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  • Cattleya tigrina

    As Catléias estão entre as mais bonitas e populares orquídeas, sendo por este, entre outros motivos, as preferidas para a produção de híbridos comerciais da moda, normalmente com orquídeas do gênero Laelia, Brassavola e Brassia, amplamente disponíveis no mercado. Suas flores são bastante grandes e vistosas e surgem durante a primavera ou outono. São rizomatosas e possuem um pseudobulbo alongado e bastante intumescido, com uma ou duas folhas também rígidas e intumescidas. As Catléias se diferenciam das Laelias por apresentarem 4 políneas *, enquanto as segundas apresentam 8 políneas.

    Ao adquirir uma Catléia florida, mantenha-a dentro de casa, próxima a uma janela bem iluminada. Regue-a sempre que o substrato secar. Suas flores são muito duráveis se cuidadas desta maneira. Quando a flor murchar e secar, remova-a, juntamente com a haste floral, cortando com uma tesoura esterilizada. A partir deste momento você poderá replantá-la caso necessário.

    As Catléias são em sua maioria epífitas, isto é, desenvolvem-se sobre o tronco das árvores. Por este motivo você pode cultivá-las sobre as árvores, inicialmente amarradas com barbantes ou sisal. Podem ser cultivadas em vasos também, preferencialmente de barro, madeira ou cerâmica, bem forrados com pedriscos para uma perfeita drenagem. O susbtrato pode ser composto de uma mistura de cascas de árvores, carvão vegetal, cascas e fibras de côco, entre outros materiais próprios para epífitas. Não enterre o rizoma (caule paralelo ao solo), ele deverá ficar sobre o substrato. Devem ser cultivadas à meia-sombra, com regas frequentes no verão e reduzidas no inverno.

    A Adubação deve ser suave e diluída, preferencialmente orgânica, como torta de mamona e farinha de ossos. Atualmente encontramos adubos próprios para orquídeas, de liberação lenta. Multiplica-se por divisão da planta, preservando pelo menos 3 pseudobulbos para cada muda, com rizoma e raízes. Evite subdividir demais as plantas, sob pena de elas enfraquecerem muito. Comercialmente pode ser multiplicada por meristema, através de uma avançada tecnologia laboratorial que permite a produção em grande escala de milhares de clones da mesma planta.

    (*) Massas cerosas constituída por grãos de pólen e uma substância viscosa e transparente, presente nos estames de algumas flores, principalmente nas orquidáceas e asclepiadáceas.

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    Na natureza, cada orquídea está adaptada para sua reprodução e este é seu objetivo primordial. Jamais se fez bela para o deleite de nossos olhos.

    Uma orquídea é perfumada, por exemplo, porque o seu agente reprodutor, isto é, o que carrega seu pólen para outra flor, é atraído por aquele perfume. O perfume, muitas vezes, para nós, é relativo, pois há as orquídeas que cheiram a carniça, quando seu agente reprodutor são moscas atraídas por este “perfume”.

    As não perfumadas, adaptadas a insetos que provavelmente não têm olfato, buscam atraí-los pela cor exuberante. Há as que se parecem com fêmeas de insetos, como a Ophris, para que os machos venham retirar seu pólen. Enfim, as formas exóticas que tanto nos atraem e o néctar que possuem são ardis especialmente criados pela flor, para preservar sua reprodução na natureza.

    Atualmente, um dos maiores agentes polinizadores é o homem. É um processo já observado por Darwin e que vem se realizando artificialmente há alguns séculos. Atualmente há cerca de 120.000 híbridos registrados, produtos dos cruzamentos mais diversos, como entre Oncidium e Odontoglossum, Miltonia, etc.

    Na polinização artificial, o homem colhe o pólen e pode guardá-lo para polinizar uma flor dali a alguns meses e assim obter um híbrido que floresce em data diferente, além de outras misturas.

    O órgão reprodutor de uma orquídea é constituído de quatro partes: coluna, antera, estigma e ovário:

    Coluna ou ginostêmio: órgão carnudo e claviforme que se projeta do centro da flor, resultado da fusão dos órgãos masculino (estame) e feminino (carpelo)

    Antera: contém os grãos de pólen agrupados em 2 e 8 massas chamadas polínias.

    Estigma: depressão de superfície viscosa, órgão receptivo feminino onde são depositadas as polínias durante a polinização.

