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  • phoenix-reclinata

    A Phoenix reclinata é uma palmeira elegante e originária da África, onde é protegida na região Sul, com sua característica delgada, inclinando suas hastes é uma característica de matas ciliares e da floresta na parte leste do país. É quase sempre associada à água, quer em rios ou em pântanos.

    É uma palmeira que pode atingir até 12 m, mas é mais freqüentemente entre 3 e 6 m. Pode ser simples ou multi-haste, às vezes formando uma touceira densa, arbustiva. As folhas são arqueadas, folhas verdes e brilhantes formando coroas. As frondes velhas permanecem na árvore e se tornam saias, ficando em linha reta abaixo da coroa. As flores aparecem durante os meses de Agosto, Setembro e Outubro. Plantas masculinas e femininas são separadas. As inflorescências formam atraentes cachos amarelos. Flores masculinas produzem massas de pólen que são liberadas nas nuvens. Os frutos de cor laranja-marrom aparecem em fevereiro, março e abril. Eles são de forma oval. É uma árvore protegida no sul da África.

    Essa palmeira pode ser usada como uma árvore de espécime em um amplo jardim com gramados extensos. É muito usada também em projetos de paisagismo. Também pode fazer parte de uma plantação que atraia a fauna para o jardim quando frutificarem. Em pequenos jardins é preciso garantir que a planta tenha espaço suficiente para se espalhar. Quando jovem poderia ser usada como uma planta de vaso. Em áreas mais frias, as plantas jovens precisam de proteção de geada para as primeiras temporadas.

    Para a propagação por sementes, frutos maduros devem ser selecionados e toda a pasta removida. Semeando em uma mistura de areia de rio e de compostagem. As sementes podem ser pressionadas suavemente para ficarem média ou levemente cobertas. Não permita que o solo fique seco. A germinação deve começar depois de cerca de um mês. O transplante pode ser realizado quando a primeira folha é de 50 mm de comprimento. As plantas crescem muito lentamente e vão precisar de fertilizante de liberação lenta durante o crescimento. De propagação vegetativa, os brotos de uma planta adulta também podem ser removidos e plantados.

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    Maxilaria tenuifolia

    - Vasos de Coxim
    a) Ao comprar, procurar aquele mais rígido e não o mole ou com nós.

    b) Colocar o vaso de xaxim de molho, com água sanitária, no tanque ou balde, com um peso em cima (pedra).

    c) Retirar após uma hora ou no dia seguinte, deixar escorrer (posição inclinada).

    d) Tirar o miolo do fundo, caso esteja apodrecido, com uma faca e colocar um tampão no buraco.

    e) Depois seguir das dicas do substrato (ordem)

    - Vasos de barro ou de plástico
    a) Para certas orquídeas, o ideal é o vaso de barro redondo com furos de drenagem no fundo e laterais.

    b) Cobrir esses furos, por dentro, com tela (mosquiteiro) usando cola de sapateiro, evitando assim a saída de substrato e entrada de insetos.

    c) Medir a distância entre os furos para o gancho de pendurar.

    d) Caso estejam com medidas diferentes, marcar o diâmetro, com fita métrica, e dividir em 06 (seis) partes iguais, furar, podendo ser aproveitado os furos existentes, para prender a haste e passar a vareta de bambu.

    e) Sendo o vaso de barro cônico, preencher o fundo com pedras (brita, pedregulho, cacos ou outro material). Também, no redondo, se desejar, pode colocar isopor picado cacos de cerâmica ou pedriscos, para drenagem.

    f) sendo o vaso de plástico, as pedras servirão também para dar equilíbrio.

    g) Para furar um vaso de plástico use uma haste de metal pontiaguda, aquecida na chama do fogão.

    - Vaso Cachepô
    a) Praticamente já está pronto para uso. Verificar se há frestas largas no fundo, que possa perder a fibra de coco, procure tampá-la.

    borbo036

    jatoba

    Família Leguminosae, mesma do feijão, da copaíba e do pau-brasil. A família é a primeira entre as mais importantes em termos de número de espécies lenhosas (arbustos e árvores). São mais de 150 espécies agrupadas em três subfamílias. Outros nomes: jatobá, jatobá-do-campo, jatobá-da-serra, jatobá-capão, jatobá-de-casca-fina, jataí.

