fundamental para a manutenção de um Bonsai em boas condições. Na maioria das vezes que converso com alguém que perdeu um Bonsai, verifico que houve descuido na administração de água: esquecimento, viagem,  “achei que estava molhado”, etc…

    De fato não existe nenhum complicador para molharmos o nosso Bonsai desde que verifiquemos alguns pormenores:
    a) Clima em nossa região.
    Se você mora em uma região onde o clima é muito quente ( Ribeirão Preto ), deve molhar a sua planta até 3 vezes nos dias muito quentes.

    b) Tamanho do vaso e material de que é feito: cerâmica, concreto, etc…
    Alguns Bonsai são colocados em vasos pequenos. Isto propicia um enxugamento mais rápido, assim como o tipo do material usado na feitura do vaso. A cerâmica esmaltada conserva mais umidade que um vaso de concreto, este último é mais poroso.

    c) Local aonde vamos deixá-la e o tempo de exposição ao sol.
    Dependendo do local onde colocamos a nossa planta irá acontecer uma variação na exposição; portanto é importante observarmos qual o tempo de incidência de sol. É com este tipo de observação que vamos controlando a rega do Bonsai.

    d) Época do Ano: fria, quente
    É claro que, quando acontece uma mudança de tempo deverá acontecer uma mudança na quantidade de água. No período de Inverno nossa planta precisará de menos água. Você mesmo irá reparar que a umidade da terra permanecerá por muito mais tempo.

    e) Tipo de planta
    Alguns tipos de plantas como Crássulas, Ciprestes, Tuias e Pinheiros aceitam um solo menos úmido, é importante na hora da compra de um espécime solicitar informação geral sobre a planta e, principalmente, sobre a rega.

    f) Horário
    Desde que seja um dia quente, rega-se pela manhã e também a tarde. Como foi dito acima, em dias excepcionalmente quentes devemos regar também no meio do dia. Uma boa hora para climas normais é na parte da tarde, sua planta vai aproveitar a umidade durante a noite. É claro que, em dias seguidos de muito frio não é aconselhável molhar a planta a tarde. O excesso de umidade pode apodrecer as raízes.

    g) Como regar
    Uma maneira prática de medida é regar até a água escorrer pelo furo no fundo do vaso. Muitas vezes, por esquecimento, deixamos de molhar nossa planta por um dia. Quando isto ocorrer, a terra do vaso pode endurecer, e neste caso, devemos molhar a planta por imersão por alguns minutos isto é, colocar o vaso dentro de 1 recipiente com água. No ressecamento da terra acontece um travamento do substrato em redor das pequenas raízes e, quando molhamos da maneira normal a água não consegue atingir aquelas raízes essenciais na alimentação da planta, ocorrendo a perda total da planta. Observe que quando você molha um vaso seco, ou seja, onde não existe umidade, a água não penetra de imediato, ela escorre como se fosse um piso. A pouca água que permanece sobre a superfície do vaso vai dilatando e abrindo poros que absorverão a água; por isto devemos molhar cada vaso demoradamente e com regador de crivo fino.

    Importante: o vaso para Bonsai tem um furo de bom tamanho na parte de baixo que é para escoar o excesso de água que porventura tenhamos usado, fica então subentendido que não se deve usar um prato para apoio do vaso, isto criaria um acúmulo de água dentro do prato e, por conseguinte no vaso.

    h) Um teste excelente
    Verifique a umidade dos seus vasos tocando a terra com as costas da mão. É uma boa maneira de sentir a umidade ou secura do composto. É Necessária a umidade no vaso de Bonsai. Se você pegar como exemplo qualquer planta na natureza, vai observar que, ao escavar até as suas raízes  verificará que elas estão em solo úmido. Não é porque seja um Bonsai que devemos manter a umidade mas, porque as raízes devem estar em solo com alguma umidade. Como o seu Bonsai não tem como levar as suas raízes até um solo úmido, você deve proporcionar esta condição. Úmido, não encharcado.

    A falta de água é a razão par a maioria dos Bonsai que se perdem. Observe atentamente as informações acima e tenha um Bonsai por muitos e muitos anos.

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