    Ovário: local onde se desenvolve a cápsula das sementes após a fecundação.

    Quando ocorre a polinização, o estigma se fecha, a flor começa a sear e o ovário inicia a formação da cápsula. Na maior parte das espécies a cápsula com as sementes leva de 6 meses a um ano até o amadurecimento.

    Cada cápsula pode conter até 500 000 sementes ou mais. Estas sementes são muito pequenas e constituídas apenas do embrião, ou seja, não possuem substâncias nutritivas de reserva para serem utilizadas na fase de germinação. Em contrapartida, têm alta capacidade de dispersão, pois são facilmente levadas pelo vento, garantindo, assim, a perpetuação da espécie.

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    estaca-de-bonsai

    O ser humano por natureza é imediatista, tudo deseja, porém sempre para ontem.
    Quase sempre esquecemos que o passado é imutável, o futuro está por vir, e o que nos pertence é o presente, e é nele que deve residir nossos sonhos e realizações, que nossos resultados futuros, dependem do hoje.

    Sashiki que seria as mudas feitas por estacas, personifica bem, e colabora com nossa vontade urgente e imediata de resultados, pois necessita de menos tempo para formação e possibilita antever o nosso “bonsai”.

    As estacas para nossos futuros Bonsai, podem ser selecionadas de praticamente todos os tipos de árvores e arbustos. O principal cuidado reside no momento da escolha de nossas mudas, não necessariamente de um bonsai já formado, mas também de árvores e arbustos na natureza, devem ser fortes e saudáveis, e possuir a forma que desejamos a nosso futuro bonsai, não esquecendo que estacas menores desenvolvem raízes e crescimento mais rápido.

    Basicamente, devemos seguir um pequeno roteiro:
    1. O corte da estaca deve ser em diagonal, gerando uma maior área de contato e possibilitando um maior e uniforme enraizamento;

    2. Utilize um recipiente com furos, para possibilitar uma melhor drenagem da água e assim evitar o apodrecimento das mudas;

    3. Como solo para estacas utilize uma mistura de pedriscos (de areia lavada, 40%) e terra preta (60%), tendo o cuidado de esterilizar esse material (utilizo uma chapa de metal direto no fogo);

    4. Coloque as estacas no recipiente, deixando espaço entre elas;

    5. Molhe o suficiente, até que a água saia pelos furos do recipiente;

    6. Coloque no recipiente alguns arames para servirem de suporte, e então instale um plástico sobre eles, produzindo então um efeito estufa, mantendo assim umidade e calor necessários ao desenvolvimento das mudas;

    7. Lembrar de molhar diariamente as mudas, tantas vezes quanto forem necessárias, deixando o solo úmido e não encharcado;

    8. Inicialmente deixar as estacas a meia-sobra;

    9. Entre 30 e 60 dias começarão a crescer as raízes, e então as colocar em ambiente de incidência normal do sol;

    10. Adubar com fertilizante líquido (utilizar a metade da dosagem recomendada nas embalagens) a partir dos 180 dias;

    11. A partir de 12 meses devem ser plantadas em recipientes individuais, cortando a raiz principal e as mais grossas, possibilitando um crescimento uniforme de toda a massa de raízes.

    Começa então a formação propriamente dita de nosso “Bonsai”, precisa-se apenas de dedicação e tempo, qualidade e condição que é característica da alma de cada bonsaísta.

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    Teoricamente, nunca.

    O melhor a fazer é não incomodá-las. Contudo, se nós colocamos limites – que são vasos, cachepots etc. e substratos que, com o tempo, acabam funcionando mais como apodrecedores de raízes, o jeito é observar o esgotamento desses limites:
    1 – Já tem mais de dois pseudobulbos maduros (cresceram totalmente ) para fora do artefato que usa, corte dois para dentro e transplante para onde desejar, não importa se está emitindo raízes ou não, o stress que acabou de praticar vai despertar o “espírito de sobrevivência da planta e ela vai a frente. Não esqueça de adubá-la com composto rico em nitrogênio e cálcio e, mais importante, sele os cortes com algum produto a base de cobre (faço uma pasta de sulfato de cobre);

    2 – Sem explicação, de repente a planta pára de emitir novas raízes e os pseudobulbos começam a desidratar mesmo em regas normais – o substrato deve estar no fim (acidez ou excesso de adubação). Transplante. Não corte as raízes velhas, apenas retire a capinha seca (o que era o revestimento branco – velame). Cada vez mais deixe de utilizar xaxim (até que tenhamos fornecedores certificados). Contudo, a mistura de casca de pinus e brita pequena parece ser a opção de consenso (deixe a casca de pinus de molho em água por uma semana e troque a água pelo menos três vezes – ela e várias cascas de árvores têm tanino que prejudica o enraizamento).