    Arvoreta ou árvore de até 10 metros de altura amplamente utilizada por todas as populações tradicionais do bioma Cerrado. Ocorre regiões de cerrados e mesmo sem flores pode ser identificada facilmente pelas suas folhas, que são alternas e compostas por dois folíolos. Dizem que a folha do jatobá parece um par de pulmões, o que já indicaria suas propriedades medicinais no fortalecimento das vias respiratórias superiores e aparelho cardio-vascular. As folhas e ramos mais jovens possuem pilosidade.

    frutificacao

    Os botões são recobertos por vilosidade (pêlos bem curtos com textura de veludo) cor de ferrugem. Suas flores brancas com até 05 cm de diâmetro são polinizadas por morcegos.

    fruto do jatobá

    Os frutos têm uma casca muito dura, marrom e um cheiro muito forte.
    O cheiro característico é um chamariz para algumas espécies de animais silvestres, esta é uma maneira de atrair animais e espalhar sua semente.

    A polpa farinácea é comestível ao natural ou utilizada no preparo de geléias, licores, bolos, pães e mingaus.

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    Vanda

    vanda tessalata

    Vanda é um gênero da família das orquídeas com cerca de 50 espécies, sendo uma das mais importantes no que diz respeito à floração.

    O nome Vanda é derivado do nome sânscrito para as espécies Vanda tessellata.

    A maioria são epífitas (vivem sobre vegetais), mas algumas são litófítas (crescem sobre rochas, tirando o seu sustento do ar, da chuva e inclusive dos seus próprios tecidos mortos. Existem também as orquídeas terrestres, que crescem na terra. Estão distribuídas na Índia, Himalaia, sudeste da Ásia, Indonésia, Filipinas, Nova Guiné, sul da China e sul da Austrália.

    É um dos cinco gêneros mais importantes, considerado o aspecto de cultivo. O grande atrativo e razão da sua grande popularidade é a floração que se dá, em regra, a cada três meses e dura, pelo menos, três semanas.

    Muitas das orquídeas Vanda, em específico a Vanda coerulea, estão em perigo em razão da destruição se deu habitat. A exportação de espécies silvestres da Orquídea Azul (Vanda coerulea) e outras Vandas silvestres estão proibidas no mundo, pois estão listadas como espécies em perigo de extinção.

    Vanda_coeruleaVanda coerulea

    Luz: Entre exposição parcial até total de até 6 horas de luz solar direta contínua por dia.

    Temperatura: 15 a 30°. Em temperatura baixas pode entrar em estagnação diminuindo as floradas.

    Ventilação: Deve ser boa. A ventilação pode ajudá-lo a controlar a temperatura, sendo mais importante ainda para evitar o aparecimento de insetos e fungos. Lembre-se: ventilação não é vento canalizado.

    Água: Cuidado geral. Na época em que a planta não esteja apresentando crescimento vegetativo tanto a adubação como as regas devem ser diminuídas.

    Umidade: Média. Não deve secar. Mas deve ter boa drenagem.

    Adubação: Cuidado geral.

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    jaboticabeira

    Muitas pessoas podem se perguntar:  é viável manter espécies frutíferas em vasos? Sim é possível, como também muito divertido e saboroso.

    A população brasileira se aglomera cada vez mais nas grandes cidades, mas nem por isso diminui a vontade de estar em contato com a natureza. Pelo contrário, existe quase uma necessidade de trazer um pedacinho dela para dentro de casa. Nada mais lógico que cultivar plantas em espaços reduzidos, inclusive aquelas que produzem frutos comestíveis!

    Tudo começa com a escolha da espécie. As que mais se adaptam a esse tipo de cultivo são:
    Acerola
    Romãzeira
    Pitangueira
    Limoeiro
    Jabuticabeira

    Para crescer com melhor qualidade elas precisam:
    Muito espaço:
    Uma das principais exigências é que as frutíferas precisam de espaço suficiente para crescer e se desenvolver bem. Então, procure escolher um vaso grande, bem espaçoso, para que as raízes cresçam sem problemas. Não se preocupe com o formato – redondos, quadrados, retangulares. O importante é que os recipientes sejam bem espaçosos.

    Boa drenagem: Quando for preparar o vaso para o plantio, é fundamental garantir um bom sistema de drenagem para escoar a água das regas. Antes de colocar a mistura de terra, coloque uma camada de argila expandida no fundo do vaso.