    No mais é dar rumo a planta – guiá-la com tutores, iluminação e adubações equilibradas. Sempre deixe uma rega só para água, é muito importante a lavagem do todo onde ela foi acondicionada – sais em excesso, fruto de seguidas adubações, são grandes responsáveis por definhamento das raízes e da planta consequentemente. Lembre-se sempre, que no cultivo de orquídeas, mata-se mais por excessos do que por faltas.

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    Bom cultivo!

    Palmeira Real (Archontophoenix alexandrae)

    Nome científico: Archontophoenix cunninghamii
    Nome Popular: Palmeira-real, Palmeira-real-australiana, Palmeira-seafórtia, Seafórtia, Palmeira-australiana, Palmeira-real-da-austrália
    Família: Arecaceae
    Origem: Austrália
    Ciclo de Vida: Perene

    A palmeira-real é uma espécie australiana, perene, bastante difundida no Brasil, principalmente por suas qualidades ornamentais.

    Esta palmeira é amplamente utilizada no paisagismo urbano nas grandes cidades brasileiras. Da mesma forma que outras palmeiras, a Palmeira-real confere uma beleza tropical a qualquer jardim ou parque, com a diferença de que cresce muito mais rápido se comparada a outras espécies. Pode ser utilizada isolada, em renques ou em grupos. Quando plantadas bem juntas em duplas ou trios, obtém-se um efeito interessante e escultural, pois as palmeiras ficam ligeiramente curvas. Atualmente, esta palmeira vem sendo cultivada também para a produção de palmito, com excelente produtividade e qualidade. Devido à facilidade de propagação, pode tornar-se invasiva nos locais onde é introduzida.

    De porte elegante, seu estipe geralmente é único, anelado e alcança de 15 a 20 metros de altura e até 20 cm de diâmetro. As folhas são pinadas, longas, com ráquis curvada e folíolos lanceolados, rígidos, acuminados e verdes. O palmito é longo e visível, recoberto pelas bainhas foliares, de cor verde clara. A inflorescência surge logo abaixo do palmito e tem cerca de 1 m de comprimento. Ela é do tipo espádice, pendente, divida em numerosas espigas com ramificações fortes e uma espata esverdeada que se desprende da planta com o amadurecimento das flores. As flores são brancas a violáceas e atraem abelhas, principalmente arapuás. Os frutos são drupas esféricas e vermelhas, atrativas para os passarinhos.

    O clima adequado para o cultivo da palmeira real australiana é o quente e úmido, com temperatura média anual de 17 a 22° C e precipitação pluviométrica de 1.200 a 2.000 mm anuais. Porém ela pode se desenvolver bem em regiões com temperaturas mais baixas e precipitação inferior à anteriormente mencionada. desde que bem distribuída. Tolera geada, mesmo no estágio de muda (20 a 50 cm de altura). O cultivo da palmeira real australiana deve ser em áreas a pleno sol, só precisando de proteção quando ainda em fase de viveiro.

    A palmeira real australiana não é exigente em solos, desenvolvendo-se mesmo em solos pobres e ácidos, com PH entre 3,6 e 4,5, desde que sejam de textura média a leve e com boa drenagem. No entanto, é óbvio que prefere solos com maior fertilidade e a produção de palmito em áreas de fertilidade baixa deve se basear na reposição de nutrientes, através de adubações anuais parceladas. Deve ser irrigada regularmente para um rápido desenvolvimento.

    A palmeira real australiana é bastante resistente às principais doenças que ocorrem com as demais palmeiras em condições de viveiro (antracnose, helmintosporiose, cercosporiose)

    Entre as palmeiras, é uma espécie de baixa tolerância ao transplante quando adulta. O ideal é plantar mudas jovens. Multiplica-se por sementes.

    Atualmente, a palmeira real australiana tem sido cogitada para o cultivo racional de palmito, devido principalmente às suas características de precocidade, rusticidade e qualidade do palmito. Este, embora com características diferentes das espécies tradicionalmente usadas (juçara e açaí), apresenta excelente paladar, textura e coloração, sendo considerado um produto nobre. A palmeira real tem a vantagem de não pertencer à flora típica brasileira e portanto não estar sob a supervisão do IBAMA, podendo ser explorada livremente.

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    gramado

    Os cuidados químicos com o gramado são um engodo, um esquema de marketing. A grama, como todos os jardineiros sabem, é uma erva daninha tenaz, que precisa de pouca ajuda para ser saudável. Mas os americanos enfraquecem seus gramados com produtos químicos desnecessários, fertilizantes, cortes e regas indevidos; causando problemas ao gramado. Cultive a planta certa, na medida certa, e você ficará espantado em ver como pode ser fácil a manutenção de uma grande extensão de verde. Aqui estão algumas dicas para ensiná-lo a cuidar do gramado, e sem a ajuda de quaisquer empresas:
    * Plante a grama certa. Cultive grama de forma certa. O tipo de grama que você planta depende de onde você mora.

    * No Norte, cultive uma de “estação fria”. Ela é sempre verde durante o inverno, e pode ficar marrom e dormente durante um período quente e seco, no final do verão, mas fica rapidamente verde novamente quando retorna o clima frio.

    * Na região Sul, cultive uma para “estação quente”. Ela é sempre verde durante o verão, e pode ficar marrom e dormente durante uma onda de frio, no inverno, mas fica verde de novo quando o tempo se aquece.

    * Na “Zona de Transição”, no meio do país, escolha uma “para frio” ou “para quente”, dependendo de qual período de dormência potencial o incomoda mais, ou misture as gramíneas de estação quente e fria de aparência similar, para tentar conseguir um mix de gramado verde o ano todo.

    * Plante, no momento certo do ano. O cultivo de grama depende de onde você vive, em uma área de estação fria ou quente, de modo que a melhor época para plantar sementes varia.

    * Gramíneas de estação fria só devem ser semeadas no outono de 01 a 15 de agosto no extremo norte, e de 15 a 30 de agosto para os climas mais moderados do norte. Sementes de época fria, sendo plantadas na primavera, vão queimar quando o calor do verão esquentar os brotos em crescimento.

    * Gramíneas de estação quente devem ser semeadas na primavera, logo que o solo fique quente o suficiente para germinar as sementes.

    * Se você não pode esperar e precisa plantar na época errada do ano, então plante torrões de grama. É muito mais caro do que as sementes, mas ficam muito bem em qualquer época do ano se mantidos regados.

    * Adube corretamente. Adubação e tratamento andam de mãos dadas.
    Gramíneas de estação fria devem receber maior adubação no outono. Fertilizantes para o gramado podem consistir de compostagem aplicada na superfície e espalhada com uma polegada de espessura, o que irá fornecer a quantidade ideal de nutrientes e melhorar a estrutura do solo abaixo. Adube levemente novamente na primavera. 5 a 10 quilos de farinha de glúten de milho por mil metros quadrados de gramado, vão impedir plantas daninhas dormentes, como sementes de capim, de germinar e darão uma adubação natural. Certifique-se de estar rotulado como adubo e herbicida natural pré-emergente (glúten de milho para alimentação de gado não vai funcionar) e aplique antes dos arbustos de forsythia do local atingirem o pico de floração, pois as sementes de ervas daninhas já terão germinado.

    - Gramíneas de estação quente devem receber três adubações iguais em junho, julho e agosto. Uma polegada de espessura de compostagem, ou 5 quilos de glúten de milho, serão o ideal para cada adubação.

    Nota: pré-emergentes evitam a germinação de todas as sementes. Não use glúten de milho quando semear um gramado.

    * Corte na altura certa.  Cortes de gramado são diferentes por todo o país, e a altura que você precisa cortar pode variar.
    - Gramíneas de estação fria em pleno sol, devem ser cortadas com 4 a 5 centímetros de altura. As que gostam de sombra com 5 a 5.5 cm.

    - Gramíneas de estação quente vão prosperar com um maior corte, em torno de cinco centímetros.