    Uma mistura nutritiva: Prepare a mistura de solo da seguinte forma: 1 parte de terra vegetal, 1 parte de húmus de minhoca e 1 parte de areia. Encha o vaso com a mistura, até mais ou menos a metade, e ajeite a muda de forma que ela fique na altura adequada à borda do vaso. Se for preciso, abra mais a cova ou coloque mais terra para chegar na altura desejada. Lembre-se de fazer a tarefa com cuidado, preservando o torrão de terra da muda, pois ele protege as raízes. Tudo certo? Agora complete o vaso com a mistura de terra e faça uma rega abundante.

    Um local protegido no início: Terminado o plantio, é recomendável cobrir a superfície da terra com pedriscos. Além do vaso ficar mais bonito, a cobertura protege e mantém a umidade. E por falar em proteção, no início, a planta deve ficar num local arejado, mas longe dos ventos fortes. Além disso, nesse período inicial do plantio da muda, ela deve receber bastante sol, mas nos horários mais amenos, de preferência, na parte da manhã.

    Depois, é preciso sol direto e boa nutrição: Após o período de adaptação, a planta deve receber diariamente, pelo menos, 4 horas de luz solar direta. É preciso também cuidar da nutrição das plantas frutíferas.

    No cultivo em vasos, as adubações devem ser realizadas com maior frequência e adequadas à espécie escolhida. De forma geral, dê preferência às adubações orgânicas com esterco curtido, torta de mamona ou húmus de minhoca.

    Frajola

    Odontioda Saint Wood

    Maneiras de plantio
    Sem dúvida, o xaxim ((Dicksonia sellowiana) desfibrado é ainda o melhor substrato para o cultivo de orquídeas, mas devido ao risco de sua extinção, podemos usar a fibra de coco.

    . Devemos dar preferência a vasos de cerâmica bem porosos. Para as plantas que gostam de mais umidade, podemos usar vasos de plástico. Mas para aquelas plantas que gostam de ter suas raízes aéreas, o ideal é o cachepô (cesto de madeira em sarrafinhos).

    O vaso de fibra de coco é o substituto ideal para a maioria das plantas, já que, como falamos acima, o xaxim está ficando escasso e a vigilância no corte dos troncos da planta samambaiaçu está mais rigoroso.

    Quando cultivar as plantas em vasos, de cerâmica redondo, com furo no fundo e nas laterais, ou cônicos e também no de plástico, não se esqueça de colocar no fundo, em até um terço do recipiente, cacos de cerâmica limpos e picados, ou brita, ou isopor picado, ou ainda pedregulhos (pedras quando é peneirada a areia grossa) que é de bom resultado para obter perfeita drenagem. Os seedlings (plantas pequenas que ainda não floresceram) prosperam melhor em pequenos vasos plásticos e que tenham como substrato o sphagnum vermelho (procedente do litoral).

    Dicas para o replantio de Orquídeas
    1- Deixar a fibra de fibra de coco, a casca de pinus, as folhas secas e o próprio vaso de molho, no mínimo uma hora, com água sanitária (1/3 de copo para 8 litros de água). Enxaguar em água limpa, quantas vezes for necessário, para retirar os resíduos da água sanitária.

    2- Utilizar o item anterior úmido (já escorrido)

    3- A ordem do substrato no vaso:
    a) Uma camada de fibra de coco.
    b) Uma camada de casca de pinus.
    c) Uma camada de folhas secas.
    d) Uma camada de carvão triturado (moinha de carvão).
    e) Meia colher (sopa) de farinha de osso ou outro.
    f) Uma camada de fibra de coco, até faltar dois dedos para preencher o vaso.
    g) Colocar a muda já preparada na posição correta e prendê-la.
    h) Completar com fibra de coco (não cobrir totalmente o rizoma).
    i) Trançar varetas de bambu para firmar a muda e o coxim.
    j) Colocar tutores (caso necessário) e amarrar os caules e folhas (posição vertical).
    k) quando o vaso for de plástico ou de barro (principalmente o cônico), colocar no fundo para drenagem: cacos, britas, pedregulhos, ou equivalentes.

    4- Depois de pronto mergulhar o vaso completo no tanque ou balde, por uns três minutos até sair todas as bolhas de ar, ou debaixo da torneira, retirar e deixar escorrer.