    Nota: Estas são as alturas que o gramado deve ter depois que você fizer o corte. “pelar” um gramado o deixará em estado de choque, e o tornará vulnerável a pragas, doenças e ervas daninhas. E as ervas daninhas também, o seu controle poderá tornar-se um pesadelo. A grama de corte alto fica verde, cresce mais devagar e melhor resiste ao estresse.

    * Corte corretamente. Substitua a lâmina do seu cortador a cada temporada, não vai custar muito mais do que mantê-lo afiado, e lhe dará um corte muito mais limpo. Nunca remova mais de um terço da altura do gramado em qualquer corte.

    * Use um cortador coletor. Esses cortadores especializados não têm descarga; seus decks são selados, e as lâminas ultra-afiadas cortam e repicam a grama, até que os restos sejam devolvidos ao gramado como um pó fino pulverizado. Esses restos são ricos em nitrogênio, e fornecem metade do adubo que a grama precisa em uma temporada

    * Regue racionalmente. Nunca regue durante o calor do dia ou da tarde. A hora ideal é no início da manhã. Não regue em jorros curtos. Dê uma boa encharcada de água, para incentivar raízes profundas. Tome especial cuidado quando regar um gramado novo.
    - No Norte, regue quando passar uma semana sem chuva. Dê uma polegada de água para encharcar, o deve demorar várias horas.

    - No Sul, o gramado precisará de duas polegadas de água por semana no verão. Forneça-as, sempre que a natureza não o fizer.

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    Azalea

    Como princípio nunca podar a parte aérea e as raízes ao mesmo tempo. Evitando as duas operações ao mesmo tempo poupamos mais nossa árvore. Depois da poda da parte aérea daremos um tempo para que a planta se refaça e, então sim, podaremos as raízes.

    Quanto tempo esperar?
    De preferência, esperar pela época ideal ou seja, final do Inverno começo da Primavera.

    Mas, a poda aérea não teria também um período ideal?
    Sim, quando sua árvore já estiver sendo cuidada e, principalmente, se ela for uma frutífera ou florífera, a época ideal é também no final do Inverno começo da Primavera. Isto porque devemos podar antes que saiam os primeiros botões pois poderíamos perder a frutificação ou a floração da mesma que, afinal de contas, são o encanto de nossas árvores.

    Nosso trabalho neste momento é o de reenvazar esta árvore. Vamos retirar nossa planta do local onde estiver para fazer a mudança pretendida. Com uma faca vamos soltar a terra que poderá estar com certa aderência com as paredes da lata ou vaso plástico. Enfie a faca encostada pelo lado de dentro, entre a lata ou plástico e a terra e vá contornando toda a volta. Isto soltará o torrão. Retire o torrão com cuidado evitando que se quebre.

    O próximo passo é verificar se existem raízes em quantidade. É fácil, elas estarão visíveis.  Vamos agora destorroar começando pela parte inferior do torrão ou seja, de baixo para cima. Usaremos um palito de bambu ou um garfo velho. Existem ferramentas adequadas. Vamos deixar para depois. Vá retirando a terra e percebendo que raízes ficarão expostas. Quanto mais raízes, mais saudável é sua planta. Existem exceções, árvores que naturalmente tem poucas raízes. Portanto, não se preocupe muito. Se a árvore está bonita e saudável a quantidade de raízes encontradas é o necessário.
    Deixe um torrão conforme o traço feito. A parte inferior  será eliminada.

    Muito bem, tiramos a terra da parte marcada, e agora, o que fazer?
    Agora podaremos as raízes que ficaram expostas. Corte-as com uma tesoura bem afiada,  bem próximo ao torrão que restou.
    Proteja com pasta de dente os cortes que forem sendo feitos. Este trabalho deve ser feito em local sombreado para que as raízes não se ressintam com o calor. Se estiver muito quente use um borrifador com água e umedeça vez por outra.
    Importante: O conjunto de raízes forma o órgão alimentador da planta (A boca).

    Vejamos, como nós estamos diminuindo a “boca” da nossa árvore é conveniente (necessário), reduzirmos a sua parte aérea.  Vamos fazer isto deixando 1 ou duas folhas em cada galho. Nada mais!

    Você pode dar acabamento colocando musgo sobre a terra ou pedriscos, castelos (pedregulho). O musgo poderá ser retirado de locais onde haja muita umidade. Nestes locais é muito comum a presença de musgo. Retire-os e coloque sobre a terra do seu vaso que ficará com uma aparência envelhecida.

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    diclidanthera elliptica

    Nome popular: Jabuticaba-de-Cipó, Uva-do-mato; Parreira-brava

    Nome indígena: Ibátyrama vem do tupi guarani e significa “fruta de ramalhete” em alusão a disposição das flores e frutos formados em racemos terminais da planta.

    Origem:É uma espécie rara, aparecendo em alguns lugares na floresta semidecidua de altitude do litoral, serras interioranas e cerradões dos estados de Espírito Santo, Minas gerais, São Paulo e Paraná; Brasil.

    Características: é uma arbusto trepador, com ramagem escandente que se apóia em outras plantas, com ramos novos pubescentes  (coberto de pelos) e caule de casca amarelada. As folhas são simples, oblongas, com a nervura central amarelada e piloda quando jovem. As flores nascem em racemos simples, longos e terminais, cada flor tem cálice esverdeado e corola com pétalas cremes formando um pequeno tubo

    Dicas para cultivo: Trepadeira de crescimento lento que resiste a temperaturas de até 0 grau, vegeta bem em altitudes variando de 400 a 1.000 m acima do nível do mar. O solo deve ser profundo, úmido, acido, com constituição arenosa ou argilosa (solo vermelho). É preciso plantas no mínimo 2 plantas para uma melhor frutificação. É preciso fazer uma parreira na horizontal com arames formando uma malha da 40 cm entre arames para sustentar a planta. As plantas iniciam a frutificação no 3ª ou 4ª ano após o plantio, dependendo das condições do solo.

    Mudas: As sementes são frágeis, arredondadas, tomentosas (cobertas de pelos) e recalcitantes (que perde o poder germinativo rapidamente). A germinação ocorre em 30 a 45 dias em qualquer tipo de substrato rico em matéria orgânica, poroso, deixado em ambiente sombreado. As mudas crescem lentamente, sendo necessário 1 ano para irem para o lugar definitivo, também são resistentes a secas. É melhor planta-las no inicio do verão, porém, é necessário fazer uma cobertura para sombrear a planta no primeiro ano após o plantio.

    Plantando: Pode ser plantada a pleno sol, bem como na sombra bosques com arvores grandes bem espaçadas, nesta situação demora mais para frutificar. Espaçamento entre plantas 4 x4 m. A parreira deve ter 6 mourões, distanciados a 2 m entre si e 3 metros entre os pares, com altura de 1,60 para facilitar a colheita dos frutos. Adicione a cova 100g de calcário e1 kg de cinzas e 8 litros de matéria orgânica. Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses se faltar água.

    Cultivando: Fazer apenas podas de formação e eliminar os brotos que nascerem na base do caule, manejando os ramos num tutor e continuar amarrando os ramos na parreira para não caírem. Adubar com composto orgânico, pode ser (4litros) cama de frango + 20 gr de N-P-K 10-10-10 nos meses de novembro e dezembro, distribuído-os a 30 cm do caule. Manter cobertura morta por volta do pé para manter a umidade.

    Usos: Os frutos são semelhantes a jabuticaba de arvore e tem sabor adocicado e ótimos para o consumo in-natura. Também servem para fazer doces e sucos.

    * A classificação dessa espécie ainda é muito confusa, pois alguns botânicos classificam a Jabuticaba-de-cipó como chondodendron phatyphylum, e outros classificam como pertencente ao gênero diclidanthera, sendo esse a classificação correta, pois possuem flores vistosas e hemafroditas muito diferentes do gênero chondodendron que pertencem a família menispermaceae e possuem flores minúsculas , não vistosas e na maioria dos casos as plantas são dióicas com indivíduos masculinos e femininos em plantas separadas.

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    Phalaenopsis

    Logo após a floração da sua Phalaenopsis, quando as flores murcham e secam por completo e são manualmente removidas, é possível induzir o nascimento de uma muda clone que brotará na própria haste floral, com a aplicação de pó de canela no substrato.

    Após o corte com tesoura de poda (esterilizada com fogo ou produto específico) no terceiro nó da haste floral da planta, é comum brotar uma nova haste que vai fazer sua Phalaenopsis gerar uma segunda floração no mesmo ano, quando bem tratada.