    5- Permanecer o vaso em lugar coberto, sem incidência do sol direto, por um período de 07 (sete) a 10 (dez) dias.

    6- Nesse período não precisa aguar, somente borrifar as folhas diariamente.

    7- Depois desse período, levar o vaso para o orquidário, evitando o sol direto.

    8- Colocar a etiqueta com:
    a) O número do vaso.
    b) Data do envasamento.
    c) Nome da Orquídea.
    d) No verso as datas de floração.

    9- Para melhor controle, usar um fichário com todos os dados da orquídea e seu histórico.

    10- Adubar somente depois de 06 (seis) meses.

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    Laelia crispilabia

    As orquídeas, cultivadas em orquidários caseiros ou comerciais, precisam receber com regularidade suplementação de nutrientes muito bem equilibrada.

    Em todos os habitats de orquídeas que temos visitado, sempre ficamos impressionado com o rigor e exuberância das plantas. Sejam elas epífitas, rupícolas ou terrestres, o que vemos são plantas sadias e muito bem nutridas. Espécies que, em nossos orquidários, procuramos dar sombreamento adequado com telas especiais, irrigação e adubação controladas, uma ventilação que julgamos ideal, observação e controle de pragas e doenças, enfim, um cultivo muito bem orientado. Mas, mesmo com tudo isso, nem sempre conseguimos nos aproximar da beleza encontrada nos locais nativos de nossas orquídeas.

    Vejamos agora se não estamos cometendo alguns enganos:

    A Nutrição das Orquídeas nos orquidários caseiros e comerciais
    Conceitos empíricos no meio orquidófilo sobre adubação.

    É muito comum encontrar nas exposições de orquídeas adubos sem certificação de órgãos oficiais controladores na qualidade dos produtos. São composições ou misturas de ingredientes feitas por produtores, que nem sempre entendem de química agrícola, da maneira mais empírica possível.

    Assim, misturam torta de mamona com farinha de osso que, hoje sabemos, resultam em produtos fitotóxicos, e estes com outros componentes sem definição correta de elementos nutritivos, como esterco de galinha.

    Quando perguntamos qual a quantidade de cada componente, a resposta sempre revela o desconhecimento do que é uma correta adubação: um punhado de cada componente ou metade deste em relação ao outro, e daí em diante.

    Se perguntamos, então, como é que ele sabe que estes componentes são bons, mais uma vez observamos o empirismo com que fazem os adubos: é porque “fulano”, que é um produtor muito experiente, orientou fazer assim. E como vendem estes saquinhos de adubo nas exposições! E como existem orquidófilos inexperientes que dão qualquer “comida” às suas orquídeas!

    Conceitos de cultivo orgânico sobre adubação
    Na natureza, como vimos anteriormente, as orquídeas acumulam grande quantidade de detritos orgânicos em suas touceiras, e com a simbiose de fungos, bactérias, insetos e a ação da umidade, calor e luz do sol, ocorre a decomposição e transformação destes componentes orgânicos em alimentos essenciais para as plantas.

    Nos orquidários caseiros, onde temos uma boa variedade de espécies, e também uma densidade ou acumulo de plantas em pequeno espaço, é praticamente impossível pensar em conseguir um cultivo exclusivamente orgânico, como ocorre na natureza.

    Ainda com a aplicação periódica de defensivos químicos, não temos a necessária ajuda de microorganismos para as transformações bioquímicas de matéria orgânica. Somos, assim, obrigados a suprir a falta de nutrientes com adubos químicos aplicados com pulverização folicular ou aspersão.

    Adubação Foliar
    A aplicação de adubos químicos solúveis em água é hoje uma realidade que possibilitou o cultivo comercial de grandes quantidades de plantas. Com os equipamentos de irrigação automáticos, pela aspersão, gotejamento ou nebulização, podemos simultaneamente irrigar e adubar um orquidário inteiro em poucos minutos. As folhas das plantas têm possibilidade de absorver a água pelos estômatos que existem em sua superfície, em maior quantidade na parte traseira ou adorsal. A abertura destas pequenas “bocas” depende sempre do equilíbrio hídrico da planta.

    Plantas desidratadas absorvem pouco ou nenhum nutrientes.

    Adubação com irrigação por gotejamento
    Também como a adubação foliar, o gotejamento favorece a aplicação de adubos solúveis em água e permite de adubação de nutrientes pelas raízes.