    Mas se você fizer a poda da haste floral na altura do mesmo terceiro nó e colocar uma colher média de canela em pó em toda superfície do vaso, isto vai estimular o nascimento de uma nova planta que brotará na haste, na altura deste nó.

    Em alguns meses, logo que a planta estiver com quatro folhas de cerca de quatro centímetros cada e emanando duas ou três raízes de até 3 centímetros, faça o corte da nova muda pela haste, um pouco abaixo e replante a nova muda em outro vaso menor.

    Phalaenopsis Natural das Filipinas, a Phalaenopsis é considerada uma das mais belas e populares orquídeas e é produzida e cultivada em larga escala pela indústria brasileira. Por isto mesmo, existe hoje um grande número de híbridos, fruto do cruzamento de espécies em cativeiro.

    Essas lindas orquídeas não são comuns como espécies puras em coleções, sendo a maioria das mais conhecidas híbridos gerados de semente, e depois reproduzidas do caule.

    Conhecida por se adaptar bem até em apartamentos de centros urbanos, a Phalaenopsis é uma planta que precisa de rega a cada 7-15 dias, dependendo da época e tolera bem temperaturas mais elevadas.

    O cultivo ideal é em estufas quentes, precisando de muita sombra.

    Há dois tipos principais: o padrão e o miniatura. O primeiro pode chegar a 1 m de altura, enquanto as miniaturas ficam em torno de 30 cm. Ambos tem a estrutura bem semelhante, diferindo apenas no tamanho.

    A Phalaenopsis se adapta bem em substratos ricos em casca de madeira e xaxim (este último, proibido por lei. Está sendo feito atualmente o uso de fibra da casca do coco). O carvão vegetal e os musgos (ou espumas artificias para reter a umidade) também estão presentes. Uma vez ao mês, pode ser feito uso de fertilizante NPK 10:10:10, numa pequena porção em uma colher de café para um litro de água.

    Plantas floridas ou com suas raízes ainda não adaptadas ao vaso não devem receber estes fertilizantes. A Phalaenopsis deve ter sua haste cortada acima do terceiro “nó”, após as flores murcharem. Esta poda deve ser realizada com tesoura esterilizada.

    A poda deve ser feita na haste, após o terceiro nó, numa altura aproximada de 20 centímetros. Uma vez ao a Phalaenopsis emite cachos de até 12 flores, se bem cuidada. Suas flores têm muita durabilidade e resistência, persistindo por três ou cinco semanas antes de murcharem. Após a poda da haste, a Phalaenopsis pode voltar a dar novos cachos ainda no mesmo ano, numa ramificação.

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    As trepadeiras crescem com facilidade, basta ter um bom suporte. Por isso são ideais para cercar a sua casa e dar mais privacidade e estilo ao seu jardim ou quintal. Para escolher a espécie mais adequada para cada caso, leve em conta os fatores abaixo.

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    1 – Sol e sombra:
    * Quando a cerca está na sombra, a hera é uma boa opção.
    * Se o lugar recebe sol, mas o pé da planta está à sombra, você pode escolher espécies de flor, como a clemátis ou o maracujá.
    * Você pode resolver as exposições a pleno sol com o jasmim-amarelo ou a primavera.

    2 - Espaço grande ou pequeno:
    * Se o muro que você quer cobrir está em um corredor ou você não quer roubar espaço do jardim, cuidado, porque algumas trepadeiras de grande porte crescem muito em volume.
    * A madressilva, por exemplo, se expande mais do que a ervilha-de-cheiro, que cresce para cima em vez de “engordar”.

    3 - Folhas caducas ou perenes:
    * Se você quer garantir intimidade o ano todo, opte pelas plantas de folha perene, como a hera ou o jasmim.
    * Se o objetivo é ter sombra no verão, o melhor é uma planta que perca as folhas no inverno, como a gloriosa e a dama da noite (que fecha as folhas na presença dos raios de sol).

    4 - Flores:
    * Se a cerca está totalmente exposta ao sol ou em meia-sombra e, principalmente, com a base protegida, escolha uma trepadeira com flor, como primavera, maracujá, jasmim, clemátis, tumbérgia-azul ou até as roseiras trepadeiras.

    Importante
    Todas as trepadeiras se desenvolvem com mais vigor se recebem adubo a cada 15 dias durante a época de floração.

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