    Composição básica dos adubos
    Uma composição equilibrada de adubo deve conter os nutrientes indispensáveis para o bom desenvolvimento da planta em suas diversas fases vegetativas. Podemos dividir estes nutrientes em:

    Macronutrientes: são aqueles que as plantas necessitam em maior quantidade e temos os principais como Nitrogênio, Fósforo e Potássio.

    Secundários: Cálcio, Magnésio, Enxofre e Ferro.

    Micronutrientes: são essenciais, porém exigidos em menor quantidade. São eles: Boro, Cloro, Cobre, Zinco, Manganês, Molibdênio, Cobalto e Silício.

    Reguladores de crescimento: são os hormônios que controlam o desenvolvimento vegetal: Citocininas, Alcinas e Girberelinas.

    Outros fatores que favorecem ma adubação orgânica

    1- Regularidade na aplicação

    2- Luminosidade

    3- Umidade

    4- Temperatura

    5- Ventilação

    6- Nível de acidez

    7- Concentração das soluções: para as orquídeas, sempre é preferível uma concentração baixa, fazendo-se diluições em doses homeopáticas e com adubações mais freqüentes do que concentrações maiores e adubações mais espaçadas.

    barrinha

    formiga

    Qualquer um de nós que possua plantas de jardim teme a invasão destas insaciáveis inimigas – as formigas cortadeiras! Ver nossas plantas de jardim destruídas numa só noite é um pesadelo.

    As espécies mais comuns são as saúvas (Atta spp) e as quenquéns (Acromyrmex spp) – consideradas as principais pragas agrícolas no Brasil.

    No entanto, não podemos nos esquecer de que elas têm um papel na manutenção e equilíbrio do ecossistema. Parece incrível, não é? Mas, como tudo na natureza, elas são importantes e têm sua razão de existir:

    - Movimentam o solo, fazendo sua aeração da mesma forma que as minhocas.

    - Promovem a decomposição de substâncias orgânicas, contribuindo para a recilcagem de nutrientes do solo.

    - Algumas espécies são úteis na jardinagem e agricultura, ajudando no controle de pragas, destruindo insetos nocivos às plantas e até mesmo outras espécies de formigas.

    Muitas vezes, é mais indicado garantir o equilíbrio entre as populações de espécies diversas que simplesmente destruir indiscriminadamente os formigueiros. Se existem duas espécies como as saúva e quenquéns, a destruição da saúva que tem seus ninhos mais visíveis, fará com que a outra espécie prolifere indiscriminadamente, causando um mal ainda maior.

    Algumas receitas de uso doméstico podem resolver o problema em pequenos espaços, sem agredir o meio ambiente.

    1 – Uso de cal – Para as saúvas, por exemplo, a cal pode ser injetada nos olheiros, o mais fundo possível, usando uma bomba manual e depois injetando água. A aplicação deve ser repetida por mais duas vezes, com intervalo de uma semana.

    A cal também deve ser usada em forma de pasta nos troncos das árvores para evitar o ataque das cortadeiras.

    2 – Uso de graxa ou vaselina – Para árvores e arbustos, usar uma tira de borracha, untada com graxa ou vaselina, amarrada ao tronco.

    Para troncos menores, pode-se usa um copo de plástico invertido em torno do tronco também recoberto com graxa na parte interna. Isto impedirá o acesso das formigas até as folhas.

    3 – Existem plantas que repelem insetos e formigas:
    Menta ou hortelã
    Lavanda (Lavandula augustifolia)
    Cravo da índia (Syzygium aromaticum)
    Manjerona (Origanum vulgare)
    Absinto (Artemisia absinthium e A. vulgaris)
    Alho(Allium sativum)

    4 – Água e detergente – Faça uma solução de água quente e algumas gotas de detergente e despeje no olheiro. Cuidado com as folhas das plantas.

    5 – Sementes de gergelim colocadas ao redor do olheiro. As formigas vão carregá-las e serão oferecidas como alimento aos fungos que morrerão. Com o tempo haverá uma redução da população do formigueiro. Pode-se plantas também o gergelim (Sesamum indicum) próximo aos formigueiros.

    6 – Outras boas idéias caseiras:
    - Cinza e água despejada nos olheiros;
    - Borra de café sobre a terra.

    formigas

    capim limão

    Também conhecido por Capim-santo ou Capim-cidreira. É uma planta nativa das regiões tropicais da Ásia (Índia). Cresce numa moita, apresenta um caule rastejante e ereto o que faz com que consiga ocupar grande porção de solo disponível.

    Suas folhas são lineares, longas, com bordas cortantes e de coloração verde clara. É rústica e adapta-se a variadas condições de clima e solo. Pode ser plantada em vasos e jardineiras, assim como em canteiros adubados.

    Deve ser cultivado a pleno sol e seu crescimento é rápido. É aconselhável sempre utilizar luvas ao trabalhar com capim-limão, pois as bordas das folhas produzem cortes superficiais na pele. É uma planta medicinal, que tem suas folhas utilizadas em infusões na medicina popular.

    Já de sua inflorescência, extrai-se um óleo essencial utilizado em repelentes de insetos. Como tingimento natural, oferece suaves cores nos materiais tingidos, além de perfumar o ambiente enquanto é preparado.

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    Vanda

    Orquídeas não são parasitas. São capazes de sintetizar substancias orgânicas com base em inorgânicas e, portanto, conseguem produzir o seu próprio alimento.

    Como a maioria das plantas, as folhas das orquídeas contêm um pigmento verde chamado clorofila, essencial para a sua nutrição. Quimicamente, a clorofila é semelhante à hemoglobina, o pigmento vermelho encontrado no sangue. É este pigmento que, nas plantas, capta a energia do sol. Ao atrair as minúsculas partículas de luz chamadas fótons, uma parte da energia que absorvem é usada para “quebrar” as moléculas de água (H2O) presentes nos tecidos vegetais, separando o oxigênio (O) do hidrogênio (H). O oxigênio é então liberado na atmosfera, enquanto o hidrogênio reage com o dióxido de carbono (CO2) existente no ar, convertendo-se em açúcares e amidos, com os quais a orquídea supre uma boa parte das suas necessidades alimentares.

    A Orquídea em detalhes
    Algumas pessoas, quando estão começando a mexer com jardinagem, às vezes questionam: as flores são tão parecidas… A amarilis e o lírio, por exemplo, não são espécies de orquídeas? A resposta é não. O detalhe que mais caracteriza a flor da orquídea talvez seja a sua coluna, o conjunto formado pelos órgãos sexuais masculino e feminino. Enquanto nas outras plantas estes órgãos são completamente separados, nas orquídeas formam um conjunto único que recebe até um nome diferente: Ginostêmio.

    Jóias do Reino Vegetal
    Além disso, a flor da orquídea tem três sépalas (as peças do cálice) bastante desenvolvidas, que se alternam com igual número de pétalas. São as sépalas que envolvem e protegem a flor em botão, mas, enquanto na maior parte das flores são de cor verde, nas orquídeas tornam-se tão coloridas quanto as pétalas. Uma das pétalas, aliás, é sempre muito diferente das outras duas e recebe o nome de labelo. É desse labelo, sempre mais forte e mais colorido, que exala o perfume destinado a atrair os insetos polinizadores.

    Outra curiosidade. Na maioria das orquídeas, o botão floral cresce em posição vertical. Mais tarde, no entanto, ele se deita e faz a chamada ressupinação, um movimento de 180 graus, destinado a colocar o labelo na posição horizontal – como se fosse uma plataforma ou uma pista de aterrisagem – com vistas  a facilitar ao máximo o trabalho dos agentes polinizadores. Existem alguns gêneros de orquídeas, é verdade, como o Epidendrum e o Hormidium, cujas flores não fazem esse movimento. Por isso mesmo são de dispersão mais difícil, na medida que seus polinizadores precisam fazer verdadeiros malabarismos para visitá-las, descobrir a antera e levar o pólen das políneas para o estigma.

    Em qualquer caso, se tudo der certo, após a polinização a flor se fecha. Aí, mal comparando, é como se estivesse grávida. O ovário começa a se desenvolver e, muito lentamente, em cerca de um ano, transforma-se num fruto do tipo cápsula, que conterá de trezentas a quinhentas mil sementes. Sementes diminutas, quase microscópicas, constituídas apenas do embrião, sem nenhuma substância nutritiva de reserva para vir a ser utilizada nas primeiras fases de um eventual desenvolvimento. Em todo caso, são sementes tão leves, que poderão facilmente serem carregadas a longas distâncias pelo vento.

    lírios